Anuário 2011 (4 mb)

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Anuário 2011 (4 mb)

  1. 1. br.kindernothilfe.orgAnuário 2011
  2. 2. Página 02 ÍNDICE > ANUÁRIO 2011 Índice Anuário 2011 > Página 04 > Página 07 > Página 08 > Página 13 > Página 14 03 Atuando com as crianças por um futuro digno 10 Ajuda concreta A Kindernothilfe: identidade, metas, apoio Os desafios do nosso trabalho em 30 países 04 Nós ouvimos a opinião das crianças 12 O trabalho no exterior Relatório da Diretoria Executiva Exemplos de projetos em seis países 07 Agora é oficial: As crianças podem expressar as 18 Relatório financeiro suas queixas junto à ONU Resultado consolidado da Associação e da Fundação Protocolo Facultativo da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança 20 Ajuda em todo o mundo Países, projetos, crianças 08 Chifre da África Assistência Humanitária ontem e hoje Contas Bancárias Impresso Título de Capa: Jacob Studnar KD-Bank Duisburg Stadtsparkasse Duisburg Tradução: Márcia Sant’Ana, Editores: Conta: 45 45 40 Conta: 201 004 488 M.A. Kindernothilfe e.V. Agência: 350 601 90 Agência: 350 500 00 Revisão: brasilingua IBAN: DE92 3506 0190 0000 4545 40 Düsseldorfer Landstraße 180 Gráfica: Knipp GmbH BIC: GENODED1DKD 47249 Duisburg, Deutschland Para facilitar a leitura não foi Tel.: 00 49.203.7789-0 feita a distinção entre as formas Status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) Fax: 00 49.203.7789-118 masculinas e femininas dos Serviço de substantivos nesta publicação. Contudo, subentende-se os dois Selo de Donativos Atendimento: 00 49.203.7789-111 gêneros. E-mail: info@kindernothilfe.de A Kindernothilfe garante a probidade na utilização dos donativos a ela conferidos. Isto é comprovado KNH Brasil, Caixa Postal 433 93001-970 São Leopoldo - RS através do Selo de Donativos, que lhe é concedido Concedido pela anualmente, desde 1992, pelo Instituto Central Redação: Gunhild Aiyub, PricewaterhouseCoopers Alemão para Questões Sociais (DZI), em Berlim. O Guido Oßwald Prêmio Transparência 2010 (Relatório financeiro) certificado atesta a utilização das doações em A Kindernothilfe obteve o primeiro lugar conformidade estatutária e econômica. Design Gráfico: Ralf Krämer
  3. 3. IDENTIDADE E METAS > ANUÁRIO 2011 Página 03Atuando com as criançaspor um futuro dignoNosso futuro:A Kindernothilfe iniciou o seu trabalho em 1959 com cinco afilhados na Índia. Atualmente,apoiamos 779.540 crianças e adolescentes em 30 países, em quatro continentes. Mais de90% dos meios com os quais a Associação se mantem são provenientes de quase 100 mildoadores. Na função de entidade cristã de assistência humanitária a crianças, somosmembros da Diaconia e definimos o nosso trabalho como parte do trabalho ecumênicointernacional de cooperação para o desenvolvimento.Nossa ajuda:A nossa ajuda inicia e se desenvolve a partir das necessidades básicas: alimentação,assistência médica, integração comunitária e educação no seu sentido amplo. Os proje-tos são planejados a longo prazo e têm como finalidade melhorar a situação de vida deuma comunidade de forma sustentável. Através de programas de apadrinhamento, nóspromovemos o bem-estar de muitas crianças. O apadrinhamento possibilita a assistên-cia humanitária a longo prazo e, por este motivo, é uma das formas mais efetivas deapoio. Além do mais, através do apadrinhamento uma criança é fomentada no próprio Foto: Jakob Studnarmeio em que vive. Essa modalidade de apoio ainda possibilita a transformação e odesenvolvimento de bairros e vilarejos. A ajuda à autoajuda é uma forma de auxiliaras pessoas a transporem as barreiras da dependência e a fortalecerem o seu senso deautorresponsabilidade.Nossos parceiros:A Associação não é mantenedora dos projetos no exterior. Em geral, ela trabalha combase em acordos de cooperação entre entidades locais e cristãs. Os 283 parceiros sãoresponsáveis pela gestão do trabalho de projeto. As mantenedoras, munidas de seusprojetos, precisam apresentar à Associação um plano orçamentário e de atividadesanuais, relatórios anuais, bem como um balanço anual avaliado por um auditor inde-pendente. Além disto, são realizadas visitas aos projetos sob gestão dos parceiros edas mantenedoras, para acompanhar o progresso do trabalho, para avaliar as metasatingidas e, de acordo com a análise contábil, para controlar a aplicação dos recursosfinanceiros.Nossas metas: Foto: KNH-PartnerJuntamente com crianças e adolescentes carentes nós nos empenhamos por um futu-ro sem miséria, violência e abuso. As meninas e os meninos que vivem em condiçõesde pobreza extrema necessitam de proteção e apoio. Todavia, não se pode esquecerque esses jovens também têm suas próprias ideias e planos para vencer a pobreza e asdesigualdades socias. Desta forma, é muito importante a nossa colaboração nestaempreitada. Nós queremos fortalecer a autoconfiança desses jovens durante a longacaminhada para o alcance de uma vida independente. Nós orientamos o nosso trabalhode acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. A nossaatenção está direcionada principalmente a criancas em situação de vulnerabilidadesocial. Crianças em situação de rua, crianças trabalhadoras, criança-soldados, órfãos daAids, crianças vítimas de abuso sexual e exploração, bem como crianças portadoras denecessidades especiais que sofrem discriminação e exclusão. Na Alemanha, nós nosengajamos em campanhas e pactos, tanto nacionais como internacionais, para que osdireitos da criança sejam implantados mundialmente. O nosso material informativo eescolar tem por objetivo esclarecer e informar a mídia e o público em geral sobre asituação dos jovens nos países em desenvolvimento, capacitando-os a agir em favor da Foto: Lennart Wallrichpolítica de desenvolvimento.Maiores informações sobre o nosso trabalho podem ser encontradas em nosso site: http://br.kindernothilfe.org/
  4. 4. Página 04 RELATÓRIO DA DIRETORIA EXECUTIVA > ANUÁRIO 2011 Nós ouvimos a opinião das crianças As meninas e os meninos têm o direito de serem ouvidos e de se tornarem os personagens principais de suas vidas. Esta afirmação é parte integrante do preâmbulo do Estatuto da Kindernothilfe desde 2011. Nesse ano, o foco de trabalho concentrou-se na assistência humanitária no Chifre da África, na proteção de crianças nos trabalhos de projeto e na implementação ecológica dos direitos da criança. Preâmbulo do Estatuto: ”A Kindernothilfe inclui e missão e motivação no combate à pobreza, de trabalho sob a direção de Jörg Lichtenberg. A ouve as crianças nos programas e projetos, bem sobretudo a de crianças. Além disto, a implan- mesma equipe foi dividida em quatros grupos de como nos trabalhos das áreas de educação e tação dos direitos da criança no trabalho trabalho, composta por profissionais altamente relações públicas.” Esta é a premissa básica realizado no exterior e na Alemanha exerce um qualificados, e atua na área de proteção da deliberada pela maioria dos associados na papel de grande relevância. Para dar ênfase à criança e de seus direitos. A Kindernothilfe assembleia de 14 de maio de 2011. Desde a mensagem no Estatuto da Kindernothilfe a organizou, em cooperação com a Fundação Karl fundação da associação em janeiro de 1961, a premissa foi citada no preâmbulo. O posiciona- Kübel, três eventos informativos e medidas Kindernothilfe trabalha de acordo com um mento central da criança na Bíblia expresso por voltadas à qualificação profissional de