3ª COORDENADORIA REGIONAL DE             DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO                    EEFM PROFª. MARIETA SANTOS      PR...
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Núcleo Gestor da Escola                                                            José Geri Costa                        ...
Comissão de Elaboração                                                             Núcleo Gestor                          ...
Sumário                                                           Conteúdo                                                ...
____________________________________________________________________________________________                              ...
Apresentação        Nesta breve apresentação é importante destacar que este projeto pedagógico, de caráter também político...
Justificativa       Para efeito inicial desta justificativa tomemos para início de discussão a reflexão postapelas palavra...
a) acompanhar o processo de escolarização dos alunos que apresentam situação de repetência,isto através das taxas de escol...
MISSÃO         Preparar pessoas com uma visão empreendedora e conscientes de suas responsabilidadessociais, mediante o ens...
1. MARCO SITUACIONAL/DIAGNÓSTICO DA ESCOLA       1.1. Identificação da escola1. Nome da Escola : EEFM Profª. Marieta Santo...
2. MARCO SITUACIONAL: O DIAGNÓSTICO DA ESCOLA                    A Escola Marieta Santos fundamenta seus fazeres administr...
trabalho do dia, também, sem que a escola encontre suas forças, decide abandonar a escola.Paradoxalmente, uma escola que b...
filosófico, histórico, social e emocional, muito pela circunstância, temos consciência dotamanho dos desafios que o tempo ...
Este foi elaborado por ocasião de uma política estadual assumida a partir de 2009 comfechamento de ciclo em 2012. Pudemos ...
Escola Marieta Santos                                                                   239,7                             ...
Matemática, os níveis de proficiências ao longo dos anos são mais consistentes. Seria o fato dafamiliaridade com a matemát...
Média da Prova Objetiva: 426,4                                    Média Total (Objetiva e Redação): 495,912010Média da Pro...
instituição escolar, com professores, alunos e suas famílias culpando-se                                           mutuame...
proposta de escola que rumaria para dissipar seus resultados aquém dos desejados.                    Para compreender melh...
aqueles que os meninos e meninas, moças e rapazes, querem para dar salto a um projeto de vidaadulta? O que faz a escola Ma...
estarão reunidos num mesmo dia.                    Em sistema coletivo os professores, acompanhados por coordenadores esco...
Da forma aqui descrita os planejamentos deverão operacionalizar-se na estrutura abaixo:                            Área   ...
suas infinitas teorias são verdades, então é preciso crer que os processos de avaliação dos alunosos quais estão apontados...
ponto de vista de crescimento, de acertos, não de erros. Este segundo, servirá de escada parareverter os erros e transform...
4.1.4. A disciplina e a relação professor-aluno: Com grandes situações de conflitos. Pormuitas vezes, o professor lança mã...
a) trazer todos os materiais necessários na sala de aula: É importante que os alunos saibam exatamente oque levar para a a...
Organização da sala de aula                    O ponto de partida da prática de gestão de sala de aula é uma gestão eficaz...
enfatizam a discussão como um método de ensino em primeiro lugar. O professor deve pensar,que tipo de arranjo é mais benéf...
c) A ênfase quase exclusiva na matéria. O professor não partilha qualquer sentimento ou reação,ele concentra-se no seu tra...
f) Participar dos jogos recreativos dos alunos;   g) Fazer cartões de aniversário.Usar as suas habilidades de comunicação ...
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  1. 1. 3ª COORDENADORIA REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO EEFM PROFª. MARIETA SANTOS PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO – PPP Bela Cruz/Ce JUNHO DE 2012____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 1
  2. 2. "O PPP se torna um documento vivo e eficiente na  medida em que serve de parâmetro para discutir  referências, experiências e ações de curto, médio e  longo prazos". Paulo Roberto Padilha Diretor do Instituto Paulo Freire­SP____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 2
  3. 3. Núcleo Gestor da Escola José Geri Costa Diretor Geral Esmeraldina de Souza Oliveira Coordenadora Escolar – Turno Manhã Maria Edilêda Leitão Carneiro Coordenadora Escolar – Turno Tarde Maria Dourisete Araújo Coordenadora Escolar – Administrativa e Financeira Maria Vilany Araújo Coordenadora Escolar – Turno Noite Raiara Priscila Araújo Adriano Secretária Escolar____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 3
  4. 4. Comissão de Elaboração Núcleo Gestor Maria Simone do Nascimento/Maria Rogelvânia Silveira Conselho Escolar Maria Rejane Silva Professora Maria Luciana Nascimento Grêmio Estudantil Revisão Final Maria Rejane Silva Esmeraldina de Souza Oliveira Maria Edilêda Leitão Carneiro Maria Vilany Araújo Carlos André de Sousa Oliveira Áurea Rita Silveira – 3ª Crede Marta Maria Leitão – 3ª Crede____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 4
  5. 5. Sumário Conteúdo Pag.Apresentação 6Justificativa 7Missão, Visão de Futuro, valores 91. Marco Situacional 101.1. Identificação da escola 102. Diagnóstico da escola 112.1. Análise de desempenho acadêmico dos últimos 3 anos 132.1.2. Indicadores internos e projeção Plametas 132.2. Indicadores externos 142.2.1. SPAECE 142.2.2. IDEB e Prova Brasil 162.2.3. ENEM 163. Marco Doutrinal: as diretrizes filosóficas da escola 174. Marco Operacional 204.1. Dimensão Pedagógica 204.1.1. O planejamento 204.1.2. As metodologias do ensino 224.1.3. A avaliação 224.1.4. A disciplina e a relação professor-aluno 244.1.5. As avaliações externas: ENEM, SPAECE, SAEB, Concursos e vestibulares 314.1.6. O currículo escolar: concepção e perspectivas para o ensino noturno com a 32semestralidade4.1.7. Currículo e o projeto Primeiro, Aprender! 424.1.8. A dimensão curricular do projeto Professor Diretor de Turma 474.1.9. O Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos - EJA 514.1.10. A Educação Especial 524.2. Dimensão da gestão democrática e participativa 534.3. Dimensão administrativa 555. Plano de atividades 626. Avaliação do Projeto Político-Pedagógico 647. Referências bibliográficas 65Anexo 1: quadro de pessoal 66Anexo 2: propostas curriculares 68____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 5
  6. 6. ____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 6
  7. 7. Apresentação Nesta breve apresentação é importante destacar que este projeto pedagógico, de caráter também político, pretende alcançar três dimensões básicas, por meio da previsão de metas a cumprir. Assim sendo, está estabelecendo sonhos a realizar e por isso mesmo busca mecanismos de realização. Este projeto alcança então estas três dimensões. Primeiro o entendimento do conceito de projeto uma vez que reúne propostas de ações a serem realizadas definindo­se horizontes para tal. Segundo o entendimento de cunho político por considerar a escola como um espaço de formação   de   cidadãos   conscientes,   responsáveis   e   críticos,   que   atuarão   individual   e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir. Por  último, resta uma terceira compreensão: a de que é pedagógico porque define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo de ensino e aprendizagem. Ao  longo   deste   projeto   encontraremos   a   organização   da   escola   em   sua   missão,   seus valores e sua visão de futuro; características de sua clientela de atendimento, inclusive pais e condições   sociais   e   econômicas;  dados   sobre   a   o   desenvolvimento   acadêmico;  recursos disponíveis para amparar o desenvolvimento da escola, entendendo todas as suas abrangências; as diretrizes pedagógicas que envolvem todos os processos do ensino; questões adjacentes da gestão da sala de aula; e, por fim, planos de ações de intervenção escolar. José Geri Costa Diretor____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 7
