Politicas de saude bucal

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Politicas de saude bucal

  1. 1. Estratégias para a Promoção de Saúde Bucal Profª. Maria Dorotéa Pires Neves Cury
  2. 2. SAÚDE PÚBLICA Definição Ciência e a arte de evitar doenças, prolongar a vida e desenvolver a saúde física, mental e a eficiência, através de esforços organizados da comunidade para o saneamento do meio ambiente, o controle de infecções na comunidade, a organização de serviços médicos e para-médicos para o diagnóstico precoce e tratamento preventivo de doenças, e o aperfeiçoamento da máquina social que irá assegurar a cada indivíduo, dentro da comunidade um padrão de vida adequado à manutenção da saúde.
  3. 3. SAÚDE PÚBLICA Princípios da Saúde Pública em Prevenção •Enfocar a ação em problemas de saúde pública •Reduzir desigualdades de saúde e promover equidade •Abordar as causas subjacentes de doença na sociedade
  4. 4. SAÚDE PÚBLICA Princípios da Saúde Pública em Prevenção •Facilitar o auto-cuidado e a independência na população •Trabalhar em parceria com uma série de agências e setores •Utilizar uma abordagem baseada em evidência para elaboração e avaliação de intervenções
  5. 5. SAÚDE PÚBLICA Determinantes Sociais da Doença • Condições econômicas, políticas e ambientais ( pobreza, moradia, saneamento, emprego,etc.) • Contexto social e comunitário ( normas sociais,religião, etc.) • Comportamento relacionado à saúde bucal (dieta, higiene,fumo, álcool, etc.) • Indivíduo (sexo, idade,herança genética,etc.)
  6. 6. SAÚDE PÚBLICA INFORMAÇÃO A Carta de Ottawa, resultante da I Conferência Internacional em Promoção de Saúde da OMS, (novembro de 1986),divide a responsabilidade da promoção de saúde entre os serviços de saúde, grupos comunitários, profissionais de saúde e governos; todos devem trabalhar juntos.
  7. 7. SAÚDE PÚBLICA Postulados da Política Mundial de Saúde • A obtenção do mais alto grau de saúde exige a intervenção de muitos outros setores sociais e econômicos, além do setor da saúde
  8. 8. SAÚDE PÚBLICA Postulados da Política Mundial de Saúde •A promoção e a manutenção da saúde da população são indispensáveis para sustentar o desenvolvimento econômico e social e contribuem para melhorar a qualidade de vida e alcançar a paz mundial
  9. 9. SAÚDE PÚBLICA Postulados da Política Mundial de Saúde •A população tem o direito e o dever de participar, individual e coletivamente, no planejamento e aplicação das estratégias para promover a sua saúde
  10. 10. SAÚDE PÚBLICA ATENÇÃO BÁSICA “Conjunto de ações de saúde individual ou coletivo promoção e proteção da saúde prevenção de agravos o diagnóstico, o tratamento reabilitação e manutenção da saúde primeiro nível de atenção de saúde.”
  11. 11. SAÚDE PÚBLICA ATENÇÃO BÁSICA História dos Modelos Assistenciais na Saúde Bucal Brasileira _ Odontologia Sanitária e Sistema Incremental ( década de 50) curativo-reparador _ Odontologia Simplificada e Odontologia Integral ( anos 70 ) promoção e prevenção _ Programa Inversão da Atenção –PIA intervir e controlar depois
  12. 12. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL
  13. 13. “ Cabe ao setor saúde contribuir para que a educação se vincule ao mundo do trabalho e às práticas sociais em saúde, por isso, propõe-se firmar uma política pública, intersetorial que estimule e favoreça a mudança na graduação – para que as diretrizes e princípios do SUS e as Diretrizes Curriculares Nacionais pertençam à obediência às normas gerais da União e à observância às diretrizes gerais pertinentes ou atinentes, segundo a LDB.” (Brasil, 2004)
  14. 14. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Processo que exige dos governantes e técnicos um toque de ousadia em busca de inovação. Não existem fórmulas de sucesso, devendo ser respeitadas as características históricas, epidemiológicas e de conjuntura política de cada local. Cada proposta de trabalho exigirá sempre um esforço para adequar-se às contínuas e dinâmicas mudanças dos cenários.
