Hardware fundamental

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Hardware, um Guia Fundamental

  • me da umas resposta imediatamente por favor
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  • e ele é tela lcd hp compaq la1905wg
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  • meu computador desliga sozinho e o monitor fika ligado e quando eu vou liga mostra dvi sem sinal gva sem sinal aparece a mensagem monitor em modo de suspensao e as vezes nem liga e quando liga e eu tou acessando a tela fika todo colorida trava tudo e eu tenho que renicia e depois nao liga mais
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Hardware fundamental

  1. 1. 1
  2. 2. Autor: Carlos E. MorimotoPáginas: 1038Formato: 23 x 16 cmEditora: GDH Press e Sul EditoresISBN: 978-85-99593-10-2Lançado em: Outubro de 2007 Introdução: Como um PC Capítulo 7: Chipsets e placas funciona o Chipsets para placas o Os Componetes básicos Soquete 7  Processador o Chipsets para o Pentium  Memória II e Pentium III  HD  Chipsets da Intel  Placa de Vídeo  Chipsets da VIA  Placa-mãe  Chipsets da SiS  Hardware X o Chipsets para o Pentium Software 4 (Soquete 423 e soquete  Arquiteturas 478) o Um pouco sobre redes  Chipsets da Intel  Configuração da  Chipsets da SiS rede  Chipsets da VIA  Rede Wireless  Chipsets da Uli Capítulo 1: 54 anos de  Chipsets da ATI história: do ENIAC ao Athlon o Chipsets para o Athlon, o Os primórdios Duron e Sempron o O ENIAC (soquete A) o O transístor  Chipsets da AMD o Como são fabricados os  Chipsets da VIA processadores  Chipsets da SiS o Os supercomputadores  Chipsets da nVidia o A evolução dos o Chipsets para placas computadores pessoais soquete 775 o A década de 80  Chipsets da Intel o Do 486 ao Athlon  Chipsets da nVidia o Sistemas embarcados  Chipsets da SiS Capítulo 2: Processadores  Chipsets da VIA o Pentium4 o Chipsets para Athlon 64  Willamette  Chipsets da nVidia  Hyper  Chipsets da VIA Pipelined  Chipsets da SiS Technology  Chipsets da ULi  Execution Capítulo 8: Montagem, trace cache manutenção e dicas  Bus de 400 o As formas mais comuns MHz de destruir um PC  Rapid  Fonte de Execution alimentação Engine  Cooler  SSE2  Smoke Test  Northwood  Estática 2
  3. 3.  Prescott  Componentes  Hyper- defeituosos Threading  Dispositivos USB  Soquete  Softwares 775  Conectores de  Smithfield, Cedar força Mill e Presler o Dicas de compra  O sistema de  Processador numeração  Memória  Pentium 4  HDs  Pentium D o PCs de baixo consumo  Extreme o Ferramentas Edition o Montagem de micros  Celeron D  Preparando o o Athlon e Duron terreno  Athlon Thunderbird  Conectores do  Athlon Palomino painel  Athlon  Headers USB Thoroughbred  Processador  Athlon Barton  Pasta térmica o Athlon 64  Cooler  Desenvolvendo  Memória um sucessor  Instalando a placa-  Itanium mãe  X86-84  HDs e DVD (AMD64)  Finalizando a  A arquitetura K8 montagem  Os modelos o Solucionando problemas  Athlon 64 e Athlon o O máximo de funções no 64 FX mínimo espaço  Athlon 64 X2 o Filtros de linha,  Sempron estabilizadores e  Reconhecendo o nobreaks processador  Filtros de linha  Quad FX  Estabilizadores o A plataforma Core  Nobreaks (UPS)  Conroe  Inversores  Kentsfield  VA x watts  Allendale  Proteção  Conroe-L para a linha o Futuros chips telefônica  Penryn  Autonomia  Nehalem Capítulo 9: Configuração do  Phenom e Setup, drivers e utilitários Barcelona o Discos e RAID  Fusion o BootCapítulo 3: Placas-mãe e o Overclockbarramentos o Timings da Memória o Os Componentes o Componentes integrados  BIOS o Outras opções 3
