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Qualidade de água

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Slides - Marta Sales

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Qualidade de água

  1. 1. Parâmetros de Qualidade da Água (Limites estabelecidos pela resolução do CONAMA No. 357 de março de 2005)
  2. 2. • É um parâmetro importante de degradação de um corpo hídrico, pois a sua concentração indica a ocorrência de erosão e assoreamento dos cursos d ‘água (desmatamentos, plantio com técnicas inadequadas, construção de estradas, preparo do solo para o plantio, etc…). • A resolução estabelece um valor máximo de 500mg/l para sólidos dissolvidos para as Classes I e II.
  3. 3. • A turbidez representa o grau de interferência a passagem de luz através da água. Sua origem natural vem das partículas das rochas, algas e microorganismos. Os de origem antrópica são os efluentes domésticos, industriais e a erosão dos solos, podendo estar associada a compostos tóxicos eorganismos patogênicos. • Utiliza-se o disco de Secchi para determinar a turbidez: Alta – na profundidade menor que 1 metro Média – de 1 a 3 metros Baixa – maior de 3 metros
  4. 4. • Indica a concentração de oxigênio da água. Se a quantidade for muito baixa, deixarão de existir condições mínimas para a sobrevivência de espécies. • Quando a massa de água está poluída, os poluentes reagem química e biologicamente com o OD. • A resolução do CONAMA estabelece que a concentração deve estar acima de 5mg/l.
  5. 5.  A determinação da DBO5 revela o efeito da combinação de substâncias. Ela exerce um efeito indireto, ou seja, causa a depleção ou ausência do OD até níveis que inibem a vida aquática e outros usos. A resolução do CONAMA estabelece um padrão superior que 10mg/l para a DBO5.
  6. 6. • Temperatura A temperatura da água é determinada pelas condições meteorológicas e de profundidade. Altas temperaturas podem estimular o crescimento de organismos produtores de odores, aumentar o metabolismo, a demanda do oxigênio de organismos aquáticos e a toxicidade das substâncias. • pH O pH é uma das variáveis mais difíceis de ser interpretada devido aos diversos fatores que a influenciam. A resolução do CONAMA 357/2005 estabelece uma faixa de 6 a 9, indicando condições próprias para o abastecimento doméstico, irrigação de culturas, dessedentação dos animais e preservação das comunidades aquáticas.
  7. 7. • Fósforo Total O Fósforo é encontrado naturalmente nas rochas. Nos corpos hídricos está presente na forma de fosfatos. Valores entre 0,03 a 0,10mg/l são suficientes para disparar o crescimento do fitoplâncton. A resolução do CONAMA estabelece um valor máximo de 0.030mg/l para ambientes lênticos (águas paradas ou de pouca movimentação. Ex. Lagos) e até 0,050mg/l em ambientes intermediários, tributários dos lênticos. • Nitrato Os teores de Nitrato podem ser provenientes de fontes naturais como a lixiviação dos solos e da decomposição das plantas e tecidos animais, bem como de atividades antrópicas (fertilizantes, poluição por dejetos humanos e animais). Encontrado em excesso e junto com o fósforo aceleram os processos de eutrofização da água. Obs.: A resolução do CONAMA estabelece um valor de 10,0 mg/l (valor máximo)
  8. 8. • Nitrogênio Amoniacal Total (Amônia) É um indicador de ambientes que apresentam altas taxas de decomposição bacteriana, que pode ser de origem natural ou das atividades humanas (efluentes domésticos, industriais, fertilizantes, excremento de animais). O padrão estabelecendo pelo CONAMA é de 2,0mg/l.
  9. 9. • Coliformes Termotolerantes As bactérias do grupo Coliforme são utilizadas como indicador biológico da qualidade das águas. A contaminação da água por fezes humanas ou animais pode ser detectado pela grande quantidade dessas bactérias. E assume importância como parâmetro indicador da possibilidade de existência de microorganismos patogênicos, responsáveis por doenças de veinculação hídrica (febre tifóide, desinteria bacilar, cólera). O limite estabelido é de 1.000 NMP/100mL. (Classes I e II)
  10. 10. • Óleos e graxas São geralmente oriundos de despejos e resíduos industriais (portos, refinarias, frigoríficos e indústrias de sabão), estradas e vias públicas. Quando presentes em mananciais de abastecimento público, causam problemas no tratamento da água. A presença de óleos e graxas diminui a área de contato entre a superfície da água e o ar atmosférico, impedindo dessa forma, a transferência de oxigênio da atmosfera para a água. O padrão estabelecido pelo CONAMA: não existe um limite. Eles tem que estar virtualmente ausentes para as classes I e II.
  11. 11.  RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. São classificadas, segundo seus usos preponderantes, em nove classes, as águas doces, salobras e salinas do Território Nacional:
  12. 12. I – Classe Especial – águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico sem prévia ou com simples desinfecção; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.
  13. 13. II – Classe 1 – águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico após tratamento simplificado; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho); d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que ingeridas cruas sem remoção de película; e) à criação natural e/ou intensiva (aquicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.
  14. 14. III – Classe 2 – águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário (esqui aquático, natação e mergulho) d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas; e) à criação natural e/ou intensiva (aquicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.
  15. 15. IV – Classe 3 – águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional; b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à dessedentação de animais. V – Classe 4 – águas destinadas: a) à navegação; b) à harmonia paisagística; c) aos usos menos exigentes.
  16. 16. VI – Classe 5 – águas destinadas: a) à recreação de contato primário; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à criação natural e/ou intensiva (aquicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. VII – Classe 6 – águas destinadas: a) à navegação comercial; b) à harmonia paisagística; c) à recreação de contato secundário.
  17. 17. VIII – Classe 7 – águas destinadas: a) à proteção de contato primário; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à criação natural e/ou intensiva (aquicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. IX – Classe 8 – águas destinadas: a) à navegação comercial; b) à harmonia paisgística; c) à recreação de contato secundário.

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