CóPia De Curso De Esquizofrenia MóDulo Xi

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CóPia De Curso De Esquizofrenia MóDulo Xi

  1. 1. ESQUIZOFRENIA – MÓDULO XI
  2. 2. <ul><li>Esquizofrenia – Transtorno grave e incapacitante, com evolução crônica </li></ul><ul><li>Incurável r de etiopatogenia e fisiopatologia pouco conhecida </li></ul><ul><li>INTERVENÇÕES FARMACOLÓGICAS = SINDRÔMICAS </li></ul><ul><li>Estratégias para tratamento da esquizofrenia </li></ul><ul><li>Varia de acordo com a fase que o paciente se encontra: </li></ul><ul><li>Fase Aguda (surto) – delírio, alucinações , agitação psicomotora ou negativismo. </li></ul><ul><li>Fase de Estabilização (pós-surto) - diminuição da sintomatologia mais florida </li></ul><ul><li>Fase de Manutenção - paciente praticamente livre de sintomas normalmente com </li></ul><ul><li>resíduos comportamentais - apragmatismo, isolamento, </li></ul><ul><li>depressão de humor </li></ul><ul><li>DEFEITO ESQUIZOFRÊNICO </li></ul>
  3. 3. <ul><li>SURTO SURTO </li></ul><ul><li>ESTABILIZAZÃO </li></ul><ul><li>PRÓDOMOS </li></ul><ul><li>MAUTENÇÃO </li></ul><ul><li>PRÓDROMO </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Fase Aguda - duração de 2 a 4 semanas com o tratamento </li></ul><ul><li>os sintomas neste período estão diminuindo </li></ul><ul><li>Fase de Estabilização - paciente praticamente sem os sintomas </li></ul><ul><li>Farmacoterapia – remissão o máximo possível da sintomatologia </li></ul><ul><li>manutenção do quadro </li></ul><ul><li>impedir recaídas </li></ul><ul><li>Fase de Manutenção - </li></ul>
  5. 5. <ul><li>FASE AGUDA </li></ul><ul><li>Objetivo = cura do surto psicótico </li></ul><ul><li>Redução da sintomatologia aguda - delírios, alucinações, agitações psicomotoras, alterações nas associações dos nexos afetivos, alterações de comportamento. </li></ul><ul><li>Controle da agressividade </li></ul><ul><li>Correção da insônia </li></ul><ul><li>Melhora global do paciente – COMPROMETIMENTO DOS </li></ul><ul><li>RELACIONAMENTOS SOCIAIS </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Tratamento básico do surto = antipsicóticos. </li></ul><ul><li>Via oral = com mais frequência </li></ul><ul><li>Via parenteral = casos mais graves – Via Intramuscular </li></ul><ul><li>Via endovenosa = não recomendada – risco benefício desfavorável </li></ul><ul><li>Contenção mecânica – deve ser feita em casos de maior agitação e auto ou hetero agressividade até o efeito da medicação IM </li></ul><ul><li>ANTIPSICÓTICOS CLÁSICOS OU NEUROLÉPTICOS - 1950 </li></ul><ul><li>HALOPERIDOL BUTIROFENONAS </li></ul><ul><li>PIMOZIDE </li></ul><ul><li>PENFLURIDOL </li></ul><ul><li>CLORPROMAZINA FENOTIAZINAS </li></ul><ul><li>LEVOMEPROMAZINA </li></ul><ul><li>TIORIDAZINA </li></ul><ul><li>TRIFLUPERAZINA </li></ul><ul><li>PROCIAZINA </li></ul><ul><li>PIPOTIAZINA </li></ul><ul><li>ZUCLOPENTIXOL TIOXANTÊNICOS </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Haloperidol – Haldol </li></ul><ul><li>Pimozide – Orap </li></ul><ul><li>Clorpromazina – Amplictil </li></ul><ul><li>Levomepromazina – Neozine </li></ul><ul><li>Tioridazina – Melleril </li></ul><ul><li>Trifluoperazina - Stelazine </li></ul><ul><li>Zuclopentixol – Clopixol </li></ul><ul><li>Pipotiazina – Piportil </li></ul><ul><li>Penfluridol - Semap </li></ul>2 Trifluoperazina 100 Tioridazina 2 Risperidona 2 Pimozinda 20 Periciazina 100 Levomepromazina 2 Haloperidol 50 Clozapina 100 Clorpromazina 25 Zuclopentixol Dose Equivalente (mg) Medicação Via Oral
