Resposta Imune contra as Infecções
Alguns patógenos causadores  de doenças na especíe humana
 
Resposta imune contra as infecções <ul><li>Mecanismos  imunes inatos  atuam imediatamente. </li></ul><ul><li>Algumas horas...
A resposta à infecção inicial ocorre em três fases
Compartimentos onde os patógenos podem ser encontrados
Mecanismos de dano tecidual causados pelos patógenos
Superfície epitelial-Barreira natural à infecção <ul><li>Pele e a superfície das estruturas tubulares, como tratos gastroi...
Superfície epitelial-Barreira natural à infecção <ul><li>Criptidinas, produzidas pelas células de Paneth, residentes na ba...
Mecanismos imunes contra a infecção
Mecanismos de imunidade Inata contra micróbios <ul><li>A via alternativa do complemento </li></ul>
Mecanismos de imunidade Inata contra micróbios <ul><li>Fagócitos iniciam a imunidade celular inata e iniciam as repostas i...
TNF-alfa e quimiocinas <ul><li>TNF-alfa-  liberado pelo macrófago, possui efeitos locais protetores, mas pode causar choqu...
Resposta inflamatória <ul><li>Efeitos locais combinados destes mediadores resultam na resposta inflamatória- reação local ...
Neutrófilos são as primeiras células que chegam nos sítios inflamatórios <ul><li>Papel de fagocitose de patógenos recobert...
NK-primeira defesa contra infecções virais e algumas bactérias intracelulares <ul><li>NK ativadas por IL-12 e TNF-alfa- pr...
Interferons-Inibição viral <ul><li>Infecção de cels. com virus induzem  interferons,  que interferem com a replicação vira...
InterferonsInibição viral
Resposta imune contra as infecções <ul><li>Uma infecção inicial, uma vez estabelecida, geralmente leva a uma doença percep...
Imunidade adaptativa a infeccoes <ul><li>A imunidade adaptativa ocorre quando agentes infecciosos conseguem “escapar” dos ...
Imunidade adaptativa a infeccoes <ul><li>O primeiro passo na imunidade adaptativa é a ativação das cels T nos órgãos linfó...
Imunidade adaptativa a infecções
A diferenciação dos linf. TCD4+ em cels efetoras é influenciada pelas citocinas elicitadas pelos patógenos
Mecanismo de defesa contra protozoários intracelulares Th1 ativa os macrófagos, tornando-os altamente microbicidas
Os mecanismos efetores usados para eliminação do patógeno dependem do agente infeccioso <ul><li>Uma resposta adaptativa pr...
Memória Imunológica <ul><li>Capacidade do organismo em responder, de forma mais rápida e efetiva, a patógenos  encontrados...
Mecanismos de Escape dos Parasitas Inibição de Moléculas MHC classe I Liberação de antígenos de superfície Resistência aos...
Mecanismos de escape dos patógenos <ul><li>Variação antigênica-  importante para patógenos extracelulares </li></ul><ul><l...
Mecanismos de escape dos patógenos <ul><li>Variação antigênica- </li></ul><ul><li>2- Influenza vírus- </li></ul><ul><li>An...
Mecanismos de escape dos patógenos <ul><li>Variação antigênica- </li></ul><ul><li>3-Rearranjo no DNA do patógeno induzindo...
Alguns vírus persistem in vivo, cessando a sua replicação até o desaparecimento da RI <ul><li>Virus entram no estado de la...
Alguns patógenos resistem à destruição por mecanismos de defesa ou se utilizam destes para a sua sobrevivênica <ul><li>Myc...
Imunossupressão ou respostas imunes inapropriadas podem contribuir para a persistência da doença <ul><li>Estafilococos pro...
Respostas Imunes podem contribuir diretamente para a patogênese <ul><li>Hanseníase – Formação de granulomas </li></ul><ul>...
