Teorias e mod. de superv. aula 2

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Teorias e mod. de superv. aula 2

  1. 1. TEORIAS E MODELOS DE SUPERVISÃO Profa. Maria Regina Peres
  2. 2. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Atividades </li></ul><ul><li>Doc .: Educação e Formação em </li></ul><ul><li>Portugal </li></ul><ul><li>2. Texto : A supervisão na escola – o papel do gestor intermédio </li></ul><ul><li>3. Texto : Formação e supervisão de professores: uma nova abrangência . </li></ul><ul><li>4. Orientações para o trabalho final – Análise de artigos sobre supervisão. </li></ul>
  3. 3. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>A supervisão na escola – o papel do gestor intermédio </li></ul>Noção Tradicional de Supervisão - Se relaciona a formação inicial de professores, a função de inspeção realizada por membro externo a instituição escolar. - Sentido Fiscalizador <ul><li>Principais desencadeadores das alterações </li></ul><ul><li>Alteração do estatuto da carreira docente </li></ul><ul><li>Avaliação de desempenho do professores </li></ul><ul><li>Autoavaliação </li></ul><ul><li>Noção Atual de Supervisão </li></ul><ul><li>Se relaciona a idéia de gestor intermédio valorizando a supervisão das </li></ul><ul><li>práticas educativa no interior da instituição escolar. </li></ul><ul><li>- Função de acompanhamento, orientação do processo educativo. </li></ul>
  4. 4. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Formação e supervisão de professores: uma nova abrangência </li></ul><ul><li>O texto relata uma palestra de I. Alarcão dividida em: </li></ul><ul><li>1ª Parte : apresentação da re‑conceptualização do conceito de supervisão de forma ampla que se estende à escola. Não se enfoca somente os professores em formação inicial, mas toda a escola e todos os que, na escola, realizam o trabalho de ensinar, estudar ou apoiar a função educativa. </li></ul><ul><li>2ª Parte : relata um caso de inovação curricular acompanhada de forma supervisiva em uma escola reflexiva. </li></ul>
  5. 5. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Algumas ideias da 1ª parte: </li></ul><ul><li>Ênfase na supervisão contínua em detrimento da supervisão na formação inicial; </li></ul><ul><li>A supervisão, em termos de formação inicial, centra-se no professor, a supervisão em formação contínua, incide sobre o coletivo dos professores; </li></ul><ul><li>Ênfase na orientação mais colaborativa e menos hierárquica; </li></ul><ul><li>A supervisão do século XXI terá fundamentalmente duas características. Uma denominada de democrática e outra de liderança com visão. </li></ul>
  6. 6. Teorias e Modelos de Supervisão A função dos supervisores institucionais é fundamentalmente, encorajar os professores a trabalharem em conjunto, como colegas, numa atitude indagadora e transformadora. O supervisor não é aquele que faz, nem é aquele que manda fazer; é a pessoa que cria condições para que os professores pensem e ajam e façam isso de uma forma colaborativa, crítica, indagadora, com espírito investigativo.
  7. 7. Teorias e Modelos de Supervisão Quando se pensa em supervisor institucional, tem‑se em mente uma pessoa que tem essa função específica? Quem são esses supervisores institucionais? Todos os que estão na escola são supervisores. Entendendo a supervisão como o processo auto-supervisivo e hetero‑supervisivo. Todos têm a função de se entre‑ajudarem e de contribuirem para uma escola melhor. (I.Alarcão) [...] Mas, (...) convém que haja algumas pessoas que se sentem mais responsáveis por fazer ocorrer a dinâmica supervisiva.
  8. 8. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Algumas ideias da 2ª Parte - Um caso de supervisão em uma escola reflexiva </li></ul><ul><li>A autora denomina “Um caso de supervisão numa escola reflexiva”, porque considera que a escola possui capacidade de pensar por sí mesma. Essa escola pensante recebeu a designação de escola reflexiva. Trata-se do conceito de escola aprendente, qualificante. </li></ul>Entendo a escola reflexiva como “uma organização que continuadamente se pensa a si própria, na sua missão social e na sua organização, e se confronta com o desenrolar da sua actividade, num processo heurístico, simultaneamente avaliativo e formativo” (Alarcão, 2001, p. 35).
  9. 9. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>O caso : Estudo da aprendizagem à base de projectos” ( ABP) que é, uma modalidade de aprendizagem à base da resolução de problemas. </li></ul>Processo heurístico , é desenvolvido, não pelas paredes da escola,mas pelas pessoas que a constituem. É um processo que é, simultaneamente avaliativo do funcionamento da escola e formativo das pessoas que nele estão envolvidas e que, em princípio, devem ser todas.
  10. 10. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Local : ESTGA - Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda – Univ. de Aveiro – Portugal </li></ul><ul><li>Problema : Os professores mostraram‑se preocupados, e desafiados, pelo Reitor — e começa aqui a entrar uma componente de supervisão — a abandonar o método tradicional expositivo, que utilizavam porque também tinham sido ensinados dessa forma. Consideravam‑no agora desadequado, não só às características dos alunos, mas também às características do ensino superior politécnico, naquela área: as Engenharias. </li></ul>