  8. 8. <ul><li>ANTIPSICÓTICOS DE 2º GERAÇÃO </li></ul><ul><li>Clozapina - década de 70/80 </li></ul><ul><li>Risperidona </li></ul><ul><li>Olanzapina </li></ul><ul><li>Quetiapina </li></ul><ul><li>Ziprazidona </li></ul><ul><li>Aripiprazol </li></ul><ul><li>Amilsuprida menos utilizados para tratamentos em surtos </li></ul><ul><li>Sulpirida </li></ul><ul><li>QUAL DOS ANTIPSICÓTICOS A ESCOLHER </li></ul><ul><li>Equivalência terapêutica dos neurolépticos </li></ul><ul><li>EXCEÇÃO = Clozapina? </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Critérios de escolha de antipsicóticos </li></ul><ul><li>Perfil clínico-farmacológico </li></ul><ul><li>Perfil de efeitos colaterais </li></ul><ul><li>Resposta satisfatória prévia </li></ul><ul><li>Comodidade posológica </li></ul><ul><li>Questão de adesão </li></ul><ul><li>Via de administração </li></ul><ul><li>Custo </li></ul><ul><li>Preferência do paciente </li></ul>
  10. 10. <ul><li>ADESÃO DO PACIENTE AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO </li></ul><ul><li>50% SEGUEM O TRATAMENTO PRESCRITO - MESMO COM ANTIPSICÓTICOS </li></ul><ul><li>ATÍPICOS </li></ul><ul><li>NECESSÁRIO ESTRATÉGIAS PSICOEDUCACIONAIS (PACIENTE, FAMÍLIA E COMUNIDADE) </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Doses médias no surto mg/dia </li></ul><ul><li>Haloperidol 5 a 20 </li></ul><ul><li>Clorpromazina 300 a 1000 </li></ul><ul><li>Risperidona 4 a 6 </li></ul><ul><li>Olanzapina 10 a 20 </li></ul><ul><li>Quetiapina 400 a 600 </li></ul><ul><li>Ziprazidona 80 a 160 </li></ul><ul><li>Aripiprazol 15 a 30 </li></ul><ul><li>Clozapina 300 a 500 </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Tempo de resposta clínica </li></ul><ul><li>Habitualmente 2 a 3 semanas </li></ul><ul><li>Alguns pacientes melhoram lentamente </li></ul><ul><li>Avaliar a adesão – a medicação está sendo corretamente utilizada ? </li></ul><ul><li>Quando não responde </li></ul><ul><li>Trocar um AP de um grupo farmacológico para outro grupo farmacológico </li></ul>
  13. 13. <ul><li>FASE DE ESTABILIZAÇÃO </li></ul><ul><li>Paciente sai da fase aguda mas ainda não está com remissão completa da sintomatologia aguda </li></ul><ul><li>Objetivos </li></ul><ul><li>Consolidar a total remissão de sintomas </li></ul><ul><li>Minimizar fatores estressantes e traumáticas para o paciente. </li></ul><ul><li>Evitar muitos estímulos – mesmo melhorado não deve assumir trabalho etc </li></ul><ul><li>Estado de convalescença </li></ul><ul><li>Necessidade de apoio e incentivo para readaptação á comunidade </li></ul><ul><li>Mesmo medicamento mesma dose de 3 a 6 meses salvo quando sintomas colaterais impedirem a manutenção de uma dose cheia. </li></ul><ul><li>Reduções prematuras = rápidas recaídas </li></ul><ul><li>Quando for diminuir = reduções lentas </li></ul><ul><li>Evitar exageros de estímulos </li></ul><ul><li>Aventar psicoterapias – melhor participação e compreensão </li></ul>