organiza- estatuto adaptado às modificações estruturais Jesus, reflete o espírito dos ideais proclamados ções parceiras na Índia e em Malawi. O grupo de dos programas e da associação. A premissa na Convenção das Nações Unidas sobre os trabalho elaborou uma minuta para todos os principal do Estatuto permaneceu a mesma: Direitos da Criança onde afirma que as meninas e parceiros da Kindernothilfe referente à proteção despertar o amor ao próximo pela situação de os meninos devem ser participados de tudo que da criança nos projetos. Após um acordo vulnerabilidade social de crianças e jovens. Entre lhes diz respeito. realizado na sede da Kindernothilfe, em Duisburg, os anos de 2004 e 2005, iniciou-se um trabalho O “ato de ouvir as crianças“ abre o caminho para entre a Diretoria Executiva, um representante estratégico e conjunto de reestruturação das o diálogo entre as gerações. Os jovens devem dos funcionários e a direção do departamento diversas áreas de atuação da Kindernothilfe. ser reconhecidos – desde o início e com seriedade de recursos humanos, todos os funcionários se Na fase inicial das atividades, a associação – como detentores de direitos. compromenteram em apresentar um atestado fundamentou a complexidade do trabalho e Através da participação social ativa é possível de antecedentes criminais segundo o §30ª do estabeleceu uma coesão interna de valores como fortalecer o potencial dos jovens. Com este Código do Registro Central Alemão. O prazo de a missão, a visão e as diretrizes de ação. O quadro posicionamento, as crianças não serão mais entrega deste documento - dia 1 de outubro de estratégico reelaborado em 2010 foi aprovado vistas como vítimas – mesmo em caso de pobreza 2011 – foi cumprido rigorosamente por todos os em uma declaração conjunta assinada por todas extrema – e terão mais coragem para serem os funcionários. as organizações da Kindernothilfe – as personagens principais de suas vidas e da A minuta sobre a proteção da criança será Associações e Fundações na Alemanha, na sociedade a qual pertencem. deliberada pela Direitoria Executiva e pelo Áustria, em Luxemburgo e na Suíça – em 20 de Conselho Administrativo em 2012. O documento maio de 2011 na conferência anual realizada em Proteção à criança: A Kindernothilfe é uma estabelece a área de proteção à criança, tanto em Viena. No processo de reelaboração do estatuto, a organização que atua ativamente em prol das seu conteúdo como em sua estrutura e Kindernothilfe ressaltou principalmente a crianças, pela realização de seus direitos e pela fundamenta o trabalho da organização. Além, do mensagem do Evangelho como uma forma de sua proteção. Em 2011, foi formada uma equipe mais, regulamenta as diretrizes de procedimento A Kindernothilfe e os parceiros locais deixam as crianças articularem as suas opiniões, como por exemplo, em uma Cúpula do Clima para Crianças.Foto: Kindernothilfe-Partner
  5. 5. Página 05em casos de prevenção e de gestão. No decorrer países no ano de exercício. Em 2010, houve a Em abril de 2011, um grupo de funcionários dados anos, a atriz e embaixatriz da Kindernothilfe, admissão do Simbabwe em nosso programas e já Kindernothilfe da Alemanha e do exterior foramNatália Wörner, e o membro do Conselho iniciamos com alguns projetos nesta região, à Etiópia para elaborar meios de comunicaçãoAdministrativo, Kai Rose, informaram-se sobre como por exemplo, projetos para crianças vítimas para representar os grupos de autoajuda (GAAs).os casos dramáticos de abuso sexual durante do HIV/Aids, de abuso sexual e de violência. Devido às informações obtidas pelo grupo, éas visitas realizadas ao parceiro Ripples Devido à seca no países pertencentes ao Chifre possível saber com maior clareza sobre aInternational, no Quênia. A atriz participou da da África, o Conselho Administrativo aprovou em influência exercida pelo GAA na vida das criançasmaratona caritativa “Crianças em prol de outras novembro de 2011 a admissão da Somália nos e exemplificá-las com diversas fotos e filmes aoscrianças”, organizada pela emissora de televisão programas da associação. Em 2009, a Kinder- doadores, às madrinhas e aos padrinhos. Paraalemã RTL. Durante a maratona a atriz angariou nothilfe fez um levantamento sobre possíveis incentivar o princípio do GAA houve umfundos para a casa de proteção Rippels, projetos de fomento na Somália. Desde 2011, a intercâmbio entre representantes de organiza-que atende a meninas traumatizadas em Kindernothilfe incentiva uma rede de organiza- ções parceiras de Ruanda e do Haiti.consequência de abuso sexual. A doação será ções que luta para erradicar a prática da Primeiramente funcionários hatianos foram àutilizada na construção de uma nova casa de circuncisão feminina. Este tipo de engajamento Ruanda para conhecer o trabalho – de longosproteção para as crianças da instituição. comprova a participação da associação em anos e bem-sucedido – e verificar a possibilidade projetos de cunho específico na região. Após a de implementá-lo no Haiti. Em seguida, umPetição individual: O direito de petição indi- participação de Dietmar Roller como conselheiro funcionário especializado de Ruanda foi ao Haitividual deliberado pela Assembleia Geral da na área de assistência humanitária no Chifre da para implementar o princípio de trabalho doONU no dia 19 de dezembro de 2011, representa África, iniciou-se um trabalho a longo prazo em GAA. À convite da organização USAID, osum grande avanço para fortalecer os direitos Mogadishu e no norte do país. O cargo de membros do Conselho Administrativo e dada criança. Os Departamentos de Educação e de coordenação de assistência a países atingidos Fundação fizeram uma viagem ao Quênia paraRelações Públicas da Kindernothilfe, especial- pela seca foi confiado à Wiebke Weinadt, visitar um projeto cofinanciado na área de HIV/mente, Barbara Dünnweller, especialista em responsável pelas atividades na Somália, no Aids, para estreitar o relacionamento com odireitos da criança, perseguem esta meta com Quênia e na Etiópia. cofinanciador USAID e conhecer melhor amuita determinação. Alcançar esse resultado Durante as semanas nas quais a mída noticiou estrutura do parceiro no país.foi o objetivo de muitas organizações, mas sobre a catástrofe alimentar na região, asomente poucas delas foram persistentes e se Kindernothilfe conseguiu angariar doações no Direitos ecológicos da criança: “Toda a criançaengajaram para atingir essa meta, como foi o montante de 9,2 milhões de euros e firmar tem o direito de crescer em um meio ambientecaso da Kindernothilfe. O ano de 2011 foi cofinanciamentos. A Kindernothilfe utilizou esses intacto, de levar uma vida saudável e terconcluído com uma grande vitória. Agora é recursos financeiros no atendimento emer- perspectivas de futuro” – a implementação destenecessário aguardar o processo de ratificação gencial e no fornecimento de água. No dia 31 de direito foi o tema da Kindernothilfe nos anos deiniciado em 2012 com a assinatura do docu- dezembro de 2011 já haviam sido gastos 2,8 2010 e 2011. Um grupo de trabalho da sede damento por vinte Estados-Membros. milhões de euros e o restante já está orçado para Kindernothilfe impulsionou este tema através de dar continuidade ao trabalho na região afetada. eventos no programa de trabalho e através deEstratégia por país e programa de trabalho: Os ações internas, como por exemplo, “ir para odocumentos de estratégia elaborados para cada Visitas a