Filosofia, filosofias

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Revisão dos conceitos preliminares essenciais ao estudo da Filosofia.

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Filosofia, filosofias

  1. 1. Filosofi a, Luiz Salvador de Miranda-Sá Jr. Filosofi as
  2. 2. Filosofi a, Luiz Salvador de Miranda-Sá Jr. Filosofi as
  3. 3. São quatro os obstáculos ao conhecimento da verdade: a frágil e indigna autoridade, o costume, a opinião do povo indouto e a própria ignorância dissimulada por conhecimento fictício Rogério BACON (c1212-c1290)
  4. 4. O Conhecimento pode ser definido como a apropriaçãopelo sujeito cognoscente de propriedades de um objeto.
  5. 5. Primeiro, existiu o conhecimento comum ou espontâneo. Depois, surgiu a filosofia e esta gerou todas as ciências fáticas (naturais, do homem e da sociedade) e as formais
  6. 6. A Filosofia se dividiu em Filosofia da Natureza (physis) e Metafísica.
  7. 7. Desde então existe profunda interação entre a Filosofia (alicerce de todos os conhecimentos válidos e confiáveis) e a(s) Ciência(s) (superestrutura do conhecimento superior).
  8. 8. Tendências Ideológicas que influem nas Ciências
  9. 9. O Problema Fundamental da Filosofia é Ontológico e opõe o •IDEALISMO •e o •MATERIALISMO ==== Monismo e Dualismo
  10. 10. Idealismo “A lei da mente é implacável. •que você pensa, cria; •o que você sente, atrai; •o que você acredita, torna realidade.”
  11. 11. O segundo, é Gnosiológico e opõe os •REALISMO •NOMINALISMO •FENOMENISMO
  12. 12. O terceiro, Metodológico, opõe os RACIONALISTAS aos POSITIVISTAS, estes aos ANTIPOSITIVISTAS (sociais e psicológicos) e aos INTEGRACIONISTAS.
  13. 13. Como se vê, antes de pensar em qualquer doutrina filosófica, é necessário decidir sobre essas questões preliminares que induzirão filosofias distintas
  14. 14. Muitas tendências filosóficas (visões particulares do mundo, escolas do pensamento filosófico, ideologias) se mostram capazes de exercer influência nos procedimentos de aquisição e aplicação de qualquer conhecimento
  15. 15. Destas, algumas reduzem o conhecimento a uma de suas fontes (sensações, raciocínios, intuição) e, por isto são denominadas reducionismos, porque reduzem a totalidade a uma de suas partes, tais como:
  16. 16. Empirismo (ou empiricismo) doutrina filosófica que pretende a experiência representada pelos sentidoscomo única fonte de conhecimentom; reduz o conhecimento à sensibilidade. (Locke, Hume, Condilac, Stuart- Mill) e, de certa forma, inclui a Fenomenologia (Husserl, Heidegger, Jaspers), o Positivismo (Comte) e o Neoposivismo (Carnap, Ryle, Austin, Wittgenstein, Feigl), pois todas estas tendências filosóficas conservam o denominador comum de natureza empiricista.
  17. 17. Fenomenismo - tendência filosófica que tem o conhecimento como sempre incompleto porque se resume à aparência das coisas. Racionalismo - tendência filosófica que exclusivisa o raciocínio como fonte do conhecimento (Platão, Spinoza, Leibnitz, Kant); Intuicionismo - pretende que o conhecimento provém só da intuição (independente da sensibilidade e da razão).
  18. 18. Outras, reduzem o conhecimento a um de seus processos (descrição, redução ao objetivo ou subjetivo), estas são: Realismo Crítico (Jolivet) que encerra uma combinação eclética dos empirismos e dos racionalismo, evitando todos os preconceitos; Idealismo - tendência filosófica que sustenta a supremacia do ideal (espíritos, idéias, palavras), o dualismo idealista pretende apenas a existência do ideal, negando todas as manifestações da matéria como ilusórias (o idealismo monista ou solipcismo).