  14. 14. <ul><li>FASE ESTÁVEL </li></ul><ul><li>Remissão quase que completa dos sintomas – praticamente inexorável a </li></ul><ul><li>existência de resíduo = humor deprimido, hipopragmatismo, isolamento social, </li></ul><ul><li>dificuldade de concentração </li></ul><ul><li>Objetivo = redução das doses as doses mínimas que mantenham o paciente </li></ul><ul><li>Assintomático. </li></ul><ul><li>Prevenção de recaídas = uso contínuo dos AP com reajuste para maior tão logo </li></ul><ul><li>se perceba sinais de recidiva (prôdromos). </li></ul><ul><li>Farmacovigilância = monitorar os efeitos colaterais </li></ul><ul><li>análise da bioquímica geral </li></ul><ul><li>avaliação hematológica </li></ul><ul><li>avaliação hormonal </li></ul><ul><li>avaliação eletrocardigráfica </li></ul><ul><li>outros exames </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Estímulo ao seu desempenho global – psicosocial, acadêmico, profissional, </li></ul><ul><li>familiar </li></ul><ul><li>equipe multidisciplinar e família </li></ul><ul><li>NO 1º ANO 30% COM ANTIPSICÓTICOS RECAEM </li></ul><ul><li>65% COM PLACEBO RECAEM </li></ul><ul><li>MEDICAÇÕES DEPOT – falta de adesão </li></ul><ul><li>pacientes estabilizados </li></ul><ul><li>Melhor tolerabilidade de sintomas colaterais do que os de ação imediatas. </li></ul><ul><li>Redução nesta fase – paciente deve estar assintomático e deve ser gradual </li></ul><ul><li>até aproximadamente 1/5 da medicação da fase aguda </li></ul><ul><li>Intervalos mínimo de reduções = mensais e deve demorar vários meses </li></ul><ul><li>Necessário orientar e esclarecer o paciente. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>FASE DE MANUTENÇÃO </li></ul><ul><li>Pode se retirar totalmente o AP de pacientes assintomáticos </li></ul><ul><li>Parâmetros favoráveis </li></ul><ul><li>1º surto psicótico </li></ul><ul><li>Excelente resposta clínica </li></ul><ul><li>Paciente absolutamente assintomático, em uso metódico de AP por pelo menos 1 ano. </li></ul><ul><li>Paciente sem história familiar de SQZ </li></ul><ul><li>Paciente com muito boa adesão ao tratamento </li></ul><ul><li>Se formou boa aliança terapêutica com seu médico e/ou equipe de saúde mental </li></ul><ul><li>Se o paciente tem boa estrutura psicossocial </li></ul><ul><li>Se a sua família participa do tratamento e consegue compreender bem o grau de incerteza quanto a suspensão do medicamento e as providências imediatas que precisam ser tomadas para abortar uma recaída </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Uma pequena parcela dos pacientes que preenchem estes critérios = um único surto. </li></ul><ul><li>Quando pacientes com múltiplos surtos = tratamento contínuo ou retirado em 5 anos. </li></ul><ul><li>Pacientes com história de tentativa de suicídio = uso contínuo </li></ul><ul><li>APÓS SUSPENSÃO DO AP - INTERVENÇÃO PRECOCE EM RECAÍDAS </li></ul><ul><li>QUANDO PACIENTES OU FAMILIARES RELATAREM: </li></ul><ul><li>Pródromos </li></ul><ul><li>Comportamento estranho Disponibilidade do médico e </li></ul><ul><li>Surtos da equipe </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Bloqueio D2 </li></ul><ul><li>Quando em mesolímbica DIMINUIÇÃO DOS SINTOMAS PSICÓTICOS </li></ul><ul><li>Quando em via nigroestriatal sintomas extrapiramidais </li></ul><ul><li>Quando em via túberoinfudibular prolactinemia </li></ul><ul><li>Quando em via mesocortical apatia, hipopraxia </li></ul><ul><li>Bloqueio receptores colinérgicos Muscarínicos </li></ul><ul><li>Boca seca </li></ul><ul><li>Visão turva </li></ul><ul><li>Constipação </li></ul><ul><li>Embotamento cognitivo </li></ul><ul><li>Retenção urinária </li></ul><ul><li>Dopamina e