  8. 8. Justificativa Para efeito inicial desta justificativa tomemos para início de discussão a reflexão postapelas palavras de Gadotti: Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores. (1994, p. 579) Na perspectiva do autor supracitado este projeto político-pedagógico vai além de umsimples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas porque ele não deverá serconstruído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova documprimento de tarefas burocráticas. Ele foi construído para que todos e vindo deles, possam terparâmetros de trabalho educacional. Portanto, surge da necessidade emergente de um referencialde apoio que nos dê subsídios para desenvolver nossas atividades técnico-pedagógicas, commaior embasamento teórico, possibilitando assim, uma maior aplicabilidade dessas teorias nocontexto da sala de aula. Por acreditar que a prática não pode está dissociada da teoria, e partindo da ação-reflexãodessas práticas, é que encontraremos soluções para o quadro que ora se instala em nossacomunidade escolar, como: considerável índice de repetência em torno dos 15%; alto índice deevasão na casa dos 10%; desmotivação do corpo docente, entre outros.Sentimos que é necessária uma transformação, para que esta escola readquira sua função,tornando-se um espaço prazeroso de conhecimento. As características que envolvem nossa proposta são: concepção do educando comosujeito proativo, ou seja, aquele que se torna cidadão pelo fortalecimento da sua identidadedesenvolvida num processo dinâmico de relações e inter-relações consegue mesmo, com osoutros e com o mundo; processo de construção coletiva, privilegiando a participação deprofessores com atuação na Unidade Escolar; reconhecimento do papel do professor comopersonagem decisivo na vida dos alunos; entendimento de que a competência profissional doprofessor depende do conhecimento das características de desenvolvimento do aluno, dodomínio do conteúdo objeto da aprendizagem e do seu compromisso social. Se considerado as características, necessidades locais e os interesses dos educadores edos educando, então definiremos como objetivos amplos:____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 8
  9. 9. a) acompanhar o processo de escolarização dos alunos que apresentam situação de repetência,isto através das taxas de escolarização do município de Bela Cruz;b) Contribuir para a diminuição da situação de repetência dos alunos que frequentam a UnidadeEscolar;c) trabalhar a autoestima dos alunos, dando-lhes condições de se perceberem como portadoresde conhecimento e capazes de aprender;d) oferecer aos alunos situações diversificadas de ensino-aprendizagem no sentido de superar asdificuldades apresentadas em classe;e) Possibilitar aos professores uma formação em serviço, através do acompanhamento do seutrabalho;f) Oportunizar a melhoria da pratica pedagógica dos professores, através de cursos de formação,mesmo considerando para isto aqueles promovido pela CREDE/SEDUC;g) Refletir sobre as avaliações e resultados acadêmicos internos bem como os externos comoSPAECE, e ENEM;h) Rever conteúdos básicos para o 1º médio das disciplinas matemática, língua portuguesa,ciências, historia e geografia, considerando os parâmetros do Programa Estadual Primeiro,Aprender!, bem como demais séries considerando os PCNs.i) Promover a participação e desenvolvimento eficiente, eficaz e efetivo do Projeto ProfessorDiretor de Turma;j) Fazer com que nossos alunos e professores se percebam como seres históricos (fazedores dehistoria), que necessitam de uma formação integral, preparando-os para exercerem o seu papelna sociedade, de forma consciente e coerente.l) Preparar os alunos do Ensino Médio para o mercado de trabalho, resguardando-se sempre osprincípios legais do CNE/CEB e da LDB 9394/96. Por fim e de modo incisivo, o que sabemos é que temos muito que caminhar, para que amédio-longo prazo possamos ser o instrumento para a formação integral dos nossos alunos.____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 9
  10. 10. MISSÃO Preparar pessoas com uma visão empreendedora e conscientes de suas responsabilidadessociais, mediante o ensino de saberes escolares que agreguem as potencialidades da sociedadeatual. VISÃO DE FUTURO Ser uma escola capaz de fazer cumprir sua missão, reconhecida pela excelência noatendimento à comunidade escolar e local. VALORES Responsabilidade social Consciência Cooperação Respeito mútuo____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 10
  11. 11. 1. MARCO SITUACIONAL/DIAGNÓSTICO DA ESCOLA 1.1. Identificação da escola1. Nome da Escola : EEFM Profª. Marieta SantosCOD/INEP: nº 23002115 CNPJ: 01.692.720/0004-70RECONHECIMENTO: Em andamento desde janeiro de 2012 VALIDADE: D.O.E.:2- Endereço: Rua São Vicente, 699 – Centro Bela Cruz – CE CEP: 62.570-0003-Telefone: (88) 3663-1205 e-mail: msantos@escola.ce.gov.br4- Nome do Diretor: José Geri Costa5- Membros do Núcleo Gestor:Coordenadoras: Esmeraldina de Sousa Oliveira, Maria Dourisete Araújo, Maria Vilany Araújo, Maria Edilêda LeitãoCarneiro6- ORGANISMOS COLEGIADOS CONSELHO ESCOLAR: Mandato: 17 de Março de 2012 a 17 de Março de 2014SEGMENTO TITULAR FUNÇÃO SUPLENTE Aluno Emanuela Karic dos Santos (1º DT) Membro Titular Nívea Maria Alves dos Santos (2º AM) Membro Titular Funcionário Selma Lúcia Freitas Membro Titular Raiara Priscila Adriano Araújo Diretoria - Secretária Professor Maria Rogelvânia Silveira Diretoria - Presidente Fca. Simone do Nascimento Maria das Graças R. Vasconcelos Diretoria - Vice- Sonia Maria Freitas Moura Presidente Maria de Fátima Costa José Edilson Araújo Pais Maria Ivoneide Pires Maria Zeneida do N. VasconcelosSociedade civil Antônia Oliveira Teodósio Jovino Membro TitularNúcleo Gestor José Geri Costa Membro Nato GRÊMIO ESTUDANTIL: Mandato: 04 de Maio de 2011 a 04 de Maio de 2013 Titular Função S/T/TMaria Luciana Nascimento Presidente 3º ANAna Paula Carneiro Vice-Presidente 2º BTAndreza Maria Teixeira 1º Secretária 3º BTMaria Maísa Barroso 2º Secretária 3º BTFrancisca Josiane dos Santos 1ª Tesoureira 3º BNAntônia Amanda Araújo 2ª Tesoureira 2º AMMaria Franciane Silva Souza Diretora Social 2º AT Diretora de Imprensa Diretor de EsportesMaria Laila Diretora de Cultura 3º AMMaria Aline Hipólito Oradora 3º ATAlex Pereira Vasconcelos Suplente 2º AN7-Níveis de Ensino ministrada na escola: Médio8- Números de alunos em cada nível/modalidadeMédio (Regular): 898Educação de Jovens e Adultos (Ensino Médio): 60Total: 967 alunos9-Turnos da Escola: Manhã, Tarde e Noite10-Número de professores em sala de aula: 04 Efetivos e 32 Temporários10-Número de professores Centro de Multimeios: 1112-Número de Servidores Efetivos (secretaria): 0213-Número de Servidores Gerais (Efetivos): 0514-Número de Servidores Terceirizados: 01 porteiro e 01 merendeira15-Nº Servidores Cedidos pela PMBC: 01 vigia16- Percentual de Professores em Sala de aula com licenciatura plena/cursando: 95%17-Número de salas de aula: 09 Biblioteca: 0118- Laboratórios: 02 de Informática e 01 de Ciências Quadra Esportiva: 01 Academia Escolar: 01Dados de março de 2012 ____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 11
  12. 12. 2. MARCO SITUACIONAL: O DIAGNÓSTICO DA ESCOLA A Escola Marieta Santos fundamenta seus fazeres administrativos e pedagógicosde forma integrada onde o primeiro não funciona sem o segundo e vice-versa. A áreaadministrativa busca soluções que garantam o sucesso escolar do aluno. A gestão pedagógicabusca apropriar-se dos insumos administrativos para assegurar aos alunos o êxito acadêmico. Uma escola pautada nesse duplo conceito pretende estar num cenário daexcelência educacional, mesmo tendo que lançar mão de medidas de enfrentamento àsdemandas que se apresentam como contrários aos primeiros propósitos escolares. Este projeto que se inicia encontra uma escola que precisa crescer nos seusaspectos estruturais de bom ensino. Que precisa se fortalecer na sua conjuntura de elevar seusresultados acadêmicos internos e sobre as avaliações de larga escala da qual ela faz parte. Temos hoje uma escola que busca trabalhar interfaces múltiplas que constituem oeducando, favorecendo uma dimensão ampla de pessoa. Para isso, considera nos sues propósitosescolares e educacionais os aspectos cognitivos, emocionais e os contextos de inserção social ecultural onde o aluno se encontra. As referências maiores são matrizes que definem as proficiências cognitivasprincipalmente, na área da linguagem compreendendo as capacidades amplas de leitura; e damatemática, envolvendo raciocínios lógicos que permitam transitar pelo mundo dos significadosda comunicação matemática. Ademais, trabalha-se com foco na transmissão de saberes cujas bases são umconjunto de competências cognitivas e habilidades relacionadas ao saber fazer “coisas” que omundo precisa além da escola. Tais fundamentos encontram amparo nos documentos oficiaisque norteiam os currículos das escolas públicas no Brasil. Estes documentos são as Diretrizes Curriculares do Ensino Médio e seusParâmetros Curriculares. Daí forma-se todo um currículo, respeitando-se a diversidade daspessoas, das juventudes, do mundo, ou dos mundos com os quais vivemos e con-vivemos. Busca-se uma escola que encontre o anseio escolar do jovem que hoje frequenta aescola pública. Um aluno e uma aluna que ao chegar ao Ensino Médio, não todos, mas umgrande percentual encontra-se em condição de aprendizagem e prosseguimento de estudos destaetapa, aquém do que se espera; do desejável nos aspectos relacionados à apropriação deconhecimentos prévios suficientes. Esta pessoa que, por vezes, se não tem estímulo e pré-disposição exatamente pela ausência destes conhecimentos prévios, decide precocemente já naprimeira série do Ensino Médio, abandonar a escola, sem que esta possa fazer muito e sinta suasforças reduzidas. Este mesmo, que gostaríamos de chamar de cidadão pleno, mas que muitas vezesnão conseguimos alcançar, e que no turno noturno precisa trabalhar e, cansado da rotina de____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 12
