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Metodologias de Investigação

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Metodologias de Investigação

  1. 1. Metodologias de Investigação em Teologia pastoral Metodologias de Investigação
  2. 2. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 1. Processos de investigação em ciências sociais 2. Métodos Quantitativos vs Métodos Qualitativos 3. Análise Quantitativa 4. Análise Qualitativa 5. Alguns instrumentos «tipo» 6. Análise de conteúdo Sumário
  3. 3. Processo de investigação em Ciências Sociais
  4. 4. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 Antes de começar… Quando um investigador sente grandes dificuldades no seu trabalho, as razões são quase sempre de ordem metodológica: • “Já não sei em que ponto estou” • “tenho a impressão de já nem saber o que procuro” • “não faço a mínima ideia do que fazer para continuar” • “tenho muitos dados... mas não sei o que fazer com eles”.
  5. 5. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 O que é que se aprende, de facto, no final de uma investigação? • A compreender melhor os significados de um acontecimento ou de uma conduta •a fazer inteligentemente o ponto da situação •a captar com maior perspicácia as lógicas de funcionamento de uma organização •a reflectir acertadamente sobre as implicações de uma decisão política •a compreender com maior nitidez como determinadas pessoas •apreendem um problema •a tornar visíveis alguns dos fundamentos das suas representações. Investigação em Ciências Sociais
  6. 6. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 Cuidado com dois defeitos opostos: um cientismo ingénuo que consiste em crer na possibilidade de estabelecer verdades definitivas e de adoptar um rigor análogo ao dos físicos e biólogos um cepticismo que negaria a própria possibilidade de conhecimento científico. Investigação em Ciências Sociais
  7. 7. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 7 Um procedimento é uma forma de progredir em direcção a um objectivo. “O facto científico é conquistado, construído e verificado” (Gaston Bachelard). - conquistado sobre os preconceitos; - construído pela razão; - verificado nos factos. Etapas do Procedimento
  8. 8. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 8 Sete etapas em três actos
  9. 9. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 9 A ruptura  Romper com os preconceitos e as falsas evidências, que somente nos dão a ilusão de compreendermos as coisas. A construção  A ruptura só pode ser efectuada a partir de um sistema conceptual organizado, susceptível de exprimir a lógica que o investigador supõe estar na base do fenómeno. A verificação  Uma proposição só tem direito ao estatuto científico na medida em que pode ser verificada pelos factos. Os três actos
  10. 10. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 0 Etapa 1 – A pergunta de partida Etapa 2 – A exploração: as leituras e as entrevistas exploratórias Etapa 3 – A problemática Etapa 4 – A construção do modelo de análise Etapa 5 – A observação Etapa 6 – A análise das informações Etapa 7 – As conclusões As sete etapas do procedimento
  11. 11. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 1 •O que é que eu quero saber? •O investigador deve procurar enunciar o projecto de investigação na forma de uma pergunta de partida, através da qual tenta exprimir o mais exactamente possível o que procura saber, elucidar, compreender melhor. •A ruptura com os preconceitos e as noções prévias •Uma boa pergunta de partida deve: • poder ser tratada. • Deve-se poder trabalhar eficazmente a partir dela. • Deve ser possível fornecer elementos para lhe responder. Etapa 1 – Pergunta de partida
  12. 12. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 2 A pergunta de partida constitui o fio condutor do trabalho. A exploração comporta as operações de:  Leitura (Qualidade da problematização)  Entrevistas exploratória (Contactar com a realidade)  Alguns métodos de exploração complementares (Contactar com a realidade) Leituras – ser razoável na dimensão e assertivo na escolha Entrevistas – abertas e flexíveis (investigadores e peritos, testemunhas privilegiadas e público potencial) Etapa 2 – A exploração