  4. 4. o Formatos o Drivers e utilitários o Barramentos  Drivers da placa-  ISA mãe  MCA, EISA e VLB  Drivers do chipset  PCI  Drivers 3D  PC Card  Drivers de som, (PCMCIA) modem e outros  AMR e CNR  Utilitários e  AGP benchmark  PCI Express o Suporte a hardware no  Como o PCI Linux Express funciona  Drivers  Dentro do proprietários chipset  Opções de boot  As linhas de Capítulo 10: Vídeo e placas 3D dados e os o FPS, V-Sync e tearing periféricos o Recursos  Express  Clock na GPU Mini e  Fill rate ExpressCar  Unidades de vertex d shader  PCI  Unidades de pixel Express 2.0 shader  USB  Unidades de  Firewire (IEEE shader unificadas 1394)  Texture Mapping  WUSB Units (TMUs) o Endereços de IRQ e  Raster Operation DMA Units (ROPs)  APIC  Tipo de memória  DMA e I/O  Freqüência deCapítulo 4: Memórias memória e largura o Formatos do barramento o Tecnologias utilizadas  Quantidade de  Memórias memória Regulares  DirectX e OpenGL  Memórias FPM  Antialiasing e  Memórias EDO Anisotropic  Memórias SDRAM Filtering  Memórias DDR  SLI  Memórias DDR2  CrossFire  Memórias DDR3  TurboCache e o Identificando módulos de HyperMemory memória defeituosos o Chipsets 3D o Limites no  NV40 endereçamento da  G70 memória  G80 o Memória Flash  R520 o Outras tecnologias  R600Capítulo 5: HDs e o Manutenção 4
  5. 5. armazenamento o Chipsets de vídeo o Como um HD funciona integrados  A placa o Conectores: VGA x DVI controladora o Monitores: LCD x CRT x  Os discos Plasma x OLED  Correção de erros o Características dos e badblocks Monitores LCD  Desempenho o Monitores USB?  Tempo de Capítulo 11: Notebooks busca o Categorias (Seek Time) o UMPCs e MIDs  Tempo de o Fabricantes latência o Processadores (Latency  Pentium M Time)  Soquetes  Tempo de  Core Duo e Core 2 Acesso Duo (Access  Celeron M Time)  Processadores  Head ULV Switch Time  A plataforma  Taxa de Centrino transferênci  Mobile Athlon 64 a interna  Mobile Sempron (Internal  Turion 64 Transfer  Turion X2 rate)  Via C3 e C7  NCQ  AMD Geode  Cache o Chipsets 3D (Buffer)  Chipsets onboard  MTBF e  Chipsets service life dedicados e placas o As interfaces offboard  IDE  ATI  SATA  nVidia  SCSI o Barebones  SAS o Drivers  As barreiras de  Criando uma 8GB e 128GB imagem de o RAID recuperação  Os modos de o Baterias operação  Chumbo Ácido  As controladoras  Ni-Cad o Opções de  Ni-MH armazenamento externo  Li-ion o SSDs e HHDs  Li-poly o ReadyBoost e  Células de ReadyDrive combustível o O gigabyte de 1 bilhão de  Calculando a bytes capacidade e 5
  6. 6. o Drives de disquetes autonomiaCapítulo 6: Sistemas de Capítulo 12: Manutenção dearquivos e recuperação de notebooksdados o Desmontagem e dicas o Formatação física o Desmontando um o Formatação lógica Toshiba A70  FAT16 e FAT32 o Desmontando o HP  Estruturas 6110NX Lógicas o Desmontando a tela  NTFS o Localizando defeitos  Estruturas  Não liga lógicas do  Instabilidade NTFS  HD e DVD  EXT3  Defeitos na tela o Recuperação de dados  Modem e placa  S.M.A.R.T. wireless  Criando uma o Comprando peças de imagem binária reposição no exterior  Reparando Apêndice: Um resumo sobre partições redes e o protocolo TCP/IP  Recuperado a MBR e tabela de partições  Recuperando arquivos apagados  Usando o Easy Recovery  Usando o Photorec  Outras opções  Eliminando dados com segurança  Copiando dados de mídias defeituosas 6
  7. 7. Introdução: Como um PC funcionaO primeiro PC foi lançado em 1981, pela IBM. A plataforma PC não é aprimeira nem será a última plataforma de computadores pessoais, mas ela é delonge a mais usada e provavelmente continuará assim por mais algumasdécadas. Para a maioria das pessoas, "PC" é sinônimo de computador.Começando do básico, existem duas maneiras de representar uma informação:analogicamente ou digitalmente. Uma música gravada em uma antiga fita K7 éarmazenada de forma analógica, codificada na forma de uma grande onda desinais magnéticos, que podem assumir um número virtualmente ilimitado defreqüências. Quando a fita é tocada, o sinal magnético é amplificado enovamente convertido em som, gerando