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Humanismo português

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  • ou cara tem como me arruma esse trabalho ae n ??
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Humanismo português

  1. 1. Professor José Ricardo Lima www.literaturaeshow.com.br
  2. 3. <ul><li>1- Marcos: </li></ul><ul><li>Inicial: Nomeação de Fernão Lopes para guarda-mor da Torre do Tombo (1914) ou para cronista-mor (1934); </li></ul><ul><li>Final: Retorno de Sá de Miranda da Itália (1527). </li></ul>
  3. 4. <ul><li>2-Momento histórico: </li></ul><ul><li>Crise do Sistema Feudal: Peste Negra, Guerra dos Cem Anos (Inglaterra e França-1346-1450), escassez da mão-de-obra; </li></ul><ul><li>Crise da Igreja: conflitos internos, existência de dois papas (um em Roma; outro em Avignon, França); </li></ul><ul><li>Renascimento urbano: formação dos burgos e de uma classe social que mais adiante seria responsável por profundas mudanças sociais, a burguesia. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>2-Momento histórico: </li></ul><ul><li>Fortalecimento do poder centralizado nas mãos do rei; </li></ul><ul><li>Revolução de Avis (1383-1385): aclamação de D. João, filho bastardo do Rei Dom Pedro I, como rei de Portugal; </li></ul><ul><li>Expansão ultramarina: conquistas na costa africana, culminando com a viagem marítima às Índias. </li></ul>
  5. 7. <ul><li>3- No plano cultural e literário: </li></ul><ul><li>A língua portuguesa firma-se como língua independente; </li></ul><ul><li>A língua literária escrita desenvolve-se diferenciando-se da língua falada; </li></ul><ul><li>A prosa floresce, enquanto a poesia entra em declínio; </li></ul><ul><li>A corte torna-se o principal centro de produção cultural e literária, graças ao fortalecimento da casa real em detrimento das casas senhoriais. </li></ul>
  6. 8. Produção Literária do Humanismo Português
  7. 9. <ul><li>5- A Crônica Histórica de Fernão Lopes: </li></ul><ul><li>5.1- Características: </li></ul><ul><li>Investigação crítica das fontes; </li></ul><ul><li>Concepção da História; </li></ul><ul><li>Qualidades artísticas. </li></ul><ul><li>5.2- Obras: </li></ul><ul><li>Crônica del-Rei D. Pedro I; </li></ul><ul><li>Crônica del Rei D. Fernando; </li></ul><ul><li>Crônica del-Rei D. João I. </li></ul>
  8. 10. <ul><li>5.3- Texto exemplificador: </li></ul><ul><li>“ E não se esquecendo de honrar os seus ossos, pois já mais nada lhe podia fazer, mandou construir um monumento de alva pedra, todo muito delicadamente obrado, com a imagem dela sobre a cama de coroa na cabeça como se fosse rainha e mandou-o colocar no Mosteiro de Alcobaça, não à entrada, onde jazem os reis, mas dentro da igreja, à mão direita, junto da capela-mor. </li></ul><ul><li>E mandou trazer seu corpo do Mosteiro de Santa Clara, onde jazia, com a maior honra que foi possível. Porque ela vinha num caixão muito bem arranjado para tal tempo, trazido por grandes cavaleiros, com acompanhamento de grandes fidalgos e muita outra gente, e donas e donzelas e muita clerezia. Ao longo do caminho havia muitos homens com círios nas mãos, dispostos a tal maneira que sempre o seu corpo caminhou por entre círios acesos. Assim chegaram até o dito mosteiro, que ficava a dezessete légua, onde com muitas missas e grande solenidade o caixão foi posto naquele moimento. E foi esta a mais honrosa trasladação que até aquele tempo fora vista em Portugal.” </li></ul>
  9. 11. <ul><li>6- A Poesia Palaciana: </li></ul><ul><li>6.1- Características: </li></ul><ul><li>Publicação no Cancioneiro Geral (1516) por Garcia de Resende; </li></ul><ul><li>Separação da poesia da música; </li></ul><ul><li>Apuro formal: ritmo próprio obtido a partir da métrica, da rima, das sílabas tônicas e átonas, enfim; </li></ul><ul><li>Uso de versos fixos: redondilhos maiores e menores; </li></ul><ul><li>Poesia ainda declamada nos salões dos palácios, mas sem exclusividade da recepção pública e coletiva. Passa a destinar-se à leitura individual e solitária; </li></ul><ul><li>Temáticas variadas, mas a figura feminina ainda se baseia na idealização das cantigas de amor medievais. </li></ul>
  10. 12. <ul><li>Senhora, partem tam tristes </li></ul><ul><li>meus olhos por vós, meu bem, </li></ul><ul><li>que nunca tam tristes vistes </li></ul><ul><li>outros nenhuns por ninguém. </li></ul><ul><li>tam tristes, tam saudosos, </li></ul><ul><li>tam, doentes da partida, </li></ul><ul><li>tam cansados, tam chorosos, </li></ul><ul><li>da morte mais desejosos </li></ul><ul><li>cem mil vezes que da vida. </li></ul><ul><li>Partem tam tristes os tristes, </li></ul><ul><li>tam fora d’esperar bem, </li></ul><ul><li>que nunca tam tristes vistes </li></ul><ul><li>outros nenhuns por ninguém. </li></ul>Foi na corte de D. Afonso V que floresceu a poesia palaciana.