  13. 13. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 3 A problemática é a abordagem ou a perspectiva teórica que decidimos adoptar para tratarmos o problema formulado pela pergunta de partida. Deve responder à pergunta: “Como vou abordar este fenómeno?” (Constitui uma charneira entre a ruptura e a construção). Elaborar uma problemática equivale a definir conjuntamente três elementos: • o que pretendemos explicar, • aquilo com o qual nos relacionaremos • o tipo de relação que perspectivamos entre os dois primeiros elementos. Conceber uma problemática é escolher uma orientação teórica, explicitar o quadro conceptual da investigação, precisar os conceitos fundamentais e as suas relações, construir um sistema conceptual adaptado ao objecto da investigação. Etapa 3 – A problemática
  14. 14. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 4 A fase de construção do modelo de análise constitui a charneira entre a problemática fixada e o trabalho de elucidação sobre um campo de análise restrito e preciso. A organização de uma investigação em torno de hipóteses constitui a melhor forma de a conduzir com ordem e rigor. As hipóteses apontam o caminho da procura, fornecendo um fio condutor à investigação e fornecendo o critério para a recolha de dados que confrontará as hipóteses com a realidade. Uma hipótese é uma proposição provisória, uma pressuposição que deve ser verificada. A hipótese pode apresentar-se como uma antecipação de uma relação entre um fenómeno e um conceito capaz de o explicar. Etapa 4 – Construção do modelo de análise
  15. 15. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 5 Com frequência, a hipótese apresenta-se como a antecipação de uma relação entre dois conceitos, ou entre os dois tipos de fenómenos que designam. Na sua formulação, a hipótese deve ser expressa sob uma forma observável. Uma hipótese pode ser testada quando existe uma possibilidade de decidir, a partir da análise dos dados, em que medida é verdadeira ou falsa. Para ser refutável, uma hipótese deve ter um carácter de generalidade, não devem constituir dados relativos a uma situação particular e não reproduzível. Uma hipótese só pode ser refutada se admitir enunciados contrários susceptíveis de verificação. A verificação da proposição oposta infirmaria a hipótese de partida. Etapa 4 – Construção do modelo de análise
  16. 16. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 6 A observação engloba o conjunto das operações através das quais o modelo de análise [constituído por hipóteses e conceitos] é submetido ao teste dos factos e confrontado com dados observáveis. Observar o quê? – Diz-nos os conceitos envolvidos nas hipóteses Observar quem? – A totalidade da população; uma amostra representativa; estudar partes não representativas, mas pertinentes. Observar como? – Questionário, entrevista, observação directa, recolha de dados pré-existentes, etc. Etapa 5 – A observação
  17. 17. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 7 Característica Quantitativa Qualitativa Foco Busca explicação: o “por quê”: preocupa-se com as causas Busca compreensão: o “como”: preocupa-se em compreender os fenómenos, refere-se ao mundo dos símbolos / significados Etapa 6 – Análise das informações
  18. 18. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 8 Característica Quantitativa Qualitativa Objeto de estudo Factos naturais descritos Fenómenos humanos apreendidos (significados) Etapa 6 – Análise das informações
  19. 19. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 1 9 Característica Quantitativa Qualitativa Papel do pesquisador Distancia-se do facto pesquisado Olha a luz da sua subjetividade Envolve-se no fenómeno Etapa 6 – Análise das informações
  20. 20. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 0 Característica Quantitativa Qualitativa Objetivos da pesquisa Testar hipóteses Descrição e estabeleci- mento de correlações matemáticas (estatísticas) e causais entre factos Compreensão; explanação Apreensão e interpretação da relação de significações de fenómenos para os indivíduos e a sociedade Etapa 6 – Análise das informações
  21. 21. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 1 Característica Quantitativa Qualitativa Amostra/ grupo para estudo Randômica: representativa estatisticamen te de uma população População toda; Representiva por amostra; Mais pertinente. Etapa 6 – Análise das informações
