FOTOGRAFIA: DIANA QUINTELA // LOCAL: MUDE                                                           positivo        WWW.PA...
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ACÇÃO SOCIAL                                         Hoje, mais do que nunca, a acção social assume um papel preponderante...
ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO   INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO              6                                     ...
HISTÓRIAA Santa Casa da Misericórdia do En-troncamento, nasceu a 9 de Fevereirode 1950, tendo os seus Estatutos sidopublic...
ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO   INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO              8SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VIANA D...
SAÚDE | PAÍS MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO   INDÚSTRIA DEPOSITIVO                                                     26    S...
coordenada, que inclui Suporte Básico                                                                                     ...
SAÚDE | PAÍS MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO   INDÚSTRIA DEPOSITIVO                                 36APEGSAUDE – ASSOCIAÇÃO PO...
APEGSAUDEASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ENGENHARIA E GESTÃO DA SAÚDEPRÓXIMASINICIATIVAS DA APEGSAUDE1.ª Gala PULMONALE25 de Jane...
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riência. Existem publicações quotidianas       agulha intramuscular numa seringa com            ção informa-se o cirurgião...
PREVENÇÃO E MOBILIÁRIO RODOVIÁRIA   INDÚSTRIA DE SEGURANÇA | PAÍS POSITIVO| PAÍS POSITIVO               44IMTT – INSTITUTO...
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Portfolio @ País Positivo #41

  1. 1. FOTOGRAFIA: DIANA QUINTELA // LOCAL: MUDE positivo WWW.PAISPOSITIVO.ORG //// Janeiro ‘11 / EDIÇÃO Nº 41ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO JORNAL ‘PÚBLICO’ “AINDA HÁ MUITO A FAZER PARA CONSEGUIRMOS PERTENCER A UMA SOCIEDADE ONDE MULHERES E HOMENS VIVAM EM IGUALDADE E LIVRES DE PRECONCEITOS”, refere Sandra Ribeiro, Presidente da CITE. (9.ª Edição da entrega dos prémios Igualdade é Qualidade) SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DO ENTRONCAMENTO | SAÚDE: A IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA DAE UCC | Unidade de Cuidados Continuados
  2. 2. Índice EXEMPLOS DAS MELHORES PRÁTICAS 04 A problemática da desertificação Ao longo dos anos, o Interior de Portugal tem vindo a ser vítima do fenómeno da desertificação, tanto a nível da perda da capacidade produtiva dos terrenos causada pela constante actividade humana, como do despovoamento dos territórios devido ao fluxo migratório das populações para o litoral em busca de uma maior qualidade de vida. Conheça nesta edição o que está a ser feito para combater este flagelo. PAG. 14 22 Como funciona o seu coração? Carlos Morais, 66 A problemática da habitabilidade nos grandes 09 A IGUALDADE DE DIREITOS ENTRE HO- MENS E MULHERES EM DESTAQUE NA coordenador nacional da Associação Bate Bate Coração fala desta iniciativa pioneira em centros urbanos. O espaço público, os equipamentos e as infra-estruturas na óptica de 9ª EDIÇÃO DA ENTREGA DOS PRÉMIOS Portugal Romão Lavadinho, presidente da AIL IGUALDADE É QUALIDADE 56 O Ensino Particular e Cooperativo está na 74 Felino: 75 anos de história no sector da senda da agenda mediática. Saiba porquê pela Fundição em Portugal. Manuel Braga Lino voz do Padre Querubim, director do Colégio conta-nos o segredo do sucesso Calvão Propriedade, Edição, Administração e Autor Publicações Directas, S.A. - Rua da Bélgica, 2340 | 4400-046 Vila Nova de Gaia | Telefone 22 206 10 20 Fax 22 206 10 39 E-mail geral@publicacoesdirectas.pt | NIPC 507 824 830 | Directo- ra Fernanda Pereira | Editora Clara Henriques (clara.henriques@publica- coesdirectas.pt) | Produção de Conteúdos Adélia Abreu (adelia.abreu@ publicacoesdirectas.pt), Ana Mota (ana.mota@publicacoesdirectas.pt), Luís Manuel Martins (luis.martins@publicacoesdirectas.pt) | Produção Gráfica e Paginação Lídia Pinto | Gestão de Comunicação Car- los Almeida, Carlos Lopes, Fernando Ferreira, Filipe Amorim, Jorge D’Almeida, José Machado, José Moreira, Moura Lopes, Olavo Pereira, Paulo Laranjeira, Rui Santos, Sandra Pereira, Sérgio Dinis e Sofia Silva. Impressão Lisgráfica, Impressão e Artes Gráficas, SA | Distribuição Na- cional | Periodicidade Bimestral |Registo ICS nº 124877 | Nr Depósito Legal 215441/04 | Assinaturas Para assinar ligue 22 206 10 20 ou envie o seu pedido para Publicações Directas, S.A. - Rua da Bélgica, 2340 - 4400-046 V. N. Gaia |Fax 22 206 10 39 E-mail assinaturas@publicacoesdirectas.pt |Preço de capa 4,00 euros (iva incluído a 6%) | Assinatura 12 números Portugal 34 euros (iva incluído a 6%) Europa 65 euros, Resto do Mundo 88 euros Os artigos nesta publicação são da responsabilidade dos seus autores e não expressam necessariamente a opinião do editor. Reservados todos os direitos, FICHA TÉCNICA proibida a reprodução, total ou parcial, seja por fotocópia ou por qualquer outro processo, sem prévia autorização do editor. A paginação é efectuada de acordo com os interesses editoriais e técnicos da revista, excepto nos anúncios com a localização obrigatória paga. O editor não se responsabiliza pelas inserções com erros, lapsos ou omissões que sejam imputáveis aos anunciantes. Quaisquer erros ou omissões nos conteúdos, não são da responsabilidade do editor.
  3. 3. ACÇÃO SOCIAL Hoje, mais do que nunca, a acção social assume um papel preponderante. Conheça alguns dos exemplos da misericórdia que se faz em Portugal e de que forma conseguem estas instituições apoiar quem mais precisa.SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DO ENTRONCAMENTO TRADIÇÃO DE BEM-FAZER AO SERVIÇO DA COMUNIDADEA caminho dos 60 anos de História, efeméride que se cumpre no dia9 de Fevereiro, a Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento é umaInstituição Particular de Solidariedade Social dinâmica que inaugurou nopassado dia 22 de Dezembro de 2010 a Unidade de Cuidados Conti-nuados homónima do Provedor, Manuel Fanha Vieira, num evento quecontou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Jorge. Esta respostasocial veio dar continuidade à longa tradição de prestação de cuidadosde saúde, no Hospital São João Baptista, e no apoio à população sénior,nos lares Fernando Eiró Gomes e da Santa Casa da Misericórdia. A abrir,uma mensagem do Provedor, Manuel Fanha Vieira.C omo filho do Entroncamento, no Hospital e no Lar. No Hospital, com soas dos Excelentíssimos Senhores Padre muita haja para fazer, continuando a nossa sempre me preocupei com a vida ajuda do Saúde XXI, efectuou-se a tão Vítor Melícias e Manuel Lemos. obra do “Bem-Fazer” e servir cada vez mais e desenvolvimento do meu conce- necessária ampliação bem como a im- Estas palavras não pretendem ser mais do e melhor os que nos procuram, sempre comlho. A minha empatia com a Santa Casa prescindível remodelação, colocando que uma introdução ao que fizemos, embora uma atenção devida aos mais necessitados.da Misericórdia do Entroncamento co- novos equipamentos e camas moder-meçou com o seu nascimento. Em 1955, nas. Fizeram-se novas parcerias com odata da inauguração do hospital, parti- Estado no âmbito do Sistema Integrado LAR FERNANDO EIRÓ GOMEScipei com um rancho de crianças do qual de Gestão de Inscritos para a Cirurgia O lar Fernando Eiró Gomes tem 54 idosos residentes e um quadro de pessoaleu era o ensaiador. Nesse mesmo dia a (SIGIC), Cardiologia, Imagiologia, Cirur- de 38 funcionários.população do Entroncamento juntou-se gia, e ingressámos na Rede Nacional depara participar com um histórico corte- Cuidados Continuados. Efectuaram-sejo de oferendas que foi bastante genero- outros acordos com companhias de se-so para a Santa Casa da Misericórdia do guros, Portugal Telecom (PT), Militares,Entroncamento. PSP, GNR, Médis Saúde, entre outros.Mais tarde e já como Autarca, Vereador No Lar, procedeu-se à instalação dea tempo inteiro e depois como Presidente uma central detectora de incêndios,do Município, sempre me preocupei, tendo instalou-se ar condicionado em todoscomo objectivo, dar todo o apoio a esta os quartos, corredores, salas-de-estar egrande Instituição que é a Santa Casa da ginásio. Efectuaram-se, também, peque-Misericórdia do Entroncamento. Por essa nas obras de modernidade e conforto.altura, o Hospital, que entretanto tinha Compraram-se várias viaturas para dar LAR DA SCM DO