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Escutando sentimentos cap 03

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Curso em 12 aulas com base no Livro "Escutando Sentimentos" de Wanderley Oliveira

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Escutando sentimentos cap 03

  1. 1. CAPÍTULO 03 EDUCAÇÃO PARA O AUTO-AMOR
  2. 2. “O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha do fogo sagrado”. – Fénelon. (Bordéus, 1861). O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo XI – item 9.
  3. 3. O auto amor O mais ingênuo ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Permitir o fulgor da criatura cósmica que se encontra nos bastidores das máscaras e ilusões. Somente assim, escutando a voz de nosso guia interior, nos esquivaremos das falácias do ego que nos inclina para as atitudes insanas da arrogância.
  4. 4. Quando não nos amamos, queremos agradar mais aos outros que a nós, mendigamos o amor alheio, já que nos julgamos insuficientes ou incapazes de nos querer bem. O auto amor
  5. 5. O resgate de si mesmo há de se tornar meta prioritária das sociedades sintonizadas com o progresso. O bem-estar do homem, no seu mais amplo sentido, se tornará o centro das cogitações da ciência, da religião e de todas as organizações humanas. O auto amor
  6. 6. O auto amor Trabalhar pela felicidade do homem deve ser o objetivo maior das agremiações doutrinárias orientadas pela mensagem de amor do Evangelho. Não podemos ignorar fatores de ordem educacional e social que estimulam vivências íntimas da criatura em sua caminhada de aprendizado. Outro fator, mais grave ainda, são as crenças alicerçadas em sucessivas vidas reencarnatórias que constituem sólida argamassa psicológica e emocional, agindo e reagindo, continuamente, contra os anseios de crescimento íntimo. O complexo de inferioridade é a condição cármica criada pelo homem em seu próprio desfavor.
  7. 7. O auto amor Paulo, o apóstolo de Tarso, asseverou: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”. (Romanos, 7:19).
  8. 8. O auto amor O auto amor é um aprendizado de longa duração. Conectar seu conceito a fórmulas comportamentais para aquisição de felicidade instantânea é uma atitude própria de quantos se exasperam com a procura do imediatismo. Amar é uma lição para a eternidade.
  9. 9. O auto amor Que técnicas e métodos nos serão úteis para incentivar a alegria e a espontaneidade afetiva? Como implementar escolas do sentimento em nossos grupos doutrinários de estudo sistematizados? Que temas enfocar na melhor compreensão das manifestações profundas da alma?
  10. 10. O auto amor Que habilidades emocionais temos que desenvolver para o auto amor? Que cuidados adotar para aprendermos uma relação de amorosidade conosco? Como alcançar a condição de núcleos avançados para desenvolvimento dos valores da alma? Que iniciativas tomar para que as casas espíritas sejam redutos de aprimoramento de nossos sentimentos e escolas eficientes de criatividade para superação de nossas dores?
  11. 11. O auto amor De fato, uma das habilidades que carecemos aperfeiçoar nas relações interpessoais é a arte de ouvir. Mas, da mesma forma que guardamos limitações para ouvir o outro, também não sabemos ouvir a nós mesmos. Que técnicas adotar para estimular nossa habilidade de ser um bom ouvinte?
  12. 12. O auto amor Ouvir a alma é aprender a discernir entre sentimen- tos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Escutar a alma é aprender a discernir o que quere- mos da vida, nossa intenção-básica. A intenção do Espírito é a força que impulsiona o progresso através do leque dos sentimentos.
  13. 13. O auto amor A intenção genuína da alma reflete na experiência da afetividade humana, construindo a vastidão das vivências do coração – a metamorfose da sensibilidade. A conquista de si mesmo consiste em saber interpretar com fidelidade o que buscamos no ato de existir, a intenção magnânima que brota das profundezas da alma em profusão de sentimentos.
  14. 14. O auto amor Amar-se não significa laborar por privilégios e vantagens pessoais, mas o modo como convivemos conosco. Resume-se, basicamente, como tratamos a nós próprios. A relação que estabelecemos como nosso mundo íntimo. Sobretudo, o respeito que exercemos àquilo que sentimos. A autoestima surge quando temos atitude cristã com nossos sentimentos.
  15. 15. O auto amor Responsabilidade – Somos os únicos responsáveis pelos nossos sentimentos. Consciência – O sentimento é o espelho da vida profunda do ser e expressa os recados da consciência. Nossos sentimentos são a porta que se abre para esse mundo glorioso que se encontra “oculto”, desconhecido. - Ética para conosco – Somos tratados como nos tratamos. Como sermos merecedores de amor do outro, se não recebemos nem o nosso próprio?
  16. 16. O auto amor - Juízo de valor – Não existem sentimentos certos ou errados. - Automatismos e complexos – O sentimento pode ser sustentado por mecanismos alheios à vontade e à intenção. - Auto amor é um aprendizado – Construir um novo olhar sobre si, desenvolver sentimentos elevados em relação a nós, constitui um longo caminho de experiências nas fieiras da educação.
  17. 17. O auto amor Domínio de si – Educar sentimentos é tomar posse de nós próprios. - Aceitação – Só existe amor a si através de uma relação pacífica com a sombra. - Renovação do sistema de crenças – Superar os preconceitos. Julgamentos formulados a partir do sistema de crenças desenvolvidas com base na opinião alheia desde a infância.
  18. 18. O auto amor - Ação no bem – Integração em projetos solidários. A aquisição de valor pessoal e convivência com a dor alheia trazem gratidão, estima pelas vivências pessoais. Cuidando bem de nós próprios, somos, simultanea- mente, levados a estender ao próximo o tratamento que aplicamos a nós, independente de sermos amados, passamos a experimentar mais alegria em amar. A ética de amor a si deve estar afinada com o amor ao próximo.
  19. 19. O auto amor -Assertividade – Diálogo interno. Uma negociação íntima para zelar pelos limites do interesse pessoal. -Florescer a singularidade – O maior sinal de maturidade. Estamos muito afastados do que verdadeiramente somos. Ter as rédeas de si mesmo – Para muitos o persona- lismo surge nesse ato de gerir a vida pessoal com independência. Pelo simples fato de não saberem como manifestar seus desejos e suas intenções, abdicam do controle íntimo e submetem-se ao controle externo de pessoas e normas.
  20. 20. O auto amor -Construção da autonomia – Autonomia é capaci- dade de sustentar sentimentos nobres acerca de nós próprios. - Identificação das intenções – aprender a reconhe- cer o que queremos, qual nossa busca na vida. Quase sempre somos treinados a saber o que não queremos. Sentir-se bem consigo é sinônimo de felicidade, acesso à liberdade. É permitir que a centelha sagrada de Deus se acenda em nós. Conhecer a arte de manejar caracteres.

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