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Alessandro Carlos Nogueira            João Carlos Vigilato Coutinho           Maurício Antônio Do Nascimento              ...
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RESUMOA pesquisa realizada tem por objetivo identificar a forma como são administrados os gruposde palhaços que atuam nos ...
ABSTRACTThe research aims to identify how they are managed groups of clowns who work in hospitalsin Goiânia. The basis for...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO __________________________________________________________ 11CAPÍTULO I ________________________________...
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12              Essa é a força do palhaço, que ultrapassa os limites do picadeiro e alcança oscaminhos da saúde com a util...
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28              Quanto a imagem do palhaço contemporâneo, provavelmente sua origem deu-se na Europa, mais precisamente na ...
29                 Vários são os estudiosos, filósofos, médicos, cientistas, que afirma o poderterapêutico da alegria:    ...
30               Como passar do tempo, a ONG Clawn Care Unit, passou a atuar em dez dosmais importantes hospitais, localiz...
31               Os palhaços do grupo Doutores da Alegria são atores profissionais, que paraserem incorporados à trupe, pa...
32jornais e revistas, consulta ao arquivo do Centro de Estudos dos próprios Doutores da Alegria,contatos estabelecidos pel...
33               Seus novos voluntários são capacitados com um curso oferecido pelo própriogrupo, curso este que é denomin...
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Tcc administração dos grupos de palhaços que atuam nos hospitais de goiânia

  1. 1. ASSOCIAÇÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DE GOIÁS FACULDADE PADRÃO - UNIDADE III CURSO DE ADMINISTRAÇÃOADMINISTRAÇÃO DOS GRUPOS DE PALHAÇOS QUE ATUAM NOS HOSPITAIS DE GOIÂNIA Goiânia 2010/2
  2. 2. Alessandro Carlos Nogueira João Carlos Vigilato Coutinho Maurício Antônio Do Nascimento Natália Barbosa Da SilvaADMINISTRAÇÃO DOS GRUPOS DE PALHAÇOS QUE ATUAM NOS HOSPITAIS DE GOIÂNIA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à coordenação do Curso de Administração, para obtenção do diploma de Administrador, sob a orientação do Profº Esp. Maurício Dias Paes Lemes. Profº Esp. Maurício Dias Paes Lemes (Orientador) Goiânia 2010/2
  3. 3. Alessandro Carlos Nogueira João Carlos Vigilato Coutinho Maurício Antônio Do Nascimento Natália Barbosa Da SilvaADMINISTRAÇÃO DOS GRUPOS DE PALHAÇOS QUE ATUAM NOS HOSPITAIS DE GOIÂNIA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à coordenação do Curso de Administração, para obtenção do diploma de Administrador, sob a orientação do Profº Esp. Maurício Dias Paes Lemes. Banca Examinadora: __________________________________________________ Profº Esp. Maurício Dias Paes Lemes Orientador __________________________________________________ Prof°. Esp. Osvaldo Ribeiro Otoni Júnior Faculdade Padrão ________________________________________________ Profª. Esp. Keliami Camargo de Lima Faculdade Padrão Goiânia 2010/2
  4. 4. Dedicamos este trabalho a Deus, aos nossos pais,amores, amigos e aos precursores da administraçãocientífica, que através de suas pesquisas,promoveram ferramentas de desenvolvimento paratodas as ramificações empresariais, onde se inclui osgrupos de palhaços, que se organizam para levaralegria e esperança às crianças e adultoshospitalizados.
  5. 5. Agradecemos a Deus a oportunidade decaminharmos pelas veredas da cultura. Agradecemosainda à Faculdade Padrão, pela oportunidade cedidapara realização do curso de Administração. Aoorientador Prof. Maurício Dias Paes Lemes, portransformar-se na bússola que nos conduz aconclusão do nosso objetivo acadêmico. A todos osprofessores que nos ofereceram conhecimentos etécnicas que nos levam não só ao desenvolvimentoprofissional, mas também pessoal. À bancaexaminadora por aceitar o convite para avaliar nossotrabalho. A todos os nossos amigos, que comcarinho, zelo e palavras de incentivo, nos motivaramnesta jornada.
  6. 6. “O objetivo da educação é a virtude e o desejo deconverter-se num bom cidadão”. Platão
  7. 7. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas;AMA – American Marketing Association;
  8. 8. RESUMOA pesquisa realizada tem por objetivo identificar a forma como são administrados os gruposde palhaços que atuam nos hospitais de Goiânia. A base para análise dos resultados foifundamentada nas referências teóricas da Teoria Clássica da Administração de Henri Fayol,Administração Científica de Taylor, Teoria Estruturalista da Administração de Etzioni.Utilizou-se na coleta de dados a aplicação de questionário junto aos gestores dos referidosgrupos, que apresentaram resultados que foram tratados de forma quantitativa. Pode-seperceber que a administração auxilia os gestores destes grupos na coordenação de suas áreasdistintas. Neste contexto, esta pesquisa comprova que existe a aplicação dos princípios daadministração na maioria das ações destes grupos, mas que, é necessário que seus gestores seconscientizem da necessidade de aplicarem de forma global a ciência administrativa nogerenciamento destes grupos, promovendo assim, a evolução destes projetos.Palavras-Chave: administração; terceiro setor; humanização; palhaço.
  9. 9. ABSTRACTThe research aims to identify how they are managed groups of clowns who work in hospitalsin Goiânia. The basis for analysis was based on theoretical references of the Classical Theoryof Management Henri Fayol, Taylors Scientific Management Theory StructuralistAdministration Etzioni. It was used in data collection to a questionnaire to the managers ofthose groups, whose results were treated in a quantitative manner. It can be noticed that theadministration can help managers of these groups in coordinating their respective fields. Inthis context, this research shows that there is the application of principles of managementmost of the actions of these groups, but hat it is necessary that their managers are aware of theneed to comprehensively implement administrative science in the management of thesegroups, thus promoting the evolution of these projects.Keywords: administration, third sector; humanization; clown.
  10. 10. SUMÁRIOINTRODUÇÃO __________________________________________________________ 11CAPÍTULO I ____________________________________________________________ 131. CONTEXTO HISTÓRICO _______________________________________________ 131.1 Conceitos de Administração ______________________________________________ 161.2 Áreas da Administração _________________________________________________ 17 1.2.1 Estrutura da Organização _____________________________________________ 18 1.2.2 Administração Geral _________________________________________________ 19 1.2.3 Produção __________________________________________________________ 19 1.2.4 Administração da Produção nas Pequenas Empresas ________________________ 20 1.2.5 Vendas/Marketing ___________________________________________________ 21 1.2.6 Vendas ____________________________________________________________ 21 1.2.7 Marketing _________________________________________________________ 22 1.2.8 Gestão de Pessoas ___________________________________________________ 23 1.2.9 Planejamento e Análise dos Investimentos ________________________________ 25CAPÍTULO II ____________________________________________________________ 272. PALHAÇOS ___________________________________________________________ 272.1 Origens dos Palhaços ___________________________________________________ 27 2.1.1 A Introdução das Atividades de Palhaços nos Hospitais ______________________ 28 2.1.2 A Introdução das Atividades de Palhaços nos Hospitais do Brasil ______________ 30 2.1.3 A Introdução das Atividades de Palhaços nos Hospitais de Goiânia _____________ 323. METODOLOGIA DA PESQUISA _________________________________________ 343.1 Identificação dos Sujeitos da Pesquisa ______________________________________ 34 3.1.1 Critério de Inclusão e Exclusão da Pesquisa _______________________________ 34 3.1.2 Tamanho e Características da População Estudada __________________________ 34 3.1.3 Análise Crítica dos Riscos e Benefícios ___________________________________ 35 3.1.4 Obtenção do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ___________________ 35 3.1.5 Aprovação da Metodologia do Trabalho Por Comitê de Ética________________________________________________________________________ 354. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ________________________ 364.1 Resultados do Questionário ______________________________________________ 36 4.1.1 Categorias das Informações Coletadas no Questionário ______________________ 36
  11. 11. 4.1.2 Recursos Humanos ___________________________________________________ 37 4.1.3 Financeiro __________________________________________________________ 41 4.1.4 Administrativo ______________________________________________________ 46 4.1.5 Produção ___________________________________________________________ 53CONSIDERAÇÕES FINAIS ________________________________________________ 55REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ________________________________________ 57ANEXOS ________________________________________________________________ 61
  12. 12. 11 INTRODUÇÃO A administração é uma área muito democrática, pois auxilia nodesenvolvimento técnico e operacional de qualquer ramificação empresarial. Neste contexto,podemos citar a sua importância também para o desenvolvimento dos grupos de palhaços queatuam nos hospitais, levando um trabalho de auxílio humanitário às crianças e adultosinternos nos hospitais. O que observamos no caso dos Doutores da Alegria é que o sistema de crenças que os move na sua percepção da realidade tem efeitos específicos no contexto hospitalar: melhoria da comunicação, diminuição da ansiedade, maior colaboração com o tratamento médico e melhoria na imagem da hospitalização. (MASETTI, 1998, pg.58). Esta prática recreativa, que também possui um valor terapêutico, vem sendodesenvolvida há mais de dois mil anos, em várias partes do mundo. “Hipócrates, o Pai daMedicina, no século IV A.C. já utilizava animações e brincadeiras na recuperação dospacientes”. (LAMBERT, 1999, pg.13). Sendo assim, é de suma importância que este temaseja estudado com o intuito de promoção da qualificação administrativa, fator este quepromove a sua aplicação de forma eficaz e eficiente. O grupo de pesquisa responsável por este Trabalho de Conclusão de Cursoencontrou várias pesquisas referentes aos efeitos psicológicos decorrentes do trabalho dospalhaços junto aos pacientes, porém, não localizou material bibliográfico específico sobre aaplicação da administração destes grupos. Daí o interesse pela pesquisa deste tema, uma vezque seus resultados poderão auxiliar aos coordenadores destes grupos a qualificarem o seutrabalho, e conseqüentemente manter e ampliar esta prática recreativa junto aos pacientes eseus familiares, que são seres que procuram não apenas a cura física, mas também o bem estaremocional enquanto internos nestas instituições. A implantação dos princípios administrativos é um instrumento dequalificação. Daí a importância de conhecer a forma como são gerenciados os grupos depalhaços de Goiânia - GO, pois só assim poderá ser sugerida a implantação de algunsprocessos que promoverão a evolução operacional. No grupo Doutores da Alegria, atuante na cidade de São Paulo-SP existe essapreocupação operacional.
