Quilombos em mato grosso - VPMT

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Conhecendo a minha ancestralidade

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Quilombos em mato grosso - VPMT

  1. 1. QUILOMBOS EM MATO GROSSO Luiz Carlos Varella de Oliveira, Cristiane Rojas Cespedes. Junho – 2010.
  2. 2. DEFINIÇÃO <ul><li>Esconderijo, aldeia, cidade ou conjunto de povoações em que se abrigavam escravos fugidos, além de brancos pobres e indígenas. </li></ul>
  3. 3. SER ESCRAVO. <ul><li>Significa pertencer a outra pessoa, ser propriedade de... </li></ul>
  4. 4. COMO FAZER UM ESCRAVO. <ul><li>Privar o ser humano de liberdade. </li></ul><ul><li>Transformá-lo em um animal. </li></ul><ul><li>Suprimir-lhe toda sua cultura impondo outra. </li></ul><ul><li>Tratá-lo como uma “coisa”. </li></ul>
  5. 5. ESCRAVIZADO NO MATO GROSSO. <ul><li>Século XVIII trabalho na mineração. </li></ul><ul><li>Fins do século XVIII e XIX, outro tipo de tarefas: </li></ul><ul><li>a)- plantações; </li></ul><ul><li>b)- beneficiamento da cana-de-açucar; </li></ul><ul><li>c)- Atividades agrícolas; </li></ul><ul><li>d)- Atividades urbanas; </li></ul>
  6. 6. TRATAMENTO AO ESCRAVIZADO. <ul><li>Em todas as suas atividades foi extremamente desrespeitoso e violento. </li></ul><ul><li>Motivo que possuía duas ações: </li></ul><ul><li>a)- Controle; </li></ul><ul><li>b)- Fuga. </li></ul>
  7. 7. ENTRADA DE ESCRAVIZADOS. <ul><li>Criação da Capitania de Mato Grosso, (09/05/1748), sede em Vila Bela da Santíssima Trindade. </li></ul><ul><li>Transporte efetuado pela Companhia de Comércio Grão-Pará e Maranhão. </li></ul><ul><li>Mercadoria mais desejada em Mato Grosso. </li></ul>
  8. 8. LOCALIZAÇÃO DOS QUILOMBOS. <ul><li>Predominância na região do Vale do Guaporé. </li></ul><ul><li>No período em que Vila Bela foi a capital de Mato Grosso. (1748 – 1821) </li></ul><ul><li>Rios Amazonas, Madeira, Mamoré, Guaporé. </li></ul>
  9. 9. QUILOMBO DO PIOLHO OU QUARITERÊ. <ul><li>Surgido por volta de de 1770/77, no Vale do Guaporé. </li></ul><ul><li>Composição </li></ul><ul><li>a)- Negros Fugidos; </li></ul><ul><li>b)- Índios; </li></ul><ul><li>c)- Criolos; </li></ul><ul><li>d)- Caburés. </li></ul>Pôr do Sol no Rio Guapore, na foz do Rio Piolho, Estado de Mato Grosso divisa Brasil/Bolívia
  10. 10. ROTINA NO QUILOMBO. <ul><li>Os homens caçavam, lenhavam, cuidavam dos animais e conseguiam mel na mata; </li></ul><ul><li>As mulheres preparavam os alimentos e fabricavam panelas com barro, artesanato e roupas. </li></ul>
  11. 11. MOTIVOS PARA A DESTRUIÇÃO. <ul><li>Decadência da produção do ouro; </li></ul><ul><li>A companhia de comércio já não atendia as necessidades. </li></ul><ul><li>Recapturar escravizados para o trabalho. </li></ul><ul><li>Montou-se uma expedição sob o comando de João Leme do Prado. </li></ul><ul><li>Principal tarefa: Destruir o Quilombo. </li></ul>Confluência do Rio Galerinha com o Guaporé.
  12. 12. CAMINHO ATÉ O QUILOMBO. <ul><li>Saindo de Vila Bela a expedição segue um trajeto fluvial: </li></ul><ul><li>a)- Rio Galerinha; </li></ul><ul><li>b)- Rio Galera; </li></ul><ul><li>c)- Rio Taquaral; </li></ul><ul><li>d)- Rio Piolho; </li></ul><ul><li>e)- Rio da Pedra. </li></ul><ul><li>Composta de 30 homens que levavam armas e munições. </li></ul><ul><li>Após um mês de viagem chegam no quilombo de madrugada. </li></ul><ul><li>Devido ao horário o ataque surpresa fez muitos prisioneiros, outros morreram e poucos conseguiram fugir. </li></ul>
  13. 13. O RETORNO DA BANDEIRA. <ul><li>Trouxeram jacás recheados de mantimentos; </li></ul><ul><li>Balaios repletos de bolos de polvilho e de milho; </li></ul><ul><li>Panelas de barro contendo mel de abelha e melado. </li></ul><ul><li>Todos estes alimentos e artesanato eram confeccionados e produzidos no quilombo. </li></ul>
  14. 14. PARTICULARIDADE DO QUILOMBO. <ul><li>Com o falecimento de José Piolho chefe inicial, sua esposa Teresa assumiu seu lugar. </li></ul><ul><li>Quando o quilombo foi atacado ela caiu em depressão e faleceu. </li></ul><ul><li>Teve um funeral de Rainha. </li></ul><ul><li>Também foi homenageada por Joãozinho Trinta na Escola de Samba Viradouro. (1994). </li></ul>
  15. 15. VIOLÊNCIA ANTES E DEPOIS DA CAPTURA. <ul><li>De volta a Vila Bela a tropa é passada em revista por Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, convida os proprietários para realizarem o reconhecimento. </li></ul><ul><li>Depois de reconhecidos: </li></ul><ul><li>a)- Os quilombolas foram surrados; </li></ul><ul><li>b)- Marcados com ferro em brasa. “F”. </li></ul><ul><li>c)- Parte de suas orelhas foram arrancadas. </li></ul><ul><li>Apesar desses atos as fugas continuaram. </li></ul>
  16. 16. OUTROS QUILOMBOS. <ul><li>João Felix; </li></ul><ul><li>Mutuca. (Chapada dos Guimarães) </li></ul><ul><li>- Foram destruídos, além de ser capturados 200 homens, mulheres e crianças. </li></ul><ul><li>Pindaituba (Chapada dos Guimarães). </li></ul><ul><li>Rio Manso (Cáceres), o último a ser destruído. </li></ul><ul><li>Foram registrados 11 quilombos em MT entre os séculos XVII e XIX. </li></ul><ul><li>Este tema está ainda por ser melhor estudado. </li></ul>
  17. 17. BIBLIOGRAFIA. <ul><li>SANTOS, Angela Maria dos.(Org.) História e Cultura Negra: Quilombos em Mato Grosso. Cuiabá: Print/Seduc, 2009. 98p. </li></ul><ul><li>SIQUEIRA, Elizabeth Madureira, O Processo Histórico de Mato Grosso. UFMT, Cuiabá, 1990. </li></ul><ul><li>_____________ História de Mato Grosso: Da Ancestralidade aos Dias Atuais – Cuiabá. Entrelinhas, 2002. </li></ul>

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