projetos: Como já havia sido realizado trabalho de bicicleta”. O grupo musical Wisepaís se orientam de acordo com o programa de em anos anteriores, os funcionários das áreas de Guys, no Dia da Igreja, na cidade de Dresden, natrabalho traçado sob critérios bem definidos e programas e de projetos visitaram os parceiros Alemanha, mostrou a um grande público comoconsideram preferencialmente projetos com locais para verificar o andamento do trabalho, os direitos ecológicos da crianças podem serbase nos direitos da criança. Os países Malawi, esclarecer dúvidas, discutir sobre os desafios e divulgados com clareza e emoção. A ação foiÁfrica do Sul, Chile, Guatemala, Indonésia e problemas, bem como para controlar as finanças, planejada em cooperação com a iniciativaFilipinas foram escolhidos como países-piloto estabelecer e avaliar metas e, por fim, para “Plant-for-the-Planet” sob a direção de Felixpara introduzir a estratégia e avaliar os seus questionar sobre o resultado do projeto. Em 2011 Finkenbeiner. O estande da Kindernothilfe noresultados. foram realizadas quatro viagens focalizando a pavilhão do Dia da Igreja divulgou o mesmoA Kindernothilfe apoiou 983 projetos em 30 constituição e a temática dos projetos: tema e foi muito visitado.A embaixatriz da Kindernothilfe, Natália Wörmer, visitou o Centro de proteção Ripples, no Quênia, para a "Maratona de doações" da emissora de televisão alemãRTL. Foto: Frank Rothe
  6. 6. Página 06 RELATÓRIO DA DIRETORIA EXECUTIVA > ANUÁRIO 2011 Voluntariado: As atividades voluntárias dos alcançar um alto grau de satisfação entre os em 2011 e 19% abaixo da receita alcançada em Grupos de Amigos e de Trabalho da Kindernot- funcionários no local de trabalho e fortalecer o 2010 – principalmente devido às doações para o hilfe estão presentes em aproximadamente sentimento amigável e familiar dentro da própria Haiti e para o Paquistão. Houve um aumento das 50 cidades e regiões da Alemanha e são Kindernothilfe. Os três aprendizes concluíram receitas no que diz respeito ao espólio e ferramentas de divulgação da imagem e do com sucesso o curso profissionalizante em cofinanciamento do Ministério Alemão para perfil da organização, pois alcançam um grande 2011 e foram contratados segundo o §14 do Cooperação Econômica e Desenvolvimento, do número de pessoas. As diversas ações dos Código Alemão de Trabalho de Meio Período e Ministério das Relações Exteriores e da União grupos são acompanhadas profissionalmente Temporário (TzBfG). Um dos funcionários ficará Europeia. Os cofinanciamentos aumentaram em por funcionários da sede. Os encontros locais e na organização até encontrar outra proposta de 11% em comparação com o ano anterior e regionais de voluntários, como por exemplo, o emprego e os outros dois foram contratados perfazem 5,9 da receita geral. As doações encontro dos grupos de trabalho em Glücksburg, regularmente. Além do mais, foram assinados representam, como nos anos anteriores, 90% da no norte da Alemanha, nos dias 30 de abril e 1 de dois contratos com dois estudantes para um maior parte das receitas. Isto reflete a grande maio de 2011, fortalecem o intercâmbio e servem curso universitário de acordo com o sistema dual confiança depositada pelas pessoas no nosso de aperfeiçoamento profissional para ambas as alemão para a área de comunicação informática trabalho. A Kindernothilfe agradece a todos e partes. e um auxiliar de comunicação. Através de um reconhece a sua responsabilidade perante os Em 2011, foi possível intensificar o contato com programa de aperfeiçoamento profissional da doadores. estudantes do ensino básico, médio e estudantes Kindernothilfe, foram oferecidos trinta e três E certamentte continuaremos a “ouvir as universitários. Justamente com este público-alvo cursos internos e quarenta e sete externos. Todos crianças”. Nós sentimo-nos bem próximos à foi viável implementar a missão do estatuto da tiveram uma ressonância postiva dentro da palavra de Jesus: “Na boca das crianças e dos Kindernothilfe no que diz respeito ao trabalho de organização. Os funcionários que frenquentaram pequeninos, é a força que opõe aos teus cooperação realizado na área de educação. Na o curso sobre comunicação verbal e divulgação adversários”. Ele tem o Seu ouvido no coração das área de educação, a campanha juvenil “Act de marca elaboraram um manual o qual é crianças. Tudo o que elas dizem, articulam com Positive” teve uma grande ressonância graças a utilizado por todos os funcionários da dificuldades, gritam ou se calam em situações sua divulgação durante a turnê do grupo organização. Na Diretoria Executiva também desesperadoras, Ele as ouve. Ele abre também os teatral sul-africano “Youth for Christ”. O grupo houveram modificações após a saída de Dietmar nossos ouvidos, para que possamos escutar o que apresentou o drama teatral “What’s killing us Roller no dia 31 de maio de 2011. Em 25 de as crianças têm a nos dizer. Nós participamos da now” quinze vezes, em onze escolas, para um novembro de 2011, o Conselho Administrativo vida delas, estamos presentes quando elas público de 2.946 estudantes. A campanha nomeou como membro da Diretoria Executiva precisam do nosso amparo e as acompanhamos Action!Kidz 2010 foi concluída de forma bem- Christoph Dehn, especialista reconhecido na ao mesmo tempo na caminhada para a saída da sucedida em 2011. O grupo musical Culcha área de desenvolvimento econômico e coopera- pobreza e da violência. Esta é a nossa missão na Candela e a embaixatriz Christina Rau estiveram ção. O senhor Dehn iniciou as suas atividades na esperança de que o direito à justiça e à paz seja presentes na escola vencedora, na cidade Diretoria no dia 1 de fevereiro de 2012. Até realizado para todas as crianças. Schiffdorf, próxima a Bremerhaven, no norte da então, o trabalho da Diretoria estava sendo Alemanha. A campanha bateu um record de executado por Rolf-Robert Heringer e Dr. Jürgen participantes de 6.200 meninas e meninos no Thiesbonenkamp. ano de sua realização. Dr. Jürgen Thiesbonenkamp, Finanças: A grande prontabilidade de colaboração Presidente da Diretoria Executiva Pessoal: Devido ao grande número de pessoas em prol da assistência humanitária no Chifre da Rolf-Robert Heringer, que se candidatam a uma vaga de trabalho na África não prejudicou a assistência contínua Vice-presidente da Diretoria Executiva Kindernothilfe é possível verificar o grau de e a longo prazo do trabalho iniciado inter- Christoph Dehn, popularidade e de respeito pela organização. nacionalmente. A receita geral corresponde a Diretor de Programas e Projetos Também é meta estratégica da Kindernothilfe 61.563.000,00 euros; 20% acima do planejado vorstand@knh.de Desenvolvimento das receitas e despesas 60 Milhões de euros Total das despesas 50 Despesas com fomento de projetos 40 Despesas referente ao trabalho da sede Desenvolvimento das Receitas 30 20 10 Foto: Dietmar Roller 0 1959 1969 1979 1989 1999 2011