  13. 13. 12 Essa é a força do palhaço, que ultrapassa os limites do picadeiro e alcança oscaminhos da saúde com a utilização da alegria. Desta maneira, com o que víamos nos hospitais, com os depoimentos dos artistas durante nossas reuniões e com o auxílio dos relatórios de atividades, fomos estabelecendo um referencial para a construção de uma ética que valida nosso fazer. (MASETTI, 2003, pg.10). Os trabalhos oferecidos pelos grupos de palhaços oferecem o beneficiamentoda saúde pública, pois como sua atuação auxilia no processo de cura, diminui também otempo de internação. Sendo assim, os recursos que seriam aplicados no tempo excessivo dainternação, poderão ser utilizados ao beneficiamento de outras áreas da saúde. Este processode conseqüências da atuação recreativa é também um processo administrativo.
  14. 14. 13 CAPÍTULO I1. CONTEXTO HISTÓRICO Desde os primórdios da história humana, houve a aplicação da administração.Isto é um fato, onde nos grupos primitivos já existia a presença de um líder, que coordenavaas atividades da caça, pesca e defesa dos mesmos. Moisés, para salvar o povo de Israel das mãos do Faraó, liderou cerca de 1,8milhões de pessoas por 40 anos, e graças a este fato, é considerado até os dias de hoje comoum dos maiores administradores de todos os tempos. Juntamente com o desenvolvimento da história humana, ocorre odesenvolvimento do planejamento, programação e controle dos recursos, atividades estas, quechamamos hoje de Administração. Os primeiros registros da Administração aconteceu com o aparecimento dasgrandes construções, marcaram o mundo não apenas pelo seu desenvolvimento arquitetônico,mas também pelo seu desenvolvimento administrativo, gerenciando produtos e serviços parao seu desenvolvimento. Segundo WILSON, “as grandes obras realizadas em eras remotas da históriada humanidade tem maior probabilidade de terem sido os primeiros tipos de processoprodutivo a requerer técnicas gerenciais para suas operações”. (CORRÊA, apud 2003,pg.19). Sendo assim, as pirâmides, as esfinges do Egito, os castelos europeus, as muralhas daChina e os aquedutos romanos, são exemplos da origem da administração de recursosmateriais e humanos. Para o surgimento das primeiras grandes obras da humanidade, foi necessário oempenho de gestores, que mesmo de forma empírica, deram início ao registro dos primeirosacontecimentos administrativos. São poucos os registros sobre a forma administrativa utilizada para odesenvolvimento destes grandes empreendimentos, mas graças a estes, foi possível realizarum comparativo da administração primária com a administração contemporânea. Quanto à administração primária, denominamos assim as atividades queaconteciam de forma rudimentar, onde, apesar de ter um objetivo, não existia um plano demetas para os processos a serem desenvolvidos.
  15. 15. 14 Quanto à administração contemporânea, denominamos assim as atividadesdesenvolvidas nas épocas atuais, fundamentadas nos princípios administrativosfundamentadas pelos teóricos da administração. As construções das primeiras grandes catedrais são bons exemplos sobre osprimeiros registros da administração: Há pouca informação na literatura sobre métodos gerenciais usados para gestão desses empreendimentos, mas aparentemente não eram usados métodos sistematizados ou especializados. A construção das grandes catedrais é um bom exemplo: representavam esforços enormes, com projetos muito exigentes e necessidades de planejamento que envolvia centenas e até milhares de pessoas com variadas habilidades que trabalhavam em numerosas atividades. A despeito de sua escala e complexidade monumental, a duração do projeto e seu custo não parecem ter sido gerenciados com as preocupações presentes hoje em situações de complexidade similar. A natureza religiosa e política dos projetos, a falta de sistemas de contabilidade formais e uma não-premência de tempo parecem ter sido importantes fatores de alívio para pressões por eficiência ou eficácia na gestão. (CORRÊA, 2003, p.19-20). Os primórdios da Administração se desenvolveram a passos muito lentos,foram séculos sem qualquer estudo científico ligado ao desenvolvimento dos processosgerenciais ou produtivos. Em torno de 1901, surgem os resultados dos primeiros estudos deFrederick Winslow Taylor, um engenheiro nascido na Filadélfia, nos Estados Unidos daAmérica, que posteriormente teve suas idéias conhecidas como Administração Científica, emdecorrência da observação dos resultados dos trabalhos desenvolvidos pelos operários quetrabalhavam na mesma fábrica que ele. Taylor estabeleceu princípios que passaram mais tarde a ser conhecidos como princípios da administração científica. Embora talvez o termo científico seja inadequado para descrever a abordagem taylorista, dada a escassa base científica de suas análises, Taylor sistematizou técnicas e princípios que, em seu conjunto, contribuíram para um aumento substancial dos níveis de eficiência da indústria americana do início do século XX. (CORRÊA, 2003, pg.40). Os resultados positivos dos estudos de Taylor incentivaram os estudos daAdministração por parte de outros pesquisadores, que também foram considerados comoteóricos da administração. Dentre estes, cita-se Henri Fayol, um engenheiro francês nascidoem Constantinopla, que fez sua carreira nas indústrias metalúrgicas. Para Fayol, os princípios da Administração, que também ficaram conhecidoscomo filão da Teoria Clássica, é uma lista de quatorze procedimentos os quais os
  16. 16. 15administradores devem adotar para conseguir uma gestão de qualidade, eficiência e eficácia,sendo eles: 1. Divisão do trabalho: Consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência. 2. Autoridade e responsabilidade: Autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência. A responsabilidade é uma conseqüência natural da autoridade e significa o dever de prestar contas. Ambas devem estar equilibradas entre si. 3. Disciplina: Depende da obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos. 4. Unidade de comando: Cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o princípio da autoridade única. 5. Unidade de direção: Uma cabeça e um plano para cada conjunto de atividades que tenham o mesmo objetivo. 6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais: Os interesses gerais da empresa devem sobrepor-se aos interesses particulares das pessoas. 7. Remuneração do pessoal: Deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição. 8. Centralização: Refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização. 9. Cadeia escolar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo em função do princípio do comando. 10. Ordem: Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana. 11. Eqüidade: Amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal. 12. Estabilidade do pessoal: a rotatividade do pessoal é prejudicial para a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer no cargo, tanto melhor para a empresa. 13. Iniciativa: A capacidade de visualizar um plano e assegurar pessoalmente o seu sucesso. 14. Espírito de equipe: A harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a organização. (CHIAVENATO, 2000, pg. 86-87) Mesmo ditando os princípios da administração, Fayol acreditava que estesprincípios deveriam ser seguidos sem qualquer tipo de rigidez, devendo estes ser maleáveis acada situação, não cabendo ao administrador agir de forma intransigente junto aos seuscolaboradores. A maleabilidade das funções exigiu dos administradores um maior senso decoerência quanto aos assuntos a serem definidos na empresa. Sendo assim, quando oadministrador que utilizasse as suas normas e procedimentos obtivesse prejuízos, Fayol nãopoderia ser o culpado, pois cabia exclusivamente ao administrador da empresa, a função deidentificar a melhor opção a ser seguida, deveria observar todas as áreas administrativas emque se envolve uma empresa. “Tudo em Administração é questão de medida, de ponderação ede bom senso. Tais princípios, portanto, são maleáveis e adaptam-se em qualquercircunstância, tempo ou lugar”. (CHIAVENATO, 2000, pg. 86). Os administradores devembasear-se em suas atividades administrativas e na fundamentação teórica da administração,
  17. 17. 16uma vez que, seus princípios são universais para qualquer ramificação empreendedora, sejaela com ou sem fins lucrativos. É a administração que oferece subsídios para odesenvolvimento técnico e operacional de qualquer tipo de empreendimento.1.1 Conceitos de Administração A Administração, em sua ilimitada potencialidade de implantação, se tornouuma ferramenta indispensável para conquista do sucesso de qualquer tipo de empreendimento,viabilizando técnicas que auxiliam no êxito dos melhores resultados de um projeto de ação. Em uma época de complexidades, mudanças e incertezas como a que atravessamos hoje, a Administração tornou-se uma das mais importantes áreas da atividade humana. Vivemos em uma civilização na qual o esforço cooperativo do homem é a base fundamental da sociedade. E a tarefa básica da Administração é a de fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente e eficaz. (CHIAVENATO, 2000, p.5.) Henri Fayol definiu a Administração como ato de: • Prever; • Organizar; • Comandar; • Coordenar; • Controlar. O ato de prever compreende-se o período em que o administrador visualiza ofuturo e traça o programa de ação. O ato de organizar compreende-se o período em que o administrador constrói oorganismo material e social da empresa. O ato de comandar compreende-se o período em que o administrador dirige eorienta sua equipe de colaboradores. O período de coordenar compreende-se o período em que o administradorinterage todos os departamentos da empresa, harmonizando os atos e esforços coletivos. O período de controlar compreende-se o período em que o administradorverifica se o plano de ação está sendo desenvolvido conforme as regras e ordensestabelecidas.
