CHAMAM-ME                 LÍRICO!     RESIGNO-ME E DEMONSTRO                        PORQUÊ(APETECE-ME ASSINAR       :     ...
2PREFÁCIO. A RAZÃO PARA ACEITAR QUE SOU UM LÍRICO.AS IDEIAS QUE AINDA NÃO GERARAM PROJECTOS DE IMPLEMENTAÇÃOIdeias para o ...
3Ideias para a Construção de habitações com qualidade, conforto ebaixos custos de construção e manutenção2002 – A „Janela ...
4IDEIAS PRODUZIDAS e PROJECTOS EM QUE PARTICIPEI,QUE, AFINAL, TIVERAM RESULTADOS POSITIVOS…  1. Na AMBAR  a) Criação do se...
5Prefácio. A razão para aceitar que sou um lírico.
6   1. Os apelidos com que me catalogaram.Escrevo nestas páginas, na sequência de, ao apresentar a minha „ÚltimaIdeia‟, te...
7      conhece as regras do jogo e, ainda menos, essa regra tão complicada      de fazer perceber às mulheres que é a da l...
8tornou real para quem esperava o dinheiro. Ah! Também é preciso entregaro cheque ao destinatário! A mesma coisa se passa ...
9- Dê-me uma folha dessas e empreste-me esse pau-que-risca.Tomadas as ferramentas necessárias (folha de papel e pau-que-ri...
10   2. O LíricoComo é que tudo isto se encaixa nesta demonstração de resignação que meleva a confirmar, por escrito, que,...
11Significa, provavelmente, que eu gosto do que os homens, e as mulheres,constroem, mas, não os quero ver lá?Não! O que ac...
12Escrevo, então estes textos, porque:   1. Num momento de lucidez, descobri que não tenho dinheiro, para pagar      as mi...
13      g) e a constatação de que é fantástico poder dizer „este AUDI A4 é uma         maravilha, e é meu!‟),eu,também:SOU...
14AS IDEIAS QUE AINDA NÃO GERARAM PROJECTOS DE IMPLEMENTAÇÃO       Ideias para o Desenvolvimento do Turismo de Portugal   ...
15Sentado a uma das pequenas mesas de um pequeno restaurante aqui noPorto, na estreita rua do Almada, o „Chien qui fume‟ (...
16ARGUMENTOS A FAVOR DE PORTUGALCantado como „um jardim florido, à beira-mar plantado‟, dispõe de umasimbiose entre paisag...
17O QUE PODEMOS ENTÃO FAZER PARA ATRAIR TURISTAS E O SEUDINHEIRODizer isto, que eu enumerei como „ARGUMENTOS A FAVOR‟, não...
18acha que não há flores naqueles países?!?...‟, para o facto de que há muitosreencontros em aeroportos que, em tantos cas...
19valor a fixar previamente, não dependente daquelas vendas. No máximo,cada fabricante devia ficar limitado à utilização d...
20‘O Inferno dos Cabritos’; ‘O Arroz’; ‘O Arroz de Feijão’
21Todos nós gostamos de comer, não é verdade?Apesar de eu repetir, muitas vezes, „eu gosto é de lanchar!‟, estou certo deq...
22, e usar o forno como centro das operações. Sabe que o vinho da região é o„Dão‟ e que este acompanha muito bem os assado...
23Renasce então a ideia: uma cadeia europeia de restaurantes de comidaportuguesa para gente com pressa e bom gosto, tudo a...
24luminoso da „casa‟ e assim avisar os que não usam regularmente osaeroportos internacionais, para o bom sabor da cozinha ...
25Recuperação das Caldas de Arêgos – 2001-2007
26Começo, desta vez, por deixar, aqui abaixo, a carta que enviei a umaempresa com interesse na construção, no turismo e at...
27As razões que me trouxeram até esta apresentação prendem-se com:    1. O facto de a (Empresa…) ser uma empresa Portugues...
28Ora, ainda não recebi as duas palavras que solicitei - nem por carta, nem poremail ou sms -, e que o silêncio indica = N...
29Depois veio a barragem - do Carrapatelo - e todas as transformações quecausou, desde a destruição do Hotel Parque ao aba...
30Ligação pessoal e familiar a ArêgosA Casa da Torre da Lagariça, aqui representada numa das suas faces, é aúltima das pro...
31O potencial jaz todo nas condições naturais do sítio. Falta encontrar avontade de estudar soluções e as pôr em marcha.A ...
32Animação:Criar - e aqui começo a atrever-me a identificar a sua localização: na zonada Avenida das Tílias - um espaço mu...
33Estrutura física:Manter, renovando o que está degradado, a traça original da aldeia naquiloque é o seu núcleo, criando r...
34ExperiênciaUma ideia pode ser como uma ilha: Apesar de sujeita a pressão por todos oslados, está lá, tem corpo, gera vid...
35O Verão, é, por natureza, o melhor período do ano para demonstrar asCaldas de Arêgos. A temperatura é boa, não há vento,...
364. é uma empresa portuguesa.Naturalmente, espero ter, pelo menos, uma resposta à apresentação que fiz,nem que se trate d...
37Dado que estou sem notícias, nem comentários, em vez de criar um texto,vou hoje deixar aqui links para outros textos e i...
38Os vossos comentários também serão fonte de motivação. Não seenvergonhem de ser idealistas, por favor.RegressoAntes de n...
39minhoto, fundem-se, na região do Tâmega, numa paisagem original que é opróprio busto panteísta do génio dos Lusíadas(......
40Mostra da Arquitectura Europeia, orientada para a hotelaria de                          qualidade
41Estamos em 2003. Ainda não consegui ter uma única ideia que me ajude apropiciar os meios para efectuar a recuperação da ...
42Como é que isto me pode ajudar a encontrar financiamento para arecuperação e manutenção do património familiar? Se eu „o...
43Criação de uma parceria de Casas de Turismo, rural ou de habitação, no                              Douro Sul
44Adoro, como se pode ver em tantos exemplos que aqui deixo, aquele trechodo Douro que circunda a pequena aldeia que consi...
45Jantar nas quintas --------------------------------------------------------15,00Dormida + peq. almoço ------------------...
46DOURO - O ROMÂNICO, O BARROCO E O CONTEMPORÂNEOVisite a arquitectura românica mais emblemática da região. O testemunhodo...
47Almoço em Serralves ------------------------------------------------------15,00Preço de custo unitário do transporte----...
483º DiaDedicado a Teixeira de Pascoaes e Miguel TorgaTransporte ---------------------------------------------------------...
49de outros países da Europa dedicados ao mesmo objecto. Conheci a agênciae o seu dono, por ser, este, amigo de um amigo m...
50- Tudo o que quero, no desenvolvimento da minha vida, é que, o que merodeia, esteja a favor do bem-estar daquele centro,...
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Chamam me lírico - resigno-me e demonstro porquê - iª parte

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Livro de Ideias para Portugal - Iª Parte

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Chamam me lírico - resigno-me e demonstro porquê - iª parte

  1. 1. CHAMAM-ME LÍRICO! RESIGNO-ME E DEMONSTRO PORQUÊ(APETECE-ME ASSINAR : ASSIM HANS, ‘The Devoted Friend’)
  2. 2. 2PREFÁCIO. A RAZÃO PARA ACEITAR QUE SOU UM LÍRICO.AS IDEIAS QUE AINDA NÃO GERARAM PROJECTOS DE IMPLEMENTAÇÃOIdeias para o Desenvolvimento do Turismo de Portugal1982 – Cadeia de lojas „The Portuguese Offer‟1993 – „O Inferno dos Cabritos‟; o „Arroz‟; o „Arroz de Feijão‟2001 – Recuperação das Caldas de Arêgos2003 – Mostra da Arquitectura Europeia, orientada para a hotelaria de qualidade2007 – Criação de uma parceria de Casas de Turismo, rural ou de habitação, noDouro SulIdeias para a Recuperação do Património familiar e a sua abertura aturistas1994 – Hotel de montanha no Monte da Carapuça2004 – Solução para construção de suites autónomas na Casa da Torre da Lagariça2007 – Exposições permanentes sobre „Comunicação Humana‟, „A vida nas Quintas,antes da mecanização‟, e, „A Casa da Torre da Lagariça e o Romance de Eça‟Ideias para a criação de empresas, ou aumentar o envolvimento dasAutarquias no desenvolvimento do emprego e da actividade em Portugal1989 – Organização de um ninho de empresas a patrocinar2004 – Interacção Universidades/Autarquias para actuar no emprego2007 – Organização Política „Por Portugal - Partido Autárquico‟2008 – Aproveitamento da Biomassa pelas Autarquias
  3. 3. 3Ideias para a Construção de habitações com qualidade, conforto ebaixos custos de construção e manutenção2002 – A „Janela Portuguesa‟, de madeira, para a renovação de centros urbanos.2004 – Casa pré-fabricável com isolamento térmico durável.2007 – Caixilharia em ferro para a Casa da Torre da LagariçaIdeias para apoio ao desenvolvimento das pequenas empresasPortuguesas, e a recuperação de activos humanos2007 – My Staff, organização de empresa de serviços para pequenas empresas estart-ups (leia-se empresas novas, com pouca capacidade financeira para criaçãoimediata de empregos indirectos – pessoal administrativo)2007 – My Back-up, organização de base nacional de consultores técnicos, emsituação de inactividade involuntária2008 – Sistema ReDE – sistema de gestão da actividade corrente das empresas,desenvolvido a partir da conjugação de boas práticas verificadas nas empresas emque prestei serviços, directamente ou como Consultor (anexo apresentação)Ideia para a organização do trabalho em países industrializados1993 – Redefinição do tempo de trabalho diário, individual, nos paísesindustrializados: pressupostos e vantagens da proposta
  4. 4. 4IDEIAS PRODUZIDAS e PROJECTOS EM QUE PARTICIPEI,QUE, AFINAL, TIVERAM RESULTADOS POSITIVOS… 1. Na AMBAR a) Criação do sector de Tarefa, 1986 b) Criação de um Armazém Robotizado, 1989 c) Construção de uma garagem subterrânea, 1990 d) Criação de um Fundo de Pensões de Reforma, 1990 2. Quando fui viver para Nelas a) O arranque e a salvação da JOHNSON CONTROLS b) A reabilitação da casa de Algerás, 1992 c) A criação de uma fábrica de Caixilharia de Madeira, 1994 3. Na INCLASS a) Preparar a organização como mãe de 3 empresas a criar: distribuição; marca própria; logística. b) Criação de sistema de Gestão de Pendentes. c) Reorganização do Sector de Produção de Computadores e Servidores 4. Como amante do estudo de Janelas para a recuperação e da construção orientada para o conforto a) Espigueiros, Casa Principal e Piscina, na Lomba, 1998-2000 b) Janelas em ferro para Marnotos, 2004 5. As apostas, ganhas, em pessoas Luís Cochofel (Hans, ‘The Devoted Friend’)
  5. 5. 5Prefácio. A razão para aceitar que sou um lírico.