ENTRONCAMENTOsido nacionalizado, foi devolvido, pelo Go- apoio domiciliário, e uma dotada de ele- Uma obra recentemente construída, dotada de 60 camas, sala de ginástica,verno, em estado de total degradação. Foi vador hidráulico para transporte de ido- quatro salas de estar, cozinha e lavandaria. Trata-se de uma Unidade com mui-esse o momento que mais me ligou à Santa sos em cadeiras de rodas. Conseguimos, ta qualidade e foi inaugurada em 2 de Maio de 2009 pelo Primeiro Ministro,Casa, porque a sua recuperação era muito ainda, obter os meios necessários para a José Sócrates. Tem as valências de centro de dia (35 utentes) e apoio domici-difícil sem o apoio da Câmara Municipal. construção de um novo lar. liário (55 utentes).Efectivamente, esta minha afinidade para É justo lembrar os Corpos Sociais e os Ir-com a Instituição veio a tornar-se num mãos, que em geral, com dedicação e gene-compromisso ao aceitar o convite que me rosidade serviram a Santa Casa da Mise-foi feito, em momentos muito difíceis para ricórdia. Não esquecendo os beneméritosa Instituição, com a grave doença que en- que em muito tem ajudado a Instituiçãovolveu o Provedor, Manuel Rosa Valério. tanto a nível pessoal como institucional,Um grupo de amigos, não olhando a principalmente a Câmara Municipal dodificuldades e fazendo apelo às suas Entroncamento, Bombeiros, PSP, Uniãoenergias, começou a fazer grandes obras das Misericórdias Portuguesas, nas pes-
  4. 4. ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 6 crónica, que já não precisam de cuida- dos hospitalares, mas requeiram cuida- dos de saúde que, pela sua frequência,HOSPITAL complexidade ou duração, não possamDE SÃO JOÃO BAPTISTA ser prestados no domicilio.No sector da saúde, o Entroncamento Unidade de Média Duraçãotem um hospital que pode satisfazer as e Reabilitação (UMDR):necessidades da sua população e arre- Para internamento que durem entredores. Conseguindo assim alcançar os 30 e 90 dias seguidos.seus propósitos, pois tem dado provas Para pessoas que, perderam temporaria-de inovação e crescimento. A 3 de Setem- mente a sua autonomia mas que podembro de 1986, o Hospital foi recuperado e recuperá-la e que necessitem de cuida-ampliado de 14 para 60 camas. Foi total- dos de saúde, apoio social e reabilitaçãomente alargada toda a frente do Hospi- que, pela sua frequência ou duração nãotal, transformando-a num bom parque podem ser prestados no domicilio.de estacionamento e de fácil acesso paraas ambulâncias e pela Câmara Municipal Misericórdia do Entroncamento con- Unidade de Longa Duraçãodo Entroncamento, foi colocada uma co- tinua a aguardar que a ARS de Lisboa e Manutenção (ULDM):bertura no espaço onde as ambulâncias e Vale do Tejo autorize os utentes do Para internamentos superiores a 90recolhem e deixam os doentes. Serviço Nacional de Saúde a fazer os dias seguidos.Realizou-se a Ampliação e Remodela- exames nesta instituição, dado que têm Para pessoas com doenças ou proces-ção do Hospital de S. João Baptista no um acordo assinado e homologado pelo sos crónicos, com diferentes níveis deperíodo de 2003/05, que contou com a Governo de então, desde 1986. Este dependência e graus de complexidade,comparticipação financeira do Saúde XXI serviço iria beneficiar mais de cem mil que não reúnam condições para seremcom o valor de 365.707,53 Euros e a SCM utentes dos concelhos que nos rodeiam, cuidadas em casa ou na instituição oudo Entroncamento com 1.450.343,44 evitando assim que eles se desloquem estabelecimento onde residem. Pres-Euros, ficando as obras no valor total a Tomar e a Abrantes e evitando, igual- ta apoio social e cuidados de saúde dede 1.816.050,97 Euros. Remodelou-se mente, custos e perdas de tempo. envolve a participação e colaboração de manutenção que previnam e retardema zona das Consultas Externas, consul- Convenções para cirurgia existentes na diversos parceiros (públicos, privados e o agravamento da situação de depen-tórios mais modernos, a Cardiologia foi Santa Casa da Misericórdia do Entron- sociais), a sociedade civil e o Estado como dência, favorecendo o conforto e a qua-equipada com novos equipamentos, sala camento: principal incentivador e que se traduz no lidade de vida. A ULDM pode ter aindapara TAC e de exames próprios. A Fisiote- - SNS – Serviço Nacional de Saúde; conjunto estruturado de unidades (inter- internamentos menores (máximo 90rapia foi totalmente modificada, ampliada - SIGIC - Sistema Integrado de Gestão namento e ambulatório) e equipas, que dias por ano) quando há necessidade dee provida de mais modernos equipamen- de Inscritos para Cirurgia; prestam cuidados continuados de saúde descanso do principal cuidador. Temostos de Fisiatria e de Imagiologia. Foram - IASFA – Instituto de Acção Social das e de apoio social. A Santa Casa da Mise- uma capacidade de internamento de 85construídos mais quatro quartos (16 ca- Forças Armadas; ricórdia do Entroncamento é um destes camas (15 na Convalescença, 40 na Mé-mas) que presentemente estão ocupados - ADSE – Direcção Geral de Protecção parceiros que integra “A Rede Nacional dia Duração e Reabilitação e 30 na Lon-com doentes dos Cuidados Continuados Social aos Funcionários e Agentes da de Cuidados Continuados Integrados de ga Duração e Manutenção).Integrados (Convalescença). Administração Pública; Saúde e Apoio Social” (RNCCI), desde a Primamos por humanizar a prestaçãoEm Imagiologia, desenvolvemos as se- - PSP – Polícia de Segurança Pública; sua génese, criando para o efeito, a Uni- de cuidados, ajustado e criando res-guintes áreas / especialidades: - GNR – Guarda Nacional Republicana/ dade de Cuidados Continuados. Através postas adequadas à individualidade:: Raio X – Exame Convencional Chefia de Assistência na Doença; de uma equipa multidisciplinar que e à diversidade de situações, sempree Digital; - SSCGD – Serviços Sociais da Caixa Ge- engloba técnicos profissionais especia- com o objectivo de promover e respei-:: Densitometria; ral de Depósitos; lizados em Medicina, Psicologia, Serviço tar a dignidade, bem-estar e qualidade:: Ecodoppler – Membros inferiores - MULTICARE – Seguros de Saúde, S.A.; Social, Enfermagem, Medicina Física e de de vida dos utentes e garantindo ume carótido; - MEDIS – Companhia Portuguesa de Reabilitação (Fisioterapia, Auxiliares de acompanhamento de grande qualidade:: Mamografia digital; Seguros de Saúde, S.A.. Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Tera- e confiança. Privilegiamos o trabalho:: Ecografia (Abdominal, Ginecológica. pia da Fala), Animação Sócio-Cultural e em equipa e em cooperação.Ginecológica com sonda vaginal, Mamá- UNIDADE DE CUIDADOS Auxiliares da Acção Médica. Funciona- Todos os cidadãos, que nos são envia-ria bilateral, Mamária unilateral, osteo- CONTINUADOS mos como Unidade de internamento nas dos pelos competentes serviços regio-articular, Partes Moles, Peniana com Todo o cidadão que sofra, temporária ou tipologias de Convalescença, de Média nais e que necessitem de cuidados con-Doppler, Prostática (supra cúbica), Pros- definitivamente, de algum grau de depen- Duração e Reabilitação e de Longa Du- tinuados, nomeadamente:tática (transrectal), Renal, Reno-vesical, dência, com falta ou perda de autonomia, ração e Manutenção. • Pessoas de todas as idades com depen-Supra-renal, Tiroideia e/ou Paratiroide, independentemente da idade, tem direito à dência funcional temporária (em recu-vesical (supra cúbica), Vesical e Prostá- prestação de cuidados de saúde e de apoio Unidade de Convalescença (a funcio- peração de uma doença, cirurgia, etc.);tica com avaliação pós miccional); social, de forma continuada e integrada. nar nas instalações do Hospital São • Pessoas com dependência funcional:: TAC - Tomografia Axial Computo- Para dar resposta a essa necessidade e João Baptista ): prolongada;rizada (Abdómen, Ângulo Ponto Cere- promover esse direito, o Estado, através Para internamentos até 30 dias. • Pessoas com incapacidade grave, combeloso [O.R.L.] sem contraste, Cavum, nos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Para pessoas que estiveram internadas forte impacto psicológico ou social;Coluna - Cervical, Dorsal ou Lombar, Solidariedade Social, criou a “A Rede Na- num hospital de agudos devido a uma • Idosos com critérios de fragilidadeCotovelo, Crânio); cional de Cuidados Continuados Integra- situação de doença súbita ou ao agra- (dependência e doença);No que respeita à TAC, a Santa Casa da dos (RNCCI) de Saúde e Apoio Social” que vamento de uma doença ou deficiência • Pessoas com doença crónica.