  22. 22. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 2 Característica Quantitativa Qualitativa Tratamento/ análise dos dados Técnicas estatísticas, habitualmente feitas por especialistas Análise de conteúdo: categorias por relevância teórica de repetição Etapa 6 – Análise das informações
  23. 23. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 3 Característica Quantitativa Qualitativa Instrumentos de pesquisa Escalas Classificações nosográficas Exames laboratoriais Questionários fechados Inquérito Entrevista Observação participante Dados pré- existentes Etapa 6 – Análise das informações
  24. 24. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 4 Característica Quantitativa Qualitativa Critério de confiabilida- de Fidedignidade Atribuído ao rigor da reprodutibilida de dos resultados Validade Atribuído ao rigor da validade dos dados Etapa 6 – Análise das informações
  25. 25. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 5 Característica Quantitativa Qualitativa Apresentação dos resultados Em linguagem matemática (tabelas, quadros), habitualmente em separado no relatório Tópicos redigidos, com observações do campo e citações literais(falas), não separados da discussão Etapa 6 – Análise das informações
  26. 26. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 6 A conclusão compreende geralmente três partes: Uma retrospectiva das grandes linhas do procedimento; uma apresentação pormenorizada dos contributos para o conhecimento originados pelo trabalho; considerações de ordem prática. Itens a ter em conta: • Pergunta de partida na sua formulação definitiva; • Apresentação das características gerais do modelo de análise e das hipóteses de pesquisa; • Apresentação do campo de observação, dos métodos utilizados e das observações efectuadas; • Comparação entre os resultados esperados e os resultados observados, e uma interpretação das diferenças. Etapa 7 - Conclusões
  27. 27. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 7 • Etapa 1 – A pergunta de partida • Formular a pergunta de partida tendo o cuidado de respeitar: • A clareza • A exequibilidade • A pertinência • Etapa 2 – Exploração • As Leituras • As entrevistas exploratórias • Atitudes de flexibilidade e abertura Recapitulando
  28. 28. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 8 • Etapa 3 – A problemática • Fazer o balanço e descrever as problemáticas possíveis • Definir uma problemática • Etapa 4 – A construção do modelo de análise • Construir hipóteses e o modelo, esplicitando: • As relações entre os conceitos • As relações entre as hipóteses • Construir os conceitos precisando • As dimensões • Os indicadores Recapitulando
  29. 29. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 2 9 • Etapa 5 – Observação • Delimitar o campo de observação • Conceber o instrumento de observação • Testar o instrumento de observação • Proceder à recolha de informações • Etapa 6 – A análise das informações • Descrever e preparar os dados para análise • Comparar resultados esperados com os resultados observados • Procurar o significado das diferenças Recapitulando
  30. 30. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 0 • Etapa 7 – As conclusões • Recapitular o procedimento • Apresentar os resultados, evidenciando: • Os novos conhecimentos • As consequências práticas Recapitulando
  31. 31. Análise Quantitativa
  32. 32. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 2 • Na Casa de Saúde do Bom Jesus implementámos uma questionário: • Adaptado ao mundo da Saúde Mental • Fácil de utilizar • Adaptado ao nosso meio sócio-cultural • Com possibilidade de análise da realidade e, sendo possível, potenciar estratégias de crescimento espiritual • Consta de 8 eixos, com sete itens cada um. Uma experiência concreta…
  33. 33. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 3 Análise das Necessidades Espirituais do Utente Eixos de Análise • Situação existencial do Utente • Atitude perante a doença • Análise dos seus valores • Relação da Família coma doença • Relação do Utente com a Família • Experiência espiritual e religiosa • Desejo de Salvação • Prática Religiosa
  34. 34. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 4 • Situação existencial do Utente 7 – Aceita a sua situação 6 – Perda de ânimo 5 – Pacto com a verdade 4 – Rebeldia 3 – Negação 2 – Confusão 1 – Desconhecido