  6. 6. 6 1. Os apelidos com que me catalogaram.Escrevo nestas páginas, na sequência de, ao apresentar a minha „ÚltimaIdeia‟, ter recebido uma chamada telefónica, de uma das três únicaspessoas que, tendo recebido aquele texto, me demonstraram que são defacto gente interessada no que alguém, que os considera amigos, produz.Até àquele momento só me tinham apelidado de quatro formas, que, pelasdiversas razões envolvidas, e que agora vi resumidas, não esquecerei: 1. No liceu, em 1973, no final do antigo 5º ano (corresponde ao actual 9º), uma professora de Português, pediu à turma, e já que tínhamos passado três anos juntos, que partilhasse a sua opinião sobre a característica fundamental e criasse um apelido para cada um dos alunos: um ficou definido como „Sorridente‟, outra como „Fala-barato‟, outro como „Vaidoso‟, outra ainda como „Estudiosa‟. Só para mim, não foi possível uma definição tão sintética. Imaginem que a forma mais simples em que podiam dizer o que pensavam de mim era esta: „Tem momentos de lucidez!‟. 2. Em 1977, quando, para ajudar a minha vida escolar, era Delegado do INATEL a jogos de Ténis de Mesa, de Voleibol e de Futebol, entre trabalhadores, individualmente ou em representação das suas empresas (ganhava, por jogo, 120 escudos!), fui confrontado com a falta dos Juízes de Linha (agora Árbitros Auxiliares), para um jogo no Campo dos Sonhos, em Ermesinde. Por não haver mais ninguém disponível, e de acordo com os procedimentos previstos, tomei um dos lugares e lá fui eu participar da arbitragem de um jogo de futebol. Uma das equipas, da RAR, se não estou em erro, era treinada por um profissional que se tornou conhecido mais tarde, em clubes da 1ª divisão, professor João Mota, e era incomparavelmente superior ao adversário (estou a fazer um juízo de valor, porque, antes de árbitro, gosto mesmo é de futebol). Ora estava aquela equipa a ganhar por 5 a 0, e ganhou 6-1, quando eu marquei um off-side (agora, fora-de-jogo) a um jogador da equipa que ganhava, que não chegaria, de facto, a estar mais de 5 metros adiantado à defesa contrária no momento do passe, quando, num momento de lucidez, provavelmente, ouço chamar- me com um termo que envolve a minha mãe e que não repito aqui. Quero, no entanto, deixar claro que a minha mãe, que, garanto eu por todas as provas que de todas as formas sempre me deu, não tinha nada a ver, nem com o título que lhe estavam a impor, nem com aquilo que eu fiz ali: de facto, nunca fui com ela ao futebol e, tanto quanto me apercebi nos momentos de lucidez que passei junto dela, ela não
  7. 7. 7 conhece as regras do jogo e, ainda menos, essa regra tão complicada de fazer perceber às mulheres que é a da lei do fora-de-jogo, no futebol inventado pelos ingleses. 3. Em 1980, começando a minha curta experiência como professor do ensino público, em (ou na) Ponte de Sôr, recebi o apelido, dado por um colega da Chança (também não esquecerei que Chança-Mata-Crato, sendo certo que pude verificar o contrário: que Crato-Mata-Chança!), de „Come-e-estraga’. Tratava-se da verificação do facto de que eu, embora comesse como „um desalmado‟, só pesava 54 quilos, com aquele 1,70m de altura. Era magrito. 4. Em 1989, o Director de Coordenação da empresa em que trabalhava como Gestor de Recursos Humanos, a propósito da minha avaliação de desempenho, chamou-me, se calhar sem se aperceber, „Namorador‟. Dizia ele que eu sou o tipo de pessoa que é capaz de ter uma ideia, ou apoiar as ideias de outros, e, apresentá-las de tal forma apaixonada, que consegue, quase imediatamente, apaixonar o seu interlocutor e criar nele a vontade de a colocar em prática. Só que, a partir do momento, em que sinta que o outro se tornou „dono‟ da acção que leva à implementação da ideia, eu já estou a pensar noutra e em quem é que vou apaixonar desta vez... Foi a primeira vez que o meu apelido se cingia a uma única palavra, mas não fiquei convencido de que fosse absolutamente abrangente.A chamada telefónica, a que me refiro agora, começou, praticamente, comeste meu outro AMIGO a dizer-me: „És um LÍRICO!‟.Pois bem, por muito que me doa, tenho que confessar que, após mais de 48horas de análise da validade daquela afirmação, verifico que ela éVERDADEIRA.Assim, resignado perante a força da VERDADE, venho declará-lo porescrito.E, para confundir, por ser um acto que exige alguma lucidez, passo aexplicar porque é que entendo que deve ser por escrito:Acredito que aquilo que escrevemos é mais forte do que nós: podia só dar oexemplo do acto de pagar, por cheque. A partir do momento em queescrevemos a nossa identidade, leia-se assinamos, o cheque passou asignificar que, de facto, estamos a pagar o bem ou o serviço que adquirimosou a oferecer o que temos. Antes disso até podíamos ter prometido ejurado que íamos pagar, mas só quando o escrevemos é que tal promessa se
  8. 8. 8tornou real para quem esperava o dinheiro. Ah! Também é preciso entregaro cheque ao destinatário! A mesma coisa se passa com isto que escrevo: sóserá válido se eu entregar a alguém para ler… Também é preciso que ocheque seja levantado pelo destinatário! É! E, também só se forefectivamente lido é que o que escrevo pode servir a seja quem for.Nota Explicativa - Para que serve, então a escritaVou, já agora, enriquecer, à custa de outros, este meu texto:Em 1979, estudava eu Antropologia Cultural, no âmbito da licenciatura emFilosofia, quando, um belo dia de Março, de manhã, dei por mim lúcido aouvir esta história, que, como as que a seguir vai encontrar, está,provavelmente, transformada pelo meu cérebro sonhador:Claude Lévi-Strauss, um dos mais profícuos antropólogos que o mundoconheceu, teve, na floresta amazónica, a percepção clara do papel daescrita, ao interpretar as perguntas e reacções de um chefe de tribo sobreo que é que ele estava a fazer no fim de um dia de trabalho:- Que sinais tão tortos são esses que estás para aí a fazer?- São notas. Escrevo sinais que me lembram as palavras que dizemos, e queidentificam as coisas que vejo e de que não me quero esquecer.- E só tu é que sabes decifrar isso?- Não! No sítio de onde vim, e em muitos outros deste mundo, as pessoasusam estes códigos para comunicar entre si!- Comunicar? O que é isso?- Bom, por exemplo, quando eu for embora, vou juntar outras pessoas que seinteressam pelas mesmas coisas que eu - o desenvolvimento das relaçõesentre seres humanos, a sua forma de organização, etc., - e vou-lhes dizer oque é que vi aqui, baseando-me nestas notas que agora escrevo.- Ah! E eles vão-te ouvir…quer dizer: tu vais falar, e eles vão estar calados aouvir… Ah!... Então, tu é que és o rei deles…Um clarão apareceu aos olhos do antropólogo: eu, o REI!; mas…, Não! Nãosou nada disso! Eu mereço o respeito deles, porque sabem que esta é aminha vida e que só eu é que estive aqui…Eu…? Rei…?Mas o chefe da tribo ainda não se tinha calado. Abanava-o agora por umbraço e pedia-lhe:
  9. 9. 9- Dê-me uma folha dessas e empreste-me esse pau-que-risca.Tomadas as ferramentas necessárias (folha de papel e pau-que-risca),gatafunhou (espero que estejam familiarizados com o termo, senão podemusar: rabiscou; sarrabiscou; ou apostou à folha de papel alguns pequenosriscos sem qualquer significado conhecido no mundo em que há escolas) umaquantidade de palavras suas, e, tão prontamente quanto o fizera, convocou,aos berros, uma reunião tribal.Dois minutos depois, com Claude Lévi-Strauss à sua direita (o bom ladrão,portanto), começou, para espanto e admiração, tais que os fez ajoelhar semque isso lhes fosse ordenado, dos seus súbditos, começou, dizia, a ler!Ele, para além da divina ordem que o colocara como chefe daquela tribo,estava de facto muito acima dos outros: tinha criado um código, sabia usá-lo; só ele é que sabia!...(Traduz-se para Português: „ele é que tinha os livros‟…!, ou seja, „ele é O querisca‟…!, ou seja, ele é que mandava, ou seja, por último: ele é que detinha,nas suas mãos, o PODER!)Sim!, foi essa a conclusão tirada por Claude Lévi-Strauss: a escrita foi, nasua origem, uma fórmula de definição de Poder.’No início, e isto já é opinião minha, este poder estava alicerçado naautoridade: usava o poder quem sabia, profundamente, do que estava afalar. Hoje, como sabem, as leis são produzidas pela classe política…Não garanto, mas tenho ideia de que as primeiras palavras escritas que seconhecem correspondem a leis. Demonstração de Poder. Ainda que possamter sido escritas numa pedra, e sejam os Dez Mandamentos da Lei deCristo.Estarei a dizer que tenho, neste momento, mais poder que vós? Não!:O que escrevo tem é mais poder do que o que eu digo!Posso negar que disse o que disserem que eu disse. Não poderei, nunca mais,negar o que escrevo.Desculpem-me este momento de lucidez e vamos voltar ao assunto:
  10. 10. 10 2. O LíricoComo é que tudo isto se encaixa nesta demonstração de resignação que meleva a confirmar, por escrito, que, „Sim!, sou um Lírico‟?Um lírico é, no meu imaginário, alguém que: a) „não tem os pés assentes na terra‟, que „está sempre na lua‟, de quem, resumindo, se pode no máximo dizer que „Tem momentos de lucidez‟; b) Por ter uma atitude de amante do que o cerca, que lhe promove a noção de que deve servir os outros, na eventual falta de quem devia providenciar a execução de uma qualquer tarefa, e que o pode levar a ser visto pelo outros com a estranheza que lhes provoca o insulto que inclui a sua mãe, embora, na maioria dos casos, ela seja alheia às circunstâncias; c) Não engorda. Nem fisicamente, nem na sua conta bancária… „Come, e estraga‟! d) É um eterno „Namorador‟: gosta tanto de namorar, que chega a recear a consumação da sua paixão. Dedica-se a usar as palavras para, com tais códigos, apaixonar os outros, como o fazem os Poetas, fingindo que quer o que de facto quer, mas não consuma…Todos queriam catalogar-me assim: LÍRICO!Só agora é que alguém, imbuído de um grande poder de síntese, talvezderivado da sua vida de jornalista, conseguiu descrever numa única palavra,toda a minha essência! 3. A explicação para a ilustração da capaDesde 1989, pintei umas quantas aguarelas, que até continuo a acharbonitas, e dois ou três óleos, de que não gosto tanto.Ajudam a ilustrar o meu lirismo, de facto:Vêem-se paisagens, com mais ou menos verde, azul, vermelho e amarelo,cores mais esbatidas do que sólidas, podem ver-se construções realizadaspelo Homem, mas raramente se encontram figuras humanas! E dão asensação de quietude e paz. Pelo menos em mim, é o sentimento queproduzem. As pessoas, se as representasse, lembrar-me-iam emoções maisfortes, que não é o que pretendo encontrar quando olho para uma pintura.
