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Arcadismo 2013

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Arcadismo 2013

  1. 1. Professor JOSÉ RICARDO LIMA www.literaturaeshow.com.br ARCADISMO BRASILEIRO
  2. 2. <ul><li>CONTEXTUALIZANDO: </li></ul><ul><li>O Barroco sofreu grande influência da fé. A partir das ideias de Isaac New-ton, o racionalismo ga-nha força novamente. </li></ul><ul><li>Como consequência, o ideal de arte barroca também acaba sendo questionado. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  3. 3. <ul><li>CONTEXTUALIZANDO: </li></ul><ul><li>A queda do Absolutismo dá origem ao chamado “Século das luzes”; </li></ul><ul><li>Tem-se o período histó-rico chamado de ILUMINISMO . </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  4. 4. <ul><li>Arcádia era uma província da antiga Grécia, morada de Pã (deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores ). </li></ul><ul><li>Com o tempo, se converteu no nome de um país imaginário, criado e descrito por diversos poetas e artistas. Neste lugar imaginado reina a felicidade, a simplicidade e a paz em um ambiente idílico habitado por uma população de pastores que vivem em comunhão com a natureza. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  5. 5. ARCADISMO BRASILEIRO <ul><li>Representação de Arcádia (Friedrich August von Kaulbach) </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A principal característica desta escola é a exaltação da natureza e de tudo que lhe diz respeito. É por isto que muitos poetas ligados ao Arcadismo adotaram pseudônimos de pastores gregos ou latinos (pois o ideal de vida válido era o de uma vida bucólica ). </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  7. 7. ARCADISMO BRASILEIRO A arquitetura árcade comparada às arquiteturas grega e romana.
  8. 8. ARCADISMO BRASILEIRO A arquitetura barroca comparada à arquitetura neoclássica.
  9. 9. ARCADISMO BRASILEIRO <ul><li>Em Portugal </li></ul><ul><li>1756  Fundação da Arcádia Lusitana </li></ul><ul><li>1825  Camões, de Almeida Garret </li></ul><ul><li>No Brasil </li></ul><ul><li>1768  Obras, de Cláudio Manoel Costa. </li></ul><ul><li>1836  Suspiros poéticos e saudades , Gonçalves de Magalhães </li></ul>
  10. 10. <ul><li>CONTEXTO HISTÓRICO </li></ul><ul><li>Burguesia atinge a hegemonia econômica. </li></ul><ul><li>Multiplicam-se os bancos. </li></ul><ul><li>Montesquieu publica O espírito das leis , e propõe a divisão dos três poderes. </li></ul><ul><li>Rosseau, apregoa o mito do bom selvagem. </li></ul><ul><li>Pombal vem para o Brasil. </li></ul><ul><li>Em 1776 ocorre a Independência dos EUA. </li></ul><ul><li>MG torna-se o centro econômico-político-cultural do Brasil. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  11. 11. ARCADISMO BRASILEIRO A Inconfidência Mineira Arcadismo
  12. 12. <ul><li>AUTORES </li></ul><ul><li>Cláudio Manuel da Costa ( Obras poéticas ) </li></ul><ul><li>Tomás Antônio Gonzaga ( Marília de Dirceu ) </li></ul><ul><li>Santa Rita Durão ( Caramuru ) </li></ul><ul><li>Basílio da Gama ( O Uraguai ) </li></ul><ul><li>Alvarenga Peixoto ( Enéias no Lácio ) </li></ul><ul><li>Silva Alvarenga ( Glaura ) </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  13. 13. <ul><li>AS MÁXIMAS GRECO-LATINAS </li></ul><ul><li>Tempus fugit </li></ul><ul><li>Carpe diem </li></ul><ul><li>Fugere urbem </li></ul><ul><li>Locus amoenus </li></ul><ul><li>Aurea mediocritas </li></ul><ul><li>Inutilia truncat </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  14. 14. <ul><li>AS MÁXIMAS GRECO-LATINAS </li></ul><ul><li>Fingimento poético ou convencionalismo amoroso  Pastoralismo  Uso de pseudônimos; </li></ul><ul><li>Cláudio M. da Costa: Glauceste Satúrnio; </li></ul><ul><li>Tomás Antônio Gonzaga: Dirceu </li></ul><ul><li>Basílio da Gama: Termindo Sipílio </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  15. 15. ARCADISMO BRASILEIRO Segundo o filósofo Jean-Jaques Rous-seau, &quot;todo homem nasce bom. Porém, a sociedade o cor-rompe&quot;.
  16. 16. ARCADISMO BRASILEIRO Cláudio Manuel da Costa, que adotou o pseudônimo árcade de Glauceste Satúrnio , nasceu e morreu em Minas Gerais (1729-1789).
