Max Weber :  a compreensão da complexidade Liráucio Girardi Júnior
Obras analisadas para o seminário
Max Weber  A ‘objetividade’ do conhecimento nas ciências sociais .
O que é “digno de ser conhecido”? <ul><li>...  não existe nas próprias coisas critério algum  que permita escolher dentre ...
<ul><li>...  apenas um  fragmento  limitado dessa realidade poderá constituir de cada vez o objeto da compreensão científi...
Conexões - I  <ul><li>...o domínio do trabalho científico  não tem por base as conexões ‘objetivas’ entre as ‘coisas’, mas...
Conexões - II <ul><li>Só quando se estuda  um novo problema  com o auxílio de  um método novo  e se descobrem verdades que...
Clifford Geertz - I <ul><li>Acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal amarrado as teias de significados que ele...
Clifford Geertz - II <ul><li>assumo  a cultura como sendo essas teias  e a sua análise portanto, não como uma ciência expe...
A Ciência como vocação - I <ul><li>Qual é a verdade, o destino ou, melhor, a significação , em sentido muito especial, de ...
A Ciência como vocação - II <ul><li>É o de que toda obra científica ‘acabada’ não tem outro sentido senão o  de fazer surg...
Complexidade <ul><li>(...)  podemos propor aos especialistas de disciplinas afins perguntas úteis, eu eles não se teriam f...
Racionalização - I <ul><li>“ A intelectualização e a racionalização crescentes   não equivalem, portanto, a um conheciment...
Racionalização - II <ul><li>Significa, antes, que sabemos ou acreditamos que, a qualquer instante ,  poderíamos, bastando ...
Racionalização - III <ul><li>em uma palavra , que   podemos dominar tudo, por meio da previsão. Equivale isso a despojar d...
O sentido da vida <ul><li>“O homem civilizado, ao contrário, colocado em meio ao caminhar de uma civilização que se enriqu...
Compor a complexidade <ul><li>“Através de uma pianista amiga,  [Weber]   examina as partituras de  Tristão e Isolda,  de W...
Compor a complexidade - II <ul><li>‘ Essa é a técnica de escritura que me faz falta. Com ela à minha disposição eu poderia...
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Max Weber e a objetividade nas ciências sociais

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Algumas reflexões iniciais a respeito da visão de Max Weber sobre a objetividade nas ciências sociais - apresentada em um colóquio da pós-graduação na Faculdade de Comunicação Cásper Líbero

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Max Weber e a objetividade nas ciências sociais

  1. 1. Max Weber : a compreensão da complexidade Liráucio Girardi Júnior
  2. 2. Obras analisadas para o seminário
  3. 3. Max Weber A ‘objetividade’ do conhecimento nas ciências sociais .
  4. 4. O que é “digno de ser conhecido”? <ul><li>... não existe nas próprias coisas critério algum que permita escolher dentre elas uma fração que possa entrar isoladamente na linha de conta. (p.53) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>... apenas um fragmento limitado dessa realidade poderá constituir de cada vez o objeto da compreensão científica , e de que só ele será ‘essencial’ no sentido de ‘digno de ser conhecido’ (p. 45) </li></ul>Tipos ideais
  6. 6. Conexões - I <ul><li>...o domínio do trabalho científico não tem por base as conexões ‘objetivas’ entre as ‘coisas’, mas as conexões conceituais entre os problemas . </li></ul>
  7. 7. Conexões - II <ul><li>Só quando se estuda um novo problema com o auxílio de um método novo e se descobrem verdades que abrem novas e importantes perspectivas é que nasce uma nova ‘ciência’ (p.37) </li></ul>
  8. 8. Clifford Geertz - I <ul><li>Acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal amarrado as teias de significados que ele mesmo teceu ... </li></ul>
  9. 9. Clifford Geertz - II <ul><li>assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura do significado. (Geertz, 1989) </li></ul>
  10. 10. A Ciência como vocação - I <ul><li>Qual é a verdade, o destino ou, melhor, a significação , em sentido muito especial, de que está revestido todo trabalho científico...? </li></ul>
  11. 11. A Ciência como vocação - II <ul><li>É o de que toda obra científica ‘acabada’ não tem outro sentido senão o de fazer surgirem novas ‘indagações’: ela pede, portanto, que seja ‘ultrapassada’ e envelheça. Quem pretende servir à ciência deve resignar-se a tal destino. (p. 29) </li></ul>
  12. 12. Complexidade <ul><li>(...) podemos propor aos especialistas de disciplinas afins perguntas úteis, eu eles não se teriam formulado tão facilmente, se partissem de seu próprio ponto de vista , mas, em contrapartida, nosso trabalho pessoal permanecerá inevitavelmente incompleto </li></ul>
  13. 13. Racionalização - I <ul><li>“ A intelectualização e a racionalização crescentes não equivalem, portanto, a um conhecimento geral crescente acerca das condições em que vivemos. </li></ul>
  14. 14. Racionalização - II <ul><li>Significa, antes, que sabemos ou acreditamos que, a qualquer instante , poderíamos, bastando que o quiséssemos, provar que não existe, em princípio, nenhum poder misterioso e imprevisível que interfira com o curso de nossa vida (...) </li></ul>
  15. 15. Racionalização - III <ul><li>em uma palavra , que podemos dominar tudo, por meio da previsão. Equivale isso a despojar de magia o mundo.” (p.30) </li></ul>
  16. 16. O sentido da vida <ul><li>“O homem civilizado, ao contrário, colocado em meio ao caminhar de uma civilização que se enriquece continuamente de pensamentos, de experiências e de problemas , pode sentir-se ‘cansado’ da vida, mas não ‘pleno’ dela. </li></ul>
  17. 17. Compor a complexidade <ul><li>“Através de uma pianista amiga, [Weber] examina as partituras de Tristão e Isolda, de Wagner , e comenta : </li></ul>
  18. 18. Compor a complexidade - II <ul><li>‘ Essa é a técnica de escritura que me faz falta. Com ela à minha disposição eu poderia finalmente fazer o que deveria : dizer muitas coisas separadamente, uma ao lado da outra, mas simultaneamente.’ </li></ul>

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