" A importância dos exames
bioquímicos na prática clínica"
Bioquímica
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estuda principalmente as reações químicas dos processos
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O conhecimento da bioquímica é essencial
a todas as ciências da vida
Genética
Fisiologia
Imunologia
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Qual é a importância da bioquímica
nos exames laboratoriais ?
A importância dos exames
laboratoriais
- Os exames laboratoriais além de colaborar com o
diagnóstico, também tem um papel ...
Importante :
1) No entendimento e manutenção da saúde;
2) No entendimento e no tratamento eficiente de
doenças.
Laboratório de BioquímicaLaboratório de Bioquímica
ClínicaClínica
- Os exames bioquímicos são exames
complementares que devem ser analisados em
conjunto com outros exames, como o hemograma...
Qual é a importância dos exames
bioquímicos ?
Exames Bioquímicos
Objetivos:
- Confirmar um diagnóstico;
- Proporcionar diretrizes em relação aos
cuidados com o paciente...
Os testes de bioquímica compreendem
mais de um terço de todas as
investigações laboratoriais de um
hospital
Laboratório Clínico
“ A qualidade do resultado de um exame
laboratorial começa a ser construída
no momento da coleta”
- Cuidado desde o ato de coletar, passando pelo momento de
obtenção da amostra e levando-se em conta o tempo e todas
as al...
- Interferência nas provas laboratoriais:
• Características do teste – metodologia adequada, fatores
técnicos e medicament...
Quais amostras são usadas para as
análises bioquímicas?
Principais grupos de exames
laboratoriais bioquímicos
- Os exames laboratoriais mais comuns incluem:
1) Dosagens de eletró...
Coleta de sangue
1) Coleta
Coleta de Sangue
- Aspectos a serem considerados antes da coleta:
a) Uso de medicamentos (pode modificar o verda...
b) Dieta prévia
A ingestão predominante de certos alimentos influi nos
resultados de exame de laboratório
Ex: Dieta rica e...
Significa a não ingestão de alimentos ou líquidos como sucos, leite
etc. É permitido a ingestão de pequena quantidade de á...
Jejum obrigatório de 8 horas
Lipase, Complemento Sérico, Chagas, Mucoproteínas, FAN (é um exame
laboratorial ,que serve pa...
d) Horário
-Padronização em relação ao ritmo circadiano (hormônios)
-Padronização em relação à atividade física
e) Estado ...
f) Postura
Certas proteínas e alguns elementos ligados a elas, podem sofrer
variações quando um indivíduo adota uma postur...
i) Álcool
A ingestão de bebidas alcoólicas até 48 horas antes de se coletar o
sangue provoca alterações importantes nas co...
2) Relativos à amostra a ser obtida
2.1) Manuseio da amostra
2.2) Material para a punção (tubos a vácuo, seringas, etc...)...
Qual é a diferença entre soro e
plasma?
Obtenção de soro (sem
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Alguns utilizados na clínica:
Coleta de urina
URINA
Preparação do paciente:
• Uso de medicamentos;
• Higiene da genitália externa;
• Coleta (EAS – exame de elementos an...
-A urina fornece informações sobre muitas das principais funções
metabólicas do organismo.
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Exame físico
- Volume
- Cor
- Aspecto
- Reação de pH
- Densidade
Exame químico qualitativo
Tiras reagentes
- Pesquisam: glicose, corpos cetônicos, bilirrubina,
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Testes na urina
Proteínas – pelo ácido sulfossalicílico;
Glicose – Reativo de Benedict;
Urobilinogênio – Reativo de Ehrlic...
Coleta de fezes
EXAMES DE FEZES:
O exame de rotina de fezes compreende as análises macroscópicas, microscópicas e
bioquímicas para a detec...
Cálculo Renal
A análise físico-química do cálculo renal é de grande importância clínica na
orientação preventiva da calcul...
Análise do líquor
Para análise qualitativa, o líquor é comumente obtido por punção lombar. Uma
amostra de líquor é freqüen...
Momento de punção
Distúrbios Bioquímicos e Doenças que
Alteram os Exames Bioquímicos
=
Muitas doenças ocorrem por alterações
bioquímicas:
Exemplos:
1) Mutações ou ausência de proteínas e enzimas;
Anemia falc...