  18. 18. 171.2 Áreas da Administração A departamentalização de uma empresa propicia um melhor desenvolvimentoadministrativo, onde o administrador geral pode dividir com os demais administradoresresponsabilidades setoriais. Atuando com maior rapidez nas tomadas de decisões, emelhorando a capacitação do seu gestor, possibilitando a especialização dos seusconhecimentos na área em que atua. Segundo Etzioni, as organizações possuem as seguintes características: a) Divisão de trabalho e atribuição de poder e responsabilidades: de acordo com um planejamento intencional para intensificar a realização de objetivos específicos. b) Centros de poder: controlam os esforços combinados da organização e os dirigem para seus objetivos; esses centros do poder precisam também reexaminar continuamente a realização da organização e, quando necessário, reordenar sua estrutura, a fim de aumentar sua eficiência. c) Substituição do pessoal: as pessoas podem ser demitidas ou substituídas por outras pessoas para as suas tarefas. A organização pode recombinar seu pessoal através de transferências e promoções. (CHIAVENATO, 2000, p.356) Durante o ano de 1916 enquanto Taylor e outros engenheiros trabalhavam emprol do desenvolvimento da Administração Científica nos Estados Unidos, a Teoria Clássicasurgiu na França sendo rapidamente difundida por toda a Europa. Visavam a busca da eficiência das organizações. Enquanto a AdministraçãoCientífica julgava que essa eficiência era alcançada por meio da racionalização do trabalho eno somatório da eficiência individual, a Teoria Clássica vinha na contra mão, enfatizava todaa organização e sua estrutura, sendo eles órgãos e pessoas. Essa preocupação proporcionou aampliação no objetivo de estudo da Teoria Geral da Administração. Em 1916, sob a luz dos pensamentos de Fayol, surgiu na França a TeoriaClássica da Administração, caracterizada pela ênfase na estrutura necessária para ser eficiente,sendo que, suas atividades deveriam ser divididas em funções. As áreas da administração são divisões que auxiliam no processo dedistribuição de tarefas, cargos e funções, promovendo assim a agilidade dos processos, etomadas de decisões.
  19. 19. 181.2.1 Estrutura da Organização (FAYOL, 2000, pg. 84) Para Fayol nenhuma das cinco funções essenciais procedentes tem o encargode formular o programa de ação geral da empresa, de constituir o seu corpo social, decoordenar os esforços e de harmonizar os atos. Essas atribuições constituem outra função,designada pelo nome de Administração que estão divididas nas seguintes áreas: • Administração geral; • Produção; • Vendas/marketing; • Gestão de Pessoas. De acordo com Chiavenato, Fayol tentou definir os Princípios Gerais deAdministração, sistematizando-os muito bem, embora sem muita originalidade, porquanto oscoletou de diversos autores de sua época. “A visão de Fayol sobre as funções básicas daempresa está ultrapassada. Hoje, as funções recebem o nome de áreas da administração”.(CHIAVENATO, 2000, pg.83). Para Fayol tudo em Administração é questão de medida, deponderação e de bom senso. Sendo assim é imprescindível aos administradores que podeminfluenciar ao alcance dos seus objetivos.
  20. 20. 191.2.2 Administração Geral Esta área tem como função, desenvolver a integração dos coordenadores dasdiversas áreas administrativas, coordenando e sincronizando suas tarefas, objetivando umafinalidade comum, que é o desenvolvimento da empresa como um todo. A administração seja ela uma arte, uma ciência, ou ambas, é praticada o tempotodo. Sabe-se que a administração obteve diversos enfoques e visões diferentes através dotempo, contudo, ela permanece como forma de aprimorar os meios para atingir os melhoresfins. Chiavenato (2000) concorda com o conceito de Stoner quando diz que aAdministração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fimde alcançar objetivos, “[...] a tarefa básica da Administração é a de fazer as coisas por meiode pessoas de maneira eficiente e eficaz”. CHIAVENATO (2000, p. 5)1.2.3 Produção A administração da produção busca o equilíbrio entre as ferramentasnecessárias para o desenvolvimento de um produto ou serviço, que será oferecido ao seupúblico alvo. Esse processo também pode ser identificado como gestão de operações, comocitada por SLACK e LEWIS (2002): Gestão de operações é a atividade de gerenciamento de recursos escassos e processos que produzem e entregam bem e serviços, visando atender a necessidades e/ou desejos de qualidade, tempo e custo de seus clientes. (CORRÊA Henrique Luiz, 2003, p. 17). O processo compreende a equação da quantidade de profissionais para odesenvolvimento de cada fase, captação de matéria-prima e equipamentos. Oacompanhamento e readequação das tarefas quando necessário é fundamental para o controledo tempo de execução, que viabiliza ao cliente a entrega do produto ou serviço no tempo ecom a qualidade combinada.
  21. 21. 20 A administração da produção trata da maneira pela qual às organizaçõesproduzem bens e serviços. Tudo o que é consumido chega ao consumidor final graças aosgerentes de operações que organizam sua produção. A produção está em toda parte, embora nem sempre as pessoas quesupervisionam sua “produção” sejam chamados gerentes de produção, isso é o que elesrealmente são. “Qualquer organização possui uma função produção porque produz algumtipo de bem e/ou serviço. Entretanto nem todos os tipos de organização, necessariamente,denominam a função produção por esse nome”. (SLACK 2002, pag. 32) A função produção é central para a organização, uma vez que, ela produz osbens e serviços que são a razão de sua existência, mas isso não quer dizer que seja a única,nem a mais importante. Entretanto, é umas das três funções centrais de qualquer organização,que são: • Função Marketing: responsável por comunicar os produtos ou serviços de uma empresa para seu mercado; • Função Desenvolvimento de produto/serviço: responsável por criar novos produtos e serviços ou modificá-los; • Função Produção: responsável por satisfazer às solicitações de consumidores por meio da produção e entrega de produtos e serviços. Destacam-se também as funções de apoio que suprem e apóiam a funçãoprodução: • Função Contábil-Financeira: fornece informação para ajudar os processos decisórios econômicos, assim como administra os recursos financeiros da organização; • Função Recursos Humanos: recruta e desenvolve os funcionários da organização.1.2.4 Administração da Produção nas Pequenas Empresas As pequenas empresas devem receber uma abordagem diferente por parte deseu administrador de produção, uma vez que traz consigo um próprio conjunto de problemas. Teoricamente, a administração da produção envolve o mesmo conjunto deatividades para qualquer tamanho de organização. Entretanto, na prática, administrar a
  22. 22. 21produção em organizações de pequeno e médio porte possui seu próprio conjunto deproblemas. Empresas grandes podem ter os recursos para destinar profissionais a desempenhar funções organizacionais específicas, o que geralmente não ocorre com empresas menores. Isso significa que as pessoas podem ter que executar diferentes trabalhos, conforme a necessidade. SLACK (2002, PAG. 33) Desta forma, podemos ser empresas pequenas, mas muitos de nossosconsumidores podem ser grandes indústrias ou empresas de produção que esperam um nívelde serviço tão profissional como de qualquer um de seus fornecedores.1.2.5 Vendas/Marketing Para CHIAVENATO (2000), as funções comerciais são chamadas de área devendas/marketing. Porém, devido o altíssimo desenvolvimento da área de marketing do ano2000 aos dias atuais, as referidas citações serão relatadas separadamente neste Trabalho deConclusão de Curso.1.2.6 Vendas Hoje é comum empresas dizerem que marketing é o mesmo que vendas, sendoé um profundo engano, afinal venda é um produto a mais no marketing. Mais na verdade otermo vendas foi originado aos primórdios da fundação da Carbonária associação secretaséculo XVIII e meados do século XIX, com membros em Itália (carbonari - carvoeiros) e, emFrança (fendeurs - lenhadores), assim ao lugar superior das reuniões davam o nome de Vendaou a casa onde se reuniam os mestres, mais do que o significado atual e corrente de loja, que éo sinônimo de Venda. A venda pessoal é uma das formas mais eficazes de comunicação, pois ocorrefrente a frente em relação do vendedor e o comprador através de formas antigas, através decontatos direcionados e por telefone, hoje mais interativo com computadores entre outrasformas. A definição de vendas é muito importante no processo de comunicação, umavez que o vendedor identifica e satisfaz às necessidades de um comprador para o benefício delongo prazo de ambas as partes.