  19. 19. Materialismo é a filosofia monista que vê na matéria (que inclui o conceito de energia) a expressão de tudo que existe no universo. (Marx sustenta o materialismo dialético e Bunge, o materialismo emergentista). Os materialismos sintetizam as anteriores (razão e sensações, raciocínio e experiência, intelecto e intuição, análise e síntese, influências internas e externas, objetividade e subjetividade, cognição e emoção, indução e dedução, natureza e cultura).
  20. 20. Em Psiquiatria destacam-se os termos GRAFOS e LOGOS Regis de Morais destaca que a palavra grega logos tem dois sentidos em português, pode significar razão e inteligibilidade, que corresponde a suas duas dimensões conceituais: a lógica e a metodológica, a explicação e o entendimento. Regis de Morais, J.F., Ciência e Tecnologia, Ed. Cortez & Moraes, S.Paulo, 1976, p. 44.
  21. 21. Que é a Filosofia? •Amor à sabedoria. •Amor à verdade, ao conhecimento verdadeiro.
  22. 22. Definição atual da Filosofia Disciplina científica formal que estuda os conceitos e as hipóteses mais gerais da existência e a cognoscibilidade humana.
  23. 23. Fundamentos da Filosofia? •O Dualismo, •O Monismo.
  24. 24. Disciplinas da Filosofia? •Ontologia (metafísica), •Gnosiologia, •Metodologia, •Lógica e •Ética.
  25. 25. O que fundamenta toda Ontologia? • Materialismo, • Idealismo.
  26. 26. O que fundamenta toda Gnosiologia? •O Realismo, •O Fenomenismo.
  27. 27. É comum que os pouco instruídos e quem tenha algum interesse nisso limitem o estudo e a aplicação da Filosofia à Metodologia e à Ética.
  28. 28. Outras Disciplinas Quase Filosóficas • Cosmologia (megafísica), • Antropologia (filosófica)e • Psicologia(pré científica).
  29. 29. O que é Verdade? √ Verdade fática, √ Verdade lógica e √ Verdade convencionada.
  30. 30. O que é Certeza? A convicção e segurança de saber a verdade, de que uma proposição é verdadeira, enquanto não for verificada falsa.
  31. 31. O que diferencia a Convicção ou Certeza da Fé?
  32. 32. Exigências da Verdade Saber que As aparências enganam, os interesses e as ideologias desviam.
  33. 33. A busca da verdade exige: Esforço e dedicação, modéstia e honestidade, amor pela verdade e liberdade (objetiva e subjetiva).
  34. 34. O que compromete a liberdade Superstição, ignorância, interesses, desonestidade, neurose, alienação e subjugação (objetiva e subjetiva).
  35. 35. Mas, sobretudo, a busca da verdade exige: Disciplina, racionalidade, rigor, métodos confiáveis e honestidade.
  36. 36. Conhecimento é a forma pela qual alguém sabe sobre o mundo e sobre si mesmo. A Filosofia ou conhecimento filosófico é uma modalidade de conhecimento.
  37. 37. Ou melhor, o conhecimento consiste na apropriação pelo sujeito cognoscente de proprie-dades do objeto que estiver sendo conhecido por ele.
  38. 38. Existem três modos de conhecer: - o conhecimento vulgar ou senso comum, - o conhecimento filosófico e - o conhecimento científico.
  39. 39. O conhecimento comum (senso vulgar, senso comum): é mais ou menos espontâneo, impreciso assistemático e casual; superficial e associativo, auto- contraditório e acrítico, fragmentário e ametódico. É dirigido pelas características formais e pela aparência e impressão superficial das coisas e se refere a objetos específicos.
  40. 40. Mescla opinião e crença, dados cognitivos e afetivos; mas se caracteriza por não ter compromisso com o rigor, a exatidão, a comprobabilidade ou a veracidade. É predominantemente subjetivo e mesmo quando se refere a fatos objetivos, sofre decisiva influência da subjetividade, é acrítico, não inclui a dúvida, nem qualquer outro critério de verdade; é heterogêneo e contraditório consigo mesmo.
  41. 41. O Conhecimento Vulgar não persegue a coerência ou a objetividade de suas informações entre si ou com o restante do conhecimento, nem se dirige pela confrontação com a realidade, além de que valoriza mais os elementos qualitativos que os quantitativos de seu objeto de estudo em seu modo de conhecer.