  11. 11. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Hipótese : o reitor havia estado na Dinamarca e tinha conhecido a Universidade de Aalborg. Tinha ouvido falar no modo como todos os cursos dessa universidade estavam estruturados, que considerava uma lógica de aprendizagem à base de projetos. Achou a ideia interessante e pretendia levá-la para Portugal. </li></ul><ul><li>Ações : </li></ul><ul><li>- Conhecer o Projeto – para trabalhar com a abordagem à base de projetos, ABP, alguns docentes foram conhecer o projeto na Dinamarca. Começou assim a criar‑se uma comunidade de aprendizagem, num espírito de aprendizagem colaborativa entre os docentes. </li></ul>
  12. 12. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Conhecer a opinião dos docentes sobre a formação. Realizou-se um estudo de caso sobre esta inovação obtendo-se três ideias significativas em relação à qualidade da formação: </li></ul><ul><li>1ª ideia : o formador era um facilitador; </li></ul><ul><li>2ª ideia : a criação de uma comunidade de aprendizagem centrada na ação de desenvolver o currículo; </li></ul><ul><li>3ª ideia : o surgimento de um líder. </li></ul>
  13. 13. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Estudo de Caso e Processo de Supervisão </li></ul><ul><li>No caso apresentado, a autora destaca a supervisão como o processo de criação de contextos de aprendizagem. </li></ul><ul><li>- Ela permitiu um contacto com o PBL, em Aalborg; - Possibilitou a criação de uma comunidade de aprendizagem, através do envolvimento dos docentes num processo de concepção curricular; </li></ul><ul><li>- Articulação entre a ação e a formação, por meio da proposição de e desenvolvimento de um currículo com uma nova abordagem. </li></ul>
  14. 14. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Tipos de Supervisão Envolvidos neste Processo </li></ul><ul><li>1ª. Supervisão hierárquica – realizada pelo reitor que foi conhecer o projeto e lançou o desafio aos seus docentes; </li></ul><ul><li>2ª. Hetero‑supervisão - existiu uma supervisão colaborativa entre os grupos de docentes, e entre os docentes e o consultor; </li></ul><ul><li>3ª. Auto‑supervisão – o grupo criou uma postura de auto-supervisão. </li></ul>
  15. 15. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><ul><li>Principais Adequações do modelo Dinamarquês para o Português : </li></ul></ul><ul><ul><li>- Em Aalborg a “ aprendizagem é à base de projetos ” começando logo no primeiro semestre do primeiro ano de curso. Os docentes da ESTGA acharam que os alunos não vinham preparados para isso e que era uma ruptura muito grande começar logo no primeiro ano com a nova abordagem. </li></ul></ul>
  16. 16. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><ul><li>Introdução da “aprendizagem à base de projetos” só a partir do segundo ano. </li></ul></ul><ul><ul><li>Atualmente, segundo a autora, se utiliza o projeto, pelo menos, a partir do segundo semestre do primeiro ano. A ideia é trazer o projeto para o primeiro semestre do primeiro ano de curso. </li></ul></ul>
  17. 17. Teorias e Modelos de Supervisão A supervisão praticada caracterizou‑se por um processo de desafios e apoios. Um fator importante foi a confiança manifestada nas potencialidades dos próprios docentes para inovarem. Os docentes sentiram, que confiávamos neles e que tínhamos muito respeito pelas suas decisões. (I.Alarcão)
  18. 18. Teorias e Modelos de Supervisão Estamos perante a ideia do supervisor como facilitador, criador e dinamizador de contextos da aprendizagem e confiante em que os professores têm potencialidades para aprender, para se desenvolverem para continuarem a sua qualificação, precisando para isso apenas de contextos favoráveis, de apoios e desafios.
  19. 19. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Orientações para o trabalho final – Análise de artigos sobre supervisão. </li></ul><ul><li>Escolher em uma revista científica um artigo que relate uma experiência com supervisão educacional. </li></ul><ul><li>Indicar: </li></ul><ul><li>2.1. Objetivo(s) </li></ul><ul><li>2.2. Justificativa(s) </li></ul><ul><li>2.3. Metodologia (Envolvidos na pesquisa – material utilizado – procedimentos) </li></ul>
  20. 20. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>3. Resultados obtidos </li></ul><ul><li>4. Considerações do(s) autor(es) </li></ul><ul><li>5. Analisar a viabilidade da pesquisa considerando a nossa realidade educacional e o papel do supervisor no Brasil. </li></ul><ul><li>6. Referências </li></ul><ul><li>(A atividade poderá ser realizada em dupla) </li></ul>
  21. 21. Teorias e Modelos de Supervisão <ul><li>Socialização e Entrega do Trabalho Escrito </li></ul><ul><li>Dia: 26.03 </li></ul><ul><li>Cada dupla deverá entregar um trabalho escrito, seguindo as orientações. </li></ul><ul><li>2. Apresentação em slides para a sala seguindo as orientações (máximo de 10 slides) </li></ul>

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