  5. 5. HISTÓRIAA Santa Casa da Misericórdia do En-troncamento, nasceu a 9 de Fevereirode 1950, tendo os seus Estatutos sidopublicados no Diário do Governo nú-mero 38, II série de 16 de Fevereirodo mesmo ano e por despacho do Sub-Secretário de estado da AssistênciaSocial.A Misericórdia começou a sua acçãocom o posto hospitalar a 1 de Janeiro de1956 tendo funcionado sob a direcçãoda Mesa Administrativa até 30 de Se-tembro de 1976 sendo nessa data ofi-cializado pelo Estado ao abrigo do Dec.Lei n.º 618/75, de 11 de Novembro. Oconcelho do Entroncamento ficou maisrico com a criação desta Instituição, Manuel Fanha Vieira, com Ana Jorge, Ministra da Saúde, na inauguração da UCCI, a 22 de Dezembro de 2010que tem sido um alfobre de riquezashumanas que desinteressadamentetem zelado por todos aqueles que a tem “Protecção a Indigentes” com 13 idosos, MISSÃO A nossa principal prioridade é estabele-procurado. resolvendo assim uma parte dos proble- A Santa Casa da Misericórdia do En- cer parcerias com entidades públicas eCom os últimos Estatutos aprovados mas que já existiam no Entroncamento. troncamento tem como principal mis- privadas que permitam a prossecuçãoem 1982 com personalidade jurídica Em 1979 com a nova inauguração do são a prestação de cuidados de saúde das estratégias de acção definidas pelacivil, em conformidade com a natureza actual lar “ Fernando Eiró Gomes”, cujo e acolhimento colectivo de idosos, me- Mesa Administrativa, representada peloque lhe provem da sua erecção canó- nome representa uma homenagem lhorando, deste modo, a qualidade de Provedor, criando e dinamizando valên-nica, tem como objectivo satisfazer as póstuma ao Capitão Piloto Aviador Fer- vida da população. cias para bem servir a comunidade.carências sociais, em consonância com nando Eiró Gomes, natural do Entron-a mensagem intrínseca presente nas camento. Permitindo dar satisfação àobras da misericórdia. maior parte das situações de âmbitoA Santa Casa da Misericórdia é uma Ins- social, mais precisamente aos casos datituição Privada de Solidariedade Social, terceira idade, sendo alguns bastantesem fins lucrativos e de harmonia com gravosos e de urgente solução que ao espírito tradicional para a prática de Misericórdia sempre tenta resolver nasatisfazer as carências sociais. medida das suas possibilidades.A actividade da Instituição está dividi- Neste sector e nesta região, a Misericór-da em duas áreas, a Social, assegurada dia do Entroncamento foi a primeira apor dois Lares da 3.ª idade (Lar Fer- dar solução de internamento de idosos,nando Eiró Gomes e Lar da Santa Casa muitos deles praticamente sem família,da Misericórdia do Entroncamento) e a bem como o centro de dia, apoio domi-Saúde (Hospital de São João Baptista e ciliário e um serviço para acção social.Unidade de Cuidados Continuados). O objectivo principal é fazer crescerA 1 de Julho de 1975 procurou-se dar cada vez mais a Instituição. As suas ac-solução ao problema da terceira idade, ções, os seus serviços, o seu património,no seu aspecto social, pôs em funciona- sempre como a intenção de proporcio-mento no edifício cedido pela Junta de nar melhores serviços à população emFreguesia onde funcionou a Instituição geral.
  6. 6. ACÇÃO SOCIAL | PAÍS POSITIVO INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO 8SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VIANA DO ALENTEJOUMA LONGA TRADIÇÃO DE ACÇÃO SOCIALR ui Pão Mole já fazia parte dos ór- centro de saúde local. O imóvel tem man- gãos da Santa Casa da Misericór- Rui Pão Mole, Provedor da Santa Casa tido a traça original e agrega uma capela, da Misericórdia de Viana do Alentejo dia de Viana do Alentejo. Ocupou que também pertence à instituição e queseis anos o cargo de secretário do Conse- se estima ser do Século XIV. “Algumaslho Fiscal, depois, quando surgiu a oportu- pessoas que têm passado pela insti-nidade de vir a ser provedor, inicialmente tuição têm manifestado a aspiração derecusou, mas acabou por aceitar o desafio reestruturar o edifício para acolher asde integrar a lista, como confessa. O pro- pessoas mais dependentes. Já fizemosvedor revela que as fases visíveis da acção uma avaliação do projecto, pedimossocial na Santa Casa da Misericórdia de um orçamento e o custo ronda 1,2 mi-Viana do Alentejo são os dois lares de ido- lhões de euros. É um valor muito sig-sos de que a instituição dispõe. nificativo para a nossa instituição, mas“Neste momento, no edifício sede, que trata-se, efectivamente, de um edifíciooutrora foi uma escola industrial, te- que gostaríamos de ver preservado,mos cerca de 80 idosos internos, 20 dando-lhe utilidade. Por um lado erapessoas em centro de dia e 15 utentes muito bom para a própria população,em apoio domiciliário”, indica, contando dado que representaria mais uma for-que “o edifício mais antigo, remode- ma de criar postos de trabalho, e, porlado há cerca de sete anos, acolhe 23 outro, seria bom para a Misericórdia,utentes permanentes e seis idosos em dando seguimento à sua vocação so-centro de dia, que pertencem a Aguiar, cial”, certifica Rui Pão Mole. Há um ano no cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdiauma localidade que fica próxima de Consciente dos desafios que se levantam de Viana do Alentejo e seguidor de uma obra que tem vindo a serViana do Alentejo”. a cada momento, o provedor da Santa trilhada no âmbito da acção social, desde 1525, pelos seus ante-O provedor revela que, neste momento, cessores, Rui Pão Mole mostra-se confiante no trabalho que tem Casa da Misericórdia de Viana do Alen-a Santa Casa da Misericórdia de Viana do em mãos, em prol dos idosos e de novos projectos, dedicados tejo afirma que “neste momento asAlentejo está a fazer obras no seu edifício à primeira infância e à prestação de cuidados assistenciais aos coisas estão a funcionar, dificuldadesda freguesia de Aguiar, para desenvolver utentes mais dependentes. existem sempre, também as sentimos,a resposta social de creche, num lugar mas estamos a tentar ultrapassar estemuito calmo e com um espaço ao ar livre “barranco”, como se diz aqui no Alen-muito grande. “Embora a creche não vá significativo de utentes. O que eu pen- máticas para os idosos foi, também, uma tejo, tentando levar a instituição a bomcolmatar a lacuna que existia quando so fazer ao longo do tempo deste meu prioridade: “Temos um fisioterapeuta porto. Desejamos colocar em práticafoi projectada, dado que na altura que mandato é tentar fazer o melhor pos- que está a desenvolver actividades novas ideias e dar seguimento a ideiasse efectuou um estudo existiam cerca sível para os idosos, criando condições com os idosos. Ainda há pouco tempo já existentes. Em termos de balanço, éde trinta crianças e neste momento para que eles se sintam como se esti- conversámos sobre a possibilidade positivo, conseguiu-se avançar com al-existem cerca de quatro a cinco, o que vessem nas suas casas e, a partir daí, de ele criar alguma actividade, não só guns projectos na instituição que atéestamos a pensar é que existem mui- abraçar novos desafios”, deseja Rui Pão ao nível motor, mas também ao nível aqui não estavam a ser feitos, contri-tas famílias que vivem na periferia de Mole, revelando uma grande sensibilida- da expressão plástica. Temos vindo a buindo para o bem-estar dos idosos e,Viana do Alentejo, que trabalham em de com o bem-estar dos utentes. “Uma desenvolver algumas actividades no ao mesmo tempo, criando condiçõesÉvora e que passam por Aguiar, poden- das principais preocupações que tive, domínio da ginástica, uma vez por se- para que eles estejam bem. Não descu-do deixar os filhos quando passam por quando entrei, foi, após ter verificado mana”, estando certo de que “ao longo ramos, igualmente, a questão dos fun-esta localidade que fica no caminho de que o centro de saúde deixou de pres- do tempo surgirão novas ideias e gos- cionários - cerca de setenta - que, comoida, indo buscá-las à creche no de volta”, tar determinados cuidados de saúde e taria de ajudar em tudo o que estiver nós sabemos, fazem todo o trabalho naafirma o provedor, garantindo que, após a que havia muitos idosos com dificulda- ao meu alcance”. instituição. Os órgãos sociais podemintervenção, a valência de Centro de Dia de de se deslocar à unidade, assegurar A S.C. da Misericórdia de Viana do Alente- ser o corpo, mas os funcionários são osque já existia em Aguiar, irá continuar. a contratação de um médico”, refere. A jo possui o edifício do seu antigo hospital membros desta grande família”, afirma,“A nossa instituição tem um número organização de um conjunto de acções te- onde, até há pouco tempo, funcionou o a finalizar, Rui Pão Mole.
