Arcadismo 2009

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Arcadismo 2009

  1. 1. LINHA DO TEMPO
  2. 2. ARCÁDIA Arcádia era uma província da antiga Grécia, morada de Pã (deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores ). Com o tempo, se converteu no nome de um país imaginário, criado e descrito por diversos poetas e artistas. Neste lugar imaginado reina a felicidade, a simplicidade e a paz em um ambiente idílico habitado por uma po-pulação de pastores que vivem em comu-nhão com a natureza.
  3. 3. Representação de Arcádia (Friedrich August von Kaulbach).
  4. 4. ARCADISMO A principal característica desta escola é a exaltação da natureza e de tudo que lhe diz respeito. É por isto que muitos poetas ligados ao Arcadismo adotaram pseudôni-mos de pastores gregos ou latinos (pois o ideal de vida válido era o de uma vida bucólica).
  5. 5. ARQUITETURA BARROCA
  6. 6. ARQUITETURA ÁRCADE
  7. 11. <ul><li>Em Portugal </li></ul><ul><li>1756  Fundação da Arcádia Lusitana </li></ul><ul><li>1825  Camões, de Almeida Garret </li></ul><ul><li>No Brasil </li></ul><ul><li>1768  Obras, de Cláudio M. Costa </li></ul><ul><li>1836  Suspiros poéticos e sauda-des , Gonçalves de Magalhães </li></ul>MARCOS
  8. 12. CONTEXTO HISTÓRICO <ul><li>Burguesia atinge a hegemonia econômica. </li></ul><ul><li>Multiplicam-se os bancos. </li></ul><ul><li>Montesquieu publica O espírito das leis , e propõe a divisão dos três poderes. </li></ul><ul><li>Rosseau, apregoa o mito do bom selvagem. </li></ul><ul><li>Pombal vem para o Brasil. </li></ul><ul><li>Em 1776 ocorre a Independência dos EUA. </li></ul><ul><li>MG torna-se o centro econômico – político – cultural do Brasil. </li></ul>
  9. 13. A Inconfidência Mineira Arcadismo PRINCIPAL ACONTECIMENTO HISTÓRICO NO BRASIL
  10. 14. “ Atrás de portas fechadas, à luz de velas acesas, entre sigilo e espionagem acontece a Inconfidência. Liberdade ainda que tarde ouve-se em redor da mesa. E a bandeira já está viva e sobe na noite imensa. INCONFIDÊNCIA MINEIRA Cecília Meirelles
  11. 15. E os seus tristes inventores já são réus — pois se atreveram a falar em Liberdade. Liberdade esta palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda&quot;. Cecília Meirelles INCONFIDÊNCIA MINEIRA
  12. 17. AUTORES <ul><li>Cláudio Manuel da Costa ( Obras poéticas ) </li></ul><ul><li>Tomás Antônio Gonzaga ( Marília de Dirceu ) </li></ul><ul><li>Santa Rita Durão ( Caramuru ) </li></ul><ul><li>Basílio da Gama ( O Uraguai ) </li></ul><ul><li>Alvarenga Peixoto ( Enéias no Lácio ) </li></ul><ul><li>Silva Alvarenga ( Glaura ) </li></ul>
  13. 18. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS <ul><li>Objetividade (razão); </li></ul><ul><li>Bucolismo; </li></ul><ul><li>Idealização da amada e da natureza; </li></ul><ul><li>Linguagem fácil, com poucas inversões sintáticas e poucas Figuras de Linguagem; </li></ul>
  14. 19. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS <ul><li>Efemeridade da vida. </li></ul><ul><li>Aurea mediocritas </li></ul><ul><li>Carpe diem ; </li></ul><ul><li>Fugere urbem ; </li></ul><ul><li>Locus amoenus; </li></ul><ul><li>Inutilia truncat ; </li></ul><ul><li>Fingimento poético ou convencionalismo amoroso  Pastoralismo  Uso de pseudônimos; </li></ul>
  15. 20. ALGUNS AUTORES E SEUS PSEUDÔNIMOS <ul><li>Cláudio M. da Costa  Glauceste Satúrnio; </li></ul><ul><li>Tomás Antônio Gonzaga  Dirceu </li></ul><ul><li>Basílio da Gama  Termindo Sipílio </li></ul>
  16. 21. A VEROSSIMILHANÇA Um dos princípios fundamentais da arte greco-romana é a verossimilhança. Aristó-teles dizia que a função do artista não é retratar o que acontece, mas o que poderia ter acontecido. Em outras palavras, a obra de arte não precisa ser o retrato fiel da realidade, mas precisa ter uma coerência interna que a faça assemelhar-se à verdade. 
  17. 22. A VEROSSIMILHANÇA Esse princípio criado pelos gregos foi seguido pelos artistas latinos, que, por sua vez, foram imitados pelos artistas do Renascimento. No Arcadismo, esse princípio se mantém, mas, para os árcades, o que de fato assegura a qualidade da obra de arte é sua semelhança com as obras do Renascimento, que tomam por modelo. 
  18. 23. O BOM SELVAGEM Segundo o filósofo Jean-Jaques Rous-seau, &quot;todo homem nasce bom. Porém, a sociedade o cor-rompe&quot;. Cartaz do filme &quot;A Lagoa azul (1980).
  19. 24. Cláudio Manuel da Costa, que adotou o pseudônimo árca-de de Glauceste Satúrnio , nasceu e morreu em Minas Gerais (1729-1789). CLÁUDIO MANOEL DA COSTA