  42. 42. O conhecimento científico é estruturado e adquirido sistematicamente acerca de um objeto definido; voltado para ir além das características da aparência, buscando os elementos essenciais dos objetos ou fenômenos. Nas ciências, o estabelecimento da causalidade deve fugir a toda explicação aparente e superficial.
  43. 43. Cada ciência particular é uma teoria ou um sistema de teorias a cerca de seu objeto. Estrutura-se da forma para o conteúdo, da aparência para a essência, da simplicidade para a complexidade e dos casos particulares para generalidades cada vez mais amplas, num processo permanente de retroalimen-tação cognitiva.
  44. 44. Características identificáveis nas ciências fáticas e em todas as suas manifestações teóricas e práticas (Bunge) A noção de fato se refere ao que é dado pela experiência (conhecimento espontâneo, originado em ter sido vivido pelo indivíduo cognoscente) ou pelos sentidos (íntegradas através da senso- percepção).
  45. 45. a) uma ciência fática sempre se limita aos fatos (qualquer atividade científica se inicia no estabelecimento dos fatos e está limitada ao estudo destes fatos como acontecimentos ou objetos reais, ainda que possam ser objetivos ou subjetivos (mas, neste último caso, devem ser objetiváveis), e dos fenômenos que se dão nos fatos ou nas relações entre eles), e sua elaboração e suas conclusões não devem ultrapassar os fatos;
  46. 46. b) a atividade científica transcende os fatos só em suas conclusões - por sua natureza, o resultado da atividade científica se dirige sempre para além dos fatos e objetos estudados, assim, cria novos fatos e se orienta para além dos eventos que lhes acontecem, as ciências sempre buscam explicação, origem e conseqüências dos objetos e fenômenos que estuda;
  47. 47. c) toda ciência consiste em um corpo de conhecimento fundamental e inicialmente analítico de seu objeto (conhecimento iniciado na evidenciação e nominação, segue pela descrição e a explicação, trajetória lógica que vai do simples ao complexo, do particular ao geral, da forma ao conteúdo, da aparência à essência - em busca de meios de quantificar e registrar fielmente os fenômenos porque a exatidão da descrição influi mais ou menos positivamente na qualidade da explicação);
  48. 48. d) todo conhecimento científico é especializado, porque se refere a um objeto especial a um segmento da natureza, da sociedade ou do pensamento humano (apenas no sentido de que o conhecimento científico e a investigação da ciência se referem a um objeto específico e sempre especificado, nunca a um método especial ou, muito menos, a um especialista);
  49. 49. e) todo conhecimento científico deve ser comunicável de forma clara e precisa, da maneira a mais exata possível, tanto no que diz respeito aos seus enunciados, seus problemas, quanto à solução destes problemas e às conclusões permitidas por sua atividade;
  50. 50. f) para isto, a ciência necessita criar sua própria linguagem inventando símbolos para expressar seus conceitos mais importantes e, muitas vezes, criar uma sintaxe que lhe seja própria (mas estes símbolos devem ser simples e ter significado exato, preciso e serem universalmente entendidos);
  51. 51. g) toda ciência ou conhecimento científico deve ser verificável empiricamente e criticável na prática e em teoria (suas conclusões devem poder ser submetidas a verificação ou comprovação mediante experimentais ou lógicas que sejam suficientes para comprovar seu teor de verdade que, geralmente, se refere à sua sintonia com a realidade);
  52. 52. h) o conhecimento científico é metódico, sistemático e geral (seus procedimentos de investigação devem atender às exigências da metodologia científica, ser organizados como um sistema teóri-co consistente e devem estar voltados para descobrir o que há de geral e essencial nos diversos níveis de com-plexidade dos fenômenos que estuda e suas conexões com os demais);
  53. 53. i) a ciência é legal (concretiza-se na descoberta das leis que regem seu objeto e permitam generalizar, seja este um grande campo da natureza, do homem ou da sociedade ou se resuma a um único objeto ou fenômeno natural, humano ou sócio- cultural);
  54. 54. j) o conhecimento científico é explicativo e preditivo (não se contenta com descrever, mas visa explicar e prever, ainda que sua explicabilidade e previsbilidade sejam relativas);
  55. 55. l) a ciência é aberta, um saber público (sem barreiras "a priori") e deve poder ser adquirido e aceito (não dependendo de iniciação ou capacitação sistemática, ao contrário das profissões, podendo ser estudado, conhecido, verificado e praticado por todos, como um conhecimento público e um sistema de saber aberto que a ciência é);
  56. 56. m) toda ciência é útil, porque busca a verdade e a emprega não apenas para prever e explicar o mundo, mas para modificá-lo, de modo a atender às necessidades humanas.
