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Balada da união abril maio junho

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Balada da união abril maio junho

  1. 1. PROPRIEDADE: CONVÍVIOS FRATERNOS*DIRETOR REDATOR: P. VALENTE MATOS*PRÉ-IMPRESSÃO: FIG-INDÚSTRIAS GRÁFICAS, S.A.239 499 922 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL- DEP. LEGAL Nº6711/93 - ANO XXXIV- Nº322 - ABRIL/MAIO/JUNHO 2014*ASSINATURA ANUAL: 10€ * TIRAGEM:10 000EXS * PREÇO: 1€ O Conselho Nacional dos Convívios Fraternos reuniu- se, em Fátima, na Casa de Nossa Senhora do Carmo no dia 21 de Junho. Estiveram presentes elementos do Conselho de 15 dio- ceses. O Presidente do Conselho deu boas vindas aos participantes, tendo salientado o empenho e interesse de todas as dioceses em participar ativamente na reu- nião e dinamizar o trabalho do movimento na diocese de cada um dos representantes. (Pág. 2 B.U.) Havendo necessidade de reorganizar e restruturar os Convívios-Fraternos na nossa Diocese de Aveiro proce- demos a uma ampla reflexão no âmbito da Pastoral Ju- venil Diocesana que procurou retomar o carisma fun- dador do movimento e proceder à nomeação dos seus Dirigentes de acordo com os Estatutos vigentes. O Centro Social Convívios Fraternos comemo- rou, no passado dia 24 de Maio, o 20º ano da abertura da primeira comunidade terapêutica, na vila de Avanca. Para comemorar a efeméride rea- lizou-se um convívio dos terapeutas da institui- ção e doentes atuais e com ex-residentes e seus familiares. A cerimónia teve lugar na comunidade de Santa Marinha, na rua Júlio Neves, com o acolhimento e boas vindas às 10h00. Depois da visita às insta- lações pelos ex-residentes e familiares, teve lugar o almoço convívio ambulatório.A parte da tarde iniciou -se com uma sessão comemorativa em que usou da palavra o Diretor do Centro Social Convívios – Fraternos , tendo sido distribuída por todos os presentes uma medalha comemora- tiva e descerrada uma placa comemorativa do evento.. ( Pag 3 B.U.) Escolheram os jovens e casais do Movimento para tema do seu XLI Encontro Nacional, a realizar nos dias 6 e 7 de Setembro próximo, “Atreve-te a Amar”. Na realidade numa sociedade em que mui- tos homens vivem o materialismo e professam o ateísmo ou o indiferentismo religioso numa vida marcada pelo relativismo, apenas na procura de- senfreada do seu bem estar e na busca dos prazeres que a vida lhes pode oferecer, o Amor está grave- mente ferido pelo egoísmo em que vivem os ho- mens em nossos dias. (Pág. 2 B.U.) Para além das atividades que fazem parte inte- grante da caminhada dos convivas numa dimen- são de evengelização, de apostolado e de outras atividades a nível paroquial e diocesano, no âmbi- to da pastoral Juvenil, durante estes três últimos meses realizaram-se Convívios-Fraternos na maioria das dioceses. Embora a notícia de alguns deles já tenha sido publicada no jornal em formato digital do mês de Maio, nesta edição a papel, sairá novamente a notícia de todos os convívios realiza- dos nos últimos 3 meses. (Págs. 4,5,6 e 7 B.U.) As férias são na realidade necessárias para destruir o cansaço e o desgaste que a azáfama e monotonia duma vida profissional exigente e por vezes dura , nos causam !... Há necessidade de descansar e de suspender os afazeres profissionais obrigatórios para , pelo menos durante um mês ,podermos dis- por do nosso tempo como desejamos para o que queremos e o que gostamos e assim destruirmos o “stress”(Pag.8 B.U.) O MEU AVIVAR DE COMPROMISSO “Escrevo-vos jovens, porque sois fortes, porque a Palavra de Deus permanece em vós e porque vences- te o maligno (Jó-5 ,38). Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está n’Ele, (Tgo-4 ,4). Porque tudo o que vem do mundo - a concupiscência da carne, a con- cupiscência dos olhos e a soberba da vida- não vêm do Pai, mas do mundo. Ora o mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente, (Mt -24 ,35) Conselho Nacional dos Convívios-Fraternos Diocese de Aveiro - Decreto O Movimento nas Dioceses XLI Encontro Animação Internacional 20 anos a reconstruir vidas Férias Compete aos governantes promover políticas que ati- vem o emprego ,que favoreçam a criação e as oportuni- dades de trabalho. Compete igualmente aos governan- tes secundar a atividade das empresas, criando condições que favoreçam a criação de postos de traba- lho, estimulando essa atividade onde ela seja insuficien- te e apoiando-a em momentos de crise. Mas todos po- demos e devemos ajudar a resolver esta calamidade constituída pelo desemprego, das maneiras que cada um descubra, o que acontecerá se houver boa vontade e uma consciencialização da gravidade deste problema. ( Pag. 8 BU) TRABALHO PARA TODOS BALADA DA UNIÃO De acordo com o determinado pelo Conselho Na- cional do nosso Movimento , o jornal Balada da União será publicado trimestralmente no formato de papel e em digital e nos restantes meses apenas em digital.
