Pré-Modernismo (Introdução) e Euclides da Cunha

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  • por favor disponibiliza pra download, eu tenho um grupo de estudos de cinco meninas, a gente faz algumas matérias isoladas, e compartilha material, por exemplo eu vou fazer direito então eu faço isolada de história e geografia, então eu passo material e dou aula de história e geografia pras minhas amigas, mas nenhuma de nós fazemos literatura e a gente precisa de material, por favor, disponibiliza :)
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Pré-Modernismo (Introdução) e Euclides da Cunha

  1. 1. Professor JOSÉ RICARDO LIMA www.literaturaeshow.com.br
  2. 2.  VAMOS FALAR
  3. 3. "Novela pra mim é diversão... Chega de realidade... Legal são as pessoas sentarem diante de uma TV e simples-mente se divertirem". "Eu não consigo imaginar um ser humano diante da TV por nove, dez meses, sem que ele esteja pensando sobre alguma coisa." Sílvio de Abreu, autor de Passione Manoel Carlos, autor de Viver a Vida
  4. 4. 1) Na sua opinião, as obras de arte, de uma maneira geral, devem re-tratar todas as mazelas do tempo em que são produzidas ou ofere-cerem uma possibilidade para que o ser humano "escape" de sua realidade?
  5. 5. 2) Sobre quais temas os artistas discorreriam em sua obras se quisessem retratar o Brasil desse início de século?
  6. 6.  VAMOS OUVIR
  7. 8. CICLO DA BORRACHA E O DESBRAVAMENTO DA AMAZÔNIA POLÍTICA CAFÉ- COM -LEITE 1894-1930 GUERRA DE CANUDOS 1896-7 CANGAÇO e Pe CÍCERO REV. DA VACINA 1903 REV. DA CHIBATA 1910 GUERRA DO CONTESTADO 1912-16 GREVE GERAL 1917
  8. 9. Notícias Do Brasil (Os Pássaros Trazem) Milton Nascimento/Fernando Brant Uma notícia está chegando lá do Maranhão. Não deu no rádio, no jornal ou na televisão. Veio no vento que soprava lá no litoral de Fortaleza, de Recife e de Natal. A boa nova foi ouvida em Belém, Manaus, João Pessoa, Teresina e Aracaju e lá do norte foi descendo pro Brasil Central Chegou em Minas, já bateu bem lá no sul!
  9. 10. Aqui vive um povo que merece mais respeito! Sabe, belo é o povo como é belo todo amor. Aqui vive um povo que é mar e que é rio, E seu destino é um dia se juntar. O canto mais belo será sempre mais sincero. Sabe, tudo quanto é belo será sempre de espantar. Aqui vive um povo que cultiva a qualidade, ser mais sábio que quem o quer governar!
  10. 11. A novidade é que o Brasil não é só litoral! É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul. Tem gente boa espalhada por esse Brasil, que vai fazer desse lugar um bom país! Uma notícia está chegando lá do interior. Não deu no rádio, no jornal ou na televisão. Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil, não vai fazer desse lugar um bom país!
  11. 12. Euclides da Cunha Monteiro Lobato Lima Barreto Graça Aranha Augusto dos Anjos
  12. 13. O que se convencionou chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma "escola literária", ou seja, não temos um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas característi-cas. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa uma vasta produção literária que abrangeria os primeiros 20 anos do século passado. Porém, podemos pensar em alguns pontos em comum:
  13. 14. COMO RECONHECER UM TEXTO PRÉ-MODERNISTA? <ul><li>A denúncia da realidade brasileira , negando o Brasil literário herdado do Romantismo e do Parnasianismo; o Brasil não-oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo. </li></ul>
  14. 15. COMO RECONHECER UM TEXTO PRÉ-MODERNISTA? <ul><li>O regionalismo , montando-se um vasto painel brasileiro: o Norte e o Nordeste com Euclides da Cunha; o vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto. </li></ul>
  15. 16. COMO RECONHECER UM TEXTO PRÉ-MODERNISTA? <ul><li>Os tipos humanos marginalizados : o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos. </li></ul>
  16. 17. COMO RECONHECER UM TEXTO PRÉ-MODERNISTA? <ul><li>Uma ligação com fatos políticos, econômicos o sociais contemporâneos , diminuindo a distância entre a realidade e a ficção. São exemplos: Triste fim de Policarpo Quaresma , de Lima Barreto (retrata o governo de Floriano e a Revolta da Armada), Os sertões , de Euclides da Cunha (um relato da Guerra de Canudos), Cidades mortas , de Monteiro Lobato (mostra a passagem do café pelo vale do Paraíba paulista), e Canaã , de Graça Aranha (um documento sobre a imigração alemã no Espírito Santo). </li></ul>
  17. 18. UM TRAÇO CONSERVADOR A permanência de características realistas-naturalistas, na prosa, e a permanência de um poesia de caráter ainda parnasiano ou simbolista.
