Origem e evolução do teatro

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Origem e evolução do teatro

  1. 1. HISTÓRIA DO TEATRO Madalena Fernandes AEQB– 2014/2015
  2. 2. Etimologicamente TEO significa Deus e ATRO significa terreno ou área. Sendo assim: TEATRO é "Terreno de Deus". Porém, na atualidade, o termo ganhou um novo significado: "lugar de onde se vê".
  3. 3. O teatro surgiu a partir do desenvolvimento do homem, através das suas necessidades. O homem primitivo era caçador e selvagem, por isso sentia necessidade de dominar a natureza. Através destas necessidades surgem invenções como o desenho e o teatro na sua forma mais primitiva.
  4. 4. O teatro primitivo era uma espécie de danças dramáticas colectivas que abordavam as questões do seu dia a dia, uma espécie de ritual de celebração, agradecimento ou perda. Estas pequenas evoluções deram-se com o passar de vários anos.
  5. 5. Na Grécia, surge o teatro. Surge o “ditirambo”, um tipo de procissão informal que servia para homenagear Dionísio, deus do vinho, do teatro e da fertilidade. Mais tarde o “ditirambo” evoluiu. No início fazia-se teatro nas ruas, depois tornou-se necessário um lugar. E assim surgiram os primeiros teatros.
  6. 6. Os festivais dedicados à tragédia ocorriam em teatros de pedra e ao ar livre. Era nestes locais que se escolhiam os melhores atores. As apresentações destes festivais duravam vários dias. A plateia acompanhava as peças o dia todo.
  7. 7. No palco, os atores usavam sapatos de sola alta, roupas almofadadas, máscaras feitas de panos pintados e eram decorados com perucas. Só os homens eram atores.
  8. 8. A tragédia (tratava de assuntos sérios) A tragédia apresentava como principais características o terror e a piedade que despertava no público. Diferentemente do drama, na tragédia , o herói sofre sem culpa. Ele teve o destino traçado e seu sofrimento é irrefutável. Por exemplo, Édipo nasce com o destino de matar o pai, Laio, e de se casar com a mãe. É um dos exemplos de histórias da mitologia grega que serviram de base para o teatro. Dentre os principais autores e obras podem ser mencionados: Ésquilo (525 - 456 a.C.),; Sófocles (495 - 405 a.C.), que se destaca com as peças Édipo Rei; Eurípedes (480 - 406 a.C.), etc.
  9. 9. Édipo é filho de Laios, rei de Tebas que foi amaldiçoado: o seu primeiro filho tornar-se-ia o seu assassino e casaria com a própria mãe. Tentando escapar da ira dos deuses, Laios manda matar Édipo logo ao seu nascimento. No entanto, a vontade do destino foi mais forte e Édipo sobreviveu, salvo por um pastor que o entregou a Políbio, rei de Corinto. Já adulto, Édipo descobre a maldição que lhe foi atribuída e, para que ela não fosse cumprida, foge de Corinto para Tebas, sem saber que é lá que os seus pais verdadeiros o esperavam. No meio da viagem, encontra um bando de mercadores e o seu amo (Laios). Sem saber que o seu destino estava a concretizar-se, mata-os a todos. Assim que chega a Tebas, Édipo livra a cidade da horrenda esfinge e dos seus enigmas. Recebe a recompensa: é eleito rei e premiado com a mão da recém-viúva rainha Jocasta (viúva de Laios). Anos se passam e Édipo reina como um verdadeiro soberano. Tem vários filhos com Jocasta.
  10. 10. Mas a cidade passa por momentos difíceis e a população pede ajuda ao rei. Após uma consulta ao oráculo de Delfos, Apolo, os tebanos são alertados sobre alguém que provoca a ira dos deuses: o assassino de Laios, que ainda vive na cidade. Édipo decide livrar o seu reino desse mal e descobrir quem é o assassino, desferindo uma tremenda maldição: «Proíbo que qualquer filho da terra onde me assistem o comando e o trono dê guarida ou conversa ao assassino, seja ele quem for; que o aceite nos cultos e no lar, que divida com ele a água lustral! Eu ordeno, ao contrário, que o enxotem de suas casas, todos, por ser aquilo que nos torna impuros, conforme acaba de nos revelar, por seu oráculo, a fala do deus! (…) E ainda mais: rogo aos céus, solenemente, que o assassino, seja ele quem for, sozinho em sua culpa ou tenha cúmplices, tenha uma vida amaldiçoada e má, pela sua maldade, até o fim dos seus dias. Quanto a mim, se estiver o criminoso em minha casa, privando comigo, eu espero que sofra as mesmas penas que dei para os demais.» Ele só não esperava que essa maldição iria recair sobre ele próprio. No mesmo dia, descobriu a verdade, através do pastor que o encontrara ainda bebé, pendurado num bosque pelos tornozelos. Jocasta suicida-se assim que descobre. Édipo cega-se, perfurando os próprios olhos, e exila-se.