Agregação Protéica
Mutação pontual
Ex: Anemia falciforme
mutação
Hemoglobina – cadeia
β
Os genes γ, δ , e β são encontrados
no cromossomo 11
Normal
• forma de disco
• flexibilidade
• facilidade de fluir através dos pequenos vasos
sanguineos
• vida : 120 dias
Falc...
Processo fisiopatológico de falcização
2) Metabólitos formados em excesso e acumulados
no organismo:
Artrite gotosa
icterícia
Ácido úrico
bilirrubina
3) Excesso ou deficiência de hormônios;
Síndrome de Cushing
Excesso de cortisol
Pé diabético (excesso
de glicose no sangue...
aterosclerose
4) Deficiências no metabolismo de lipídeos
Acúmulo de colesterol -
hipercolesterolemia
- Aproximadamente 400 mil pessoas morrem anualmente
no Brasil de doenças cardiovasculares; O equivale a
1.095 óbitos por d...
Quais são os responsáveis pela formação da placa de
ateroma?
O que ocasiona a aterosclerose?
Por que a formação de trombos...
A formação da placa de ateroma acredita-se ser uma
resposta inflamatória crônica da parede arterial
despertada por algum t...
Aterogênese
As placas de ateroma são obstruções fixas dos vasos
sanguíneos que levam à isquemia
Isquemia – Caracterizada não somente por insuficiência de
oxigênio, mas também pela não chegada de nutrientes as
células e...
Parede vascular
LDL modificada
Derivatização - glicosilação
de apo B 100
Oxidação - degradação de
apo B 100 por superóxidos
Os macrófagos captam a LDL oxidada
formando as células esponjosas
Macrófago Célula Espumosa
Espécies ativas do
oxigênio Vi...
Células espumosas
Migração celular
Componentes da placa
Placa de ateroma que causava a obstrução, retiradaPlaca de ateroma que causava a obstrução, retirada
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Dosagens de lipídeos
Análise das proteínas e
lipoproteínas
1) Eletroforese
A eletroforese de proteínas (EFP) no soro é uma técnica simples para...
Lipidograma
↑ VLDL ↑ VLDL
↑ Quilomícrons
Classificaçã
o segundo
Frederikson
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
• É uma síndrome clínica resultante do fluxo arterial
coronariano deficiente para uma áre...
Segundo o clássico critério da Organização Mundial da
Saúde (OMS) para diagnóstico do IAM, são necessários
dois dos três e...
Enzimologia
Enzimas e a Clínica Médica
Além do papel central das enzimas na
bioquímica, a atividade das enzimas no
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ENZIMAS
• São proteínas que podem proceder de diversos órgãos e
espaços celulares, estando solúveis ou fixadas à membrana
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Não-plasma específicas
Produzidas pelas células durante o metabolismo celular
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Liberação de enzimas a partir de células
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• a proporção das enzimas varia de tecido para tecido
• tempo de aparecim...
COMO PROCEDER PARA LOCALIZAR A
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• Medir as enzimas órgão-específicas
• Determinar as isoenzimas *
• Fazer um mapa enz...
Diagnóstico Específico
Isoenzimas ou isozimas
- Enzimas intracelulares que catalisam a mesma
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CREATINA-FOSFOQUINASE (CK)
- Esta enzima músculo-específica que tem a
função de catalisar a reação pela qual o fosfato
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ISOENZIMAS
- A CK também pode decompor-se em duas subunidades B
(brain), M (muscle). para a formação de uma molécula ativa...
Dímero: subunidades B e M 3 isoenzimas
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MB CK2/CPK2 Coração (15 a 40%) e mú...
- A primeira a subir no plasma é CK –MB, que geralmente atinge
seu pico máximo 24 horas após a dor precordial;
- Sua eleva...
Valor de referência:
CK- Total - homens: varia de 15 a 160 U/L
- mulheres: varia de 15 a 90 U/L
CK-MB - abaixo de 16 U/L
VALORES ELEVADOS
- Infarto
- Distrofia muscular progressiva
- Hemofilia grave (sangramento muscular)
- AVC
- Alcoolismo cr...
Lactato Desidrogenase (LD ou LDH)
• A LDH pode decompor-se em duas subunidades: H,
isoladas de tecido cardíaco e M, isolad...
Lactato desidrogenase - LDH
Lactato Piruvato
NADox NADred
Tetrâmero: subunidades M e H 5 isoenzimas
Composição Tipo Locali...
Padrão normal e alterado das isoenzimas
LDH no soro humano
A: paciente com infarto do miocárdio
B: paciente normal
C: paci...