  15. 15. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Saúde Pública no Brasil: Colonização da doença – carta de Pero Vaz de Caminha - séc. XVII  Odontologia praticada restringia-se quase que só às extrações dentárias
  16. 16. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Saúde Pública no Brasil: técnicas rudimentares, instrumental inadequado e nenhuma forma de higiene anestesia nem pensar  barbeiro ou sangrador ( forte e impiedoso, impassível e rápido)
  17. 17. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Saúde Pública no Brasil:  Saúde no Império  Surto de progresso – corte e alta sociedade  1813 – D. João – Academia Médico Cirúrgica do Rio de Janeiro
  18. 18. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Saúde Pública no Brasil: 1840 – 1ª escola de Odontologia do mundo – Baltimore (EUA)  1850 – decreto lei 598 – criação da junta de Higiene Pública  25 de outubro de 1884 – decreto nº 9311 – novos estatutos às faculdades de Medicina
  19. 19. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico  Saúde na República Velha  1889 – proclamação da república  Fim da escravidão – investimento no trabalhador brasileiro  Política de saúde voltadas a atender interesses políticos e econômicos – indivíduo como força de trabalho produtivo
  20. 20. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Constituição de 1891 – autonomia estadual e municipal  Cidades e interior – alvo de epidemias – varíola, febre amarela, peste bubônica, febre tifóide e cólera.  1892 – Laboratórios bacteriológicos, vacinogênico e de análises clínicas e farmacêuticas – Instituto Butantã e Adolfo Lutz
  21. 21. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico  Saúde na República Velha 1899 – Instituto soroterápico Manguinhos – Oswaldo Cruz 1902 –presidente Rodrigues Alves – programa de saneamento e modernização Rio de Janeiro 1903 – Instituto Pasteur 1904 – “ Lei da Vacina”
  22. 22. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico 1918 – Homem rural brasileiro – doente ( parasitas intestinais, doença de Chagas,malária, tuberculose) 1918 – gripe espanhola – milhares de mortes 1920 – Criação do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP)
  23. 23. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Marco na Saúde Pública no Brasil:  Lei Eloy Chaves – 1923 – criação CAPS para empregados das empresas ferroviárias (caixa de aposentadorias e pensões) Revolução de 30 – Getúlio Vargas 1933 – IAPS ( institutos de aposentadorias e pensões) > abrangência
  24. 24. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Marco na Saúde Pública no Brasil: 1934 – nova constituição incorpora assistência médica, licença gestação, jornada de 8 horas. 1943 – Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – salário mínimo, indenização aos acidentados,tratamento médico aos doentes, horas extras, etc.
  25. 25. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Marco na Saúde Pública no Brasil:  Saúde Bucal nas CAPS E IAPS e o Sistema Incremental Oferecem atendimento emergencial
  26. 26. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Marco na Saúde Pública no Brasil: Odontologia Preventiva (responsabilidade da Saúde Pública) e Odontologia Curativa ( responsabilidade da clínica particular e dos serviços sociais) A partir da década de 50 o SESP(Serviço Especial de Saúde Pública – 1942) cria o subsetor odontológico ligado ao Ministério da Saúde.