uma espécie de "eco" do áudiooriginalmente gravado.O grande problema é que o sinal armazenado na fita se degrada com o tempo,e existe sempre uma certa perda de qualidade ao fazer cópias. Ao tirar váriascópias sucessivas, cópia da cópia, você acabava com uma versão muitodegradada da música original.Ao digitalizar a mesma música, transformando-a em um arquivo MP3, vocêpode copiá-la do PC para o MP3 player, e dele para outro PC, sucessivamente,sem causar qualquer degradação. Você pode perder alguma qualidade aodigitalizar o áudio, ou ao comprimir a faixa original, gerando o arquivo MP3,mas a partir daí pode reproduzir o arquivo indefinidamente e fazer cópiasexatas.Isso é possível devido à própria natureza do sistema digital, que permitearmazenar qualquer informação na forma de uma seqüência de valorespositivos e negativos, ou seja, na forma de uns e zeros.O número 181, por exemplo, pode ser representado digitalmente como10110101; uma foto digitalizada é transformada em uma grande grade depixels e um valor de 8, 16 ou 24 bits é usado para representar cada um; umvídeo é transformado em uma sequência de imagens, também armazenadasna forma de pixels e assim por diante.A grande vantagem do uso do sistema binário é que ele permite armazenarinformações com uma grande confiabilidade, em praticamente qualquer tipo demídia; já que qualquer informação é reduzida a combinações de apenas doisvalores diferentes. A informação pode ser armazenada de forma magnética,como no caso dos HDs; de forma óptica, como no caso dos CDs e DVDs ouaté mesmo na forma de impulsos elétricos, como no caso dos chips dememória flash. 7
  8. 8. Chips de memória flashCada um ou zero processado ou armazenado é chamado de "bit", contração de"binary digit" ou "dígito binário". Um conjunto de 8 bits forma um byte, e umconjunto de 1024 bytes forma um kilobyte (ou kbyte).O número 1024 foi escolhido por ser a potência de 2 mais próxima de 1000. Émais fácil para os computadores trabalharem com múltiplos de dois do queusar o sistema decimal como nós. Um conjunto de 1024 kbytes forma ummegabyte e um conjunto de 1024 megabytes forma um gigabyte. Os próximosmúltiplos são o terabyte (1024 gigabytes) e o petabyte (1024 terabytes),exabyte, zettabyte e o yottabyte, que equivale a1.208.925.819.614.629.174.706.176 bytes. :)É provável que, com a evolução da informática, daqui a algumas décadas surjaalgum tipo de unidade de armazenamento capaz de armazenar um yottabyteinteiro, mas atualmente ele é um número quase inatingível.Para armazenar um yottabyte inteiro, usando tecnologia atual, seria necessárioconstruir uma estrutura colossal de servidores. Imagine que, para manter oscustos baixos, fosse adotada uma estratégia estilo Google, usando PCscomuns, com HDs IDE. Cada PC seria equipado com dois HDs de 500 GB, oque resultaria em pouco menos de 1 terabyte por PC (não seria possívelchegar a exatamente 1 terabyte, já que não existem HDs de 512 GB bináriosno mercado, por isso vamos arredondar).Estes PCs seriam então organizados em enormes racks, onde cada rack teriaespaço para 1024 PCs. Os PCs de cada rack seriam ligados a um conjunto deswitchs e cada grupo de switchs seria ligado a um grande roteador. Uma vezligados em rede, os 1024 PCs seriam configurados para atuar como umenorme cluster, trabalhando como se fossem um único sistema.Construiríamos então um enorme galpão, capaz de comportar 1024 dessesracks, construindo uma malha de switchs e roteadores capaz de ligá-los emrede com um desempenho minimamente aceitável. Esse galpão precisa de umsistema de refrigeração colossal, sem falar da energia consumida por mais deum milhão de PCs dentro dele, por isso construímos uma usina hidrelétricapara alimentá-lo, represando um rio próximo.Com tudo isso, conseguiríamos montar uma estrutura computacional capaz dearmazenar 1 exabyte. Ainda precisaríamos construir mais 1.048.576 mega-datacenters como esse para chegar a 1 yottabyte. Se toda a humanidade se 8