  17. 17. <ul><li>CLÁUDIO MANOEL DA COSTA </li></ul><ul><li>Obras poéticas (1768); </li></ul><ul><li>Sonetos, éclogas, cantatas, epicédios (ode), epístolas, etc; </li></ul><ul><li>Vila Rica (poema épico de inspiração camoniana); </li></ul><ul><li>Traços cultistas: transição entre o Barroco e o Arcadismo; </li></ul><ul><li>Modelos clássicos: Teócrito, Virgílio, Sannarazo, Camões). </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  18. 18. ARCADISMO BRASILEIRO <ul><li>Vila Rica , de Arnaud Julien Pallíère </li></ul>
  19. 19. <ul><li>CLÁUDIO MANOEL DA COSTA </li></ul><ul><li>Apesar dos traços cultistas, faz severas restrições a esse estilo, defendendo a simplicidade arcádica. </li></ul><ul><li>Sonetista sóbrio e elegante (Camões e Petrarca). </li></ul><ul><li>Ausência do elemento brasileiro na sua poesia, embora apareça, de maneira alusiva, a paisagem de MG. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  20. 20. <ul><li>CLÁUDIO MANOEL DA COSTA </li></ul><ul><li>Oscilação entre o apego à Colônia e o amor à Metrópole: dilaceramento interior; </li></ul><ul><li>Platonismo amoroso; </li></ul><ul><li>Nise (musa e pastora). </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  21. 21. ARCADISMO BRASILEIRO Nascido em Portugal. O mais neoclássico de todos os poetas árcades.
  22. 22. <ul><li>TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA </li></ul><ul><li>Poesia lírica: Marília de Dirceu (duas partes); </li></ul><ul><li>Poesia satírica: Cartas chilenas ; </li></ul><ul><li>Tese jurídica: Tratado de Direito Natural ; </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  23. 23. ARCADISMO BRASILEIRO
  24. 24. <ul><li>TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA </li></ul><ul><li>Cedia, vez ou outra, às convenções da poesia arcádica; </li></ul><ul><li>Lirismo amoroso, como expressão pessoal: subjetivismo; </li></ul><ul><li>Imitação direta da natureza de Minas e não a cópia de uma natureza européia. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  25. 25. <ul><li>MARÍLIA DE DIRCEU </li></ul><ul><li>Obra pré-romântica; idealiza sua amada e supervaloriza o amor, mas é árcade em todas as outras características, preocupa-se com forma. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  26. 26. <ul><li>MARÍLIA DE DIRCEU </li></ul><ul><li>A primeira parte tem: 33 liras, onde ele canta a beleza de sua &quot;pastora“, &quot;Marília&quot;, compara-a à Afrodite; usa figuras mitológicas; os refrãos de cada lira apresentam estruturas semelhantes, mas diferentes de lira para lira. O autor também se dirige a seus amigos &quot;Glauceste&quot; e &quot;Alceu&quot; (Cláudio Ma-nuel da Costa e Alvarenga Peixoto). O bucolismo nesta parte da obra é extremo. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  27. 27. <ul><li>MARÍLIA DE DIRCEU </li></ul><ul><li>A segunda parte tem 37 liras, escrita na pri-são, em 1789. Nela o bucolismo é diminuído, mas a adoração a Marília não. Existe a na-gústia da separação e o sentimento de ter sido injuriado. Isto tudo aumenta a paixão. Aparece também a angústia da separação do amigo &quot;Glauceste&quot;. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  28. 28. <ul><li>CARTAS CHILENAS </li></ul><ul><li>Poema satírico; </li></ul><ul><li>13 cartas (algumas incompletas) dirigidas ao amigo C.M.C.; </li></ul><ul><li>Baseada em fatos reais; </li></ul><ul><li>Crítica ao governador. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  29. 29. <ul><li>CARTAS CHILENAS </li></ul><ul><li>A – Critilo (remetente) – Tomás Antônio Gonzaga (autor das cartas); </li></ul><ul><li>B – Doroteu (destinatário) – Cláudio Manuel da Costa(poeta árcade); </li></ul><ul><li>C – Fanfarrão Minésio (alvo da sátira) – Luís da Cunha Meneses (governador da província das Minas Gerais); </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO
  30. 30. <ul><li>CARTAS CHILENAS </li></ul><ul><li>D – Silverino (personagem criticado) – Joaquim Silvério dos Reis (delator dos inconfidentes e inimigo de Tomás Antônio Gonzaga); </li></ul><ul><li>E – Chile: Brasil; </li></ul><ul><li>F – Santiago: Vila Rica. </li></ul>ARCADISMO BRASILEIRO

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