  23. 23. 22 Czinkota (2001) venda pessoal é a comunicação verbal direta concebida paraexplicar como bens, serviços ou idéias de uma pessoa ou empresa servem às necessidades deum ou mais clientes potenciais. Rogers (1993) venda pessoal é o lado acentuado do marketing porque é quandoos representantes da empresa ficam frente a frente com os compradores em potencial.1.2.7 Marketing O Marketing estaria presente durante todo o percurso histórico, desde Adão eEva quando a cobra foi a primeira a aplicar o conceito de Marketing, usando a sua técnica depersuasão para vender a maçã a Eva. Quando se fala em Marketing a primeira idéia que vem na cabeça é que se tratada venda ou propaganda de algum produto. O marketing é bem conhecido ao seu redor,através dos anúncios que invade nossa TV, nossas revistas, o jornal, na própriacorrespondência, a internet que navegamos e no nosso próprio lazer. O marketing estápresente no dia a dia. O marketing tem muitas definições e tentativas de traduções de acordo com asmudanças ambientais e das diferentes exigências sociais do mercado. Mais em 1960, a Ama(American Marketing Association) definia Marketing como o desempenho das atividades denegócios que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor ou utilizador. Mas em 1985 a Ama substitui a sua definição por outra mais abrangente eatualizada, conforme relata BENETT: “Marketing é o processo de planejamento e execução da concepção, preço, promoção e distribuição de idéias, bens e serviços, organizações e eventos para criar trocas que venham a satisfazer objetivos individuais e organizacionais.” (KOTLER, apud 1998, pg.32). De outro lado, Pioneira Thomson Learning define marketing como umafilosofia simples e intuitiva realçando a justificativa econômica e social para a existência daempresa, satisfazendo os desejos e necessidades do cliente, ao mesmo tempo atendendo aosobjetivos da organização. Mas Philip Kotler acha que é um processo social gerencial que os indivíduos egrupos obtêm a necessidade desejada pela criação, oferta e troca de produtos. Baseando nasnecessidades, desejos, demandas e produtos.
  24. 24. 23 Alexandre Luzzi Las Casas, fala que marketing é uma atividade decomercialização com base no conceito de troca devido à necessidade que os indivíduos eorganizações necessitavam de produtos e serviços, levando a especializações e fazendoprodutos bem feitos com maior dedicação, beneficiando a sociedade. Flávio Torres Urdan e André Torres Urdan complementam que marketing étroca ou transferência entre partes de algo que possuem, mostrando que sua existência existedeste quando as pessoas começaram a procurar ou oferecer coisas na expectativa derecebimento de algo em troca melhorando a existência para todos.1.2.8 Gestão de Pessoas Entre suas funções do Administrador de Gestão de Pessoas, estão os assuntosreferentes aos aspectos internos e externos: Dentre os aspectos internos do Administrador de Gestão de Pessoas, cita-se: • Análise e descrição de cargos; • Avaliação de cargos; • Treinamento; • Avaliação de desempenho; • Plano de carreiras; • Plano de benefícios sociais; • Higiene; • Segurança; Dentre os aspectos externos do Administrador de Gestão de Pessoas, cita-se: • Pesquisa de mercado de trabalho; • Recrutamento e seleção; • Legislação trabalhista; • Relação com sindicatos. Dentre as opções de promoção de oportunidades de aprimoramento dasatividades dos colaboradores, o Administrador de Gestão de Pessoas pode aplicar na empresaum programa de desenvolvimento contínuo, onde a empresa oferece cursos periódicos aosseus colaboradores, isso, sob coordenação de um psicólogo, terapeuta ocupacional ou um
  25. 25. 24gestor de pessoas, viabilizando assim, a consciência coletiva da importância do constanteaprendizado. A Administração da Gestão de Pessoas é uma área que envolve conceitos depsicologia industrial e organizacional, assim como conceitos de sociologia organizacional,engenharia de segurança, medicina do trabalho, engenharia de sistemas, etc. Os recursos são meios que as organizações possuem para realizar suas tarefas e atingir seus objetivos: são bens ou serviços consumidos na realização das atividades organizacionais. Podem ser imaginados como os insumos necessários para produzir o produto final ou o serviço prestado pela organização. Geralmente, quando se fala em recursos, surge a imagem simplista de dinheiro, equipamento, materiais, pessoal. Porém, os recursos organizacionais são extremamente diversificados e complexos. (CHIAVENATO, 2002, p.128). Outra função destinada ao Administrador de Gestão de Pessoas está empromover a higiene e segurança do trabalho, isso tanto de forma física quanto psíquica, quesão as variáveis da situação que influenciam o comportamento humano. Para isso, esteadministrador estabelece normas e procedimentos, colocando em prática os recursos possíveispara conseguir a prevenção de acidentes. O Administrador de Gestão de Pessoas, não é responsável apenas pelorecrutamento e seleção dos funcionários de uma empresa, mas também na promoção daampliação de suas potencialidades, assim como, é também o responsável pela promoção daqualidade do ambiente de trabalho e da minimização dos riscos físicos e psíquicos aoscolaboradores. Podemos perceber que a gestão de Pessoas vem passando por um amploprocesso de transformação, na medida em que os sistemas tradicionalmente utilizados comoreferencial vem demonstrando fragilidades diante do ambiente turbulento e em constantemudança pelo qual vem passando as organizações. A segurança busca minimizar os acidentes de trabalho. Podemos conceituar acidente de trabalho como decorrente do trabalho, provocando, direta ou indiretamente, lesão corporal, perturbação funcional ou doença que determine a morte, a perda total ou parcial permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. A palavra acidente significa imprevisto e perfeitamente evitável na maioria dos casos. (CHIAVENATO (2002, p. 440) Considerando que mudanças ocorrem a todo o momento, a organização precisaestar alinhada em torno de definições estratégicas claras, sustentadas por uma gestão com
  26. 26. 25amplo envolvimento e participação. Uma organização que deseja ter de si mesma uma visãoestratégica precisa levar em conta que há um fluxo de conhecimentos que afeta a produçãocomo um todo. É preciso, portanto, estabelecer um compromisso com a força de trabalho,baseado em respeito mútuo em uma comunicação aberta, ou seja, com o envolvimento dosclientes internos e externos. O momento atual exige ampla transformação, uma nova "filosofia de gestão", oque implica uma grande mudança no paradigma. É necessário que o gestor aprenda a criar novas formas organizacionais emtorno de equipes e processo. As duas formas principais de modelos de sucesso atualmente é a gestão porcompetência e desenvolvimento de líderes verdadeiros, que vamos discorrer a seguir: Ao estabelecer um modelo de gestão por competências, faz-se necessárioadotar algumas atitudes básicas relacionadas às ações gerenciais: • Conscientização de que cada tipo de organização necessita de pessoas com perfis específicos e que cada posto de trabalho existente na empresa tem características próprias e deve ser ocupado por profissionais que apresentem um determinado perfil de competências. • Reconhecimento de que aqueles que ocupam funções de liderança são responsáveis pela oferta de oportunidades que permitam o desenvolvimento e a aquisição de novas competências. • Crença de que sempre haverá a demanda para o desenvolvimento de novas competências e o que hoje é exigido para a boa execução de um trabalho, poderá agregar novas exigências amanhã. • A arte de saber delegar é cada vez mais uma necessidade dentro de uma organização, nomeadamente no que se refere à sua gestão.1.2.9 Planejamento e Análise dos Investimentos Nos relatos de CHIAVENATO, relacionado às divisões das áreasadministrativas, não consta o item “financeiro”. Porém, devido o grande desenvolvimentodesta área, relatamos abaixo os resultados encontrados na pesquisa:
  27. 27. 26 Nesta área estão inseridos o planejamento, análise dos investimentos ecaptação de recursos, objetivando-se o desenvolvimento da mesma e também a minimizaçãodos desperdícios. Tal área administrativa pode ser considerada como o sangue ou a gasolina da empresa, que possibilita o funcionamento de forma correta, sistêmica e sinérgica, passando o oxigênio ou vida para os outros setores, sendo preciso circular constantemente, possibilitando a realização das atividades necessárias, objetivando o lucro, maximização dos investimentos, mas acima de tudo, o controle eficaz da entrada e saída de recursos financeiros, podendo ser em forma de investimentos, empréstimos entre outros, mas sempre visionando a viabilidade dos negócios, que proporcionem não somente o crescimento, mas o desenvolvimento e estabilização. Administração financeira cuida de planejamento, analise de investimentos, política de crescimento, financiamento, contabilidade, etc. (LIMA NETTO, 1978, p. 34). Para um bom controle financeiro é indispensável o desenvolvimento doBalanço Patrimonial, onde além de apresentar a situação real da empresa, oferece informaçõesque auxiliam na tomada de decisões. Os relatórios financeiros têm a finalidade de demonstrar por meio de planilhas: • Situação Econômica da Empresa; • Desenvolvimento dos Recursos; • Patrimônio; • Compromissos Pendentes; • Rentabilidade das Aplicações. Essas informações são indispensáveis num processo de avaliação de um projetoou mesmo durante a formatação de um novo projeto, uma vez que a documentação financeirademonstra as possibilidades reais que a empresa dispõe para novos investimentos.
