O manifesto

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O manifesto

  1. 1. O manifesto Manoel Neves
  2. 2. ASPECTOS TEÓRICOS manifesto
  3. 3. UMA DEFINIÇÃO manifestotexto  em  que  uma  pessoa  ou  grupo  se  manifesta  acerca  de  um  assunto  de  interesse  público  
  4. 4. CONCEITO E CONTEXTO DE CIRCULAÇÃO manifesto tipos textuais exposição  e  argumentação   intencionalidade debater  assunto  de  interesse  cole8vo  e/ou  apresentar  soluções   áreas de interesse polí8ca,  economia,  história,  cultura,  entre  outras  
  5. 5. CARACTERÍSTICAS manifesto 01.  deve-­‐se  ar,cular  em  primeira  e  em  terceira  pessoa;   02.  o  locutor  deve  se  configurar  como  representante  de  uma  cole,vidade;   03.  espera-­‐se  que  o  locutor  convite  o  interlocutor  a  aderir  ao  manifesto;  04.  os  obje,vos  discursivos  são  variados:  divulgar,  denunciar,  solicitar,  debater,  entre  outros;   05.  o  padrão  é  semiformal  e  a  linguagem  deve  ter  forte  apelo  persuasivo.  
  6. 6. ESTRUTURA MÍNIMA manifesto títulofaz  menção  ao  gênero  textual  [espera-­‐se  também  que  apresente  o  assunto  de  forma  direta];     introduçãoapresentação  do  assunto  [contextualização]  e,  em  alguns  casos,  do  locutor  [na  1ª.  do  plural]   desenvolvimento discussão  dos  problemas;   análise;   proposta  de  solução  de  problemas  
  7. 7. ESTRUTURA MÍNIMA manifesto conclusão palavra  de  ordem  de  caráter  generalizante  que  indica  por  que  solucionar  o  problema   local e data ou  o  local  referido  na  proposta  ou  onde  se  faz  a  prova   assinaturahipote8camente  aparecem  duas  assinaturas:  a)  do  locutor;  b)  dos  signatários  do  manifesto  
  8. 8. TEXTOmanifesto
  9. 9. MANIFESTO À NAÇÃO... um modeloA   sociedade   brasileira   está   ameaçada   numa   de   suas   mais   expressivas   conquistas:   o   direito   à  informação  independente  e  plural,  condição  indispensável  para  a  verdadeira  democracia.    O   Supremo   Tribunal   Federal   (STF)   está   prestes   a   julgar   o   Recurso   Extraordinário   (RE)   511961  que,   se   aprovado,   vai   desregulamentar   a   profissão   de   jornalista,   porque   elimina   um   dos   seus  pilares:  a  obrigatoriedade  do  diploma  em  Curso  Superior  de  Jornalismo  para  o  seu  exercício.  Vai  tornar   possível   que   qualquer   pessoa,   mesmo   a   que   não   tenha   concluído   nem   o   ensino  fundamental,  exerça  as  a8vidades  jornalís8cas.    A  exigência  da  formação  superior  é  uma  conquista  histórica  dos  jornalistas  e  da  sociedade,  que  modificou  profundamente  a  qualidade  do  Jornalismo  brasileiro.  Depois  de  70  anos  da  regulamentação  da  profissão  e  mais  de  40  anos  de  criação  dos  Cursos  de  Jornalismo,  derrubar  este  requisito  à  prá8ca  profissional  significará  retrocesso  a  um  tempo  em  que   o   acesso   ao   exercício   do   Jornalismo   dependia   de   relações   de   apadrinhamentos   e   interesses  outros  que  não  o  do  real  compromisso  com  a  função  social  da  mídia.  [...]  É   falacioso   o   argumento   de   que   a   obrigatoriedade   do   diploma   ameaça   as   liberdades   de  expressão  e  de  imprensa,  como  apregoam  os  que  tentam  derrubá-­‐la.  A  profissão  regulamentada  não   é   impedimento   para   que   pessoas   –   especialistas,   notáveis   ou   anônimos   –   se   expressem   por  meio   dos   veículos   de   comunicação.   O   exercício   profissional   do   Jornalismo   é,   na   verdade,   a  garan8a   de   que   a   diversidade   de   pensamento   e   opinião   presentes   na   sociedade   esteja   também  presente  na  mídia.    
  10. 10. MANIFESTO À NAÇÃO... um modeloA   manutenção   da   exigência   de   formação   de   nível   superior   específica   para   o   exercício   da  profissão,   portanto,   representa   um   avanço   no   diecil   equilíbrio   entre   interesses   privados   e   o  direito  da  sociedade  à  informação  livre,  plural  e  democrá8ca.    Não  apenas  a  categoria  dos  jornalistas,  mas  toda  a  Nação  perderá  se  o  poder  de  decidir  quem  pode   ou   não   exercer   a   profissão   no   país   ficar   nas   mãos   destes   interesses   par8culares.   Os  brasileiros  e,  neste  momento  específico,  os  Ministros  do  STF,  não  podem  permi8r  que  se  volte  a  um  período  obscuro  em  que  exis8am  donos  absolutos  e  algozes  das  consciências  dos  jornalistas  e,  por  consequência,  de  todos  os  cidadãos!    FENAJ  –  Federação  Nacional  dos  Jornalistas  Sindicatos  de  Jornalistas  de  todo  o  Brasil   Disponível  em:  hjp://www.fenaj.org.br/diploma/manifesto.doc  