  13. 13. trabalho do dia, também, sem que a escola encontre suas forças, decide abandonar a escola.Paradoxalmente, uma escola que busca o desenvolvimento e consciência da cidadania dos seusalunos, encontra jovens que precisam trabalhar precocemente. Um jovem que nem sempre tem na escola expectativas favoráveis e positivas paraa vida. Entretanto, um jovem que tem uma vida comparada a um iceberg, do qual ostrabalhadores da educação, por vezes, só conseguem enxergar a ponta. O Projeto Professor Diretor de Turma colabora para que estes problemas deixemde existir. Cada um destes Diretores de Turma se envolve no que podem para a boa gerência dasala de aula, indo do desenvolvimento acadêmico à diminuição da evasão escolar, tão presente,em torno ano a ano de 10%. Os pais dos nossos alunos demonstram pouca escolaridade, Isto favorece umclima de distanciamento da escola, de acompanhamento às tarefas escolares. Mesmo tendo umnúmero bom de visitas individuais à escola, vemos que comparecem mesmo somente em grandemaioria para assinatura de boletins, bimestralmente. Isso prova que é um grande desafio que aescola tem. No Marco Operacional buscaremos alternativas para enfrentamento dessadificuldade. Em questionários aplicados aos professores estes apontaram que é preciso quehaja mais integração da equipe escolar; que a problemática da indisciplina tem lugar muito forte,atribuindo-se também à ausência por parte dos pais junto aos alunos, bem como falta deamadurecimento emocional por parte dos alunos. Os professores também se manifestaram quando indagados sobre a Sala deLeitura que aquele espaço tem tido grandes avanços no atendimento escolar; que os laboratóriosde informática tem colaborado na formação dos docentes ofertando cursos tais como e-proinfo,muito embora ações direcionadas diretamente à sala de aula ainda deixem a desejar; que oLaboratório de Ciência precisa estreitar relações diretas com a sala de aula, destacando-se,porém, a iniciação científica, como força da escola; que a Academia é um incentivo aos alunos,bem como a quadra esportiva. Sobre o aproveitamento do tempo pedagógico os professoresrelatam que precisa focar mais nos conceitos específicos de cada disciplina do currículo. Todosafirmam que tem se esforçado muito para o atendimento dos objetivos acadêmicos, mesmodiante das dificuldades, inclusive, para melhoras dos resultados do SPAECE. Algo positivo na escola é o olhar que esta tem para a educação especial, ondeexiste atendimento especializado através da Sala Multifuncional. Grande também é a força daalimentação escolar ofertada aos alunos, também por conta do destino de 30% de cada recursopara compras de produtos da agricultura familiar, o que torna esta alimentação mais próxima dosalunos e menos industrializada. Isto posto sobre as características gerais da escola, colocadas em contexto____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 13
  14. 14. filosófico, histórico, social e emocional, muito pela circunstância, temos consciência dotamanho dos desafios que o tempo nos apresenta. Precisamos colocar no chão da escola nossasforças como formas de nos sustentar perante as ameaças. O quadro de professores é recém-graduado o que lança à escola oportunizartempos de formação continuada, nem sempre disponíveis, eficazes, com resultados no trabalhodocente. Apenas um percentual aproximado em 5% do grupo de docentes tem estabilidade, ouseja, é efetivo da rede estadual e está em sala de aula. Dos preceitos de Marx (2002) entende-seque a experiência e as memórias de trabalho são capazes de transformar a realidade que noscerca nos nossos serviços, tendo como ponto de partida a transformação de si mesmo, conforme.Então assimilamos que este fosso de tempo interfere. Os demais são contratados na forma da Lei22/2000, para suprir carências. Destes, 95% é da rede municipal e detém uma jornada detrabalho até de 60 horas semanais, somadas as desta escola. É fácil notar que esta condição podeinterferir seriamente no exercício eficaz da docência.2.1. ANÁLISE DO DESEMPENHO ACADÊMICO DOS ÚLTIMOS 3 ANOS2.1.2. Indicadores Internos e projeção PLAMETAS: SÉRIE HISTÓRICA 2006-2011 ANO BASE APROVAÇÃO REPROVAÇÃO EVASÃO (%) (%) (%) (%) 2006 86,9 6,6 6,4 2007 87,6 8,1 4,3 2008 83,3 9,9 6,38 2009 85.0 8,5 6,5 PROJEÇÃO PLAMETAS 2009 – RESULTADO INTERNO 85,7 4,8 9,5 2010 86.0 7,8 6,2 PROJEÇÃO PLAMETAS 2010 – RESULTADO INTERNO 83,9 5,9 10,2 2011 – RESULTADO INTERNO 85.0 8,5 6,5 DESAFIO - 2012 87,0 7,5 5,5 2012 87,0 7,5 5,5 PROJEÇÃO PLAMETAS Sobre o quadro acima vale ressaltar que, quando falamos de PLAMETAS se refere a umplano de metas estabelecidas primeiramente pelo diretor ou diretora responsável pela escola.____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 14
  15. 15. Este foi elaborado por ocasião de uma política estadual assumida a partir de 2009 comfechamento de ciclo em 2012. Pudemos notar que há imaginariamente uma linha sinuosa dosresultados. Isto indica um trabalho a ser melhorado no sentido de tal curva ser sempreascendente. Sobre os indicadores internos é preciso dizer que eles traduzem um momento dinâmicoda escola. Situações ano a ano são repaginadas pelo ingresso de novos alunos, evoluçãobiológica dos que já frequentam a escola dentre outros. Fazer uma leitura estática de cada anoseria por de lado um conjunto de fatores mutáveis que sofrem intervenções cotidianas e quepodem aqui e acolá não falar por si só. É preciso, portanto, antes de qualquer análise ponderartais aspectos. Já no que diz respeito ao que é da escola, - e cabe a pergunta o que é mesmo da escola?-sua equipe docente é diretamente responsável pelo que se interpreta acerca dos dados acima. Asvariáveis do contexto escolar, a permuta de professores talvez conduza ao efeito de aprovaçãoaqui lido: o do “serrote” como alguns preferem chamar. Há que se considerar tais variáveis.Numa escola que não se mantém um quadro de professores, onde a cada ano há troca, ou pior acada semestre, por circunstâncias do quadro efetivo ser o mínimo, busca-se entendimento para oefeito distorcido aprovação/reprovação. São formações em serviço “desperdiçadas”. Um esforçode gestão tenta enfrentar tais situações. O que explica de 2008 a 2010 existir cinco pontospercentuais para menos em reprovação, quando não se aprovou na mesma medida? A respostaestá num terceiro ingrediente: o jeito fácil com que o aluno deixa a escola. Não ver motivosnela? Existe um currículo distante do que pretende quem freqüenta a escola à procura de coisasque façam sentido? Perguntas chaves que não encontram respostas imediatistas. Requeremreflexão; trabalho e esforço coletivo de um conjunto (todos) de todos que fazem a escola;empreendimentos pedagógicos eficazes e vorazes, determinantes, vigorosos de ruptura demodelos “antigos” de escola; formação docente capaz de superar decepções escolares. Estasquestões serão levadas à baila durante este projeto pedagógico. Assim definiremos nossoshorizontes políticos e estruturais de escola.2.2. Indicadores Externos2.2.1. SPAECE SPAECE 2010 - 9º ANOS Nível da Proficiência Escola LP MTEscola Marieta Santos 232,4 238,8 SPAECE 2011- 9º ANOS Nível da Proficiência Escola LP MT ____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 15
