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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 65-66

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Aula 65-66

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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 65-66

  1. 1. A — A Crónica de D. João I foi uma das crónicas escritas por Fernão Lopes. C, de Cocó de cão — Não os haveria dentro das muralhas durante o cerco (os cães que ainda restassem não comeriam muito).
  2. 2. Demasiadas informações sem grande interesse (nasceu, era filho de, …); algumas iguais de uns para os outros (e erradas!). Criatividade (ter olhar próprio — apostar na habilidade de escrita e não apenas na cópia)
  3. 3. «Crise de 1383-1385» não é crise como as concebemos hoje.
  4. 4. Pero, ingénua mas voluntariamente, declara-se a Inês. Robbie, inopinada mas francamente, declara-se a Cecilia.
  5. 5. Carta de Pero é levada a Inês por Lianor. Bilhete de Robbie é levado a Cecilia por Briony.
  6. 6. Lianor é a casamenteira, a alcoviteira, o que implica dotes de enganar os outros. Briony é quem intriga, quem levará os outros a equívocos.
  7. 7. Ao ler a carta, Inês desdenha de Pero, mas aceita recebê-lo. Ao ler o bilhete, Cecilia (*) ...
  8. 8. O diálogo entre Pero Marques e Inês é previsível. Pretende-se mostrar a simplicidade, a ingenuidade, a falta de discernimento, de Pero e como Inês o perceciona como pretendente inadequado. Se tivermos em conta que a peça desenvolvia o mote «mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube» até conseguimos adivinhar o que acontecerá.
  9. 9. O diálogo a que assistíramos entre Paul Marshall e Lola é surpreendente. A conduta do adulto, em conversa com uma adolescente, é inadequada. Percebemos que trechos do filme como este funcionam como indícios e devem ser recuperados mais à frente, quando se tratar de perceber o desenvolvimento da ação e interpretar o que verdadeiramente aconteceu.
  10. 10. [Repete-se:] — Vai lendo o livro escolhido. (Na próxima aula, inquirirei o que está a ser feito.)
  11. 11. 1. S Bruno Nogueira apanhado a andar com relativo à vontade quando ainda usava cadeira de rodas no dia anterior. Facto de, à pergunta sobre o que se estava a passar, responder que comia um iogurte muito bom (e fingir não ter reparado estar em pé sem auxílios).
  12. 12. 2. C Credulidade (ingénua mas também «beata») de Roberto Leal, que aceita todas as explicações de Bruno acerca do milagre, mesmo as mais ridículas.
  13. 13. 3. L (S) Descrição pormenorizada que Bruno faz da apresentação atual de Nossa Senhora («topezinho da Bershka», «brincos da Accessorize», «mandou alinhar a direção»).
  14. 14. 4. C Descaramento de Bruno ao inventar mentiras à medida que Roberto lhe pede pormenores ou estranha a situação inicial.
  15. 15. 5. L «Aaaaaah» muitíssimo alongado de Bruno (para ganhar tempo para pensar na mentira).
  16. 16. 6. L (S) «Ganda Bruno», «já lerparam», «estive a esgalhar mais três», «metem os outros num chinelo» no discurso de Nossa Senhora como reportado por Bruno Nogueira (e «chuta» deste para a Virgem).
  17. 17. 7. S «Posso te dar um beijo?» — pergunta Roberto Leal. «Onde? Não vale a pena» — responde Bruno.
  18. 18. De situação — Quando Bruno julgava poder mentir sem ser desmascarado (por nenhum dos presentes conhecer Angola), Luciana, que conhece Angola, pergunta-lhe a zona em que tudo se passara.
  19. 19. De linguagem — Topónimo angolano cunhado por Bruno (caricaturando certos nomes de localidades angolanas).
  20. 20. De caráter — Bruno, enquanto mitómano (mentiroso compulsivo); e todos os outros, demasiado embasbacados, embevecidos com a história obvamente mentirosa.
  21. 21. muit’ieramá — em muito má hora leixarei = deixarei descrição = discrição; qualidade de ser discreto (isto é, galante, cortês), discernimento tanger = tocar || isto me degola = isto me agrada muito || borda de boleima = pedaço de bolo uma vez d’água fria = um gole de água fria queima = aflige, custa || iramá = ieramá tripas maçadas = intestinos moídos assim me fadem boas fadas = espero ter boa sorte || saltou caganeira = tive diarreia massa de um trigo = [cfr. farinha do mesmo trigo] atafoneiro = dono ou trabalhador de uma atafona (uma azenha)
  22. 22. Resolve o item 2 da p. 128.
  23. 23. A canção remete para um perfil ideal de marido, inalcançável (que se opõe ao que «[t]oda a gente sabe que os homens são»). Esse marido virtual, que parece um produto do ressentimento de quem tem os maridos reais, lembra a demanda de Inês Pereira por um homem «discreto», «que saiba tanger viola».
  24. 24. A canção remete para um perfil ideal de marido, inalcançável (que se opõe ao que «[t]oda a gente sabe que os homens são»). Esse marido virtual, que parece um produto do ressentimento de quem tem os maridos reais, lembra a demanda de Inês Pereira por um homem «discreto», «que saiba tanger viola». Ficará ela a perceber que, afinal, todos os homens são «brutos», «lixo», «animais»? É verdade que as expetativas de Inês já estão circunscritas, uma vez que diz não se importar que o pretendente seja «mal feito, feo, pobre» e até está disposta a pouco comer e beber («com ua borda de boleima / e ua vez d’água fria / nam quero mais cada dia»).
  25. 25. A canção remete para um perfil ideal de marido, inalcançável (que se opõe ao que «[t]oda a gente sabe que os homens são»). Esse marido virtual, que parece um produto do ressentimento de quem tem os maridos reais, lembra a demanda de Inês Pereira por um homem «discreto», «que saiba tanger viola». Ficará ela a perceber que, afinal, todos os homens são «brutos», «lixo», «animais»? É verdade que as expetativas de Inês já estão circunscritas, uma vez que diz não se importar que o pretendente seja «mal feito, feo, pobre» e até está disposta a pouco comer e beber («com ua borda de boleima / e ua vez d’água fria / nam quero mais cada dia»).
  26. 26. (G) A Mãe questiona Inês sobre Pero Marques. (B) Inês elucida a Mãe sobre o seu ideal de homem: pode ser «mal feito / feo, pobre sem feição», mas tem de ser bem- falante e tocar viola. (D) A Mãe chama-a à razão, argumentando que não se pode viver só de folia.
  27. 27. (C) Inês informa que já contratou judeus casamenteiros para a ajudar a encontrar um marido compatível com os seus ideais. (F) Os Judeus contam que percorreram muitos lugares para encontrar um homem com as características requeridas por Inês. (A) Os Judeus não se entendem em relação a quem deverá contar a Inês o que se passou.
  28. 28. (H) A Mãe e Inês discutem novamente sobre as escolhas da filha. (E) Os Judeus dão a entender, primeiramente, que não encontraram ninguém como perfil pretendido, mas acabam por anunciar a chegada iminente de um escudeiro.
  29. 29. G B D C F A H E
  30. 30. TPC — Lê, em torno da Farsa, «Caracterização das personagens» (pp. 147-151).

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