  28. 28. 27 CAPÍTULO II2. PALHAÇOS O palhaço é o sinônimo de alegria e descontração, tornando-o um personagemde grande representatividade tanto na cultura ocidental quanto oriental. O princípio da sua existência está vinculado a arte de trazer diversão àspessoas, isso, por meio da sua aparência excêntrica, seu sorriso espontâneo, sua conversadespretensiosa, seu jeito infantil de falar e se comportar, que são as características que ocompõe. Conseqüentemente, sua presença não passa despercebida, devido sua exuberantesingularidade. A sua imagem alegre, com um comportamento que mescla imaturidade,ingenuidade e simpatia, faz com que as pessoas se tornem mais receptivas à sua presença. Oque confirma a carência das pessoas quanto a necessidade de encontrarem oportunidades dedescontração, dentro da nossa atualidade tão repleta de correria e individualidades. O palhaço é uma figura artística tão importante, que em nenhum lugar domundo, nenhum empresário consegue registrar juridicamente um empreendimento circense,sem que no seu quadro de artistas não exista pelo menos a presença de um palhaço. O palhaçoé o rei do circo. É o artista que canta, dança, representa, faz mágica, malabarismo eprincipalmente: faz sorrir.2.1 Origens dos palhaços A origem exata, quanto à localização e período de surgimento, ainda é ummistério. Porém, acredita-se que sua origem deu-se através dos povos nômades (ciganos) hámilhares de anos. Pesquisadores encontraram na China algumas pinturas datadas de 5.000 anos,que mostram figuras de acrobatas utilizando figurinos extravagantes. Também existemregistros que há 2.500 anos antes de Cristo, no Egito, já existiam palhaços divertindo osfaraós.
  29. 29. 28 Quanto a imagem do palhaço contemporâneo, provavelmente sua origem deu-se na Europa, mais precisamente na Itália, por intermédio do cinema com a comédia Del Arte. Na China, por exemplo, pinturas de 5.000 anos mostram algumas figuras como acrobatas de roupa excêntrica. Por volta do ano 2.500 antes de Cristo, no Egito, a figura do bobo da corte já divertia os faraós, isso na Dinastia do Faraó Dadkri-Assi. Provavelmente na Europa, aconteceu a fusão do bobo da corte com elementos do teatro. A comédia Del Arte que nasceu na Itália passou a utilizar o modelo do bobo da corte, fazendo surgir o palhaço como conhecemos hoje, com roupas largas, sapatos exageradamente grandes, Máscaras divertidas e um jeitão atrapalhado. (Site <http//www.agoravale.com.br/aforavale/notícias.asp?id=9229&cod=1>, acesso 08/06/2010). O palhaço e sua representatividade vêm sofrendo transformações no decorrerdo tempo. Hoje, no Le Cirque de Soleil, que é a maior companhia circense do mundo, opalhaço é um profissional altamente qualificado, que necessita de cursos de interpretação eespecíficos da cultura “clow”. Porem, a sua essência continua a mesma: proliferador desorrisos.2.1.1 A Introdução das Atividades de Palhaços nos Hospitais No decorrer do tempo, o palhaço, que antes estava limitado a apresentaçõescircenses, foi conquistando novos espaços, como por exemplo: teatro, escolas, arenas derodeio, presídios e empresas. Devido ao seu potencial de transformação dos ambientes, o palhaço passou aintegrar também o ambiente hospitalar, auxiliando na humanização do processo deinternaçdos pacientes. A utilização da alegria como processo de tratamento de cura em pessoasenfermas, é uma atividade que vem sendo desempenhada há vários séculos. Em 1985, na cidade de New York, nos Estados Unidos da América, aconteceua introdução do palhaço no ambiente hospitalar, quando Michael Christense, que é diretor dos“clows” do Big Apple Circus, uma das maiores organizações culturais sem fins lucrativos deNova Iorque, realizou sua primeira apresentação hospitalar.
  30. 30. 29 Vários são os estudiosos, filósofos, médicos, cientistas, que afirma o poderterapêutico da alegria: Hipócrates, o Pai da Medicina, no século IV a.C. já utilizava animações e brincadeiras na recuperação dos pacientes. Darwin, pioneiro no estudo dos movimentos expressivos da comunicação não-verbal, classificou, em seu livro A expressão das emoções no homem e nos animais, de 1872, o sorriso e o riso entre os movimentos expressivos inatos e universais. Freud, em seu trabalho A Graça e suas Relações com o Inconsciente, escrito em 1916, já afirmava que uma cena cômica e o riso dela decorrente melhoravam a saúde física e mental. O médico norte-americano Hunter Adams, chamado de “Patch Adams”, vem utilizando com sucesso, desde a década de 60, o riso como agente de cura, um eficiente instrumento terapêutico que favorece a recuperação e a cura dos pacientes. E agora ele está partindo para a construção de um hospital beneficente que tratará enfermos de corpo e alma com a Risoterapia associada a outra Terapias Naturais. Em 1987, Frans Alexander, do Instituto de Psicanálise de Chicago, concluiu em suas pesquisas que “o caráter liberador do riso é um meio de se extravasar as tensões e de se evitar as doenças psicossomáticas”. Na Alemanha, uma pesquisa feita pelo Departamento de Psicologia de Dusseldorf provou que “rir é tão bom para o organismo quanto praticar esportes”. (LAMBERT, 1999, pg.13). O Clown Care Unit, nasceu como um departamento do Big Apple Circus, ondeos artistas lá cadastrados foram devidamente treinados para levar alegria às criançasinternadas em hospitais da cidade de New York. Seus integrantes são de nacionalidadesdiversas, o que ampliou ainda mais a qualificação do trabalho, que teve influência cultural devários países. Em 1985, meu irmão morreu de câncer. Pouco antes de ficar doente, numa feira de antiguidades, ele viu uma maleta de médico e me deu de presente. Ele imaginou que, no futuro, eu poderia usá-la em alguma apresentação. Um ano depois de sua morte, recebi o telefonema de uma senhora que, depois de assistir a um de meus espetáculos, me convidou para fazer uma apresentação para crianças internadas. Lembrei-me da maleta e criei o personagem Doutor Stubs. A reação foi tão boa que pedi para visitar as crianças que não puderam ir ao auditório do hospital. Foi assim que nasceu a Clawn Care Unit. (Site <http://veja.abril.com.br/310107/auto_retrato.html>. Acesso em 23/04/2010). A introdução deste trabalho junto aos hospitais, não aconteceu da melhor formapossível. Alguns membros da equipe médica, acostumada a um ambiente onde a seriedade e odistanciamento afetivo com os pacientes era o comportamento ideal para representar oprofissionalismo, tiveram muita dificuldade para aceitar a introdução do palhaço como umdos membros da equipe hospitalar, que auxiliava na qualidade do processo de tratamento, curae hospitalização do paciente.
  31. 31. 30 Como passar do tempo, a ONG Clawn Care Unit, passou a atuar em dez dosmais importantes hospitais, localizados nas cidades de New York, Washington, Boston eSeattle. Atores de várias partes do mundo integraram-se a este projeto, os quais foramdevidamente treinados para atuar com as crianças hospitalizadas. Quando Michael Christensen foi questionado em uma entrevista para a revistaVeja, quanto à relação dos médicos com a Clawn Care Unit, ele respondeu: No início do programa, certa vez, numa UTI, um médico me disse: “Palhaços não pertencem a este lugar”. E eu respondi: “Nem as crianças”. Mas a maioria nos apóia. Eles sabem que as crianças que sorriem sentem-se mais seguras, têm menos medo e são mais fáceis de tratar. (Site <http://veja.abril.com.br/310107/auto_retrato.html>. Acesso em 23/04/2010). Este trabalho de recreação hospitalar começou a tomar proporção mundial,quando os atores do Clown Care Unit começaram a deixar o grupo e migraram para outrospaíses, iniciando projetos similares. No ano de 2003, foi realizada uma pesquisa denominada “Palhaços emHospitais – Brasil / Mundo. O idealizador e realizador desta pesquisa foi o grupo Doutores daAlegria, que objetivavam com esta pesquisa, identificar os grupos de palhaços existentes noshospitais do mundo, assim como suas características. Utilizando a internet para localizar os grupos de palhaços atuantes no mundo,localizaram 124 sites, 120 e-mails, endereços e números telefônicos, para os quais foi enviadoum questionário. Destes contatos, apenas 32 respondeu devidamente as questões, tornando-seesses o material de estudos para a pesquisa. Fazem parte desta pesquisa, grupos existentes nosseguintes países: França, Alemanha, Espanha, Itália, Áustria, Bélgica, Portugal, Canadá,EUA, México, Peru, Uruguai, Colômbia e Austrália. Estes dados demonstram que estainiciativa não tem seu desenvolvimento em uma região isolada.2.1.2 A Introdução das Atividades de Palhaços nos Hospitais do Brasil No início dos anos 90, alguns integrantes do Clow Care Unit, deixam o grupoamericano e migram para outros países para montarem projetos similares. O grupo Doutores da Alegria tornou-se então, o pioneiro no Brasil nestesegmento. Hoje, sua atuação acontece em quatorze hospitais localizadas nas áreas nobres ecarentes de São Paulo, Recife e Belo Horizonte.
