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Considerações preliminares sobre dados quantitativos de pesquisa

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Considerações preliminares sobre dados quantitativos de pesquisa

  1. 1. O tratamento, a apresentação e a análise de dados quantitativos de pesquisa Letícia Strehl Bibliotecária (Bib. Central-UFRGS) Doutoranda (PPGCOM-UFRGS) 06/11/2008
  2. 2. Tópicos <ul><li>Técnicas de pesquisa </li></ul><ul><li>Variáveis </li></ul><ul><li>Planilhas para tabulação de dados </li></ul><ul><li>Apresentação dos resultados </li></ul>
  3. 3. Técnicas de pesquisa <ul><li>Basicamente, pode-se dizer que as técnicas de pesquisa dividem-se em três categorias gerais: </li></ul><ul><ul><li>Quantitativas </li></ul></ul><ul><ul><li>Qualitativas </li></ul></ul><ul><ul><li>Mistas </li></ul></ul>CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa : métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2.ed. Port Alegre: Artmed, 2007.
  4. 4. Técnicas qualitativas, quantitativas e de métodos mistos CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa : métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2.ed. Port Alegre: Artmed, 2007. p. 36
  5. 5. A técnica quantitativa de pesquisa Dados coletados por intermédio de questionários
  6. 6. Dados quantitativos obtidos a partir de questionários (levantamento ou survey ) <ul><li>“Um projeto de levantamento dá uma descrição quantitativa ou numérica de tendências, atitudes ou opiniões de uma população ao estudar uma amostra dela. A partir dos resultados da amostragem, o pesquisador generaliza ou faz alegações acerca da população.” </li></ul>CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa : métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2.ed. Port Alegre: Artmed, 2007. p. 161-162
  7. 7. Operacionalização da pesquisa <ul><li>Os aspectos que o pesquisador pretende investigar são operacionalizados em um estudo quantitativo em termos de variáveis a serem observadas </li></ul>
  8. 8. O que são as variáveis em um estudo? <ul><li>Uma variável é simplesmente algo que pode variar, isto é, pode assumir valores ou categorias diferentes </li></ul><ul><ul><li>Valor – Idade: 23 </li></ul></ul><ul><ul><li>Categoria – Gênero: Feminino </li></ul></ul>
  9. 9. Por que as variáveis nos interessam? <ul><li>Porque queremos entender o motivo das variações observadas nos fenômenos que estudamos. Para que a variação seja compreendida, precisamos medir e registrar as alterações verificadas em uma dada situação. </li></ul>DANCEY, Christine P.; REIDY, John. Estatística sem matemática para psicologia : usando SPSS para Windows. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
  10. 10. Tipos de variáveis Barbetta, Pedro Alberto. Estatística aplicada às ciências sociais. 3. ed. rev. Florianópolis: Editora da UFSC, 1999. Os dados são atributos ou qualidades. Ex.: Sobre que assunto você mais lê: Literatura Quantos livros você lê por ano: ( ) de 1 a 3 ( ) de 4 a 6 (X) mais de 6 Qualitativa Os dados são números em um certa escala. Ex.: Quantos livros você lê por ano: 9 Quantitativa Definição Tipo
  11. 11. Lista de verificação das questões para elaborar um projeto de pesquisa de levantamento CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa : métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2.ed. Port Alegre: Artmed, 2007. p. 162
  12. 12. Criando planilhas em Excel para o tramentamento das informações coletadas
  13. 13. Tratamento dos dados coletados com uso do Excel <ul><li>Antes de executar qualquer análise, você precisa tratar os dados coletados. </li></ul><ul><ul><li>O Excel é um dos programas que podem auxiliar na realização desta tarefa </li></ul></ul>
  14. 14. <ul><li>Cada questão do questionário torna-se uma variável - Cada variável deve ser codificada em uma coluna da planilha - Cada questionário ocupará uma linha da planilha </li></ul>
  15. 15. Apresentação dos dados Tabelas, quadros e gráficos
  16. 16. Formas de apresentação de um dado <ul><li>Para a elaboração de tabelas, quadros e gráficos, conta-se com inúmeros recursos de informática que podem facilitar a apresentação dos dados para o leitor do trabalho </li></ul><ul><li>Um mesmo dado tem inúmeras formas de apresentação </li></ul>
