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O computador e a contracultura

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O computador e a contracultura

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• Autores: Luiz Henrique Pinho de Sá, Pedro de Vasconcellos
• Curso: Engenharia de Computação e Informação - UFRJ
• Disciplina: Computador e Sociedade
• Ano: 2011

Apresentação sobre o capítulo 7 do livro "O Culto da Informação - O Folclore dos Computadores e a Verdadeira Arte de Pensar" (1986), de Theodore Roszak.

• Autores: Luiz Henrique Pinho de Sá, Pedro de Vasconcellos
• Curso: Engenharia de Computação e Informação - UFRJ
• Disciplina: Computador e Sociedade
• Ano: 2011

Apresentação sobre o capítulo 7 do livro "O Culto da Informação - O Folclore dos Computadores e a Verdadeira Arte de Pensar" (1986), de Theodore Roszak.

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O computador e a contracultura

  1. 1. O computador e a contracultura COS471 - Computador e Sociedade Professor: Henrique Cukierman Estágio de docência: Alberto de Lima
  2. 2. Luiz Henrique Pinho de Sá Apresentando... Pedro de Vasconcellos
  3. 3. Capítulo do livro “O Culto da Informação – O Folclore dos Computadores e a Verdadeira Arte de Pensar” 1986 Theodore Roszak (1933-2011)
  4. 4. O que é contracultura?
  5. 5. Conjunto de ideias e comportamentos que se opõem ou se diferenciam das instituições e dos valores dominantes de uma sociedade
  6. 6. Até meados dos anos 70, a TI era vista como austera e exótica
  7. 7. Máquinas eram elitistas e intimidadoras, operada apenas por técnicos
  8. 8. Os negócios de TI tinham enorme domínio da Tinham...
  9. 9. Nos anos 60, a “Big Blue” optou por não investir em computadores pequenos, de baixo custo
  10. 10. Foi aberta a brecha para o surgimento dos microcomputadores...
  11. 11. E quem tirou proveito disso?
  12. 12. Jovens entusiastas dos computadores apaixonados por resolver problemas, os hackers
  13. 13. Dentre os hackers, havia os hackers radicais ou guerrilheiros
  14. 14. “Quase sempre os computadores são usados contra as pessoas, e não a favor delas para controlá-las, ao invés de libertá-las...
  15. 15. ... É hora de mudar tudo isto – nós precisamos de uma empresa de computadores para as pessoas.”
  16. 16. Guardem essa frase!
  17. 17. Mas o que foi feito para mudar esse panorama? Recurso Um e Memória Comunitária
  18. 18. Recurso Um?
  19. 19. “Uma empresa comunitária de computadores” Criado por cientistas da computação que abandonaram a Universidade da Califórnia
  20. 20. Recebia pequenas verbas de corporações e instituições Reformou um computador obsoleto para servir de utilidade pública a ativistas políticos Não conseguiu ir “para frente”
  21. 21. Memória Comunitária?
  22. 22. Planejada para ser uma rede de pequenos terminais de computadores distribuídos pela Baía de São Francisco Estaria ligada ao Recurso Um Alguns previam que iria unir cidades e campi universitários de toda a América (!)
  23. 23. Tinha como objetivo criar uma “democracia direta da informação” Transmitia boatos, desabafos terapêuticos, fofocas... Teve seu fim logo depois do Recurso Um falir
  24. 24. Em resumo...
  25. 25. Recurso Um
  26. 26. MC
  27. 27. Em meados dos anos 70, o microcomputador cada vez mais parecia ter mercado e ser um instrumento acessível Olha eu de novo!
  28. 28. Grupos de hackers começaram a se reunir em sessões informais onde a ciência da computação era discutida...
  29. 29. No Homebrew Computer Club ocorriam as reuniões mais produtivas e foi onde Steve Wozniak, cofundador da Apple, revelou seu novo microcomputador
  30. 30. Tom orgânico Suavizar as pontas duras da tecnologia Tecnologia familiar e amistosa
  31. 31. Em 1975, o Altair foi o primeiro computador a circular no submundo hacker
  32. 32. Em algum momento dos anos 80, os hackers guerrilheiros pareciam estar a ponto de refazer a Era da Informação...
  33. 33. Saindo de suas garagens, eles conseguiram desbancar as gigantescas corporações da indústria
  34. 34. Hackers desenvolveram uma conexão interativa entre teclado e a tela de vídeo
  35. 35. Teclado Tela de vídeo Disk drive (Steve Wozniak) + Apple II
  36. 36. Daí, o mundo dos softwares se tornou uma indústria própria
  37. 37. A IBM já estava bem atrás e precisou rever seus conceitos para tentar recuperar sua posição na corrida...
  38. 38. Surgiam novas empresas e produtos: jorrava dinheiro no Vale do Silício...
  39. 39. US$ 20.000.000 Foi o que Wozniak, já desligado da Apple, tirou do próprio bolso para produzir um festival de rock ao ar livre
  40. 40. Havia dois campos filosóficos para enxergar o futuro: saudosista e tecnófilo