  57. 57. O conhecimento filosófico deve ser considerado uma forma radical e rigo- rosamente diferente do conhecimento vulgar e do científico. Um saber valora-tivo de construtos não sujeitos à observação ou à experimentação e abrange a totalidade universal desses, até, as causas e conseqüências últimas. Ocupa-se da essência e do valor de tudo que existe no mundo..
  58. 58. Sumo dos Critérios de Cientificidade Objetividade e Especificidade, Exatidão. Verificabilidade e Sistematicidade, Fidedignidade e Validade, Reprodutibilidade.
  59. 59. •Os conhecimentos científico e filosófico são modalidades particulares do conhecimento geral, existem como aperfeiçoamentos dele. •Seu entendimento exige o entendimento prévio do conhecimento geral.
  60. 60. O conhecimento filosófico, ou ciência das generalidades, caracteriza-se pela extensão ilimitada de seu objeto. Generaliza e valoriza sobre tudo o que existe. É o saber mais extenso e válido possível e sempre destinado a ser empregado em benefício da humanidade.
  61. 61. Os cinco problemas fundamentais do conhecimento que influem em todas as suas formas, são: 1. a cognoscibilidade, 2. a gênese cognitiva, 3. a essência do conhecimento, 4. o valor da intuição e 5. a veracidade e verossimilitude ou verossemelhança do conhecimento.
  62. 62. Não existe uma só resposta que com aprovação unânime acerca dos problemas sobre o conhecimento humano. Deixando de lado as concepções supersticiosas que situam-na em alguma divindade, é possível identificar diversas posições naturais e contraditórias acerca do tema.
  63. 63. A posição eclética A questão central parece ser: existem duas modalidades de conhecimento; uma teórica, especulativa, racional e mediata; e outra, imediata e sensível (decorrente das sensa-ções e percepções). Como em outras situações análogas ou semelhantes, na resolução deste problema, a verdade parece estar no meio e não nos extremos teóricos.
  64. 64. Ecletismo e Sincretismo Ecletismo é uma síntese que se faz de conceitos, proposições ou teorias sem prejuízo da arquitetura lógica do resultado. Sincretismo é a mistura de idéias sem qualquer compromisso com a lógica ou a harmonia fática do procedimento.
  65. 65. A cognoscibilidade Há três respostas possíveis para o proble-ma da cognoscibilidade: 1. os que afirmam que o mundo pode ser conhecido (dogmáticos, materialistas e idealistas objetivos); 2. os que afirmam que o conhecimento é impossível (os agnósticos e os idealistas subjetivos); e
  66. 66. 3. os que julgam que o mundo pode ser conhecido, mas nunca confiável e eficiente- mente (cépticos, subjetivistas, objetivistas, os relativistas, os pragmatistas ou utilitaristas). O dogmatismo é modalidade radical de cognoscibilismo, os dogmáticos sustentam que todo conhecimento é evidente por si mesmo, tal como se apresenta aos sentidos ou como atividade racional ou
  67. 67. Também há o dogmatismo dos que crêem no conhecimento revelado, no pensamento mágico. O que não é conhecimento como foi definido aqui. Os idealistas subjetivos negam a possibilidade de conhecer, pretendem que as limitações sensoriais e racionais e as peculiaridades individuais incomunicáveis, impedem o conhecimento objetivo.