  2. 2. Balada da União Abril/Maio/Junho 20142 O conselho Nacional dos Convívios Fraternos reuniu no dia 21 de junho, pelas dez horas, na casa Nossa Se- nhora do Carmo, em Fátima. Estiveram presentes as seguintes dio- ceses: Braga, Bragança, Setúbal, Via- na do castelo, Guarda, Porto, Santa- rém, Vila Real, Aveiro, Viseu, Évora, Coimbra, Lamego e Portalegre e Cas- telo Branco. O presidente da reunião, senhor Pa- dre Valente, deu as boas vindas aos representantes de todas as dioceses, tendo salientado o empenho e o inte- resse de todos em participar ativa- mente na reunião e dinamizar o tra- balho do movimento na diocese de cada um dos representantes. Na continuidade da reunião proce- deu-se à preparação e apresentação, pelas diversas dioceses, dos textos elaborados para os atos litúrgicos a apresentar no Santuário e de outras atividades e materiais de apoio à Pe- regrinação. Em conformidade com a reunião de janeiro foram inventaria- das as diferentes actividades a reali- zar nos dias 6 e 7 de Setembro, na Peregrinação Nacional dos Conví- vios Fraternos em Fátima. Cada dio- cese apresentou o ponto de situação das atividades de que são responsá- veis na peregrinação. Foi reforçada a necessidade de entregar todos os ma- teriais atempadamente de forma a produzir um guião que integre todas as celebrações a apresentar, em par- ceria com o santuário. Perante a presença dos representan- tes de catorze dioceses, realizou-se um fórum de partilha, em que cada um dos representantes diocesanos teve oportunidade de colocar em co- mum o trabalho conviva da sua dio- cese. As dioceses manifestaram a sua preocupação com a realização dos convívios fraternos, nomeadamente ao nível da participação dos novos, também a nível das datas mais favo- ráveis e dos custos, que por vezes são um constrangimento. Preocupação de todas as dioceses é o acompanha- mento dos novos convivas através da realização de pós convívios e de acti- vidades diocesanas que possam aju- dar os recém-convivas a perseverar na sua caminhada ao encontro de Je- sus Cristo. Foi realçada a importân- cia dos convivas estarem integrados em grupos de jovens e nas activida- des paroquiais, promovendo uma pastoral juvenil inspirada no tema da nossa peregrinação: Atreve-te a Amar! Atreve-te a ser feliz! Atreve-te a ser Igreja alicerçada em Jesus Cris- to! Na partilha das dioceses verificou-se a necessidade de maior partilha e de trabalho interdiocesano, nomeada- mente ao nível da pastoral universi- tária (com inspiração conviva). Na reunião foi reforçada a vontade do movimento continuar a sair de portas em direcção também a locais no estrangeiro, nomeadamente em Angola, onde existe um ante projeto de realização de um convívio. Foi re- forçada a vontade de continuar a apoiar as comunidades lusófonas, es- pecialmente na europa onde o movi- mento já teve ou continua a ter pre- sença. Os Convívios Fraternos continuam a ser um Movimento juvenil com res- posta válida de conversão, anúncio, renovação das promessas do baptis- mo, de fé em Jesus, de esperança para os dias de hoje. No trabalho foi referida a importân- cia do Movimento estar integrado também nas redes sociais, pelo que se criou grupos de trabalho para a for- mação de plataformas online, de am- plitude nacional/internacional onde os convivas possam comunicar entre si, como também partilhar as suas plataformas diocesanas, como por exemplo as diferentes páginas do fa- ceboock. Uma das equipas irá traba- lhar num fórum conviva online que possa, além de outras potencialida- des alojar o nosso jornal “Balada da União”. António Silva Reunião do Conselho Nacional - CF XLI ENCONTRO NACIONAL DOS CONVÍVIOS FRATERNOS Mais uma vez se reuniram em Fátima alguns milhares de convivas para a prepararem o XLI Encontro Animação Nacional do movi- mento para, por intercessão de Maria , na sua invocação de Senhora de Fátima , louvarem a Deus , partilhar uns com os outros a sua Fé , e a alegria duma juventude marcada pela Boa Nova de Jesus Cristo num encontro com Deus , a que chamamos Convívio Fraterno, ines- quecível e transformador das nossas vidas. É ao mesmo tempo encontro de ação de graças por 46 anos do nosso movimento que através dos convívios – fraternos ,como meio de evangelização , tem chamado para Cristo milhares de jovens e casais. E é também motivo de alegria que essa ação de graças em cada ano apostólico do movimento seja feita em Fátima nesse lugar de perdão e de amor , porque de encontro com Deus , onde Nossa Senhora se revelou aos 3 Pastorinhos pedindo a conversão dos homens através da penitência e da oração. E este facto é tanto mais relevante para todos os jovens e casais do movimento , quanto em todos os convívios à Mãe de Deus e nossa Mãe são consagrados todos os seus participantes e neles a Senhora é «invocada como mestra e especial intercessora junto de Deus , e “ Senhora do Sim “- Escolheram os jovens e casais do movimento para tema deste en- contro “ATREVE-TE A AMAR. Na realidade numa sociedade em que a maioria dos homens , vive o materialismo e professam o ateísmo numa vida marcada pelo relati- vismo , apenas na procura desenfreada do seu bem estar e na busca dos prazeres que a vida lhes pode oferecer , o AMOR está ferido pelo egoísmo em que vivem os homens de hoje. Nesta sociedade egoísta em que somos chamados a realiizarmo - nos como filhos de Deus e de acordo com o Seu projeto oferecido por Cristo , o Deus connosco ,há que reagirmos ao paganismo dos nossos dias “ cultivando o AMOR” e procurando “construir a civilização do Amor “ como nos recomendava João Paulo II de tão saudosa memória, num mundo que teima em fazer da matéria seu Deus e seu fim. Temos que ser atrevidos sem jamais nos acobardarmos, sem jamais termos medo . para que os pagãos de hoje,olhando para a nossa vida em amor , a nosso respeito ,possam exclamar , como os pagãos no inicio do cristianismo , ao contemplar a vida das comunidades cris- tãs : “ olhem como eles se amam” , se compreendem , se preocupam uns com os outros e se inter-ajudam!. Não esqueçamos a palavra de Cristo :“ será pelo amor que todos sa- berão que vós sois meus amigos “ ( Jo 2-13 ) ATREVE-TE A AMAR !...