  9. 9. dividisse em grupos de 6.000 pessoas e cada grupo fosse capaz de construirum ao longo de sua vida, deixando de lado outras necessidades existenciais,poderíamos chegar lá. :PVoltando à realidade, usamos também os termos kbit, megabit e gigabit, pararepresentar conjuntos de 1024 bits. Como um byte corresponde a 8 bits, ummegabyte corresponde a 8 megabits e assim por diante. Quando você comprauma placa de rede de "100 megabits" está na verdade levando para a casauma placa que transmite 12.5 megabytes por segundo, pois cada byte tem 8bits.Quando vamos abreviar, também existe diferença. Quando estamos falando dekbytes ou megabytes, abreviamos respectivamente como KB e MB, semprecom o B maiúsculo.Por outro lado, quando estamos falando de kbits ou megabits abreviamos damesma forma, porém usando o B minúsculo: Kb, Mb e assim por diante.Parece só um daqueles detalhes sem importância, mas esta é uma fonte demuitas confusões. Se alguém anuncia no jornal que está vendendo uma "placade rede de 1000 MB", está dando a entender que a placa trabalha a 8000megabits e não a 1000.Os componentes básicosQualquer PC é composto pelos mesmos componentes básicos: processador,memória, HD, placa-mãe, placa de vídeo e monitor. Essa mesma divisãobásica se aplica também a outros aparelhos eletrônicos, como palmtops ecelulares. A principal diferença é que neles os componentes são integradosnuma única placa de circuito (muitas vezes no mesmo chip) e são utilizadoschips de memória flash no lugar do HD.Antigamente, a placa-mãe funcionava apenas como um ponto central,contendo os slots e barramentos usados pelos demais componentes. Além doprocessador e pentes de memória, era necessário comprar a placa de vídeo,placa de som, modem, rede, etc. Cada componente era uma placa separada.Com a integração dos componentes, a placa-mãe passou a incluir cada vezmais componentes, dando origem às placas "tudo onboard" que utilizamosatualmente (existem placas que já vêm até com o processador e chips dememória!). Isso permitiu que os preços dos PCs caíssem assustadoramente, jáque, com menos componentes, o custo de fabricação é bem menor. Para quemquer mais desempenho ou recursos, é sempre possível instalar placasadicionais, substituindo os componentes onboard.Com o micro montado, o próximo passo é instalar o sistema operacional eprogramas, que finalmente vão permitir que ele faça algo de útil. Vamoscomeçar com um overview da função de cada um destes componentes: 9
  10. 10. ProcessadorO processador é o cérebro do micro, encarregado de processar a maior partedas informações. Ele é também o componente onde são usadas as tecnologiasde fabricação mais recentes.Existem no mundo apenas quatro grandes empresas com tecnologia parafabricar processadores competitivos para micros PC: a Intel (que domina maisde 60% do mercado), a AMD (que disputa diretamente com a Intel), a VIA (quefabrica os chips VIA C3 e C7, embora em pequenas quantidades) e a IBM, queesporadicamente fabrica processadores para outras empresas, como aTransmeta. Athlon X2 e Pentium DO processador é o componente mais complexo e freqüentemente o mais caro,mas ele não pode fazer nada sozinho. Como todo cérebro, ele precisa de umcorpo, que é formado pelos outros componentes do micro, incluindo memória,HD, placa de vídeo e de rede, monitor, teclado e mouse.Dentro do mundo PC, tudo começou com o 8088, lançado pela Intel em 1979 eusado no primeiro PC, lançado pela IBM em 1981. Depois veio o 286, lançadoem 1982, e o 386, lançado em 1985.O 386 pode ser considerado o primeiro processador moderno, pois foi oprimeiro a incluir o conjunto de instruções básico, usado