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Reposta Imune Contra as Infecções

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Aula Imunologia ICS 045 - UFBA

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Reposta Imune Contra as Infecções

  1. 1. Resposta Imune contra as Infecções
  2. 2. Alguns patógenos causadores de doenças na especíe humana
  3. 4. Resposta imune contra as infecções <ul><li>Mecanismos imunes inatos atuam imediatamente. </li></ul><ul><li>Algumas horas mais tarde, são acompanhados por respostas induzidas precocemente . </li></ul><ul><li>Vários dias são requeridos para a expansão clonal e a diferenciação dos linfócitos naive em células efetoras T e B. </li></ul><ul><li>Durante este período, memória imunológica é também estabelecida, assegurando uma rápida re-indução de anticorpos e cels. T específicas nos encontros subseqüentes com o mesmo patógeno. </li></ul>
  4. 5. A resposta à infecção inicial ocorre em três fases
  5. 6. Compartimentos onde os patógenos podem ser encontrados
  6. 7. Mecanismos de dano tecidual causados pelos patógenos
  7. 8. Superfície epitelial-Barreira natural à infecção <ul><li>Pele e a superfície das estruturas tubulares, como tratos gastrointestinal, respiratório e genitourinário. </li></ul><ul><li>Patógenos normalmente cruzam a barreira epitelial, aderindo-se às moléculas presentes nas células epiteliais da mucosa. </li></ul><ul><li>Superfície epitelial tb produz substâncias que são microbicidas ou inibem o crescimento microbiano, por ex, o pH ácido do estômago e as enzimas digestivas do trato gastrointestinal superior constituem uma barreira química à infecção. </li></ul>
  8. 9. Superfície epitelial-Barreira natural à infecção <ul><li>Criptidinas, produzidas pelas células de Paneth, residentes na base das criptas no intestino delgado, são peptídeos anti-bacterianos. </li></ul><ul><li>Epitélio está associado à flora normal de bactérias não-patogênicas que competem com os microorganismos patogênicos por nutrientes e por ligação às células. </li></ul><ul><li>Flora normal-produção de substs. anti-microbianas que evitam a colonização por outras bactérias. </li></ul>
  9. 10. Mecanismos imunes contra a infecção
  10. 11. Mecanismos de imunidade Inata contra micróbios <ul><li>A via alternativa do complemento </li></ul>
  11. 12. Mecanismos de imunidade Inata contra micróbios <ul><li>Fagócitos iniciam a imunidade celular inata e iniciam as repostas imunes de defesa do hospedeiro. </li></ul><ul><li>Uma série de receptores que reconhecem componentes microbianos, induzindo fagocitose e liberação de citocinas. </li></ul><ul><li>Quando os patógenos atravessam a barreira epitelial, são imediatamente reconhecidos pelos fagócitos no tecido conjuntivo. </li></ul><ul><li>Resposta inata celular imediata: fagocitose, destruição do patógeno e migração de neutrófilos, processo pode evitar o estabelecimento da infecção. </li></ul><ul><li>Secreção de citocinas pelos fagocitos. Importantes na próxima fase de defesa </li></ul>
  12. 13. TNF-alfa e quimiocinas <ul><li>TNF-alfa- liberado pelo macrófago, possui efeitos locais protetores, mas pode causar choque quando liberado sistemicamente. </li></ul><ul><li>Quimiocinas – responsável pelo recrutamento de novos leucócitos para o sítio inflamatório. Sintetizado por fagócitos, cels endoteliais, queratinócitos, fibroblastos e cels da musculatura lisa do tecido conectivo. </li></ul>