  11. 11. 11Significa, provavelmente, que eu gosto do que os homens, e as mulheres,constroem, mas, não os quero ver lá?Não! O que acontece é que, fruto do tamanho e fiabilidade da minha caixade memórias, prefiro as „fotografias‟ das pessoas que guardo ali, dosmomentos que quis captar para sempre, e que, como sei que muitos que meconhecem compreenderão, guardo activamente, para as rever sempre quepasso pelos sítios onde as captei, ou, porque, quando não me apetece olharpara a realidade em que esteja no momento, sei que as posso ir ali buscarpara me deleitar com momentos bonitos que vivi. 4. ConclusãoDe facto! SOU UM LÍRICO!Passo a minha vida a sonhar e, imaginem só, a querer trabalhar para ajudaro meu país, PORTUGAL, e as pessoas que nele vivem, a tornarem-se noconjunto que as pessoas do resto do mundo olhem como o local e a sociedadeem que querem VIVER!Resignado, confesso-me:Sou um LÍRICO!Apeteceu-me assinar „Hans „The Devoted Friend‟‟.Para que o entendam, peço que leiam pacientemente o pequeno texto em queOscar Wilde(1) nos ofereceu esta personagem.Sou, na verdade, Luís Cochofel. Luís Duarte Marques Cochofel, no Bilhetede Identidade. Luís Duarte Marques Huet de Bacelar Sottomaior PintoGuedes Cunha e Abreu Leite Faria Castro de Sousa Pinto Negrão Cochofel,no imaginário familiar. O Cocho, para os amigos de infância. Ou o Dr. CastroFélix para o Sr. António, da Ambar, que assim me chamou quando, pelaprimeira e única vez, me chamou pelo nome, no momento em que, de factoemocionado, se despedia de mim, ao fim de nove anos de convívio e navéspera da minha saída da empresa.Português, filho da vontade de Egas Moniz, consumada pelo suposto filho doConde D. Henrique, D. Afonso Henriques, o Conquistador (ou seja, aquelecuja acção transformou uma ideia num país autónomo de Castela e Leão.Convém recordar aqui, para validar a força de tal feito, que outrasprovíncias de Espanha o tentaram, até hoje sem resultado).Lírico, portanto!
  12. 12. 12Escrevo, então estes textos, porque: 1. Num momento de lucidez, descobri que não tenho dinheiro, para pagar as minhas contas, e 2. Sinto que devo avisar outros, que estejam tentados a seguir caminhos de sonhador, como os que eu escolhi, para o perigo que tal conduta não vê; 3. Sinto que devo declará-lo, de forma a que aqueles que conheci, e principalmente os meus filhos, que são três (até para que percebam que as suas mães, duas de três mulheres adoráveis, que amei e que amo ainda ou de quem serei eternamente amigo, e que consumaram comigo a paixão com que fui capaz de as envolver, não são culpadas, mas, antes, vítimas, também, do meu lirismo trazido até à realidade), se vierem a ler esta prosa, saibam quem é afinal este exemplar da espécie humana com que tiveram que partilhar a sua vida, 4. Preciso de empregar o meu tempo, enquanto ser vivo, a produzir algo, ainda que o resultado seja lírico, isto é, de pouca ou nenhuma valia prática.Espero que sejam felizes! Antes e, ainda mais, depois da eventual leitura doque aqui deixo.Acreditem que, fora quase todos os momentos de lucidez(e as excepções são, aqui, claramente: a) o momento da informação de que tinha gerado uma nova vida; b) os momentos, únicos, apesar de serem em número superior à unidade, em que nasceram os meus filhos; c) a constatação de que eles foram capazes, sozinhos, de proferir esta ou aquela expressão de agradecimento pela vida que lhes geraram; d) alguns dos actos a que a paixão me levou, sejam eles actos de amor físico, ou de consumação de ideias produzidas ou adoptadas; e) ter assistido a vitórias do pequeno David de que aprendi a gostar, o Futebol Clube do Porto, frente a Golias como aquele clube de Munique; f) ter, ao fim de quase 20 anos, dinheiro para poder comprar, com algum à-vontade, o CD YESSONGS, da minha banda favorita;
  13. 13. 13 g) e a constatação de que é fantástico poder dizer „este AUDI A4 é uma maravilha, e é meu!‟),eu,também:SOU FELIZ!Luís Cochofel, 10 de Outubro de 2008 (1) Oscar Wilde, „The Happy Prince and Other Stories‟, 1888, Penguin Popular Classics, Penguin Books
  14. 14. 14AS IDEIAS QUE AINDA NÃO GERARAM PROJECTOS DE IMPLEMENTAÇÃO Ideias para o Desenvolvimento do Turismo de Portugal CADEIA DE LOJAS ‘THE PORTUGUESE OFFER’ – 1982
  15. 15. 15Sentado a uma das pequenas mesas de um pequeno restaurante aqui noPorto, na estreita rua do Almada, o „Chien qui fume‟ (o nome em francês dá-lhe uma grandeza que está para lá de qualquer noção de medida conhecida),a comer umas tripas – para além de estar no Porto, era quinta-feira -, vi-meacompanhado por um „Senhor‟, de fato, camisa e gravata impecáveis, bembarbeado e penteado, que se apresentou – era um hábito que este tipo derestaurante ajudava a manter – como alto funcionário da Secretaria deEstado do Turismo. Disse-me, entre outras coisas vindas do alto da suaresponsabilidade, que era necessário encontrar forma de fazer com quemais turistas nos visitassem, e deixassem cá o seu dinheiro. Sonhador, eu,embora na altura dedicado à substituição de etiquetas indicadoras dospreços em caixinhas de medicamentos – trabalho repetitivo -, comoactividade profissional, ouvi, no alto da minha caixa de parafusos „ … Imagineall the people, sharing all the world… You may say I‟m a dreamer, but I‟mnot the only one, I hope someday you will join us, and the world will be asone…‟. Ora, ali estava eu, um sonhador, com outro sonhador, que, acordado,revelava o seu sonho. Poderia eu ajudar?QUE PODEMOS ENTÃO FAZER PARA ATRAIR TURISTAS E O SEUDINHEIRO?ARGUMENTOS CONTRA PORTUGALPortugal não tem visibilidade a partir do exterior.Portugal não tem riquezas naturais que chamem à atenção de ninguém.É um país pequeno, na periferia da Europa, sem qualquer relevânciaestratégica que o torne importante do ponto de vista político.Temos cinco barreiras, importantes, entre nós e qualquer outro país:preconceitos, com Espanha; a extensão de Espanha, para chegarmos aosPirinéus; Os Pirinéus; o oceano; a nossa língua, que não é melódica (compare-se com o português do Brasil, ou de qualquer ex-colónia) e, por isso, provocarejeição à tentativa de compreensão pelos outros.Os Portugueses, em média, são pobres, quando comparados com osrestantes europeus.