  3. 3. António Valente de Matos um nome, uma vida, ligada a um projeto de “re- construção” de felicidades perdidas, que agora comemora 20 anos de “Con- vívios Fraternos” o nome da comuni- dade terapêutica criada a 24 de Maio de1994. Por lá já passaram mil e cinco jovens, muitas centenas reconstruiram as suas vidas, alguns formaram-se com cursos superiores, vivem e refizeram as suas vidas, ingressaram no mercado de tra- balho, constituíram família e hoje es- tão aqui a conviver e a partilhar os 20 anos de trabalho e de recuperação. 20 anos de adaptação ás novas realida- des, de mudanças e de alterações, mas firme nos princípios e objectivos de apoiar todos os jovens, com maior in- cidência os que se encontram em situ- ação de risco ou em conflito familiar e social , tais como toxicodependentes, alcoólicos, marginais e colaborar na formação cultural , cívica de todos os jovens. António Valente de Matos, insiste e persiste que esta não é uma tarefa fácil. É preciso fazer uma rutura com as dro- gas e descobrir os verdadeiros valores da vida para que esta tenha sentido. Os técnicos, os profissionais envolvidos no tratamento e na reinserção dos do- entes exercem a sua profissão no res- peito integral dos direitos fundamen- tais, envolvendo a participação individual, do grupo e das famílias. A revista dependências associou-se á fes- ta e pode testemunhar a alegria das largas dezenas de utentes, familiares e amigos e de muitas pessoas que por lá passaram ao longo dos anos, e que fi- zeram questão de trazer a mulher e os filhos para lhes mostrar um passado que fez parte das suas vidas. E para sa- ber como se viveram vinte anos, fala- mos com António Valente de Matos. Ainda se recorda dos motivos que o levaram a criar a Comunidade Tera- pêutica? VM – Perfeitamente: Durante 28 anos foi Capelão Militar tendo organizado um movimento para a formação e pre- venção de situações de risco de jovens, chamado Convívios -Fraternos, hoje espalhado por todas as dioceses de Por- tugal e em alguns países estrangeiros. Por esse movimento, através de cursos de formação humana e religiosa e de outras estruturas, passaram mais de 45 mil jovens até hoje. Com o 25 de abril e com o regresso dos chamados retornados, alastrou assus- tadoramente o consumo e a oferta de substâncias tóxicas. Alguns jovens pertencentes a este mo- vimento, sentindo-se vítimas do con- sumo de estupefacientes, pediram-me ajuda e a possibilidade de usarem uma casa do movimento, em Eirol, Aveiro, para tentarem fazer uma desabituação na tentativa de se libertarem definiti- vamente das drogas. Como nessa casa não havia nem con- dições, nem meios, nem apoio técnico para o efeito, perante a gravidade do problema, ao deixar a vida militar em 1993, decidi criar um projeto para dar resposta e ajuda terapêutica a toxico- dependentes. Depois de estabelecer contactos com o Sr. Comissário de então para a toxico- dependência - Pe Feitor Pinto, lancei mãos à obra e assim nasceu em 24 de maio de 1994, com a abertura da pri- meira comunidade, o Projeto Terapêu- tico Reconstruir, dos Convívios - Fra- ternos. Está arrependido? VM – De maneira nenhuma, antes pelo contrário, estou muito feliz pelo que fiz. Se tivesse de voltar atrás, faria tudo da mesma maneira? VM - Rigorosamente o mesmo. Criar uma casa onde os doentes se sintam bem e felizes, num ambiente familiar, de reconstrução da vida, um espaço onde possam partilhar os seus proble- mas e sobretudo saírem daqui para uma nova vida libertos permanente- mente de substâncias tóxicas, é uma experiência de realização inesquecível e extraordinariamente gratificante. Veja estas pessoas que estiveram aqui há 10, 15 ou 20 anos. Estão aqui hoje com as suas famílias, com os seus fi- lhos, tem o seu emprego e a sua casa, estão a viver o presente, não ignorando o passado, mas com muita esperança no futuro. Eu estou muito feliz por eles, mas são eles que me fazem feliz, assim como aos terapeutas que trabalham nas nos- sa comunidades. É sadio esse convívio de jovens com adultos? VM – O enquadramento sociopedagó- gico de adultos e menores em trata- mento, não só é sadio mas, embora com especificidades diferentes nas abordagens e técnicas psicopedagógi- cas do tratamento, é uma maior valia na dinâmica normal, no controle da vida da comunidade e no próprio pro- cesso terapêutico. Nestes 20 anos há alguma história ou caso que mais o tenha marcado? VM – Na minha missão de sacerdote sempre trabalhei com jovens. A minha primeira experiência foi nos Serviços Tutelares de Menores do Ministério da Justiça como educador (precetor) de jovens entre os 10 e os 18 anos de ida- de, de 1957 a 1966, na então Colónia Correcional de Vila Fernando, no Alentejo. Nessa altura já havia na camada juve- nil muitos problemas, de vadiagem, anarquia e pequena criminalidade en- tre os menores, que não eram fáceis de resolver. Os menores de hoje apresentam igual- mente problemas de identidade, de abandono familiar, de ordem social, de envolvimento em pequenos grupos (gangues) com tendência criminal, de absentismo escolar, de envolvimento em consumo de drogas e com muitos outros desvios comportamentais. Sempre lidei com eles numa dimensão de pessoa humana, tratando-os com carinho, de que estão sempre muito carentes, e com amor e, por isso, posso afirmar que nunca tive problemas gra- ves com eles, para além de pequenos choques normais do relacionamento humano entre educador- educando. Se alguma coisa neste momento tenho a lembrar, são tantos gestos de carinho, gratidão e de amizade de jovens que se cruzaram comigo durante a minha vida e a quem eu ajudei a serem felizes. 20 ANOS A RECONSTRUIR VIDAS “70% dos doentes que cumpriram o programa completo estão libertos das drogas, constituíram família e e estão inseridos na sociedade”