TGO - Transaminase glutâmico oxalacética
TGP - Transaminase glutâmico pirúvica
Presentes nas células do fígado, coração, m...
AMINOTRANSFERASES OU
TRANSAMINASES
• Constituem parte das provas de função hepática que, na
verdade, avaliam o aspecto ana...
AMINOTRANSFERASES
• A ALT restringe-se ao citoplasma das células, enquanto a AST
está presente também nas mitocôndrias. Is...
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
Infarto Agudo do Miocárdio
Proteínas
- A troponina T (TnT), a troponina I (TnI) e a mioglobina são
marcadores do infarto de natureza protéica que não...
Mioglobinas
- Possui peso molecular de 17.800 dáltons;
- Presente na musculatura estriada e cardíaca (se localiza no
citop...
- Funciona como marcador de necrose miocárdica, devido a sua
liberação precoce na circulação, em torno de 1 a 3 horas após...
Metodologias empregadas
• Métodos que analisam o consumo de substrato
• Métodos que analisam o produto formado
• Métodos q...
Dosagem de ALT/TGP
Dosagem de Creatina
quinase
- O mundo da ciência laboratorial está sempre
em mudança e traz muitos desafios;
- Se manter atualizado sobre avanços
tecn...
Fim
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  1. 1. " A importância dos exames bioquímicos na prática clínica"
  2. 2. Bioquímica - (bios «vida» + kymos «química») - É uma ciência que estuda principalmente as reações químicas dos processos biológicos que ocorrem em todos os seres vivos.
  3. 3. O conhecimento da bioquímica é essencial a todas as ciências da vida Genética Fisiologia Imunologia Farmacologia e farmácia Toxicologia Patologia Microbiologia Botânica Zoologia Bioquímica Biologia celular e molecular
  4. 4. Qual é a importância da bioquímica nos exames laboratoriais ?
  5. 5. A importância dos exames laboratoriais - Os exames laboratoriais além de colaborar com o diagnóstico, também tem um papel muito importante dentro da medicina preventiva,os exames laboratoriais quando bem realizados tem colaborado bastante em várias patologias. - Por muitas vezes determina o caminho que o clínico deve seguir;
  6. 6. Importante : 1) No entendimento e manutenção da saúde; 2) No entendimento e no tratamento eficiente de doenças.
  7. 7. Laboratório de BioquímicaLaboratório de Bioquímica ClínicaClínica
  8. 8. - Os exames bioquímicos são exames complementares que devem ser analisados em conjunto com outros exames, como o hemograma e a urinálise, para auxiliarem o diagnóstico clínico; - Várias determinações bioquímicas simultâneas são importantes para a avaliação da função de um ou mais sistemas do organismo.
  9. 9. Qual é a importância dos exames bioquímicos ?
  10. 10. Exames Bioquímicos Objetivos: - Confirmar um diagnóstico; - Proporcionar diretrizes em relação aos cuidados com o paciente; - Estabelecer prognóstico; - Monitorar terapias medicamentosas; - Detectar patologias.
  11. 11. Os testes de bioquímica compreendem mais de um terço de todas as investigações laboratoriais de um hospital
  12. 12. Laboratório Clínico
  13. 13. “ A qualidade do resultado de um exame laboratorial começa a ser construída no momento da coleta”
  14. 14. - Cuidado desde o ato de coletar, passando pelo momento de obtenção da amostra e levando-se em conta o tempo e todas as alterações possíveis que ocorrer na amostra obtida até o momento em que ela será processada, isto é, quando o exame for realizado. - Utilização de métodos analíticos adequados e aparelhagem e instrumental propícios, recursos humanos treinado na técnica e nos fundamentos científicos, segurança, informatização, etc... Qualidade dos resultados
  15. 15. - Interferência nas provas laboratoriais: • Características do teste – metodologia adequada, fatores técnicos e medicamentosos • Obtenção, controle e conservação da amostra • Armazenamento da amostra • Valores de referência/ Valores desejáveis/Normais Análises bioquímicas
  16. 16. Quais amostras são usadas para as análises bioquímicas?
