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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 121-122

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Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 121-122

  1. 1. 101, 1-2 «Já no batel entrou do Capitão / o Rei» O Rei [de Melinde] já entrou no batel do Capitão [Vasco da Gama] Hipérbato
  2. 2. 2 «O Rei, que nos seus braços o levava» O rei que o abraçava Perífrase
  3. 3. 6 «o gesto e o modo» o semblante e a atitude
  4. 4. 108, 1-2 «Em práticas o Mouro diferentes se deleitava» O Rei de Melinde comprazia-se com conversas sobre assuntos diversos Hipérbato
  5. 5. 3-4 «[Guerras] / C’o povo havidas que a Mafoma adora» Guerras tidas com os muçulmanos Perífrase, Hipérbato
  6. 6. 5-6 «gentes de toda a Hispéria última» habitantes [povos] da Península Ibérica Perífrase, Antonomásia
  7. 7. 8 «húmidos caminhos» vias marítimas Metáfora
  8. 8. 109, 1 «valeroso Capitão» Vasco da Gama Antonomásia
  9. 9. 3 «Da terra tua o clima e região» o clima da tua terra e a região [que os portugueses habitam] Hipérbato
  10. 10. 4 «distintamente» pormenorizadamente
  11. 11. 8 «são de preço» são notáveis [dignas de apreço]
  12. 12. 110, 2 «Mar irado» mar perigoso Personificação
  13. 13. 1, 4 «Neste peito mortal» Neste indivíduo mortal Metonímia
  14. 14. 2, 2 «a gente Lusitana» os portugueses Perífrase
  15. 15. 3-4 «do Tejo / O licor de Aganipe corre» A água da fonte da poesia [a inspiração poética] corre do Tejo [em Portugal] Metáfora, Perífrase, Hipérbato, Metonímia
  16. 16. 3, 5-6 «que conte declarando / De minha gente a grão genealosia» que conte a [história da minha pátria], expondo a nobre genealogia dos meus compatriotas Hipérbato
  17. 17. 5, 7-8 «Primeiro tratarei da larga terra, / Despois direi da sanguinosa guerra» Primeiro tratarei da geografia, depois direi da história. Metonímia
  18. 18. [final do canto II] O Rei de Melinde mostra-se curioso Durante a noite, houve festas e muitos fogos de artificio, quer em terra, quer nas naus. E foi assim, em clima de grande alegria, que o Rei de Melinde se deslocou à nau capitaina, onde estava Vasco da Gama, muito bem vestido. De resto, dera igualmente ordens para que as naus estivessem muito bem decoradas e festivas, para bem receber o ilustre visitante.
  19. 19. Após breves palavras de receção, conversou-se sobre muitas coisas. Mas o Rei de Melinde estava particularmente interessado em que Vasco da Gama lhe dissesse de onde era e lhe contasse os grandes feitos da História de Portugal e também como tinha sido a sua viagem de Lisboa até ali.
  20. 20. [início do canto III] Nova invocação Antes de começar a contar-vos o que Vasco da Gama contou ao Rei, bem me é preciso que tu, Calíope, musa inspiradora da poesia épica, me ajudes. Por isso, ajuda-me neste meu propósito de cantar a gente Lusitana. Se o não fizeres, poderei pensar que tens receio de que Orfeu, teu filho, perca a fama de grande músico e poeta, perante o perigo que eu represento.
  21. 21. Invocações Canto I (às ninfas do Tejo = Tágides) Cantos III e X (à musa da poesia épica, Calíope) Canto VII (às ninfas do Tejo e do Mondego)
  22. 22. Vocativos («Agora tu, Calíope»; «Põe tu, Ninfa»); Verbos no modo imperativo («ensina», «inspira», «põe»).
  23. 23. Discurso de Vasco da Gama — Não me é fácil, ó Rei, cumprir o que me pedes. É que não fica bem ser eu próprio a louvar a minha gente, o que poderá ser suspeito; por outro lado, receio que para tudo contar qualquer longo tempo curto seja; quanto a isso, procurarei ser breve, indo contra o que devo. Além disso, a verdade é que não poderei mentir naquilo que disser, dado que, acerca de feitos tão grandes, por mais que eu diga, muito há de ficar ainda por dizer. Assim sendo, vou responder-te de acordo com o seguinte plano: primeiro, direi o que pretendes saber sobre o meu país e a sua situação geográfica; depois, falar-te-ei dos grandes feitos militares da nossa História.
  24. 24. [canto III, estrofes 42-56 (Batalha de Ourique)] Entretanto, já o príncipe Afonso iniciara uma série de lutas contra os Mouros. Uma das grandes batalhas ocorreu em Ourique, em que o exército de cinco reis mouros era em força muito maior do que o dos Portugueses. Na manhã do dia do combate, contudo, um milagre sucedeu. Cristo crucificado apareceu a Afonso Henriques,
  25. 25. dando-lhe confiança na vitória. E, de facto, após duradouro combate, os Mouros foram desbaratados e Afonso aclamado como primeiro Rei de Portugal independente. Em memória do milagre, fez Afonso desenhar na sua bandeira cinco escudos azuis, representando os cinco reis vencidos; dentro de cada um dos cinco escudos fez desenhar os trinta dinheiros pelos quais Judas traíra Cristo.