  68. 68. O solipsismo pode abranger todos objetos e fenômenos do mundo, ou referir-se a um grupo deles (sociais e psicológicos), há quem acredite na realidade dos fenômenos naturais, mas negue realidade aos conceitos e aos fenômenos e processos sociais porque estes careceriam de objetividade;
  69. 69. •Subjetivismo afirma de que só a introspecção pode conduzir ao conhecimento. A posição subjetivista limita o conhecimento ao que o sujeito sabe acerca de si mesmo, sobretudo, de sua subjetividade. Para eles o conhecimento se limita ao auto-conhecimento; o que conhe-ce sobre o outro seria modelado sobre o conhecimento que tenha sobre si mesmo.
  70. 70. O ceticismo (relativo ou absoluto) afirma a impossibilidade de conhecer (o sujeito não pode apreender o objeto). O ceticismo absoluto (solipsismo) e os ceticis-mos relativos: o lógico nega o conhecimento metafísico; o ceticismo metódico - chegar ao conhecimento verdadeiro afastando-se do falso; e o ceticismo sistemático recusa a possibilidade de alguém atingir algum conhe-cimento verdadeiro e exato sobre algo;
  71. 71. O objetivismo sustenta a posição oposta, no que respeita ao conhecimento da natureza; para eles, o objeto impõe ao sujeito aquilo que ele pode conhecer; para os objetivistas o conhecimento verdadeiro deve se abster de conceitos valorativos (cede ao subjetivismo o terreno da investigação filosófica, social e humana, negando-lhes terreno na aquisição do conhecimento sobre a natureza).
  72. 72. O relativismo. Os relativistas negam a possibilidade do conhecimento absoluto, sustentam-no dependente da influência dos fatores do meio e de outras circunstâncias (como a ideologia e outras condições culturais).
  73. 73. O pragmatismo (ou utilitarismo) supõe que o conhecimento só deva ser tido como verdadeiro se for útil aos propósitos para os quais estiver sendo elaborado. É a utilidade (ou pragmaticidade) que sustenta a validade de qualquer conhecimento.
  74. 74. A Metodologia filosófica está dividida em 3 grandes tendências doutrinárias: √ os positivismos, √ os antipositivismos e √ os ecletismos
  75. 75. Os positivismos caracterizam-se por: 1)objetivismo; 2)negam influência à subjetividade; 3)o conhecimento é só a descrição genera- lizadora de fatos; 4)emprega só a investigação quantitativa e (na observação e no experimento); 5)expressam posição cientificista (centrada no método científico quantificado), são agnósticos ou idealistas subjetivos; e 6)recusam a explicacão.
  76. 76. Há tês modalidades de antipositivismo: Antipositivismo Psicológico, Antipositivismo Sociológico e Antipositivismo Eclético.
  77. 77. •Os antipositivismos psicológico e sociológico se caracterizam por: •1) recusa do objetivitivismo; •2) têm o C como fruto da interpretação dos fatos pelos sujeitos cognocentes; •3) negam o C como reflexo ou cópia da realidade objetiva, mas uma construção subjetiva que chamam representação; •4) pretendem que só a elaboraçao teórica ou interpretação dos fatos pelo sujeito ou sujeitos cognoscente(s) lhes dá sentido;
  78. 78. •4) preferem a investigação qualitativa, mas alguns combinam-na com a quantitativa; • 5) os antipositivistas psicológicos e sociológicos expressam as posições do humanismo idealista ou verbalista, centrados na problemática subjetiva ou social do ser humano.
  79. 79. •6) nas ciencias humanas são principalmente os construtivistas e 7) na psicologia, os psicoanalistas, principalmente os lacanianos.
  80. 80. O humanismo científico, eclético ou materialista tem as seguintes características: 1) o C está baseado na unidade da teoria e da prática, da reflexão racional com a observação dos fatos, da elaboração racional do investigador com a verificação empírica; 2) o C é objetivo, reflexo, imagem ou síntese da realidade objetiva que existe fora da consciência; 3) valoriza tanto a elaboração teórica quanto a verificação empírica;
  81. 81. 4) os materialismos e o humanismo científico se caracterizam pela harmonia e integração do humanismo (seja realista, materialista emergentista em Bunge ou dialético em Marx).
  82. 82. O materialismo ontológico sustenta que tudo o que existe na realidade é material.
  83. 83. O materialismo gnosiológico sustenta que todo conhecimento se refere à matéria ou a algum produto ou qualidade da matéria ou atribuído a ela.