  7. 7. LOBBY > ANUÁRIO 2011 Página 07Foto: Pascal Amos Rest Agora é oficial: As crianças podem expressar as suas queixas junto à ONU No dia 28 de fevereiro de 2012, vinte Estados assinaram um documento internacional de muita importância. Esses países foram os primeiros que aprovaram o novo Protocolo Facultativo da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, concedendo às crianças o direito à petição individual. Este foi um marco na caminhada de 12 anos da Kindernothilfe para impor este protocolo de âmbito internacional. Desde 1999, a Kindernothilfe reivindica que a violação dos direitos da línguas oficiais da ONU e encaminhado a todos os Estados-Membros. criança possa ser denunciada pelas próprias vítimas, ou seja, as próprias De 6 à 10 dezembro de 2010: O grupo de trabalho da ONU discute sobre a crianças. Para que isto ocorra, é necessário que todos os recursos legais primeira minuta do texto. tenham sido esgotados no país no qual a criança tenha sofrido tal ato de De 10 à 16 de fevereiro de 2011: Conclusão polêmica da sessão da ONU para violência. No caso de outros protocolos sobre os Direitos Humanos como, dar continuidade às negociações sobre o direito à petição individual para por exemplo, a Convenção sobre os Direitos da Mulher, já é permitido há menores. Muitos dos Estados-Membros procuram elaborar o texto deixando muito tempo o direito de petição individual. Para isto, os Comitês das lacunas no sistema. A proposta de permitir que haja documentos adicionais Nações Unidas são dotados de instrumentos jurídicos vinculativos e os – desenhos elaborados por crianças – para a apresentação de petições Estados-Membros podem reivindicar a alteração de leis para a proteção dos individuais não obteve a sua maioria. Ao final das discusões, o texto votado Direitos Humanos, bem como reivindicar a reparação de direitos violados. foi resultado de um acordo. “E as crianças também têm o mesmo direito de fazer uso deste mecanismo 17 de junho de 2011: O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas de queixa”, afirma Barbara Dünnweller, especialista em direitos da criança aprova por unanimidade a minuta do protocolo de petição individual para e força impulsionadora no processo de introdução do direito de reclamação crianças. individual para menores. 19 de novembro de 2011: A Assembleia Geral da ONU aprova o protocolo. Com o passar dos anos, a Kindernothilfe conseguiu conquistar a adesão à “Uma decisão histórica para as crianças e para os seus direitos", segundo causa de outras organizações não-governamentais. Em março de 2010, foi Barbara Dünnweller. possível comemorar o êxito da decisão unânime do Conselho de Direitos 28 de fevereiro de 2012: Vinte Estados-Membros assinam o Protocolo Humanos das Nações Unidas e o reconhecimento oficial da importância de referente a Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em um protocolo adicional para a petição individual. Genebra. A cerimônia contou com a presença de Kristina Schröder, Ministra Etapas do protocolo: da Família da Alemanha. 24 de março de 2010: O Conselho sobre os Direitos Humanos da ONU reivindica por unanimidade o direito à petição individual para crianças no Para que o protocolo comece a vigorar, ainda é necessário que dez países o sistema das Nações Unidas. “Esta é uma vitória! Com isto, fica confirmado ratifiquem. Vale ressaltar que o trabalho da Kindernothilfe ainda não está que as crianças também são detentoras de direitos”, afirma com satisfação concluído. A Kindernothilfe pretende, em cooperação com outras Barbara Dünnweller. ”Além do mais, os países violadores desses direitos são organizações não-governamentais, iniciar outras campanhas para que um alvo de pressão da opinião pública.” número maior de países aceite o protocolo e o divulgue também. 5 de agosto de 2010: Os grupos de trabalho da ONU responsáveis pela elaboração de um protocolo adicional apresentam a primeira minuta referente Gunhild Aiyub, redatora à petição individual. O documento será traduzido até setembro para todas as gunhild.aiyub@knh.de
  8. 8. Página 08 ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA > ANUÁRIO 2011 Assistência humanitária ontem e hojeFoto: Kindernothilfe A população do Chifre da África luta constantemente contra as consequências devastadoras da seca e da fome. Os anos de 1984 e 2011 foram os que mais maltrataram a região. Nesses dois anos, a Kindernothilfe marcou a sua presença como organização de ajuda humanitária. Do início das nossas atividades até os dias de hoje, a forma de assistência humanitária passou por fortes mudanças. Terra seca a perder de vista, milhares de famílias em fuga, corpos assistência prestada ao país durante a seca, a Kindernothilfe esqueléticos e rostos desesperados. Estas são as imagens da seca que apadrinhou 2.200 crianças órfãs. Para abrigá-las eram construídas recebemos em agosto de 2011 do Chifre de África e que nos deixou instalações adequadadas ou ampliadas as já existentes. “O material estarrecidos. Ao mesmo tempo, estas cenas nos despertou lembranças para construção, como o aço, por exemplo, tinha que ser importado da da seca de 1984 que ocorreu nas mesma região e chocou o mundo Índia”, recorda Luhr, que não via a possibilidade de adquirir o material inteiro. Especialmente na Etiópia, a colheita se perdeu quase por com rapidez na Etiópia. completo. Naquela época, a Kindernothilfe não exitou e se engajou Atualmente a Kindernothilfe dispõe de outros recursos: gêneros ativamente fornecendo ajuda humanitária à região. A forma de alimentícios são fornecidos diretamente à região e transportados por prestar assistência humanitária mundou muito nos últimos anos. fornecedores locais às áreas afetadas. Desta forma, é possível atender A seca de 1984 foi a primeira atuação da Kindernothilfe na África no às vítimas com suprimentos de emergência e fortalecer também a que diz respeito a catástrofes: “ Até então, nós havíamos fomentado economia local. “Graças à nossa rede de parceiros fica mais fácil colocar crianças através de apadrinhamento em países nos quais apoiávamos isto em prática”, afirma Wiebke Weinandt, reponsável atualmente projetos locais”, explica Ute Luhr, coordenadora do Departamento pela coordenação de assistência à seca no Chifre da África. “Além disto, Leste da África – na época da seca ela era coordenadora de projetos na nós construímos há muitos anos centros infantis para atender as Etiópia. A dimensão da crise e o pedido de ajuda das duas organizações crianças em uma situação de catástrofe”, segundo Weinandt “ isto parceiras etíopes fez com que a Kindernothilfe adentrasse uma área possibilita, como no caso da Somália, prestar assistência a meninas e ainda desconhecida: a assistência humanitária. meninos de forma eficiente”. No início, acompanhava-se o parceiro local até os abrigos emergenciais, A extensão e complexidade da assistência humanitária podem ser havia a disponibilização de um programa de alimentação às crianças, observados através das medidas atualmente implementadas pela atendimento médico e roupa. “Na verdade isto se assemelha à Kindernothilfe no Chifre da África. “Juntamente com a distribuição de assistência emergencial, mas antigamente funcionava de uma forma água e alimentos nós construímos, com a ajuda dos moradores, completamente diferente”, relata Luhr. “Os alimentos, por exemplo, tanques de armazenamento de água nas regiões afetadas, auxiliamos tinham que ser transportados por avião fretado que saía da Alemanha. na construção de aquedutos, organizamos oficinas sobre plantio Naquela época a estrutura da Etiópia e a rede de trabalho da eficiente e armazenamento sustentável de cereais e outras atividades, Kindernothilfe não permitiam que o trabalho fosse realizado de outra explica Weinandt, “ fazemos o possível para que a população local forma.” E isto se refere até ao material de construção. Devido à possa se preparar melhor para a próxima seca.”
