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Apresentação para décimo ano de 2014 5, aula 123-124

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Apresentação para décimo ano de 2014 5, aula 123-124

  1. 1. Dedicatória Para o senhor Aladino Sepúlveda, primeiro «ocupa» da Patagónia.
  2. 2. Personagens O protagonista, um velho de oitenta e um anos, era o patriarca de uma família numerosa, que sob o teto da sua cabana se acolhia (pelo menos, nas épocas de escassez).
  3. 3. O seu adjuvante (na verdade, segunda personagem, decerto mais que mero figurante) era Cachupín, aparentemente mais estimado pelo velho do que o resto da família, «esses merdosos». O velho segue um ritual repetido há trinta anos, quando «chega o tempo das vacas magras»: põe na boca fatias de «charque», com que depois constitui um
  4. 4. bolo que dá ao cão a engolir, ordenando- lhe, porém, que não o mastigasse. Uma vez finda esta operação, velho e cão partem; e familiares regressam à cabana.
  5. 5. Narrador O narrador é não participante (heterodiegético) e, na primeira parte do conto, parece ter focalização omnisciente. Na parte 2, quase parece que o narrador adota uma focalização interna. Isso decorre também da importância que ganha o monólogo do velho, (que é, na verdade, um diálogo em que Cachupín não chega a intervir explicitamente).
  6. 6. Espaço A ação situa-se na Patagónia argentina. O centro é uma cabana, perdida na estepe, com pergaminhos históricos que serão relevantes na intriga: nela tinham vivido dois bandidos famosos, Butch Cassidy e Sundance Kid. Quando termina a primeira parte, inicia- se uma viagem, a Esquel, a grande cidade. O conto irá terminar com o regresso à cabana (que, ver-se-á, é ela mesma parte do enredo).
  7. 7. Resolve os pontos 1.1 (p. 264) e 3 (p. 265)
  8. 8. a V b F (era o nome dos cinco cães anteriores) c F (caminhavam de modo seguro, porque conheciam bem o terreno) d F (uma boleia que os levaria Esquel)
  9. 9. • e1 Passou pelos tempos duros em que a produção de lã terminou porque os ingleses abandonaram a Patagónia e abriram novas fazendas lanares na Austrália
  10. 10. • c2 Lembrava-se da longa caminhada com a família de Las Heras a Cholila, em busca de melhores condições de vida.
  11. 11. • h3 Em Cholila tinha ouvido falar de uma cabana vazia, que tinha sido de bandidos estrangeiros, na qual diziam haver fantasmas.
  12. 12. • j4 Aproximou-se um dia da cabana, que lhe pareceu ter condições muito boas.
  13. 13. • f5 Ocupou a cabana com a sua família.
  14. 14. • a6 Quando procedia a algumas reparações necessárias nas paredes, encontrou uma fenda de rebordos suaves.
  15. 15. • b7 Pensando inicialmente que se trataria de botões de uniformes militares, quando tirou a primeira peça metálica logo percebeu que tinha encontrado um tesouro, fruto de um assalto realizado em 1905 pela Quadrilha Selvagem.
  16. 16. • g8 Não resistiu a correr até à venda de Cholila para vender aquela moeda e passou um mau bocado.
  17. 17. • i9 O vendeiro viu a moeda em cima do balcão e chamou o chefe da polícia, que o levou até ao quartel.
  18. 18. • d10 Apanhou a primeira sova da sua vida e passou vários dias pendurado de cabeça para baixo, enquanto os gendarmes vasculhavam a cabana em busca do tesouro que nunca encontraram.
  19. 19. Personagens O protagonista, Giacinto, também é o chefe da família. O seu poder sobre os outros provém do dinheiro que guarda, esconde, obsessivamente. Tem como oponentes quase todos os restantes parentes, que crê quererem roubá-lo. Os outros (no fundo, a personagem coletiva ‘restante família’) conspiram contra ele, mas Giacinto também os ataca, não se chegando a um resultado que favoreça uma
  20. 20. Diga-se ainda que há uma personagem um pouco à parte do confronto dos dois polos e, ver-se-á, sua vítima, que é a rapariga que trata das outras crianças. Só talvez ela não seja propriamente uma personagem-tipo (todas as outras o são, já que os seus comportamentos são estilizados no sentido de representarem quase caricaturas).
  21. 21. Narrador Não há narrador (nem voz off que faça o seu papel). Podemos dizer que, em muitos momentos, há focalização interna em Giacinto, já que seguimos as peripécias através do seu olhar e temos os retratos das personagens filtrados pelas observações, pelos monólogos, do protagonista.
  22. 22. A miúda funciona um pouco como um «narrador de focalização externa». Quando ela surge, o que se nos mostra parece «menos comentado», como observado por alguém que só pudesse ver a superfície e desconhecesse quaisquer outras informações.
  23. 23. Espaço A ação decorre em Roma (Itália), quase concentrada numa barraca e nos terrenos em redor. É um território que é disputado (o poder do protagonista advém também de ser o seu proprietário). Incrustado na cidade, o espaço em causa não deixa de estar à margem da urbe. No final, há um regresso ao espaço inicial, um entrincheiramento da família, e até de outros, naquele espaço, cada vez mais inverosímil.
  24. 24. TPC — Vai revendo os conteúdos de gramática/teoria da literatura que temos dado: processos morfológicos de formação de palavras (derivação, etc.); processos irregulares de formação de palavras (empréstim, etc.); noções de prosódia (entoações; pausas); noções de acentuação de palavras (tónica; aguda, grave, esdrúxula); rudimentos de análise da variação linguística; recursos estilísticos; métrica e rima; contrato; declaração; regulamento; verbete; dicionários. (Não descartes ainda a revisão pontual de conteúdos dados em períodos anteriores.)
  25. 25. Os finalistas da Liga Europa e da Liga dos Campeões devem preparar as partes 3 [p. 266: vencedor do jogo 5; 267: vencedor do jogo 6] e 4 [p. 269: vencedores de M e N] do conto que estivemos a ler.
  26. 26. O concurso José Gomes Ferreira decorre até 5 de Junho (têm o regulamento em Gaveta de Nuvens).

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