Pharmacopeia Brasileira de 1929: plantas nativas

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Plantas usadas na medicina popular, listadas na etnofarmacologia, ou com comprovação científica, que faziam parte da primeira farmacopéia brasileira.

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Pharmacopeia Brasileira de 1929: plantas nativas

  1. 1. A Pharmacopeia Brasileira, em sua primeira edição de 1929, veio substituir a portuguesa, então em uso aqui. Traz as espécies nativas que seguem. Este arquivo está em elaboração, é parcial. Abóbora, jerimum, jerimu, moranga: Cucurbita maxima Duschene; Cucurbitaceae Nativa da Amazônia. Erva rasteira, anual. Outra espécie: C. moschata Não é a abóbora comum, C. pepo L.. Estudos científicos: Dunhill, M.P. & L. Fowden 1965. Abutua, baga-da-praia, jaboticaba-de-cipó, parreira-brava, parreira-silvestre: Chondodendron platyphyllum (Saint-Hilaire) Miers; Menispermaceae Nome atual: Chondrodendron platiphyllum (A.St-Hil.) Miers Nativa da Mata Atlântica, do CE a SP. Endêmica do Brasil. Espécie ameaçada, vulnerável em SP. Acariçoba, erva-capitão, para-sol, barbarosa, acaricaba, acariroba, lodagem, poncaga, erva-de-capitão, capitão, cicuta-falsa: Hydrocotyle umbellata Linné var. bonariensis (Lamarck) Sprengel; Umbelliferae Nome atual: H. bonariensis Lam.; Araliaceae Nativa de todo o Brasil: Amazônia e Mata Atlântica. Erva rasteira perene. Agoníada, sucuuba, arapué, janaguba, janauba, dona-joana, raivosa, jasmim-manga, sabeú-una, tiborna: Plumeria lancifolia Müller Argoviensis; Apocynaceae Nome atual: Himatanthus drasticus (Mar.) Plumel Nativa da Amazônia, Caatinga e Cerrado. Endêmica do Brasil. Outras espécies: H. sucuuba, H. lancifolius (da BA ao RJ). Árvore de pequeno porte. Estudos científicos: Fonteles, M.C., Matos, F.J.A., Craveiro, A.A. et al. 1977. Agrião-do-Pará, agrião, jambu, nhambu, jambu-açu, jambu-rana: Spilanthes acmella Linné var. oleracea Jacquin; Compositae Nome atual: Acmella oleracea (L.) R. K. Jansen; Asteraceae Nativa da Amazônia e Mata Atlântica. Erva semi-ereta, perene. Aiapana, ayapana: Eupatorium aya-pana Ventenat; Compositae Nome atual: Ayapana triplinervis (M.Vahl) R.M. King & H. Rob.; Asteraceae Nativa da Amazônia. Alecrim-bravo, erva-santa (RS), milfurada, milfacadas, erva-de-São-João, orelha-de- gato, hipericão: Hypericum laxiusculum Saint-Hilaire; Guttiferae Nome atual: H. brasiliense Choisy Nativa do Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, da BA ao RS. Endêmica do Brasil. Alfavaca-campestre, remédio-do-vaqueiro, segurelha: Ocimum canum Sims; Labiatae
  2. 2. Nome atual: O. americanum L.; Lamiaceae Espécie exótica, a nativa conhecida como alfavaca é O. campechianum. Angico, angico-branco, cambuí-angico, goma-de-angico, angico-de-casca: Piptadenia colubrina Bentham; Leguminosae Nome atual: Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan; Fabaceae Nativa do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. Árvore decídua. Aperta-ruão, pimenta-do-fruto-ganchoso: Piper aduncum L.; Piperaceae – ver matico, abaixo Nativa do sudeste do Brasil. Arbusto. Estudos científicos: Frischkhorn, C.G.B. & H.E. Frischkhorn 1978. Araroba (chrysarobina), amargoso, angelim-amargoso, pau-amargoso: Vouacapoua araroba (Aguiar) Druce; Leguminosae Nome atual: Vataireopsis araroba (Aguiar) Ducke; Fabaceae Endêmica da Mata Atlântica da BA, MG, ES e RJ. Araruta, araruta-do-brasil, araruta-das-antilhas ou das-índias-ocidentais: Maranta arundinacea Linné; Marantaceae Sinônimo: M. protracta Miq.; Marantaceae Nativa da Amazônia e Mata Atlântica. Arnica-silvestre, erva-lanceta, arnica-brasileira, arnica-do-campo, erva-de-lagarto, espiga-de-ouro, lanceta, macela-miúda, rabo-de-rojão, sapé-macho: Solidago microglossa De Candolle; Compositae Nome atual: S. chilensis Meyen; Asteraceae Nativa do Brasil: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa. Subarbusto perene, não ramificado. Aroeira, aguaraíba, corneíba, aroeira-vermelha, aroeira-da-praia, aroeira-de-remédio, aroeira-branca, aroeira-do-brejo, aroeira-do-campo, aroeira-do-paraná, aroeira-mansa, aroeira-negra, aroeira-pimenteira, aroeira-precoce, bálsamo, cambuí, coração-de-bugre, fruto-de-raposa, fruto-do-sabiá: Schinus terebinthifolius Raddi; Anacardiaceae Nativa do Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, de PE ao RS. Árvore de porte médio, perenifólia. Estudos científicos: Bandeira, J.A. e Warnick, M.C. 1974. Bálsamo-de-copaíba, bálsamo, copaíba, copaíba-da-várzea, copaíba-vermelha, copaibeira-de-minas, copaúba, cupiúva, oleiro, óleo-de-copaíba, óleo-vermelho, pau-de- óleo, podoi: Copaiba officinalis (L.) Jacquin, C. gujanensis (Desfontaines) Kuntze, C. coriacea (Martius ) Kuntze, C. langsdorffii (Desfontaines) Kuntze, C. oblongifolia (Martius) Kuntze e outras Nomes atuais: Copaifera guyanensis Desf. (AM; copaíba branca, copaíba do igapó, copaibarana), C. coriacea Mart. (NE; cacuricabra, sapucaia), C. langsdorffii Desf., C. oblongifolia Mart. e Hayne (nativa do Cerrado); Fabaceae Árvore alta. Estudos científicos: Simões, C.M.O., E.P. Schenkel, G. Gosmasn et al. 2001. Tambe, Y., H. Tsujiuchi, G. Honda et al. 1996.
  3. 3. Bálsamo-de-tolu, bálsamo-peruviano, bálsamo, cabreúva, cabreúva-vermelha, pau-de- incenso, caboreíba-vermelha, caboriba, pau-de-bálsamo, pau-vermelho, puá, óleo- vermelho, óleo-cabreúva, sangue-de-gato, quina-quina, óleo-bálsamo: Toluifera balsamum Linné; Leguminosae Nome atual: Myroxylon peruiferum L.f.; Fabaceae Nativa do Cerrado e da Mata Atlântica. Árvore semidecídua de porte médio. Barbasco, verbasco-brasileiro, calção-de-velha: Buddleia brasiliensis Jacquin; Loganiaceae Nome atual: Buddleja stachyoides Cham. & Schltdl.; Scrophulariaceae Nativa do Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, de AL ao RS. Arbusto ereto, perene. Barbatimão, barba-de-timão, uabatimó, ibá-timõ, casca-da-virgindade, faveira, abaramotemo, barbatimão-verdadeiro, barbatimão-vermelho, casca-da-mocidade, charãozinho-roxo, ibatimô, paricarana, barbatimão-branco: Stryphnodendron barbatimao Martius; Leguminosae Nome atual: S. adstringens (Mart.) Coville; Fabaceae Nativa da Caatinga e do Cerrado. Endêmica do Brasil. Árvore decídua. Baunilha: Vanilla planifolia Andrews; Orchidaceae Nativa da Amazônia e Mata Atlântica. Borracha, borracha-do-pará, cautchu, goma-elástica, seringa-real, seringueira: Hevea brasiliensis (Humboldt, Bonpland, Kunth) Müller Argoviensis; Euphorbiaceae Nativa da Amazônia. Cacau, cacau-do-brasil, cacau-verdadeiro, chocolate, massaroca: Theobroma cacao Linné; Sterculiaceae Nativa da Amazônia Árvore de pequeno porte. Estudos científicos: Sousa, M.P., M.E.O. Matos, F.J.A. Matos et al. 1991. Cainca, caninana, raiz preta, cipó-cruz, cruzeirinha, fedorenta, dambre, raiz-de-frade: Chiococca brachiata Ruiz e Pavon; Rubiaceae Nome atual: C. alba (L.) Hitchc. Nativa da Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica Usada por indígenas da Amazônia, seg. Schultes, R.E. e R.F. Raffauf. 1990. Cajueiro, caju, caju-anão, acajaíba: Anacardium occidentale Linné; Anacardiaceae Nativa da Amazônia , Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Referência científica: Sousa, M.P., M.E.O. Matos, F.J.A. Matos et al. 1991. Camará, cambará: Lantana camara Linné; Verbenaceae Nativa de todo o Brasil. Arbusto perene.