  4. 4. JOVENS EM ALERTA Abril/Maio/Junho 20144 Esta foi a grande desco- berta que os quarenta e dois jovens do Convívio Fraterno 1238 realizado nos dias 1, 2 e 3 de março em Eirol, fizeram. Essa incrível (re)descober- ta foi sendo feita através de pequenas, mas intensas descobertas que os marca- ram profundamente. Estes jovens descobriram que afinal o desconhecido é apenas o vazio resultante de não nos conhecermos. E na medida em que se iam identificando com o que ouviam e foram en- contrando respostas para as suas dúvidas, deixaram- se cativar pela Boa Nova de Cristo e encontraram o Seu rosto e o Seu Amor dentro de seus corações. Os jovens do CF1238 não revelaram relutância algu- ma em compreender que somos magníficas obras de Deus, somos Seus fi- lhos muito amados e que é na doação total a Cristo e aos irmãos que completa- mos a missão que Deus tem para cada um de nós: sermos felizes! Realmente foi muito in- tensa a experiência de Amor vivida em Eirol por todos os que participaram neste convívio e no final dos três dia a alegria espa- lhada nos rostos de todos era evidente que tinham compreendido que só uma coisa tem sentido na vida dos jovens cristãos: Amar ao jeito de Jesus. No encerramento, realiza- do no Salão Paroquial de Cortegaça (o nosso muito obrigado aos jovens que prepararam o espaço), a palavra AMOR foi a mais ouvida nos testemunhos destes novos membros desta família. Estes jovens transmitiram o que desco- briram: que a perfeição do amor é Deus que nos criou para amarmos e sermos amados. Conscientes que este Amor que nos é dado pelo Pai só faz sentido se partilhado e oferecido aos outros, sabem que agora têm um compromisso a assumir, uma missão a cumprir e que todos nós, a família conviva, estaremos sempre presentes para os ajudar a conjugar o verbo AMAR, vivendo, transmi- tindo e testemunhando a Sua Palavra. De facto, os novos convi- vas e toda a equipa vive- ram o Amor de Deus que é maravilhoso! A Equipa Coordenadora Lu Santos “O amor do Senhor é maravilhoso... grande é o amor de Deus” De facto foi em grande! Éramos 44. Outros tantos sonhos, outros tantos projetos!... Outras tantas vidas! Tanta, tanta vida!...Vida em expetativa e em explosão! 25, 26 e 27 de abril de 2014, nos missionários combonianos da Maia. Fora esse o ponto de encontro, o espaço visível no tempo fecundo de procura e encontro e... outra vez, de encontro em nova procura!...Sempre procuradores, buscadores e … de atrevimento em atrevimento, de conquista em conquista, de prenda em prenda, aprendemos!...Na memória e no coração ficam os momentos densos e imprescen- díveis... os encontros inesperados... Os flashs da vida... as surpresas escondidas... e as esperas delongadas!... Intemporal e imprescendível!...Larga é estritamente necessário!... “Sem mim nada podeis fazer”... Ninguém pode viver por mim!...Ñinguém pode sonhar por mim!... Preciso-me! Precisamo-nos!...Arrancados de nós e apostados nos outros!... Já tudo teria sido dito e ainda tudo estaria por dizer!... Diz-me TU!... 1248º Convívio Fraterno Grande Porto! Em caminhada de Fé e de Amor O meu primeiro Pós convivio foi o reviver de 3 dos melhores dias da mi- nha vida. Foi o conforto de todos os abraços importantes, foi o sossego e reencontro da minha paz, foi a partilha de novo a partilha de um bocadinho de cada um de nós ... Somos uma familia, a familia 1238 Marlene Patrocinio No passado dia 9 de Maio o CF 1238 juntou-se pelo primeira vez desde o convivio! Foi tao fantastico estar com todos de novo , ver novamente o rosto de todos e abraçar cada um deles mais uma vez . Foi um optimo momento de reflexao , uma forma de conectar-me ainda mais com o nosso amigo.Estou ansiosa pelo proximo convivio para estar com todos de novo ! Alexandra Costa O ultimo pos convívio é fácil descrever, simplesmente foi maravilhoso! Foi muito bom voltar a reviver a família 1238, da qual ficaram grandes amigos. Voltamos a sentir aquela enorme paz e até parecia que estamos na nossa casa em Eirol. Raquel Pereira Com grande alegria reencontrei a malta do CF1238 de novo. Foi um dia bem passado na companhia de todos, fazendo-me recordar algumas coisas essenciais do que passamos em Eirol... Espero puder ir no próximo e reen- contrar tambem aqueles que nao foram neste primeiro encontro. Eva Pinho "Soube-me a reencontro ! Foi muito bom reencontrar os meus amigos con- vivas e principalmente estar novamente reunida com eles e com Ele ! Tive- mos a oportunidade de aprender mais sobre a Eucaristia e de a viver de uma maneira muito diferente. De uma maneira única! Mais uma vez, um dia único e repleto da presença de Deus. Que venham mais Pós-Convívios e que até eles o 4º dia do 1238 seja sempre vivido com paz e amor!" Vi Gouveia Depois de 3 belos dias do mês de Março, passados na simples casa, que fez abrir os olhos a muitos de nós, que fez escutar tudo o que