  9. 9. Página 09 Das 200.000 pessoas beneficiadas pelo trabalho, 130.000 foram crianças (vide o quadro). A ferramenta mais eficiente utilizada pela Kindernothilfe na luta contra a fome foi o trabalho de cooperação e desenvolvimento a longo prazo: “ Em muitas regiões que haviam sido atingidas pela seca, nós incentivamos a formação e atuação de grupos de autoajuda e podemos afirmar que estas pessoas estão melhor preparadas para enfrentar a seca”, relata Weinandt. "É muito gratificante ter desenvolvido e aperfeiçoado durante anos o trabalho de assistência humanitária da Kindernothilfe”, ressalta Rolf- Robert Heringer, vice-presidente da organização e naquela época atuava também na região. “ Mesmo assim, isto não é motivo para não elogiar a atuação dos colegas que ajudaram em 1984 na Etiópia. É importante citar que o trabalho deles foi importantíssimo para a sobrevivência da população, principalmente das ‘crianças esquecidas’ de Makalle.” Em Makalle, próximo à fronteira da Eritreia, foi construído um dos maiores centros de refugiados durante a seca de 1984. No final de 1985, poucas semanas após o seu desativamento, Dieter Kohl, naquela época diretor do Departamento de Relações Públicas da Kindernothilfe, fez uma descoberta assustadora: “Das inúmeras ruelas formadas pelas barracas do acampamento começaram a sair crianças de todos os lados”, relata o diretor estarrecido para a revista da Kindernothilfe: “As crianças caminhavam mudas, não empurravam umas as outras e não sorriam. Os olhares pareciam vazios e os seus rostos tinham uma fisionomia funesta. No total contamos 2.000 crianças órfãs as quais os pais morreram a caminho do ou no centro de refugiados”. Graças a um ação da Kindernothilfe foi possível incluir quase 1.000 crianças emAssistência em 1984(e.): As crianças esquecidas de Makalle. A Kin- programas de apadrinhamento. As outras 1.000 crianças receberamdernothilfe admitiu no programas de apadrinhamento os órfãos. assistência de uma instituição de coordenação da Etiópia e da Áustria.Assistência em 2011 (r.): As famílias recebem sementes resistentes àseca e participam de oficinas agrícolas para que possam garantir aprodução em períodos difíceis. Bastian Strauch, redator bastian.strauch@knh.de Foi assim que ajudamos no Chifre da África A seca ameaça milhões de pessoas com a fome e a morte no Chifre da África. Das 200.000 pessoas que a Kindernothilfe ajudou em situação de catástrofe, 137.000 foram crianças (dados de 15.2.2012). Na Somália e no Quênia, a Kindernothilfe iniciou com o trabalho de assistência emergencial e posteriormente, colocou em andamento projetos sustentáveis a longo prazo. Quênia: A Kindernothilfe prestou assistência a refugiados em Wajir e no Distrito de Samburu, região localizada entre as fronteiras do Quênia e da Somália. As vítimas da seca receberam água, feijão, sal, óleo, bem como alimentação adequada para crianças e recursos para filtrar a água. A Kindernothilfe iniciou programas a longo prazo na região central do Quênia, visando garantir a sobrevivência da população. Para prevenir a falta de água nos períodos de seca e aproveitar a água da chuva, foram construídos tanques de armazenamento de água da chuva. Além do mais, foram criadas medidas para elevar a segurança alimentar, como por exemplo: distribuição de sementes para o plantio, fornecimento de ração para gado, reflorestamento de áreas devastadas, oficinas sobre métodos agrícolas e de armazenamento de água alternativos, reativação de fontes de água e extensão do aqueduto em Makueni, responsável, entre outros, pelo fornecimento de água a escolas. Etiópia: No sudoeste do distrito de Girja e Sawena foram distribuídos alimentos e água à população. Em Dolo Ado, a Kindernothilfe distribuiu kits de alimentação às crianças subnutridas que se encontravam fora dos campos de refugiados. Outra tarefa importante prestar assistência à população local que corria o risco de morrer de fome. A Kindernothilfe planeja trabalhar a longo prazo com os mesmos tipos de projetos implementados no Quênia. As regiões a serem beneficiadas pelos projetos seriam as seguintes: Bench Maji, no sudoeste do país, e Laga Hida na região de Oromia. Somália: A Kindernothilfe construiu quatro centros infantis em Mogadischu, nos quais as crianças refugiadas receberam proteção e alimentos, bem como participaram de aulas e atividades lúdicas. A construção de mais quatro centros já está em andamento. Além do mais, nas cidades de Garadag e Afgoye houve o fornecimento de tanques de água ou de carros-pipa em escolas, de alimentos, de garrafões de água, de utensílios de cozinha, bem como a distribuição de lonas para a construção de acampamentos de emergência.