  35. 35. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 5 • Atitude perante a doença 7 – Uma oportunidade para crescer. 6 – Um mistério, perplexidade 5 – Uma oportunidade para desaparecer e romper com todo 4 – Uma prova 3 – Um absurdo. Um sem sentido. Uma situação injusta 2 – Um castigo merecido 1 – Desconhecido
  36. 36. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 6 • Análise dos seus valores 7 – Reestrutura uma hierarquia de valores 6 – Conhecimento parcial dos próprios valores 5 – Ruptura social (incoerência de valores/conduta) 4 – Desconhecimento dos próprios valores 3 – Mundo sem valores e/ou conduta arbitrária 2 – Ruptura da unidade pessoal (Conduta destrutiva) 1 – Desconhecido
  37. 37. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 7 • Relação da Família com a doença 7 – A Família sabe como lidar com a doença e partilha-o com o Utente e seus familiares 6 – A Família sabe como lidar com a doença, mas só o fala com o Utente 5 – A Família não sabe, mas está disposta a obter informação 4 – A Família suspeita da gravidade da doença e procura informação parcial 3 – A Família suspeita da gravidade da doença, mas não procura informação 2 – Não se coloca a questão 1 – Desconhecido
  38. 38. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 8 • Relação do Utente com a Família 7 – Excelente 6 – Aceitável 5 – Próxima 4 – Afastada 3 – Inapropriada 2 – Nula 1 – Desconhecido
  39. 39. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 3 9 • Experiência espiritual e religiosa 7 – Abertura à Transcendência 6 – Vivência de Deus como ajuda e libertação 5 – Necessidade de expressar sentimentos e vivências religiosas (Liturgia/s) 4 – Vivência de Deus como quem põe à prova 3 – Vivência com Deus, o castigador 2 – Não existe Deus. Não crente 1 – Desconhecido
  40. 40. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 0 • Desejo de Salvação 7 – Reconciliou-se plenamente (Consigo, com os outros e com Deus) 6 – Está em processo de reconciliação 5 – Começa a haver o desejo de reconciliação 4 – Possui ódios e rupturas consigo mesmo 3 – Quer libertar-se da culpabilidade, mas sem êxito 2 – Não sente necessidade de se reconciliar com o seu passado 1 – Desconhecido
  41. 41. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 1 • Prática Religiosa 7 – Vida Sacramental e comunitária 6 – Vivência Sacramental e comunitária, se interpelado e/ou ajudado 5 – Alguns sinais de participação e oração 4 – Objectos externos ‘religiosos’ (terço, imagens, medalhas…) 3 – Vivência dos ritos como algo mágico 2 – Sem expressão concreta 1 – Desconhecida
  42. 42. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 2 Unid Diagn Sit.Exist Atitude Valores Fam/D U/Fam Exp.Rel Desejo Prática Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Nome Apelidos Mapa
  43. 43. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 3 Unid Diagn Sit.Exist Atitude Valores Fam/D U/Fam Exp.Rel Desejo Prática Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Nome Apelidos S. José Mapa
  44. 44. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 4 Unid Diagn Sit.Exist Atitude Valores Fam/D U/Fam Exp.Rel Desejo Prática Nome Apelidos S. José 296 Nome Apelidos S. José 318 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 296 Nome Apelidos S. José 318 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 296 Nome Apelidos S. José 318 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 295 Mapa
  45. 45. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 5 Unid Diagn Sit.Exist Atitude Valores Fam/D U/Fam Exp.Rel Desejo Prática Nome Apelidos S. José 296 5 4 3 5 6 2 1 6 Nome Apelidos S. José 318 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 296 Nome Apelidos S. José 318 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 296 Nome Apelidos S. José 318 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 295 Mapa
  46. 46. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 6 Unid Diagn Sit.Exist Atitude Valores Fam/D U/Fam Exp.Rel Desejo Prática Nome Apelidos S. José 296 5 4 3 5 6 2 1 6 Nome Apelidos S. José 318 6 5 4 3 7 1 2 3 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 296 Nome Apelidos S. José 318 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 296 Nome Apelidos S. José 318 Nome Apelidos S. José 295 Nome Apelidos S. José 297 Nome Apelidos S. José 295 Mapa