  16. 16. 16ARGUMENTOS A FAVOR DE PORTUGALCantado como „um jardim florido, à beira-mar plantado‟, dispõe de umasimbiose entre paisagem e clima, que tornam agradável a vida humana queaqui aconteça. Ainda por cima, as paisagens são debruadas a praia.As pessoas são afáveis para com quem recebem (até podem bater-se, omarido na mulher, ou a mulher no marido, mas são simpáticos para osestranhos).Embora os espanhóis tenham dito „a partir daqui não interessa: só hápedras‟, dispomos de terrenos capazes de compor em qualidade e quantidadequalquer mesa, ainda por cima, formando belas paisagens debruadas a praia(eu sei que me estou a repetir! Até há quem diga que eu sou repetitivo.Repetitivo!).Os produtos naturais portugueses, ainda têm o gosto natural que esperamosde produtos naturais (no outro dia, no Algarve, ouvi uma belga exclamar,voltada para uma amiga inglesa – nem sei já o que é que me chamou a atenção- surpreendida: „Oh my god! So this is how a melon should normally taste!...It‟s not, only, chemical properties!... It REALLY is sweet… Want a bite? …Oh, My GOD!‟)!Como nos dedicamos a fazer coisas só para nós – leia-se: para nosso usoexclusivo – até nos tornamos bons na produção de algumas coisas (veja-se,aqui, que defendo o egocentrismo – o meu umbigo como centro do mundo)!São exemplos as nossas sopas, as nossas variadas ementas de raiz popular –de que o bacalhau e o cozido à portuguesa são apenas amostras -, asconfecções (o pai de um amigo meu foi, no outro dia, a Londres, e nãoresistiu a trazer para os filhos, e para si próprio, as camisas mais bonitas emacias que alguma vez tinha visto, que comprou num dos principais armazénsdo centro da cidade: quando a esposa se preparava para as lavar, disse-lhe„não era preciso ir tão longe para comprares isto, de certeza!... As etiquetasdizem made in Portugal…) e os sapatos.Porque, gostando da riqueza que o ouro significa, e somos „pequeninos‟,desenvolvemos o gosto pelo artesanato, que levou, pelo menos em Gondomar,ao desenvolvimento da filigrana.Somos trabalhadores, humildes, e desenrascados.Demos novos mundos ao mundo, ou, se quisermos ser pragmáticos,encontramos a direcção que os caminhos deviam ter para haver comunicaçãoentre os vários continentes.
  17. 17. 17O QUE PODEMOS ENTÃO FAZER PARA ATRAIR TURISTAS E O SEUDINHEIRODizer isto, que eu enumerei como „ARGUMENTOS A FAVOR‟, não chega.Precisamos de o fazer saber! De o demonstrar, ainda que à nossa escala,pequenina.De efabulação em efabulação, cheguei a esta ideia:CRIAÇÃO DE UMA CADEIA DE LOJAS ‘THE PORTUGUESE OFFER’Objectivo:Desenvolver a vontade de conhecer „in-loco‟ este pequeno país, noshabitantes do mundo industrializado.Conteúdos a envolver: 1. Demonstrar os produtos naturais portugueses; 2. Demonstrar os produtos desenvolvidos em Portugal, para o bem-estar físico e emocional das pessoas; 3. Dar a conhecer as nossas paisagens; 4. Relembrar a História do pequeno povo que descobriu o Mundo. 5. Metodologia a seguir:Criar uma cadeia de lojas, centralizada pela Secretaria de Estado doTurismo, a implantar nas zonas comerciais dos principais aeroportos dospaíses industrializados – começando pelos europeus -, com o nome „THEPORTUGUESE OFFER‟.Nota: para rápida análise do interesse da iniciativa, apontaria países como aFrança, a Alemanha e a Suíça, para a implantação das primeiras lojas.Porquê? Tratando-se de países cravejados de trabalhadores portugueses, e,no caso de, inicialmente, as lojas não serem procuradas por meros indígenasde tais países, poderíamos ganhar alguma calma, na atitude de esperapaciente que a introdução de uma novidade estranha por vezes gera, dadoque teríamos, naqueles trabalhadores portugueses, clientes em númerosuficiente para as ajudar a divulgar e as não deixar ir à falência.Produtos a vender:Produtos naturais: fruta e flores (chamo aqui a sua atenção, para responderem antecipação a uma eventual dúvida do tipo ´Flores?! E será que este tipo
  18. 18. 18acha que não há flores naqueles países?!?...‟, para o facto de que há muitosreencontros em aeroportos que, em tantos casos, teriam as flores como umsímbolo da alegria por tal reencontro, e que, quantas vezes porque osconstrangimentos da gestão do tempo o implicam, não foi possível adquirirnoutro local e não são compradas, nem oferecidas, porque não se encontramem aeroportos. Ah e elas podem ser frescas todos os dias, desde que hajavoos a partir de Portugal com essa frequência.)Artesanato de qualidade (da filigrana à „Rosa Ramalho‟, do camisolão depescador à renda de bilros);Doces tradicionais: castanhas de ovos de Amarante, ovos-moles de Aveiro,bolinhos de maçapão do Algarve, biscoitos de Singeverga, cavacas deResende, doces do Freixo, doces de Vouzela, pastéis de nata, compotas,doces conventuais em geral, e outros que a memória não me traz ou que nemsequer conheço;Vinhos: Vinho do Porto, Vinho da Madeira, Moscatel de Favaios, Moscatelde Setúbal, Vinhos Tintos, Vinhos Brancos, Vinho Verde, Aguardentes;Literatura Portuguesa: obras de autores portugueses no original, etraduzidas na língua do país que acolhe a obra, em Inglês e em Francês (jáque não podemos adivinhar de onde virá o comprador! Relembro que estamosnum aeroporto internacional);Livros de Receitas Culinárias Tradicionais Portuguesas, igualmentetraduzidas;Jornais e Revistas Portuguesas: aqui com o intuito, claro, de chamar osportugueses residentes e os pôr a falar da loja, ajudando à sua divulgação.Produtos a expor:Oferta turística: informação sobre locais e hotéis; exposição defotografias das nossas mais belas paisagens – das Caldas de Arêgos ao PortoSanto, do Algarve ao Minho, dos Açores às Serras da Estrela ou do Gerês;Informação Histórica: mostra de gravuras e realce de pequenos textossobre as „Aventuras‟ Portuguesas;Receitas Culinárias Portuguesas: eventualmente acompanhadas porpequenas provas.Artigos de Moda: eventualmente através de pequenas passagens demodelos (caberia ao fabricante dos artigos decidir o que mostrar, e quepreços praticar, uma vez que teria que pagar à loja, pela utilização desta, um
  19. 19. 19valor a fixar previamente, não dependente daquelas vendas. No máximo,cada fabricante devia ficar limitado à utilização do espaço em 4 dias porano).Empregados:No mínimo 8 (oito). 4 (quatro) por cada turno.Deve organizar-se o espaço da loja de tal modo que, no limite – leia-se: nãohá clientes dentro da loja – não estejam à vista mais do que 2 funcionáriosde cada vez – um disponível para o atendimento, e outro para a caixa (nãoconheço nada tão negativamente indicador do que uma loja em que osempregados têm que, para se manterem acordados, conversar uns com osoutros no meio do salão: até porque tal comportamento leva, normalmente, aque, quando chega um cliente, quem fala não se sinta na obrigação deinterromper… deixando o cliente sentir que, afinal, não deve ser importantevender aqueles produtos ali expostos).Deve-se, em todo o caso, tentar ter, permanentemente disponível, pelomenos, um destes funcionários. Sentir que somos esperados, e bem-vindos,numa loja, será sempre visto como um óptimo cartão-de-visita. Deve, para seavaliar a correcta dotação a manter por loja, registar-se o movimento declientes, e a sua distribuição média por hora, e, se possível por proveniênciade voos a entrar no aeroporto.Já está! Uma ideia na rua.Falta, agora, encontrar o „Senhor‟ que a provocou. Não tendo tempo - umdaqueles paradigmas em que eu naqueles tempos acreditava -, procureisaber onde era a delegação do Porto da Secretaria de Estado do Turismo.Havia um escritório ali mesmo, na Praça D. João I. Lá fui eu, deixar a ideia.Num envelope.Ainda deve estar no envelope.Mesmo assim, falei na ideia com um „amigo‟. Disse-me qualquer coisa como:„Oh! Achas que alguém vai querer saber de ideias de um miúdo…?‟Devo ter encolhido os ombros e, depois de reparar nas horas, ido a corrertrabalhar, namorar ou para casa, jantar…
  20. 20. 20‘O Inferno dos Cabritos’; ‘O Arroz’; ‘O Arroz de Feijão’
  21. 21. 21Todos nós gostamos de comer, não é verdade?Apesar de eu repetir, muitas vezes, „eu gosto é de lanchar!‟, estou certo deque se perguntarem a seja quem for que comigo tenha privado, „o que é queele gosta mais de comer?‟ a resposta será, invariavelmente, „Arroz! Ele é umarrozeiro…‟.Esclareço que para mim, de facto, o arroz é a peça fundamental de umarefeição, que não o lanche ou o pequeno-almoço, e que o resto é que éacompanhamento.Mas, em virtude da minha vida em sociedade (forma de dizer que nãocozinhei mais do que 2% das refeições quentes que comi), aprendi a gostarde alguns desses acompanhamentos.A ideia de criar um primeiro restaurante, a que chamaria „O Inferno dosCabritos‟ não se deveu, desta vez, a uma inspiração megalómana.Tínhamos, eu e a Isabel - que viria, entretanto a transformar-se na mãe dosmeus dois filhos mais novos, o Gonçalo e a Francisca -, comprado a casa deAlgerás, e a título de inauguração da 1ª fase de reconstrução, convidamosum conjunto de amigos que entretanto formáramos em Nelas.Utilizamos, para um assado em grande, o forno da casa. Era um fornoenorme, onde cabia à-vontade uma vitela, ou três cabritos de uma só vez.Tinha-nos sido apresentado como o forno comunitário da aldeia, onde, comoaliás comprovamos no dia em que vimos a casa pela primeira vez, sepreparavam, por exemplo, os folares da Páscoa de todos os habitantes daaldeia que o quisessem fazer. Bem, era um forno enorme.Agora, porque a Isabel, com a mudança do Porto para Algerás, tinha deixadoo emprego; porque ela até cozinha bem; porque não consegue estar quieta;porque gosta de ganhar dinheiro; porque ia ficar sem utilização a „casa velha‟– construção que antes servia de habitação, mas que, no nosso projecto derenovação, não tinha ainda uma função prevista; porque o forno até„trabalha‟ bem…Porque não transformar a „casa velha‟ em sala de restaurante, agora queNelas está a receber tantos „estrangeiros‟ - virtude da expansão industrial –
  22. 22. 22, e usar o forno como centro das operações. Sabe que o vinho da região é o„Dão‟ e que este acompanha muito bem os assados?Tenho que explicar porque é que daria o nome que escolhi a tal restaurante.Se estou a trabalhar para estrangeiros, tenho que me precaver com aslimitações que algumas culturas impõem aos seus filhos: umas não deixamcomer carne de porco; outras não permitem a ingestão de produtos comorigem em gado vacuum, por exemplo.Que eu saiba, não há, a não ser em circuitos vegetarianos, limitações quantoao cabrito.Por outro lado, eu gosto muito de cabrito assado. Pronto, eu sei, podecolocar-se a questão: „e se as pessoas não gostarem de cabrito?‟. Tambémsei, até depois de ver a publicidade a uns chocolates suecos que eu adoro(„Daim‟), que se pode responder como ali: „Não gosta de Daim? Não importa,também há quem não goste de sexo…‟.A ideia, em todo o caso, era a de vir a ter uma ementa com, pelo menos, trêsalternativas ao cabrito assado.Entretanto, a Isabel ficou grávida, ficou colocada numa Escola a cerca de30 kms de casa, e arranjou um part-time de assistente de marketing de umapequena empresa de serviços de Nelas – confirmando-se assim o que eu delajá sabia. Já não ficou foi espaço para restaurante algum!Ficou a ideia, começaram, com mais intensidade as minhas viagens pelaEuropa.Na Alemanha, fosse onde fosse que eu estivesse, encontrava um „Churrasco‟ou um „Maredo‟, restaurantes argentinos.Em qualquer sítio onde fosse, esbarrava num „MacDonald‟s‟.É fácil encontrar uma pizzeria, ou um „chinês‟ onde quer que seja.Encontramos restaurantes gregos em cada canto.De comida portuguesa, só encontrei um: em Antuérpia, mas, no dia em que láfui estava fechado.