  17. 17. Principais grupos de exames laboratoriais bioquímicos - Os exames laboratoriais mais comuns incluem: 1) Dosagens de eletrólitos: Sódio, potássio,bicarbonato, cloreto, cálcio, fosfato e magnésio; 2) Função renal: uréia e creatinina; 3) Função hepática: bilirrubina e as enzimas marcadoras hepáticas; 4) Glicose plasmática; 5) Lipídios: colesterol total, triglicerídeos, lipoproteínas; 6) Exames endócrinos: hormônios da tireóide, cortisol, gonadotrofinas e esteróides, hormônios hipofisários; 7) Marcadores tumorais; 8) Fármacos (medicamentos); 9) Análises toxicológicas; 10) Marcadores cardíacos
  18. 18. Coleta de sangue
  19. 19. 1) Coleta Coleta de Sangue - Aspectos a serem considerados antes da coleta: a) Uso de medicamentos (pode modificar o verdadeiro resultado de um exame bioquímico) - Algumas drogas elevam e outras diminuem o valor real do exame Ex: Glicocorticóides (efeito hiperglicemiante); Vitamina C (propriedade redutora), Aspirina, Anticoncepcionais e Antibióticos alteram os valores de alguns exames, sendo indicado, em alguns casos, a suspensão da droga antes de coletar o material. Lembrar de sempre informar à recepção o uso de toda e qualquerLembrar de sempre informar à recepção o uso de toda e qualquer medicação que estiver utilizando.medicação que estiver utilizando.
  20. 20. b) Dieta prévia A ingestão predominante de certos alimentos influi nos resultados de exame de laboratório Ex: Dieta rica em proteína (uréia elevada) c) Jejum Toda vez que um exame bioquímico de sangue for solicitado em caráter de não urgência, é bastante aconselhável e muitas vezes indispensável que o paciente faça jejum, por um período de tempo, cerca de 12 a 14 horas, durante o qual não há, em geral, necessidade de restrição de água
  21. 21. Significa a não ingestão de alimentos ou líquidos como sucos, leite etc. É permitido a ingestão de pequena quantidade de água como um copo de 200 ml. Jejum não obrigatório Hemograma, Bilirrubina, Coagulograma, Grupo Sanguíneo + Fator Rh, TSH, Cloro, Creatinina, YGT, Sódio, Potássio, TGO, TGP, Prolactina. Jejum obrigatório de 4 horas Testosterona Total e Livre, Progesterona, T3, T4, Amilase, Uréia, Ácido Úrico, FTA-ABS (detectar sífilis - teste de absorção de anticorpos por fluorescência para treponema) Jejum
  22. 22. Jejum obrigatório de 8 horas Lipase, Complemento Sérico, Chagas, Mucoproteínas, FAN (é um exame laboratorial ,que serve para diagnosticar distúrbios auto-imunes como: lúpus eritematoso (LES), Esclerose sistêmica progressiva (ESP), Doença mista dos tecidos conjuntivos (DMTC) e Síndrome de Sjogren ), Rubéola, Látex (é teste sorológico que tem como função identificar a presença do fator reumatóide (FR) um grupo de auto-anticorpos das classes IgG, IgM e IgA, para a identificação prévia do processo patológico típico da artrite reumatóide (AR), Colesterol Total, Glicose, Frutosamina (este exame é capaz de apresentar o controle glicêmico das últimas 4 a 6 semanas). Jejum obrigatório de 12 horas Colesterol HDL, LDL, VLDL, Triglicérides, Lipídios totais, Gastrina, Eletroforese de Lipoproteína, Lítio.
  23. 23. d) Horário -Padronização em relação ao ritmo circadiano (hormônios) -Padronização em relação à atividade física e) Estado emocional -Estados de estresse e ansiedade podem provocar distúrbios no equilíbrio ácido-base, aumentando os níveis de lactato, ácidos graxos livres, curva glicêmica, gasometria arterial em uma criança chorando, etc., é conveniente estarmos relaxados nos momentos que antecedem e durante a coleta sanguínea.
  24. 24. f) Postura Certas proteínas e alguns elementos ligados a elas, podem sofrer variações quando um indivíduo adota uma postura ereta após um período de reclinação, como o Cortisol, Tiroxina, Hematócrito. g) Esforço Físico Exercícios intensos (subir escadas, correr, andar de bicicleta, nadar, etc.) feitos até 2 dias antes de efetuar a coleta de sangue podem alterar significativamente o resultado de alguns exames como: Glicose, CK, LDH, Lactato, Creatinina, Fatores de Coagulação. h) Fumo O fumo pode comprometer alguns exames como Lípase, Amilase, Colesterol, Glicose, Hemoglobina, Metahemoglobina e Carboxihemoglobina.