  18. 19. UM TRAÇO RENOVADOR A valorização de novos autores, uma linguagem próxima da realidade e um novo modo de encarar o país: o nacionalismo crítico .
  19. 21. <ul><li>Euclides da Cunha (1866-1909) nasceu no Rio de Janeiro, estudou na Escola Militar e fez curso de Engenharia. De formação positivista e republicano convicto, Euclides sempre mostrou grande interesse por Ciências Naturais e por Filosofia. </li></ul><ul><li>Viveu durante algum tempo em São Paulo e, em 1897, foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo ao sertão da Bahia, para cobrir, como correspondente, a guerra de Canudos. </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Na condição de ex-militar, Euclides pôde informar com precisão os movimentos da guerra das três últimas semanas do conflito. Suas mensagens, transmitidas pelo telégrafo, permitiram que o Sul do país acompanhasse passo a passo a campanha, mobilizando e dividindo a opinião pública. </li></ul><ul><li>Cinco anos depois, o autor lançou Os Sertões , obra que narra e analisa os acontecimentos de Canudos à luz das teorias cientificistas da época. </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Euclides da Cunha publicou ainda Contrastes e Confrontos (1907) e À Margem da História (1909). </li></ul><ul><li>Euclides deixou também vários outros escritos — tratados, cartas, artigos —, todos relacionados ao país, às suas características regionais, geográficas e culturais. </li></ul>
  22. 24. Tarcísio Meira e Vera Fischer, como Euclides da Cunha e Anna de Assis, na minissérie Desejo , de Gló-ria Perez, Rede Globo, 1990.
  23. 26. <ul><li>“ Livro posto entre a literatura e a sociologia naturalista, Os Sertões assinalam um fim e um começo: o fim do imperialismo literário, o começo da análise científica aplicada aos aspectos mais importantes da sociedade brasileira (no caso, as contradições contidas na diferença de cultura entre as regiões litorâneas e o interior)”. </li></ul><ul><li>Antonio Candido, USP </li></ul>
  24. 27. <ul><li>“ Seu estilo complexo, considerado por muitos como um verdadeiro ‘barroco científico’, traduz sua formação acadêmica; é inegável, no entanto, seu vigor estilístico, baseado principalmente na constante insatisfação, comunica-nos com veemência a violência trágica do que aconteceu em Canudos” </li></ul><ul><li>Ulisses Infante </li></ul>
  25. 28. <ul><li>Os Sertões são uma obra monumental, na qual se mesclam ciência e literatura. </li></ul><ul><li>Escrito com o intuito de denunciar, com rigor e objetividade científica, a tragédia que foi a campanha do Exército brasileiro em Canudos, o livro acaba por superar a mera finalidade informativa, atingindo alto valor literário. </li></ul><ul><li>Os Sertões é um livro escrito numa prosa ampla, enérgica, imaginativa e arrojada até ao exagero, num estilo que parece imitar o drama da ecologia nordestina... </li></ul>
  26. 29. <ul><li>Divide-se a obra em três partes: </li></ul><ul><li>“ A Terra” , em que se descreve o meio geográfico (o cenário do drama); </li></ul><ul><li>“ O Homem” , em que se descrevem as condições da vida no Nordeste (as personagens do drama); </li></ul><ul><li>“ A Luta”, em que se narram as peripécias da Guerra de Canudos (ou seja, o próprio drama), até o massacre final dos habitantes da cidade arrasada. </li></ul>
  27. 30. <ul><li>AS TRÊS PARTES E AS TEORIAS DETERMINISTAS: </li></ul><ul><li>Em razão do enfoque determinista, o autor, partindo da análise das condições do meio natural, analisa o homem, seus componentes e seu meio social e, na última parte, enfoca a guerra como resultado dessa interação entre o homem e o meio . </li></ul>
  28. 31. Então, a travessia das veredas sertanejas é mais exaustiva que a de uma estepe nua. Nesta, ao menos, o viajante tem um desafogo de um horizonte largo e a perspectiva das planu-ras francas. Ao passo que a caatinga o afoga; abre-via-lhe o olhar; agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente
  29. 32. e não o atrai; repulsa-o com as folhas urtican-tes, com o espinho, com os gravetos estalados em lanças, e desdobra-se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto desolado [...].