  23. 23. 23Renasce então a ideia: uma cadeia europeia de restaurantes de comidaportuguesa para gente com pressa e bom gosto, tudo ao mesmo tempo (se épara gente com pressa…).Será que „O Inferno dos Cabritos‟ é uma ideia aplicável? Para gente combom gosto, sim! Para gente com pressa, duvido!Vamos lá a pensar noutro estilo que pudesse singrar… Arroz… na verdade, édo que mais sinto a falta…„Eu dou-te o Arroz‟, seria uma ideia gira: quem chegasse, esbaforido ou comcalma, podia escolher „n‟importe quoi‟ e o restaurante oferecia o arroz certopara acompanhamento. Um apressado pediria uma salsicha alemã combatatas fritas (à francesa ou à inglesa) e levava com o arroz de ervilhas;outro, mais calmo, pediria um pouco de rost-biffe e levava com um arroz desalpicão ou de feijão; outro, só com um bocadinho de pressa, pedia um filetede pescada, e levava com um arroz de tomate, ou de polvo; e por aí fora…Atenção, se eu disser eu dou-te, tenho que esperar que, sabendo disto,qualquer Chico-esperto chegue aqui à sala, se sente e diga: „só quero oarroz!‟… Ia-me ver na obrigação de dar, ou seja, de ter permanentemente asala cheia de gente que vinha comer de borla.Mudemos, então, o nome a isto: „O Arroz‟ – Coma o que quiser, nós servimos-lhe arroz para seu prazer…A minha vida profissional em Nelas e seus arredores (incluo aqui Viseu,Tondela, Santa Comba Dão, Tábua, Carregal do Sal, Seia, Gouveia,Mangualde, Canas de Senhorim, as Caldas da Felgueira e Folgosinho),implicaram muitas refeições fora de casa. Se há prato de que me nãoesquecerei é do „Entrecosto em Vinha D‟Alhos com Arroz de Feijão‟.Bebendo vinho tinto, do Dão, de Vila Nova de Tázem. Inesquecível…„O Arroz de Feijão‟ nada mais é do que a ideia nascida sob o nome „Eu Dou-teo Arroz‟, limitando, o que do ponto de vista da gestão do esforço deexploração é positivo, a este tipo de arroz „à portuguesa‟ a oferta deacompanhamento de „n‟importe quoi‟.Pela minha experiência, não se encontra esta forma de cozinhar o arroznoutras culturas, daí poder colar as cores da nossa bandeira no reclame
  24. 24. 24luminoso da „casa‟ e assim avisar os que não usam regularmente osaeroportos internacionais, para o bom sabor da cozinha deste cantinho daEuropa, „…jardim florido, à beira-mar plantado…‟.Acrescentar à lista de ofertas (a pagar), umas sopas de couves e unsdocitos seria fácil.Conseguem imaginar o que é que ia acontecer ao que antes era poucoapressado se experimentasse um „pudim Abade de Priscos‟ ou um bocaditode „„pão-de-ló de Alfeizerão‟? Da próxima vez, provavelmente, escolhia asalsicha alemã, para ter tempo para saborear, com a ilusão de que temtempo, a sobremesa.E eles que venham, então! conhecer o sítio onde aquela gastronomia sedesenvolveu, e que deixem cá o seu dinheiro!Será difícil?Há, pelo menos, a ideia, e muitos desempregados em Portugal, que sempresonharam em abrir o seu restaurantezinho…Agora, já estou a tornar-me megalómano. Paro por aqui.Ou, se as condições o propiciarem, não pararei…
  25. 25. 25Recuperação das Caldas de Arêgos – 2001-2007
  26. 26. 26Começo, desta vez, por deixar, aqui abaixo, a carta que enviei a umaempresa com interesse na construção, no turismo e até na banca, que julgueiser uma das potencialmente mais interessadas numa ideia como esta:TRANSFORMAR UMA ALDEIA TERMAL, UNIDA COM O RIO DOURO, NO LOCAL DE REFERÊNCIA PARA QUEM TEM O DESEJO DE REPOUSAR DE FORMA ACTIVA. CRIAR UM POLO DE TURISMO SENIOR DE GRANDE QUALIDADE. EIS, EM SÍNTESE, A IDEIA QUE PRETENDO EXPOR.Julho de 2007Caríssimos senhores,Venho, conforme indico em „Assunto‟, apresentar-lhes uma ideia parapossível investimento pela V. Empresa.Sei que corro o risco de parecer mais um alucinado que, não o sentindo, jáperdeu a noção do que é e do que não é possível nos dias de hoje. Sei,também, que, se não fizer algo como isto, a ideia nunca passará desse seuestado. Peço-lhes, portanto, que invistam os 15 minutos que pode levar a lero conjunto de informação contido nesta apresentação e, não sendo para issonecessárias mais de duas palavras, me façam o favor de responder sobre oVosso interesse, ou a falta dele, pela ideia.
  27. 27. 27As razões que me trouxeram até esta apresentação prendem-se com: 1. O facto de a (Empresa…) ser uma empresa Portuguesa; 2. O facto de pertencer a um Grupo sólido, com actividades tão diversas como a Indústria, a Gestão de Espaços Comerciais e a Banca; 3. Ter introduzido o conceito de Studio Residence no mercado nacional, e conhecer, como nenhuma outra, as necessidades de gestão de tais espaços; 4. Ter a capacidade, financeira e de gestão de recursos, que garanta que, uma vez começado, não vai deixar um projecto a meio; 5. Deter os contactos fundamentais de que carece uma ideia como a que é apresentada, para que o conjunto de ofertas que se preconizam possa ter alguma viabilidade e visibilidade.A ideia de base está descrita no meu blog http://ideiaaregos.blogspot.com/,mas, como compreenderão, há muitos detalhes (equipamentos hoteleiros arenovar, zonas para criação de espaços comerciais, etc.) que não estão aindaali definidos. Penso, no entanto, que deixo ali o suficiente para tornarapetecível uma Vossa visita ao local, o que, tenho a certeza, levará, deimediato, ao reconhecimento de que aquela aldeia, ou recebe alguminvestimento dinamizador, ou poderá vir a ser apenas um sítio-giro-no-Douro-com-uma-Marina-fluvial.Naturalmente, não ofereço esta ideia sem pedir nada em troca, e, dado quegostaria de ficar ligado a tal projecto, envio o meu Curriculum Vitae parapoderem estudar uma forma de me integrar no seu processo dedesenvolvimento e implementação, caso venham a decidir-se pela suaadopção.Quereria, ainda, solicitar a análise da possibilidade de se tornarem emMecenas da Casa da Torre da Lagariça – „A Ilustre Casa de Ramires‟ de Eçade Queiroz, classificada como Imóvel de Interesse Público, e, portanto,abrangida pelo diploma que criou aquela figura -, de que sou co-proprietário,e que carece de obras de restauro para continuar a oferecer-se como pontode interesse do turismo cultural da região onde se situam as Caldas deArêgos.Na expectativa de uma resposta da Vossa parte sobre os assuntosexpostos, subscrevo-me, com a melhor consideração,Luís Cochofel91 946 25 96
  28. 28. 28Ora, ainda não recebi as duas palavras que solicitei - nem por carta, nem poremail ou sms -, e que o silêncio indica = Não Interessa!Pode parecer o contrário, mas ainda não desisti desta ideia. Até jogo noEuroMilhões todas as semanas!A ideia está, então, assim descrita no blog(http://ideiaaregos.blogspot.com) que, para lhe dar contornos, criei. Refiro-me a esta carta que aqui expus na rubrica Marketing 2:Génese da IdeiaNasci em Miramar, aqui junto ao Porto, mas, a quem me pergunta de ondesou respondo que sou de Arêgos, das Caldas de Arêgos.Foi lá que cresci, brinquei, comecei a conhecer pessoas, de todas as classessociais - do padre à mulher do caseiro, do industrial ao taxista -, foi lá queconheci a pobreza e a opulência, foi lá que aprendi a diferença entre servire ser servido, foi lá que fui a primeira vez à escola.Conheci as Caldas de Arêgos numa altura em que as termas funcionavam empleno, três meses por ano, os Hotéis e Pensões se enchiam de turistas dasmais diversas proveniências geográficas e sociais e havia sorrisos e bomhumor na face de todos.