  32. 32. 31 Os palhaços do grupo Doutores da Alegria são atores profissionais, que paraserem incorporados à trupe, passam por um processo seletivo e um estágio e treinamento deseis horas diárias nos hospitais, para comprovar seu senso de profissionalismo e preocupaçãocom os pacientes internos nos hospitais. No Brasil, um programa similar teve início com Wellington Nogueira em 1991. Após três anos de trabalho como ator no programa americano, ele fundou os Doutores da Alegria no Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes em São Paulo. Seguindo as características do modelo americano, um casal de artistas visitava todas as crianças internadas, leito a leito, duas vezes por semana, durante aproximadamente seis horas por dia, inclusive nas unidades de terapia intensiva e de cirurgias ambulatoriais. (MASETTI, 2003, pg.92) Suas atividades não se restringem as visitas hospitalares, mas também noestudo científico dos resultados apresentados pela sua atuação, oficinas de palhaços,realização de exposições fotográficas; apresentações teatrais; palestras e intervençõesempresariais; oficinas para pais e filhos; edição de livros. No ano de 2001, os Doutores da Alegria, visando mapear as iniciativas queutilizavam a imagem do palhaço na abordagem junto aos pacientes internados nos hospitais,elaborou uma pesquisa denominada “Palhaços em Hospitais – Brasil”. Esta pesquisa tevecomo objetivo catalogar as iniciativas afins, conhecer as características dos palhaços atuantesnestes grupos, e conhecer as características dos grupos pesquisados. A consolidação e desenvolvimento deste grupo de palhaços demonstra aimportância da administração para o processo de elaboração, desenvolvimento, aplicação econtrole de um projeto, assim como, uma boa equipe para gestão do grupo. Este conjunto decaracterísticas justifica os números divulgados no seu site: Os números desta trajetória reforçam a ação bem-sucedida: desde 1991, quando a organização foi fundada, os Doutores já visitaram mais de 652 mil crianças e adolescentes hospitalizados, atingindo também cerca de 600 mil familiares e envolvendo mais de 13 mil profissionais de saúde. Essa idéia, então inédita, foi inserida na sociedade brasileira e sua prática vigora hoje em 14 hospitais no Brasil. Além disso, inspirou cerca de 200 iniciativas similares em todo país, motivando uma série de parcerias que incluem o Ministério da Saúde e a iniciativa privada. Tudo isso possibilitou outras conquistas importantes, como a criação de um Núcleo de Pesquisa e Formação - o primeiro entre organizações desta natureza. (Site: <http://ww.doutoresdaalegria.org.br/internas.asp?secao=press-realiase_02jul2009> – Acesso em 13/06/2010). Para localizar os grupos de palhaços atuantes nos hospitais do Brasil, o grupoDoutores da Alegria utilizou pesquisas pela internet, levantamento de artigos publicados em
  33. 33. 32jornais e revistas, consulta ao arquivo do Centro de Estudos dos próprios Doutores da Alegria,contatos estabelecidos pelos próprios grupos e indicações de terceiros. A pesquisa identificou 180 iniciativas atuantes no país, demonstrando que estaé uma área em ascensão. É reconfortante saber, porém, que enquanto a medicina se confronta com seus mitos, ritos e história, palhaços circulam, despretensiosamente, pelos corredores dos hospitais. Entram e saem dos quartos, na delicada tarefa de dar passagem à vida e de ensinar que todos podem fazer o mesmo. (MASETTI, 2003, pg.90). A área recreativa hospitalar no Brasil tem se desenvolvido de forma constante,onde grupos de recreadores, que na sua maioria são voluntários, têm desenvolvido umrelevante trabalho para o processo de ampliação da qualidade do período de internaçãohospitalar.2.1.3 A Introdução das Atividades de Palhaços nos Hospitais de Goiânia Em 1998, tendo como inspiração os Doutores da Alegria, o recreadorvoluntário de festas infantis Maurício Antônio do Nascimento, cria na cidade de Goiânia-GOo grupo Saúde & Alegria Animação Hospitalar, tornando-se este o grupo precursor na cidade.O primeiro hospital onde este grupo atuou foi o Hospital Araújo Jorge (especializado notratamento de câncer), situado na mesma cidade. O profissionalismo do Saúde & Alegria (...) se desenvolveu muito. E não foi só em quantidade de integrantes (...). O desenvolvimento se deu também por meio da preparação da sua equipe. (NASCIMENTO, Maurício A., NASCIMENTO Marina A., NASCIMENTO José A., SANTOS, ROMA, 2007, pg.41). A equipe inicial do Saúde & Alegria Animação Hospitalar era constituída portrês recreadores. Hoje, esta associação conta com a colaboração de 37 associados, sendo que,cinco destes associados atuam na administração do grupo. Apenas um dos associados, que é otesoureiro, não atua como palhaço no hospital. Anualmente, nos meses de setembro e outubro, o grupo realiza com o apoio deuma equipe de psicólogas o processo seletivo anual, onde busca novos voluntários parasomarem a sua equipe.
  34. 34. 33 Seus novos voluntários são capacitados com um curso oferecido pelo própriogrupo, curso este que é denominado como Curso Básico Para Recreador Hospitalar, onde sãoabordados os temas: biossegurança, ética, recreação com adultos, recreação com crianças,recreação na UTI, recreação na emergência, oficina de balões, reconhecimento de materialhospitalar, maquiagem artística e produção visual. Em 2006, o Saúde & Alegria Animação Hospitalar, conquistou o título defilantropia/utilidade pública, em decorrência do seu trabalho assistencial. Quanto a origem dos recursos financeiros do Saúde & Alegria AnimaçãoHospitalar, estes são oriundos das mensalidades pagas pelos seus próprios voluntários etambém de doações. O maior diferencial do atendimento do Saúde & Alegria Animação Hospitalar,comparado aos outros grupos de palhaços de hospital, é que o seu atendimento é estendidotambém pacientes adultos, que representam 80% do total de suas visitas hospitalares.
  35. 35. 343. METODOLOGIA DA PESQUISA Para análise deste Trabalho de Conclusão de Curso, foram realizadas pesquisasbibliográficas e de campo, sendo que, neste último, realizou-se aplicação de questionáriojunto aos coordenadores de grupos de palhaços que atuam nos hospitais de Goiânia-GO.3.1 Identificação dos Sujeitos da Pesquisa Para localizar os entrevistados, foram realizados telefonemas para todos oshospitais públicos e privados da cidade de Goiânia, para questionar a existência de grupos depalhaços que atuam nestes locais. Nos casos positivos, foram solicitados os contatos (númerotelefônico, e-mail, site) dos coordenadores de cada grupo de palhaços, para convidá-los aparticiparem desta pesquisa.3.1.1 Critério de Inclusão e Exclusão da Pesquisa Foram inclusos nesta pesquisa o gestor do grupo de palhaços que atua numperíodo igual ou superior a três meses no mesmo hospital, com no mínimo uma apresentaçãomensal. Quanto ao critério de exclusão da pesquisa, estava decidido que seriamexcluídos os gestores que possuíssem idade inferior a 18 anos. Porém, não foi identificadonenhum coordenador com esta característica.3.1.2 Tamanho e Características da População Estudada Quanto ao tamanho da mostra, foram entrevistadas quatro pessoas. Quanto às características desta população, cita-se: • Faixa etária superior a 18 anos. • Gênero masculino e feminino.