  16. 16. Escola Marieta Santos 239,7 252,2 1º ANO – ENSINO MÉDIO LP MT 2008 2009 2010 2011 2008 2009 2010 2011 212,3 230,2 238,0 239,7 221,2 235,7 247,4 238,5* 2º ANO – ENSINO MÉDIO LP MT 2008 2009 2010 2011 2008 2009 2010 2011 223,6 237,9 240,8 258,5 238,2 248,3 251,8 260,8 3º ANO – ENSINO MÉDIO LP MT 2008 2009 2010 2011 2008 2009 2010 2011 231,7 248,0 249,2 244,1* 251,3 270,8 258,2 256,8*UMA ANÁLISE INTERPRETATIVA ALÉM DOS NÚMEROS Vamos abordar o que de objetivo existe diante dos números apresentados. Comecemospelos 9º anos do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio. Primeiro é importante trazer à reflexão que o trabalho pedagógico com os 9º anosaproxima do que se apresenta como resultado no 1º ano do Ensino Médio, na transição 2010 e2011. Os números tecnicamente segundo o nível de proficiência são praticamente os mesmos, oque se nota é que ao chegar no Ensino Médio parece nos por ao encontro de um fato curiosopedagogicamente: o aluno mostra estacionar. É uma questão para um trabalho mais intenso já no1º ano ou melhor dizendo, fortalecer o que existe. Entretanto vale ressaltar que os alunosprovenientes da rede municipal não apresentam o mesmo indicador. Por vezes ultrapassam acasa dos 20% em linha descendente. Colocando o ponto de vista especificamente nos 1ºs anos do Ensino Médio há um fatoque merece atenção: uma linha ascendente com maior evidência entre 2008 e 2010 o que nãoocorre na mesma linha entre 2010 e 2011, em se tratando da Língua Portuguesa. Em ____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 16
  17. 17. Matemática, os níveis de proficiências ao longo dos anos são mais consistentes. Seria o fato dafamiliaridade com a matemática mais próxima do aluno? Chama atenção a proficiência 2010 emmatemática bem como sua queda em 2011. Quanto aos resultados do 2º ano pode-se notar evidente trabalho pedagógico ao longodos anos, tanto em português quanto em matemática. Isto evidencia que a escola tem agregado,muito embora num universo mais amplo de proficiências, signifique pouco. Quando se recebe oaluno no 1º ano evidencia-se pelos indicadores que a escola tem ampliado o universo dehabilidades. Basta observar a evolução interna/série e por também um olhar sobre o anoanterior/série. Agora cabe uma pergunta: o que tem acontecido com o trabalho quando se trata daevolução 2º/3º ano e a evolução também numa serie histórica dentro da mesma série.Percebemos que há um “gargalo” pedagógico de difícil entendimento. Há inclusive quedasconsistentes nos dois aspectos anteriormente citados. Para efeito deste estudo, isto pode serobservado pelas marcas em asterisco no texto numérico. O que evidencia um trabalho de crescimento é quando lemos nesta última abordagem(marcas de cor laranja) a evolução 2008/2009/2010 considerando o ciclo do Ensino Médio, sãoas taxas de crescimento tanto e português quanto em matemática. Na série 2008/2009/2010 (osmesmos alunos evoluindo ao longo do Ensino Médio), em português e matemática háigualmente 37 pontos percentuais de crescimento. Já no ciclo 2009/2010/2011 (tambémdeterminados alunos evoluindo ao longo do Ensino Médio) os números são menores, menosda metade em média: 14 pontos em português e 21 em matemática. O que deverá terhavido? A escola teria perdido suas forças? Há apenas outro fator sob esta leitura: entre o 2º e 3ºano a ascendência é bem menos notável. A escola considera que os números quando negativos podem ser atribuídos a umanecessidade de maior formação pedagógica, bem como, maior envolvimento de pais no trabalhoescolar o que geraria maior pré-disposição dos alunos. Quando se trata de dados positivos,atribui serem por força de investimentos didáticos e de infra-estrutura da escola dentro dospadrões mínimos de funcionamento. Também de um envolvimento de toda a escola em trono damelhoria de seus indicadores acadêmicos. Contudo falta algo que remeta a uma empreitadamaior em termos de currículo inovador e que encontre aspirações reais de mundo, especialmenteo do aluno.2.2.2. IDEB/PROVA BRASIL (ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL)2005: 3,5 2007: 3,8 (Meta IDEB: 3,5) 2009: 4,5 (Meta IDEB 3,7) 2011: ... (Meta IDEB 3,9)2.2.3. ENEM2009____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 17
  18. 18. Média da Prova Objetiva: 426,4 Média Total (Objetiva e Redação): 495,912010Média da Prova Objetiva: 428,3 Média Total (Objetiva e Redação): 485,91 Quanto aos indicadores do Ensino Fundamental, 9º ano, o que não mais atende a escolaneste ano de 2012, a escola tem demonstrado êxito. Percebe-se claramente que as metas postapelo IDEB são atingidas de maneira até considerável. O que a escola nota é que há uma rupturade motivação na chamada “dobradiça” Ensino Fundamental e Ensino Médio. Seria o currículomais extenso? Menos atrativo? Eis questões para reflexão a a serem postas no marcooperacional deste projeto pedagógico. Acerca do ENEM, a escola necessita de um trabalho mais intensivo quanto ao ENEM emtodas suas dimensões: pedagógica e de participação. Leituras múltiplas de mundo que coloque oaluno dentro da proposta e matriz curricular do ENEM. Os níveis de escrita dos alunos ficamalém do que se exige no ENEM, bem como no que se refere ao domínio das cinco competênciasque abrangem o exame.3. MARCO DOUTRINAL: AS DIRETRIZES FILOSÓFICAS DA ESCOLA O que dizer sobre a concepção; a visão de sociedade, homem, educação,instituição, currículo, ensino, aprendizagem, metodologia e orientação paradigmática destaescola? Diante da realidade retratada, os referenciais que podemos dispor são aqueles quesubmetem toda uma equipe escolar a uma dinâmica um pouco menos retórica, mais prática,voltada para as suas problemáticas reais. Que se ponham seus desafios e lancem para o futuroseus sonhos por meio de plano de ação consistentes. A direção para a qual nos movemos defineo conjunto destes planos a ver no marco operacional deste projeto de escola. Que pode serousado, contudo. Propomo-nos aqui a criar ou, re-criar, uma escola que alcance o jovem que nelase matricula. Que jovem mesmo é este. A resposta pode ser simples: meninos e meninas, queatravessam uma parte da vida para serem moças e rapazes, jovens e adultos, envoltos numuniverso de juventudes múltiplas, e multifacetadas. Fazer uma escola para esse jovem significa,portanto, recriar os espaços, tempos e fazeres pedagógicos. E que ideal essa escola vislumbra para estes jovens que a freqüentam no seu dia adia? Para levar ao entendimento desta questão recorremos a DAYRELL, 2007: A educação da juventude, a sua relação com a escola, tem sido alvo de debates que tendem a cair numa visão apocalíptica sobre o fracasso da____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 18
  19. 19. instituição escolar, com professores, alunos e suas famílias culpando-se mutuamente. Para a escola e seus profissionais, o problema situa-se na juventude, no seu pretenso individualismo de caráter hedonista e irresponsável, dentre outros adjetivos, que estaria gerando um desinteresse pela educação escolar. Para os jovens, a escola se mostra distante dos seus interesses, reduzida a um cotidiano enfadonho, com professores que pouco acrescentam à sua formação, tornando-se cada vez mais uma “obrigação” necessária, tendo em vista a necessidade dos diplomas. Parece que assistimos a uma crise da escola na sua relação com a juventude, com professores e jovens se perguntando a que ela se propõe (2007- pág. 1105) Então passamos a enxergar todo o universo que cerca o jovem da Escola MarietaSantos não como um desafio proposto, mas como sujeito propenso a possibilidades de maiorentendimento a uma causa escolar. Desse modo, ao definir princípios norteadores de umaproposta pedagógica para uma escola marcada pelo quadro situado no diagnóstico anterior,teremos que intencionar um trabalho diferenciado. Isto significa rever, principalmente, os seushorizontes de chagada, com definição dos pontos de saída. Que currículo propor? Um Ensino Médio que alavanque de verdade o que ojovem busca na escola. É preciso compreender primeiro que o currículo precisa ser revisto;adequar-se a estes jovens. Talvez ou com certeza, mais motivador, sem “grades” disciplinaresque permita ao aluno escolhas; com possibilidades, inclusive, do que fazer e estudar nestaescola. Nos próximos tempos será preciso zerar a conta dos saberes e reinventá-los numatentativa de gerar redes de significados novos, superpostos ao que há e existe nos contextosescolares. Precisa-se pensar num currículo de “asas”, talvez por escolhas semestrais, evitandoassim o abandono de uma escola que nada traz de interessante em estar presente. Sinalizamosaqui para uma escola mais próxima do aluno, capaz de torná-los adultos de verdade, onde suasescolhas possam definir suas projeções e projetos de vida; onde a arte esteja presente, masalinhada a uma proposta de matemática voltada para a arte, para as linguagens. Uma escola feitade escolhas curriculares onde as ciências humanas favoreçam a compreensão das naturais, re-significado a cadeia de aprendizagens e saberes escolares. Esta empreitada certamente passa por uma visão diferente de ensinar e poderrevisar o que venha a ser “dar aula”, na visão de Demo (2009). Uma escola Marieta Santospautada em sentidos práticos de ensino que encontre um currículo jovem, deve estar antenadanuma perspectiva simbólica de uma nova didática. As metodologias de ensino devemnecessariamente apontar em tal direção. Os professores deverão deixar de “dar aulas” eassumirem papeis de incentivadores de descobridores de novas “coisas”. Para isto estaria esta____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 19