  84. 84. O “materialismo” ético sustenta que todo comportamento dessa propriedade subjetiva provêm de valores materiais.
  85. 85. O materialismo dialético. Desde Marx, a posição dialética sobre a cognoscibilidade distingue: as totalidades de seus segmentos particulares, as coisas de suas relações, o fenômeno (aparência) da essência, a forma do conteúdo e relacionar a modalidade de conhecimento com o critério de verdade empregado em sua aferição.
  86. 86. O materialismo emergente (Bunge) se fundamenta no materialismo ontológico, mo materialismo gnosiológico, no materialismo ético, no sistemismo e no emergentismo.
  87. 87. Enquanto os positivistas (empiristas, pragmatistas) dirigem sua atenção para os objetos materiais, o pensamento dialético se dirige para as relações entre eles. E mais, os positivistas só admitem que o conhecimento provenha dos sentidos.
  88. 88. Denomina-se fenômeno à maneira pela qual uma coisa se apresenta aos sentidos (sua aparência, as informações sensoriais que comunica ao observador), enquanto a essência se refere às sua propriedades e relações mais importantes daquela coisa (objeto ou processo).
  89. 89. A fenomenologia (emprego deste conceito na elaboração do conhecimento) deve ser diferenciada do fenomenologismo (exagero, superestimação ou exclusividade dos procedimentos fenomenológicos para conhecer).
  90. 90. Para os materialistas existem três critérios de verdade: •o critério ideal (coerência das proposições), •o critério fático (compatibilidade com a realidade) e o •o critério convencionado.
  91. 91. Problema da Origem do Conhecimento Existem muitas propostas para explicar como os instrumentos humanos atuam para que alguém possa conhecer alguma coisa e, portanto, de qual seja a origem do conhecimento humano. Estas possibilidades explicativas são muito numerosas e situá-las extensivamente neste texto foge aos objetivos de sua realização.
  92. 92. Sistemas para explicar a origem do conhecimento: = o sensualismo e = o empirismo, = o racionalismo e =o intuicionismo, = o intelectualismo e = o realismo crítico e = os ecletismos.
  93. 93. O sensualismo é a doutrina filosófica que sustenta que todo conhecimento humano se origina nas suas sensações e se limitam a esta fonte (o caráter material das sensações fez com que o sensualismo fosse impropriamente confundido com o materialismo filosófico ainda que mecanicista).
  94. 94. O empirismo é a variante do sensualismo que consiste na doutrina filosófica que situa a experiência do homem no mundo como fonte de todo seu conhecimento. O racionalismo situa na razão (e não na experiência ou nas sensações) como a fonte de todo conhecimento.
  95. 95. Intuição é a crença na apreensão imediata e direta da realidade, sem intermediação dos sentidos, nem da razão . Intuicionismo é a opinião que superestima ou exclusivisa a intuição como fonte de conhecimento.
  96. 96. O intelectualismo, o racionalismo crítico e os materialismos são ecléticos a partir das três anteriores que concebem o conhecimento como originado na razão, na experiência e nas sensações (pois, as próprias percepções são mais que soma de sensações, nas verdade, consistem em sínteses inteligentes e afetivamente determinadas).
  97. 97. Outra coisa que chama a atenção nos clássicos, é a omissão frequente da afetividade, principalmente como elemento da motivação para conhecer, na explicação do processo cognitivo.
  98. 98. Definição de Filosofia Filosofia é o modo de conhecer que se ocupa das regularidades universais. É o conhecimen-to sistemático que objetiva a formulação, a análise e a solução das principais questões de concepção do mundo, da sociedade e do homem (inclusive sua subjetividade), configu-rado harmoniosamente como uma visão teórica coesa e unitária sobre o universo e o lugar que o homem ocupa nele.
  99. 99. O conhecimento filosófico abrange uma visão do mundo (cosmologia) que inclui uma visão da sociedade e da sociedade e do homem (sócio-antropo-logia), inclusive do seu conhecimento (epistemologia) e dos processos racionais (lógica).