  47. 47. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 7 Unid Diagn Sit.Exist Atitud e Valore s Fam/D U/Fam Exp.Re l Desejo Prática Nome Apelidos S. José 296 5 4 3 5 6 2 1 6 Nome Apelidos S. José 318 6 5 4 3 7 1 2 3 Nome Apelidos S. José 295 2 3 6 4 2 6 2 4 Nome Apelidos S. José 297 5 6 2 4 6 4 2 1 Nome Apelidos S. José 296 5 4 3 5 6 2 1 6 Nome Apelidos S. José 318 6 5 4 3 7 1 2 3 Nome Apelidos S. José 295 2 3 6 4 2 6 2 4 Nome Apelidos S. José 297 5 6 2 4 6 4 2 1 Nome Apelidos S. José 295 5 4 3 5 6 2 1 6 Nome Apelidos S. José 296 6 5 4 3 7 1 2 3 Nome Apelidos S. José 318 2 3 6 4 2 6 2 4 Nome Apelidos S. José 295 5 6 2 4 6 4 2 1 Nome Apelidos S. José 297 5 4 3 5 6 2 1 6 Nome Apelidos S. José 295 6 5 4 3 7 1 2 3 Mapa
  48. 48. Análise Qualitativa
  49. 49. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 4 9 • Separa totalmente investigador e objecto de estudo • Afectividade e subjectividade são vistas com pejurativismo • Excessiva valorização do método e desprezo pela interpretação • Visão determinista da realidade • A ciência faria uma descrição imparcial: predição e controle da realidade… Positivismo
  50. 50. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 0 • O conhecimento é uma produção construtiva e interpretativa • A interpretação surge pela necessidade de dar sentido as expressões do sujeito estudado. • Carácter interactivo do processo de produção do conhecimento • A interacção do investigador com o objecto da investigação, de si, são uma condição do processo de produção de conhecimentos • A singularidade como nível legítimo de produção de conhecimento • A singularidade é a realidade diferenciada na história da construção subjectiva do conhecimento. Epistemologia Qualitativa
  51. 51. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 1 Alguns instrumentos «tipo» Análise qualitativa
  52. 52. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 2 1. Produzir um instrumento (ou instrumentos) capaz de produzir toda a informação necessária para testar as hipóteses 2. Elaboração de testes à qualidade do instrumento: 1. Se a redacção está assertiva com o objecto estudado 2. Se está adequada aos destinatários 3. Se deixa liberdade ao destinatário (não induz num tipo de resposta nem inibe) (Atenção à opinião dos pares, dos peritos e ao que se obteve na Etapa de Exploração) 3. Recolha de dados… A sua elaboração
  53. 53. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 3 Consiste em aplicar uma série de perguntas, a um conjunto de inquiridos, para obter as informações que nos interessam para a nossa investigação. As respostas são pré-codificadas. Pode ser: - De administração indirecta, quando é o investigador a preencher - De administração directa, quando é o inquirido que preenche. Pode ficar muito cara a sua aplicação, por causa da representatividade Regista-se em papel Inquérito por Questionário
  54. 54. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 4 Caracteriza-se pela interacção humana entre entrevistado e entrevistador. Há uma fraca directividade do entrevistador Podem ser: - Abertas, quanto o investigador deixa fluir livremente o assunto e não tem questões prévias que quer saber - Semidirectiva, quando há uma série de questões prévias que se quer responder (expressas num guião), mas que deixa o entrevistado a liberdade de ir falando. Ao investigador cabe a «arte» de levar o entrevistado a abordar os temas que lhe interessa sem pressionar ou condicionar. Permite obter respostas com grande profundidade. Regista-se em áudio e/ou vídeo Entrevista
  55. 55. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 5 Observa-se o fenómeno no momento em eu ele se produz, sem nenhuma mediação. É muito útil para analisar os «não verbais» e, prolongando-se no tempo, as diversas dimensões de uma comunidade. Há a dificuldade de o investigador ser aceite no grupo e, sendo-o, de não condicionar a produção dos factos. Regista-se no notebook, em áudio e em vídeo. Observação directa
  56. 56. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 6 Trata-se de recolher documentação pré-existente e, sobre ela, realizar a sua investigação. Tem a vantagem de ser muito acessível. Normalmente, não exige grandes deslocação e o seu estudo depende dos horários, quase só, do investigador. Aproveita o que já existe, com a consequente economia daí derivada. Regista-se em papel Análise documental
  57. 57. Análise de conteúdo O que é?