até os dias de hoje. O486, que ainda faz parte das lembranças de muita gente que comprou seuprimeiro computador durante a década de 1990, foi lançado em 1989, masainda era comum encontrar micros com ele à venda até por volta de 1997.Depois entramos na era atual, inaugurada pelo Pentium, que foi lançado em1993, mas demorou alguns anos para se popularizar e substituir os 486. Em1997 foi lançado o Pentium MMX, que deu um último fôlego à plataforma.Depois, em 1997, veio o Pentium II, que usava um encaixe diferente e por issoera incompatível com as placas-mãe antigas. A AMD soube aproveitar a 10
  11. 11. oportunidade, desenvolvendo o K6-2, um chip com uma arquitetura similar aoPentium II, mas que era compatível com as placas soquete 7 antigas.A partir daí as coisas passaram a acontecer mais rápido. Em 1999 foi lançadoo Pentium III e em 2000 o Pentium 4, que trouxe uma arquitetura bem diferentedos chips anteriores, otimizada para permitir o lançamento de processadoresque trabalham a freqüências mais altas.O último Pentium III trabalhava a 1.0 GHz, enquanto o Pentium 4 atingiurapidamente os 2.0 GHz, depois 3 GHz e depois 3.5 GHz. O problema é que oPentium 4 possuía um desempenho por ciclo de clock inferior a outrosprocessadores, o que faz com que a alta freqüência de operação servissesimplesmente para equilibrar as coisas. A primeira versão do Pentium 4operava a 1.3 GHz e, mesmo assim, perdia para o Pentium III de 1.0 GHz emdiversas aplicações.Quanto mais alta a freqüência do processador, mais ele esquenta e maisenergia consome, o que acaba se tornando um grande problema. Quando aspossibilidades de aumento de clock do Pentium 4 se esgotaram, a Intel lançouo Pentium D, uma versão dual-core do Pentium 4. Inicialmente os Pentium Deram caros, mas com o lançamento do Core 2 Duo eles caíram de preço epassaram a ser usados até mesmo em micros de baixo custo. Os Pentium Deram vendidos sob um sistema de numeração e não sob a freqüência real declock. O Pentium D 820, por exemplo, opera a 2.8 GHz, enquanto o 840 operaa 3.2 GHz.Em 2003 a Intel lançou o Pentium M, um chip derivado da antiga arquitetura doPentium III, que consome pouca energia, esquenta pouco e mesmo assimoferece um excelente desempenho. Um Pentium M de 1.4 GHz chega asuperar um Pentium 4 de 2.6 GHz em diversas aplicações.O Pentium M foi desenvolvido originalmente para ser usado em notebooks,mas se mostrou tão eficiente que acabou sendo usado como base para odesenvolvimento da plataforma Core, usada nos processadores Core 2 Duofabricados atualmente pela Intel. O Pentium 4 acabou se revelando um becosem saída, descontinuado e condenado ao esquecimento.Paralelamente a todos esses processadores, temos o Celeron, uma versãomais barata, mas com um desempenho um pouco inferior, por ter menos cacheou outras limitações. Na verdade, o Celeron não é uma família separada dechips, mas apenas um nome comercial usado nas versões mais baratas (commetade ou um quarto do cache) de vários processadores Intel. ExistemCelerons baseados no Pentium II, Pentium III, Pentium 4, Pentium M e tambémo Celeron 4xx, que é uma versão single-core (e com menos cache) do Core 2Duo.Para efeito de comparação, entre os chips antigos e os atuais, um 486 tinhacerca de 1 milhão de transistores e chegou a 133 MHz, enquanto o PentiumMMX tinha 4.3 milhões e chegou a 233 MHz. Um Pentium 4 (Prescott) tem 125milhões e chegou aos 3.8 GHz, freqüência mais alta atingida por um 11
