Metadados com XML

3,309 views

Published on

Paulo Augusto Loncarovich Gomes - UNESP - Mestrado em Ciência da Informação e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Faculdade de Filosofia e Ciências - Campus de Marília - Av. Hygino Muzzi Filho, 737 - Campus Universitário 17525-900 - Marilia, SP - Brasil - Caixa-Postal: 181
e-mail: loncarovich@marilia.unesp.br

Apresentado em 31 de Agosto de 2009.

Published in: Technology, Education
0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
3,309
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
118
Actions
Shares
0
Downloads
130
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Metadados com XML

  1. 1. METADADOS e XML Formas de representação: dos catálogos aos repositórios digitais Metadados Fluxo de Criação de Metadados Metadados e XML Paulo Augusto Loncarovich Gomes – Bolsista CAPES UNESP - Mestrado em Ciência da Informação e Tecnologia
  2. 2. Metadados Conceitos Metadados (DD ou Dicionário de dados), ou Metainformação, são dados sobre outros dados. Os METADADOS permitem: - Organizar os dados geográficos; - Manter controle sobre os níveis de atualização dos dados; - Documentar origem, formato, estrutura e sistemas de referência dos dados; - Permitir intercâmbio entre diferentes sistemas; - Definir autoria, armazenamento, disponibilização e utilização dos dados. Entretanto Metadados são as lentes pelas quais enxergamos a informação. GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  3. 3. Origem do Metadados Teve início em 1995, por um grupo (Library of Congress, universidades, empresas de TIC, organizações não governamentais, etc.) liderado pela OCLC reuniu-se na cidade de Dublin, no estado americano de Ohio, para propor uma padronização para estas informações sobre informações dos arquivos digitais. Depois de mais algumas reuniões, o grupo chegou a um conjunto mínimo de elementos para a identificação dos objetos digitais. O conjunto ficou conhecido como Dublin Core (DC) e é mantido pela Dublin Core Metadata Initiative. Em 2003, o DC tornou-se o uso padrão ISO 15836. GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  4. 4. Fluxo de criação de Metadados Podemos considerar que há três formas possíveis de relacionar estruturas de informação e as estruturas descritivas de metadados relacionadas: metadados embebidos é aquele que se pode conseguir nos recursos em formato HTML, onde os metadados podem ser embebidos nos cabeçalhos dos documentos (em HTML é possível, através de uma “tag” <META>, a especificação de qualquer elemento de metadados que se pretenda, o que poderá ser ignorado pelas máquinas de processamento de HTML mas pode ser aproveitado por outros sistemas que identifiquem esses elementos). metadados associados é inerente ao próprio conceito de hipertexto. Tomando como referência a tecnologia XML, será possível definir um recurso como um grupo de ficheiros representando o nó de acesso (documento em XML), a referência ao seu DTD ou espaço de nomes, referências para metadados, e ainda referências para outros ficheiros com outros conteúdos (texto, som, imagens, etc.). metadados separados é a do modelo da biblioteca tradicional, com bases de dados bibliográficas existentes em sistemas próprios e os recursos, isto é, os livros, existindo nas prateleiras... GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  5. 5. Atributos dos Metadados Identificam-se ainda quatro classes de atributos de metadados a levar em consideração: Origem e modo de criação: processo e agente criador (exemplo: catalogador humano, termos de indexação extraídos por uma aplicação informática, informação fornecida pelo editor, etc.). Estrutura e semântica: metadados organizados segundo estruturas semânticas normalizadas ou não, registos criados seguindo controlo de autoridades e vocabulários ou não (ex.: Dublin Core, MARC, EAD, utilização das AACR, etc.). Estatuto: metadados estáticos, dinâmicos, persistentes ou temporários (ex.: elementos estáticos como título ou autor, ou elementos dinâmicos como preço, condições de acesso e uso, etc.). Nível: nível de descrição (detalhado ou básico), descrição de colecções, objectos ou itens, etc. (ex.: Dublin Core, MARC, RSLP, etc.). GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  6. 