  100. 100. Disciplinas Filosóficas Cosmologia (concepção do mundo), Antropologia (teoria do Homem e da Humanidade), Ontologia, teoria do objeto (ou do ser, metafísica), Gnosiologia, teoria do conhecimento, Lógica, teoria racional e Metodologia teoria do método. E a Ética?
  101. 101. A ontologia estuda a origem, a essência, a causa primeira do cosmos, da vida e do pensamento (tudo o que existe). O termo refere o processo de estudar o objeto do conhecimento. O estudo ontológico de uma ciência cuida de seu objeto (sua definição e objetividade). Não é possível pensar em ciência ou qualquer atividade científica sem ter bem clara a noção de seu objeto de estudo.
  102. 102. a disA Metafísica materialista é a disciplina filosófica que se incumbe de estudar as feições mais gerais (e abstratas) da realidade material. Os metafísicos idealistas e fenomenologistas se voltam também para o que é imaginado por filósofos e teólogos.
  103. 103. A gnosiologia, teoria do C ou epistemologia, é a disciplina filosófica que estuda o C em geral, inclusive o científico, a verdade, o erro; o como se conhece, os processos utilizados para conhecer. É com a gnosiologia ou epistemologia que se definem as grandes diretrizes do pensamento científico.
  104. 104. A metodologia ou teoria dos procedimentos operatórios para construir o C científico e suas exigências de veracidade; inclui a metodologia filosófica quanto a científica. pode ser incluída como da lógica na maioria das sistematizações. (Destacada aqui por sua importância relativa para o tema central deste trabalho - a fundamentação científica da Medicina e da Psiquiatria).
  105. 105. Lógica - A teoria da arquitetura lógica do pensamento, da elaboração racional das idéias, sobretudo do manejo dos juízos, referida simplesmente como lógica (inclusive a lógica matemática, a lógica formal, a lógica dialética) que preside a construção dos conceitos, das categorias, das proposições e das teorias científicas.
  106. 106. Características da Ciência Fática Contemporânea
  107. 107. 1. Materialista. Todo que existe realmente, dentro ou fora do sujeito, é material, concreto. As propriedades não existem por si, são possuídas por objetos concretos ou conceituais. Tampouco há idéias autônomas: todas são processos cerebrais. Ex, um número não existe na natureza nem na sociedade; só existe por ser pensado por alguma pessoa.
  108. 108. 2. Sistemista. Todo que existe, seja concreto, conceitual ou semiótico, é um sistema ou componente de algum sistema.
  109. 109. 3. Emergentista. Os sistemas possuem propriedades inexistentes em seus componentes.
  110. 110. 4. Dinamicista. Todo que existe realmente muda. Só os objetos conceituais (por exemplo, matemáticos) são imutáveis, porém o são por convenção.
  111. 111. 5. Realista. O mundo exterior ao sujeito cognoscente existe independentemente deste e é cognoscível, ao menos parcial gradualmente.
  112. 112. 6. Cientificista. A melhor maneira de investigar os objetos, naturais, sociais, artificiais ou conceituais, é adotar o método científico. E a melhor maneira de avaliar os princípios filosóficos é exibir sua compatibilidade com a ciência e a técnica do momento; seja seu valor heurístico na investigação científica ou técnica, seja seu valor no desenho de políticas que objetivem o melhoramento da qualidade da vida.
  113. 113. 7. Racioempirista. Combina dos constituintes válidos do racionalismo e do empirismo. Filosofia que aspira ser clara, coerente e hipotético- dedutiva, enquanto põe suas hipóteses á prova dos fatos.
  114. 114. 8. Exata. Tenta exatificar idéias intuitivas interessantes, ou seja, convertê-las em idéias que tenham forma lógica ou matemática precisa e ausência de ambiguidade.
  115. 115. 9. Agatonista. Não há direito sem dever, nem dever sem direito. O máximo princípio moral deberia ser «Goza a vida e ajuda a viver». Combinação de egoísmo com altruismo, de utilitarismo com deontologicismo, e de cognitivismo com emotivismo.
  116. 116. 10. Democracia integral (biológica, econômica, política e cultural) informada pela moral agatonista e a sociotécnica.
  117. 117. Muito Obrigado Até Logo msaluiz@gmail.com

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