  29. 29. 29Depois veio a barragem - do Carrapatelo - e todas as transformações quecausou, desde a destruição do Hotel Parque ao abandono das Termas à suasorte. (Deve dizer-se aqui que, com o 25 de Abril, e a necessidade dealojamento de retornados das nossas ex-colónias, a aldeia serviu de portode abrigo a muitas das famílias que, por não terem outro, ali foram alojadastemporariamente. Tal utilização diminuiu a capacidade dos alojamentoshoteleiros naquela que era a sua verdadeira vocação - servir turistas-banhistas e a falta destes, assim originada, acabou por se revelar fatal:deixou de haver capital para proceder à renovação da oferta hoteleira e,aos poucos, deixou de haver turistas).Mas, a influência da barragem não foi só negativa: de facto a aldeia deCaldas de Arêgos ficou ainda mais bonita, com o leito do rio a dar-lhe umadas pequenas baías mais belas que encontramos por esse rio acima, epermitindo-lhe condições para ancoragem de barcos de todos os portes oque nos trouxe até à construção de uma marina.Vamos agora até ao ano 2000 e a um sítio tão distinto deste como próximassão as suas características globais: Acabo de ver como tinham ficado asprimeiras seis casas para que tinha vendido caixilharias na Praia da Luz,Lagos, e o Cliente vem dizer-me, satisfeito, Luís, acabamos de vender a 1ªcasa: é para uma senhora Inglesa, de 78 anos, que a quer para vir viver osúltimos anos da sua vida....Extraordinário: quer vir VIVER os últimos anos da sua vida, e não, como porcá tantas vezes se ouve, para morrer!De que me lembrei então? De Arêgos, nos seus bons tempos, recheada degente com gosto por viver, e das pessoas que hoje estão fechadas nas suascasas e que, como esta Inglesa, querem VIVER os últimos anos das suasvidas. E a ideia que então me surgiu e que só hoje começo a passar parapalavras escritas foi:Criar condições em Caldas de Arêgos para receber pessoas que aqui queiramVIVER, dando-lhes todas as condições necessárias para que a sua VIDAtenha sentido, outra vez.Há muito trabalho pela frente, mas, como tentarei demonstrar nos próximostextos, pode muito bem vir a ser uma ideia que ganha corpo e, então, VIDA.
  30. 30. 30Ligação pessoal e familiar a ArêgosA Casa da Torre da Lagariça, aqui representada numa das suas faces, é aúltima das propriedades que pertenceram à minha bisavó - Brízida Huet deBacelar, que era quem vivia em Caldas de Arêgos e nos recebia durantetemporadas na sua Casa da Carreira - que ainda permanece na posse dafamília.Situada a cerca de onze quilómetros da aldeia, possui uma torre árabe,construída antes de Portugal ser país - por volta do século X - e recebeu,em 1538, o foral de Capitania-mor de Arêgos.É esta condição, e o facto de, conjuntamente com a minha Mãe e os meusquatro irmãos, ser dela co-proprietário, que me faz usá-la com símbolo paraesta ideia.Também ela precisa de reencontrar a VIDA que em tempos teve e que, achoeu como muitos outros, tanto merece.A sua permanência na família deve-se, principalmente, ao amor por ela domeu Pai, Gonçalo Cochofel, que era, também, um apaixonado pelas Caldas deArêgos.Devo fazer saber, aqui, que a casa também está ligada com a culturaPortuguesa, já que foi nela e na família que se baseou o romance de Eça deQueirós A Ilustre Casa de Ramires.Julgo que a VIDA da casa estará dependente daquilo que as Caldas deArêgos vierem a ser: um exemplo de gosto pela VIDA ou um fantasma dopassado.O que se pretende com estes textos será encontrar os argumentos quevenham a possibilitar reacender as condições que fizeram da Região umsímbolo de desenvolvimento e alegria.
  31. 31. 31O potencial jaz todo nas condições naturais do sítio. Falta encontrar avontade de estudar soluções e as pôr em marcha.A Ideia em traços geraisAldeia de Turismo Sénior: Preparar a aldeia para se tornar num pólo deinteresse para pessoas que acabaram a sua vida activa e pretendam VIVER asua vida num ambiente em que as actividades de lazer estão ligadas aaspectos culturais, mantendo-as activas e em relação com uma comunidadeque as faz sentir vivas e importantes.Objectivo: Criar as condições para fixar uma clientela que, passando ela aviver em Caldas de Arêgos, promova a visita regular de familiares maisnovos, que, por gostarem do que vêem e sentem, vão ser turistas ocasionaisou de fim-de-semana, agora, mas vão querer ser os clientes do futuro.Projecto:Alojamento: Reabilitar os espaços que se dedicavam ao turismo das Termas- Hotéis, Pensões e Residenciais - de modo a que os novos turistas se sintamem casa: criar apartamentos ou suites residenciais que possibilitem oaluguer por períodos alargados (prever alugueres anuais, semestrais etrimestrais), e criar novos equipamentos de raiz nas casas que as famíliasde Arêgos deixaram de utilizar.
  32. 32. 32Animação:Criar - e aqui começo a atrever-me a identificar a sua localização: na zonada Avenida das Tílias - um espaço multi-actividades, tipo FNAC, com espaçopara a leitura, exposições de pintura e fotografia, um salão de chá, e umaárea de fórum, que junte as pessoas de forma agradável, para ouvir umpouco de música, ver um filme, uma peça de teatro, um pouco de fado,participar em debates...Criar uma empresa de roteiros turísticos que ofereça, a preços acessíveis,programas do tipo: viagem pelo rio Douro; roteiro queirosiano, de Tormesà Ilustre Casa de Ramires; visita à serra, incluindo passeios pelas aldeiasmais isoladas e almoço em restaurante de gastronomia tradicional; visita aoPorto, com uma viagem de barco e outra de comboio; visita a Lamego e aViseu; visita a quintas produtoras de Vinho do Porto; roteiro através doselementos deixados pelos romanos na região; roteiro à volta do nascimentode Portugal, do milagre de Cárquere à relação entre D. Afonso Henriques eEgas Moniz; entre outras.Criar as condições para a existência de espaços que promovam a formaçãoem música, pintura, e desportos fluviais orientadas principalmente paraadultos.Criar condições, na zona da marina, para a realização de espectáculos demaior envergadura, desde a apresentação de orquestras a bandas de rock,até à exibição de peças de teatro, espectáculos de circo ou a organizaçãode passagens de modelos.Criar condições para a existência de um conjunto de lojas comerciais queabranjam a oferta normal para uma localidade com vida, tendo o cuidado decriar regras claras quer quanto ao número de lojas por tipo de actividade,quer em termos da utilização do espaço físico da aldeia.Estruturas humanas:Criar uma escola de formação com duas valências fundamentais: umadedicada aos serviços de hotelaria e turismo, percebendo-se desde logo quea oferta turística se dirige não apenas a clientes Portugueses; uma outradedicada à assistência na saúde a adultos, dado ser este o cliente-alvo.Criar, eventualmente a partir da Câmara Municipal, uma entidade decoordenação da actividade da aldeia.
  33. 33. 33Estrutura física:Manter, renovando o que está degradado, a traça original da aldeia naquiloque é o seu núcleo, criando regras para as novas construções que nãovenham a por em causa a noção de equilíbrio que a aldeia ainda mantém.Ressalvo aqui que sou a favor da apresentação da nova arquitectura, e, queserão sempre bem-vindas peças arquitectónicas inovadoras, elas também,capazes de chamar públicos diversos.Criar condições para a diminuição, ou a inexistência, de tráfego automóvelno interior da aldeia: criar uma variante à estrada nacional, zonas deestacionamento e um serviço de transporte entre tais parques e o centro daaldeia.Naturalmente, o acesso à estrada actual deve ser permitido a transportesde utilidade pública, veículos de mercadorias - em horários definidos - e aresidentes com cartão de acesso.Como conseguir tudo isto:Antes de nada, é necessário convencer as pessoas de que as Caldas deArêgos já estiveram próximas daquilo que se pode imaginar que seria aaldeia depois da animação que descrevi atrás: de facto, nos anos 60, o HotelParque funcionava como catalisador de tantas actividades como as quedescrevi e Arêgos vivia feliz.Depois, é preciso dar a conhecer a sua existência aos seus potenciaisclientes, bem como criar as condições para encontrar os empreendedoresque lhe podem dar corpo e nela encontrem o seu rumo e a alegria de fazer.Por fim, será necessário encontrar os meios que permitam transformartodos os sonhos e ideias em factos.Nos próximos textos abordarei, então, a minha opinião sobre:Marketing promocional;Procura e recrutamento de empreendedores;Fontes de financiamento.(Nota: se, entretanto, tiver dado com este texto e não conheça ainda asCaldas de Arêgos, convido-o/a a dar por lá uma volta, num destes dias dePrimavera: espero que se apaixone!)