6. Criação de Interface para Metadados Segundo Gohil, 1999, a criação de Interface para Metadados funcionais pode ser obtidas apenas com o uso de informações de METADADOS , a completude dessas somente é alcançada através da participação do ambiente da computação, o qual adiciona funcionalidades específicas como a dependência de controles, ajustes na aparência e a adição das regras do ambiente (empresa, biblioteca, e outras). Para realizar essa tarefa de interface METADADOS, é proposto o uso de cinco fontes de informação para o mecanismo gerador. - A primeira é o uso dos METADADOS, esses são traduzidos durante a execução do sistema e originam as características principais, consideradas básicas para os elementos da interface gerada, como tipos dos controles na tela, domínios de valores e estruturas essenciais de ligação entre os elementos produzidos. - A segunda é o uso de heurísticas, que permite a descoberta de propriedades e comportamentos com base em conceitos simples, porém nem sempre utilizados. Como exemplo simplista cita-se a escolha da ordem de apresentação dos campos na interface, o que pode ser feito seguindo a ordem de declaração dos atributos no objeto de negócio, sua obrigatoriedade ou nível de complexidade. - A terceira é o conhecimento empírico, que permite a reutilização de soluções de sucesso, obtidas através de experiências anteriores. Esse tipo de informação é válido, principalmente no tocante à otimização das interfaces. A escolha do momento em que validadores de conteúdo devem ser aplicados, adição de suporte a operações de arrastar e soltar e a correta relação entre o tipo de dado e o controle de tela que o representa são apenas alguns exemplos. - A quarta é o uso da inferência, a qual permite obter novas informações a partir de um conjunto inicial de valores. Nesse contexto enquadram-se a construção de mensagens de auxílio para o usuário, nomes para controles de tela e o preenchimento de valores default. E finalmente, como quinta proposta o artifício para melhoria contínua das interfaces geradas, o uso de retroalimentação. Em outras palavras, um histórico de uso e configuração é continuamente armazenado. (Moreira e Mrack, 2002) e (Clifton, 2005) GOMES. METADADOS e XML, 2009. Denomina-se 'heurística' à capacidade de um sistema fazer inovações e desenvolver técnicas de forma imediata e positivas para um determinado fim.
  7. 7. Classes de Requisitos para Metadados Requisitos para o desenvolvimento de um modelo para METADADOS. Metadados descritivos Descrição bibliográfica e identificação dos recursos, tais como títulos, autores, informação de indexação ou classificação, resumos, etc. Metadados administrativos Informação para administração do recurso, tais como elementos sobre a sua forma de aquisição, custo, etc. Preservação dos recursos Requisitos e condições, técnicas ou formais, para preservação a longo prazo. Descrição estrutural e técnica dos recursos Requisitos técnicos para manipulação do recurso (equipamento e aplicações), incluindo informação de autenticação, chaves de codificação ou de descodificação, informação estrutural, etc. Acesso, uso e reprodução dos recursos Estabelece termos e garantias de acesso e uso, registo de acessos. Metadados para gestão administrativa e técnica dos próprios metadados Informação sobre os próprios metadados do recurso, nomeadamente a sua data e forma de criação, proveniência, autenticidade, etc GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  8. 8. XML para descrição de METADADOS Extensible Markup Language (XML) é linguagem de marcação de dados (meta-markup language) que provê um formato para descrever dados estruturados. O uso da linguagem facilita as declarações mais precisas do conteúdo e resultados mais significativos de busca através de múltiplas plataformas. Portanto o XML é utilizado como ferramenta para criação dos METADADOS. O XML foi criado na década de 90 pelo W3C (World Wide Web Consortium). Foi desenvolvido com o intuito de ser uma METALINGUAGEM flexível, mas formal, permitindo a troca de dados entre instituições, através da internet, devido a adaptabilidade, seu uso é utilizado para trocar informações complexas que não eram adequadamente expressas em HTML. GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  9. 9. Exemplo XML e METADADOS Dublin Core metadata editor GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  10. 10. XML e METADADOS A complexidade de um modelo de dados depende da complexidade estrutural da informação que se quer representar. A terminologia utilizada em geral para descrever dados semi-estruturados é baseada na teoria de grafos. Szwarcfiter (1986) Teoria dos Grafos A Teoria dos Grafos é um ramo da matemática que estuda as relações entre os objetos de um determinado conjunto. GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  11. 