  27. 27. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico SESP ações Fluoretação Sistema incremental
  28. 28. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico SESP 1º sistema público organizado do país Década de 60 FSESP (fundação de serviços de saúde pública)
  29. 29. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico “Método de trabalho que visa o completo atendimento dentário de uma população dada, eliminando suas necessidades acumuladas e posteriormente mantendo-a sob controle, segundo critérios de prioridades quanto a idades e problemas.”( Pinto,1989) SISTEMA INCREMENTAL
  30. 30. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico  Manteve-se por mais de 40 anos  Sinônimo de modelo assistencial  Sistema proposto por Waterman, nos EUA -1946, nas cidades de Richmond e Woonsocket  Experimentado pela 1ª vez em Aimoré – MG 1951  Sofre inúmeras críticas na década de 70 SISTEMA INCREMENTAL
  31. 31. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico  Instituto Nacional da Previdência Social – 1966  Modelo brasileiro de seguro social e prestação de serviços médicos  Com esta ampliação de cobertura as instituições de assistência não deram conta da demanda  Criou-se o Complexo Previdenciário Criação do INPS
  32. 32. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico  Período vivido pelo Brasil 1968-1974  Grande desenvolvimento econômico  Investimentos voltados para segurança e desenvolvimento com aumento no orçamento dos ministérios dos transportes e da indústria e comércio  Ministério da Saúde – orçamento reduzido  O sistema de saúde não atendia a população em suas necessidades e gastava mais que arrecadava. Época do “Milagre Econômico”
  33. 33. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico  1974- MPAS – Ministério da Previdência e Assistência Social INPS IAPAS INAMPS INPS
  34. 34. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico  A Saúde Bucal nas décadas de 70-80  Atendimento era de livre demanda e reproduzia em nível público a Odontologia de mercado – a prática era empobrecida com serviços de má qualidade.
  35. 35. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Histórico Segundo Narvai (2002), as características eram: ineficácia, ineficiência, descoordenação, má distribuição, baixa cobertura, alta complexidade, enfoque curativo, caráter mercantilista, caráter monopolista e inadequação do preparo dos recursos humanos.
  36. 36. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL O que é o SUS? Sistema Único de Saúde Conjunto de ações e serviços de saúde Órgãos e instituições públicas – federal, estadual e municipal Instituições privadas – complementar Administração direta e indireta e de fundações mantidas pelo poder público ( Art. 4, lei 8080 de 19/09/1990 )
  37. 37. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL SUS Modelo de assistência de saúde Nova formulação política Desenho organizacional promoção proteção recuperação S A Ú D E
  38. 38. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL SUS ÚNICO Federal Estadual Municipal Constituição de 1988 Lei 8080 Lei 8142
  39. 39. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Lei Orgânica da Saúde/n 8080, de 19 de Setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e das outras providências.
  40. 40. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Lei Orgânica da Saúde/n 8142 de 28 de Dezembro de 1990. Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde – SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde.
  41. 41. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL SUS Artigo 196 “ A Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. “ ( Brasil, 1988 )
  42. 42. POLÍTICA DE SAÚDE BUCAL Princípios do SUS:  Doutrinários - idéias filosóficas  Organizativos – orientam forma de funcionamento
  43. 43. POLÍTICA DE SAÚDE BUCAL Princípios e Diretrizes Princípios Doutrinários: Universalidade Equidade Integralidade
  44. 44. POLÍTICA DE SAÚDE BUCAL Princípios e Diretrizes Princípios Doutrinários: Universalidade Integralidade Equidade Todos têm direito de acesso a todos os serviços públicos de saúde Assegurar ações e serviços de todos os níveis de acordo com a complexidade de cada caso, sem privilégios e sem barreiras. Tratar desigualmente os desiguais. É um princípio da justiça social. Cada pessoa é todo e indivisível. O homem é um ser bio-psico-social, e deverá ser atendido com esta visão integral por um sistema de saúde também integral, voltado a promover, proteger e recuperar a saúde.
