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Luto

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  • Olá,
    Interessante que estava a pesquisar este tema e surgiu a tua apresentação. Achei curioso e pelo nome se a memória não me falha fui tua colega no ISPA (1995-2000). Será?
    Um beijinho
    Teresa Santos
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Luto

  1. 1. LUTO Liliana Lobato Psicóloga Clínica Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental C.H.C.B.
  2. 2. LUTOLutoDores emocionais e/ou perturbações quesurgem quando alguém sofre uma perda ouexiste um acontecimento de perda iminente(luto antecipado).As respostas as estas situações são formasde adaptação a que chamamos luto. Liliana Lobato
  3. 3. LUTO 4 FASES DO LUTOO que acontece psicologicamente quando se verifica uma perda? O sujeito atravessa um processo de luto, composto por uma série de alterações emocionais específicas, ou FASES Liliana Lobato
  4. 4. LUTONegação/IncredulidadeRaiva Preocupação/DepressãoAceitação/Resolução Liliana Lobato
  5. 5. LUTO Choque/Incredulidade Choque. O sujeito recusa-se a acreditarna perda Liliana Lobato
  6. 6. LUTO Raiva O sujeito culpabiliza os outros pela suaperda. Podem verificar-se sentimentos decólera, dirigidos normalmente aos médicos, aDeus ou outro alvo responsável. (Ex.: O Dr.devia ter mandado fazer análises mais cedo) Liliana Lobato
  7. 7. LUTO Preocupação/Depressão O sujeito entristece. Trata-se de uma fase intermédia que envolvepreocupação com a pessoa e/ou coisa perdida. Surgem sintomas como: choro incontrolável,humor deprimido, evitamento social e outrossintomas somáticos semelhantes aos da Depressão. Pode surgir a voz e/ou imagem da pessoa/coisaperdida, mas não de forma alucinatória, mas sim naforma “como se …”. Liliana Lobato
  8. 8. LUTO Aceitação/Resolução Aceitação do acontecimento. O sujeito resigna-see começa a aceitar a perda com o passar do tempo. Os sintomas atenuam-se e a vida começaprogressivamente a chegar ao normal. Podem decorrer vários meses até esta fasecomeçar e alguns mais até que esteja completa. Nos aniversários é comum haver recorrência doluto. Liliana Lobato
  9. 9. LUTOLUTO PATOLÓGICO (3 formas)1 Luto Ausente e Luto Diferido2 Luto Prolongado3 Luto Excessivo Liliana Lobato
  10. 10. LUTO1 Luto Ausente e Luto Diferido Quando não há sinais externos de luto, apesar daocorrência de um acontecimento com dimensão que ojustifique. Estamos perante um Luto Ausente. Quando o luto começa algumas semanas maistarde, dizemos que se trata de um Luto Diferido. Liliana Lobato
  11. 11. LUTO2 Luto Prolongado Quando os sintomas persistem 6 a 12 mesesmais tarde. É de considerar uma perturbação depressiva. Liliana Lobato
  12. 12. LUTO3 Luto Excessivo Intensidade excessivamente grave dossintomas de luto.Pode reflectir-se sobretudo em pessoas compersonalidade mais vulnerável ou mais próximas dofalecido. Liliana Lobato
  13. 13. LUTO LUTO E DEPRESSÃO A Depressão ocorre num terço das pessoasem luto e em 20% dos casos é grave. Nem sempre é fácil decidir quando seatravessa o limiar entre o Luto e aDepressão. Liliana Lobato
  14. 14. LUTOCOMPARAÇÃO DEPRESSÃO/LUTO Ideação suicida - Comum na Depressão (comandada pelo humordeprimido). - Transitória no Luto (comandada pelo desejo deestar junto do/a falecido/a). Liliana Lobato
  15. 15. LUTO Culpabilização pela situação - Culpabilidade dirigida ao próprio, naDepressão. - Culpabilidade dirigida aos outros e ao destino,no Luto. Lentificação psicomotora - Verifica-se na Depressão. - Não se verifica no Luto. Liliana Lobato
  16. 16. LUTO Sintomatologia psicótica - Pode ocorrer em casos graves e é congruentecom o humor. - Não ocorre no Luto, embora se possa imaginarouvir/ver o falecido. Evolução dos sintomas - Persistente na Depressão (mais de 2 meses). - Flutuante no Luto (remitem em 2 meses). Liliana Lobato
  17. 17. LUTO PERDA DE UM DOS PAIS Fase de protesto A criança sente grande desejo de estar com oprogenitor falecido. Fase de desespero A criança experimenta falta de esperança,retraimento e apatia. Liliana Lobato
  18. 18. LUTO Fase de distanciamento A criança abandona o apego emocional com oprogenitor falecido. A criança transfere a falta do progenitor paraum ou mais adultos. Liliana Lobato
  19. 19. LUTO PERDA DE UM FILHO Pode ser mais intensa; Podem surgir sentimentos de culpa eimpotência; Choque, negação, raiva; Manifestações de pesar para toda a vida; 50% dos casamentos onde morre um filhoculminam em divórcio. Liliana Lobato
  20. 20. LUTO TRATAMENTO DO LUTO Aconselhamento/apoio úteis no Luto Normal. Nota: neste caso não se fala em Perturbação; o Lutodeve ser considerado como um processo normal, emboradoloroso. Quando surgem sintomas de Luto Patológico ou dePerturbação Depressiva, pode ser necessário persuadir apessoa de que o seu sofrimento exige um plano terapêutico: - Antidepressivos e Benzodiazepinas )para problemas desono); - Terapia cognitivo-comportamental. Liliana Lobato

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