11. O Controle de qualidade para a criação de metadados Um aspecto muito importante para o desenvolvimento de bases de dados de utilização por diversos grupos de usuários, com múltiplos interesses, é a documentação de seu conteúdo. Uma vez encontrados os dados, normalmente é necessário conhecer como foram coletados e que acurácias possuem. As descrições desses dados armazenados são comumente denominadas de METADADOS. Organizações nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa, por exemplo, já estabeleceram padrões uniformes. Esses padrões cobrem conteúdo e semântica dos metadados, incluindo sua documentação detalhada e também sua representação digital. Esses metadados são atualmente utilizados com níveis variados de detalhes, abordando, numa visão geral, os seguintes tópicos: - Controle de qualidade: metadados detalhados são essenciais para permitir a garantia de qualidade da informação nas organizações que produzem e mantém grandes bases de dados. Os metadados documentam por completo o ciclo-de-vida dos dados, incluindo sua coleção, pré-processamento e manutenção. Esse tipo de metadados normalmente é muito pormenorizado; - Intercâmbio de dados: devido ao alto custo na coleta e aquisição de dados geográficos, por meio de levantamentos específicos, o intercâmbio desses dados é encorajado pelas organizações e promovido pelos produtores desses dados, tornando-se uma regra geral no processamento da informação geoespacial. Os dados geográficos que faltam ou que são mal interpretados, representam uma das fontes de erros e de incertezas quando se trata do uso de Bancos de Dados externos às organizações. Os detalhes encontrados nos metadados, relativos a grandes bases de dados, contribuem para evitar esses tipos de problema; - Diretórios de dados: a necessidade de reuso (reutilização) de conjuntos de dados caros motiva o estabelecimento de diretório de dados. Eles permitem que os usuários conheçam e acessem as descrições de conteúdo de conjuntos de dados, sem ser necessário acesso aos dados propriamente ditos a partir de sua base. Um exemplo típico: usuários estão interessados em conhecer e localizar dados para uma determinada região geográfica. Diretórios devem ser criados pelas organizações contendo descrições do conteúdo dos metadados de bibliotecas digitais a partir de suas fontes. Esses metadados tipicamente requerem um nível baixo de minúcias. (JACOBSON, 1994) GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  12. 12. Benefícios da linguagem XML - Esta característica confere à linguagem XML "habilidades" semânticas, que possibilitam melhorias significativas em processos de recuperação e disseminação da informação. - As possibilidades e os benefícios reais em processos de recuperação da informação. - Buscas mais eficientes. - Desenvolvimento mais flexível para documentos Web. - Distribuição dos dados via rede de forma mais comprimida e escalável. - Padrões abertos. GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  13. 13. METADADOS: criação de registros e Ferramentas Editor de metadados DC-Dot's Dublin Core http://www.ukoln.ac.uk/metadata/dcdot/ Ferramentas Dublin Core http://dublincore.org/tools Learning Object Metadata Editors http://www.cancore.ca/editors.html Ferramentas de metadados FGDC http://www.nbii.gov/datainfo/metadata/tools/ Ferramentas Específicas OAI http://www.openarchives.org/tools/tools.html Editores e Ferramentas RDF http://www.ilrt.bris.ac.uk/discovery/rdf/ Software TEI http://www.tei-c.org/Software/index.html Planilhas personalizadas para ferramentas de busca codificadas em EAD-Encoded Finding Aids http://www.cdlib.org/inside/projects/oac/toolkit/templates/ GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  14. 14. Considerações Finais Dentro do contexto das Formas de representação: dos catálogos aos repositórios digitais a Criação de METADADOS diretamente com aúxílio da linguagem XML apresenta um fluxo de criação, interfaces, controle de qualidade e benefícios considerável e relevância no que diz respeito ao desenvolvimento de mecanismos de buscas e recuperação de informação a partir da representação do conhecimento. GOMES. METADADOS e XML, 2009.
  15. 15. Bibliografia • AMBLER. User Interface Design: Tips and Techniques. Ambler, Scott W. 1998. Disponível em http://www.ambysoft.com/userInterfaceDesign.pdf • CLIFTON. A Dynamically Generated XML Data Editor. Clifton, Marc. Disponível em http://www.codeproject.com/dotnet/xmldataeditor.asp • JACOBSON, B. M.; JENNINGS, G D. & STALLINGS, C. 1994. Multi-User / Multi-Purpose GIS Databases.Computers in Agriculture.Proceedings of The 5th International Conference. Orlando, ASAE: American Society of Agricultural Engineers. • LUCCHESI. C. L.. Introdução à Teoria dos Grafos. 12º - Colóquio Brasileiro de Matemática. IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), 1979. • MARCHAL, B. XML by example. Indianapolis : Que, 2000. • Microsoft Developer Network Online – Web Workshop – XML Home http://msdn.microsoft.com/en-us/xml/default.aspx • MOREIRA E MRACK. Sistemas Dinâmicos Baseados em Metamodelos. Moreira, Diego; Mrack, Marcelo. II Workshop de Computação e Gestão da Informação – Univates. 2002. • Organization for the Advancement of Structured Information Standards – http://www.oasis-open.org/home/index.php • The XML Industry Portal – XML.ORG http://www.oasis-open.org/home/index.php GOMES. METADADOS e XML, 2009.

×