  36. 36. 353.1.3 Análise Crítica dos Riscos e Benefícios Os riscos para os sujeitos da pesquisa foram mínimos e estavam relacionadosao constrangimento, sendo que, para minimizar estes riscos, foi oferecida à estes, que aaplicação do questionário fosse realizada numa sala restrita para esta finalidade, situada nasede da associação Saúde & Alegria Animação Hospitalar, ou ainda num outro local indicadopelo sujeito da pesquisa, exceto ambiente hospitalar. Porém, apenas um dos entrevistadosutilizou esta sala. Quanto ao benefício para os sujeitos da pesquisa, está a oportunidade destesobterem uma visão mais abrangente da administração do seu próprio grupo.3.1.4 Obtenção do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Todos os entrevistados assinaram o Termo de Consentimento Livre eEsclarecido, informando que: • Conhecem os objetivos da pesquisa intitulada "Administração dos Grupos de Palhaços que Atuam nos Hospitais de Goiânia"; • Concordam em participar voluntariamente da mesma; • Declaram que não receberão qualquer tipo de pagamento por esta participação voluntária.3.1.5 Aprovação da Metodologia do Trabalho por Comitê de Ética Os procedimentos para execução desta pesquisa estão condizentes com aResolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, conforme averiguação realizada peloCEP/HDT (Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital de Doenças Tropicais), localizado nestaCapital.
  37. 37. 364. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS As pesquisas desenvolvidas para a realização deste Trabalho de Conclusão deCurso apresentam resultados quantitativos, que estão demonstrados em gráficos. Os métodos de procedimento desencadearam resultados históricos eestatísticos.4.1 Resultados do Questionário Foram pesquisados quatro coordenadores de grupos, o que corresponde a 100%da população desta cidade que se encontram condizentes aos critérios necessários para suaaplicação. As informações coletadas nos questionários foram sistematizadas e organizadasda seguinte forma:4.1.1 Categorias das Informações Coletadas no Questionário(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010)
  38. 38. 374.1.2 Recursos humanos(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) O processo seletivo é um recurso que auxilia as empresas e instituições aidentificarem dentre os seus candidatos a colaboradores, aqueles que possuem ascaracterísticas mais condizentes aos cargos disponíveis. Esta atividade junto a estes grupos acontece de forma diferente das demaisempresas, uma vez que, para a maioria dos participantes dos grupos analisados, o pagamentonão é realizado em dinheiro, mas sim com outros valores intangíveis, como por exemplo,satisfação e sentimento de dever cumprido. Com isso, os critérios de avaliação tambémmudam. Foi constatado que a maioria dos gestores entrevistados utiliza o processoseletivo como ferramenta de construção dos seus grupos, demonstrando assim, umapreocupação com a qualificação destes. Apenas o grupo mais jovem não realiza processo seletivo.
  39. 39. 38(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Dentre os cinco critérios para adentrar ao grupo, citados pelos gestoresentrevistados, o mais significativo foi a afinidade. Este afirmativa demonstra a importância dasinergia entre os membros do grupo para o bom desempenho das atividades.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) De acordo com os critérios de classificação do porte das empresas divulgadopelo SEBRAE, que classifica como pequena empresa de serviços aquela que possui de 10 à49 empregados, podemos afirmar que, pelo menos 75% dos grupos de palhaços que atuamnos hospitais de Goiânia fazem parte deste grupo. Observou-se que os grupos que possuem maior número de integrantes, sãoaqueles com maior tempo de atuação.
  40. 40. 39(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Observou-se que, a grande maioria dos integrantes dos grupos pesquisados nãopossui profissionalização teatral ou circense. Demonstrando assim, que essa não é uma dasprioridades destes grupos. Este perfil de recreador profissional, só foi identificado nos grupos maisantigos, porém, na questão 02 nenhum dos entrevistados identificou esta característica comouma condição para participar da equipe.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010)
  41. 41. 40 É dever de todas as instituições, registrarem os seus empregados, porém noscasos de voluntários, é necessário que seja assinado um termo de trabalho voluntário,isentando o responsável pela empresa das obrigações trabalhistas. Nesta pesquisa, observou-se que 75% dos gestores entrevistados não realizamo registro ocupacional dos seus colaboradores, documentando se suas atuações sãoprofissionais ou voluntárias. Constata-se a necessidade da conscientização destes gestores quanto aimportância da formalização da documentação dos seus integrantes, promovendo a proteçãogrupo quanto a problemas de fundo empregatício. Apenas o grupo mais antigo utiliza a formalização da documentação dos seuscolaboradores.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Esta questão foi a que demonstrou com maior nitidez as diferenças entre osgrupos. Isso em decorrências das suas trajetórias e circunstâncias, onde cada um apresentoucomo principal dificuldade, fatores distintos uns dos outros.
  42. 42. 41(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Observou-se que, o voluntariado é a principal característica desta segmentaçãode atuação nos hospitais da cidade de Goiânia. Porém, foram identificados alguns recreadoresque atuam de forma remunerada, fato este que demonstra esta segmentação como mais umaopção profissional. Estes recreadores remunerados foram identificados no grupo que é interligadoa uma faculdade de Goiânia.4.1.3 Financeiro Nesta parte do questionário, estão as perguntas referentes ao marketing, umavez que, segundo Chiavenato (2000), as funções financeiras passaram a se chamar “áreaadministrativa de vendas/marketing”. Os grupos participantes são instituições sem fins lucrativos, onde o principalproduto oferecido é o serviço de recreação hospitalar, realizado gratuitamente junto aospacientes internos nos hospitais. Observou-se que os grupos pesquisados possuem dificuldades de captação derecursos e para solucionar este problema, necessitam reformular suas estratégias. Assimcomo, é necessário a conscientização dos grupos da importância de desenvolverem asatividades contábeis. Quanto ao fator marketing, mesmo diante de todas as vantagens que estafunção proporciona apenas o grupo mais antigo, que representa 25% dos grupos pesquisados,possui plano de marketing. Constata-se a necessidade da conscientização dos demais grupos
  43. 43. 42sobre a importância da utilização do plano de marketing, como ferramenta administrativa dedesenvolvimento empresarial.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Somente por meio da captação de recursos é possível que uma instituiçãoobtenha meios para o desenvolvimento de seus produtos ou serviços. Daí a necessidade dosgrupos de palhaços identificarem as formas como serão captado os recursos para custearemsuas despesas (figurino, maquiagem, material de escritório, material recreativo, aluguel,transporte). Foi identificado que um dos grupos, o que corresponde a 25% da pesquisa,realiza venda de produtos para captação de recursos, porém não foram identificados quais sãoestes produtos. Observou-se que, nos grupos independentes (sem vínculo com qualquerinstituição), as formas mais freqüentes de aquisição de recursos são as doações de pessoasfísicas e/ou jurídicas, ou ainda dos próprios membros dos grupos, enquanto o grupo quepossui vínculo com uma faculdade, utiliza como única fonte de recursos as verbas oriundas daprefeitura ou governo.
  44. 44. 43(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) A contabilização das receitas e despesas propicia aos administradores,relatórios que demonstram a situação real da empresa. Utilizando estes documentos, épossível avaliar o desenvolvimento do capital, dos investimentos, do patrimônio e dasobrigações, auxiliando assim nas tomadas de decisões. Em 50% dos grupos entrevistados, esta atividade é desenvolvida, sendo estesos grupos mais antigos. Os demais grupos não fazem qualquer registro de receitas e despesas,não possuindo assim documentos que comprovem sua movimentação financeira.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) A prestação de contas tem como finalidade, demonstrar aos demais membrosde um grupo, quais foram as fontes de recursos adquiridos, assim como a forma que estesforam aplicados. Na pesquisa realizada, observou-se que os grupos mais novos não realizam estaatividade. Porem, entre os grupos mais antigos, esta atividade acontece todos os anos, sendoque, no grupo que possui vínculo com uma faculdade, isso se dá semestralmente.
  45. 45. 44(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) As leis de incentivos fiscais foram criadas nas áreas federal, estadual emunicipal, onde os interessados apresentam seus projetos a um desses órgãos para avaliação eaprovação. Caso aprovado, o órgão dá direito ao requerente de procurar um patrocinador, queo repassará ao requerente a verba solicitada, que será abatida no seu imposto de renda. Mesmo existindo inúmeros estudos comprovando a eficácia deste tipo deatuação, atualmente os grupos de Goiânia não utilizam benefícios referentes a nenhuma lei deincentivos fiscais. Cabe identificar se existiu dentre estes grupos a iniciativa de buscar esterecurso e nos casos afirmativos, verificar quais foram as dificuldades que inviabilizaram o seusucesso.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) As diferenças no montante de despesas anuais entre os grupos antigos e novossão exorbitantes, ao ponto de o grupo mais antigo possuir uma despesa anual vinte vezesmaior que o grupo mais novo.
  46. 46. 45 O fator que mais influenciou na diferença de despesas é a estrutura operacionaldos grupos, onde a principal despesa está relacionada ao aluguel da sede do grupo maisantigo, enquanto o grupo mais jovem não possui essa despesas devido não possuir sede.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) OBS: O Grupo 2 informou que sua única dificuldade é a captação de recursos. Dentre as dificuldades financeiras mencionadas, a captação de recursos foi a demaior relevância, uma vez que esta foi citada por todos os grupos.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Dentre as diversas utilidades do plano de marketing, está sua importantemissão de divulgar o serviço ou produto de uma empresa. Sendo assim, o marketing é deextrema importância para qualquer instituição.