  12. 12. processador Intel (ou AMD) lançado oficialmente até hoje, recorde que deveser quebrado apenas em 2008 ou 2009.O transístor é a unidade básica do processador, capaz de processar um bit decada vez. Mais transistores permitem que o processador processe maisinstruções de cada vez enquanto a freqüência de operação determina quantosciclos de processamento são executados por segundo.Continuando, temos os processadores da AMD. Ela começou produzindoprocessadores 386 e 486, muito similares aos da Intel, porém mais baratos.Quando a Intel lançou o Pentium, que exigia o uso de novas placas-mãe, aAMD lançou o "5x86", um 486 de 133 MHz, que foi bastante popular, servindocomo uma opção barata de upgrade. Embora o "5x86" e o clock de 133 MHzdessem a entender que se tratava de um processador com um desempenhosimilar a um Pentium 133, o desempenho era muito inferior, mal concorrendocom um Pentium 66. Este foi o primeiro de uma série de exemplos, tanto dolado da AMD, quanto do lado da Intel, em que existiu uma diferença gritanteentre o desempenho de dois processadores do mesmo clock. Embora seja umitem importante, a freqüência de operação não é um indicador direto dodesempenho do processador.Uma analogia poderia ser feita em relação aos motores de carro. Os motoresde 1.6 do final da década de 70, usados nas Brasílias e nos Fuscas, tinham 44cavalos de potência, enquanto os motores 1.0 atuais chegam a mais de 70cavalos. Além da capacidade cúbica, existem muitos outros fatores, como aeficiência do sistema de injeção de ar e combustível, taxa de compressão,refrigeração, etc.Depois do 5x68 a AMD lançou o K5, um processador similar ao Pentium, masque não fez tanto sucesso. Ele foi seguido pelo K6 e mais tarde pelo K6-2, quenovamente fez bastante sucesso, servido como uma opção de processador debaixo custo e, ao mesmo tempo, como uma opção de upgrade para quem tinhaum Pentium ou Pentium MMX.Esta era do K6-2 foi uma época negra da informática, não pelo processador emsi (que excluindo o desempenho em jogos, tinha um bom custo-benefício), maspelas placas-mãe baratas que inundaram o mercado. Aproveitando o baixocusto do processador, os fabricantes passaram a desenvolver placas cada vezmais baratas (e de qualidade cada vez pior) para vender mais, oferecendo PCsde baixo custo. A época foi marcada por aberrações. Um certo fabricantechegou a lançar uma família de placas sem cache L2, que pifavam em médiadepois de um ano de uso.As coisas voltaram aos trilhos com o Athlon, que foi o primeiro grandeprocessador (tanto em desempenho, quanto em tamanho :) da AMD. A primeiraversão usava um formato de cartucho (slot A) similar ao Pentium II, masincompatível com as placas para ele. Ele foi sucedido pelo Athlon Thunderbird,que passou a usar o formato de soquete utilizado (com atualizações) até osdias de hoje. 12
  13. 13. Athlon XP, para placas soquete ACompetindo com o Celeron, a AMD produziu o Duron, um processador debaixo custo, idêntico ao Athlon, mas com menos cache. Em 2005 o Athlon foidescontinuado e o cargo foi herdado pelo Sempron, uma versão aperfeiçoadado Duron (com mais cache e capaz de atingir freqüências mais altas), quepassou a ser vendido segundo um índice de desempenho (em relação aoPentium 4) e não mais segundo o clock real.Por volta de 2000, surgiram as primeiras notícias do "SledgeHammer", umprocessador de 64 bits, que foi finalmente lançado em versão doméstica naforma do Athlon 64, que passou a ser o topo de linha da AMD. Apesar dasmudanças internas, o Athlon 64 continua sendo compatível com os programasde 32 bits, da mesma forma que os processadores atuais são capazes de rodarsoftwares da época do 386, muito embora tenham incorporado diversos novosrecursos.Na prática, o fato de ser um processador de 64 bits não torna o Athlon 64gritantemente mais rápido, mesmo em aplicativos otimizados (os ganhos dedesempenho surgem mais devido ao controlador de memória integrado e aosnovos registradores). A principal vantagem dos processadores de 64 bits éderrubar uma limitação inerente a todos os processadores de 32 bits, que sãocapazes de acessar apenas 4 GB de memória RAM, um limite que está setornando cada vez mais uma limitação grave em várias áreas.Os 4 GB de memória podem não parecer um obstáculo imediato, mas lembre-se de que há duas décadas os PCs eram vendidos com 128 KB de memória,há uma década já vinham com 4 ou 8 MB, e hoje são vendidos com 512 MB oumais.O Athlon 64 deu origem ao Athlon X2, o primeiro processador dual-core daAMD, onde temos dois processadores Athlon 64 no mesmo encapsulamento,dividindo a carga de processamento e também o Turion, que é uma versão debaixo custo do Athlon 64, destinado a notebooks. 13