  11. 11. A comédia (tratava de assuntos cómicos) A comédia foi um género mais voltado para o quotidiano, para os costumes, que são tratados sobretudo como objeto de crítica e sátira. A tragédia contava a história de deuses e heróis. A comédia falava de homens comuns.
  12. 12. Na época do Império Romano, o teatro entrou em declínio, porque os romanos preferiam o circo. Apesar de ter sido totalmente baseado nos moldes gregos, o teatro romano criou as suas próprias inovações: como a pantomima (peça teatral em que os atores se exprimem apenas por gestos); textos em que só um ator representava todos os papéis, com a utilização de máscara para cada personagem interpretado, sendo o ator acompanhado por músicos e pelo coro. Dramaturgos romanos mais conhecidos: Séneca, Plauto e Terêncio.
  13. 13. Teatro romano
  14. 14. Na era medieval, dois lugares exerceram uma destacada função na vida do povo: as igrejas e as praças. O teatro existia nesses dois locais. No primeiro, representavam-se peças religiosas, sobre temas sagrados, extraídos da Bíblia ou de lendas piedosas (cenas de Natal, da Paixão, da Ressureição de Cristo e da vida dos Santos).
  15. 15. Mas o teatro viu o seu público aumentar quando saiu dos templos e passou a ser apresentado nas praças. Embora as peças tivessem sempre uma atmosfera religiosa, o tema era um pouco mais livre. Chamavam-se peças "profanas".
  16. 16. Outros géneros do teatro profano foram a sotie ou farsa (tipo de teatro sobretudo cómico e de critica, que fazia rir) e a moralidade. A sotie era uma sátira onde todos os personagens diziam a verdade porque estavam loucos. A moralidade era uma representação de cunho moralista, onde os personagens simbolizavam o bem e o mal e, nessa alegoria, o Bem prevalecia sempre .
  17. 17. Gil Vicente é considerado o primeiro grande dramaturgo português. E antes de Gil Vicente houve teatro? Durante a idade Média, houve representações de carácter religioso e profano. Os jograis e as jogralesas, com os seus recitativos e danças, teriam sido os nossos primeiros atores. Mas não houve teatro. TEATRO EM PORTUGAL
  18. 18. O Teatro em Portugal teve um desenvolvimento significativo com Gil Vicente, sendo o primeiro autor a utilizar o género dramático. Paralelamente ao teatro vicentino desenvolve-se o de inspiração renascentista. É o caso de António Ferreira (1528- 1569), autor da tragédia Castro que se fundamenta num episódio da história nacional. Também Sá de Miranda e Luís de Camões tentaram o teatro. Do primeiro salienta-se a 1.ª comédia portuguesa em prosa, intitulada Estrangeiros. Do segundo, o Auto de El-Rei Seleuco. António Ferreira Gil Vicente Sá de Miranda C a m õ e s
  19. 19. Almeida Garrett (Porto, 1799 – Lisboa, 1854) Foi um proeminente escritor e dramaturgo romântico. Fundou o Conservatório Geral de Arte Dramática, edificou o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa e organizou a Inspecção-Geral dos Teatros, revolucionando por completo a política cultural portuguesa a partir de 1836, no rescaldo das Guerras Liberais. Frei Luís de Sousa é a sua maior obra. Sec. XIX
  20. 20. SEC. XXI O teatro tem um papel muito importante na educação da sociedade, por ser uma arte que aborda a vida quotidiana de forma crítica e satírica. Pode abordar temas/assuntos que se prendem com os factores sociais, económicos e políticos do seu tempo. Tem um fundo lúdico (de entretenimento), mas também educativo, critico e moralizador. Deve, na sua tarefa pedagógica, instruir os espectadores na verdade e incitá-los a atuar, alertando-os para a condição humana. O espectador deve ter um olhar crítico para se aperceber melhor de todas as formas de injustiças e de opressões.

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