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Aula de filosofia antiga, tema: Filosofia Helênica

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Contato do meu grande amigo Prof. Juliano Batista: santosjbs@yahoo.com.br que desenvolveu os slides para quaisquer dúvidas e esclarecimentos.

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  1. 1. Filosofia Helênica III a.C – VI d.C. “Das reflexões políticas às reflexões éticas” Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com Filosofia greco-romana “A busca da felicidade interior.”
  2. 2. Período ético, helenístico ou cosmopolita (III a.C.–VI d.C.): - nesse período o território grego é marcado pelas invasões macedônias lideradas por Alexandre o Grande e, posteriormente, pelas invasões romanas; - com as invasões macedônias ocorre a influência do pensamento judaico e cristão (cultura dos povos orientais) na filosofia grega (cultura grega clássica); - tempos depois, com as invasões romanas, ocorre a influência do pensamento romano na filosofia grega. julianojbs@gmail.com Quarto Período da Filosofia Antiga Prof. Juliano Batista
  3. 3. As principais correntes filosóficas desse momento são: — Filosofia greco-romana III – I a.C.; — Filosofia greco-romano-judaico-cristã: neoplatonismo d.C.; — Filosofia greco-romano-cristã: patrística d.C. Quarto Período da Filosofia Antiga Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  4. 4. - A escola epicurista fundada por Epicuro de Samos; - A escola eclética fundada por Cícero de Roma; - A escola cética fundada por Pírron de Élis; - A escola estóica fundada por Zenão de Cítio. Filosofia Greco-Romana Principais escolas greco-romanas: Com a invasão de Alexandre, a antiga e plena liberdade democrática e política do cidadão grego, exercida na pólis, é desconfigurada. Com isso a reflexão sobre a vida pública (Política) é substituída pela reflexão da vida privada (Ética). Do público ao privado: Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  5. 5. Sociedade Grega vs. Soc. Romana Gregos Romanos Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  6. 6. Epicuro de Samos 341-271 a.C.  O prazer é o princípio e o fim de uma vida feliz. — A primeira condição necessária à felicidade é a criação de condições materiais e psicológicas que nos permitam experimentar apenas os prazeres da e na vida. Prazer epicurista ≠ Prazer cirenaico  Prazer epicurista: é o prazer sábio, da justa medida, moderado - AUTARQUIA.  Prazer cirenaico: é toda e qualquer forma de prazer: excessivo, moderado ou faltoso. — A primeira condição necessária à felicidade é a criação de condições materiais e psicológicas que nos permitam experimentar apenas os prazeres da e na vida.  Prazer (moderado) no epicurismo significa ausência de dor (aponia) ou sofrimento. Assim se chegaria à ataraxia, que é caracterizada pela ausência de pertubações. julianojbs@gmail.com
  7. 7. Epicuro distingue dois graus/grupos de prazeres/desejos, a saber: Graus dos Prazeres  Prazeres Superiores do Alma: são os mais elevados e duradouros... - contemplação das artes; - audição das músicas; - dedicação ao conhecimento; - boa conversação.  Prazeres Inferiores do corpo: inclui os prazeres imediatos, intensos e passageiros, que com o passar do tempo perdem à sua força. Eles podem ser classificados em... - virtudes: resultado do controle das paixões, desejos e apetites: epicuristas e cirenaicos. - vícios: ações não moderadas pela razão: cirenaicos. Atenção! O único prazer é o prazer do corpo e o que se chama de prazer do alma é apenas lembrança dos prazeres do corpo. Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  8. 8. Tipologias dos Prazeres Epicuro afirma que alguns prazeres/desejos devem ser buscados e outros evitados.  Contentar-se com pouco seria o segredo do prazer e da felicidade: eliminação da dor. Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  9. 9. Prazeres e Felicidade Para Epicuro o homem somente alcança a felicidade através dos quatro remédios da alma e do corpo, a saber: 1º. não temer pelo castigo dos deuses; 2º. não se preocupar com a morte e o pós-morte; 3ª. saber que o bem é possível de se alcançar; 4º. reconhecer que os males não são difíceis de suportar. Além disso o homem... - não deve se preocupar sobre a vida futura; - não deve se voltar à vida política. Causas da angústia... - Medo dos deuses; - Medo da morte; - Medo do futuro; - Problemas políticos. Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  10. 10.  Nos jardins, comunidade dos discípulos de Epicuro, reinava a alegria e a vida simples, onde a amizade era a maior das virtudes, pois permitia a correção das faltas uns com os outros. A Escola de Epicurista foi fundada na cidade de Atenas. Para Epicuro a verdadeira felicidade está associada ao prazer moderado, que consiste na unidade entre a aponia (ausência de dor e sofrimento) e a ataraxia (vida livre de pertubações). Felicidade Felicidade = Aponia + Ataraxia = Prazer Moderado Atenção! Para Epicuro os prazeres momentâneos desnecessários podem trazer mais desprazer e dor do que felicidade. Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  11. 11. Epicuro de Samos A filosofia epicurista é essencialmente... - materialista: os princípios primeiros (physis) são os átomos e o vazio – Demócrito e Leucipo. - mecanicista: as leis da dinâmica explicam os fenômenos naturais; - hedonista: a felicidade é o próprio prazer, mas o prazer moderado; - empirista: o verdadeiro conhecimento vem dos sentidos, das sensações do corpo. Epicuro acreditava na existência dos deuses, mas relegava-os a planos isolados e à parte, os 'intermundia'. Epicuro rejeitava terminantemente a intervenção divina em assuntos humanos. “Os deuses”, pensava ele, “têm coisas mais importantes a fazer”. - Alma é composta de pequenas partículas atômicas distribuídas pelo corpo, motivo pelo qual a morte conduz à dissolução da alma. Prof. Juliano Batista