  14. 14. MemóriaDepois do processador, temos a memória RAM, usada por ele para armazenaros arquivos e programas que estão sendo executados, como uma espécie demesa de trabalho. A quantidade de memória RAM disponível tem um grandeefeito sobre o desempenho, já que sem memória RAM suficiente o sistemapassa a usar memória swap, que é muito mais lenta.A principal característica da memória RAM é que ela é volátil, ou seja, os dadosse perdem ao reiniciar o micro. É por isso que ao ligar é necessário semprerefazer todo o processo de carregamento, em que o sistema operacional eaplicativos usados são transferidos do HD para a memória, onde podem serexecutados pelo processador.Os chips de memória são vendidos na forma de pentes de memória. Existempentes de várias capacidades, e normalmente as placas possuem dois ou trêsencaixes disponíveis. Você pode instalar um pente de 512 MB junto com o de256 MB que veio no micro para ter um total de 768 MB, por exemplo. Módulo DDRAo contrário do processador, que é extremamente complexo, os chips dememória são formados pela repetição de uma estrutura bem simples, formadapor um par de um transístor e um capacitor. Um transístor solitário é capaz deprocessar um único bit de cada vez, e o capacitor permite armazenar ainformação por um certo tempo. Essa simplicidade faz com que os pentes dememória sejam muito mais baratos que os processadores, principalmente selevarmos em conta o número de transistores.Um pente de 1 GB é geralmente composto por 8 chips, cada um deles com umtotal de 1024 megabits, o que equivale a 1024 milhões de transistores. UmAthlon 64 X2 tem "apenas" 233 milhões e custa bem mais caro que um pentede memória.Existem basicamente dois tipos de memória em uso: SDR e DDR. As SDR sãoo tipo tradicional, onde o controlador de memória realiza apenas uma leiturapor ciclo, enquanto as DDR são mais rápidas, pois fazem duas leituras por 14
  15. 15. ciclo. O desempenho não chega a dobrar, pois o acesso inicial continuademorando o mesmo tempo, mas melhora bastante.Os pentes de memória SDR são usados em micros antigos: Pentium II ePentium III e os primeiros Athlons e Durons soquete A. Por não serem maisfabricados, eles são atualmente muito mais raros e caros que os DDR, algosemelhante ao que aconteceu com os antigos pentes de 72 vias, usados naépoca do Pentium 1.É fácil diferenciar os pentes SDR e DDR, pois os SDR possuem dois chanfrose os DDR apenas um. Essa diferença faz com que também não seja possíveltrocar as bolas, encaixando por engano um pente DDR numa placa-mãe queuse SDR e vice-versa (a menos que você use um alicate e um martelo, mas aplaca provavelmente não vai funcionar mais depois ;).Mais recentemente, temos assistido a uma nova migração, com a introduçãodos pentes de memória DDR2. Neles, o barramento de acesso à memóriatrabalha ao dobro da freqüência dos chips de memória propriamente ditos. Issopermite que sejam realizadas duas operações de leitura por ciclo, acessandodois endereços diferentes.Como a capacidade de realizar duas transferências por ciclo introduzida nasmemórias DDR foi preservada, as memórias DDR2 são capazes de realizar umtotal de 4 operações de leitura por ciclo, uma marca impressionante :). Existemainda alguns ganhos secundários, como o menor