  20. 20. proposta de escola que rumaria para dissipar seus resultados aquém dos desejados. Para compreender melhor esse papel de nova escola Marieta Santos é precisotambém compreender o seguinte: a existência de uma nova condição juvenil no Brasil. O jovemque chega às escolas públicas, na sua diversidade, apresenta características, práticas sociais e umuniverso simbólico próprio que o diferenciam e muito das gerações anteriores (Abramo, 2005).É importante situar o lugar social desses jovens, o que vai determinar, em parte, os limites e aspossibilidades com os quais constroem uma determinada condição juvenil. Podemos constatarque a vivência da juventude nas camadas populares é dura e difícil: os jovens enfrentam desafiosconsideráveis. Ao lado da sua condição como jovens, alia-se a da pobreza, numa dupla condiçãoque interfere diretamente na trajetória de vida e nas possibilidades e sentidos que assumem avivência juvenil. Um grande desafio cotidiano é a garantia da própria sobrevivência, numatensão constante entre a busca de gratificação imediata e um possível projeto de futuro. Para finalizar este pensamento, o mundo da cultura aparece como um espaço privilegiado de práticas, representações, símbolos e rituais, no qual os jovens buscam demarcar uma identidade juvenil. Longe dos olhares dos pais, educadores ou patrões, mas sempre os tendo como referência, os jovens constituem culturas juvenis que lhes dão uma identidade como jovens. Estas culturas, como expressões simbólicas da sua condição, manifestam-se na diversidade em que esta se constitui, ganhando visibilidade por meio dos mais diferentes estilos, que têm no corpo e seu visual uma das suas marcas distintivas. Jovens ostentam os seus corpos e, neles, as roupas, as tatuagens, os piercings, os brincos, dizendo da adesão a um determinado estilo, demarcando identidades individuais e coletivas, além de sinalizar um status social almejado. Ganha relevância também a ostentação dos aparelhos eletrônicos, principalmente o MP3 e o celular, cujo impacto no cotidiano juvenil precisa ser mais pesquisado (Abrantes, 2003). A equipe desta escola deverá estar atenta a estas culturas do aluno que tem.Distante desse entendimento de cultura juvenil corre-se o risco de permanecer num entravelatente escola-aluno. Uma equipe que quer; que deseja; que trabalha muito; somente conseguiráatingir seus objetivos educacionais e sociais quando se perceber como co-participante dessasrelações dialógicas com seu sujeito chamado aluno, chave do quebra-cabeça profissional que lheenvolve todo dia. Estes não seriam os tempos e espaços, permeados por suas vidas próprias,____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 20
  21. 21. aqueles que os meninos e meninas, moças e rapazes, querem para dar salto a um projeto de vidaadulta? O que faz a escola Marieta Santos no seu trabalho que lhe distancia de tais ideais? Uma colocação última que cabe no contexto: a comunidade, aquela que está noentorno, ou no centro da escola, os pais dos alunos, ou suas famílias ditas “novas famílias”, quepercepção terão de tudo? Serão convidadas para a discussão temporal e espacial de tudo aquidito. Sentirão estas perspectivas nos seus instantes mágicos de mudança. Convidá-la para adiscussão é pertinente, então. Sobretudo, fazê-la perceber por si só, transformações no berço daescola dos seus filhos, esta será a grande missão e relevância social da Escola Marieta Santos.4. MARCO OPERACIONAL Para construirmos este marco operacional levamos em conta os dadosapresentados no marco situacional, bem como os princípios orientadores dispostos no marcodoutrinal. A considerar Vasconcelos (2000) compreenderemos este marco a partir de três grandesdimensões da escola, prevalecendo a organização da mesma.4.1. Dimensão Pedagógica:4.1.1. O planejamento: O fazemos sob uma ótica de compartimentalização onde os saberes escolares normalmente se apresentam dissociados da rotina ideal de vida do aluno. Planejemos “coisas” que, por vezes, não refletem necessidades reais de aprendizado. Os olhares devem estar voltados para o que se segue. O planejamento do ensino considerará todos os resultados escolares internos eexternos; as demandas sociais, econômicas e culturais dos alunos; as proficiências apresentadaspelos alunos ao chegarem na escola, bem como as adquiridas ao longo de sua permanência; osresultados de permanência dos alunos na instituição; as demandas de formação continuada dosprofessores; e todos os aspectos cujas relações latentes estejam intricadas a estes fatores. Por assim dizer, necessita o ato de planejar de envolvimento de equipe capaz de iralém das informações explícitas que se tem dos alunos; deverá buscar informações adjacentes,por vezes tácitas no envolvimento social, emocional e cognitivo dos educandos. Cada plano deaula deverá dispor de mecanismos suficientes para a superação do que não se apresenta comodesejado, esperado dos alunos, desde sua predisposição mais singular à escola até aspectos maissingulares mais claros tais como motivação e estímulo. Para atender ao aqui disposto os professores se reunião semanalmente, em horárioconvergente, nas áreas do conhecimento definidas pelos Parâmetros Curriculares do EnsinoMédio e demais orientações oficiais emanadas dos mesmos. Estas áreas abrangem o currículoem: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências danatureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. Nesta última área os professores____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 21
  22. 22. estarão reunidos num mesmo dia. Em sistema coletivo os professores, acompanhados por coordenadores escolaresligados a área pedagógica bem como por professores coordenadores de área, terão como pautaspermanentes as 10 estruturas aqui apresentadas na forma de objetivos: a) aportar mais sobre soluções que mesmo sobre dificuldades, sendo estas, pontosde partidas das discussões para a promoção de estímulos aos alunos para aprender bem epermanecer na escola no ciclo de ensino/modalidade a que se propõe; b) enxergar a educação com alegria como possibilidade de transformá-la, gerandocomo frutos jovens realmente importantes na vida em sociedade, colaborando para a melhoriada vida em comum e individual; c) marcar os pontos relevantes do ensino, alinhando a estes as situações dosconteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, de onde emanam novos posicionamentospor parte do aluno, dando a estes o poder de fazer escolhas e propor mudanças sociais e nas suasvidas; d) elaborar e revisar os planos de ensino colocando-os no centro das discussõesquando se tratar da seleção de conteúdos historicamente acumulados e sistematizados,articulando-os sempre aos novos saberes apresentados pelo mundo contemporâneo, globalizadoe informacional; e) elaborar e adequar os planos de aula aos contextos e orientações emanadas daSecretaria da Educação, resguardando-se os preceitos deste projeto e autonomia da escola, bemcomo os sujeitando às necessidades cognitivas, emocionais e sociais dos alunos, além degarantir respeito às peculiaridades regionais e locais; f) assegurar e garantir planos de aula condizentes e coerentes com as realidadesdos alunos e seus contextos reais de vida, mobilizando para isso uma cadeia de saberessuficientes de dar conta de resgatar ou fazer emergir as potencialidades dos alunos; g) definir em colegiado as situações de escolha de objetivos do ensino,competências e habilidades necessárias capazes de remetê-las ao acesso de conteúdosespecíficos; h) selecionar metodologias e formas de avaliar numa perspectiva formativa demodo a ir ao encontro de um ensino dinâmico e de mobilidade pedagógica onde o aluno sinta-seà vontade para as aprendizagens e permanecer na escola; i) organizar os processos burocráticos pertinentes à função da escola, de acordocom este projeto, sempre dando prioridade ao que melhor servir socialmente ao aluno; j) colaborar com o desenvolvimento da escola como um todo, abrangendo os seusaspectos mais variados: de gestão, de condução pedagógica, de condutas e princípios aquibalizados, preservando-se sempre a sua missão, sua visão de futuro e seus valores.____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 22