  11. 11. ANÁLISE DO TEXTO manifesto
  12. 12. ANÁLISE DO TEXTO manifesto Manifesto  à  nação  em  defesa  do  jornalismo,  da  sociedade  e  da  democracia  no  Brasil   comentárioReferência  direta  ao  gênero  e  ao  assunto.  
  13. 13. ANÁLISE DO TEXTO manifestoA   sociedade   brasileira   está   ameaçada   numa   de   suas   mais   expressivas   conquistas:   o   direito   à  informação  independente  e  plural,  condição  indispensável  para  a  verdadeira  democracia.    O   Supremo   Tribunal   Federal   (STF)   está   prestes   a   julgar   o   Recurso   Extraordinário   (RE)   511961  que,   se   aprovado,   vai   desregulamentar   a   profissão   de   jornalista,   porque   elimina   um   dos   seus  pilares:  a  obrigatoriedade  do  diploma  em  Curso  Superior  de  Jornalismo  para  o  seu  exercício.  Vai  tornar   possível   que   qualquer   pessoa,   mesmo   a   que   não   tenha   concluído   nem   o   ensino  fundamental,  exerça  as  a8vidades  jornalís8cas.     comentárioA   introdução   se   fez   em   dois   parágrafos.   No   primeiro,   o   locutor   apresenta   indireta   e  opina8vamente   o   assunto.   No   segundo,   menciona-­‐se   especificamente   o   que   o   levou   a   se  manifestar.  
  14. 14. ANÁLISE DO TEXTO manifestoA  exigência  da  formação  superior  é  uma  conquista  histórica  dos  jornalistas  e  da  sociedade,  que  modificou  profundamente  a  qualidade  do  Jornalismo  brasileiro.  Depois  de  70  anos  da  regulamentação  da  profissão  e  mais  de  40  anos  de  criação  dos  Cursos  de  Jornalismo,  derrubar  este  requisito  à  prá8ca  profissional  significará  retrocesso  a  um  tempo  em  que   o   acesso   ao   exercício   do   Jornalismo   dependia   de   relações   de   apadrinhamentos   e   interesses  outros  que  não  o  do  real  compromisso  com  a  função  social  da  mídia.  [...]  É   falacioso   o   argumento   de   que   a   obrigatoriedade   do   diploma   ameaça   as   liberdades   de  expressão  e  de  imprensa,  como  apregoam  os  que  tentam  derrubá-­‐la.  A  profissão  regulamentada  não   é   impedimento   para   que   pessoas   –   especialistas,   notáveis   ou   anônimos   –   se   expressem   por  meio   dos   veículos   de   comunicação.   O   exercício   profissional   do   Jornalismo   é,   na   verdade,   a  garan8a   de   que   a   diversidade   de   pensamento   e   opinião   presentes   na   sociedade   esteja   também  presente  na  mídia.    A   manutenção   da   exigência   de   formação   de   nível   superior   específica   para   o   exercício   da  profissão,   portanto,   representa   um   avanço   no   diecil   equilíbrio   entre   interesses   privados   e   o  direito  da  sociedade  à  informação  livre,  plural  e  democrá8ca.     comentárioDesenvolvimento   feito   por   constatações   [argumentação   simples:   baseada   no   senso   comum   –  1º.  e  4º.  parágrafos],  trajetória  histórica  [2º.  parágrafo]  e  contra-­‐argumentação  [3º.  parágrafo].  
  15. 15. ANÁLISE DO TEXTO manifestoNão  apenas  a  categoria  dos  jornalistas,  mas  toda  a  Nação  perderá  se  o  poder  de  decidir  quem  pode   ou   não   exercer   a   profissão   no   país   ficar   nas   mãos   destes   interesses   par8culares.   Os  brasileiros  e,  neste  momento  específico,  os  Ministros  do  STF,  não  podem  permi8r  que  se  volte  a  um  período  obscuro  em  que  exis8am  donos  absolutos  e  algozes  das  consciências  dos  jornalistas  e,  por  consequência,  de  todos  os  cidadãos!     comentárioConclusão   com   forte   apelo   a   que   o   interlocutor   par8cipe   da   luta   em   defesa   das   ideias  defendidas  pelo  manifesto.  
  16. 16. ANÁLISE DO TEXTO manifestoFENAJ  –  Federação  Nacional  dos  Jornalistas  Sindicatos  de  Jornalistas  de  todo  o  Brasil   comentárioAssinatura.  

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