  7. 7. SAÚDE | PAÍS MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO INDÚSTRIA DEPOSITIVO 26 Sensibilização e prevenção da morte súbitaINTELLIGENT LIFE SOLUTIONSPAIXÃO POR SALVAR VIDAS“Não há nenhum de nós, no seio das nossas relações, que nunca tenha contactado com uma situação ou um relato de morte súbita”, começapor evocar Nelson Pereira, director-geral da Intelligent Life Solutions. É na base das melhores soluções do mercado, sustentadas em boaspráticas científicas e tecnológicas, que esta empresa da área da saúde orienta a construção de programas personalizados e inovadores deDesfibrilhação Automática Externa, no combate a uma patologia que custa 700 mil vidas por ano na Europa. nha Europeia de Ressuscitação e a Linha Americana de Ressuscitação, notando que as duas linhas têm ‘guidelines’, processos pedagógicos e níveis de exigência muito diferenciados. Juntam-se a estes pontos, a não consagração do Suporte Básico de Vida (avaliação das funções vitais e ma- nobras de reanimação primárias) como elo da cadeia de sobrevivência, enquanto o desfibrilhador automático externo não chega. “Num país como o nosso, havia um ób- vio caminho que a legislação devia ter trilhado, que tem que ver com a noção da resposta integrada e da cadeia de sobrevivência. No caso de uma para- gem cardiorespiratória, sabemos que há dois factores com um enorme im- pacto na sobrevivência da pessoa – por um lado, o tempo passado até à utiliza- ção do DAE e, por outro, o tempo decor- rido até ao início do Suporte Básico de Vida (SBV)”, indica, explicando que “uma correcta iniciação do SBV potencia Nelson Pereira, Director-geral da Intelligent Life Solutions uma melhor eficácia da aplicação do choque, como está provado cientifica-P otenciada pela doença coronária, muito curta, ou seja, os primeiros três tem uma relação directa estabelecida mente, aumentando a probabilidade sobretudo em indivíduos com minutos, em que o sistema de emer- com todas as pessoas que trabalham de sobrevivência de 30 por cento para mais de 30 anos, a morte súbita é, gência médica na esmagadora maioria connosco e que estão capacitadas para 70 por cento”.por norma, uma experiência traumática dos casos não chega, por muito bom utilizar os desfibrilhadores. Há sempreque chega sem avisar. Originada a mon- que seja”. a assinatura de um contrato de dele- ESPAÇO CARDIOPROTEGIDO ®tante por doenças arrítmicas puras, de “Na Intelligent Life Solutions, temos um gação de competências, que não é um UM SERVIÇO DE EXCELÊNCIAentre outras patologias, nalguns casos não enfoque na Desfibrilhação Automática mero formalismo”, acrescenta.detectáveis em primeira instância, a morte Externa (DAE), mas nunca a devemos A construção de uma resposta eficientesúbita regista, em média, três dezenas de dissociar do que é a resposta coorde- UM OLHAR SOBRE A e integrada é a inspiração para o serviçoocorrências diárias em Portugal. “No nos- nada da sociedade, numa situação de LEGISLAÇÃO inovador e distintivo prestado pela Intelli-so país, gastamos milhões, e bem, na morte súbita. Pode existir desfibrilha- gent Life Solutions no âmbito da Desfibri-área da segurança rodoviária, a salvar dor, pessoas com formação para operar Nelson Pereira revela que o “facto de ha- lhação Automática Externa, sob a marcavidas, e morrem menos de mil pessoas com o equipamento e até um médico ver uma regulação é absolutamente registada ‘Espaço Cardioprotegido’. “Nãopor ano em acidentes de viação. Mor- que assuma a responsabilidade técni- fundamental”, assim como outros crité- vendemos desfibrilhadores, nem for-rem muitos milhares de pessoas devi- ca, em primeira análise, mas isso não rios «positivos», tais como a necessidade mação. Vendemos sim um pacote, umdo a morte súbita. É evidente que não significa que nós tenhamos um progra- de uma direcção médica, a obrigatorieda- serviço que abrange todas as questõesse dão saltos qualitativos, em termos ma bem organizado, integrado e que a de de auditoria de todos os casos de desfi- técnicas e de segurança, assim como ode resposta, de um dia para o outro, resposta final seja positiva. Essa é uma brilhação que venham a ser realizados, a material de desgaste. No seguimentomas uma pequena percentagem do que preocupação quando organizamos normalização dos equipamentos de DAE e de um único ‘input’, quando o clientese gasta em segurança rodoviária teria programas de DAE”, concretiza o direc- a sua implementação num raio de influên- entra em contacto connosco para im-um impacto exponencial na redução tor-geral. “Consideramos que a desfi- cia acessível em três minutos. Lamenta, no plementar um programa de DAE, rea-do número de mortos, no que concerne brilhação é um acto médico que deve entanto, as questões técnicas e burocráti- lizamos todo o trabalho de prospecçãoà morte súbita”, afirma Nelson Pereira, ser delegado formalmente. Isto signifi- cas decorrentes da dupla certificação de no local, em termos de espaços e pesso-fazendo notar que para salvar vidas “é ca que a nossa directora do programa, entidades formadoras e a não existência as, definição de perfis de operacionaispreciso intervir numa linha de tempo a médica cardiologista Isabel Santos, de um critério claro de escolha entre a Li- e formação, numa lógica de solução
  8. 8. coordenada, que inclui Suporte Básico te, que “as escolas devem ser olhadasde Vida, sem que o cliente tenha de se como áreas de implementação estra-preocupar com quaisquer questões, tégica. Não só na medida em que umaaté ao licenciamento do INEM e entrega ocorrência com uma criança é muitodo equipamento, pronto a usar”. traumática, mas também numa lógicaA caixa onde é guardado o desfibrilhador, de cidadania. Há um investimento emreduto do conceito Espaço Cardioprotegi- termos de sensibilização e motiva-do é, mais do que um meio de protecção, ção das crianças e dos jovens, que euuma verdadeira central de monitorização acho que é fundamental, e que tem deque, através de sensores, permite conhe- passar, a muito curto prazo, por uma Sistema de Georeferenciação dos Espaços Cardioprotegidos na Região de Lisboacer, a todo o momento, se o DAE está em estratégia coordenada, a nível do Es-condições plenas de utilização. O equipa- tado, de ensinar as nossas crianças emento alocado envia regularmente, por informação técnica do ponto de vista A DAE NUM FUTURO PRÓXIMO jovens a fazer Suporte Básico de Vida,meio de GPRS, para o sistema informático de recolha (dados biomédicos e áudio), no contexto do programa escolar”.da Intelligent Life Solutions, dados técni- que é muito importante em termos da “Se nós formos capazes de olhar para Numa lógica de franco alargamento docos em todos os domínios de operacio- gestão médica, porque eu sei exacta- a forma como vivemos e encontrar mercado, Nelson Pereira congratula-senalidade (estado de funcionamento – de mente a que hora e em que circunstân- maneiras de aplicar esta resposta nos pelo facto de neste momento existiremhora a hora, porta da caixa aberta, bateria cias é que as operações aconteceram. espaços onde passamos mais tem- mais de cem desfibrilhadores espalha-do desfibrilhador fraca e quaisquer pro- É fundamental, nomeadamente no po, seremos capazes de estabelecer dos pelo país e de se perspectivar queblemas detectados - ao segundo). Existe, processo de auditoria que se segue a uma solução integrada. A questão da daqui a um ou dois anos serão muitosigualmente, um sistema de georeferen- uma utilização do DAE”, indica Nelson aplicação da DAE nas empresas, nos mais. “Nesta questão da desfibrilha-ciação que permite à empresa saber onde Pereira. grandes espaços públicos e nas infra- ção massificar é o mais importante,é que os desfibrilhadores se encontram. Um desfibrilhador é uma máquina muito estruturas de transportes e material mas respeitando um mínimo de re-“Temos uma interacção ‘online’ a todo segura, que decide a aplicação do choque, circulante deve ser olhada de uma gras, porque a massificação em sio momento com o cliente que nos ga- avisa o operador do ritmo e intensidade forma integrada, assim como o alar- mesma, sem rigor, tem riscos que eurante uma qualidade de serviço com- das compressões torácicas (através de um gamento futuro às áreas residenciais, não estou disposto a correr”, concluipletamente distinta. Isto dá-nos garan- metrónomo que marca a cadência) e afere em termos de reflexão”, preconiza o director-geral da Intelligent Life Solu-tias de funcionamento do programa e a eficácia das insuflações. Nelson Pereira, abonando, igualmen- tions.