  23. 23. Da forma aqui descrita os planejamentos deverão operacionalizar-se na estrutura abaixo: Área Dia da Semana HorárioL. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Terça­Feira 19h40 às 22hCiências Humanas e suas tecnologias Quarta­Feira 19h40 às 22hCiências da Natureza e suas Tecnologias Quinta­Feira 19h40 às 22hMatemática e suas tecnologias Quinta­Feira 19h40 às 22h 4.1.2. As metodologias do ensino: Ainda estão centradas na perspectiva de dar aulas por meio da exposição e da resposta. Aulas expositivas que, na sua grande maioria levam ao cansaço por parte do aluno. Será preciso rever noutros sentidos. As metodologias do ensino devem priorizar a investigação, a pesquisa, a curiosidade. Deve-se pensar num aluno e numa aluna que vai além do conhecimento exposto no livro ou na lousa, ou nas apostilas. Ao aluno caberá ter a oportunidade de escolher os caminhos por onde seguir, descobrir seu fim; enxergar seu horizonte. Ao professor, caberá propor rumos de ensino embasado nas teorias de ensino a exemplo de Nóvoa (2009), onde o aluno será o grande respondente de questões formuladas pelos livros ou pelo professor. Deve saber que os conhecimentos não estão prontos, podem ser re-inventados. As metodologias do ensino irão ao redor da escola, percebendo sua dinâmica e mobilidade constante, na medida em que o globo está sempre em movimento. A aula feita, pronta, cederá ligar a um ambiente vivo, que provoque desejos de ir além do que se sabe. O aluno para o SPAECE ou para o ENEM estará pautado nestas investigações metodológicas. Serão todos os docentes convidados a um grande passeio ao desconhecido por meio das literaturas oficiais e disponibilizadas na sala de leitura e nas mídias disponíveis, já na escola. Isso perpassa por um conjunto de formações em serviço às quais os professores estarão didaticamente e metodologicamente sujeitos. Lançarão mãos dos ambientes de ampliação pedagógica tal como laboratórios de informática e de ciências, e seus coordenadores. Esta aula se superpõe a uma rotina multifacetada, com nuances de “coisas” novas para ensinar e de jeito também novo, diferente. O professor da escola, envolto deste projeto pedagógico estará dentro de um currículo móvel, de “asas” conforme Mello (2008). 4.1.3. A avaliação: Quase sempre de caráter de memorização onde o que “se dá” também se cobra, distanciando-se de um papel de negociação de ensino e aprendizagem, este colocando a avaliação escolar no lugar de mediadora dos processos pedagógicos. Uma infinidade de teóricos nos conduziria à repetição. No entanto, como todas as ____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 23
  24. 24. suas infinitas teorias são verdades, então é preciso crer que os processos de avaliação dos alunosos quais estão apontados neste projeto pedagógico concebido de decisões, requerem um olhardigamos, pretensioso. Pretensioso no sentido de que agrega intenções múltiplas dos muitosagentes envolvidos. Isto porque a avaliação dos alunos passa por um entendimento onde odiretor escolar ou os coordenadores são pessoas atentas e envolvidas. Se os alunos vão bem, estátudo bem para todos. Se os alunos vão mal, então somente estes os envolvidos? Pensar no todo épressuposto imprescindível para sinalizar tomada de decisões acertadas, agora coletivas porqueos resultados são de um conjunto de sujeitos direta ou indiretamente envolvidos nos processosde avaliação escolar. A partir destas colocações é possível afirmar que os alunos podem quando todospodem. As tarefas avaliativas são dos alunos e dos professores e da escola. Um trabalho deequipe avalia o grupo ou a individualidade da participação? Se o grupo vale como resposta,avalia a equipe porque um está dentro do outro. Caso avalie a individualidade da participaçãocabe imaginar que a intervenção de cada um fez o sucesso de todos. Parecem as duas faces damesma moeda. Como redator não vou me permitir a decisão individual do que seja correto.Apenas me limitar a uma questão: avaliar na perspectiva deste projeto pressupõe um olharamplo, de ida e volta; de permanente intervenção, do aluno, do professor, do gestor escolar sobvários pontos de vista. Que sejam estes válidos para cada um de tais agentes. Em termos práticos, o que se evidencia é que o aluno não irá ser avaliado peloque não sabe, mas pelo que teve capacidade de abstrair daquilo que lhe foi permitido aprender.O professor não será o carrasco, aquele que “dar” a nota vermelha, mas o que sinaliza para oaluno que ele errou e que tais erros não sucumbem os acertos. Se há algo que foi aprendido istoimporta mais do que aquilo que não foi. O que fazer a partir daí? Retomar os aspectos que nãoforam alcançados com o propósito inicial e apontar para caminhos de superação. Este deverá sero projeto do professor a colocar o aluno num patamar novo de aquisição de saberes na escola.Isto vale para o que se pretende com avaliações internas ou externas. Vimos o quadro de avaliações internas numa série histórica. Há um “efeitoserrote”, de subida e descida ao longo dos anos de 2006 a 2011. Parece que as intervenções nãoforam suficientes. Então caberia uma concepção próxima os princípios aqui expostos desde oinício. Podemos olhar para as marcas filosóficas deste projeto e veremos um sinal que algo saiudo alcance ou que algo não havia sustentação de trabalho pedagógico. É importante refletirsobre estas questões onde estão iminentes a avaliação ou a forma como esta é adotada, feita emsala de aula. Portanto, resta o entendimento de que é preciso ir e voltar, sem ter o significado dequeda de queda e salto. Ver os lados da moeda, buscar os mistérios envoltos nessas viradas.Embora pareça metafórico, o óbvio surge. É preciso avaliar de modo consciente. Os alunos da Escola Marieta Santos serão avaliados por seus professores sob um____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 24
  25. 25. ponto de vista de crescimento, de acertos, não de erros. Este segundo, servirá de escada parareverter os erros e transformá-los num segundo momento em possibilidade real de certeza noque fez. São processos subconscientes renovados que devem ser apresentados aos alunos. A partir deste ponto abordaremos as formas técnicas de avaliar com oentendimento de que as intenções pedagógicas se superpõem aos números. Desse modoquaisquer métodos ou técnicas somativas de sistematização de saberes devem ser submetidas auma apreciação qualitativa, de formação de avaliação contínua porque este mecanismo está paraconduzir e por para fora e não parta finalizar, internalizar introspectivamente, ou seja, dar fimaos processos. Impede-se esta compreensão pura e simplesmente pelo fato de que asaprendizagens não têm por si um fim. Não seria a avaliação que daria cabo a este pensamento. A avaliação paralela desse modo é intensa, permanente, dentro dos duzentos diasletivos legais. Todo dia para ser mais claro, a cada momento que perceber-se a necessidade esempre sob a ótica da metáfora de que avaliar é enxergar o processo como as duas faces damesma moeda. Não há que se confundir recuperação paralela com recuperação final. Estasegunda tem seu tempo organizado para além dos duzentos dias letivos calendarizados pelaescola. Quanto à primeira, em quaisquer reuniões de conselho de classe podem já ser definidosrumos a partir de uma complementação de estudos, quando levada a proposta com seriedade eresponsabilidade. Ou na hora exata que o professor achar conveniente. A escola determinará a seguinte estratégia de apuração de resultados acadêmicospara coleta de dados ao final de cada bimestre. Vamos perceber que cada componente curricularagrupa um portfólio de informações acerca do rendimento escolar do aluno ao longo do bimestrenuma perspectiva de somatória escalonada de 0 a 10, valendo para aprovação a aquisição deuma nota 6,0. Veremos a seguir a estruturação destes valores: • Língua Portuguesa: 02 trabalhos dirigidos (4 pontos); 01 redação (2 pontos); 1 prova escrita ao final do bimestre (4 pontos). Total: 10 pontos • Matemática: 02 trabalhos dirigidos (4 pontos); 01 prova discursiva (2 pontos); 1 prova escrita ao final do bimestre (4 pontos). Total: 10 pontos • Física/química/biologia: 0 trabalho dirigido (2,5 pontos); 01 prática laboratorial (2,5 pontos); 1 prova escrita ao final do bimestre (5 pontos). Total: 10 pontos • História/geografia/filosofia/sociologia/arte: 01 trabalho dirigido (2 pontos); 01 seminário (3 pontos); 1 prova escrita ao final do bimestre (5 pontos). Total: 10 pontos • Língua Estrangeira: 01 trabalho dirigido (2 pontos); conversação e tradução (3 pontos); 1 prova escrita ao final do bimestre (5 pontos). Total: 10 pontos • Educação Física: 01 trabalho dirigido (2 pontos); prática de educação física (3 pontos); 1 prova escrita ao final do bimestre (5 pontos). Total: 10 pontos____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 25