acetilcolina – ação recíproca na via nigroestriatal </li></ul><ul><li>DA inibe liberação de acetilcolina em neurônios colinérgicos nigroestriatais pós-sinápticos </li></ul><ul><li>Quando receptores dopaminérgicos = bloqueados – hiperatividade acetilcolinérgica </li></ul><ul><li>SEP </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Bloqueio dos receptores adrenérgicos alfa 1 </li></ul><ul><li>Hipotensão ortostática </li></ul><ul><li>sonolência </li></ul><ul><li>Bloqueio nos receptores histaminérgicos </li></ul><ul><li>Ganho de peso </li></ul><ul><li>Sonolência </li></ul>
  20. 20. <ul><li>ANTAGONISTAS SEROTONÉRGICOS-DOPAMINÉRGICOS:ANTIPSICÓTICOS ATÍPICOS </li></ul><ul><li>- Clozapina </li></ul><ul><li>-Risperidona </li></ul><ul><li>-Olanzapina </li></ul><ul><li>-Quetiapina </li></ul><ul><li>-Ziprazidona </li></ul><ul><li>-Aripiprazol </li></ul><ul><li>Sem classificação de sedativos ou não sedativos ou pela potência (maior ou </li></ul><ul><li>menor) </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Apresentações injetáveis </li></ul><ul><li>Depot - Duração de 14 dias </li></ul><ul><li>Risperidona – cada 2 ml com 25 mg </li></ul><ul><li>37,5 mg </li></ul><ul><li>Início de ação após duas a três semanas da aplicação – mante o AP oral durante este período </li></ul><ul><li>IM – Olanzapina 10 mg </li></ul><ul><li>Ziprasidona 20 mg </li></ul><ul><li>Usar de 1 a 2 ampolas/dia para controle da sintomatologia psicótica aguda </li></ul>
  22. 22. <ul><li>AÇÕES FARMACOLÓGICAS </li></ul><ul><li>-bloqueio dos receptores dopaminérgicos e serotonérgicos </li></ul><ul><li>-essas drogas atenuam os sintomas positivos : </li></ul><ul><li>-alucinações,delírios,pensamentos desordenados e agitação e </li></ul><ul><li>sintomas negativos : </li></ul><ul><li>-retraimento,afeto embotado,anedonia,discurso pobre,catatonia e prejuízo </li></ul><ul><li>Cognitivo </li></ul><ul><li>Antipsicóticos atípicos - bloqueio de DA ganha na via mesolímbica - sintomas + </li></ul><ul><li>Via mesocortical = menos bloqueio dopaminérgico - melhora os sintomas - </li></ul><ul><li>Via túberoinfundibular = menos bloqueio = menos prolactinemia </li></ul><ul><li>Via nigroestriatal = menos bloqueio = menos SEP </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Além dos bloqueios de receptores D2 e 5HT2A </li></ul><ul><li>5HT1A </li></ul><ul><li>5HT1D </li></ul><ul><li>5HT2C </li></ul><ul><li>5HT3 </li></ul><ul><li>5HT6 </li></ul><ul><li>D1 </li></ul><ul><li>D3 </li></ul><ul><li>D4 </li></ul><ul><li>Ação antimuscartínica </li></ul><ul><li>Ação antihistamínica </li></ul><ul><li>Alfa 1 </li></ul><ul><li>Alfa 2 </li></ul>
  24. 24. CLOZAPINA <ul><li>É rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal </li></ul><ul><li>As concentrações plasmáticas máximas são alcançadas em 1 a 4 horas </li></ul><ul><li>Tem meia vida de 10 a 16 horas </li></ul><ul><li>A clozapina é um antagonista de receptores 5–HT2A , D1 , D3 ,D4 e alfa(especialmente o alfa1) </li></ul><ul><li>Tem baixa potência como antagonista do receptor D2 </li></ul><ul><li>Iniciar quando a contagem de leucócitos for maior o igual a 3500/mm3 </li></ul><ul><li>Início – dose de 12,5 1-2 vezes ao dia – aumento gradual de 25-50 mg/dia </li></ul><ul><li>Até ser alcançada uma dose alvo em 2 semanas. </li></ul><ul><li>Não existe dose ideal – na Europa = 283,7mg/dia </li></ul><ul><li>no U.S.A = 