  9. 9. SAÚDE | PAÍS MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO INDÚSTRIA DEPOSITIVO 36APEGSAUDE – ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ENGENHARIA E GESTÃO DA SAÚDEDESAFIOS TÉCNICOS E DE GESTÃO RUMO A UMA SAÚDE MELHORNascida da necessidade detectada de falar sobre temas de saúde, numa base transversal e de neutralidade, a Associação Portuguesa de En-genharia e Gestão da Saúde, é uma entidade privada, sem fins lucrativos, fundada em 2004. Focalizando a sua missão nos aspectos técnicose de gestão que presidem às apostas empresariais do sector, a APEGSAUDE centra a sua acção catalítica nas boas práticas que conduzem àeficiência, rentabilidade e confiança organizacional, como nos conta Carlos Tomás, presidente da direcção.A APEGSAUDE iniciou a sua acti- vidade em 2004, apoiada por um conjunto de prestadoresprivados, depois por um conjunto de UM DOS TEMAS QUE VAIseguradoras, a que se seguiram um con-junto de empresas na área farmacêutica MARCAR A NOSSA ACTIVI-e outras na área tecnológica. “Começá- DADE NESTE ANO DE 2011mos a promover um conjunto de ini- É O COMBATE AO DES-ciativas que permitiram que todos os PERDÍCIO, ESTABELECENDOprofissionais com responsabilidadesde decisão pudessem trocar ideias e A DEVIDA DISTINÇÃO ENTREmelhorar o seu conhecimento. Não o UM BOM INVESTIMENTO Econhecimento na perspectiva acadé- UM MAU INVESTIMENTO.mica, mas o conhecimento que tem É UMA QUESTÃO DE ES-impacto nos aspectos decisórios e nacondução das operações”, evoca Carlos COLHAS E PRIORIDADESTomás, referindo que “o facto de o siste- . NÃO É DIFÍCIL, É UMAma público de saúde ter uma prepon- QUESTÃO DE CULTURA E DEderância muito grande, levou a que,muitas vezes, os temas que tinham VONTADE E É UM DESAFIOinteresse e que era necessário dis-cutir para o sector privado, tenhamficado para trás nas agendas, sendo tre si, muitas vezes produzem-se so-abordados com atraso ou com menos luções inimagináveis, integrantes deimportância”. uma parcela do conhecimento”, afir-Consciente de que o trabalho da APE- ma Carlos Tomás, estabelecendo o dese-GSAUDE é, fundamentalmente, pôr as jo de alargar os protocolos a outras en- Carlos Tomás, Presidente da direcçãopessoas em contacto e possibilitar que tidades. Os acordos de cooperação comtroquem as suas experiências, Carlos instituições do ensino superior público eTomás congratula-se pela evolução da amos e hoje temos uma aceitação ge- está a fazer. É como comprar um ex- privado fazem, igualmente, parte de umaentidade a que preside: “Temos tido neralizada, porque os problemas que celente automóvel e ter um péssimo estratégia que a APEGSAUDE deseja po-muito incentivo e temos vindo a cres- existem na gestão pública e na gestão condutor”, revela Carlos Tomás, concre- tenciar, já a partir deste ano: “Queremoscer, continuada e sustentadamente. privada são muito comuns e não di- tizando que “não se pode falar em ges- alargar a nossa colaboração a todas asProcuramos que as nossas iniciativas ferem na sua essência. Não são dois tão de qualidade na saúde, sem todas universidades, porque há uma grandecumpram dois princípios – em primei- mundos tão separados como se pen- as unidades privadas de exploração necessidade de que estas sejam maisro, que sejam úteis para as pessoas e, sa”, revela Carlos Tomás, apontando os de saúde estarem licenciadas”. pró-activas e estejam mais próximasem segundo, que sejam objectivas e conflitos de interesses que decorrem do O estabelecimento de protocolos de co- do mundo real da indústria e das ope-não excessivamente caras. O nosso facto de o financiamento da saúde não laboração com as ordens profissionais, rações. Uma das iniciativas que que-público é composto por pessoas mui- estar separado da prestação, uma maté- nomeadamente a Ordem dos Médicos, remos promover, e que vai começarto ocupadas e muito conhecedoras. ria que vai estar em evidência este ano. a Ordem dos Enfermeiros e a Ordem pela área da gestão, é que os alunosElas não vêm à procura do que faze- Na ausência de uma cultura de avalia- dos Farmacêuticos, para além da cola- dessas instituições possam estagiarmos para obter mais conhecimento, ção, aplicável aos gestores e aos inves- boração com a Sociedade Portuguesa nas empresas nossas associadas”.mas para perceberem o que funciona timentos, “centramos uma das nossas de Cardiologia, tem sido uma aposta da A finalizar, Carlos Tomás, presidentee o que não funciona”. abordagens na parte das tecnologias APEGSAUDE na afirmação do seu papel da direcção da APEGSAUDE anunciaOs últimos anos têm registado grandes e na importância de as aplicar bem, dialógico, porque, como reitera Carlos que “um dos temas que vai marcar aevoluções nas unidades de saúde do na medida em que é preciso saber in- Tomás, “as ordens profissionais têm nossa actividade neste ano de 2011Estado, nomeadamente ao nível da em- vestir nessa área, nos eixos da neces- um papel importantíssimo, porque é o combate ao desperdício, estabe-presarialização, a que a APEGSAUDE tem sidade, rentabilidade e utilidade. É nas organizações pode haver dinhei- lecendo a devida distinção entre umestado atenta. “Normalmente, só tínha- imprescindível centrar competências ro e tecnologia, mas se não houver bom investimento e um mau inves-mos um impacto mais concentrado no na área da gestão e da organização, pessoas qualificadas, não há margem timento. É uma questão de escolhassector privado, mas a determinado porque exige conhecimento e apro- para evoluir. No domínio técnico e e prioridades. Não é difícil, é umamomento o sector público começou a fundamento dos processos, sabendo científico, quando se conjugam as vi- questão de cultura e de vontade e éinteressar-se por aquilo que nós fazí- o que se está fazer e por que é que se sões de diferentes especialistas, en- um desafio”.