  10. 10. Página 10 PROJETOS E PROGRAMAS > ANUÁRIO 2011 Ajuda concreta Os desafios do nosso trabalho em 30 países na África, Ásia, América Latina e no Leste Europeu: Afeganistão O índice de mortalidade infantil e de pessoas portadoras e programas, é possível fortalecer a população infantil indígena, suas famí- de necessidades especiais é elevado. Atualmente, apoia- lias e a comunidade local. Além do mais, nós promovemos o ensino profis- mos dois projetos para crianças portadoras de necessidades especiais nas sionalizante e capacitamos a comunidade para reivindicar pelos pelos seus regiões de Kabul e Jalalabad, bem como projetos para meninas e mulheres direitos e pela melhoria da situação de vida. e para divulgação da literatura infantil. Etiópia África do Sul A Etiópia é um dos países mais pobres do mundo. Em 2011, As metas importantes do nosso trabalho são: a redução da o país foi atingido novamente por uma seca devastadora. contaminação de jovens pelo vírus HIV, a diminuição da As crianças sofrem devido a defasagem educacional, o trabalho infantil, as violência contra meninas e a assistência a crianças em situação de risco (por condições precárias de alimentação e as práticas culturais prejudiciais. Além exemplo, órfãos da Aids, crianças em situação de vulnerabilidade e portado- disto, as crianças são desnutridas e portadoras de HIV/Aids, exercem traba- ras de necessidades especiais). lhos exploratórios, não têm acesso à educação e estão expostas a práticas tradicionais nocivas. Os projetos focalizam a proteção e integridade física da Bangladesh criança, bem como outros focos de trabalho como o fortalecimento de famí- Bangladesh faz parte dos países mais pobres do mundo. lias e comunidades, o fomento do ensino profissionalizante e regular, a pre- Quase a metade da população vive abaixo dos limites da venção na área de saúde e alimentação saudável através de agricultura pobreza. A Kindernothilfe apoia crianças carentes, a implementação dos di- sustentável. reitos da criança e o fortalecimento da população civil. Filipinas Bolívia Uma em cada duas crianças vivo abaixo dos limites da po- O desemprego, a subnutrição, a mortalidade infantil e inú- breza. Muitas delas são vítimas de violência doméstica e meras doenças caminham lado a lado do consumo de dro- de abuso. Aproximadamente 1,5 milhões de crianças vivem em situação de gas, da prostituição, da violência e da criminalidade. Através de diversos rua. Para essas crianças e para as trabalhadoras, nós oferecemos programas projetos e programas nós fortalecemos a população infantil indígena, suas para atender às suas necessidades.Os projetos incentivam as crianças atra- famílias e a comunidade na qual vivem. Além disto, nós possibilitamos o vés do acesso à educação infantil e fundamental. acesso à educação profissionalizante e capacitamos a população para a defesa de seus direitos e para a melhoraria da situação de vida. Guatemala Aproximadamente 74% da população indígena e agricul- Brasil tores vivem sob pobreza extrema. Nos fomentamos proje- A diferença entre as classes sociais brasileiras é alarmante. tos na área de educação para crianças em situação de vulnerabilidade, bem A sociedade brasileira é caracterizada por uma pequena como trabalhos preventivos e de intervenção para erradicar a violência e o classe alta e uma grande maioria da população pertence à classe baixa. O abuso sexual. Além do mais, fortalecemos as crianças e os jovens, principal- desemprego, a subnutrição,a mortalidade infantil e diversas doenças cami- mente da população indígena, suas famílias e a comunidade. Nós oferece- nham de mãos dadas com o consumo de drogas, com a prostituição, com a mos cursos de capacitação profissional e preparamos os jovens para reivin- violência e com a criminalidade. A Kindernothilfe fortalece as crianças, suas dicarem seus direiros e para melhorar a situação de vida. famílias e a comunidade. Além do mais, a Associação dá acesso à educação profissionalizante e capacita a comunidade para que a mesma se engaje em Haiti âmbito municipal pela melhoria da situação de vida. Mais de 80% dos haitianos sobrevivem com menos de 1$ dólar por dia. A maioria dos professores não têm uma for- Burundi mação adequada para exercer a profissão. Os pais não conseguem pagar as O Burundi é um dos países mais pobres do mundo. A popu- matrículas escolares. Resultado: mais de 47% dos haitianos são analfabetos. lação sofre há anos com os efeitos provocados pela longa Em nossos projetos as crianças têm acesso à educação e aprendem a conhe- guerra civil. Trabalho, alimentação e solo cultivável são bens quase inexis- cer os seus direitos. As crianças recebem orientação profissional e aprendem tentes neste país. Não há trabalho, alimentos e terra fértil para a população. sobre o meio ambiente e métodos alternativos de plantio. As mulheres e as meninas são as mais desfavorecidas da população burun- diense. Por este motivo, organizamos em cooperação com o nosso parceiro Honduras local grupos de autoajuda que apoiam principalmente crianças. Aproximadamente 66% da população vive abaixo do limi- te nacional da pobreza. Os maiores problemas da socieda- Chile de hondurenha são a violência e o alto índide de criminalidade. Os nossos O Chile é considerado atualmente como um país emergen- projetos têm por finalidade contribuir para a melhoria das condições de te. Contudo, cerca de 20% da população chilena vive em vida de crianças que vivem em situação de risco (crianças portadoras de ne- estado de pobreza; o índice entre a população indígena ainda é mais eleva- cessidades especiais, crianças trabalhadoras e crianças vítimas do vírus HIV/ do. Nós fortalecemos as crianças e os adolescentes, suas famílias e a comu- Aids) e de famílias que vivem no nordeste do país. nidade, capacitamos a população a debater sobre as violações de seus direi- tos e a melhorar a sua situação de vida. Devido ao terremoto ocorrido em Índia 2010, há desemprego, pessoas traumatizadas e falta de moradia. Além do As diferenças entre pobres e ricos aumentam cada vez mais, esses problemas não só se agravaram como também aumentaram a mais. Pelo menos um terço da população vive abaixo dos longo prazo. limites da pobreza. Principalmente os adivasi (os primeiros descendentes dos habitantes da Índia) e os dalits (grupos de pessoas consideradas “ into- Equador cáveis”) vivem às margens da sociedade. A Kindernothilfe focaliza o seu Muitas crianças vivem sob pobreza extrema apesar do de- trabalho nas regiões rurais e nos bairros pobres das grandes cidades para senvolvimento do país.Os cidadãos africanos e de origem que as crianças de famílias desfavorecidas tenham o direito de gozar de um indígena, inclusive crianças, são discriminados. Através dos nossos projetos futuro digno.