  34. 34. 34ExperiênciaUma ideia pode ser como uma ilha: Apesar de sujeita a pressão por todos oslados, está lá, tem corpo, gera vida.Marketing – I
  35. 35. 35O Verão, é, por natureza, o melhor período do ano para demonstrar asCaldas de Arêgos. A temperatura é boa, não há vento, que os montes emfrente à aldeia não o permite, há gente bem-disposta em quase todo o ladoda aldeia.Marketing 2Hoje, decidi enviar esta ideia a uma empresa. Porquê? Porque julgo quereúne todas as condições para ser o agente ideal para dinamizar umprocesso global de desenvolvimento da ideia:1. desenvolveu um conceito de habitação do tipo que eu defendo que deveser criado nas Caldas de Arêgos, para utilização por quem, já reformado,prefere Viver do que ficar enterrado vivo numa casa para idosos;2. está ligada a Centros Comerciais activos, de muito boa qualidade,conhecendo bem as necessidades dos vários públicos, e mantendo entre osseus clientes marcas de grande prestígio e dinamismo;3. pertence a um grupo, todo ele capaz de ser agente do projecto - comparticipação em empresas que vão desde a banca até a uma empresa deturismo;
  36. 36. 364. é uma empresa portuguesa.Naturalmente, espero ter, pelo menos, uma resposta à apresentação que fiz,nem que se trate de um simples sem interesse.Também naturalmente, vou continuar a pensar em soluções que possampermitir que a ideia ganhe vida, independentemente da apresentação dehoje.Obs. O software de estatísticas de visita que adicionei a este Blog, e noqual inibi a contagem das minhas próprias visitas, dá-me conta de que estetem sido visitado todos os dias a partir de Portugal e recebeu doisvisitantes situados, um, nos Estados Unidos, e o outro no Brasil. Quanto aestes não espero comentários, mas gostava de ver o seu comentário ao queexponho, nem que seja a dizer idealista! ou pior do que isso. A minhamotivação, como a de toda a gente, alimenta-se de sinais e de críticas.Obrigado.Marketing 3
  37. 37. 37Dado que estou sem notícias, nem comentários, em vez de criar um texto,vou hoje deixar aqui links para outros textos e informações que envolvem asCaldas de Arêgos e a Casa da Torre da Lagariça, que encontrei aqui, nooceano digital, e que, de uma forma ou de outra, me motivam a desenvolver aideia:http://postitnalinhadotempo.wordpress.com/2007/01/http://www.vacationstogo.com/cruise_port/Caldas_de_Aregos__Portugal.cfmhttp://jn.sapo.pt/2006/08/06/etcetera/afonso_henriques_deixou_marca_la.htmlhttp://www.geocities.com/caldas_de_aregos/http://www.tecnetkb.com/portugal/28163.htmlhttp://www.roche.pt/emagrecer/guias/bemestar/local_bemestar_18_13.cfmhttp://www.ocomboio.net/PDF/conto-joao-cidade-online.pdfhttp://jn.sapo.pt/2007/03/07/norte/douro_ganha_segunda_maior_marina_jun.htmlhttp://www.dodouro.com/noticia.asp?idedicao=123&idseccao=1234&id=4630&action=noticiahttp://www.european-spas-health-resorts.com/town/portugal/aregos/http://www.travel-images.com/view.shtml?portugal-vi22.jpghttp://patinadora.zip.net/ (faça: Edit » Find » e digite: arêgos, para o textosobre um fim de semana em Caldas de Arêgos)http://desnorte.blogspot.com/2005/05/lugares-80.htmlhttp://www.amigosdomindelo.pt/ecoturismo/resende.htmhttp://pausresende.blogspot.com/2005_12_01_archive.html (faça: Edit »Find » Torre da Lagariça, para ver o texto relacionado)http://ecoturimindelo.blogspot.com/2006/12/o-ano-2006-ecoturismo.html(faça: Edit » Find » Torre da Lagariça, para ver o texto relacionado)
  38. 38. 38Os vossos comentários também serão fonte de motivação. Não seenvergonhem de ser idealistas, por favor.RegressoAntes de nada, quero pedir desculpas aos visitantes frequentes deste meublog, por ter estado tanto tempo afastado.Outras razões, do foro da minha vida profissional, têm-me impedido de viraqui, para complementar a ideia.Tampouco hoje, trago novidades minhas.Trago, antes, um pequeno texto de Teixeira de Pascoaes, que, creio, eapesar de se focar no território que de Arêgos fica a Norte, nos ajudará atodos - e naturalmente que vos incluo, porque vos sinto com a ideia -, amanter a atenção e a vontade de fazer, para aquela que é a Nossa Aldeia:...É na região de Entre Douro e Minho que o Portugal de terra se mostra emalto e nítido relevo. É ali, portanto, que devemos estudar a Paisagem comofonte psíquica da raça(...). O doloroso drama transmontano e o bucólico idílio
  39. 39. 39minhoto, fundem-se, na região do Tâmega, numa paisagem original que é opróprio busto panteísta do génio dos Lusíadas(...). A reflexão da paisagem nohomem é activa e constante. A paisagem não é uma coisa inanimada; tem umaalma que actua com amor ou dor sobre as nossas ideias ou sentimentos,transmitindo-lhes o que quer que é da sua essência, da sua vaga e remotaqualidade que, neles, conquista acção moral e consciente. ... (in Arte de SerPortuguês, Op. cit., pp. 69-71)Lembro ainda que este autor definiu, em Unamuno e Portugal, assim osPortugueses:...o português é um ser indefinido ainda, ou antes, um ser que tem vividofora da sua forma própria, fora do seu corpo; e o seu progresso dever-se-áfazer no sentido de encontrar o corpo que, por natureza da sua alma, lhecompete. ... (in Unamuno e Portugal, A Águia, ano I, 1ª Série, nº 8 de 1 deAbril de 1911),que leio como a indicação do caminho para dar corpo à minha ideia, para aqual, feliz, encontrei já tantos adeptos.Nota: os vossos comentários são bem-vindos. Se não os quiserem publicaronline, enviem-mos para luc956@gmail.com . Obrigado.Não voltei, entretanto, a escrever no blog. Falta concretizar alguma coisasobre a qual falar.Independentemente de tudo, acredito que esta ideia, melhorada edesenvolvida por outros, com ou já sem a minha participação, seriaexcelente para o Turismo no Douro, e para o desenvolvimento de Arêgos, doConcelho de Resende, e de todas as aldeias de Portugal e do mundo que avierem a adoptar.Sonho com isto, acordado, TODOS os dias da minha vida!
  40. 40. 40Mostra da Arquitectura Europeia, orientada para a hotelaria de qualidade
  41. 41. 41Estamos em 2003. Ainda não consegui ter uma única ideia que me ajude apropiciar os meios para efectuar a recuperação da casa de família que o meupai nos deixou em S. Cipriano.Percebe-se que é através do Turismo que esta região pode gerar riqueza.Percebe-se, portanto, que só juntando sinergias, será possível obter algumresultado.Olho à volta e vejo o que se vai fazendo: Uma renovação de um Hotel, umameia dúzia de projectos de turismo rural e outros de turismo de habitação,não integrados.Sendo o meu objectivo primeiro, aquela recuperação, continuo a pensar quede nada valerá fazer tais obras se não houver à sua volta um conjunto depontos de interesse que tornem inesquecível a sua visita ou a estadia deseja que turista for por estas paragens.Do legado do meu pai sobra, ainda, o terreno que era destinado a pasto dogado da quinta e à recolha de lenha para os vários fogões.Tem uma exposição solar interessante, sul-poente, e não está embarriladopor construções. Tem uma geografia que, embora não seja plana, permite aconstrução desafogada (em espaço próprio e em vistas) de elementosdispersos.Há uns anos, como se vai poder ler em outra peça, sonhei com um Hotel deMontanha para aqui.Agora, porque junto experiências a tal sonho, começo a imaginar aqueles 3,5hectares a serem utilizados para receberem 35 diferentes propostas desuite de hotel, desenhadas por outros 35 arquitectos, oriundos de 35outros países.Cada qual com seu pequeno jardim, podendo ser alugados por turistas, todosintegrados num conjunto, visitável, que demonstre a proposta arquitectónicado futuro imediato, para hotéis de qualidade.Que visitantes espero? Os que hoje vão a Bilbao, só para ver o Guggenheim,ou a Paris e a Colónia, para ver a Torre Eiffel e a Catedral; Os responsáveispela construção de novos hotéis; Os arquitectos de todo o mundo. Chega.
  42. 42. 42Como é que isto me pode ajudar a encontrar financiamento para arecuperação e manutenção do património familiar? Se eu „oferecer‟ oterreno, em troca de serviços e materiais, penso que será possível.O que proponho, então?Estudar, com os arquitectos envolvidos – escolhidos estes em concurso alevar a cabo pelas ordens de arquitectos de cada país – os materiaisprincipais a utilizar nas várias construções;Negociar, com cada empresa fornecedora de tais materiais, uma comissão,que lhes garante a exclusividade no que se refere aos seus produtos noconjunto da obra, e que será paga, em dinheiro ou na aplicação efectiva doproduto na Casa da Torre da Lagariça, à instituição a formalizar para agestão de tal património familiar.Colher, através da figura de mecenato cultural, fundos de empresas cominteresse em se associarem ao projecto, pela visibilidade que tal lhespoderá proporcionar.Manter, na sociedade anónima a constituir para a gestão do conjuntoturístico a criar, uma quota que permita efectuar a continuamentenecessária manutenção da casa.Pode parecer, aqui chegados, que o meu interesse é apenas particular. Nãoé! Claro que quero ver recuperada a Casa da Torre. Mas, como em outrasideias por mim produzidas se poderá provar, isso não será interessante, se,à volta daquela, não houver VIDA.A VIDA de que aqui falo é composta de gente da terra, que trabalha e sediverte, e de turistas, que só quero divertidos e satisfeitos.De todas as ideias que tive até aqui, esta foi, provavelmente a que recebeumenos palavras para a descrever.Mais do que de palavras, ela carece de actos e de um envolvimento que sintonão lhe poder dar.Vou deixá-la de quarentena.Voltarei!