ELE nos quer dizer, e sem alguma duvida fez-nos abrir o nosso pequeno coração. Sim! Pequeno coração, isto porque, se pensarmos o nosso é muito pequeno ao lado d’ELE. A verdade é que este convívio, de uma maneira diferente, mu- dou a vida de cada um. Então naquele dia em que parecia que ia chover, mas não choveu, a grande família 1238, reuniu-se no seu primeiro pós convívio. Foi um dia que foi tão bom que passou a correr, e que nos fez “desligar” um bocadinho da rotina do dia-a-dia. Deu para matar muitas saudades, mas ao virmos em- bora ficamos logo cheios delas. Muitas das vezes, com a rotina do dia-a-dia, esquecemo-nos d’Ele e não paramos um bocadinho para falar com ele, nem uma única palavra e quando estamos entre a espada e a parede, até pedimos demais por Ele. Zé Guedes CONVÍVIOS RUMO AO FUTURO Nos dias 17, 18 e 19 de Julho, de 2014 1249 no Seminário de Barroselas, para jovens da Diocese de Viana do Castelo Nos dias 25, 26 e 27 de Julho, de 2014 1250 na Colónia de Férias do Gaiato, Arrábida, para jovens da Diocese de Setúbal Nos dias 1, 2 e 3 de Agosto, de 2014 1251 em Eirol, Aveiro, para jovens da Diocese do Porto
  5. 5. JOVENS EM ALERTAAbril/Maio/Junho 2014 5 Do dia 24 ao 27 de Abril, reali- zou-se na Diocese de Coimbra o CF 1246, no Seminário dos Dehonianos em Coimbra. Nos dias de hoje, em que todos temos muito que fazer… 18 jo- vens de várias paróquias da Dio- cese disseram SIM! Sim ao desafio de parar durante 3 dias, e experimentarem algo diferente. Mesmo sem saber ao certo ao que vinham, arriscaram e vieram… Tendo a coragem e disponibili- dade interior para serenar, abrir os seus corações a Deus e deixa- LO entrar, acolhendo-O e dei- xando-se acolher por este PAI que é Amor Nele Todo. Cada um à sua maneira, foi des- cobrindo-se e aprofundando o conhecimento do seu íntimo, tendo consciência que não esta- mos aqui por acaso… mas ape- nas e só, porque Deus nos criou por AMOR e nos ama infinita- mente. Tivemos oportunidade de redes- cobrir e estreitar a relação com ELE, houve festa e ritmos de dança, porque fomos acolhidos no colo do PAI. A tomada de consciência que no peito levamos uma cruz e no co- ração, tudo aquilo que ao longo dos 3 dias nos disse Jesus. Levou- nos a testemunhar, mostrando a nossa herança, dizendo aos ou- tros que não somos apenas jo- vens, mas sim, jovens profetas dos Céus. Sendo herdeiros de Cristo, te- mos a obrigação de tornar o meio onde vivemos mais justo e mais fácil… Pela Equipa Coordenadora Manuel António Marques E 1, e 2, e 3, e 4 aqui vai o CF 1234 !! Ao todo, 28 jovens portugueses ou de origem portuguesa curiosos, mas tam- bém desejosos de viver a tal “experiên- cia” de que muitos falam ! E assim foi, nos dias 21, 22 e 23 de Feve- reiro de 2014, nos arredores de Paris. Pousar as malas num pequeno quarto.. Pôr de lado o dia a dia… Parar e partir à procura de Algo que preencha mais e melhor a vida de cada um, por vezes cheia de nada... Foi ser si próprio, na simplicidade das nossas fragilidades, feitios e muitos do- tes. Foi ir ao encontro de Deus, Daquele que muito e mais nos ama. Para outros, ir ao reencontro Daquele que nunca desistiu de nós e tudo perdoa. Ah como é bom se sentir Filho de Deus, Profeta, Sacerdote e Rei ! Peça única ! E agora ? Agora é tempo de irradiar este Amor, esta Alegria plena e verdadeira, à luz do Evangelho de Jesus Cristo à todos e em todos os lugares ! Porque, afinal, não será esse o único e maior pecado, o de não amar? Ser conviva é ser cristão, é ser mensagei- ro de Jesus Cristo, Daquele que pela cruz nos ama e salva. É viver a Sua Palavra de Amor, acima de tudo e de todos. E ser livre, livre de dizer NÃO; não à me- diocridade das nossas vidas, ao commo- dismo que nos leva ao mínimo, às injus- tiças entre os homens, a tudo o que reduz o ser humano à uma “marionete”.E ser livre de dizer SIM; sim a Deus, ao seu chamamento, ao Seu plano para huma- nidade, ao empenho generoso, verdadei- ro e desinteressado por um mundo me- lhor. Ser Cristão é lutar p’la Vida, superando as nossas dúvidas, porque sempre firmes da nossa Fé en Jesus Cristo e animados pelo Espírito Santo que nos guia! Por isso, caro(a) conviva, VAI ! Não te- mas ! Segura na mão de Deus e ama... Equipa coordenadora CF 1234 Isabel Cunha Paris A tal “experiência” de que muitos falam!... DIOCESE COIMBRA Somos herdeiros… CF 1246 Nos dias 1 a 3 de Março realizou-se o CF1236parajovensdadiocesedeSe- túbal. A casa de férias da Casa do Gaiato na Arrábida foi o local onde se realizou o Convívio. Foi nesse local, onde ao acordar se vê o céu a tocar o mar, e onde a natureza nos fala de Deus, que mais uma vez um grupo de jovens ex- perimentou o amor misericordioso de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sentimos que somos amados por Deus, que nos procura sem cessar. Perante a beleza da criação que con- templamos exclamamos, - foi para mim que Deus criou esta beleza! Sentimo-nos Igreja em Comunhão porque a oração de muitos se tornou presente, e duma maneira muito es- pecial na oração e na presença do nosso Bispo, o que nos dá a certeza de queCristoRessuscitadonoscongrega e nos torna Igreja viva. Confiados ao amor de Deus, à oração e união fraterna, queremos ser teste- munhas e levar a boa nova do Evan- gelho a outros jovens. A equipa coordenadora Setúbal CF 1236 Convívio Fraterno 1236 para a Diocese de Setúbal