  13. 14. Resposta inflamatória <ul><li>Efeitos locais combinados destes mediadores resultam na resposta inflamatória- reação local imediata da infecção </li></ul><ul><li>Aumento do diâmetro vascular, com um aumento do fluxo sanguíneo local </li></ul><ul><li>Diminuição do fluxo sanguíneo, especialmente ao longo das superfícies dos vasos sanguíneos locais. </li></ul><ul><li>Nos sítios inflamatórios, os leucócitos saem do centro dos vasos e interagem com o endotélio vascular. </li></ul><ul><li>Aumento na permebilidade vascular, acúmulo de fluido, Igs, C e outras proteinas sanguineas. </li></ul><ul><li>Mediadores induzem no endotélio expressão de moléculas de adesão, aumentando a taxa de de células fagocíticas nos tecidos. </li></ul>
  14. 15. Neutrófilos são as primeiras células que chegam nos sítios inflamatórios <ul><li>Papel de fagocitose de patógenos recobertos de Ac ou C. </li></ul><ul><li>Fagocitose de bactérias, mesmo na ausencia de Ac. </li></ul><ul><li>Produzem vários produtos tóxicos e bacteriostáticos </li></ul><ul><li>Combinacao de metabolitos toxicos de O, NO, proteases, fosfolipases e proteinas anti-bacterianas, eficazes contra bacts Gram – e +, fungos e mesmo vírus encapsulados. </li></ul>
  15. 16. NK-primeira defesa contra infecções virais e algumas bactérias intracelulares <ul><li>NK ativadas por IL-12 e TNF-alfa- produção de grandes quantidades de IFN-gama, importante no controle da infecção antes da ativação das cels T </li></ul>
  16. 17. Interferons-Inibição viral <ul><li>Infecção de cels. com virus induzem interferons, que interferem com a replicação viral </li></ul><ul><li>Bloqueiam a disseminação para cels. não infectadas. </li></ul><ul><li>interferon alfa e beta sintetizados por muitos tipos celulares diferentes. </li></ul>
  17. 18. InterferonsInibição viral
  18. 19. Resposta imune contra as infecções <ul><li>Uma infecção inicial, uma vez estabelecida, geralmente leva a uma doença perceptível seguida por resposta imune adaptativa eficiente. </li></ul><ul><li>Cura envolve a remoção das partículas extracelulares infecciosas e dos resíduos intracelulares da infecção. </li></ul><ul><li>Em alguns casos, a infecção ou, raramente, a resposta a ela é causa de dano tecidual significante. </li></ul><ul><li>Além da remoção dos agentes infecciosos, a resposta imune adaptativa pode evitar a re-infecção. </li></ul>
  19. 20. Imunidade adaptativa a infeccoes <ul><li>A imunidade adaptativa ocorre quando agentes infecciosos conseguem “escapar” dos mecanismos inatos de defesa, levando à indução da Resposta Imune. </li></ul><ul><li>Torna-se efetiva somente após vários dias, tempo requerido para que linf. B e T proliferem e se diferenciem em cels. efetoras. </li></ul>
  20. 21. Imunidade adaptativa a infeccoes <ul><li>O primeiro passo na imunidade adaptativa é a ativação das cels T nos órgãos linfóides drenantes. </li></ul><ul><li>Antígenos nos tecidos são levados para os órgãos linfóides regionais, onde ocorre apresentação aos Linf.T presentes, enquanto aqueles Ags que estão na corrente circulatória são capturadas pelas APC no baço e a sensibilização das cels. linfóides ocorre na sua polpa branca. </li></ul>
  21. 22. Imunidade adaptativa a infecções
  22. 23. A diferenciação dos linf. TCD4+ em cels efetoras é influenciada pelas citocinas elicitadas pelos patógenos
  23. 24. Mecanismo de defesa contra protozoários intracelulares Th1 ativa os macrófagos, tornando-os altamente microbicidas
  24. 25. Os mecanismos efetores usados para eliminação do patógeno dependem do agente infeccioso <ul><li>Uma resposta adaptativa primária à infecção serve para eliminação da infecção primária e prover proteção contra re-infecção com o mesmo patógeno. </li></ul><ul><li>Entretanto, alguns patógenos persistem por muito tempo, tais como Toxoplasma , Leishmania e herpes vírus. </li></ul>