  10. 10. APEGSAUDEASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ENGENHARIA E GESTÃO DA SAÚDEPRÓXIMASINICIATIVAS DA APEGSAUDE1.ª Gala PULMONALE25 de Janeiro (20h30)Casino EstorilA APEGSAUDE apoia a 1.ª Gala questionável valia, dos mais diferentes PULMONALE - Associação sectores da sociedade e do estrangeiro, de Luta Contra o Cancro do questionarão muitos dos conceitos da-Pulmão, que decorrerá no dia 25 de dos como adquiridos, e redescobrirãoJaneiro, pelas 20h30, no Casino Esto- muitas das aparentemente ignoradasril. Apresentado pelo actor Ricardo dimensões da saúde.Carriço, o evento incluirá jantar e es-pectáculo, sendo artistas convidados Os temas económicos terão uma prima-os músicos Luís Represas e João Pedro zia significativa, para que se possa ir daPais. A receita das inscrições, no valor Economia da Saúde para uma Econo-de cinquenta euros, reverterá a favor da mia Saudável e se encontrem caminhosPULMONALE. Todas as informações po- em que a sustentabilidade não seja oderão ser consultadas no site da APEG- primeiro escolho de qualquer política.SAUDE, em www.apegsaude.org. Mas a vida transcende muito a simplesIII Congresso do economia, e as questões da Humanização terão um lugar próprio e bem importan-Sistema de Saúde te, numa globalidade do bem-estar e saú- de, à escala humana, que não é concebívelPortuguês sem equilíbrios mentais, espirituais, reli- giosos e sociais profundos.Falar Saúde E sendo os equilíbrios humanos gerado-24 e 25 de Março res das inquietações e tensões criadoras que se exprimem através da Cultura, A modernidade lida hoje com o Mundo uma Saúde de Excelência numa exce-de 2011 verdadeira base das civilizações e essên- cia distintiva da humanidade, os temas e em tempo real e a informação ao correr dos dedos. Os temas comunicacionais lente Sociedade Saudável?Hospital de São as iniciativas culturais, explorando esse contraponto criador com a saúde e o são hoje cruciais. A informação não existe mais escondida, e as sociedades O Congresso é promovido, a exemplo das edições anteriores, pela AssociaçãoJoão - Porto bem-estar, povoarão os tempos do con- gresso numa explosão artística. querem-se transparentes. A Comunica- ção ocupará também um lugar relevan- Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde, que, com o empenhamento do te agregando um conjunto de temas re- Hospital de São João, tudo fará paraO Hospital de São João é o anfitrião da lacionados com os impactos mediáticos vencer as naturais dificuldades e rea-3.ª edição do Congresso do Sistema de da saúde. lizar no Porto um congresso de traba-Saúde Português a 24 e 25 de Março de lho, útil, criativo e dinamizador de boas2011. Com o título “Falar Saúde” o con- A cidade polariza o desenvolvimento vontades. Um conjunto de personali-gresso porá gente do país a falar para social das sociedades, cada vez mais dades será em breve convidado a inte-gente da saúde e do país, sendo espera- gregárias, mais concentradas, mais grar uma Comissão Organizadora, quedos mais de mil participantes ao longo estruturadas e, possivelmente, mais velará pela pluralidade, independênciados dois dias em que se multiplicarão solidárias. As fortíssimas ligações da e relevância do programa de trabalhos,as dezenas de sessões de trabalho, so- Saúde com a Cidadania, quadro de re- que, em conjunto com toda a informa-bre os mais variados temas. Será cer- lações sociais numa Europa em que nos ção, estará disponível no website www.tamente um momento para reavaliar integramos e num mundo global de que falarsaude.net.o valor da saúde para a sociedade, e fazemos parte, constituem outra dasos congressistas, entre os quais perso- temáticas que o congresso abordará e Fonte: www.apegsaude.orgnalidades de reconhecido mérito e in- a pergunta ficará: Como podemos ter
  11. 11. SAÚDE | PAÍS MOBILIÁRIO | PAÍS POSITIVO INDÚSTRIA DEPOSITIVO 38CLÍNICA SÃO JOÃO DE DEUSPATOLOGIA MAMÁRIA:NA ROTA DO DIAGNÓSTICO AVANÇADOEstivemos à conversa com Graça Barreiros, médica radiologista da Clínica São João de Deus, que nos revelou que esta Unidade de Saúde deLisboa, um dos grandes desafios da sua carreira profissional, está em condições de oferecer exames de diagnóstico avançado no estudo dapatologia mamária. Apostou-se na formação específica e orientada de uma equipa de médicos e técnicos de Radiologia focados na perspectivaholística da doente, bem como em equipamentos de imagem de última geração. tenciais, atingindo o objectivo idealizado de atendimento personalizado”, concretiza que é preciso pensar, estudar, criar e aplicar a especialista. conhecimento, bases de aprendizagem e reinvenção constante. A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA NO DIAGNÓSTICO MAMÁRIO “ENSINAR É EXORTAR A FAZER QUALIDADE” Em Imagiologia Mamária, a Mamografia, a Ecografia Mamária e a Ressonância Mag- Graça Barreiros revela que o Serviço de nética afiguram-se como os três principais Imagiologia da Clínica São João de Deus meios de diagnóstico. Um outro meio de foi completamente renovado aquando da diagnóstico, com recurso à imagem e mui- compra desta Unidade de Saúde, por par- to importante é a Intervenção Mamária, de te da Universidade Lusófona, há três anos. que é exemplo a Biopsia. “Neste momento, para além da área as- “Neste momento, temos através da Ma- sistencial clínica quotidiana, estamos a mografia Digital Directa, qualidade, que formar formadores técnicos, pelo que é importantíssima no diagnóstico”, reve- não estamos ainda a receber um grande la Graça Barreiros. Oferece maior rapidez de Graça Barreiros, médica Radiologista da Clínica São João de Deus volume de alunos estagiários da ERISA execução, facilidade de leitura por amplia- - Escola Superior de Saúde Ribeiro San- ção do espectro de contrastes na imagem eM aria da Graça Barreiros, médica aquando da aquisição da Clínica São João de ches, integrante do Grupo Lusófona. É maior fiabilidade de leitura, sobretudo em Radiologista, formou-se em Me- Deus, pelo Grupo COFAC, da Universidade um projecto que decorre de uma forma padrões de elevada densidade mamária. dicina na Faculdade de Medicina Lusófona, para montar o Serviço de Imagio- lenta, progressiva, continuada, mas com Facilmente e num mesmo tempo sequen-da Universidade de Lisboa com a classifica- logia e iniciar a unidade de Patologia Mamá- um objectivo muito definido e determi- cial permite a possibilidade de acoplar oção de Bom com Distinção. Fez o Internato ria nesta clínica. nado. Tem de haver uma formação prá- aparelho de Estereotaxia, para Intervençãode Especialidade em Lisboa, no Instituto Com alguma experiência continuada na do- tica dos técnicos, com muito rigor, para Mamária, como Biopsia para recolha dePortuguês de Oncologia Francisco Gentil, cência de técnicos no IPOFG e pela activida- que se possam formar novos técnicos, fragmentos para diagnóstico. Apesar dosque termina em Junho de 1983, tendo sido de contínua que exerceu foi convidada pelo com uma elevada qualidade profissio- avanços enormes da Mamografia, em ter-aprovada por Unanimidade com Distinção. Instituto Superior de Ciências de Saúde de nal, o que está a acontecer. Pretendemos mos de processamento da imagem, a com-Em 1986 faz exame de provimento do lugar Maputo, em Moçambique, a leccionar no 1.º que, quando os alunos vierem para aqui, pressão mamária é ainda obrigatória parade Assistente Hospitalar e é 1.ª classificada Curso de Formação de Técnicos de Radiolo- não venham cumprir horas de estágio. a imobilização, pelo que é impossível fazerneste Concurso de provimento, com a clas- gia, que está a decorrer naquele país. Têm de vir na perspectiva de se dife- Mamografia sem que a doente não sintasificação final de 18 valores. Com o alargamento de actividades na área renciar em áreas de execução prática maior ou menor grau de desconforto.