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Tv interativa se faz com Ginga

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Tv interativa se faz com Ginga

  1. 1. Oswaldo Norbim13/05/2009 Seminários
  2. 2. O que é o Ginga? Ginga é o middleware de especificação aberta adotado pelo Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) e que será instalado em conversores (set-top boxes) e em televisores. Middleware é uma camada de software posicionada entre o código das aplicações e a infra-estrutura de execução (plataforma de hardware e sistema operacional).
  3. 3.  Para tornar os aplicativos independentes da plataforma de hardware e software de um fabricante de receptor específico, e para dar um melhor suporte às aplicações voltadas para a TV, uma nova camada é acrescentada nos padrões de referência de um sistema de TV digital. Essa camada é o middleware. O middleware possui duas funções principais: uma é tornar as aplicações independentes do sistema operacional da plataforma de hardware utilizados. A outra é oferecer um melhor suporte ao desenvolvimento de aplicações.
  4. 4. O Ginga será o responsável por dar suporte à interatividade. Exemplo de tela Ginga
  5. 5.  O Ginga é fruto do desenvolvimento de projetos de pesquisa coordenados pelos laboratórios Telemídia da PUC Rio e LAVID da UFPB.  Leva em consideração a necessidade de inclusão social/digital e a obrigação do compartilhamento de conhecimento de forma livre.  Mas por que o nome Ginga?
  6. 6. Ginga é uma qualidade, quase indefinível,de movimento e atitude que nós brasileiros possuímos e que é evidente em tudo o que fazemos. A forma como caminhamos, falamos, dançamos e nos relacionamos com tudo em nossas vidas. O nome Ginga foi escolhido em reconhecimento à cultura, arte e contínua luta por liberdade e igualdade do povo brasileiro.
  7. 7.  Ginga é uma tecnologia que leva ao cidadão todos os meios para que ele obtenha acesso à informação, educação à distância e serviços sociais apenas usando sua TV, o meio de comunicação onipresente do país.  Ginga leva em consideração a importância da televisão, presente na totalidade dos lares brasileiros, como um meio complementar para inclusão social/digital. Ginga: suporte para o que é chamado de "aplicações de inclusão", tais como T- Government, T-health e T-Learning.  Ginga é uma especificação aberta, de fácil aprendizagem e livre de royalties, permitindo que todos os brasileiros produzam conteúdo interativo, o que dará novo impulso às TVs comunitárias e à produção de conteúdo pelas grandes emissoras.
  8. 8.  Middleware Proprietários OpenTV Core (OpenTV) MediaHighway (Canal+) Microsoft TV (Microsoft) Liberate, PowerTV, NDS Core (NDS), Liberty  Middleware Abertos MHEG e DAVIC ARIB B.23 e ARIB B.24 (ISDB) MHP (DVB) GEM e ITU-T J.200 Ginga (SBTVD)
  9. 9. O universo das aplicações para TV digital pode ser dividido em dois conjuntos: – o das aplicações declarativas; – o das aplicações procedurais. O sistema é subdividido em três subsistemas principais interligados (Ginga-CC, Ginga-NCL e Ginga-J), que permitem o desenvolvimento de aplicações seguindo dois paradigmas de programação diferentes. Dependendo das funcionalidades requeridas no projeto de cada aplicação, um paradigma será mais adequado do que o outro.
  10. 10.  Um conteúdo declarativo é baseado (especificado) em uma linguagem declarativa;  Enfatiza a descrição declarativa do problema, ao invés da sua decomposição em uma implementação algorítmica;  Linguagens declarativas são linguagens de mais alto nível de abstração, usualmente ligadas a um domínio ou objetivo específico;
  11. 11.  Em uma linguagem declarativa, o programador fornece apenas o conjunto das tarefas a serem realizadas;  Não se preocupa com os detalhes de como o executor da linguagem (interpretador, compilador ou a própria máquina real ou virtual de execução) realmente implementará essas tarefas;  Linguagens declarativas resultam em uma declaração do resultado desejado
  12. 12.  Entre as linguagens declarativas mais comuns estão: – NCL (Nested Context Language); – SMIL; – e XHTML.
  13. 13.  Linguagens procedurais especificam os passos que um programa precisa seguir para alcançar o resultado desejado;  Sequência de passos computacionais chamados procedimentos (rotinas, subrotinas, métodos ou funções) que precisam ser executados;  Qualquer procedimento pode ser chamado em qualquer ponto durante a execução do programa, inclusive por outros procedimentos;