  45. 45. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Principais Diretrizes: Princípios Organizativos Descentralização ou Municipalização Regionalização e Hierarquização Participação da Comunidade Controle Social
  46. 46. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Principais Diretrizes: Princípios Organizativos Regionalização e Hierarquização  serviços organizados em níveis crescentes de complexidade  definição e conhecimento da clientela a ser atendida  fluxos de encaminhamento(referência e contra- referência)
  47. 47. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Principais Diretrizes: Princípios Organizativos Descentralização ou Municipalização Regionalização e Hierarquização Participação da Comunidade Controle Social
  48. 48. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Principais Diretrizes: Princípios Organizativos Descentralização ou Municipalização  redistribuir poder e responsabilidades entre os três níveis de governo  quanto mais perto estiver a decisão, maior a chance de acerto.  aproximar o cidadão das decisões do setor  gestores do sistema (secretários ou chefes de departamentos)
  49. 49. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL O CPMF foi um engodo, pois o Governo Federal destinava esta receita para a saúde, mas em contrapartida deixava de repassar receitas de outras fontes, fazendo com que o resultado final do orçamento da saúde ficasse quase que inalterado. “Dava com uma mão e tirava com a outra”. ( Carvalho, 2002)
  50. 50. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL “Nunca antes na história deste País” (Luiz Inácio Lula da Silva)
  51. 51. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Programa de Saúde da Família__: Segundo o Ministério da Saúde : Modelo de assistência anterior caracterizava-se pela prática hospitalocêntrica, individualista e de alto custo.
  52. 52. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Programa de Saúde da Família__: Segundo Baldani et al(2003), o reconhecimento da crise no âmbito da saúde coletiva vem suscitando a emergência de propostas que visem à transformação do sistema de atenção em saúde, de suas práticas e, em articulação com estas, do processo de trabalho em saúde. Surge então, o PSF.
  53. 53. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Programa de Saúde da Família:  Início em 1994 (Governo Presidente Itamar Franco)  Criado pelo MS para dar sequência à estratégia de saúde da família (PACS – Programa de Agentes Comunitários de Saúde)  Tem como base os princípios da SUS
  54. 54. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Programa de Saúde da Família: Inicialmente privilegiou áreas de maior risco social  População residente em localidades delimitadas no Mapa da Fome do IPEA
  55. 55. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Equipe de Saúde da Família: Responsabilidades:  Conhecer a realidade das famílias  Executar, de acordo com a qualificação profissional, os procedimentos de vigilância à saúde e de vigilância epidemiológica
  56. 56. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Equipe de Saúde da Família: Responsabilidades  Promover ações inter-setoriais e parcerias com organizações formais  Discutir junto à comunidade e à equipe, o conceito de cidadania Incentivar a formação e ou participação ativa nos conselhos locais de saúde e no Conselho Municipal de Saúde
  57. 57. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL A Saúde Bucal no PSF “A inclusão de Equipes de Saúde Bucal no PSF teve sua concretização com a Portaria GM 1.444, de 28 de Dezembro de 2000, que estabeleceu o incentivo financeiro para a reorganização da atenção bucal prestada nos municípios por meio do PSF.”
  58. 58. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL A Saúde Bucal no PSF O Plano de Reorganização das Ações de Saúde Bucal na Atenção Básica tem como objetivos: - Melhorar as condições de saúde bucal da população brasileira - Orientar práticas de atenção à saúde bucal, preconizado pelo PSF - Assegurar o acesso progressivo de todas as famílias residentes nas áreas cobertas pelas ESF
  59. 59. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL A Saúde Bucal no PSF O Plano de Reorganização das Ações de Saúde Bucal na Atenção Básica tem como objetivos: - Capacitar, formar e educar permanentemente os profissionais de saúde bucal necessários ao PSF - Avaliar os padrões de qualidade e o impacto das ações de saúde bucal desenvolvidas, de acordo com os princípios do PSF
  60. 60. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Atribuições comuns ao aos Profissionais de Saúde Bucal no PSF: - Participar do processo de planejamento, acompanhamento e avaliação das ações desenvolvidas no território de abrangência das unidades básicas de saúde da família - Identificar as necessidades e as expectativas da população em relação à saúde bucal
  61. 61. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Atribuições comuns ao aos Profissionais de Saúde Bucal no PSF: - Estimular e executar medidas de promoção de saúde, atividades educativas e preventivas em saúde bucal - Executar ações básicas de vigilância epidemiológica em sua área de abrangência
  62. 62. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Atribuições comuns ao aos Profissionais de Saúde Bucal no PSF: - Organizar o processo de trabalho de acordo com as diretrizes do PSF e do plano de saúde municipal - Sensibilizar as famílias para a importância da saúde bucal na manutenção da saúde
  63. 63. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Atribuições comuns ao aos Profissionais de Saúde Bucal no PSF: - Programar e realizar visitas domiciliares de acordo com as necessidades identificadas - Desenvolver ações intersetoriais para a promoção da saúde bucal
  64. 64. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Brasil Sorridente
  65. 65. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Brasil Sorridente Em março de 2004, o Ministério da Saúde lança o “Brasil Sorridente. Definido como sendo uma política do governo federal com o objetivo de ampliar o atendimento e melhorar as condições de saúde bucal da população brasileira.