  4. 4. Canela-cravo, craveiro-do-maranhão, pau-cravo, imira-ataia, ibiragiynhá, kiynia, licari- kani: Dicypellium caryophyllatum Nees; Lauraceae Nome atual: D. caryophyllaceum (Mart.) Nees Endêmica da Amazônia, do Pará (N) e Maranhão (NE). Espécie ameaçada, vulnerável. Canela-preta, canela-preta-da-serra, canela-amargosa, louro-preto, louro-amargoso, surinêa, pau-de-sant'ana, canela-amarela: Nectandra puberula Nees; Lauraceae Nativa do Cerrado e da Mata Atlântica. Endêmica do Brasil. Canela-sassafrás, canela-funcho, louro-sassafrás, anhu-yba-peabya: Ocotea sassafras Mez; Lauraceae Nativa da Mata Atlântica, do MA ao RJ. Endêmica do Brasil. Outras espécies: O. odorifera (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, até RS). Cangerana, cajá-rana, cayárana: Cabralea canjerana Saldanha da Gama; Meliaceae Nativa da Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atântica. Carapiá, caapiá, contra-erva: Dorstenia multiformis Miquel; Moraceae Nome atual: Dorstenia cayapia Vell. Nativa da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, da BA ao RJ. Endêmica do Brasil. Carnaúba, carnaubeira, carandá: Copernicia cerifera (Arruda Camara) Martius; Palmaceae Nome atual: C. prunifera (Mill.)H.E.Moore; Arecaceae Nativa da Caatinga e Cerrado, do MT, TO, MA até SE. Endêmica do Brasil. Outra espécie: C. alba Morong ex Morong & Britton (Cerrado do Centro-Oeste) Caroba, caroba-miúda, carobinha, cambota-pequena, caroba-do-campo, caroba-roxa: Jacaranda caroba (Velloso) De Candolle; Bignoniaceae Nativa do Cerrado, da BA, GO a SP. Endêmica do Brasil. Carqueja-amarga, carqueja, carqueja-amargosa: Baccharis genistelloides var. trimera Backer; Compositae Nome atual: B. crispa Spreng.; Asteraceae Nativa da Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, do CE ao RS. Estudos científicos: Soicke, H. et al. 1986. Xavier, A.A. et al. 1967. Gene, R.M. et al. 1996. Casca d'anta, casca-de-winter, paratudo, caá-pororoca, capororoca-picante, melambo: Drimys winteri Forster; Winteriaceae Nativa em matas de altitude e ciliares, do nordeste ao sul do Brasil. Árvore de 3 a 8 m de altura. Referência etnofarmacológica: Almeida, E.R. de, 1993. Cassaú, jarrinha, cipó-mil-homens, papo-de-peru, papo-de-galo, cipó-mata-cobras, angelicó, cassaiú, capa-homem, calunga, erva-de-urubu: Aristolochia cymbifera Martius; Aristolochiaceae
  5. 5. Nativa de florestas e capoeiras do Brasil, principalemente Sul e Sudeste Trepadeira herbácea. Outras espécies: A. triangularis, A. esperanzae, A. ridícula, A. brasiliensis, A. arcuata, A. gigantea. Catuaba, catuíba, marapuama, vergonteza: Anemopaegma mirandum (Chamisso) Alph. De Candolle; Bignoniaceae Nome atual: A. arvense (Vell.) Stellf. Nativa do Cerrado. Arbusto decíduo. Chapéu-de-couro, chá-mineiro: Echinodorus macrophyllus (Kunth) Micheli; Alismataceae Nome atual: E. grandiflorus Mitch. Nativa de todo o Brasil. Herbácea aquática. Cipó-cabeludo: Mikania hirsutissima De Candolle; Compositae Nativa de todo o Brasil. Herbácea. Estudos científicos: Sousa, C.P. de, et al. 1984. A Pharmacopéia descreve com esse nome outra espécie, M. cordifolia (L. f.) Willd., trepadeira. Douradinha, malva-branca: Waltheria douradinha A. St.