Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.
MATURANA Árvore do conhecimento MORIN Teoria da complexidade A VIA DA COMPLEXIDADE
<ul><li>MORIN </li></ul><ul><li>Teoria da Complexidade: </li></ul><ul><li>Crise  dos fundamentos do  conhecimento científi...
- Mesmo no seio das  teorias científicas  há  aspectos não científicos  (sentido estrito): interesses, curiosidade, imagin...
MORIN Condições bioantropológicas do conhecimento:  -  O ser vivo é  auto-eco-organizador , pois organiza-se por si mesmo,...
MORIN  As faces do conhecimento: PSÍQUICA (humanidade do conhecimento: atividades, idéias, linguagem e consciência)   BIOL...
MORIN Como pensamos?  Mediante... Atividades analíticas:  disjunções, distinções e inferências (raciocínio indutivo: do pa...
<ul><li>Condições socioculturais   do conhecimento :  </li></ul><ul><li>- Conhecemos o mundo dos fenômenos mediante teoria...
RACIONAL-EMPÍRICA SIMBÓLICO-MÍTICO-MÁGICA MORIN ESFERAS DO CONHECIMENTO
Dialógico Recursivo Hologramático Morin – Operadores da Complexidade
DESORDEM ORDEM INTERAÇÃO REORGANIZAÇÃO Morin  –   Tetragrama organizacional
<ul><li>Circularidade :  ( feedback ) capacidade de um sistema em manter-se em equilíbrio diante das variações do meio. </...
<ul><li>Erro e ilusão . </li></ul><ul><li>Conhecimento pertinente (integrador). </li></ul><ul><li>A condição humana. </li>...
Repensar a reforma Reformar o pensamento Morin –   A cabeça bem feita ENFOQUE RECURSIVO
REDES SOCIAIS EM CONTEXTO DIGITAL  Escher,  Drawing Hands
<ul><li>MATURANA </li></ul><ul><li>A   árvore do conhecimento:  </li></ul><ul><li>- Crítica ao instrucionismo , na discuss...
<ul><li>MATURANA </li></ul><ul><li>Expansão do conceito de cognição : relativa aos processos vitais (percepção, emoção e c...
MATURANA -  Duplo papel da linguagem: * gerar regularidades próprias do acoplamento estrutural social (pólo da  reprodução...
AÇÃO VIDA COGNIÇÃO MATURANA ASPECTOS COMPLEMENTARES  DO FENÔMENO DA VIDA MENTE (matéria / estrutura) CÉREBRO (processo) CO...
MATURANA -  Ontologia do observador : inexistência de um mundo objetivo, independente do observador (observador reconstrut...
TEORIA DA AUTOPOIESE - CONCEITOS-CHAVE: “ A palavra  autopoiese  surgiu à mente de MATURANA (1997), na tentativa de sintet...
TEORIA DA AUTOPOIESE - CONCEITOS-CHAVE: *  acoplamento estrutural : congruência entre organismo e meio, gerador das mudanç...
APRENDIZAGEM EM AMBIENTES VIRTUAIS: NOVOS ENCONTROS?
<ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>O aluno não é p...
<ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>O processo de e...
<ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>Oferecimento de...
A VIA DA COMPLEXIDADE Questão para discussão: 1. Que contribuições a via da Complexidade pode trazer à reflexão sobre sua ...