  25. 25. i) Álcool A ingestão de bebidas alcoólicas até 48 horas antes de se coletar o sangue provoca alterações importantes nas concentrações de diversos elementos, tais como: Colesterol, Glicose, TGO, TGP, Fosfatase Alcalina, Triglicérides, Ácido Úrico, Gama GT, etc. j) Relações Sexuais O ato sexual é prejudicial ao espermograma e ao PSA, necessitando de um período de abstinência de no mínimo 3 dias (lembrar que o sexo é um esforço físico).
  26. 26. 2) Relativos à amostra a ser obtida 2.1) Manuseio da amostra 2.2) Material para a punção (tubos a vácuo, seringas, etc...) 2.3) Recipientes para receber o sangue a) Obtenção do soro b) Obtenção do plasma ou sangue total (anticoagulantes)
  27. 27. Qual é a diferença entre soro e plasma?
  28. 28. Obtenção de soro (sem anticoagulantes)
  29. 29. Anticoagulantes Alguns utilizados na clínica:
  30. 30. Coleta de urina
  31. 31. URINA Preparação do paciente: • Uso de medicamentos; • Higiene da genitália externa; • Coleta (EAS – exame de elementos anormais e Urina de 24 horas); • Recipiente para colocação da amostra; • Identificação do material colhido; • Tempo decorrido entre a coleta e a realização do exame, transporte, contaminação e decomposição do material a ser analisado.
  32. 32. -A urina fornece informações sobre muitas das principais funções metabólicas do organismo. -Podem ocorrer grandes variações na concentração dessas substâncias, devida á influência de fatores como a ingestão alimentar, atividade física, o metabolismo orgânico, a função endócrina e até mesmo a posição do corpo. -Outras substâncias encontradas são hormônios, vitaminas e medicamentos. Embora não fazendo parte do filtrado plasmático original, a urina também pode conter elementos como células, cristais, muco e bactérias. Quantidades aumentadas destes elementos muitas vezes são indícios de doença. O volume de urina depende da quantidade de água excretada pelos rins.
  33. 33. Exame físico - Volume - Cor - Aspecto - Reação de pH - Densidade
  34. 34. Exame químico qualitativo Tiras reagentes - Pesquisam: glicose, corpos cetônicos, bilirrubina, urobilinogênio, proteína, hemoglobina e determinam pH. Algumas indicam a densidade, mas com precisão discutível - Detecção de hCG (gonadotropina coriônica humana) - Obs: Há aparelhos computadorizados, que medem a absorvância nas tiras reagentes e fornecem as diversas taxas dos elementos eliminados na urina.
  35. 35. Testes na urina Proteínas – pelo ácido sulfossalicílico; Glicose – Reativo de Benedict; Urobilinogênio – Reativo de Ehrlich.
  36. 36. Coleta de fezes
  37. 37. EXAMES DE FEZES: O exame de rotina de fezes compreende as análises macroscópicas, microscópicas e bioquímicas para a detecção precoce de sangramento gastrintestinal, distúrbios hepáticos e dos ductos biliares e síndromes de malabsorção. De igual valor diagnóstico são a detecção e identificação das bactérias patogênicas e parasitas. A coleta de fezes tem recomendações especiais, segundo as finalidades do exame a que se destinam. As principais finalidades do exame de fezes são: • O estudo das funções digestivas • A dosagem da gordura fecal • As pesquisas de sangue oculto • A pesquisa de ovos e parasitas • A coprocultura.
  38. 38. Cálculo Renal A análise físico-química do cálculo renal é de grande importância clínica na orientação preventiva da calculose. São avaliados os aspectos macroscópicos, como tamanho, cor, forma, consistência, além da análise bioquímica, na qual são identificados os elementos presentes. Os elementos freqüentemente encontrados são oxalato de cálcio, ácido úrico, fosfato amoníaco magnesiano e, mais raramente, cistina.
  39. 39. Análise do líquor Para análise qualitativa, o líquor é comumente obtido por punção lombar. Uma amostra de líquor é freqüentemente obtida durante outros testes neurológicos. Líquido cefalorraquidiano (LCR)   Líquido aquoso, incolor e transparente encontrado nos ventrículos cerebrais, e ao redor da medula espinhal.   Objetivos: - Diagnóstico de infecções (por exemplo, bacteriana, micobacteriana, fúngica, viral, protozoária), certas doenças inflamatórias (esclerose múltipla, síndrome de Guillain- Barre, vasculite), hemorragia subaracnóidea, carcinomatose leptomeníngea. - Administração de medicação intratecal (corticosteróides,antibióticos e agentes quimioterápicos), contraste radiológico ou como via para administração de anestésicos. - Terapêutico, particularmente na hipertensão intracraniana benigna (pseudotumor cerebri), para a redução de pressão de LCR e exames laboratoriais.