É bolseira da Gulbenkian num Estágio na da saúde pela Universidade Lusófona, foi específicas e quotidianas, construindo “A compressão está padronizada, em re-Oregon Health Sciencies University de Bir- nomeada responsável pela consultoria nas um curriculum teórico-prático com tra- lação ao valor mínimo que deve ser utili-mingham, no Alabama. Faz concurso públi- áreas de aquisição de equipamentos de balhos publicados e redacção de artigos zado. Não se pode dizer que a Mamogra-co e é aprovada como Assistente Hospitalar imagiologia e pela telemedicina. científicos. Ensinar é exortar a fazer qua- fia Digital dói menos. Há que saber fazerGraduada em 1992. Abandona em 1996 o Convidada para integrar o quadro da Facul- lidade”, afirma. e sobretudo haver bom senso na abor-sector público, para se dedicar exclusiva- dade de Ciências Biomédicas da Universida- Na perspectiva de Graça Barreiros “ser Téc- dagem das doentes, caso a caso. Trata-semente ao privado, onde dirige, a pedido da de Lusófona, acabou por aceitar o desafio, a nico de Radiologia não é ser um mero de imobilizar para afastar tecidos, paraInstituição, o Serviço de Radiologia da AS- fim de alargar vertentes de ensino e assis- executante de exames”. É a pessoa que não haver blurring da imagem (imagemMECL e exerce actividade no Hospital Par- tem o primeiro contacto com o doente e desfocada) e comprimir para distinguirticular de Lisboa, em estreita relação com em quem o doente tem de confiar, porque estruturas ocultas. Não pode haver áreasos técnicos de Radiologia, jovens internos Exames Mamários realizados na Clínica os exames são, por vezes, desconfortáveis cegas, tem de estar tudo contemplado nade especialidade, cirurgiões e Anatomo- São João de Deus - Lisboa: ou dolorosos. “É, pois, necessário um ele- imagem, porque o diagnóstico dependePatologistas ligados à Patologia Mamária. vado skill de conhecimento teórico que disso”, concretiza Graça Barreiros.Iniciou em 2006 estudos aprofundados na :: Mamografia Digital Directa a ERISA nos dá, mas também o ensino “Um médico que pretenda especializar-Ressonância Magnética Mamária e execu- :: Ecografia Mamária perante o doente de uma abordagem se em Imagiologia Mamária, deve dedi- :: Microbiopsia Mamária e citologiação de exames com recurso a formação para humanística, recorrendo ao diálogo e car-se em exclusivo, sem desvio para a :: Galactografiacreditação na Alemanha e Estados Unidos empatia para relaxar o doente e conse- realização de outros exames fora deste :: Marcação Pré-operatória com Arpãoda América. Com isto adquiriu uma vasta :: Ressonância Magnética (em aquisição) guir imagens com elevado padrão de contexto, porque são técnicas de difícilexperiência, tendo por isso sido convidada, qualidade, proporcionando, enfim, um interpretação, que exigem grande expe-
  12. 12. riência. Existem publicações quotidianas agulha intramuscular numa seringa com ção informa-se o cirurgião que termina para impedir a continuação de irradia-sobre o tema em várias vertentes que há manípulo manual que faz o vácuo necessá- assim a cirurgia. ção mamária, que naturalmente existeque ler. O médico radiologista para além rio à aspiração. quando se faz Mamografia”, indica Graçade estar habituado a ler imagens, tem de Depois esfrega-se o produto obtido em A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Barreiros.integrar conhecimento proveniente de lâminas, para posterior análise. É rápidooutras especialidades que estão ligadas e económico, permitindo uma diferencia- “Eu faço Ressonância Magnética Mamá- A ESCOLHA DO DIAGNÓSTICOa Patologia Mamária, tem que trabalhar ção entre células benignas e malignas. Não ria (RMM) desde 2006. Estamos actual-em grupo, com imagens e conhecimento tem, contudo, a capacidade diagnóstica da mente em fase de aquisição de equipa- “A determinação de que tipo de examesde origens diversas na avaliação de um Biopsia, que não estuda células, mas sim mento de Ressonância para a Clínica São é que se deve efectuar, até aos 40 anos,único doente, normalmente ansioso de fragmentos de tecidos. A vantagem de tirar João de Deus. Conjugaremos a vertente atende a um critério de bom senso mé-uma resposta imediata. Defendo mesmo fragmentos é conseguir uma melhor acui- diagnóstica médica que a Ressonância dico e do médico radiologista. Este, pora criação da Especialidade de Senologia”, dade de diagnóstico, porque há muito mais Magnética permite, com vertentes de en- sua vez, deverá propor no relatório oconclui. elementos estruturais para analisar, dado sino e de investigação com a Faculdade tipo de seguimento que a doente deveA Ecografia Mamária é complementar da que o tecido está representado. A Biopsia de Ciências Biomédicas e a ERISA - Esco- ter. A partir dos 40 anos há ProtocolosMamografia, sendo uma área exclusivamen- permite fazer um diagnóstico de benignida- la Superior de Saúde Ribeiro Sanches, da Europeus e do ACR - American Collegete médica, na medida em que os Técnicos de ou malignidade, aferindo, inclusivamen- Universidade Lusófona, actividades que of Radiology. Eu sou muito a favor donão são executantes. “Temos um ecógrafo te, o grau de malignidade do tumor (baixo, pretendemosdesenvolverconjuntamen- protocolo do ACR, que propõe a reali-de última geração, equipado com son- médio ou alto), determinação de índices te, potenciando ao máximo a importân- zação de mamografias anuais dos 40das adequadas, lineares e muito especí- proliferativos celulares e determinação da cia da Ressonância Magnética”, começa até aos 52/53 anos e depois de dois emficas para mama, que permite fazer um sensibilidade do tumor a tratamento hor- por afirmar Graça Barreiros. A especialista dois anos até ao resto da vida”, defendediagnóstico diferencial entre diferentes monal. Para efeitos de planeamento de em Imagiologia, responsável pelo projecto Graça Barreiros, lamentando que muitasestruturas, permitindo, em alguns casos, tratamento, é extraordinariamente impor- de instalação, esclarece que “a RMM Ma- mulheres, ao avançar na idade, pensema diferenciação imediata entre patologia tante para o médico saber com que tipo de mária veio trazer a terceira dimensão que já não é necessário realizar Mamogra-benigna e maligna”, refere Graça Barrei- tumor é que está a lidar. Sob o ponto de vista da mama, o que nos faltava, um poten- fias. A especialista lembra que o Cancro daros. A Ecografia é, efectivamente, um méto- de planeamento terapêutico, a Biopsia é cial imenso, que permite o diagnóstico Mama aumenta com a idade. Questionadado auxiliar de diagnóstico importantíssimo, preferível à Citologia, exigindo, igualmente, conciliando estudos morfológicos e se o modelo americano é seguido em Por-além de que é utilizado, por exemplo, como uma grande experiência para impedir falsos funcionais. Estuda parâmetros de ac- tugal por muitos médicos, Graça Barreirosexame de primeira linha em mulheres muito negativos. tividade celular e consegue transmitir, afirma que sim.jovens, porque não convém submeter as pa- A Marcação Pré-operatória com Arpão através disso, noções complementares, A concluir, Graça Barreiros aconselha todascientes a radiação demasiado cedo. Nesses baseia-se na colocação de um arpão que an- que nenhum outro método não invasivo as mulheres a aderirem a programas decasos, de mulheres nulíparas – ou seja, sem cora no tecido lesado e está ligado a um fio- é capaz. É mais uma técnica que, se mui- despiste de Cancro da Mama, com vista àfilhos - a Ecografia cobre completamente o guia que vem até à superfície da pele. “Te- to bem efectuada, permite atingir o gold diminuição da mortalidade associada à do-diagnóstico. Isto porque se a mulher tiver mos um aparelho de Estereotaxia que standing da qualidade diagnóstica”. ença: “Os avanços tecnológicos permitemfilhos, o padrão da mama modifica-se. Pode nos permite visualizar o local exacto, em Quando a Mamografia e a Ecografia são in- diagnósticos mais precoces e, numa cer-acontecer, no entanto, que a mama se man- profundidade, de colocação do arpão, suficientes a RMM, que é a técnica mais sen- ta medida, falar de um maior número detenha com padrões de elevada densidade e, através de uma determinação tridimen- sível e específica de diagnóstico, deverá ser casos diagnosticados resulta da nossanesse caso, a Ecografia continuará a ter pa- sional, fornecida pelo aparelho”, explica utilizada. “Entre outras indicações que actual maior capacidade de detecção.pel preponderante. Graça Barreiros. Na cirurgia, o cirurgião não referencio, por exaustivas, destaco- Detecção precoce significa diminuiçãoA Galactografia é um exame que se faz segue o fio-guia até à lesão e retira-a. Isto o como obrigatório no estadiamento de de mortalidade, sobretudo porque ospara estudo da patologia dos canais de lei- permite, tirar estritamente a quantidade de tumores, antes da cirurgia”, afirma Graça avanços tecnológicos na imagem cami-te, os chamados canais galactofóricos, daí a tecido proporcional ao tamanho do tumor, Barreiros. Em casos de mulheres jovens nharam a par com avanços na capacida-origem do termo. Trata-se da introdução de sem grande amputação mamária e, no fu- que fizeram radiação para tratamento de de terapêutica. Apenas a juntar a estesuma substância líquida de contraste dentro turo sem grande alteração estética. “É tam- linfoma, seja de corpo inteiro ou de tórax, dois elementos, o acreditar que este es-de canais para estudar, por exemplo, uma bém possível a colocação de arpões por passados oito anos do final do tratamen- forço continuado foi feito em benefícioárea de obstáculo, que se desenvolve no in- Ecografia”, esclarece a médica radiologista. to há um aumento de risco de cancro da de cada doente, de si que está a ler, ca-terior do canal. Depois da cirurgia, radiografa-se a peça mama. “Nessas situações, a RMM é o pri- bendo a cada um de vós juntar-se a nós eA Citologia pica uma lesão e aspira células, operatória para confirmar que todo o meiro meio de diagnóstico e o exame participar connosco para, todos juntos,através de uma agulha, por exemplo uma tumor foi retirado e após essa confirma- de seguimento de dois em dois anos, conseguimos ultrapassar a doença”.