  41. 41. Saudosista Queria o final do mundo industrial Sociedade de aldeias Organizações tribais Ideal econômico baseado nos trabalhos manuais
  42. 42. Tecnófilo Apoio ao sistema urbano-industrial Acreditam no domínio da ciência e tecnologia sobre as forças da natureza
  43. 43. Tecnófilo + Saudosista = ? S = {Hackers guerrilheiros}
  44. 44. Baseiam-se não na distribuição igualitária da terra, mas no igual acesso à informação
  45. 45. O destino do microcomputador era criar uma cultura global de aldeias eletrônicas localizadas num ambiente natural
  46. 46. “Eu gosto de pensar (agora por favor!) numa floresta cibernética cheia de pinheiros e acessórios eletrônicos onde cervos vagueiam pacificamente perto de computadores como se fossem flores com botões suaves”
  47. 47. No final dos anos 70, os remanescentes da contracultura acreditavam que a informação digital conduziria o mundo para a terra prometida pós-Industrial
  48. 48. Alguns tinham uma visão apocalíptica do mundo industrial havendo necessidade do reaproveitamento de material
  49. 49. “Devo projetar de tal maneira que você possa montar tudo com peças tiradas da lata de lixo”
  50. 50. A síntese saudosista-tecnófila na qual se baseavam essas esperanças dos hackers é ingênua e idealista...
  51. 51. Como é possível acreditar em alguma coisa tão improvável?
  52. 52. Final dos anos 50 e início dos 60 A música conecta os dois valores através do folk, rock and roll e depois rock e variações
  53. 53. Amplificada eletronicamente, o poder da música vinha do equipamento
  54. 54. Garantir a pureza e a singularidade 1965
  55. 55. Complexa engenharia de som 1967
  56. 56. Realces digitais 1973
  57. 57. Experiência visual
  58. 58. A droga salva sua alma Caminho mais curto para a iluminação Sensação de magnificência e euforia
  59. 59. “Doing LSD was one of the two or three most important things I have done in my life“
  60. 60. “Esta geração engole computadores inteiros, da mesma forma que a droga”
  61. 61. • M Meteórica história da “revolução” do microcomputador pode ser resumida em dois grandes esforços da propaganda...
  62. 62. • M Comercial do Apple Macintosh (1984) Investimento da Apple (de novo!) numa campanha de fim de ano
  63. 63. Comercial do Apple Macintosh (1984)
  64. 64. Exibido no terceiro quarto do Super Bowl Inspirado no livro “1984”, George Orwell Dirigido por Ridley Scott (“Alien”, “Blade Runner”, “Gladiador”)
  65. 65. Lembram da frase?
  66. 66. Imagens de desafio e libertação Espírito dos hackers guerrilheiros Esperança de um populismo eletrônico
  67. 67. Mas no fim do mesmo ano, o panorama da indústria de microcomputadores havia mudado significativamente: vendas paralisadas e mercado saturado
  68. 68. Investimento da Apple numa campanha de fim de ano
  69. 69. Compra do espaço publicitário da edição especial de eleições de novembro da revista Newsweek
  70. 70. Tema audacioso da edição
  71. 71. “O princípio da democracia aplicada à tecnologia: uma pessoa, um computador”
  72. 72. Foi publicada a história fictícia de um jovem empresário inteligente...
  73. 73. ... Presumivelmente um “ex-escravo da IBM”...
  74. 74. ... Agora capaz de exercitar a liberdade que a Apple lhe concedeu
  75. 75. O jovem tem uma ideia “quente” e quer entrar nos negócios
  76. 76. Sendo magnata bem informado e esperto, ele escolhe os computadores da Apple...
  77. 77. ... Para planejar seu produto e manter sua contabilidade. O produto...
  78. 78. Comida para bebês.
  79. 79. Uma queda com relação ao ataque idealista contra o “Grande Irmão” no começo do ano Mas uma assertiva mais realista quanto ao mercado de microcomputadores
  80. 80. Em 1985, Steve Jobs admite que o mercado de computadores domésticos foi superestimado
  81. 81. O computador não tinha um uso específico claramente definido Máquina confusa e aplicações dispensáveis Instruções (documentação) incompreensíveis Preço dos equipamentos e programas nunca tão baixos quanto os anunciados
  82. 82. O ideal populismo eletrônico se tornou mais débil...
  83. 83. A Apple, defensora da causa, ganhou seu espaço comercial atacado pela IBM e AT&T
  84. 84. A tecnologia retornava ao seu gigantismo original
  85. 85. “Existe uma tal mudança no mundo atual que fica difícil para o sujeito de garagem tornar-se o próximo Apple”
  86. 86. A dominação renovada da IBM foi vista por alguns como a única chance da América poder competir com o Japão
  87. 87. IBM foi vista como uma corporação Rambo: “símbolo vivo de que o sistema industrial americano ainda conserva um pouco de vida”

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