consumo elétrico, útil emnotebooks.Os pentes de memória DDR2 são incompatíveis com as placas-mãe antigas.Eles possuem um número maior de contatos (um total de 240, contra 184 dospentes DDR), e o chanfro central é posicionado de forma diferente, de formaque não seja possível instalá-los nas placas antigas por engano. Muitos pentessão vendidos com um dissipador metálico, que ajuda na dissipação do calor epermite que os módulos operem a freqüências mais altas. Módulo DDR2Algumas placas (geralmente modelos de baixo custo) possuem dois tipos desoquete, permitindo usar módulos SDR e DDR, DDR e DDR2 ou DDR2 eDDR3 de acordo com a conveniência, mas sem misturar os dois tipos. Elas sãocomuns durante os períodos de transição, quando uma tecnologia de memória 15
  16. 16. é substituída por outra e podem ser uma opção interessante, já que permitemaproveitar os módulos antigos.De qualquer forma, apesar de toda a evolução a memória RAM continua sendomuito mais lenta que o processador. Para atenuar a diferença, são usados doisníveis de cache, incluídos no próprio processador: o cache L1 e o cache L2.O cache L1 é extremamente rápido, trabalhando próximo à freqüência nativado processador. Na verdade, os dois trabalham na mesma freqüência, mas sãonecessários alguns ciclos de clock para que a informação armazenada no L1chegue até as unidades de processamento. No caso do Pentium 4, chega-seao extremo de armazenar instruções já decodificadas no L1: elas ocupam maisespaço, mas eliminam este tempo inicial.De uma forma geral, quanto mais rápido o cache, mais espaço ele ocupa emenos é possível incluir no processador. É por isso que o Pentium 4 incluiapenas um total de 20 KB desse cache L1 ultra-rápido, contra os 128 KB docache um pouco mais lento usado no Sempron.Em seguida vem o cache L2, que é mais lento tanto em termos de tempo deacesso (o tempo necessário para iniciar a transferência) quanto em largura debanda, mas é bem mais econômico em termos de transistores, permitindo queseja usado em maior quantidade.O volume de cache L2 usado varia muito de acordo com o processador.Enquanto a maior parte dos modelos do Sempron utilizam apenas 256 KB, osmodelos mais caros do Core 2 Duo possuem 4 MB completos.HDNo final das contas, a memória RAM funciona como uma mesa de trabalho,cujo conteúdo é descartado a cada boot. Temos em seguida o disco rígido,também chamado de hard disk (o termo em Inglês), HD ou até mesmo de"disco duro" pelos nossos primos lusitanos. Ele serve como unidade dearmazenamento permanente, guardando dados e programas.O HD armazena os dados em discos magnéticos que mantêm a gravação porvários anos. Os discos giram a uma grande velocidade e um conjunto decabeças de leitura, instaladas em um braço móvel faz o trabalho de gravar ouacessar os dados em qualquer posição nos discos. Junto com o CD-ROM, oHD é um dos poucos componentes mecânicos ainda usados nos micros atuaise, justamente por isso, é o que normalmente dura menos tempo (em média detrês a cinco anos de uso contínuo) e que inspira mais cuidados. 16
  17. 17. Mecanismo interno do HDNa verdade, os discos magnéticos dos HDs são selados, pois a superfíciemagnética onde são armazenados os dados é extremamente fina e sensível.Qualquer grão de poeira que chegasse aos discos poderia causar danos àsuperfície, devido à enorme velocidade de rotação dos discos. Fotos em que oHD aparece aberto são apenas ilustrativas, no mundo real ele é apenas umacaixa fechada sem tanta graça.Apesar disso, é importante notar que os HDs não são fechadoshermeticamente, muito menos a vácuo, como muitos pensam. Um pequenofiltro permite que o ar entra e saia, fazendo com que a pressão interna sejasempre igual à do ambiente. O ar é essencial para o funcionamento do HD, jáque ele é necessário para criar o "colchão de ar"