-Hil.; Sterculiaceae Nativa de campos rupestres de MG a RS. Herbácea. Estudos científicos: Wasicky, R. et al. 1964. Elemi, almécega, breu-branco, goma-limão, icicariba: Protium heptaphyllum (Aubl.) March.; Burseraceae P. icicariba (De Candolle) March. Nativa de quase todo o Brasil. Árvore de 10 a 20 m de altura. Referências etnofarmacológicas: Mors, W.B., C.T. Rizzini e N.A. Pereira, 2000. Schultes, R.E. e R.F. Raffauf, 1990. Erva-de-bugre, guassatunga, vassatunga, apia-acanoçu, pioia, pau-de-lagarto, língua-de- tiú, fruta-de-saíra, petumba; cambroé, varre-forno: Casearia sylvestris Sw.; Flacourtiaceae Nativa do Brasil. Árvore de pequeno porte. Estudos científicos: Scavone, O. et al. 1979. Basile, A.C. 1990. Barbi, N.S. et al. 1990 Erva-de-santa-maria, mentruz, quenopódio, lombrigueira, anserina-vermífuga, ambrosia, erva-formigueira, uzaidela, chá-do-méxico: Chenopodium ambrosioides L.; Chenopodiaceae Nativa do Brasil. Herbácea.
  6. 6. Erva-tostão, tangaracá, pega-pinto, bredo-de-porco: Boerhavia hirsuta Willd.; Nyctaginaceae Nome atual: B. diffusa L. Nativa do Brasil. Herbácea. Estudos científicos: Chandan, B.K., Sharma, A.K. & Anand, K.K. 1991 Espelina, tomba, purga-de-carijó, taiuiá, raiz-de-bugre: Cayaponia espelina (Manso) Cogn.; Cucurbitaceae Outras espécies: C. tayuya (Vell.) Cogn. - ver abaixo taiuiá Nativa do Brasil. Trepadeira. Estudos científicos: Ruppelt, B.N. et al. 1991. Konoshima, T. et al. 1995 Fedegoso, magerioba, pajamarioba, payeriaba, folha-de-pajé, tararucu, mamangá, lava- pratos, mata-pasto: Cassia occidentalis L.; Leguminosae Nome atual: Senna occidentalis (L.) Link; Leguminosae-Caesalpinioideae Nativa da América tropical. Subarbusto. Referências: Sousa, M.P., Matos, M.E.O., Matos, F.J.A. et al. 1991 Gervão-roxo, aguarapondá: Stachytarpha dichotoma Vahl; Verbenaceae Nome atual: Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl Nativa do Brasil. Subarbusto. Outras espécies: S. jamaicensis (L.) Vahl, S. elatior Schrad. Estudos científicos: Robinson, R.D. et al. 1990 Goiabeira, guaiaba, araçá-guaçu, koyhab (tupi), djamboé, goiaba, guaíba: Psidium guajava L.; Myrtaceae Nativa do Brasil. Árvore baixa. Referência: Matos, F.J.A. 2002 Guaco: Mikania glomerata Spreng.; Compositae (Asteraceae) Nativa do sul do Brasil. Trepadeira sublenhosa. Estudos científicos: Leal, L.K.A.M., Ferreira, A.A.G, Bezerra, G.A. et al., 2000. Guaraná, uaraná: Paullinia cupana Kunth; Sapindaceae Nativa da Amazônia. Arbusto. Estudos científicos: Mors, W.B., C.T. Rizzini e N.A. Pereira, 2000. Simões, C.M.O., E.P. Schenkel, G. Gosmasn et al. 2001. Taylor, L. 1998. É patenteado nos EUA desde 1989. Guaxima, mutambo: Guazuma ulmifolia Lam.; Sterculiaceae
  7. 7. Nativa do Brasil, principalmente da floresta semidecídua da bacia do Paraná. Árvore de 8 a 16 m de altura. Estudos científicos: Vieira, J.E.V. et al. 1968. Caceres, A. et al., 1987, 1990, 1993. Imbaúba, imbaúba-branca, imbaíba, ambaíba, árvore-da-preguiça, embaúba, ambaúba, torém: Cecropia hololeuca Miq.; Cecropiaceae Nativa das matas úmidas do Brasil. Árvore de até 15 m de altura. Outras espécies: C. pachystachya Trécul, C. glaziovi Snethlage, C. peltata Referência: Matos, F.J.A. 2000 Ipecacuanha, ipeca, raiz-do-brasil, ipecacuana-preta, poaia: Evea ipicacuanha (Brotero) Standley; Rubiaceae Nome atual: Psychotria ipecacuanha (Brot.) Stokes; Rubiaceae Nativa de florestas úmidas da Mata Atlântica. Subarbusto. Referências: Simões, C.M.O., E.P. Schenkel, G. Gosmasn et al. 2001. Jaborandi: Pilocarpus microphyllus Stapf ex Wardelworth; Rutaceae P. jaborandi Holmes, jaborandi-de-pernambuco Nativa do norte e nordeste do Brasil. Arbusto. Estudos científicos: a indústria farmacêutica usa amplamente a pilocarpina. Budavari, S. (ed.) 1989. Palmer T. 1991. Costa, A.F. 1978. E muitos outros. Jalapa-do-brasil, batata-de-purga, jalapão: Operculina macrocarpa (L.) Urb.; Convolvulaceae Outra espécie: O. Alata Urban. Comum no Nordeste do Brasil. Trepadeira. Japecanga, salsaparrilha: Smilax japicanga Griseb.; Liliaceae – ver salsaparrilha, abaixo Nativa do Brasil tropical. Subarbusto. Estudos científicos: D'Amico, M.L. 1950. Fitzpatrick, F.K. 1954. Rollier, R. 1959. Jequiriti, pequiriti, olhos-de-pombo, arvoeiro, juqueriti, olho-de-cabra, tento-miúdo, assacu-mirim: Abrus precatorius L.; Leguminosae-Papilionoideae Nativa da orla atlântica do Brasil, principalmente norte e nordeste. Trepadeira delicada. Estudos científicos: Kuo, S.C. et al. 1995 Sementes muito venenosas. Jequitibá, jequitibá-rosa, jecuíba, igibibá: Cariniana brasiliensis Casaretto; Lecythidaceae Nome atual: C. legalis Jurubeba, juripeba, jubeba, juvena, juúna:
  8. 8. Solanum paniculatum L.; Solanaceae Nativa do Brasil. Arbusto. Limoeiro-bravo, limoeiro-do-mato, limão-bravo, limãozinho, cidreira-do-mato, cidrilha- silvestre, negramina, negra-mena, capitiú, caá-pitiu, erva-santa, fedorenta: Siparuna apiosyce De Candolle; Monimiaceae Nome atual: S. guianensis Aubl. Nativa do Brasil, em matas secundárias e capoeiras, mais comum na Amazônia. Arbusto. Manacá, jerataca, jeratacaca, cangambá, jasmim-do-paraguai, manajá, caá-gambá, manacá-de-cheiro: Brunfelsia hopeana (Hooker) Benth.; Solanaceae Nativa do sul e sudeste do Brasil. Outras espécies: B. uniflora (Pohl) D.Don, B. pauciflora Benth (a mais usada na medicina popular). Arbusto perene. Referências etnofarmacológicas: Schultes, R.E. & Raffauf, F. 1990 Maracujá: Passiflora alata Aiton; Passifloraceae Nativa do Brasil. Outras espécies: P. edulis Sims Trepadeira com gavinhas. Mate, erva-mate, chá-mate: Ilex paraguariensis A. St.-Hil.; Aquifoliaceae Nativa do Brasil, do MS ao RS, em regiões altas. Árvore de até 20 m de altura. Estudos científicos: Simões, C.M.O., E.P. Schenkel, G. Gosmasn et al. 2001. Matico, erva-de-soldado, pimenta-matico, moho-moho: Piper angustifolium Lam.; Piperaceae A Pharmacopeia trata esta espécie e a P. aduncum (aperta-ruão, acima) como duas diferentes, Lorenzi as trata como uma só. Muirapuama, marapuama: Ptychopetalum olacoides Benth.; Olacaceae Nativa da Amazônia. Arvoreta. Estudos científicos: Da Silva, R.D. 1925. Waynberg, J. 1990. Mulungu, murungu, suinã, sapatinho-de-judeu, bico-de-papagaio, amansa-senhor,árvore- de-coral, canivete, capa-homem, corticeira, suiná, flor-de-coral, tiricero: Erythrina mulungu Martius ex Benth.; Leguminosae-Papilonioideae Nativa do Brasil central, de SP a TO e BA. Árvore espinhenta. Sementes tóxicas. Pacová, cana-de-macaco: Renealmia exaltata L.; Zingiberaceae Nome atual: Costus spicatus (Jacq.) Sw.