  11. 11. Página 11 Indonésia Rússia Com 76 milhões de crianças, a Indonésia é o quarto país A pobreza ainda continua presente neste país; as pessoas com a maior população infantil do mundo. Mesmo assim, portadoras de necessidades especiais e contaminadasos direitos das crianças não são aplicados devidamente. Por isso, nós apoia- pelo vírus HIV/Aids são as mais desfavorecidas. Os nossos parceiros traba-mos os projetos que fortalecem os direitos da criança: aconselhamento de lham com famílias contaminadas pelo vírus HIV/Aids e órfãos sociais na re-meninas e meninos com conflitos legais, assistência/reintegração de crian- gião metropolitana de São Petersburgo. Nessa região, o nosso parceiro diri-ças em situação de rua e portadoras de necessidades especiais, combate ao ge projetos para crianças em situação de rua, programas de incentivo ecomércio infantil e à exploração sexual de pessoas jovens. reabilitação de crianças portadoras de necessidades especiais. Kosovo Simbabwe Mesmo após 11 anos do fim da guerra no Kosovo, não há Segundo informações da Nações Unidas, mais de 1,6 mi- vagas de trabalho suficientes em Mitrovica para os adoles- lhões de crianças são órfãs e vivem em situação de risco;emcentes que concluem cursos profissionalizantes. O centro de formação pro- 100 mil lares os irmãos mais velhos são responsáveis pelos mais novos efissionalizante da Kindernothilfe oferece diversas possibilidades para cubrir pelos afazeres domésticos. Nós oferecemos assistência psicossocial a crian-essa demanda. ças traumatizadas e órfãs, fazemos trabalho de prevenção à Aids para jovens, programas para amenizar as consequências da Aids, projetos comu- Malawi nitários e de agricultura sustentável. Malawi faz parte dos países mais pobres do mundo. O foco do nosso trabalho é a implementação dos direitos da Somáliacriança, programas de incentivo a órfãos (da Aids), programas de esclareci- O país conviveu durante mais de duas décadas com a guer-mento sobre o HIV/Aids, asseguramento da alimentação, grupos de autoa- ra civil e em 2011 foi atingido por duas catástrofes alimen-juda, projetos para crianças em situação de rua e ensino básico. tares. Nós prestamos assistência para mais de 2,5 milhões de pessoas na Somália. Nós distribuímos alimentos, cobertores, instalamos tanques de Namíbia água e prestamos assistência em nossos centros de proteção à criança. O apoio oferecido à república de estudantes da organiza- ção ELCRN foi concluído em 31 de dezembro de 2011. Sri Lanka Mais de um terço das crianças abaixo de cinco anos são Paquistão subnutridas e o desemprego entre os jovens é alto. O nosso Apenas 56% das crianças frequentam o ensino básico e trabalho está focalizado em projetos de combate à pobreza, de acesso à menos da metade conseguiu concluir os estudos. O nosso educação e melhoria do ensino, de integração de crianças portadoras de ne-trabalho focaliza a educação de crianças carentes. Além do mais, nós apoia- cessidades especiais à sociedade e de gestão de catástrofes.mos repúblicas de estudantes em cidades e regiões rurais, bem como proje-tos com finalidades educacionais e comunitárias. Nós apoiamos nas cida- Suazilândiades projetos que prestam assistência a crianças em situação de rua, Dois terços da população vive sob pobreza extrema. Alémrepúblicas para meninas e meninos. Nas região rural, nós incentivamos disto, a Suazilândia tem o maior índice mundial de pessoasprojetos regionais na área de educação e de assistência à comunidade. contaminadas pelo vírus HIV/Aids. Uma em cada três crianças cresce sem um dos pais. As metas importantes do nosso trabalho são: o combate à po- Peru breza através do desenvolvimento comunitário, o atendimento a crianças Quarenta por cento da metade da população vive abaixo órfãs da Aids, o apoio a meninas e a implementação dos direitos da criança. dos limites da pobreza; nas regiões rurais este índice é de83%. Nós nos engajamos para que a melhoria da situação de crianças traba- Tailândialhadoras, crianças portadoras de necessidades especiais, bem como de me- Embora a Tailândia não faça parte dos países mais pobresninas e meninos que estejam expostos a qualquer tipo de poluição prejudi- do mundo, também há muitas pessoas carentes nesta re-cial à saúde. O nosso objetivo é fortalecer as crianças, as suas famílias e a gião. Os nossos parceiros combatem o comércio infantil na região do Triân-comunidade, disponibilizar o acesso à educação profissionalizante e capaci- gulo de Ouro, apoiam crianças carentes das regiões montanhosas, criançastá-las para a defesa de seus interesses. em situação de rua, meninas e meninos portadores e vítimas do vírus HIV. Quênia Uganda Mais da metade da população vive abaixo dos índices míni- Uganda é um dos países mais pobres do mundo. A morta- mos de sobrevivência, a população rural mal consegue so- lidade infantil e o índice de órfãos da Aids são altos. Muitasbreviver devido às mudanças climáticas. O nosso trabalho focaliza o combate crianças precisam trabalhar e, por este motivo, não podem frequentar asà pobreza, a equidade de gênero, a participação de crianças, o apoio de órfãos escolas. Os objetivos importantes do nosso trabalho são o combate à pobre-(da Aids), a proteção a crianças em situação de rua de qualquer tipo de explo- za, assistência a órfãos da Aids e a reintegração de crianças em situação deração, projetos de formação escolar básica e profissional e projetos comunitá- rua.rios visando a reabilitação de crianças portadoras de necessidades especiais. Zâmbia Ruanda A Zâmbia é um dos países mais pobres do mundo. Muitas Durante o genocídio ocorrido em 1994 , mais de um milhão das crianças não têm acesso à educação, sofrem de abusos de pessoas foram assassinadas. Muitas pessoas até hoje e maus-tratos, bem como de trabalho exploratório e de violência. Nós apoia-sofrem com o trauma nacional provocado por esse massacre. As viúvas e os mos projetos comunitários de combate ao trabalho infantil, de esclareci-órfãos vivem frequentemente em situação de pobreza. Principalmente com mento da comunidade sobre o vírus HIV/Aids, grupos de autoajuda, deestes grupos-alvos, o enfoque dos grupos de autoajuda, a formação profis- aconselhamento jurídico e representação judicial de crianças, escolas parasionalizante no setor agrário e o apoio aos órfãos estão dando bons resulta- formação de radialistas, bem como programas de incentivo e reintegraçãodos. Além do mais, são instrumentos sustentáveis de combate à pobreza. de crianças com necessidades especiais.