  14. 14.  Entretanto, para isso, o desenvolvedor deve ser bem qualificado e conhecer bem os recursos de implementação da linguagem;  A linguagem mais usual encontrada nos ambientes procedurais de um sistema de TV digital é Java.
  15. 15. O que é Java?  É uma tecnologia que contempla: – Linguagem de Programação; • Uma linguagem de programação orientada a objetos; – Plataforma de Programação; • Uma coleção de APIs (classes, componentes, frameworks) e ambiente de desenvolvimento para aplicações multiplataforma; • Um ambiente de execução presente em browsers, mainframes, SOs, celulares, palmtops, cartões inteligentes, eletrodomésticos, etc.
  16. 16. – Familiar (sintaxe parecida com C) – Simples e robusta (minimiza bugs, aumenta produtividade) – Suporte nativo a threads (+ simples, maior portabilidade) – Dinâmica (módulos, acoplamento em tempo de execução) – Com coleta de lixo (menos bugs, mais produtividade) – Independente de plataforma – Segura (vários mecanismos para controlar segurança) – Código intermediário de máquina virtual interpretado (compilação rápida - + produtividade no
  17. 17. Ginga-NCL O Ginga-NCL foi desenvolvido pela PUC-Rio com o objetivo de prover uma infra-estrutura de apresentação para aplicações declarativas escritas na linguagem NCL (Nested Context Language), que é uma aplicação XML com facilidades para a especificação de aspectos de interatividade, sincronismo espaço-temporal entre objetos de mídia, adaptabilidade, suporte a múltiplos dispositivos e suporte à produção ao vivo de programas interativos não lineares. Ginga-J O Ginga-J foi desenvolvido pela UFPB para prover uma infra-estrutura de execução de aplicações baseadas na linguagem Java, com facilidades especificamente voltadas para o ambiente de TV digital. Ginga-CC O Ginga-CC (Ginga Common-Core) oferece o suporte básico para os ambientes declarativos (Ginga-NCL) e procedural (Ginga-J), de maneira que suas principais funções sejam para tratar da exibição de vários objetos de mídia, como JPEG, MPEG-4, MP3, GIF, entre outros formatos.
  18. 18.  Interatividade A promessa da TV digital é não só ter imagens de TV maiores e mais bem definidas, mas a interatividade que permitirá aplicativos de t-educação, t-saúde, t- governo, t-comércio, home banking e muito mais. Assim, a TV digital poderia tornar-se uma poderosa ferramenta de inclusão digital e social.
  19. 19. Um sistema de TV digital terrestre pode operar sem canal de retorno. Nesse caso, as aplicações podem usar apenas dados transmitidos por difusão. Mas para se ter interatividade precisa-se de um canal de retorno.
  20. 20.  Padrões de referência de um sistema de TV digital podem incluir, contudo, o uso de um canal de retorno. O canal de retorno pode ser unidirecional, permitindo ao receptor apenas o envio de dados. Ex: permitir ao usuário telespectador o envio de dados, por exemplo, solicitando a compra de um determinado produto, votando em um determinado assunto, etc...
  21. 21.  O canal de retorno pode ser também bidirecional assimétrico, possibilitando ao receptor fazer o carregamento (download) de dados utilizados pelos aplicativos. Nesse caso, um aplicativo pode receber dados por difusão ou pela rede de retorno. Permite ao usuário telespectador o acesso a dados não provenientes das emissoras. Por exemplo, a navegação na Web.
  22. 22.  Um canal de retorno bidirecional pode também permitir o envio de dados em banda larga (upload). Nesse caso o receptor pode passar a atuar como uma pequena emissora. Esse nível de interatividade, chamada de plena, possibilita o que vem sendo chamado de TV social ou TV em comunidade, que se caracteriza por um grupo de usuários telespectadores de um mesmo programa poderem trocar dados entre si.  O SBTVD permite em suas normas todos os níveis de interatividade
  23. 23. Diretrizes para o design de programas de TV digital interativa (Simone Diniz Junqueira Barbosa, Luiz Fernando Gomes Soares, Departamento de informática - Puc RIO).
  24. 24. Diretrizes para o design de programas de TV digital interativa (Simone Diniz Junqueira Barbosa, Luiz Fernando Gomes Soares, Departamento de informática - Puc RIO).
  25. 25. Exemplos de aplicações

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