  26. 26. 4.1.4. A disciplina e a relação professor-aluno: Com grandes situações de conflitos. Pormuitas vezes, o professor lança mão da equipe gestora perdendo de modo implícito suaautoridade de professor e condutor da gestão direta da sala de aula. Portanto, para haver umaruptura deste pensamento será preciso alguns novos entendimento acerca do tema. Nas relações da gestão da sala de aula devem vigorar os princípios que alicerçameste projeto abrangendo os aspectos da formação geral e acadêmica de cada aluno. Este é umponto de fundamental cujos elementos existentes e vividos demarcam todo o desenvolvimentoda aula, do estar com o aluno, implicando suas relações de convívio com aquele que eledenomina professor ou professora. Para sustentar ideais de uma gestão de sala de aula eficazapresentamos algumas recomendações aos professores. As regras e os procedimentos variam de sala para sala, mas todas as turmas bemgeridas possuem-nas. É impossível para um professor dar instruções ou fazer trabalhos comalunos de forma produtiva se eles não têm nenhuma linha orientadora sobre como agir na sala deaula ou quando sair da sala ou ainda para controlar as interrupções nas suas conversas com oprofessor ou com os seus colegas. Além disso, a insuficiência de procedimentos ou a ausência derotina na sala de aula pode conduzir à perca de tempo e a uma perca de atenção e interesse porparte do aluno. Ao expor as regras e procedimentos na sala de aula, o professor deve mostrarclaramente ao aluno o comportamento que ele espera deles. Isso criará condições para os alunosadotarem comportamentos adequados nas atividades escolares. Evidentemente, que conhecer o comportamento apropriado não garante que osestudantes adotem esses comportamentos ideais. Contudo, as expectativas claras no queconcerne aos comportamentos adequados são a base da instalação de uma sala de aula bemgerida. Várias regras diferentes são possíveis, mas um regulamento, geralmente, commenos de dez regras, deve ser desenvolvido para cobrir áreas mais importantes docomportamento na sala de aula. As regras devem ser gerais e abranger uma série decomportamentos da sala de aula. Para cada regra, os exemplos de comportamentos a seremadotados devem ser indicados. As regras devem ser feitas para que a mensagem recebida sejapositiva, e deve especificar quais são as expectativas para os alunos. Os professores devemdiscutir suas expectativas com os seus alunos. O professor deve ser um exemplo em relação aocomportamento intolerável. O regulamento que o professor escolhe pode ser usado de maneirasdiferentes. Primeiro, os professores devem discutir com os alunos no primeiro dia de aula.Também é importante que as regras sejam estabelecidas na sala de aula e cada aluno deve teruma cópia da carta. Finalmente, o professor deverá referir-se às regras específicas para lembraraos alunos o comportamento adequado a adotar durante o ano letivo. Frequentemente, sãoempregadas as seguintes regras básicas e os comportamentos a elas associados:____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 26
  27. 27. a) trazer todos os materiais necessários na sala de aula: É importante que os alunos saibam exatamente oque levar para a aula para que esta regra seja seguida. Os alunos precisam de saber se elesdevem levar uma caneta, lápis, calculadora, papel,um notebook ou um caderno de textos;b) estar no lugar e pronto para trabalhar após o toque;c) respeitar e ser cortês com todos;d) não falar ou deixar sua sala quando alguém está falando: esta regra é muito específica e interpelacomportamentos dos estudantes que, se eles são tolerados, podem tornar-se uma fonte dedesordem comportamental;e) respeitar a propriedade dos outros: a regra pode incluir orientações como: a) manter a sala limpa earrumada, b) recolher o lixo, c) devolver o material emprestado, d) não escrever nas mesas, e)não usar as coisas de alguém sem permissão;f) obedecer todas as regras da escola: Esta regra é útil porque ela lembra aos alunos que as regras daescola também se aplicam à sua turma. Isto também sugere que se aplicam a todas as áreasabrangidas pelas regras da escola. Os alunos precisam ser envolvidos na criação do regulamentopara que se sintam envolvidos por essas regras e desenvolvam alguma responsabilidade pelo seucomportamento. Envolver os alunos pode ser feito de várias formas, como uma discussão dasrazões para o estabelecimento de um sistema de regras esclarecendo o significado de regrasespecíficas. Outra maneira de envolver os estudantes é o de permitir que eles partilhem os seuspontos de vista no processo de criação de regras específicas. Isso pode ser feito na escola comum representante dos estudantes que participa da criação de regulamentos. Os professoresdevem escolher e selecionar as sanções da violação dessas regras ou pelo respeito a elas. Issodeve ser abordado como um reforço positivo. O reforço é um evento (por exemplo, a atividade,o acesso a um item favorito, um privilégio ou uma interação social), que mantém ou aumenta aprobabilidade futura da resposta na sequência do reforço. O reforço pode ser positivo, o que é aapresentação preferencial do evento, acompanhando o comportamento desejado do aluno, ou oreforço negativo, o que impede que o evento preferencial ou a apresentação de uma punição nasequência de uma violação regra. O reforço deve ser sempre usado nos alunos. Além disso, asrazões para a utilização do reforço devem ser claras para o aluno que a recebe e para a turma. Oelogio pode ser um método de reforço positivo eficaz, especialmente entre as crianças eadolescentes. As linhas condutoras que se seguem são exemplos de como reduzir e corrigir aviolação de regras. Em cada classe, podemos encontrar diferentes alunos motivados por coisasdiferentes. Um aluno pode estar muito interessado num assunto particular, procura atividades deaprendizagem, que representam um desafio, participa ativamente nas discussões na sala, realizaos exercícios e recebe notas altas nas avaliações. Enfim, cada um tem seu jeito de motivar-separa algo que estar por vir.____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 27
  28. 28. Organização da sala de aula O ponto de partida da prática de gestão de sala de aula é uma gestão eficaz doespaço físico da sala de aula para que o ensino esteja indo bem. O layout físico da classe incluiespaço, mobiliário, equipamentos, e material escolar. Este é o ponto de partida lógico porque éuma tarefa que o professor deve fazer antes da aprendizagem ou que o ensino inicie. Osprofessores encontrarão o planejamento de outros aspectos da gestão mais fácil da sala de auladepois de terem concebido a ideia de como o layout físico da sua sala será. A boa disposição dasala de aula ajuda na gestão da mesma, pois pode ajudar a atender as complexas demandas deensino em grupos. Quanto ao projeto de formato das salas os professores devem tomar decisõessobre:a) A disposição das mesas, carteiras e cadeiras; b) A localização da mesa do professor e outrosrecursos; c) A localização do espaço utilizado para as apresentações; d) A forma como os alunose professores recebem materiais e material escolar; f) O fluxo de tráfego entre as linhas; g) Aforma como os alunos saem e entram na sala.Ideias-chave para a boa gestão de sala de aula As seguintes ideias-chave serão úteis como linhas orientadoras quando osprofessores tiverem que tomar decisões relativas à concepção da sala.a) manter os corredores livres para circulação: os corredores incluem as secções para o trabalhoem grupo, o espaço próximo ao quadro, lixo, portas, estantes e acessórios, os líderes de sala. Asáreas de maior circulação deverão estar livres e separadas umas das outras e ser facilmenteacessíveis;b) certifique-se que os alunos estão no campo de visão do professor: este é um componenteimportante de gestão de uma sala. Se o professor não pode ver os alunos, será difícil impedir quea indisciplina se instale. Nesse sentido, é importante que a gestão da sala permita que oprofessor veja os seus alunos e que estes estejam sentados;c) mantenha os materiais usados com frequência à mão: a gestão eficaz da sala de aula incluitambém terminar uma atividade e começar imediatamente outra, reduzindo o tempo gasto parase guardar o material e preparar a nova atividade. Isto requer um bom planejamento da aula;d) certifique-se que os alunos vêem claramente as apresentações: certifique-se que assentospermitirão que os alunos vejam a tela de projeção ou o quadro, sem mover as suas cadeiras, asmesas ou virarem a cabeça;e) assegurar que alunos que se dão bem sentem-se lado a lado: os alunos que parecem dar-sebem, sem se tornarem indisciplinados, devem ser agrupados próximos um do outro na sala deaula. Além disso, os alunos são posicionados, de modo a que possam ajudar-se uns aos outros;f) as aulas que enfatizam métodos de leitura exigirão um arranjo diferente daquelas que____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 28