  17. 17. Tabelas <ul><li>É a forma não discursiva de apresentação de informações, representadas por dados numéricos e codificações, dispostos em uma ordem determinada, segundo as variáveis analisadas de um fenômeno. </li></ul><ul><li>Ex.: </li></ul><ul><li>Tabela 1 - Número e proporção de docentes dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Capes*, segundo faixa etária, Brasil, 2002. </li></ul>UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Saúde Pública. Biblioteca. Guia de apresentação de teses. Disponível em: <http://www.bvs-sp.fsp.usp.br:8080/html/pt/paginas/guia/home.htm>.
  18. 18. Recomenda-se que a tabela: <ul><li>seja suficientemente completa para ser entendida, dispensando consulta ao texto; </li></ul><ul><li>contenha somente os dados necessários ao seu entendimento; </li></ul><ul><li>seja estruturada da forma mais simples e objetiva; </li></ul><ul><li>inclua os dados logicamente ordenados; </li></ul><ul><li>apresente dados, unidades e símbolos consistentes com o texto. </li></ul>UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Saúde Pública. Biblioteca. Guia de apresentação de teses. Disponível em: <http://www.bvs-sp.fsp.usp.br:8080/html/pt/paginas/guia/home.htm>.
  19. 19. A tabela e o quadro são tipos de ilustações diferentes por sua função e forma!
  20. 20. Quadros <ul><li>Os quadros são definidos como arranjo predominante de palavras dispostas em linhas e colunas, com ou sem indicação de dados numéricos. Diferenciam-se das tabelas por apresentarem um teor esquemático e descritivo, e não estatístico. A apresentação dos quadros é semelhante à das tabelas, exceto pela colocação dos traços verticais em suas laterais e na separação das casas. </li></ul><ul><li>Ex.: </li></ul>UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Saúde Pública. Biblioteca. Guia de apresentação de teses. Disponível em: <http://www.bvs-sp.fsp.usp.br:8080/html/pt/paginas/guia/home.htm>. Quadro 10 - Principais bases de dados bibliográficas de interesse para a área de saúde pública disponíveis para acesso na Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública da USP, em 2002
  21. 21. Gráficos <ul><li>Os gráficos representam dinamicamente os dados das tabelas, sendo mais eficientes na sinalização de tendências. </li></ul><ul><li>Deve-se optar por uma forma ou outra de representação dos dados, isto é, não utilizar tabela e gráfico para uma mesma informação. </li></ul><ul><li>O gráfico bem construído pode substituir de forma simples, rápida e atraente, dados de difícil compreensão na forma tabular. </li></ul><ul><li>Ex.: </li></ul>UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Saúde Pública. Biblioteca. Guia de apresentação de teses . Disponível em: <http://www.bvs-sp.fsp.usp.br:8080/html/pt/paginas/guia/home.htm>. Figura 9 - Distribuição dos registros da produção brasileira em saúde pública da base de dados LILACS-SP Brasil, por ano de publicação
  22. 22. Exercício de análise de dados http://www.scimagojr.com/countrysearch.php?country=BR
  23. 23. Análise de dados quantitativos (1) <ul><li>Dê informações sobre o número de membros da amostra que retornaram e não retornaram o questionário </li></ul><ul><ul><li>Tabelas com números e percentuais </li></ul></ul><ul><li>Discuta os possíveis vieses das respostas </li></ul><ul><ul><li>Se os não respondentes tivessem retornado, as respostas deles teriam mudado substancialmente os resultados gerais da pesquisa? </li></ul></ul>CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa : métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2.ed. Port Alegre: Artmed, 2007. p. 167
  24. 24. Análise de dados quantitativos (2) <ul><li>Realize uma análise descritiva dos dados obtidos para todas as variáveis envolvidas no estudo </li></ul><ul><li>Elabore um plano para realização de cruzamentos entre as variáveis </li></ul><ul><li>Identifique qual é o melhor programa de computador para realização do tratamento dos dados </li></ul>CRESWELL, John W. Projeto de pesquisa : métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2.ed. Port Alegre: Artmed, 2007. p. 168
  25. 25. Obrigada!

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