  30. 34. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. (...) Este contraste impõe-se ao mais leve exame. Revela-se a todo o momento, em todos os pormenores da vida sertaneja — caracterizado sempre pela intercadência impressionadora entre extremos impulsos e apatias longas.
  31. 36. ... E surgia na Bahia o anacoreta sombrio, cabelos crescidos até aos ombros, barba inculta e longa; face escaveirada; olhar fulgurante; monstruoso, dentro de um hábito azul de brim americano; abordoado ao clássico bastão em que se apóia o passo tardo dos peregrinos. É desconhecida a sua existência durante tão longo período. Um velho caboclo, preso em Canudos nos últimos dias da campanha, disse-me algo a respeito, mas vagamente, sem precisar datas, sem pormenores característicos. Conhecera-o nos sertões de Pernambuco, um ou dous anos depois da partida do Crato.
  32. 37. A Revista Ilustrada , de Angelo Agostini, veículo de propaganda republica-na durante o Império, retratava Conselheiro de forma caricatural, com séquito de bufões arma-dos com velhos bacamar-tes, tentando &quot;barrar&quot; a República. Exemplo de como a imprensa da época rea-giu ao messianismo.
  33. 38. A única foto conhecida de Antônio Conselheiro, místico rebelde e líder espiritual do arraial de Canudos. Foto tirada duas semanas após sua morte, pelo fotógrafo Flávio de Barros, a serviço do Exército.
  34. 39. Fechemos este livro. Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a História, resistiu até o esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados. Forremo-nos à tarefa de descrever os seus últimos momentos. Nem poderíamos fazê-lo. Esta página, imaginamo-la sempre profundamente
  35. 40. emocionante e trágica, mas cerramo-la vacilante e sem brilhos. Vimos como quem vinga uma montanha altíssima. No alto, a par de uma perspectiva maior, a vertigem... Ademais não desafiaria a incredulidade do futuro a narrativa de pormenores em que se amostrassem mulheres precipitando-se nas fogueiras dos próprios lares, abraçadas aos filhos pequeninos?...
  36. 41. Típica habitação de Canudos .
  37. 42. <ul><li>O “BARROCO CIENTÍFICO”: </li></ul><ul><li>“ Ao passo que a caatinga o afoga; abrevia-lhe o olhar; agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente e não o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, com o espinho, com os gravetos estalados em lanças, e desdobra-se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto desolado: árvore sem folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos, entrecruzados, apontando rijamente no espaço ou estirando-se flexuosos pelo solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora agonizante ...”. </li></ul>
  38. 43.  VAMOS REFLETIR ??? !
  39. 44. “ O sertão virará praia e a praia virará sertão.” Antônio Conselheiro
  40. 45. <ul><li>Curiosamente, em parte, Antônio Conselheiro estava certo: o sertão virou mar. A região onde em 1897 estava o arraial de Canudos — à beira do rio Vasa-barris, em pleno sertão baiano — hoje se encontra debaixo d’água, submersa pelo açude de Cocorobó. </li></ul><ul><li>REFLITA: Na sua opinião, falta muito para o mar virar sertão? </li></ul>
  41. 46. <ul><li>Assista ao filme “Guerra de Canudos” (1997) de Sérgio Resende. Com Cláudia </li></ul><ul><li>Abreu, Marieta Severo, Paulo </li></ul><ul><li>Betti e José Wilker (como Antô- </li></ul><ul><li>nio Conselheiro). </li></ul> Você encontra partes deste filme no les! www.literaturaeshow.com.br
  42. 47. <ul><li>OUÇA AS CANÇÕES: </li></ul><ul><li>SOBRADINHO (Sá & Gurabyra) : nela, você tem a reflexão sobre outro pedaço de sertão que virou “mar” , quando da construção da barragem de Sobradinho: </li></ul><ul><li>“ O sertão vai virar mar, dá no coração </li></ul><ul><li>Um medo que algum dia o mar também vire sertão...” </li></ul>Você encontra um vídeo desta música no les! www.literaturaeshow.com.br 
  43. 48. <ul><li>OUÇA AS CANÇÕES: </li></ul><ul><li>NOTÍCIAS DO BRASIL: OS PÁSSAROS TRAZEM (Milton Nascimento) : nela, os autores falam da existência de dois “Brasis”: um do litoral, outro do interior. </li></ul>Você encontra um vídeo desta música no les! www.literaturaeshow.com.br 

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