  6. 6. “Chamados a amar!” É com coração repleto de sentimentos verdadeiros que testemunho mais um encontro com o nosso amigo mais es- pecial, Jesus, com a realização de mais um convívio fraterno na diocese de Bragança-Miranda, nos dias 28 de Fe- vereiro a 2 de Março. Nestes dias ma- ravilhosos, recheados de pura magia, a família do CF 1235 teve oportunidade de testemunhar a Fé! Essa que é a luz das nossas vidas, a única que realmen- te consegue mover a montanha pesada que é a nossa caminhada enquanto jo- vens cristãos. Todos fomos “Chamados a amar!”, fomos chamados pela pessoa que mais nos amou até hoje, porque de facto é urgente recorrermos ao amor para solucionar os nossos problemas. Quantas oportunidades de amar já fo- ram desperdiçadas por nós? O mundo precisa de amor, precisa de corações disponíveis a dar e a receber esse mes- mo amor! Enquanto continuarmos na correria do nosso dia-a-dia, sem tempo para olharmos o próximo, sem tempo para pararmos e rezarmos, sem tem- po para sentir o ar fresco da manhã, vamos continuar a deixar passar este sentimento que nos foi oferecido por Deus, nosso verdadeiro Pai, e mostrado e concretizado pelo seu filho, Jesus. To- dos nós durante estes 3 dias amamos de forma incondicional, a nós, ao outro e a Ele, e percebemos que assim tudo faz sentido ao nosso redor. “Deus é amor, atreve-te a viver por amor”, aceita este enorme desafio, que não é fácil mas acredita que é o mais saboroso de todos. P’la equipa coordenadora Ana Saldanha JOVENS EM ALERTA Abril/Maio/Junho 20146 Bragança “Nada acontece por acaso”: foi este o tema de abertura da noite Zero do úl- timo Convívio Fraterno da Diocese de Aveiro, que decorreu de 13 a 16 de março, em Eirol. Foram 25 os jovens que aceitaram o desafio de passar um fim de semana longe do mundo, para viver uma ex- periência mais próxima dÈle. Mesmo enfrentando um local que não co- nheciam, pessoas que nunca viram, e a dúvida de não saber o que esperar, eles deram o primeiro passo e marca- ram a sua presença. No entanto, ao longo dos dias, o ner- vosismo do desconhecido foi-se di- luindo e a fraternidade foi, aos pou- cos, manifestando-se e fazendo-se sentir no coração de cada um. O sim- ples olhar e sorriso começava a ga- nhar um significado especial... e até o abraço se foi tornando mais sentido, e começava a manifestar o calor de Deus. O Espírito Santo foi atuando sobre cada um , e, aos poucos, os jovens já não se encaravam como desconheci- dos, mas sim como cristãos, e princi- palmente como irmãos. Irmãos desta família que nasceria no CF 1240.” Francisco AVEIRO Nada acontece por acaso!... Igreja, és Família; Famí- lia, és Igreja Nos dias 1, 2 e 3 de março, um grupo de 21 jovens correspondeu ao desa- fio de permanecer durante três dias no Colégio Salesiano de Poiares, Ré- gua, para tomar parte de um encon- tro singular, o Convívio Fraterno 1237. Durante este período de tempo, os jo- vens puderam experimentar um pou- codoacolhimentoquesesentenoseio de uma família. Descobriram que em circunstância alguma estamos isola- dos e sozinhos, que há sempre um porto de abrigo que espera pelo nosso cansaço e descontentamento quotidia- nos para nos confortar e alentar na ca- minhada da vida. A Igreja, família em Corpo Místico, mantém presença ativa e motivadora na vida de todo o cristão. É motor de uma vivência plena de esperança, de fraternidade e de comunhão sobre- tudo na vivência da Eucaristia, lem- brança irrefutável da prova do amor de Deus por todos nós. Por sua vez, a família, Igreja doméstica, transmis- sora da tradição, intensifica este amor, humanizando os seus mem- bros para que, através do diálogo e da compreensão, possam projectar e edificar valores que contribuam para o bem comum. Assim, com a certeza de que são amados por uma família dinamizada e fortalecida por Jesus Cristo, estes 21 jovens levaram nos seus íntimos o desejo de humanar o mundo por meio da herança que lhes coube: “Ser conviva da paz e do amor”. Pela equipa coordenadora, Ana Patrícia Vila Real
  7. 7. Balada da UniãoAbril/Maio/Junho 2014 7 O Grupo de Jovens Conviva de Lou- reiro – da diocese do Porto, a pensar nos artistas, músicos e vocalistas de qualidade que existem na diocese do Porto, inspirado na alegria conviva organizou a segunda edição do festi- val da Canção "Melodia da Fé", o qual ocorreu no dia 17 de maio no salão paroquial de Loureiro. Este festival tem como principal ob- jetivo, promover o convívio e parti- cipação entre os jovens, apelando à criatividade para assim viver o Espí- rito Cristão, interpretando melodias da fé, inspirados em Jesus. A letra das canções apresentava mensagem Cristã, como tema “A Fé” – melodia da Fé. O festival foi organizado pelo grupo de jovens de Loureiro, que após a produção e divulgação de um regu- lamento do concurso, obteve dez inscrições que garantiram uma grande festa da música Conviva de inspiração Cristã! O grupo de jovens Emanuel da pa- róquia de Fajões (Oliveira de Aze- méis) foi o grupo vencedor do con- curso. II Festival da Canção - “Melodia da Fé” Portalegre - Castelo Branco Convívio Fraterno Nº 55 da Diocese de Portalegre – Castelo Branco E foi assim que nos dias 25, 26 e 27 de Abril no Seminário Do Preciosíssimo Sangue em Proença-a-Nova fomos con- vidados a conhecer o “Deus das peque- nas