  66. 66. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Brasil Sorridente Tema central da 3ª CNSB foi:”Saúde bucal: acesso e qualidade superando a exclusão social”. Discutiu-se 4 eixos temáticos: - Educação e construção da cidadania - Controle social, gestão participativa e saúde bucal - Formação e trabalho em saúde bucal - Financiamento e organização em atenção em saúde bucal
  67. 67. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Brasil Sorridente Segundo o Ministério da Saúde , os municípios que queiram iniciar a implantação ou pretendem ampliar ações de saúde bucal vinculadas ao PSF deverão percorrer os seguintes passos: 1º passo: o município já deve ter equipes de saúde da família implantadas, ou em vias de implantação.
  68. 68. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Brasil Sorridente 2º passo: é necessário elaborar um plano de implantação de equipes de saúde da família 3º passo: o município deverá submeter o plano de implantação ou expansão das ações de saúde bucal no PSF para aprovação do Conselho Municipal de Saúde
  69. 69. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Brasil Sorridente 4º passo:Depois da aprovação do plano pelo Conselho Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde deverá enviá-lo para a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) que enviará ao MS 5º passo:O Ministério da Saúde publicará no Diário Oficial da União (DOU) a qualificação das equipes de saúde vinculadas no PSF de cada um dos municípios que apresentaram o pleito, os quais foram previamente aprovadas pelas CIB de seus estados
  70. 70. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Brasil Sorridente 6º passo:O município deve cadastrar todos os profissionais da ESB no Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB) (Brasil 2002)
  71. 71. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Planejamento uma ferramenta que possibilita o alcance de um objetivo almejado. Gestão visa o monitoramento, a avaliação e a possível modificação das tarefas anteriormente planejadas.
  72. 72. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Segundo conceitos atuais, planejar e gerir em saúde pública não deve ser papel de uma única pessoa, de um único planejador ou gestor.
  73. 73. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Exemplos de pessoas que participam do planejamento e gestão: os próprios usuários do sistema, os servidores públicos,os secretários, os coordenadores, os prefeitos, os profissionais de saúde da rede pública ou da rede privada e todas as outras pessoas ou entidades de todos os níveis sociais envolvidas de alguma maneira no sistema de saúde local ou na comunidade.( ATORES SOCIAIS)
  74. 74. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL DISTRITOS SANITÁRIOS: são constituídos por um certo espaço geográfico, populacional e administrativo em consonância com a instância de coordenação do sistema de saúde que lhe corresponde.
  75. 75. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL Principais obstáculos de ordem administrativa e financeira responsáveis pela deficiência no setor público: - escassez de recursos, principalmente financeiro,mas também humano e físico, fazendo com que a falta de financiamento para o setor impeça o desempenho do sistema teoricamente tão bem planejado. - uma administração pobre, com desperdícios dos recursos já escassos e ineficiente na promoção de saúde pública
  76. 76. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL PRÓ-SAÚDE
  77. 77. A equipe odontológica deve agir em parceria com os demais membros da equipe do Programa de Saúde da Família (PSF) e com a população para que ela atue em sua própria saúde.
  78. 78. Atuar de forma integrada com base epidemiológica, buscando: impacto de controle e redução de índices para as doenças da placa bacteriana para que haja um estado de equilíbrio favorável entre saúde e doença.