  20. 25. CLÁUDIO MANOEL DA COSTA <ul><li>Obras poéticas (1768); </li></ul><ul><li>Sonetos, éclogas, cantatas, epicédios (ode), epístolas, etc; </li></ul><ul><li>Vila Rica (poema épico de inspiração camoniana); </li></ul><ul><li>Traços cultistas: transição entre o Barroco e o Arcadismo; </li></ul><ul><li>Modelos clássicos: Teócrito, Virgílio, Sannarazo, Camões). </li></ul>
  21. 26. Vila Rica, de Arnaud Julien Pallíère CLÁUDIO MANOEL DA COSTA
  22. 27. CLÁUDIO MANOEL DA COSTA <ul><li>Apesar dos traços cultistas, faz severas restrições a esse estilo, defendendo a simplicidade arcádica. </li></ul><ul><li>Sonetista sóbrio e elegante (Camões e Petrarca). </li></ul><ul><li>Ausência do elemento brasileiro na sua poesia, embora apareça, de maneira alusiva, a paisagem de MG. </li></ul>
  23. 28. CLÁUDIO MANOEL DA COSTA <ul><li>Oscilação entre o apego à Colônia e o amor à Metrópole: dilaceramento interior; </li></ul><ul><li>Platonismo amoroso; </li></ul><ul><li>Nise (musa e pastora). </li></ul>
  24. 29. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA <ul><li>Nascido em Portugal; </li></ul><ul><li>Poesia lírica: Liras de Marília de Dirceu (duas partes); </li></ul><ul><li>Poesia satírica: Cartas chilenas; </li></ul><ul><li>Tese jurídica: Tratado de Direito Natural ; </li></ul><ul><li>O mais equilibradamente neoclássico. </li></ul>
  25. 31. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA <ul><li>Cedia, vez ou outra, às convenções da poesia arcádica; </li></ul><ul><li>Lirismo amoroso, como expressão pesso-al: subjetivismo; </li></ul><ul><li>Imitação direta da natureza de Minas e não a cópia de uma natureza européia. </li></ul>
  26. 32. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA <ul><li>As Liras são todas dirigidas a Marília, portanto, a linguagem é simples; </li></ul><ul><li>Mesmo assim, aparecem ainda algumas referências à Mitologia Greco-Latina. </li></ul><ul><li>A continência amorosa e o fingimento poético. </li></ul>
  27. 33. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA <ul><li>Aurea mediocritas; </li></ul><ul><li>Locus amoenus; </li></ul><ul><li>Fugere urbem; </li></ul><ul><li>Carpe diem; </li></ul><ul><li>Inutilia truncat. </li></ul>
  28. 34. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ― Marília de Dirceu <ul><li>Obra pré-romântica; idealiza sua amada e supervaloriza o amor, mas é árcade em todas as outras características, preocupa-se com forma. </li></ul><ul><li>A primeira parte tem: 33 liras, onde ele canta a beleza de sua &quot;pastora“, &quot;Marília&quot;, </li></ul>
  29. 35. compara-a à Afrodite; usa figuras mitológi-cas; os refrãos de cada lira apresentam es-truturas semelhantes, mas diferentes de lira para lira. O autor também se dirige a seus amigos &quot;Glauceste&quot; e &quot;Alceu&quot; (Cláudio Ma-nuel da Costa e Alvarenga Peixoto). O bucolismo nesta parte da obra é extremo. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ― Marília de Dirceu
  30. 36. A segunda parte tem 37 liras, escrita na pri-são, em 1789. Nela o bucolismo é diminuído, mas a adoração a Marília não. Existe a na-gústia da separação e o sentimento de ter sido injuriado. Isto tudo aumenta a paixão. Aparece também a angústia da separação do amigo &quot;Glauceste&quot;. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ― Marília de Dirceu
  31. 37. Resumindo:
  32. 38. <ul><li>PRIMEIRA PARTE: época do noivado  os encantos de Marília, os amores de Dirceu, os projetos da vida futura, os quadros descriti-vos amenos, a expressão otimista e o narcisismo. </li></ul>TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ― Marília de Dirceu
  33. 39. <ul><li>SEGUNDA PARTE: escrita no cárcere  amargura, desconsolo, solidão. Revolta con-tra as injustiças </li></ul>TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ― Marília de Dirceu
  34. 40. <ul><li>Poema satírico; </li></ul><ul><li>13 cartas (algumas incompletas) dirigidas ao amigo C.M.C.; </li></ul><ul><li>Baseada em fatos reais; </li></ul><ul><li>Crítica ao governador. </li></ul>TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ― Cartas chilenas
  35. 41. A – Critilo (remetente) – Tomás Antônio Gonzaga (autor das cartas) B – Doroteu (destinatário) – Cláudio Manuel da Costa(poeta árcade) C – Fanfarrão Minésio (alvo da sátira) – Luís da Cunha Meneses (governador da província das Minas Gerais) TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ― Cartas chilenas
  36. 42. D – Silverino (personagem criticado) – Joaquim Silvério dos Reis (delator dos inconfidentes e inimigo de Tomás Antônio Gonzaga) E – Chile: Brasil F – Santiago: Vila Rica TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA ― Cartas chilenas
  37. 43. Outros Autores 56

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