  25. 26. Memória Imunológica <ul><li>Capacidade do organismo em responder, de forma mais rápida e efetiva, a patógenos encontrados previamente. </li></ul><ul><li>Reflete a pré-existência de populações antígeno-específicas que apresentaram expansão clonal. </li></ul><ul><li>A manutenção da memória imunológica, ainda não é completamente compreendida </li></ul>
  26. 27. Mecanismos de Escape dos Parasitas Inibição de Moléculas MHC classe I Liberação de antígenos de superfície Resistência aos Acs e complemento (clivagem Latência Bloqueio da fusão do lisossoma Imunossupressão “ Camuflagem” : Ags do hospedeiro *Variação antigênica Mecanismos de Evasão Imune
  27. 28. Mecanismos de escape dos patógenos <ul><li>Variação antigênica- importante para patógenos extracelulares </li></ul><ul><li>1-Grande variabilidade de tipos antigênicos , por ex., 84 tipos de S. pneumoniae- diferem quanto à estrutura dos polissacarídeos de sua cápsula. </li></ul>
  28. 29. Mecanismos de escape dos patógenos <ul><li>Variação antigênica- </li></ul><ul><li>2- Influenza vírus- </li></ul><ul><li>Antigenic drift- mutações pontuais-escapam da neutralização dos Acs, . </li></ul><ul><li>Antigenic shift- troca de material genético entre virus diferentes ou relacionados, levando ao não reconhecimento dos anticorpos </li></ul>
  29. 30. Mecanismos de escape dos patógenos <ul><li>Variação antigênica- </li></ul><ul><li>3-Rearranjo no DNA do patógeno induzindo mudanças nos antígenos principais de superfície (VSG) </li></ul><ul><li>- Plasmodium </li></ul><ul><li>-Trypanosoma </li></ul>
  30. 31. Alguns vírus persistem in vivo, cessando a sua replicação até o desaparecimento da RI <ul><li>Virus entram no estado de latência- não há replicação. </li></ul><ul><li>Não causa doença, mas tampouco não há proteínas virais a serem detectadas pelos componentes da RI. </li></ul><ul><li>Tais infecções latentes podem ser re-ativadas, resultando em doença recorrente. </li></ul>
  31. 32. Alguns patógenos resistem à destruição por mecanismos de defesa ou se utilizam destes para a sua sobrevivênica <ul><li>Mycobacterium tuberculosis : Vive no macrófago, evitando a fusão dos fagossomos com os lisossomos, protegendo-se do efeito do conteúdo lisossomal. </li></ul><ul><li>Listeria monocytogenes : escapa do fagossomo para o citoplasma, multiplica-se rapidamente, e espalha-se para cels. adjacentes, sem alcançar o meio extracelular. </li></ul><ul><li>Toxoplasma gondii : geração de vesícula própria, isola-se da célula, não se funde com nenhuma outra vesícula. Permanece como invisível. </li></ul><ul><li>* Treponema pallidum : evita o reconhecimento dos Acs por se recobrir com proteínas próprias do hospedeiro. </li></ul>
  32. 33. Imunossupressão ou respostas imunes inapropriadas podem contribuir para a persistência da doença <ul><li>Estafilococos produzem toxinas, que podem causar supressão da RI. </li></ul><ul><li>Outros patógenos levam a uma imunossupressão transitória durante a fase aguda. </li></ul><ul><li>Infecções oportunísticas - HIV </li></ul><ul><li>Hanseníase-imunossupressão da imunidade celular ou humoral, levando as duas formas da doença. </li></ul><ul><li>Hanseníase lepromatosa </li></ul><ul><li>Hanseníase tuberculoide </li></ul>
  33. 34. Respostas Imunes podem contribuir diretamente para a patogênese <ul><li>Hanseníase – Formação de granulomas </li></ul><ul><li>RSV (respiratory syncytial virus)- Indução de broncoespasmo e aumento da secreção de muco. </li></ul><ul><li>Esquistossomose- Ativação excessiva de Th2 - RI exacerbada levando à inflamação crônica, fibrose hepática e, eventualmente, a dano hepático e cirrose. </li></ul>

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