  47. 47. 46 No caso dos grupos de palhaços que atuam nos hospitais, a divulgação da suamarca e a sua atuação, é importantíssimo para a conquista de novos parceiros, sejam eles deserviços ou financeiros, promovendo assim maior desenvolvimento do próprio projeto. Mesmo diante de tantas vantagens, apenas o grupo mais antigo possui plano demarketing, fator este que tem auxiliado-o na ampliação de sua qualificação e infra-estrutura.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Contatou-se que, os veículos de divulgação mais utilizados pelos grupospesquisados, estão relacionados a internet, totalizando 64% das respostas. O grupo mais antigo é o que apresentou uma campanha de marketing maisabrangente, onde, além das opções na internet (site, jornal eletrônico, site, redes sociais),utiliza também o folder e apresentações em eventos extra-hospitalares.4.1.4 Administrativo Foi constatado, que a maioria dos grupos de palhaços pesquisados, executamrecursos administrativos na sua gestão, como por exemplo, o planejamento estratégico. Observou-se ainda, que quanto mais antigo é o grupo, melhor é sua estrutura emais profissional são suas posturas gerenciais, o que demonstra que o tempo de existência decada projeto influencia na maturidade e eficiência da gestão.
  48. 48. 47(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) A maioria dos grupos, correspondente a 75% dos grupos atuam no HospitalAraújo Jorge. Quanto ao grupo vinculado a uma faculdade, este realiza suas atividades noHospital das Clínicas. Cabe investigar qual fator viabiliza ao Hospital Araújo Jorge (especializado notratamento de câncer em crianças e adultos) receber todos os outros grupos assíduos da cidadede Goiânia.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Observou-se que 75% dos grupos possuem de 10 à 12,2 anos, demonstrando operíodo em que estes grupos foram fundados, está interligada ao período de 1998 à 2000,quando o país estava sob influencia do incentivo das campanhas do então Presidente FernandoHenrique Cardoso, que em fevereiro de 1998 assinou a Lei nº 9.608, a qual dispôs sobre oserviço voluntário.
  49. 49. 48(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) O planejamento estratégico é um processo gerencial que define os asestratégias de ação que serão adotadas para a conquistas dos objetivos da empresa, sendo que,para isso leva-se em consideração as condições internas e externas da mesma. No caso dos grupos de palhaços, o referido planejamento é imprescindível paraa otimização dos seus processos, onde se deve observar as suas disponibilidades,potencialidades, necessidades dos pacientes e expectativas do hospital. O atendimento recreativo é apenas uma das atividades a serem planejadasestrategicamente, uma vez que todas as demais áreas empresariais também devem usufruirdeste atividade. Dentre os grupos pesquisados, 75% destes declararam usufruir de planejamentoestratégico. Apenas o grupo mais jovem, que corresponde a 25%, não utiliza esta ferramentaadministrativa.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010)
  50. 50. 49 Em qualquer segmentação administrativa, é de extrema importância que nasparcerias de prestação de serviço, exista uma comunicação eficiente entre as partesenvolvidas, onde o objetivo comum será sempre o atendimento global das necessidades dosclientes. No caso dos grupos de palhaços, a parceria com o hospital para odesenvolvimento do planejamento estratégico do atendimento recreativo é de extremacoerência, uma vez que é a equipe hospitalar a mais apropriada para diagnosticar as reaisnecessidades dos pacientes, levando-se em consideração o seu estado clínico e patológico. Nos grupos pesquisados, observou-se que 50% destes não realizaram estaparceria, sendo necessário a conscientização sobre a importância desta atividade.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Para uma empresa, sua sede corresponde a ilustração da sua identidade, umavez que, neste ambiente, todos os assuntos a atividades são direcionadas ao seu própriodesenvolvimento. Nos grupos pesquisados, constatou-se que os grupos mais jovens, quecorresponde a 50%, não possuem sede.
  51. 51. 50(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) A freqüência das atuações mostra-se como uma característica importante nãosó para o desenvolvimento das atividades do próprio grupo, mas também para odesenvolvimento do próprio recreador. Prova disto, é que o grupo que executa o maiornúmero de visitas recreativas durante o mês, é aquele que é vinculado a uma faculdade, ondeos seus integrantes são alunos universitários de cursos relacionados à saúde, e utiliza estaatividade como extensão curricular, auxiliando-os na promoção da humanização do seuatendimento ao seu futuro paciente.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010)
  52. 52. 51 Os registros das atividades são importantíssimos arquivos documentais, queauxiliam na produção de planilhas que demonstrarão o desenvolvimento do próprio grupo,assim como, suas necessidades de aprimoramento.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) O registro jurídico de uma empresa formaliza sua existência perante asociedade e aos poderes públicos. Demonstrando um nível maior de organização ecomprometimento para com seus ideais. Para os grupos de palhaços, esse registro auxilia no processo de captação derecursos junto às empresas, que necessitam de documentação para formalização das doações.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010)
  53. 53. 52 A departamentalização é um processo importante para a promoção dadescentralização das tarefas, onde a divisão destas viabiliza a aceleração dos processos, assimcomo a qualificação dos envolvidos. A maioria dos grupos pesquisados não departamentalizaram suas áreasadministrativas, desencadeando acumulando funções aos gestores.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) O acúmulo de funções desencadeia na maioria dos casos, problemasrelacionados ao desenvolvimento dos processos, diminuindo o seu tempo de elaboração eexecução. Em todos os grupos pesquisados existe o acúmulo de atividadesadministrativas, sendo assim, existe a necessidade de conscientização destes quanto aimportância da descentralização das funções para o melhor desenvolvimento das mesmas.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010)
  54. 54. 53 A maioria dos grupos pesquisados relatou que existe a necessidade de novoscolaboradores para assumirem as áreas administrativas. Cabe identificar, já que os gestores dogrupo já possuem esta consciência, quais os fatores que influenciam na não solução desteproblema, assim como uma estratégia que venha auxiliá-los.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Montar uma equipe administrativa mostrou-se na pesquisa, como a dificuldademais relevante dentro dos grupos pesquisados. Este fator demonstra que por mais nobre queseja a fundamentação de um projeto, sem a consolidação administrativa, o seu desempenhoacontece em passos lentos.4.1.5 Produção O produto oferecido pelos grupos pesquisados é a recreação hospitalar, que érealizada junto aos pacientes internos nos hospitais. Esta área administrativa foi a área onde os grupos apresentaram os melhoresresultados, não existindo queixas quanto a quantidade de colaboradores na equipe, nem tãopouco falta de equipamentos para sua realização.
  55. 55. 54(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) Os recursos utilizados pelos grupos pesquisados são lúdicos, correspondendo aproposta destes. O baixo custo do material foi uma característica relevante para o sucesso dotrabalho, uma vez que todos os grupos possuem problemas com captação de recursos.(Grupo de estudo do tema: Administração dos Grupos de Palhaços que atuam nos Hospitais de Goiânia – Turma F8 / AN3 - 2010) A utilização de materiais de baixo custo demonstrou-se como um fator positivopara a sua aquisição, uma vez que todos os grupos possuem dificuldades com captação derecursos.
  56. 56. 55 CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa realizada, tendo como objetivo identificar a forma como sãoadministrados os grupos de palhaços que atuam nos hospitais de Goiânia, comprova aimportância da utilização dos recursos administrativos para o desenvolvimento destes grupos. Através do estudo realizado, percebeu-se que os gestores destes grupos,utilizam vários recursos administrativos para o desenvolvimento das suas atividades,viabilizando a otimização dos seus processos, assim como o aprimoramento dos seuscolaboradores. Observou-se ainda, que os grupos que utilizam os recursos administrativos commaior freqüência, possuem uma infra-estrutura mais desenvolvida e uma maior maturidadeempresarial. Problemas de grande gravidade foram identificados, onde, dentre eles, a faltade documentação de registro dos colaboradores, fato este que pode desencadear sériosproblemas empregatícios. Os dados também revelaram que, 50% destes grupos, necessitam conscientizar-se quanto a importância da formalização dos seus processos administrativos, de modo que,sua gestão torne-se mais profissional e menos imediatista, passando a atender as áreas daadministração, vendas/marketing e recursos humanos com uma estratégia melhor planejada. A área de produção destes grupos foi a área administrativa onde seapresentaram os melhores resultados, não existindo queixas quanto a quantidade decolaboradores na equipe, nem tão pouco falta de equipamentos para sua realização. Issodemonstra que, se a área da administração é o cérebro destes projetos, a área da produção é aalma que os impulsionam, tornando-se o motivo pelo qual eles existem. A simplicidade dos recursos utilizados no processo de produção da recreaçãohospitalar demonstrou que o principal instrumento para o desenvolvimento desta função, nãosão os recursos físicos identificados, mas sim a simpatia com que os recreadores envolvem oseu público, que neste caso são os pacientes adultos e crianças infernos nos hospitais. A competência dos colaboradores destes grupos, que sem sombra de dúvidassão instrumentos de alegria e otimismo para os pacientes visitados, pode se tornar aindamaior, caso todos os grupos venham a promover uma política de desenvolvimento contínuo,por meio da oferta de cursos e oficinas. Atualmente, apenas 25% destes grupos adotam esta

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