444 mg/dia </li></ul><ul><li>no Brasil = 200-300 mg/dia </li></ul><ul><li>Hemograma nas primeiras 18 semanas e depois 1 a cada mês </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Prestar atenção as queixas de ardência na garganta, febre, fraqueza ou letargia. </li></ul><ul><li>Se leucograma é menor de 2000/mm3 ou contagem de neutrófilos é menor que 1000/mm3 </li></ul><ul><li>cessar imediatamente o tratamento </li></ul><ul><li>verificar diariamente o leucograma </li></ul><ul><li>considerar aspiração da medula óssea </li></ul><ul><li>considerar o isolamento protetor se a granulocitose = deficiente </li></ul><ul><li>Se leucograma é menor de 2000-3000/mm3 ou contagem de neutrófilos é menor que 1000-1500/mm3 </li></ul><ul><li>Cessar imediatamente o tratamento </li></ul><ul><li>verificar diariamente o leucograma </li></ul><ul><li>Monitorar os sinais de infecção </li></ul><ul><li>Clozapina pode ser reinstituída se não houver infecção – leucogram maio que 3000 e </li></ul><ul><li>Granulócitos maior que 1500 – leucograma 2 vezes por semana </li></ul>
  26. 26. <ul><li>EFEITOS COLATERAIS COMUNS </li></ul><ul><li>Síndrome Neuroléptíca Maligna = rigidez muscular, febre, distonia, acinesia, </li></ul><ul><li>mutismo, alternância entre torpor e agitação, diaforese, disfagia, tremor, </li></ul><ul><li>incontinência, PA instável, leucocitose, CPK elevada, </li></ul><ul><li>Sedação </li></ul><ul><li>Ganho de peso </li></ul><ul><li>Hipersalivação </li></ul><ul><li>Taquicardia </li></ul><ul><li>Hipotensão ortostática </li></ul><ul><li>Febre </li></ul><ul><li>Depressão respiratória </li></ul><ul><li>Risco de convulsões – relacionados à dose – controlar com Valproato de Na </li></ul><ul><li>Topiramato </li></ul><ul><li>Agranulocitose – 0,5-1% dos pacientes = menos de 500/mm3 - reversível </li></ul>
  27. 27. <ul><li>RISPERIDONA </li></ul><ul><li>-70 a 80% são absorvidos pelo trato gastrintestinal havendo extenso metabolismo hepático </li></ul><ul><li>-a meia vida é de 20 horas </li></ul><ul><li>-a risperidona é um antagonista dos receptores serotonérgicos 5–HT2A , dopaminérgicos D2 , alfa 1 e alfa 2-adrenérgicos e histaminérgicos H1 </li></ul><ul><li>-tem baixa afinidade pelos receptores beta adrenérgicos e colinérgicos muscarínicos </li></ul><ul><li>-apesar de ser um antagonista potente dos receptores D2 , tem menor probabilidade de causar sintomas extrapiramidais </li></ul><ul><li>Dose mais efetiva entre 4 a 6 mg </li></ul><ul><li>Dose de 9 a 16 mg/dia - maio número de efeitos colaterais </li></ul>
  28. 28. <ul><li>EFEITOS COLATERAIS </li></ul><ul><li>Aumento relacionado as doses nos efeitos extrapiramidais </li></ul><ul><li>Sedação e sonolência = menor que do haloperidol </li></ul><ul><li>Tontura ortostática – 18% pacientes </li></ul><ul><li>Ganho de peso </li></ul><ul><li>Diminuição do apetite sexual – 10-12% </li></ul><ul><li>Disfunção erétil – 9-13% </li></ul><ul><li>Sintomas obsessivo-compulsivos – 1 caso descrito </li></ul><ul><li>Aumento dos níveis de prolactina – galactorreia e perturbações menstruais </li></ul><ul><li>Síndrome Neuroléptíca Maligna - raro </li></ul><ul><li>Discinesia tardia = raros </li></ul>
