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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 17-18

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Aula 17-18

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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 17-18

  1. 1. Parágrafos finais de um romance / livro não contarão toda a história (é má estratégia fazer um quase resumo).
  2. 2. (Registo de quem relata oralmente.) Registo formal (literário).
  3. 3. Tempos (falta de coesão temporal). Pretérito mais-que-perfeito é útil. Começar no pretérito e, de repente, passar ao presente.
  4. 4. Modo dramático (e apresentação típica do texto teatral): (Numa sala vazia.) Luís — Bom dia. Isabel — Olá.
  5. 5. Miguel Esteves Cardoso, «Piropo» (crónica), A Causa das Coisas Miguel Esteves Cardoso defende que o começo de um namoro deveria exigir mais esforço de conquista. Por exemplo, a comunicação à amada do estado de paixão implicaria uma expressão mais requintada, mais elaborada, do que a que tem vindo a tornar-se comum.
  6. 6. (O estilo lacónico atual contrastaria muito com o dos sonetos amorosos de Camões — e, para acrescentarmos outros exemplos nos antípodas —, com os poemas que Kalaf recitava à suas namoradas, com o estilo empolado que veremos nas cantigas de amor trovadorescas.)
  7. 7. prácticas práticas misogenia (‘aversão às mulheres’) misoginia misógeno misógino
  8. 8. «Piropos Experience» (reportagem fictícia), Inferno (canal Q) O piropo teria virtudes terapêuticas, seria uma experiência relaxante, com propriedades benfazejas. De tal modo que empreendedores atentos já estariam a investir nesse novo nicho de mercado, facilitando o acesso ao contexto em que se recebe ou dá um piropo, e segmentando a oferta disponível (selecionável num catálogo).
  9. 9. «Cantada», Porta dos fundos «Trolhas», Camada de Nervos Cria-se situação que começa por imitar o que é comum na vida real — trabalhadores da construção civil, à passagem de mulheres, a dizerem piropos ordinários —, mas acaba por conduzir a um desenlace insólito, desconstruindo o estereótipo (afinal, os homens das obras procederiam assim apenas para cumprir regras impostas pelo seu trabalho; e as mulheres assediadas tornam-se depois desafiadoras).
  10. 10. Pode ser útil ter o livro aberto na p. 38-39, embora quisesse que lessem sobretudo a minha tabela
  11. 11. pílula / *pírula / dissimilação / evita-se a semelhança que havia entre dois sons. Neste caso particular, um dos [l] passou a R. [r]
  12. 12. fizeram-lo / fizeram-no / assimilação / o pronome (lo) passa a ligar-se por uma consoante nasal (n), porque assim se aproxima do som nasal da última sílaba do verbo.
  13. 13. cãibra / *câmbria / metátese / houve a transposição do i da primeira sílaba para a segunda (há uma metátese quando um som muda o seu lugar dentro da palavra).
  14. 14. crudu / cruu (arc.) / síncope /síncope é a perda de um som a meio da palavra. Neste caso, uma consoante que havia na palavra latina «crudu», -d-, desapareceu na palavra portuguesa arcaica «cruu» (que aliás, depois, ainda evoluiria para «cru»).
  15. 15. a + a; a + as / à; às / crase / a contracção da preposição «a» com o artigo definido «a» e «as» é a crase mais frequente.
  16. 16. tio / *tiu / sinérese / tal como a crase, a sinérese também contrai duas vogais, só que tornando as duas vogais num ditongo (neste caso: i-o > iu).
  17. 17. sic / si (arc.) / apócope / apócope é a perda de um som ou sílaba finais. No exemplo, a palavra latina «sic» veio a dar «si» (que, depois, evoluiu para sim).
  18. 18. Alandroal / *Landroal /aférese / aférese é a perda dos sons do início de uma palavra.
  19. 19. você / cê / aférese / esta pronúncia pode acontecer no português do Brasil.
  20. 20. portanto / *ptanto / síncope / o autarca que ouvimos não pronunciava um som a meio da palavra.
  21. 21. precisamente / *samente / aférese / o médico que ouvimos omitia o início do advérbio.
  22. 22. ignorante / *iguinorante / epêntese/a epêntese é o desenvolvimento de um som a meio da palavra. Neste caso, a vogal inserida, i, desfez um grupo que não é natural no português, gn, criando uma sequência mais conforme ao nosso padrão (este tipo de epênteses é comum no português do Brasil).
  23. 23. pneu / *peneu / epêntese / de novo um grupo de consoantes demasiado erudito (-PN-) a ser desfeito pela inserção de uma vogal (em Portugal, produzimos um e; os brasileiros podem inserir um i [*pineu]).
  24. 24. sexo / *cequisso (no pg. do Brasil) / epêntese / aqui o par de consoantes desfeito foi o que existia escondido na letra <x>, os sons ks.
  25. 25. sport (ingl.) / esporte / prótese / o desenvolvimento de um som no início da palavra é uma prótese. Os brasileiros costumam fazer esta adaptação aos empréstimos começados por s- seguido de consoante (snob > esnobe), enquanto em Portugal é mais comum a manutenção da sequência estrangeira (snob).
  26. 26. mora / amora / prótese / a palavra portuguesa que descendeu da palavra latina mora tem um som inicial que não havia no seu étimo.
  27. 27. alguidar / *alguidare / paragoge / a paragoge é o desenvolvimento de som no final da palavra. É comum na pronúncia alentejana.
  28. 28. estar / *tar / aférese / no português europeu, a não ser em situações formais, raramente dizemos a primeira sílaba das formas do verbo «estar» (na escrita temos de ter cuidado!).
  29. 29. ski (ingl.) / esqui / prótese / na adaptação do anglicismo ao português acrescentou-se um som no início da palavra.
  30. 30. secundária / *segundária / sonorização / este erro, que vejo em redações, comprova a tendência para, em certos contextos, as consoantes surdas passarem a sonoras.
  31. 31. adição (inserção de sons) no princípio: prótese no meio: epêntese no final: paragoge
  32. 32. supressão (perda de sons) no princípio: aférese no meio: síncope no final: apócope
  33. 33. alteração (mudança de sons) aproximação, em termos de semelhança, a um som vizinho: assimilação diferenciação relativamente a um som vizinho: dissimilação contração de duas vogais numa só: crase contração de duas vogais num ditongo: sinérese passagem de uma consoante surda a sonora: sonorização evolução para um som palatal: palatalização
  34. 34. transposição passagem de um som para outro ponto da palavra: metátese
  35. 35. Ouviremos quatro trechos de bandas sonoras de filmes. Ouvida cada música (durante cerca de dois minutos), terás mais uns três minutos para escrever poucas frases (de prosa, de poesia ou de prosa poética) que a música te inspire.
  36. 36. Viajara ainda de noite. Atravessara o rio já raiava a manhã. Não esperou nem mais um segundo, havia que chegar rápido ao acampamento. Pararia apenas já a cem metros da tenda em que funcionava o quartel-general. Foi então que verificou mais uma vez se levava a carta. E se a tivesse perdido? Mas logo a sentira, aconchegada no bolso esquerdo. — Diga ao Marechal que cheguei.
  37. 37. Bandas sonoras (do compositor Ennio Morricone) dos filmes: Sacanas sem lei (Inglorious basterds) A Missão (The Mission) O Golpe (Le casse) Cinema Paraíso (Nuovo Cinema Paradiso)
  38. 38. TPC — Revê ‘Processos fonológicos’, lendo capítulo de gramática (link em GdN) e fazendo ficha n.º 2 do Caderno de atividades (p. 5; soluções na p. 93 — reprodução em GdN).

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