  12. 12. Zenão de Cítio c. 335-264 a.C.  Feliz é aquele que aceita e vive o seu amor fati. Felicidade = Apatia + Ataraxia = Amor Fati  Apatia: é a eliminação, ausência das paixões.  Ataraxia: é uma vida livre de pertubações.  Amor Fati: significa amor aos fatos, aos acontecimentos, ao próprio destino. — A felicidade consiste na compreensão e aceitação da ordem cósmica como condição necessária e inevitável dos princípios universais que regem tudo que é natural. Zenão propõe o dever, vinculado a compreensão da ordem cósmica, bem como a atitude de austeridade física e moral, baseada em virtudes, como o melhor caminho para a felicidade, pois é feliz somente aquele que vive segundo sua própria natureza. julianojbs@gmail.com
  13. 13. Sobre a Ordem Cósmica A Física ou Cosmologia Estóica: O estoicismo concebe o universo como kósmos, isto é, como mundo ordenado, organizado, harmonioso e composto de dois princípios, a saber: passivo e ativo.  Princípio Passivo: refere-se a matéria.  Princípio Ativo: refere-se ao logos (razão ou inteligência). É o logos que permeia, anima e controla a matéria. Tudo o que acontece de natural no universo é sempre algo bom, por isso o bem do todo é sempre melhor que o bem individual. Logo, tudo que é natural, por pior que possa parecera, como por exemplo a morte, será sempre uma coisa boa. Prof. Juliano Batista
  14. 14. Atenção! Sobre a Ordem Cósmica O princípio ativo ou “Razão Universal” é denominado pelos estoicos de Providência, que hoje seria equivalente ao que se denomina de Deus.  Providência: é imanente, ou seja, está no próprio mundo e se confunde com ele.  Deus: é transcendente, ou seja, está separado do mundo e não se confunde com ele. Logo: Tudo o que existe e que acontece, exceto a LIBERDADE, tem um objetivo e uma razão de ser, pois foi determinado pelo logos divino. Ademais não se pode alterar a substância do universo, que como toda e qualquer essência é universal e necessária. Prof. Juliano Batista
  15. 15. Determinismo Cósmico vs. Liberdade Humana — Os estoicos ensinavam que há coisas que...  só dependem de nós: fruto da liberdade humana – Vontade Individual. Exemplo: ser moral ou imoral, profissional ou incompetente...  não dependem de nós: determinado pelo kómos – Independe da vontade. Exemplo: nascer, crescer, morrer, envelhecer, adoecer...  não depende só de nós: é circunstancial, ligado à sorte ou ao azar. Exemplo: ganhar na loteria, conquistar o coração da pessoa amada... Coisas Boas ou Coisas Más Se existe uma ordem cósmica predeterminada e se há coisas que não dependem de nós ou só de nós, só resta ao homem aproveitar uma brecha de liberdade para garantir a felicidade, que é fazer uso da vontade querendo coisas boas. Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  16. 16. Vontade vs. Liberdade vs. (não) Querer É através da liberdade, ligada às condições que só dependem de nós, que podemos exercer à nossa vontade de querer ou não querer a felicidade. Ter tudo o que desejo e fazer tudo o que quero não depende apenas de meu poder. Por isso devo aceitar o destino posto pela ordem cósmica das coisas indiferentes e aproveitar a liberdade de modo a voltar minha vontade à coisas boas para ser feliz. Prof. Juliano Batista
  17. 17. Virtude vs. Domínio das Paixões — Os estoicos buscam orientar a conduta das pessoas estabelecendo a seguinte distinção entre as coisas, a saber:  Coisas boas: são aquelas que só dependem de nós e que devemos querer e buscar durante a vida para sermos felizes.  Coisas indiferentes: são aquelas que não dependem de nós ou só de nós e por isso não devemos nos preocupar se quisermos ser felizes.  Coisas más: são aquelas que só dependem de nós, mas que devemos evitar durante a vida se quisermos ser felizes. Virtudes: Determinismo Cósmico: morte, saúde... Vícios: - Prudente, justo, corajoso... - injusto, covarde, guloso... Força Externa: poder, ser amado... Prof. Juliano Batista
  18. 18. Domínio do Pensamento e Paixões A infelicidade ocorre, de acordo com os estoicos, quando não conduzimos corretamente nossos pensamentos e não evitamos as chamadas coisas más (que são às paixões) e as coisas indiferentes (que é o determinismo cósmico e forças externas), o que conduz à formulação de juízos errôneos ou opiniões equivocadas. Coisas más = Paixões Coisas Indiferentes Coisas boas = Virtudes Infelicidade Os estoicos dividiram as virtudes em três categorias: - Virtude natural: corresponde a Física. - Virtude moral: corresponde a Ética. - Virtude racional: corresponde a Lógica. A principal virtude é a verdade. Prof. Juliano Batista julianojbs@gmail.com
  19. 19. Referências Bibliográficas ABBAGNANO, Nicola. História da Filosofia. Lisboa: Presença, 1992. ARANHA, M. L. & MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2003. CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2003. CHALITA, G. Vivendo a filosofia. São Paulo: Atual, 2002. COTRIM, G. Fundamentos da filosofia. São Paulo: Saraiva, 2002 [e 2006]. GILES, T. R. Introdução à Filosofia. São Paulo: EDUSP, 1979. MANDIN, B. Curso de filosofia. Os filósofos do ocidente. São Paulo: Paulus, 1982. OLIVEIRA, A. M. (org.). Primeira filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1996. REZENDE, A. (org.). Curso de filosofia; para professores e alunos dos cursos de segundo grau e de graduação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2002. Fim julianojbs@gmail.comProf. Juliano
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