Referências bibliográficas: GIUSTA, A. S. Concepções do processo ensino-aprendizagem. In: ______. & FRANCO, I. M. (org.). ...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Via da Complexidade

4,680 views

Published on

Published in: Education, Business, Technology
  • Be the first to comment

Via da Complexidade

  1. 1. MATURANA Árvore do conhecimento MORIN Teoria da complexidade A VIA DA COMPLEXIDADE
  2. 2. <ul><li>MORIN </li></ul><ul><li>Teoria da Complexidade: </li></ul><ul><li>Crise dos fundamentos do conhecimento científico moderno, pautado na coerência lógica das teorias , que se fundam nos dados objetivos . </li></ul><ul><li>Objetividade - definida como “último produto de um consenso sociocultural e histórico da comunidade científica” (1996, p. 16). </li></ul><ul><li>Objetividade entre parênteses - porque sempre ligada à intersubjetividade. Abarca o sujeito individual, a cultura e a sociedade. O fenômeno observado o é pelo observador / conceptor. </li></ul><ul><li>- Complexidade na objetividade , pois necessita de consenso e de antagonismo. </li></ul>
  3. 3. - Mesmo no seio das teorias científicas há aspectos não científicos (sentido estrito): interesses, curiosidade, imaginação, subjetividade... - Crítica ao paradigma da simplificação : “ O paradigma da simplificação não permite pensar a unidade, a unitas multiplex , só permite ver unidades abstratas ou diversidades também abstratas, porque não coordenadas” ( ibid ., p. 31). - Anel epistemológico : “ O problema não está em que cada um perca a sua competência. Está em que a desenvolva o suficiente para a articular com outras competências que, ligadas em cadeia, formariam o anel completo e dinâmico, o anel do conhecimento do conhecimento” ( ibid ., p. 33) MORIN
  4. 4. MORIN Condições bioantropológicas do conhecimento: - O ser vivo é auto-eco-organizador , pois organiza-se por si mesmo, a partir da troca com o meio. - Ação como vínculo primeiro do conhecimento cerebral . - Conhecimento na complexidade : trabalha com redundâncias (repetições, regularidade, princípios de ordem) e ruídos (aleatoriedades, incertezas, princípios caóticos). - Teoria complexa da organização e as faces do conhecimento : “ Aqui é necessário compreender a noção de emergência em função de uma teoria complexa da organização: um todo emerge a partir de elementos constitutivos que interagem, e o todo organizador que se constitui retroage sobre as partes que o constituem. Esta retroação faz com que estas partes só possam funcionar graças ao todo” ( ibid ., p. 23).
  5. 5. MORIN As faces do conhecimento: PSÍQUICA (humanidade do conhecimento: atividades, idéias, linguagem e consciência) BIOLÓGICA (cérebro - órgão biológico) ORGANIZACIONAL (aparelho neurocerebral)
  6. 6. MORIN Como pensamos? Mediante... Atividades analíticas: disjunções, distinções e inferências (raciocínio indutivo: do particular para o geral). Atividades sintéticas: articulações, associações e deduções (raciocínio dedutivo: do geral para o particular). - Hipercomplexidade cerebral ( unitas multiplex ): * o cérebro lida com complementaridade e antagonismo entre o hemisfério esquerdo (abstração e análise) e direito (apreensão global e criatividade). * organização harmônica (predomínio de um sobre outros. Ex: imaginação, como predomínio da pulsão sobre a razão). * cérebro : reptilíneo (agressão), mamífero (afetividade) e neocórtex humano (inteligência lógica e conceptual).