  40. 40. Momento de punção
  41. 41. Distúrbios Bioquímicos e Doenças que Alteram os Exames Bioquímicos
  42. 42. = Muitas doenças ocorrem por alterações bioquímicas: Exemplos: 1) Mutações ou ausência de proteínas e enzimas; Anemia falciforme
  43. 43. Agregação Protéica Mutação pontual Ex: Anemia falciforme
  44. 44. mutação Hemoglobina – cadeia β Os genes γ, δ , e β são encontrados no cromossomo 11
  45. 45. Normal • forma de disco • flexibilidade • facilidade de fluir através dos pequenos vasos sanguineos • vida : 120 dias Falciforme • forma de foice • rígida • com frequência obstrue pequenos vasos sanguineos • vida : 10 a 20 dias
  46. 46. Processo fisiopatológico de falcização
  47. 47. 2) Metabólitos formados em excesso e acumulados no organismo: Artrite gotosa icterícia Ácido úrico bilirrubina
  48. 48. 3) Excesso ou deficiência de hormônios; Síndrome de Cushing Excesso de cortisol Pé diabético (excesso de glicose no sangue) Diabetes
  49. 49. aterosclerose 4) Deficiências no metabolismo de lipídeos Acúmulo de colesterol - hipercolesterolemia
  50. 50. - Aproximadamente 400 mil pessoas morrem anualmente no Brasil de doenças cardiovasculares; O equivale a 1.095 óbitos por dia, 45 por hora e quase dois a cada minuto; - Nos Estados Unidos, calcula-se mais de meio milhão o número de óbitos devido a elas, sendo a aterosclerose a principal causa.
  51. 51. Quais são os responsáveis pela formação da placa de ateroma? O que ocasiona a aterosclerose? Por que a formação de trombos ? Existem colesterol bom e colesterol ruim?
  52. 52. A formação da placa de ateroma acredita-se ser uma resposta inflamatória crônica da parede arterial despertada por algum tipo de agente que causa lesão na parede do vaso. Agentes como: hiperlipedimia, vírus, toxinas, bactérias, hipertensão, fumo e agressão autoimune.
  53. 53. Aterogênese As placas de ateroma são obstruções fixas dos vasos sanguíneos que levam à isquemia
  54. 54. Isquemia – Caracterizada não somente por insuficiência de oxigênio, mas também pela não chegada de nutrientes as células e remoção inadequada de metabólitos de excreção;
  55. 55. Parede vascular
  56. 56. LDL modificada Derivatização - glicosilação de apo B 100 Oxidação - degradação de apo B 100 por superóxidos
  57. 57. Os macrófagos captam a LDL oxidada formando as células esponjosas Macrófago Célula Espumosa Espécies ativas do oxigênio Vitaminas LDL oxidada LDL H2O2, etc. E, C, A -+ Papel da LDL na Aterosclerose 
  58. 58. Células espumosas
  59. 59. Migração celular
  60. 60. Componentes da placa
  61. 61. Placa de ateroma que causava a obstrução, retiradaPlaca de ateroma que causava a obstrução, retirada pela cirurgiapela cirurgia
  62. 62. Dosagens de lipídeos
  63. 63. Análise das proteínas e lipoproteínas 1) Eletroforese A eletroforese de proteínas (EFP) no soro é uma técnica simples para separar as proteínas do soro.
  64. 64. Lipidograma
  65. 65. ↑ VLDL ↑ VLDL ↑ Quilomícrons
  66. 66. Classificaçã o segundo Frederikson
  67. 67. Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) • É uma síndrome clínica resultante do fluxo arterial coronariano deficiente para uma área do miocárdio, ocasionando morte celular e necrose; • É caracterizado por dor intensa e prolongada, por alterações eletrocardiográficas agudas e por aumento da concentração plasmática de certas enzimas e proteínas da células miocárdia, denominadas marcadores bioquímicos do IAM.