  79. 79. Com a inclusão dos Cirurgiões-Dentistas no Programa de Saúde da Família surgiu a necessidade de se definir estratégias de ação para as equipes de saúde bucal da saúde da família e como início deste processo a instituição proporcionou cursos de atualização e especialização em áreas de interesse aos cirurgiões-dentistas.
  80. 80. O agendamento das atividades da equipe de saúde bucal seguirá o planejamento e programação local levando em conta as necessidades da população, considerando os grupos prioritários estabelecidos pelo serviço e as escolas existentes na área de abrangência da unidade.
  81. 81. Os grupos prioritários têm preferência no agendamento de consultas e atividades, porém deve-se garantir o acesso ao serviço às pessoas que dele necessitam. O sistema de agendamento para a população adulta em geral deve considerar a capacidade de atendimento instalada e a demanda ao serviço na tentativa de equacionar procura e oferta local.
  82. 82. A criança deve ter sua primeira consulta odontológica agendada pela agente educadora que visita as maternidades para quando completar 30 dias de vida, na Unidade Local de Saúde (ULS) mais próxima de sua casa. Nesta visita é entregue a mãe um kit de primeiros cuidados gerais do bebê .
  83. 83. A marcação de consulta odontológica e a entrega do kit com orientações sobre higiene bucal são as primeiras ações da Secretaria de Saúde na promoção de saúde bucal da criança.
  84. 84. A segunda consulta da criança deverá ser realizada no 6º mês de vida, com o nascimento dos primeiros dentes de leite ou de acordo com a necessidade de cada criança. Deverá ser individual e agendada pela ULS, após a consulta médica ou de enfermagem do 5º mês.
  85. 85. As demais consultas podem ser semestrais ou de acordo com a necessidade da criança para tratamento clínico e manutenção de sua saúde
  86. 86. Para assumir papel de relevância na sociedade, é necessário que o adolescente tenha acesso a bens e serviços que promovam sua saúde, educação e bem estar, sendo fundamental que a família e a equipe de saúde compreendam os processos da adolescência.
  87. 87. Captação do adolescente na ULS: o acolhimento ao adolescente tem como objetivo humanizar e melhorar a qualidade do atendimento, ampliando o acesso dos adolescentes aos serviços prestados nas Unidades de Saúde, captando e estimulando essa faixa etária à promoção de sua saúde bucal.
  88. 88. O atendimento ao paciente adulto será oferecido através da disponibilização de vagas na agenda do profissional, com atendimento nas ULS conforme fluxograma da atenção básica descrito anteriormente.
  89. 89. Este compreende restaurações, extrações dentárias, profilaxias, tartarectomias, procedimentos preventivos e encaminhamentos para especialidades quando necessário, realização de grupos educativos para a manutenção de saúde bucal na ULS.
  90. 90. A prevenção primária é destacada como estratégia fundamental para a saúde bucal do idoso (FDI, 1993) e recomendada para países em desenvolvimento.
  91. 91. A aplicação de serviços preventivos extensivos para a comunidade e distribuição de recursos quando escassos para a prevenção e educação, em lugar dos procedimentos restauradores para reduzir os níveis da doença (ROSA et al., 1993).
  92. 92. Referências e contra-referências em Saúde Bucal Centro de Especialidades Odontológicas: CEO Endodontia Periodontia Odontopediatria Pacientes com necessidades especiais Cirurgia Diagnóstico Oral  Ortodontia
  93. 93. POLÍTICAS DE SAÚDE BUCAL “ Esta é a maior e mais consistente iniciativa de mudança de ensino em curso no mundo, mas estamos fazendo isso movidos pela convicção de que o SUS precisa de profissionais conscientes e motivados para seguirem adiante”. Ministro da Saúde José Gomes Temporão
  94. 94. Diretrizes da Política de Saúde Bucal ( 2004 ) Assistência aos doentes X promoção da boa qualidade de vida Linhas de cuidado criança, adolescente, adulto, idoso, especiais Referência X Contra-referência

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