  11. 13. <ul><li>7- Teatro de Gil Vicente: </li></ul><ul><li>7.1- Características: </li></ul><ul><li>Teatro medieval e popular: </li></ul><ul><li>- Teatro alegórico: representação de idéias abstratas com persona-gens, situações e coisas concretas; </li></ul><ul><li>- Teatro de tipos: as personagens reúnem as características mais marcantes de sua classe social, de seu sexo, de sua idade, etc.; </li></ul><ul><li>- Teatro de quadros: desenvolvem-se por uma sucessão de cenas relativamente independentes, sem formar propriamente um enredo; </li></ul><ul><li>- Ruptura da linearidade do tempo e despreocupação com a verossimilhança: a sucessão cronológica é inverossímil ou absurda; </li></ul><ul><li>- Teatro cômico e satírico: são comédias de costumes, seguindo o lema latino “ridendo castigat mores” </li></ul>
  12. 14. Humanismo Português <ul><li>O monólogo do vaqueiro , como teria sido representado pelo próprio Gil Vicente, de acordo com a visão do pintor Roque Gameiro. </li></ul>
  13. 15. <ul><li>7.2- Classificação das peças de Gil Vicente: </li></ul><ul><li>Autos pastoris – Monólogos ou diálogos cômicos de pastores, ricos em lirismo folclórico. Textos: Monólogo do Vaqueiro, Auto pastoril castelhano, Auto pastoril português; </li></ul><ul><li>Moralidades religiosas – Baseados na bíblia, expõem o tema da salvação pelo sacrifício de Cristo. Textos: Auto da Alma, Auto da Feira e Trilogia das Barcas(do Inferno, da Glória, do Purgatório); </li></ul><ul><li>Farsas – Apresentam personagens típicos e caráter de crítica social. Textos: Quem tem farelos?, Velho da Horta, Farsa de Inês Pereira; </li></ul><ul><li>Au tos Cavaleirescos – Encenação de episódios cavaleirescos, muito em moda na época. Textos: Amadis de Gaulla, Comédia do Viúvo, Comédia de Rubena; </li></ul><ul><li>Alegorias de temas profanos – Tema não-religioso, com personagens genéricos(idéias, qualidades, entidades). Textos: Cortes de Júpiter, Frágua do Amor, Nau dos amores. </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Vai-se à barca do Anjo, e diz: </li></ul><ul><li>ONZENEIRO </li></ul><ul><li>Hou da barca! Houlá! Hou! </li></ul><ul><li>Haveis logo de partir? </li></ul><ul><li>ANJO </li></ul><ul><li>E onde queres tu ir? </li></ul><ul><li>ONZENEIRO </li></ul><ul><li>Eu pera o Paraíso vou. </li></ul><ul><li>ANJO </li></ul><ul><li>Pois cant'eu mui fora estou </li></ul><ul><li>de te levar para lá. </li></ul><ul><li>Essoutra te levará; </li></ul><ul><li>vai pera quem te enganou! </li></ul>
  15. 17. A influência do teatro vicentino GIL VICENTE não apenas é o fundador do teatro por-tuguês. Suas peças funda-ram uma tradição que deu outros frutos em Portugal, nos países europeus e, é claro, no Brasil. Ao lado, Fernanda Montenegro e Maurício Gonçalves numa cena do Auto de Compa-decida , de Ariano Suas-suna, adaptado para TV em 1999.
  16. 18.  Anote aí! O Humanismo, embora dirigido a um público palaciano, adota alguns padrões do discurso popular.
  17. 19. <ul><li>Dante Alighieri </li></ul>
  18. 20. Dante Alighieri , poeta e escritor italiano da época do Humanismo, foi muito mais do que apenas um literato: numa época onde apenas os escritos em latim eram valorizados, redigiu um poema, de viés épico e teológico A Divina Comédia , que se tornou a base da língua italiana moderna e culmina a afirmação do modo medieval de entender o mundo. Nasceu em Florença, onde viveu a primeira parte da sua vida até ser injustamente exilado. O exílio foi ainda maior do que uma simples separação física de sua terra natal: foi abandonado por seus parentes. Apesar dessa condição, seu amor incondicional e capacidade visionária o transformaram no mais importante pensador de sua época.
  19. 21. Dante e os três reinos , de Domenico Michelino O poeta Dante Alighieri aparece no centro da imagem, mostrando uma cópia de sua obra. À sua esquerda, uma procissão de pecadores se encaminham para os círculos que fazem parte do Inferno. Atrás dele, vemos a montanha do Purgatório, com Adão e Eva no topo. No alto da figura, está o Paraíso. Do lado esquerdo do poeta, está Florença, sua cidade natal.
  20. 22. <ul><li>A &quot;Divina Comédia&quot; — escrita no século XIV, em pleno Renascimento, pelo italiano Dante Alighieri — conta uma viagem que vai do Inferno, passando pelo Purgatório, até chegar ao Paraíso. </li></ul><ul><li>&quot;O Inferno&quot; é a primeira parte da obra. Criado da queda de Lúcifer do Céu, o Inferno é formado por 9 Círculos, 3 Vales, 10 Fossos e 4 Esferas. Ele torna-se mais profundo a cada círculo. Assim, os pecados menos graves estão logo no ínicio, e os mais graves no final. </li></ul>

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