  68. 68. Segundo o clássico critério da Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnóstico do IAM, são necessários dois dos três elementos seguintes: 1. uma história de dor no peito do tipo isquêmica; 2. modificações evolutivas nos traçados eletrocardiográficos obtidos em séries; 3. elevação plasmática dos marcadores cardíacos.
  69. 69. Enzimologia
  70. 70. Enzimas e a Clínica Médica Além do papel central das enzimas na bioquímica, a atividade das enzimas no sangue fornece informações importantes para o diagnóstico de doenças. O perfil da atividade de enzimas no soro está relacionado à processos patológicos.
  71. 71. ENZIMAS • São proteínas que podem proceder de diversos órgãos e espaços celulares, estando solúveis ou fixadas à membrana celular, com função de catalisar determinadas reações. • Numerosas enzimas intra e extracelulares podem ser dosadas em soro ou plasma humano. As enzimas intracelulares dotadas de maior importância prática para o diagnóstico clínico estão presentes em quase todas as células corporais. Entretanto, em cada órgão, encontram-se concentrações diferentes, ou seja, cada órgão possui um perfil enzimático que lhe é característico e que o distingue dos outros.
  72. 72. Não-plasma específicas Produzidas pelas células durante o metabolismo celular normal. São enzimas intracelulares, sem função fisiológica no plasma. Enzimas das glândulas endócrinas Orgãos que libertam enzimas quando lesados •Fígado •Coração Nem sempre o ↑ das enzimas quer dizer necrose celular •Pâncreas •Osso •Próstata •Músculo esquelético •Células sanguíneas
  73. 73. Liberação de enzimas a partir de células normais e de células doentes ou expostas a um trauma
  74. 74. Enzimas não-plasma específicas ↑ Atividade de enzimas intracelulares no plasma Estado patológico Extravasamento por lesão tecidual Extravasamento por alteração de permeabilidade da membrana A determinação das atividades de muitas enzimas no plasma é utilizada para fins diagnósticos em várias doenças. O grau de elevação da atividade enzimática no plasma pode auxiliar na avaliação do prognóstico do paciente.
  75. 75. Em termos de diagnóstico deve-se considerar que: • a proporção das enzimas varia de tecido para tecido • tempo de aparecimento destas no plasma é diferente Diagnóstico específico Valor diagnóstico limitado ↑ Concentração no plasma Distribuição tecidual ampla Distribuição tecidual restrita a um ou a poucos tecidos
  76. 76. COMO PROCEDER PARA LOCALIZAR A LESÃO • Medir as enzimas órgão-específicas • Determinar as isoenzimas * • Fazer um mapa enzimático do soro, comparando com padrões das enzimas nos diferentes órgãos.
  77. 77. Diagnóstico Específico Isoenzimas ou isozimas - Enzimas intracelulares que catalisam a mesma reação em diferentes tipos celulares; - Enzimas formadas por várias cadeias polipeptídicas (subunidades) permitindo diferentes associações.
  78. 78. CREATINA-FOSFOQUINASE (CK) - Esta enzima músculo-específica que tem a função de catalisar a reação pela qual o fosfato de creatina cede sua ligação fosfórica ao ADP, formando ATP, o qual proporciona ao músculo energia química destinada a se transformar em trabalho.
  79. 79. ISOENZIMAS - A CK também pode decompor-se em duas subunidades B (brain), M (muscle). para a formação de uma molécula ativa, deve-se formar um dímero. Portanto, temos três isoenzimas: BB, MM e MB.
  80. 80. Dímero: subunidades B e M 3 isoenzimas Composição Tipo Localização BB CK1/CPK1 Cérebro MB CK2/CPK2 Coração (15 a 40%) e músculo esquelético (1 a 2%) MM CK3/CPK3 Músculo esquelético e cardíaco Creatina Fosfocreatina ATP ADP CREATINA-FOSFOQUINASE (CK)
  81. 81. - A primeira a subir no plasma é CK –MB, que geralmente atinge seu pico máximo 24 horas após a dor precordial; - Sua elevação média após o infarto é de 10 a 25 vezes o limite superior da normalidade; - Devido à sua curta meia-vida, retorna ao normal após o terceiro dia. Obs: A CK-MB pode não estar elevada 48 horas após o infarto
  82. 82. Valor de referência: CK- Total - homens: varia de 15 a 160 U/L - mulheres: varia de 15 a 90 U/L CK-MB - abaixo de 16 U/L
  83. 83. VALORES ELEVADOS - Infarto - Distrofia muscular progressiva - Hemofilia grave (sangramento muscular) - AVC - Alcoolismo crônico
  84. 84. Lactato Desidrogenase (LD ou LDH) • A LDH pode decompor-se em duas subunidades: H, isoladas de tecido cardíaco e M, isoladas do tecido muscular. Para formar uma molécula cataliticamente ativa, são necessárias quatro subunidades ligadas, um tetrâmero. Portanto, encontramos 5 isoenzimas diferentes: HHHH, HHHM, HHMM, HMMM e MMMM.