  29. 29. <ul><li>OLANZAPINA </li></ul><ul><li>- 85% é absorvido pelo trato gastrintestinal e 40% é inativada pelo </li></ul><ul><li>metabolismo hepático </li></ul><ul><li>-concentrações máximas são alcançadas em 6 horas e tem uma meia vida de 30 horas em média </li></ul><ul><li>- a olanzapina é um antagonista dos receptores serotonérgicos 5 – HT2A , </li></ul><ul><li>dopaminérgicos D1 , D2 e D4 , muscarínicos M1 a M5 e histaminérgicos H1 </li></ul><ul><li>Dose terapêutica 10 – 20mg/dia </li></ul><ul><li>Manutenção = 5 – 10 mg/dia </li></ul>
  30. 30. <ul><li>EFEITOS COLATERAIS </li></ul><ul><li>Sedação </li></ul><ul><li>Hipotensão ortostática </li></ul><ul><li>Ganho de peso </li></ul><ul><li>Sonolência </li></ul><ul><li>Aumento dos lipídios séricos e glicemia – síndrome metabólica </li></ul><ul><li>Boca seca </li></ul><ul><li>Tontura </li></ul><ul><li>Constipação </li></ul><ul><li>Dispepsia </li></ul><ul><li>Hiperorexia </li></ul><ul><li>Tremor </li></ul><ul><li>Síndrome Neuroléptica Maligna </li></ul>
  31. 31. <ul><li>QUETIAPINA </li></ul><ul><li>É rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal </li></ul><ul><li>As concentrações plasmáticas máximas são alcançadas em 1 a 2 horas </li></ul><ul><li>Tem meia vida de 6 horas </li></ul><ul><li>A quetiapina é um antagonista dos receptores 5 – HT2 e 5-HT6 , D1 E D2 , H1 e alfa1 e alfa2 </li></ul><ul><li>Ela não bloqueia os receptores muscarínicos ou benzodiazepínicos </li></ul><ul><li>Dose entra 400-700mg dia= fase aguda </li></ul><ul><li>Ideal em torno de 200-300mg/dia = manutenção </li></ul>
  32. 32. <ul><li>EFEITOS COLATERAIS </li></ul><ul><li>Sonolência </li></ul><ul><li>Constipação Intestinal </li></ul><ul><li>Boca seca </li></ul><ul><li>Hipotensão postural </li></ul><ul><li>Tontura </li></ul><ul><li>Pequeno ganho de peso </li></ul><ul><li>Pequeno aumento na freqüência cardíaca </li></ul><ul><li>Elevação transitória das transaminases hepáticas </li></ul><ul><li>Possibilidade de catarata – relato de casos </li></ul>
  33. 33. ZIPRAZIDONA <ul><li>- As concentrações plasmáticas máximas são alcançadas em 2 a 6 horas </li></ul><ul><li>- A meia vida no estado de equilíbrio dinâmico de 5 a 10 horas </li></ul><ul><li>A ziprazidona é um antagonista de receptores 5-HT1D , 5 – HT2A , 5-HT2C ,D2 , D3 ,D4 ,alfa1 e H1 </li></ul><ul><li>Pouca afinidade pelos receptores D1, M1 e alfa2 </li></ul><ul><li>Atividade agonista em serotonérgicos 5-HT1A </li></ul><ul><li>Inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina Efeitos </li></ul><ul><li>Antidepressivos </li></ul><ul><li>Dose = 80-160mg/dia – manutenção </li></ul><ul><li>Dose = 120-160 mg/dia – fase aguda </li></ul>
  34. 34. <ul><li>EFEITOS COLATERAIS </li></ul><ul><li>Sonolência </li></ul><ul><li>Cefaléia </li></ul><ul><li>Tontura </li></ul><ul><li>Náusea </li></ul><ul><li>Vertigem </li></ul><ul><li>Aumento do intervalo QT ? Alteração na despolarizarão e repolarização </li></ul><ul><li>ventricular </li></ul><ul><li>Maior que 500 mlseg = só em 0,6% </li></ul><ul><li>contra-indicado em cardiopatia ou história de morte súbita na família </li></ul><ul><li>Necessário ECG – antes e durante o tratamento </li></ul><ul><li>Também com tioridazina e outros AP (haloperidol, clorpromazina, risperidona) </li></ul>
  35. 35. ARIPIPRAZOL <ul><li>AGONISMO PARCIAL </li></ul><ul><li>DOPAMINÉRGICO D2 </li></ul><ul><li>SEROTONINÉRGICO 5HT1A </li></ul><ul><li>ANTAGONISMO 5HT2A </li></ul><ul><li>PROMOVER O EQUILÍBRIOS DOS SISTEMAS DOPAMINÉGICO INBINDO A HIPERSENSIBILIDADE EM ALGUNS SISTEMAS CEREBRAIS OS DISPAROS EM ALGUMAS REGIÕES CEREBRAIS E AUMENTANDO EM OUTRAS </li></ul>