  58. 58. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 8 • “um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objectivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção [...] destas mensagens”. Laurence Bardin,, p. 42 Definição
  59. 59. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 5 9  Técnica de análise de textos  Analisa o que é explícito no texto para obter indicadores que permitam fazer inferências.  Parte do pressuposto que o texto produzido “reflecte” o pensamento/representação do autor. O texto expressa as ideias do autor.  Aspira à objectividade.  Traduz a manipulação de uma mensagem para evidenciar indicadores que permitam fazer inferências sobre uma realidade exterior e pré-existente ao texto. Conceito
  60. 60. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 0 •Fechados – quando a análise e classificação do texto é guiado por um conjunto de assunções/conceitos pertencentes a um quadro teórico •Abertos ou exploratórios – quando a análise do texto faz emergir categorias/conceitos não definidos à priori •Mistos Os procedimentos
  61. 61. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 1 1. Leitura flutuante do texto - tomar contacto de uma forma holística com o material a analisar 1. Codificação do material – transformação dos dados brutos por recorte, classificação, agregação e categorização O processo
  62. 62. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 2 Há 3 tipos de unidades a considerar • A unidade de registo – fragmento que se toma por indicativo de uma característica (podem ser semânticas ou linguísticas) «É a unidade de significação a codificar e corresponde ao segmento de conteúdo a considerar como unidade de base, visando a categorização e a contagem frequencial» (Bardin, p. 130). A autora dá como exemplo de unidades de registo a palavra, o tema, o objecto ou referente, o personagem, o acontecimento, e o documento. A prática
  63. 63. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 3 A unidade de contexto (fragmento do texto que engloba a unidade de registo e que permite compreender e situar a unidade de registo no decurso da entrevista) «A unidade de contexto serve de unidade de compreensão para codificar a unidade de registo e corresponde ao segmento da mensagem, cujas dimensões (superiores às da unidade de registo) são óptimas para que se possa compreender a significação exacta da unidade de registo» (Bardin, p.133) A prática
  64. 64. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 4 • A categorização «é uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto de por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o género (analogia), com critérios previamente definidos» (Bardin, p. 145). • As categorias são rubricas ou classes que agrupam um grupo de elementos, que são, no nosso caso, as unidades de registo. Estes elementos são agrupados devido ao facto de terem características comuns. As categorias procuram dar de forma condensada uma imagem simplificada dos dados em bruto. Categorização
  65. 65. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 5 • Uma categoria pode dizer-se que é boa quando possui as seguintes qualidades: a exclusão mútua, homogeneidade, pertinência, objectividade e fidelidade. “a análise de conteúdo assenta implicitamente na crença de que a categorização (passagem de dados em bruto para dados organizados) não introduz desvios (por excesso ou por recusa) no material, mas que dá a conhecer índices invisíveis, ao nível dos dados em brutos» (Bardin, p. 147) Categorização
  66. 66. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 6 A fidelidade da análise está relacionada com o codificador (fidelidade inter-codificador) e com as categorias de análise (fidelidade intra-codificador). Fidelidade inter-codificador – vários analistas debruçando-se sobre o mesmo texto deverão chegar aos mesmos resultados Fidelidade intra-codificador – o mesmo codificador debruçando-se sobre o mesmo texto em momentos diferentes deverá chegar aos mesmos resultados. A fidelidade da análise
  67. 67. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 7 Análise vertical – cada entrevista é analisada de per si Análise horizontal – comparação das características em todas as entrevistas Análise de um corpus
  68. 68. L u í s M i g u e l F I G U E I R E D O R O D R I G U E S M e t o d o l o g i a s d e I n v e s t i g a ç ã o e m T e o l o 6 8 N População n Amostra N População n Amostra N População n Amostra 100 80 600 230 1500 320 200 130 700 245 2000 330 300 165 800 260 3000 350 400 190 900 270 5000 360 500 215 1000 280 10000 370 Representatividade – N para n Krejci, R.V.; Morgan, D.W., “Determining sample size for researche activities”, Educational Psychological Measurement, 30, 1970, p. 607-610.
  69. 69. Luís Miguel FIGUEIREDO RODRIGUES lmrodrigues@braga.ucp.pt Obrigado.

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