  7. 7. <ul><li>Condições socioculturais do conhecimento : </li></ul><ul><li>- Conhecemos o mundo dos fenômenos mediante teorias cultural e socialmente datadas. </li></ul><ul><li>- Há uma inscrição histórica e sociocultural do conhecimento. </li></ul><ul><li>No processo de construção do conhecimento há uma tessitura conjunta entre o determinismo estrutural e a autonomia cognitiva do sujeito. </li></ul>MORIN
  8. 8. RACIONAL-EMPÍRICA SIMBÓLICO-MÍTICO-MÁGICA MORIN ESFERAS DO CONHECIMENTO
  9. 9. Dialógico Recursivo Hologramático Morin – Operadores da Complexidade
  10. 10. DESORDEM ORDEM INTERAÇÃO REORGANIZAÇÃO Morin – Tetragrama organizacional
  11. 11. <ul><li>Circularidade : ( feedback ) capacidade de um sistema em manter-se em equilíbrio diante das variações do meio. </li></ul><ul><li>Autoprodução / auto-organização: levando-se em conta a autonomia relativa do sujeito para com o meio. </li></ul><ul><li>Operador dialógico: contradições que não se resolvem (opostos a um só tempo antogônicos e complementares). </li></ul><ul><li>Operador hologramático: partes no todo e todo nas partes. </li></ul><ul><li>Interação sujeito-objeto: ontologia do observador (o observador faz parte do que observa). </li></ul><ul><li>Ecologia da ação: as ações escapam do controle dos seus criadores e produzem efeitos inesperados. </li></ul>Morin – Operadores cognitivos
  12. 12. <ul><li>Erro e ilusão . </li></ul><ul><li>Conhecimento pertinente (integrador). </li></ul><ul><li>A condição humana. </li></ul><ul><li>Identidade terrena (sustentabilidade). </li></ul><ul><li>Enfrentar as incertezas. </li></ul><ul><li>Ensinar a compreensão. </li></ul><ul><li>Antropoética (ética do gênero humano). </li></ul>Morin – Os sete saberes
  13. 13. Repensar a reforma Reformar o pensamento Morin – A cabeça bem feita ENFOQUE RECURSIVO
  14. 14. REDES SOCIAIS EM CONTEXTO DIGITAL Escher, Drawing Hands
  15. 15. <ul><li>MATURANA </li></ul><ul><li>A árvore do conhecimento: </li></ul><ul><li>- Crítica ao instrucionismo , na discussão sobre aprendizagem, com bases biológicas - dinâmica não linear da epistemologia. </li></ul><ul><li>- Fenômenos sociais : fundados no acoplamento lingüístico . </li></ul><ul><li>Circularidade biológico-hermenêutica da linguagem: a linguagem implica consenso e coordenação de ações. </li></ul><ul><li>- Conhecimento humano : vivido numa tradição cultural. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>MATURANA </li></ul><ul><li>Expansão do conceito de cognição : relativa aos processos vitais (percepção, emoção e comportamento, para além da dimensão racional). </li></ul><ul><li>- Cognição: garante a autogeração e a autoperpetuação das redes vivas. </li></ul><ul><li>- Foco na circularidade cognitiva : autopoiese do ser em relação ao meio no qual está inserido. </li></ul><ul><li>- Seres autopoiéticos , porque abertos ao fluxo de matéria e energia, mas fechados em sua dinâmica estrutural. </li></ul>
  17. 17. MATURANA - Duplo papel da linguagem: * gerar regularidades próprias do acoplamento estrutural social (pólo da reprodução ), * construir a dinâmica recursiva do acoplamento socioestrutural (reflexividade, criatividade, pólo da reconstrução ). - Amor como elemento fundante do social : conhecemos o mundo com o outro. “ Biologicamente, sem amor, sem a aceitação do outro, não há fenômeno social” (1995, p. 264).
  18. 18. AÇÃO VIDA COGNIÇÃO MATURANA ASPECTOS COMPLEMENTARES DO FENÔMENO DA VIDA MENTE (matéria / estrutura) CÉREBRO (processo) CONHECIMETNO
  19. 19. MATURANA - Ontologia do observador : inexistência de um mundo objetivo, independente do observador (observador reconstrutivo). - Multiverso : há tantas realidades quantos forem os domínios explicativos - noções de responsabilidade e ética. “ ...nossas certezas não são provas de verdade [...] nosso ponto de vista é resultado de um acoplamento estrutural dentro de um domínio experiencial tão válido como o de nosso oponente, ainda que o dele nos pareça menos desejável” ( ibid ., p. 262).
  20. 20. TEORIA DA AUTOPOIESE - CONCEITOS-CHAVE: “ A palavra autopoiese surgiu à mente de MATURANA (1997), na tentativa de sintetizar, numa expressão, a dinâmica constitutiva da organização circular dos seres vivos e sua relação com o operar cognitivo” (OLIVEIRA, 2000, p. X). * sistema autopoiético : sofre mudanças estruturais contínuas, ao mesmo tempo em que conserva seu padrão de organização em teia. * organização : mantém-se graças às alterações das estruturas do ser. * estruturas : por serem cambiantes, na relação com o meio, garantem a manutenção da organização do ser. Mudam a partir das influências ambientais e como resultado da dinâmica interna do sistema. Tais mudanças são atos de cognição.