  29. 29. enfatizam a discussão como um método de ensino em primeiro lugar. O professor deve pensar,que tipo de arranjo é mais benéfico para seus métodos e seu estilo de ensino.g) posição dos grupos para reduzir distrações entre os estudantes: os locais onde os alunostrabalham em grupos ou individualmente devem ser colocados numa área com um mínimo dedistrações externas. Os professores devem considerar as distrações potenciais provenientes dasjanelas ou portas;As relações interpessoais na sala de aula A qualidade da relação professor-aluno afeta grandemente se as necessidades dosalunos são satisfeitas ou não. Os alunos passam uma percentagem enorme de seu tempotrabalhando com o professor e outros estudantes. Porque os professores são responsáveis pelaavaliação dos trabalhos de estudantes e pela monitoria da qualidade de vida na sala de aula, elessão figuras proeminentes na vida dos estudantes. Os professores eficazes compreendem oimpacto que têm sobre os alunos e usam essa influência para ajudá-los a se realizaremacademicamente.Qualquer um que tenha ensinado há já muito tempo percebeu que os alunos querem e precisamde um professor positivo para ser associado com o rigor, os limites realistas e técnicas de ensino.A capacidade de produzir uma atitude acolhedora e solidária associado aos objetivos realistas éuma tarefa difícil para os novos professores. Os professores eficazes devem, ser capazes deimpor o respeito. É sua responsabilidade garantir que os alunos hajam bem em grupo. Sercaloroso e carinhoso é tão importante quanto como o rigor. O ensino exige uma mistura detodos estes ingredientes chave. As habilidades de comunicação que se apresentam a seguir vãoajudar os professores a desenvolverem relacionamentos abertos e eficazes com os alunos.Estabelecer relacionamento eficaz com os alunos.1. Criar um sistema aberto, profissional e adequado com os alunos:Embora as decisões específicas que o professor assume no que concerne ao seu relacionamentocom os alunos dependam da idade destes, os temas básicos relacionados com as relações entreprofessor e aluno são semelhantes entre os diferentes níveis de ensino. Uma questão importanteimplica saber de que forma é que o professor quer que seu relacionamento com o aluno sejaaberto qual o seu grau de envolvimento. Os professores podem escolher entre três tipos gerais derelação professor-aluno.a) Quase uma abertura completa, na qual o professor partilha muitos valores e problemaspessoais com o aluno;b) Uma abertura relativa às reações do professor com uma partilha limitada de aspectos querefletem a vida do professor fora da escola.____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 29
  30. 30. c) A ênfase quase exclusiva na matéria. O professor não partilha qualquer sentimento ou reação,ele concentra-se no seu trabalho educativo.O primeiro tipo de relação é essencialmente escolhido por professores que trabalham emambientes informais com alunos mais velhos. Devemos, no entanto, evitar tornar-mo-nosexcessivamente envolvidos em atividades ou interesses dos alunos fora da escola, especialmentese somos professores do ensino médio.2. Construir sistematicamente melhores relações.É altamente recomendável que os professores sempre atuem no desenvolvimento de uma relaçãopositiva professor-aluno. Os professores podem expressar seus interesses e perguntas:controlando a qualidade das suas relações com os alunos, tendo em vista a manutenção de umdiálogo positivo; criando oportunidades para uma entrevista pessoal com o aluno e;demonstrando seus interesses que são também importantes para os alunos.3. Comunicar expectativas elevadasA forma como o professor comunica as suas expectativas sobre o desempenho do aluno é umfator importante nas relações professor-aluno. Numa variedade de formas subtis ou não tãosubtis, o professor comunica com alguns alunos inteligentes, capazes e responsáveis, enquantoque os outros percebem a mensagem que eles são maus alunos, incompetentes e irresponsáveis.É óbvio que os nossos comportamentos queriam expectativas positivas, favorecem quase sempreas relações professor-aluno e que aqueles que demonstram expectativas negativas não só criamrelações professor-aluno desfavoráveis, mas também geram uma baixa autoestima e reduzem aaprendizagem. Como professores, devemos estar conscientes da importância de comunicarexpectativas positivas a todos os alunos. Periodicamente, nós devemos recolher dados sobre aforma como interagimos com nossos alunos na sala de aula; analisar esses dados para ver se asinterações são animadoras ou não; determinar se nós respondemos de forma diferente a certosalunos e, dessa forma, tentar mudar a nossa maneira de comunicar as expectativas positivas paratodos os alunos.4. Criar oportunidades para discussões pessoais Como em qualquer relacionamento, é útil aprender a se conhecer, sem asinterrupções causadas por eventos diários. As ideias a seguir podem ser utilizadas pelosprofessores para florescer a sua relação com o aluno para além do contexto educacional. Osprofessores são encorajados a usar estas idéias no contexto apropriado. a) Demonstrar interesse em relação às atividades dos alunos; b) Comer com os alunos na hora do lanche; c) Enviar cartas e notas aos alunos; d) Usar uma caixa de sugestões; e) Juntar-se a atividades da escola e da comunidade;____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 30
  31. 31. f) Participar dos jogos recreativos dos alunos; g) Fazer cartões de aniversário.Usar as suas habilidades de comunicação eficaz com os alunos A importância do uso de habilidades de comunicação efetiva pode nunca serdemasiado avançada. Elas são a base para a boa gestão da sala de aula. Sem usar essashabilidades, qualquer tentativa de criar um ambiente de aprendizagem positivo e bem geridoestá fadado ao fracasso. Bem desenvolvidas, as relações interpessoais são essenciais pararesponder às necessidades individuais, importantes para a segurança e os sentimentos depertença e autoestima. Além de criar relações que têm em conta as necessidades maisimportantes dos alunos, uma comunicação eficaz permite-nos igualmente satisfazer as nossasnecessidades e os nossos objetivos profissionais. Os professores eficazes devem terconhecimentos substanciais em duas categorias principais de comunicação, respectivamente ascompetências de envio de dados e de recepção de dados. As habilidades de envio de dados éusada quando se fala a alguém. As competências de recepção de dados são técnicas que podemser utilizadas para melhorar a nossa capacidade de ouvir.Compreender a turma A turma, pela sua própria natureza, está sujeita a muitas interações e emoções. Aoagrupar mais de 30 alunos numa sala pequena, a escola cria um ambiente altamente interativo. Ainteração entre colegas é natural e desejável para todos os ambientes de aprendizagem. Aeducação em grupo é necessária porque ela é muito mais rápida e porque uma boa educaçãoenvolve aprender como funcionar em grupo. A influência do grupo é influenciada pelaconcorrência encontrada na maioria das salas de aula. Os estudantes competem para as notasmais altas, a fim de integrarem um grupo de leitura enriquecida ou outro ... Mesmo quandoutilizamos métodos individualizados e queremos desvalorizar a competição, os estudantes têmmuitas oportunidades para comparar seu trabalho com o dos seus colegas. Écompreensível, até mesmo inevitável que as aulas sejam conduzidas por um alto grau deinteração e troca espontânea de emoções. Mesmo quando utilizamos métodos individualizados eminimizamos a concorrência, os alunos têm diversas oportunidades. Embora os professoresexpressem suas frustrações e dúvidas sobre o aspecto altamente negativo da pressão provenientedos colegas, o grupo pode ser um fator positivo e encorajador na sala. Quando os alunos sesentem valorizados por seus colegas e, quando as interações são caracterizadas por uma atençãoparticular e auxiliante, os alunos experimentam uma sensação de segurança, um sentimento depertença e de carinho, respeito do outro, e poder. Os alunos são assim capazes de seconcentrarem totalmente na aprendizagem e tornam-se mais propensos a assumirem riscos na____________________________________________________________________________________________ “Não são os alunos que queremos, mas são os alunos que nós temos”.                                                                                                                                                 31

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