  43. 43. 43Criação de uma parceria de Casas de Turismo, rural ou de habitação, no Douro Sul
  44. 44. 44Adoro, como se pode ver em tantos exemplos que aqui deixo, aquele trechodo Douro que circunda a pequena aldeia que considero „a minha terra‟: Caldasde Arêgos.Tenho a sorte de ter amigos que conseguiram dar corpo à recuperação dematerial edificado, e criar condições para a sua exploração turística.Um deles, cuja casa fica na margem norte do rio, meia dúzia de quilómetrosacima de Santa Marinha do Zêzere, tendo-me convidado para passar ali umfim-de-semana (eu tinha desenhado as janelas e portas para a reconstruçãode uma antiga pequena edificação de apoio agrícola, e, tendo a recuperaçãoconcluída, ele entendeu que devia ser eu a primeira vítima do funcionamentode tal elemento construtivo – as portas e janelas ficaram impecáveis e oconforto que produzem, para além da sua relação estética com o edificadosurpreenderam-me, pela positiva, até a mim…), juntou àquele convite o deum almoço com dois parceiros com que se preparava para unir esforços nosentido de aumentarem, por sinergia, a visibilidade das suas ofertasturísticas e, como consequência esperada, as probabilidades de procura.Tratava-se de juntar três quintas, para oferecer Roteiros turísticosbaseados nas habitações que cada um deles desenvolvera para acomodaçãode pessoas e no espólio natural, cultural e religioso que as circunda.Procurava-se, naquele almoço, concretizar ideias que orientassem oprojecto.Claro que eu não consegui deixar de participar.Foram geradas ideias que levaram à formulação dos três programas que aseguir se transcrevem.DOURO - A ROTA DO SAGRADOO percurso das ordens religiosasAcompanhe as visitas degustando os vinhos do DOUROPrograma1º dia - PORTOPartida para as Quintas - transporte ----------------------------------200,00
  45. 45. 45Jantar nas quintas --------------------------------------------------------15,00Dormida + peq. almoço ----------------------------------------------------31,002º diaA ORDEM DE CISTER – transporte ------------------------------------250,00* Convento e Igreja de S. João de Tarouca* Ponte e Torre de Ucanha* Casa do Paço – degustação -----------------------------------------------2,50* Quinta de Santa Cruz – almoço -----------------------------------------17,50* Lamego – a Sé e o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios* Quinta da Pachêca – degustação* Quinta da Massôrra – jantar -------------------------------------------12,50Regresso às quintas – chá c/ bolinhos -------------------------------------2,50Dormida + peq. almoço ----------------------------------------------------31,003º DiaA ORDEM DE S. DOMINGOS – transporte ---------------------------250,00* Convento de AncêdeRegresso ao Porto* Igreja de S. Francisco ---------------------------------------------------2,50* Ribeira – aperitivo* Cais de Gaia – almoço ----------------------------------------------------15,00* Visita às Caves do Vinho do PortoPreço custo unitário do transporte ( 20 p.) -----------------------------35,00 “ “ “ resto do programa ------------------------------------129,50Comissão por pessoa ------------------------------------------------------15,00Preço total de venda por pessoa ---------------------------------------179,50
  46. 46. 46DOURO - O ROMÂNICO, O BARROCO E O CONTEMPORÂNEOVisite a arquitectura românica mais emblemática da região. O testemunhodo Barroco. A surpreendente intervenção contemporânea de Siza VieiraAcompanhe as visitas degustando os vinhos do DOUROPrograma1º diaPORTOPartida para as Quintas - transporte-----------------------------------200,00Jantar na Casa do Lavrador -----------------------------------------------12,50Dormida + p. a --------------------------------------------------------------31,002º diaO românico e o barroco – transporte------------------------------------250,00* Igreja e convento de S. João de Tarouca -------------------------------0,00* Ponte e Torre de Ucanha -------------------------------------------------0,00* Casa do Paço – visita ao Museu do Espumante e aperitivo --------------2,50* Quinta de Santa Cruz – almoço ------------------------------------------17,50* Palácio de Mateus (Vila real) ---------------------------------------------7,00* Quinta da Pachêca – degustação -----------------------------------------0,00* Quinta da Massôrra – jantar --------------------------------------------12,50Regresso às quintas – dormida, chá + p. a. --------------------------------33,503º DiaO contemporâneo – Álvaro de Siza Vieira* Marco de Canavezes: Igreja de Santa Maria – prémio PRITZKER 1992, “o Nobel da arquitectura” -, oferta de livro -----------------------------5,00* Piscina das marés e casa chá da Boa Nova* Porto: Museu de Arte Contemporânea – Casa de Serralves ------------2,50
  47. 47. 47Almoço em Serralves ------------------------------------------------------15,00Preço de custo unitário do transporte----------------------------------- 35,00 “ “ “ do resto do programa ----------------------------------139,00Comissão p/ pessoa --------------------------------------------------------15,00Preço total de venda por pessoa --------------------------------------189,00DOURO - Na rota dos escritoresEÇA DE QUEIROZ / TEIXEIRA DE PASCOAES / MIGUEL TORGAConheça as casas, as fontes de inspiração, os locais dos romances destestrês notáveis escritores.Acompanhe as visitas degustando os vinhos do DOUROPrograma1º dia - PORTOPartida para as Quintas, transporte -----------------------------------200,00Jantar na Casa do Lavrador ----------------------------------------------12,50Dormida + peq. almoço ----------------------------------------------------31,002º diaDedicado a Eça de Queiroz, transporte --------------------------------250,00* Santa Maria de Cárquere -------------------------------------------------1,00* Torre da Lagariça – visita e aperitivo -----------------------------------5,00* Serra da Gralheira – almoço --------------------------------------------15,00* Tormes – Fundação Eça de Queirós -------------------------------------3,00* Quinta da Massôrra – degustação ---------------------------------------0,00Regresso às quintas e jantar ---------------------------------------------15,00Dormida + peq. almoço ----------------------------------------------------31,00
  48. 48. 483º DiaDedicado a Teixeira de Pascoaes e Miguel TorgaTransporte ---------------------------------------------------------------250,00* Amarante: Gatão – Casa de Teixeira de Páscoas -----------------------3,00* Vila real - Quinta de S. Martinho – aperitivo e almoço ----------------15,00* Galafura* Régua - Quinta da Pacheca – degustação* Quinta de Santa Cruz – jantar -----------------------------------------17,50Dormida + peq. almoço ----------------------------------------------------31,004º DiaRegresso ao Porto, transporte ------------------------------------------200,00* Livraria Lello* Casa do Infante ----------------------------------------------------------2,00* Ribeira – aperitivo + Cais de Gaia – almoço -----------------------------15,00* Visita às Caves do Vinho do PortoPreço custo unitário do transporte --------------------------------------45,00 “ “ “ resto do programa ---------------------------------197,00Comissão p/ pessoa -------------------------------------------------------20,00Preço total de venda por pessoa ---------------------------------------262,00Com os programas prontos e testados – os proprietários das quintasfizeram, em conjunto, os vários trajectos, medindo tempos de deslocação epermanências, para verificar a sua exequibilidade -, faltava agora encontraruma agência de viagens que estivesse potencialmente interessada neste tipode oferta turística, e, confirmando-se aquele interesse, partir para aapresentação formal do projecto.Não demorou muito até se encontrar um interessado. A „Rural Viagens‟,como o próprio nome indica, orienta a sua actividade, exactamente, paraeste tipo de oferta turística, estando relacionada com agências de viagens
  49. 49. 49de outros países da Europa dedicados ao mesmo objecto. Conheci a agênciae o seu dono, por ser, este, amigo de um amigo meu, que, sabendo o que euprocurava, mo apresentou. Cinco minutos chegaram para, de imediato, semostrar interessado na ideia.Conseguido o desígnio de encontrar um potencial difusor deste produto, ouprodutos se quisermos, marcou-se uma visita deste às quintas que se previavirem a oferecer as suas instalações para turistas, para que avaliasse aqualidade de espaços e serviços ali oferecidos, e um almoço na „Casa doLavrador‟, em Baião, para que não só visse, mas sentisse, os efeitos que osseus futuros Clientes iam poder experimentar.Uma vez que o, neste caso a, representante de uma das quintas resolveucomeçar por discutir, ali, abertamente, o facto de estarmos a oferecer umacomissão „tão alta‟ àquele potencial difusor, fez com que eu me tenhaesquecido da ementa daquele dia. (Sei, no entanto, que o que quer que tenhasido estava excelente, tal como sei que já lá comi um „cozido à portuguesa‟ eum assado de carnes, que me faz crescer água na boca, sempre que, comoagora, recordo tal „restaurante‟).As consequências daquele acto, com certeza reflectido, foram: odesmantelar da parceria; o desinteresse do potencial difusor; a sua visitater sido menos demorada do que o inicialmente previsto.Continuo a acreditar que, só com trabalho sério, na base, e espírito deverdadeira cooperação, poderemos desenvolver seja o que for neste cantoda „Europe‟s West Coast‟.Quando, numa das primeiras histórias deste livro, digo que defendo oegocentrismo, não defino qual o conceito que de tal atitude tenho. Acho quevale a pena fazê-lo agora:EGOCENTRISMO Vs EGOÍSMODefendo o egocentrismo, enquanto forma de estar que esteja regida pelosseguintes princípios:- Se eu estiver num lugar plano, sem barreiras à minha volta, e olhar para océu, o centro da abóbada celeste, e, portanto, do universo, sou eu;- O centro de mim mesmo é o meu umbigo (ver desenhos de Leonardo daVinci e Le Corbusier);
  50. 50. 50- Tudo o que quero, no desenvolvimento da minha vida, é que, o que merodeia, esteja a favor do bem-estar daquele centro, isto é, de mim e do meuumbigo;- Tenho, para isso, que perceber que seja o que for que esteja junto a mim,segue o mesmo princípio – quero dizer: que sente que o universo gira à suavolta e quer que tudo o que o rodeia o faça em seu benefício;- Para podermos ter uma existência rica e agradável temos, eu e todas asentidades vivas que me rodeiam, que proceder de tal forma que, com asnossas acções, todos ganhemos, dando lugar a harmonia activa (permanenteconjugar de esforços, para que a vida na terra seja agradável para todas asentidades que receberam a oportunidade de a partilhar);- Preocuparmo-nos com a melhoria da qualidade de vida dos outros vai,portanto, ter como resultado a melhoria da satisfação do meu umbigo!Confesso, portanto: EU SOU EGOCÊNTRICO!Ser egoísta, por oposição, parte dos mesmos princípios (eu sou o centro douniverso e quero que tudo à minha volta me beneficie), mas altera-se nomomento em que se esquece dos outros e quer tudo SÓ PARA SI.E, o que é que acontece quando duas entidades querem a mesma coisa, masnão a pretendem partilhar?: os códigos humanos têm uma palavra para odescrever = GUERRA.Tenho a certeza que, mesmo que aparentemente um ganhe e o outro perca,ambos perdem, de facto! E perdem todos os não envolvidos directamente naquerela, também.O que é que isto tem a ver com este episódio?Sei lá, apeteceu-me escrever isto… (ou terá sido um momento de lucidez?).

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