coisas” no 55 Convívio Fraterno na nossa Diocese e 1244 a nível nacional. Apesar das incertezas, medos e fragili- dades, durante estes três dias de encon- tro, descobrimos um Deus que nos ama, mas que também conta connosco para espalhar este amor, esta humildade e simplicidade de chegar aos outros. Aprendemos que esta proposta de feli- cidade não é uma miragem nem uma meta, mas sim um caminho que está ao nosso alcance se tivermos a coragem de estar dispostos a sentir e apreciar todos os passos da nossa jornada com Deus. Ao mesmo tempo, descobrimos que nesta caminhada, nem sempre é fácil enfrentar os nossos medos e mostrar aquilo que tantas vezes insistimos em esconder, talvez porque nem sempre é fácil expor a nossa intimidade e fragili- dade. Mas depois mostraram-nos que apesar das nossas faltas, é sempre possí- vel ultrapassar os nossos obstáculos se estendemos a nossa mão Àquele que nos liberta. Mais tarde, quebraram-se protocolos quando nos falavam dos “Sacramentos”. Através desta simplicidade compreen- dermos que o “essencial é (realmente) invisível aos olhos” e que Deus nunca nos deixa sós nem desamparados, quando acreditamos apaixonadamente que a oração é tão imprescindível como o “arregaçar das mangas” no encontro aos outros. Seguidamente, falaram-nos desta família de Cristo, da missão que nos leva sempre mais longe indepen- dentemente dos obstáculos, pois quan- do se arrisca com o coração, não há ca- minhos sem saída. Este foi um convívio de muita simplici- dade e principalmente de muita perse- verança, pois nem sempre é fácil arris- car fazer um convívio tão pequeno e mantermo-nos fiéis àquilo que Deus nos propõe, quando os nossos sonhos nos faziam embarcar para portos mais numerosos. Mas ser conviva é isto, é deixar que ao longo do nosso 4º dia, nos deixemos pintar por Deus aquilo que Ele quer, e se o deixarmos, estaremos mais perto de ser uma obra de arte sob o punho de Deus. Foi no sábado 10 de Maio que os Jovens dos Convívios 1223 e 1238 se juntaram. Para uns foi o fortalecer e rever os seus amigos de caminhada, para outros, o primeiro reencontro depois de uma experiência de Amor Maravilhoso. Foi um dia repleto de emoções, um encontro onde se refletiu o Sacra- mento que nos alimenta e renova, o Sacramento da Gratidão – a Eucaris- tia. E foi assim que o dia foi passado, a dar Graças pelos três dias de Convívio onde conhecemos e (re) encontramos o Amor de Deus Pai, o Amor que é Fonte de Vida que nos leva mais longe. O dia de reflexão e de Encontro não podia ter acabado sem a Celebração desta Gratidão. Sentados à mesa como na Última Ceia fizemos memória da Entrega de Jesus, que pela sua Ressurreição se tornou a primeira de muitas, enviando cada um destes jovens a ser missionários nas suas ca- sas, paróquias, comunidades académicas e postos de trabalho, a Servir sem medos, a mostrar ao mundo esta nossa herança – Ser de Cristo é Ser Feliz! Um dia repleto de emoções... “Não julgues nada pela pequenez dos começos. Uma vez fizeram-me notar que não se distinguem pelo tamanho as sementes que darão ervas anuais das que vão produ- zir árvores centenárias.” (Josemaría Escrivá) Decorreu nos dias 24,25, 26 e 27 de Abril, no Seminário Menor do Fundão o Convívio Fraterno 1247 da diocese da Guarda. 25 jovens que deixaram o confor- to do seu lar e aceitaram o desafio de irem ao encontro: com eles próprios, com os outros e Com Deus. 25 jovens com um rosto repleto de alegria e de luz a transbordar de amor. Diocese da Guarda CF 1247
  8. 8. Balada da União Abril/Maio/Junho 2014 8 BALADA DA UNIÃO Propriedade Editorial e Administração Convívios Fraternos N.I.P.C. 503298689 Tlef: 234 884474 Fax: 234 880904 Email: convivios_fraternos@hotmail.com Director e Redactor: P. Valente Matos Depósito Legal: 634/82 - Nº de Registo 108164 Este Jornal encontra-se em www.conviviosfraternos.com Rua Júlio Narciso Neves nº65 3860-129 Avanca A Intenção Universal deste mês de ju- nho do Papa Francisco chama a nossa atenção para um problema de grande e, infelizmente, cada vez maior actua- lidade: o de milhões de desemprega- dos em todo o mundo. É este um ver- dadeiro drama nos nossos tempos, que não se confina aos países do ter- ceiro mundo ou em vias de desenvol- vimento, mas se estende a todos os continentes e nações, ainda que não com a mesma gravidade em toda a parte. A desocupação constitui, por isso, uma autêntica calamidade social universal, sobretudo no que respeita às camadas mais jovens. O Compêndio da Doutrina Social da Igreja afirma, muito claramente, que o trabalho é um direito fundamental do homem, é um bem útil, apto para exprimir e fazer crescer a dignidade humana. Por isso, esta dignidade é gravemente afectada quando a pessoa não tem trabalho. Por esta razão, o Papa emérito afirma na Carta Encícli- ca Caritas in veritate que estar sem trabalho durante muito tempo ou de- pender da assistência pública ou pri- vada corrói a liberdade e a criativida- de da pessoa e as suas relações familiares e sociais e produz graves consequências psicológicas e espiri- tuais, arrastando, assim, a uma exis- tência carente da devida dignidade. O trabalho é necessário para que a pessoa possa desenvolver os seus dons e faculdades, e não se sentir um parasita na sociedade. É também ne- cessário para formar e manter uma família, para exercer o