  21. 21. TEORIA DA AUTOPOIESE - CONCEITOS-CHAVE: * acoplamento estrutural : congruência entre organismo e meio, gerador das mudanças estruturais do ser. * determinismo estrutural : não é a realidade externa que se impõe ao sujeito. A realidade não é reproduzida, mas construída a partir de correlações internas ao ser. O que vem de fora pode desencadear a aprendizagem, mas não determiná-la. O ser é livre para aceitar ou não as perturbações do meio. O meio pode desencadear alterações no ser, mas tais alterações são disparadas a partir do determinismo estrutural do ser. * motivação endógena: do ser para com o conhecimento (conhecimento como componente biológico vital à evolução do ser).
  22. 22. APRENDIZAGEM EM AMBIENTES VIRTUAIS: NOVOS ENCONTROS?
  23. 23. <ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>O aluno não é passivo no processo de construção de conhecimento. </li></ul><ul><li>A relação ensino-aprendizagem é complexa e só se efetiva como fruto da compatibilidade entre objetivos, emoções, conteúdos e projetos compartilhados pelos atores sociais envolvidos. </li></ul><ul><li>Aluno como sistema autônomo: abertura e fechamento, princípios da identidade, da intercomunicação e da incerteza. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>O processo de ensino-aprendizagem apóia-se no processo de comunicação, pela linguagem. </li></ul><ul><li>Cidadania plena dos aprendizes: ênfase na interação entre formandos e formadores, bem como entre pares (formandos). </li></ul><ul><li>Aspecto formativo da avaliação. </li></ul><ul><li>Flexibilidade do planejamento: o tempo da aprendizagem é esfera do sujeito. </li></ul><ul><li>A reciprocidade deve ser ativada nos processo de ensino-aprendizagem (a voz do outro). </li></ul>
  25. 25. <ul><li>AMBIENTES VIRTUAIS, A VIA DA COMPLEXIDADE E A APRENDIZAGEM DE CUNHO PROGRESSISTA </li></ul><ul><li>Oferecimento de ampla gama de atividades didáticas, variadas e provocativas, porque o sujeito da aprendizagem requer um meio cada vez mais alargado. </li></ul><ul><li>Se o processo de ensino-aprendizagem é complexo, a saída está no trabalho interdisciplinar e coletivo, capazes de ancorar uma visão menos mutiladora e encaminhamentos mais promissores. </li></ul>
  26. 26. A VIA DA COMPLEXIDADE Questão para discussão: 1. Que contribuições a via da Complexidade pode trazer à reflexão sobre sua atuação profissional, no tocante ao desenvolvimento de projetos de aprendizagem em ambientes virtuais?
  27. 27. Referências bibliográficas: GIUSTA, A. S. Concepções do processo ensino-aprendizagem. In: ______. & FRANCO, I. M. (org.). Educação a distância: uma articulação entre a teoria e a prática. Belo horizonte: PUC Minas Virtual, 2003. p. 45-74. MATURANA, H. e VARELA, F. A árvore do conhecimento . Campinas: Editorial Psy, 1995. MORIN, E. O problema Epistemológico da Complexidade . 2ª ed., Portugal: Publicações Europa-América, 1996. OLIVEIRA, C. et al . Ambientes informatizados de aprendizagem: produção e avaliaçãode software educativo. Campinas: Papirus, 2001. PESCE, L. M. Visão educacional ecossistêmica: uma contribuição a partir de Maturana e Varela. Revista da APG – PUC/SP , Ano IX, n.º 23, 2000. p. 141-154. Filmografia: MORIN, Edgar. Apresentação: Edgar de Assis Carvalho. São Paulo: Paulus, 2006. Atta Mídia. 1 fita de vídeo (50 min.), DVD, son., color. (Coleção Grandes Educadores).

×