  9. 9. Nativa da Amazônia e Mata Atlântica. Rizomatosa ereta. Paracari, hortelã-do-brasil, hortelã-do-mato, rabugem-de-cachorro: Peltodon radicans Pohl; Labiatae Nativa da região Sul do Brasil, nos campos de altitude. Herbácea. Pariparoba, caa-peua, caapeba, capeba, caena, catajé, aguaxima, malvaísco, lençol-de- santa-bárbara: Heckeria umbellata L.; Piperaceae Nome atual: Pothomorphe umbellata (L.) Miq. Nativa de quase todo o Brasil, principalmente sul da BA, MG e SP. Subarbusto. Pipi, erva-pipi, tipi, erva-de-guiné, erva-d'alho, embiaiendo, emboaiembo, ocoembo, mucura-caá, guiné, cangambá, raiz-do-congo: Petiveria tetrandra Gomes; Phytolaccaceae Outro nome (usado em Lorenzi): P. alliacea L. Nativa da Amazônia. Herbácea ereta de hábito persistente. Quina-do-campo, quina-do-cerrado, quina-do-mato-grosso, quina-branca, quina, quina- grossa, quina-cruzeiro, quina-da-chapada, quina-de-periquito: Strychnos pseudoquina Saint-Hilaire; Loganiaceae Nativa do Cerrado brasileiro. Árvore. Quina-mineira, quina-de-remijio, quina-da-serra: Remijia ferruginosa (Saint-Hilaire) De Candolle; Rubiaceae Árvore. Ratanhia, ratanhia-do-pará: Krameria argentea Martius; Leguminosae Sabugueiro: Sambucus australis Cham. & Schltdl.; Caprifoliaceae A espécie européia S. nigra L. é usada desde a pré-história. Nativa do Brasil. Arbusto grande. Salsaparrilha, salsaparrilha-do-pará, salsaparrilha-de-minas-gerais, salsaparrilha-do- méxico: Smylax papyracea Poiret, S. syphilitica Humboldt & Bonpland, S. officinalis Kunth, S. medica Chamisso & Schlechtendal; Liliaceae Lorenzi coloca sob o nome de japecanga (ver acima) ou salsaparrilha, 10 ou mais espécies. Sena-do-mato, sena-do-campo, fedegoso, folha-de-sene: A Pharmacopeia se refere a sena, Cassia acutifolia Delile, C. angustifolia Vahl, respectivamente de Alexandria e da Índia. O nome atual da primeira é Senna alexandrina. Senna corymbosa (Lam.)H.S. Irwin & Barneby; Leguminosae-Caesalpinioideae
  10. 10. A espécie é usada como a africana S. alexandrina Mill., reconhecida pela medicina científica. Nativa do sul e sudeste do Brasil. Arbusto grande. Simaruba, maruba, marupá, arubá, caixeta, paraíba: Simarouba amara Aublet; Simaroubaceae Nativa da Amazônia e do sul da BA. Árvore. Taiuiá, abobrinha-do-mato, taiuiu, taiuiá-de-fruto-encarnado, tajujá, cabeça-de-negro, guardião, anapinta, tomba, azougue-do-brasil, raiz-de-bugre: Cayaponia tayuya (Vell.) Cogniaux; Cucurbitaceae Trepadeira herbácea. Nativa de todo o Brasil. Endêmica do Brasil. Outras espécies: C. espelina (catuaba-munda, espelina), C. podantha (melancia-de-pacu), C. bonariensis (Mata Atlântica, de MG ao RS), C. pilosa (Mata Atlântica, de MG ao RS; purga-de-caiapó). Estudos científicos: Ruppelt, B.M. et al. 1991. Konoshima, T. et al. 1995. Fontes: Lista de espécies da Flora do Brasil 2010 Tropicos Lorenzi, H. e F.J. Abreu Matos: Plantas medicinais no Brasil. Instituto Plantarum, 2002

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