direito à pro- priedade e, de um modo global, para contribuir para o bem comum da hu- manidade. Compete aos governantes promover políticas que activem o emprego, que favoreçam a criação e as oportunida- des de trabalho. Compete igualmente aos governantes secundar a activida- de das empresas, criando condições que favoreçam a criação de postos de trabalho, estimulando essa actividade onde ela seja insuficiente e apoiando- a em momentos de crise. Mas todos podemos e devemos ajudar a resolver esta calamidade constituída pelo de- semprego, das maneiras que cada um descubra, o que acontecerá se houver boa vontade e uma consciencializa- ção da gravidade deste problema. O testemunho cristão Constitui um dado bem evidente que a Europa atravessa uma crise de fé que se vai acentuando, dia a dia. A fé já não é um pressuposto óbvio da vida comum, um dado adquirido que vai passando de geração em geração, como uma «herança» indiscutível, aceite por todos com toda a naturali- dade e sem pôr essa fé em questão. Daqui que se fale tão frequentemente de uma nova evangelização, com es- pecial incidência da Europa, que vai esquecendo as suas raízes cristãs e na qual muitos se sentem perdidos, sem um alvo concreto na vida, e desorien- tados porque perderam a fé ou são questionados por problemas para os quais não encontram solução. Por isso, o Papa emérito afirmava, na Missa do início do seu pontificado, que era necessário a Igreja «ir buscar os homens ao deserto» em que se ti- nha transformado a sua vida, para os conduzir à vida, à amizade com o Fi- lho de Deus, que é a fonte dessa vida. A nova evangelização pode revestir vários aspectos, mas o testemunho da fé dos cristãos é, sem dúvida, o prin- cipal. Para que este testemunho seja autêntico, é necessário que cada cris- tão procure aprofundar a sua fé, para que ela possa ser professada, celebra- da, rezada e vivida. Por outras pala- vras, é necessário reflectir sobre o acto da fé com que se crê. A adesão de cada cristão ao Evangelho tem que ser cada vez mais profunda, porque só assim ele saberá a maneira mais credível de transmitir às novas ge- rações a fé de sempre, mas da qual mui- tos baptizados se esquecem ou, pelo me- nos, não vivem de maneira autêntica. Cada cristão, para oferecer um teste- munho verdadeiro, deve sentir-se fortalecido pela força do Senhor res- suscitado, pois só desta maneira po- derá enfrentar as dificuldades e os sofrimentos que esse testemunho po- derá encontrar no seu caminho. António Coelho, s.j. Trabalho para todos Eis o tempo com que todos sonha- mos e que para a sua realização va- mos fazendo os mais variados pla- nos. Embora em tempo de grave crise económica que afeta as famílias e as pessoas individualmente , todos sonham e aguardam ansiosamente por esse período do ano para fora ou dentro do ambiente familiar nor- mal ,viverem e sentirem algo dife- rente que mitigue os sacrifícios e as agruras dum ano em que a econo- mia das pessoas e das famílias foi duramente efetada pelos contínuos cortes nos seus ordenados. Por isso , para muitos, infelizmente as férias fora do ambiente familiar normal não passarão dum sonho. Para ti , como para mim , teremos possibilidades de planear e viver mais umas merecidas férias. Por essa razão é natural que já tenha- mos cuidadosamente feito o seu pro- grama agora de acordo com as limi- tações que nos são impostas : para a praia , para a serra , no estrangeiro , em Portugal , não importa onde , para desfrutarmos o maior gozo possível e assim nos desforrarmos dum trabalho e das “chatices “ dum ano.As férias são, na realidade, ne- cessárias para destruir o cansaço e o desgaste que a azáfama e a monoto- nia da vida profissional nos cau- sam!... Há necessidade de descanso e de suspender os afazeres profissionais obrigatórios para . pelo menos du- rante um mês ,podermos dispor do nosso tempo como desejamos e para o que queremos e assim destruirmos o “stress.” Mas as férias não poderão ser apenas um tempo de ociosidade mas tam- bém de valorização profissional , moral e religiosa. Há jovens que no tempo de férias fa- zem “ férias “ para tudo ,até na prá- tica religiosa e moral., e cultural!... Tais férias, longe de serem úteis ,são prejudiciais pois destroem os valo- res que enriquecem a vida e que fo- ram adquiridos através de uma ca- minhada por vezes difícil e morosa. Por isso ,aconselha-nos o Sagrado Concílio que “ os tempos livres se- jam bem empregados para o descan- so do espírito e saúde da alma e do corpo ,ora com atividades e estudos livremente escolhidos , ora com via- gens a outras regiões ,( turismo ) , com as quais se educa o espírito e os homens se enriquecem com o co- nhecimento mútuo , ora também com os exercícios e manifestações desportivas , que contribuem para manter o equilíbrio psíquico , mes- mo na comunidade e para estabele- cer relações fraternas entre os ho- mens de todas as condições e nações ou de raças diversas (/GS61 ). É este o sábio e benéfico programa de férias que nos aconselham os Pa- dres Conciliares. É preciso não esquecermos , mais uma vez , que na nossa vida cultural , religiosa e moral não devem haver férias mas pelo contrário aproveitar- mos este tempo privilegiado para nelas crescermos. António 6º convívio Para todos boas Férias

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