  85. 85. Lactato desidrogenase - LDH Lactato Piruvato NADox NADred Tetrâmero: subunidades M e H 5 isoenzimas Composição Tipo Localização MMMM M4 LDH5 Fígado e Músculo Esquelético MMMH M3H LDH4 Fígado e Músculo Esquelético MMHH M2H2 LDH3 Cérebro e Rim MHHH MH3 LDH2 Miocárdio e Hemácias HHHH H4 LDH1 Miocárdio e Hemácias
  86. 86. Padrão normal e alterado das isoenzimas LDH no soro humano A: paciente com infarto do miocárdio B: paciente normal C: paciente com doença hepática Isoenzimas LDH do soro humano foram separadas em acetato de celulose, em pH 8,6 e coradas para enzima.
  87. 87. TGO - Transaminase glutâmico oxalacética TGP - Transaminase glutâmico pirúvica Presentes nas células do fígado, coração, músculo esquelético, rim e pâncreas. Outras enzimas importantes em diagnóstico Transaminases DOENÇA HEPÁTICA INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO TGO eleva-se após 12 horas, atingindo seu pico após 24-36 horas.
  88. 88. AMINOTRANSFERASES OU TRANSAMINASES • Constituem parte das provas de função hepática que, na verdade, avaliam o aspecto anatômico do fígado. Nas lesões do hepatócito acompanhadas de necrose ou simples aumento da permeabilidade celular, a dosagem das transaminases proporciona informações de grande utilidade. • As transaminases são amplamente distribuídas nos tecidos: – TGP (ALT): principalmente no fígado, mas também em coração, músculo e rins. – TGO (AST): coração, fígado, músculo, rins, cérebro, pâncreas e testículos.
  89. 89. AMINOTRANSFERASES • A ALT restringe-se ao citoplasma das células, enquanto a AST está presente também nas mitocôndrias. Isto pode dar uma idéia do grau da lesão. • Valores normais: – AST: 5 a 40 U/ml ou 5 a 17 U.I. – ALT: 5 a 35 U/ml ou 4 a 13 U.I.
  90. 90. Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
  91. 91. Infarto Agudo do Miocárdio
  92. 92. Proteínas - A troponina T (TnT), a troponina I (TnI) e a mioglobina são marcadores do infarto de natureza protéica que não são enzimas;
  93. 93. Mioglobinas - Possui peso molecular de 17.800 dáltons; - Presente na musculatura estriada e cardíaca (se localiza no citoplasma da célula); - Se liga ao oxigênio, facilitando o seu deslocamento na célula muscular e na reserva; - Ela é lançada no espaço intersticial,e por ser pequena, se move rapidamente caindo na circulação sistêmica.
  94. 94. - Funciona como marcador de necrose miocárdica, devido a sua liberação precoce na circulação, em torno de 1 a 3 horas após o infarto; - Pode atingir seu pico plasmático também precocemente, em cerca de 4 a 7 horas; - Cerca de 24 a 36 horas depois já não se encontra mais na corrente sanguínea; - A maior desvantagem do emprego da mioglobina como marcador do infarto é a sua baixa especificidade. (várias injúrias das musculaturas esquelética e cardíaca) Obs: Todavia, um resultado negativo para a mioglobina após 3 horas, é de excelente valor preditivo.
  95. 95. Metodologias empregadas • Métodos que analisam o consumo de substrato • Métodos que analisam o produto formado • Métodos que analisam a variação de absorção da coenzima que participa da reação enzimática • Métodos otimizados • Outros métodos
  96. 96. Dosagem de ALT/TGP
  97. 97. Dosagem de Creatina quinase
  98. 98. - O mundo da ciência laboratorial está sempre em mudança e traz muitos desafios; - Se manter atualizado sobre avanços tecnológicos, as novas patologias e os padrões da prática laboratorial revisados, é a maior tarefa dos educadores e profissionais de medicina laboratorial.
  99. 99. Fim

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