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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 15-16

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Aula 15-16

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Apresentação para décimo ano de 2017 8, aula 15-16

  1. 1. V+ V(+) V V(-) V-
  2. 2. Vocativo (apóstrofe) inicial dirigido ao próprio eu do texto
  3. 3. Explicitar que se trata de recordação Aludir a coisas do passado (sem dizer «estou a recordar»)
  4. 4. Estilo de prosa, com texto com frases muito redigidas Léxico de prosa («superação», «claustrofobia», …)
  5. 5. Hei-de Hei-de-ser Hei de ser
  6. 6. p. 34
  7. 7. pinheiro — Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo! Ai Deus, e u é? e onde está? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! Ai Deus, e u é?
  8. 8. Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo! Ai Deus, e u é? combinou Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi á jurado! Ai Deus, e u é?
  9. 9. [ — Vós me preguntades polo voss’ amigo, e eu bem vos digo que é san’ e vivo. Ai Deus, e u é? ] são Vós me preguntades polo voss' amado, e eu bem vos digo que é viv’ e sano. Ai Deus, e u é?
  10. 10. E eu bem vos digo que é san’ e vivo e seera vosc’ ant’ o prazo saído. E estará convosco antes do prazo acabado Ai Deus, e u é? E eu bem vos digo que é viv’ e sano e seera vosc‘ ant‘ o prazo passado. Ai Deus, e u é?
  11. 11. O assunto da cantiga é: a) a donzela, ansiosa e zangada, dialoga com as flores do pinheiro, partilhando a sua ansiedade, e pergunta a Deus se sabe do paradeiro do amigo. b) a donzela, ansiosa com o Portugal-Suíça, dialoga com as flores do pinheiro, perguntando-lhes se sabem se há já pagamentos ao árbitro do encontro, condição que considera imprescindível. c) a donzela, ansiosa, dialoga com as flores do pinheiro, partilhando a sua ansiedade e perguntando-lhes se o amigo virá são e vivo. d) a donzela dialoga com as flores do pinheiro, perguntando-lhes se já fizeram a tarefa sobre elas próprias (e, se sim, que passem ao item seguinte, sem estar a conversar para o lado, Francisco).
  12. 12. A cantiga é divisível em duas partes: a) na primeira (estrofes 1-6), fala a donzela; na segunda (7-8), responde um cocó de cão. b) na primeira (estrofes 1-4), fala a donzela; na segunda (5-8), respondem as «flores do verde pino». c) na primeira (estrofes 1-4), fala a donzela; na segunda (5-8), responde Deus. d) na primeira (estrofes 1-4), fala a donzela; na segunda (5-8), responde o amigo.
  13. 13. As flores do pinheiro a) aludem ao problemas dos fogos que, já então, devastavam o centro do país. b) são metáfora para os pés de Bas Dost («pino», porque alto; «verde», porque do Sporting). c) são metonímia do amigo da rapariga (porque este construíra uma casa numa árvore). d) funcionam como confidente da rapariga (o que implicará o recurso à personificação).
  14. 14. No contexto da cantiga, as flores a) simbolizam o regresso da primavera (tempo do amor), que coincidirá com o do amigo. b) representam a natureza e a defesa dos recursos naturais já perfilhada por D. Dinis. c) reportam-se às rosas que D. Isabel de Aragão levava no regaço. d) referem alergias tão comuns no início do «tempo da frol».
  15. 15. Segundo as regras das cantigas em paralelística perfeita — e criando também os poucos versos que será necessário inventar —, continua a cantiga em mais quatro estrofes (coblas).
  16. 16. Se sabedes novas sabees sabeis sab[α]is (sabem)
  17. 17. Chegastes | Perfeito do Ind.
  18. 18. Lembrais-vos | Presente do Indicativo
  19. 19. Estais | Presente do Indicativo
  20. 20. Pudésseis | Imperfeito do Conjuntivo
  21. 21. Éreis | Imperfeito do Indicativo
  22. 22. Ide | Imperativo
  23. 23. Comei | Imperativo
  24. 24. Sentis-vos | Presente do Indicativo
  25. 25. [não] Agradeçais | Imperativo (neg.) [= Presente do Conjuntivo]
  26. 26. Sabeis | Presente do Indicativo
  27. 27. Quando você me deixou, meu bem, Me disse p’ra ser feliz e passar bem, Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci, Mas depois, como era de costume, obedeci.
  28. 28. Quando você me quiser rever, Já vai me encontrar refeita, pode crer; Olhos nos olhos, quero ver o que você faz, Ao sentir que, sem você, eu passo bem demais,
  29. 29. E que venho até remoçando, Me pego cantando Sem mais nem por quê; E tantas águas rolaram Quantos homens me amaram Bem mais e melhor que você.
  30. 30. Quando talvez precisar de mim, Cê sabe que a casa é sempre sua, venha, sim; Olhos nos olhos, quero ver o que você diz, Quero ver como suporta me ver tão feliz.
  31. 31. remoçando = ‘rejuvenescendo’ (re + moça + ar) me pego cantando = ‘me descubro a cantar’ sem mais nem por quê = ‘sem motivo’ cê = ‘você’ (> ocê > cê)
  32. 32. Escreve comentário em torno de semelhanças e diferenças entre esta letra de Chico Buarque e o que temos vindo a ler nas cantigas de amigo estudadas. (Será ao estilo do comentário que fizemos a propósito do contraste entre «Ondas do mar de Vigo», de Codax, e «Nas ondas», de Adília Lopes.)
  33. 33. TPC — Dá um relance ao glossário com termos da poesia trovadoresca na p. 69. Vai também revendo a matéria da ficha informativa n.º 2, nas pp. 38-39 (em aula, recordaremos depois esse assunto, os processos fonológicos, mas podes ir adiantando trabalho).

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