  36. 36. <ul><li>Tempo de ½ vida longo </li></ul><ul><li>Dose de 15 a 30 mg em fases agudas </li></ul><ul><li>Dose de 15 mg nas fases de manutenção </li></ul><ul><li>EFEITOS COLATERAIS </li></ul><ul><li>NÁUSEAS </li></ul><ul><li>TREMORES </li></ul><ul><li>INQUETAÇÃO </li></ul><ul><li>CEFALÉIA </li></ul><ul><li>ACATISIA </li></ul><ul><li>PERFIL FARMACOLÓGICO MAIS ATIVADOR – SINTOMAS MAIS NEGATIVOS </li></ul>
  37. 37. AMISULPRIDA <ul><li>PARA SINTOMAS - = 50 - 100 </li></ul><ul><li>PARA SINTOMAS + = 400 – 800 </li></ul><ul><li>POUCOS EFEITOS EXTRAPIRAMIDAIS – </li></ul>SULPIRIDA PARA SINTOMAS - = 50 - 200 PARA SINTOMAS + = 400 – 600 POUCOS EFEITOS EXTRAPIRAMIDAIS
  38. 38. <ul><li>EFEITOS COLATERAIS </li></ul><ul><li>HIPERPROLACTINEMIA – ALTERAÇÃO DO CICLO MENTRUAL </li></ul><ul><li>AMENORREIA </li></ul><ul><li>GINECOMASTIA </li></ul><ul><li>GALACTORREIA </li></ul><ul><li>Associações de outros medicamentos </li></ul><ul><li>Carbonato de lítio </li></ul><ul><li>Potencialização de efeitos antipsicóticos </li></ul><ul><li>Quadros esquizoafetivos </li></ul><ul><li>Alteração de humor – depressivo </li></ul><ul><li>Litemia – 0,6-1,2 meq/litro </li></ul><ul><li>Lítio alto + AP alta = alteração de cs = cautela </li></ul><ul><li>Benzodiazepínico – propriedade sedativa, agitação, ansiedade </li></ul><ul><li>não tão eficaz </li></ul>
  39. 39. <ul><li>Anticonvulsivantes – quando tem crises convulsivas </li></ul><ul><li>Em quadros de estabilizador de humor </li></ul><ul><li>Não associar Carbamazepina com clozapina </li></ul>
  40. 41. ALGORITIMO DE TRATAMENTO DA ESQUIZOFRENIA DE TEXAS - TMAP Estágio 1 Ap 2g Estágio 2 Outro Ap 2g Estágio 2A Outro Ap 2g ou Ap 1g Monoterapia Estágio 3 Clozapina Estágio 4 Clozapina + Apg2 ou Apg1 ou ECT Estágio 5 Outro APG 2 OU APG1 Em monoterapia Estágio 6 Combinação de APG2 + APG1 + Outros tratamentos (exemplo: estabilizador de humor)
  41. 42. <ul><li>TRATAMENTO DO PRIMEIRO EPISÓDIO DE PSICOSE NÃO-AFETIVA </li></ul><ul><li>De 24 a 48 horas de observação, sem antipsicótico, apenas benzodiazepéinico para ansiedade e </li></ul><ul><li>distúrbio do sono Iniciar com doses baixas de antipsicóticos de segunda geração </li></ul><ul><li>Aumentar gradualmente no prazo de 7 dias e manter por 3 semanas, até as doses alvo de: </li></ul><ul><li>Risperidona – 2mg ................................................................................... 4 mg </li></ul><ul><li>Olanzapina – 10 mg .................................................................................. 20 mg </li></ul><ul><li>Quetiapina – 300 mg ................................................................................. 600 mg </li></ul><ul><li>Amisulprida - 400 mg ......... SE A RESPOSTA FOR POBRE .................... 800 mg </li></ul><ul><li>Aripiprazol – 15 mg .......................... AUMENTAR .................................... 30 mg </li></ul><ul><li>Ziprazidona – 80 mg ..................................................................................160 mg </li></ul><ul><li>Se satisfatória – manter por 12 meses </li></ul><ul><li>Se houver remissão – diminuir gradualmente a medicaçãop nos meses seguintes até a interrupção do </li></ul><ul><li>tratamento e manter o acompanhamento do paciente. </li></ul>

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