  13. 13. PREVENÇÃO E MOBILIÁRIO RODOVIÁRIA INDÚSTRIA DE SEGURANÇA | PAÍS POSITIVO| PAÍS POSITIVO 44IMTT – INSTITUTO DA MOBILIDADE E DOS TRANSPORTES TERRESTRESTRANSPORTES TERRESTRES E MOBILIDADE– ENTRE O PASSADO E O FUTURO Nascido a 1 de Novembro de 2007 por via de um processo de fusão / extinção de três organismos pú- blicos – a Direcção-Geral de Viação, o Instituto Nacional de Transporte Ferroviário e a Direcção-Geral de Transportes Terrestres - o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT, I.P tem por missão .) regular, fiscalizar e exercer funções de coordenação e planeamento do sector dos transportes terrestres, visando a mobilidade de pessoas e bens. Jorge Batista e Silva, presidente em exercício do Conselho Di- rectivo do IMTT que termina as suas funções no fim deste mês regressando ao Instituto Superior Técnico, realça a importância deste organismo no sector, apresenta algumas estratégias de futuro que têm vindo a ser prosseguidas e alguns desafios que o futuro colocará. Jorge Batista e Silva, Presidente do Conselho Directivo do IMTT para a modernização da rede de ensino e tração do transporte terrestre permitin- internacionais. É aqui, seja nos comités em de formação nesta área e para a qualidade do que o pensamento e a acção, gerado que participamos, nos numerosos gruposH erdeiro de praticamente todas das aprendizagens por parte dos novos pela organização, passasse a ser mais técnicos e de acompanhamento a propósi- as competências das entidades condutores. Identicamente, foi importan- integrado e mais participativo nas polí- to da avaliação de problemáticas que estão que lhe deram origem, excepto te a incorporação da homologação, regis- ticas transversais que são cada vez mais na agenda europeia ou da construção dea das contra-ordenações estradais que to de matrículas e inspecção periódica necessárias. Por outro lado, a dimensão regulamentação comunitária e de novasforam atribuídas à Autoridade Nacional de veículos num instituto que também do instituto e o protagonismo que pode directivas, que se joga a defesa dos interes-de Segurança Rodoviária, o IMTT baseia se ocupa da administração do transporte e deve ter no sector, enquanto organis- ses nacionais, das empresas, da indústriaa sua acção num conjunto de quatro áre- de terrestre, num tempo onde imperam mo de referência, pode contribuir para e das soluções que melhor se adaptam aoas principais de actuação – Regulação preocupações ambientais e onde temos o evitar da captura do interesse público contexto, cultural e práticas de cada país.Jurídico-Económica, Regulação Técnica de aplicar normativos diversos sobre por interesses privados servindo de su- E é absolutamente fundamental garantire de Segurança, Formação e Certificação, emissões, ter preocupações com a forma porte ao exercício da governação e de in- uma presença internacional qualificadae Fiscalização – embora seja de destacar como nos movemos e como fazer boas térprete e de primeiro conselheiro para que seja conhecedora e próxima do sec-também os serviços de Planeamento, escolhas para efectuar as deslocações a construção das políticas públicas neste tor. Seja por razões de mera actualizaçãoInovação e Avaliação na participação em necessárias. Estamos a entrar num perí- sector. Como instituto, tem alguma auto- técnica ou de troca de conhecimento, sejaplanos e programas nacionais de natu- odo histórico de grande mutação tecno- nomia administrativa e financeira, em- por questões de discussão de normativosreza transversal e na condução de ou- lógica nos sistemas de motorização dos bora seguindo as mesmas regras gerais e de negociação. Penso que o IMTT nessetros que são específicos do instituto. veículos, como é bom exemplo o veículo da contratação pública e da orçamenta- capítulo teve e continuará a ter papel im- eléctrico, de introdução de combustíveis ção, tem mais capacidade de gestão su- portante. Ser uma entidade de referência éO IMTT foi um dos últimos produtos alternativos, de utilização intensiva da portada num Conselho Directivo plural, um resultado e não um fim. Nenhuma en-do PRACE – Programa de Reestrutu- electrónica e das tecnologias de infor- com responsabilidades de pensamento tidade, a qualquer nível da administração,ração da Administração Central do mação nos veículos, na infraestrutura e e condução estratégica e em dirigentes se fará reconhecer se não for pela qualida-Estado. Terá sido uma boa aposta? em todas as componentes que garantem que terão de ter cada vez mais capaci- de do seu trabalho, o qual só pode aconte-Sem a menor hesitação respondo-lhe a mobilidade das pessoas. Por isso tudo dades de liderança e de gestão das suas cer através de três factores que os váriosque sim. É sempre um enorme desafio a foi importante incorporar no IMTT a Re- Unidades Orgânicas. Sem prejuízo dos membros do CD ao longo deste tempoconstrução de uma nova identidade no gulamentação Técnica e a Segurança que ajustamentos orgânicos que forem ne- sempre procuraram desenvolver:conjunto dos organismos da Adminis- se exerce fundamentalmente sobre os ve- cessários seria muito negativo o regres- - Visão Estratégica (para onde, por ondetração do Estado e este tinha a particular ículos de transporte rodoviário e ferrovi- so a modelos antigos. e como devemos caminhar); - Recursosdificuldade de juntar competências que ário. É preciso não esquecer que o IMTT qualificados (não apenas os financeirostinham vivido distanciadas seguindo é a autoridade nacional de segurança em Acha que o IMTT conseguiu neste mas em particular os trabalhadores e osculturas muito diferentes. E penso que se relação ao transporte ferroviário, autori- período ser um organismo de refe- dirigentes da organização que são chama-ganhou bastante, para a administração e zando tudo quanto é material circulante rência no sector? dos a participar na construção da estraté-para os administrados, trazer para o seio bem como todas as alterações sobre tra- Não lhe sei responder, mas o sector, as gia e na sua operacionalização); - Processodos transportes as problemáticas da con- çados ferroviários, sempre na perspecti- associações, as empresas, os operadores transparente (em que destaco a participa-dução e dos veículos da antiga DGV, o que va da segurança. e os cidadãos devem saber dizer. Não fize- ção, o diálogo, a discussão, o debate dealiás não era novo na história do sector. A mos estudos nesse sentido, mas quando ideias e a negociação mas também a lide-formação, habilitação e certificação para a Mas esses objectivos não teriam da questionámos estas entidades no início de rança, a persistência e a determinação).condução, profissional e não profissional, mesma forma sido prosseguidos no 2010 para informar a avaliação do QUARrecolocou a problemática da segurança anterior modelo? de 2009 recebemos respostas muito posi- Não quer destacar algumas medidasrodoviária tradicional no novo quadro da Poderiam… mas não era a mesma coisa. tivas e manifestações de incentivo. Gostava ou realizações que foram particular-mobilidade sustentável tão importante Com o IMTT penso ter-se ganho eficiên- de salientar um aspecto essencial no que mente importantes?para a qualidade de vida dos cidadãos, cia e sobretudo coerência na adminis- se refere ao papel do IMTT nas instâncias Creio que não me concede espaço nes-

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