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Terceira aplicação do ENEM-2017: Literatura

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Terceira aplicação do ENEM-2017: Literatura

  1. 1. TERCEIRA APLICAÇÃO DO ENEM-2017 Manoel Neves LITERATURA
  2. 2. Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não poderia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero […]. ASSIS, M. A causa secreta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 9 out. 2015. Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver, mas não então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
  3. 3. QUESTÃO 01 a) indignação face à suspeita do adultério da esposa. No fragmento, o narrador adota um ponto de vista que acompanha a perspectiva de Fortunato. O que singulariza esse procedimento narrativo é o registro do(a) b) tristeza compartilhada pela perda da mulher amada. c) espanto diante da demonstração de afeto de Garcia. d) prazer da personagem em relação ao sofrimento alheio. e) superação do ciúme pela comoção decorrente da morte.
  4. 4. SOLUÇÃO COMENTADA Na última frase do segundo parágrafo, percebe-se claramente, por intermédio da forma verbal “saboreou”, que a personagem Fortunato sente prazer com o sofrimento de Garcia. Marque-se, pois, a alternativa “d”. realismo CONTEÚDO AVALIADO
  5. 5. HATOUM, M. Relato de um certo Oriente. São Paulo: Cia. das Letras, 2000. A lavadeira começou a viver como uma serviçal que impõe respeito e não mais como escrava. Mas essa regalia súbita foi efêmera. Meus irmãos, nos frequentes deslizes que adulteravam este novo relacionamento, eram dardejados pelo olhar severo de Emilie; eles nunca suportaram de bom grado que uma índia passasse a comer na mesa da sala, usando os mesmos talheres e pratos, e comprimindo com os lábios o mesmo cristal dos copos e a mesma porcelana das xícaras de café. Uma espécie de asco e repulsa tingia-lhes o rosto, já não comiam com a mesma saciedade e recusavam-se a elogiar os pastéis de picadinho de carneiro, os folheados de nata e tâmara, e o arroz com amêndoas, dourado, exalando um cheiro de cebola tostada. Aquela mulher, sentada e muda, com o rosto rastreado de rugas, era capaz de tirar o sabor e o odor dos alimentos e de suprimir a voz e o gesto como se o seu silêncio ou a sua presença que era só silêncio impedisse o outro de viver.
  6. 6. QUESTÃO 02 Ao apresentar uma situação de tensão em família, o narrador destila, nesse fragmento, uma percepção das relações humanas e sociais demarcada pelo a) predomínio dos estigmas de classe e de raça sobre a intimidade da convivência. b) discurso de manutenção de uma ética doméstica contra a subversão dos valores. c) desejo de superação do passado de escassez em prol do presente de abastança. d) sentimento de insubordinação à autoridade representada pela matriarca da família. e) rancor com a ingratidão e a hipocrisia geradas pelas mudanças nas regras da casa.
  7. 7. SOLUÇÃO COMENTADA No fragmento da narrativa de Milton Hatoum, destacam dois aspectos: a herança cultural árabe na região amazônica, referida por meio da comida [folheados de tâmara e arroz com amêndoas] e o preconceito sociorracial contra os indígenas, evidenciado principalmente neste fragmento: “[…] eles nunca suportaram de bom grado que uma índia passasse a comer na mesa da sala, usando os mesmos talheres e pratos, e comprimindo com os lábios o mesmo cristal dos copos e a mesma porcelana das xícaras de café. Uma espécie de asco e repulsa tingia-lhes o rosto”. Posto isso, deve-se assinalar a alternativa “a”. quarta geração do modernismo brasileiro CONTEÚDO AVALIADO
  8. 8. QUINTANA, M. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2003. Custa o rico entrar no céu (Afirma o povo e não erra). Porém muito mais difícil É um pobre ficar na terra. DA HUMANA CONDIÇÃO
  9. 9. QUESTÃO 03 a) a desvalorização da cultura popular. Mário Quintana ficou conhecido por seus “quintanares”, nome que o poeta Manuel Bandeira deus esses quartetos com pequenas observações sobre a vida. Nessa perspectiva, os versos do poema “Da humana condição” ressaltam b) a falta de sentido da existência humana. c) a irreverência diante das crenças do povo. d) uma visão irônica das diferenças de classe. e) um olhar objetivo sobre as diferenças sociais.
  10. 10. SOLUÇÃO COMENTADA O poema em análise articula-se por intermédio de uma releitura (paródica) de um fragmento extraído do Novo Testamento: “Custa o rico entrar no céu”. A esse intertexto, o locutor contrapõe a realidade social em que está inserido: “Porém muito mais difícil/ É um pobre ficar na terra”, com vistas a realizar uma crítica social. Deve-se, por isso, assinalar a alternativa “d”. segunda geração do modernismo brasileiro CONTEÚDO AVALIADO

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