  26. 26. Metáfora Figura de estilo que possibilita a expressão de sentimentos, emoções e ideias por meio de uma associação de semelhança implícita entre dois elementos. O processo levado a cabo para a formação da metáfora implica um desvio do sentido literal da palavra para o seu sentido livre; uma transposição do sentido de uma determinada palavra para outra, cujo sentido originariamente não lhe pertencia. Ao leitor é exigida uma rejeição prévia do sentido primeiro da palavra, para a apreensão de outro(s) sentido(s) sugerido(s) pela mesma e clarificada pelo contexto, na qual se insere.
  27. 27. Trapattoni é uma velha raposa. A velha raposa não me engana. Experiência Experiência Esperteza Esperteza Itália Roubo de galinhas Jogo defensivo Azougar
  28. 28. Metonímia Em sentido lato, é a figura de linguagem por meio da qual se coloca uma palavra em lugar de outra cujo significado dá a entender. As relações objetivas, que conduzem ao emprego metonímico de uma palavra ou expressão, podem ser muitíssimo variadas, mas costumam ser mais lembradas as seguintes: a) relação entre a parte e o todo (ex.: “cabeça” em “cem cabeças de gado”); b) entre a matéria e seu objeto (ex.: “ouro” quando empregado como “dinheiro”);
  29. 29. c) entre um ser e o seu princípio ativo (ex.: “alma” em “cidade de cem mil almas”); d) entre o agente e o resultado (ex.: “mão” como “escrita” em “é da mão de Eça”); e) entre um ser e alguns de seus traços físicos (ex.: “respeitemos as cãs”, isto é, “os idosos”); f) entre a causa e o efeito ou entre o produtor e o objeto produzido (ex.: “um Picasso”, isto é, “um quadro de Picasso”); g) entre o continente e seu conteúdo (ex.: “beber um copo”, isto é, o conteúdo de um copo); … j) entre o signo e a coisa que ele significa («a coroa», isto é, o rei).
  30. 30. Antonomásia — identificação de alguém por um nome que não seja o seu (exemplo, por em epíteto perifrástico). Paranomásia — «Trocadilho», aproveitando palavras parónimas.
  31. 31. Perífrase — Utilização de uma expressão composta de vários elementos em vez do emprego de um só termo. Hipérbato — Alteração ou inversão da ordem habitual de palavras ou frases.
  32. 32. Hipérbole — Exagero da expressão de uma ideia ou realidade. Personificação — Fazer de um ser inanimado ou de uma abstração uma personagem real.
  33. 33. [O homem é] um bicho da terra tão pequeno (I, 106) ‘Os homens são frágeis, insignificantes’.
  34. 34. Tomai as rédeas vós do Reino vosso (I, 15) ‘Dirigi vós mesmos o Reino’
  35. 35. O meu filho é uma joia de moço ‘O meu filho é excelente moço’
  36. 36. Vem apagar o fogo, que estou a arder ‘Vem fazer amor comigo, que estou com muito desejo sexual’ [De que tamanho é a tua] mangueira? [Agarra-te ao] varão. ‘órgão sexual masculino’ Andas sempre a bombar ‘Andas sempre a praticar atos sexuais’
  37. 37. um bicho da terra tão pequeno (I, 106) homem bicho da terra pequeno fragilidade; ambos estão à mercê da vontade do céu
  38. 38. Tomai as rédeas vós do Reino vosso (I, 15) tomar ... do Reino rédeas as rédeas significam controlo, exercício do poder, o que se quer pedir a D. Sebastião
  39. 39. O meu filho é uma joia de moço filho joia joias são preciosas; essa excelência é associável, para o pai, às qualidades do filho
  40. 40. De que tamanho é a tua mangueira? órgão sexual masculino mangueira têm forma aproximável e são condutores de líquido
  41. 41. Vem apagar o fogo (que estou a arder) satisfazer desejo sexual apagar o fogo (enquanto atividade de bombeiro) o primeiro termo sugere a necessidade de satisfação (que resolva «um fogo»); «apagar» tem a mesma noção de ‘resolver’, ‘acalmar’
  42. 42. Andas sempre a bombar praticar ato sexual bombar (‘introduzir ou extrair por meio de bomba’) sentido de ‘introdução’ é comum ao ato sexual e à atividade em termos denotativos
  43. 43. Agarra-te bem ao varão órgão sexual masculino varão formas aproximáveis [no próprio sketch se tenta, porém, negar a analogia]
  44. 44. Leu Camões. Camões ‘os textos de Camões’ nome do autor serve para designar a obra
  45. 45. As velas navegavam no Índico. velas ‘naus, barcos’ parte serve para se inferir o todo
  46. 46. Andas metido nos diabetes nos diabetes ‘na prática de te injetares com insulina’ a doença — que é o motivo pelo qual se injeta a insulina —serve para designar a atividade que é afinal apenas uma sua consequência
  47. 47. Soldado da paz pás, pás (enquanto onomatopeia) ‘dar palmadas nas nádegas’ o som produzido como efeito da atividade passa a significar a atividade de que resultava
  48. 48. Note-se que «soldados da paz» (por ‘bombeiros’) e «órgão sexual masculino (por ‘pénis’) são perífrases.

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