  12. 12. Página 12 PROJETOS NO EXTERIOR > ANUÁRIO 2011 África Países: África do Sul, Burundi, Etiópia, Malawi, Namíbia, Quênia, Ruanda, Somália, Suazilândia, Uganda, Zâmbia, Zimbábue Crianças: 598.520 Projetos: 244 Orçamento: 17,4 milhões de euros Exemplo de projeto: Curso profissionalizante institucional (Projeto 74101/AA/12) Suazilândia Melhores chances no mercado de trabalho Público-alvo: Jovens carentes provenientes de todas as partes do país que não frequentam a escola por motivos financeiros. Mantenedora: Swaziland Skills Centre (SSC) Duração: 01.01.1985 – 31.03.2014 Modalidade de apoio: Apadrinhamento sem troca de correspondência Orçamento do projeto: 2.556.893 euros Participação da KNH: 205.000 euros Foto: Silvia Beyer - Despesas em 2011: 65.000 euros - Orçamento para 2012: 65.000 euros Responsável: Silvia Beyer, silvia.beyer@knh.de Situação: Dois terços da população da Suazilândia vivem em situação de po- curso de computação para o qual 80 aprendizes se inscreveram. A taxa de breza, sendo que 48% sobrevivem com menos de um euro por dia. A Suazilân- inscrição de 350 Emangaleni será utilizada na manutenção dos novos equipa- dia é o país com o maior índice de infecção pelo HIV no mundo. Os setores de mentos. Os participantes que não têm condições de pagar as taxas, poderão educação e economia são afetados diretamente devido à falta de professores, saldar as suas dívidas através de seus próprios lucros. Através de um novo educadores e de outros profissionais que morrem em consequência da Aids. programa de auxílio à comunidade em Manzini e Siteki, é possivel que a po- Aproximadamente 40% da população suazilandesa está desempregada. Ge- pulação jovem construa casas para os moradores idosos e carentes. O mate- ralmente muitos do centros de formação profissionalizante só contratam as rial para a construção é proveniente de doações e o trabalho é efetuado sob pessoas mais jovens com nível médio de ensino. O ensino é privatizado a par- instrução de profissionais da área. Com isto, os aprendizes colocam em prática tir da terceira série do ensino fundamental. As famílias sem recursos financei- o que aprenderam nos cursos e exercem uma função social na comunidade. ros na maioria das vezes não conseguem pagar as taxas escolares até a con- clusão. Os três centros estão localizados em uma região de fácil acesso e são Planos para 2012: Gerar renda adicional através de um projeto-piloto de for- destinados a jovens carentes provenientes de todas as partes do país. ma que a SSC possa arcar com os custos dos Centros. Oferecer futuramente em Manzini e Siteki a construção de caçambas de caminhão e a pintura de Metas do projeto: Oferecer aos jovens uma formação profissionalizante volta- carros de passeio. Produzir e vender nos dois centros produtos derivados do da ao ensino prático, principalmente às mulheres que devido à falta de um di- leite. O capital inicial para o investimento será disponibilizado pela Kindernot- ploma escolar não têm a possibilidade de aprender uma profissão e de se hilfe. Em 2012, a SSC também pretende obter alguns pedidos de clientes da posicionar melhor no mercado de trabalho. Através da formação profissionali- região. Pela primeira vez, será oferecido um curso de computação para os mo- zante, os jovens terão condições de se candidatar a vagas em uma firma ou radores da região. abrir o seu próprio negócio para garantir a sua subsistência. Além do mais, eles podem contribuir para transpor as barreiras da pobreza no país. Riscos do projeto: A principal entidade financiadora é o governo da Suazilân- dia. Contudo, os pagamentos federais são efetuados com muito atraso e devi- Exemplos de atividades em 2011: O Siteki Industrial Training Centre (76 matrí- do à situação desoladora do orçamento governamental, as contribuições fo- culas) abriu um departamento de processamento de metais e uma oficina ram cortadas em vinte por cento. A SSC promove o intercâmbio com outros mecânica. O Manzini Industrial Training Centre (193 matrículas) introduziu a centros de formação profissionalizante do país. Mesmo assim, é extrema- disciplina Agronomia. O Nhlangano Agricultural Skills Training Centre (73 ma- mente difícil a realização de um trabalho de lobby em consequência da situa- trículas) introduziu disciplinas complementares, como produção de reboque ção política atual do país. A Suazilândia é a única monarquia absoluta no de carros para ampliar a base de faturamento dos centros. O SSC ofereceu um continente africano e proíbe a atuação de partidos políticos.
  13. 13. Página 13 Exemplo de projeto: Grupos de autoajuda (Projeto 62331/AA/13) Foto: Jacob Studnar Malawi Ajuda mútua entre mulheres Público-alvo: Modalidade de apoio: Apadrinhamento 18.000 mulheres e suas famílias carentes, bem como 54.000 crianças Orçamento do projeto: 1.200.000 euros Participação da KNH: 1.200.000 euros Mantenedora: 12 diferentes parceiros atuando com a - Despesas em 2011: 232.329 euros Kindernothilfe - Orçamento para 2012: 228.436 euros Duração: Fase piloto: 01.05.2010 – 31.12.2010 Início do projeto: 01.01.2011 – 31.12.2015 Responsável: Leonie Armingeon, leonie.armingeon@knh.deSituação: Malawi é um dos países mais pobres do mundo. Mais da metade param de diversas oficinas. Os participantes dos cursos puderam observardos 13 milhões de habitantes sobrevive com menos de um euro por dia. Mais como os grupos de autoajuda se beneficiam com as atividades e como asde 85% da população do país vivem da agricultura de subsistência prove- associações (Cluster Level Associations) são apoiadas durante o seu processoniente de pequenas plantações. Aproximadamente 20% por cento da popu- de formação.lação urbana está contaminada pelo vírus do HIV. Sobretudo as crianças ór-fãs contaminadas pelo HIV/Aids são marginalizadas devido à falta da Planos para 2012: Dar continuidade à formação de novos grupos de autoaju-estrutura familiar. As mazelas políticas e as condições sócioeconômicas aca- da e de associações (Cluster Level Associations). Para fortalecer as associa-bam cerceando os direitos de toda uma população. ções (Cluster Level Associations) em âmbito político na região de atuação, é necessário que as mulheres participem intensamente de oficinas voltadas aMetas do projeto: Organizar 1.200 grupos de autoajuda e 100 associações essa finalidade. Desta forma, elas poderão aprender em grupo como identi-regionais (Cluster Level Associations). Através da autonomia e da mudança ficar problemas sociais locais, desenvolver soluções e implementá-las. Osefetiva na situação de vida, 18.000 mulheres estarão em condições de garan- parceiros da Kindernothilfe, que atuam ativamente junto aos grupos de au-tir o sustento de suas famílias, pagar taxas escolares para seus filhos e, em toajuda, serão capacitados profissionalmente na área econômico-adminis-caso de doença, arcar com despesas hospitalares. As associações podem exi- trativa para darem suporte aos grupos durante a fundação de microempre-gir em âmbito político que sejam, por exemplo, construídas escolas e postos sas. O objetivo principal destas atividades é fortalecer a independênciade saúde. econômica e melhorar continuamente as condições de vida das mulheres e de suas famílias.Exemplos de atividades em 2011: Doze parceiros da Kindernothilfe funda-ram mais de 200 grupos. As mulheres conseguiram abrir uma microempre- Riscos do Projeto: Caso os grupos não recebam acompanhamento e aperfei-sa através de pequenas economias e receber microcréditos do grupo. Todos çoamento profissionais, há o risco que não haja o desenvolvimento espera-se ajudaram mutuamente e absolveram cursos com especialistas nas áreas do. Isto acarretaria uma estagnação no incentivo das atividades voltadas àsde higiene, nutrição saudável e tratamento de doenças, bem como cursos na crianças. Em algumas regiões nas quais os parceiros da Kindernothilfe im-área de gestão financeira. O coordenador do grupo de autoajuda acompa- plementaram o enfoque dos grupos de autoajuda, outras organizações não-nha os grupos frequentemente; os funcionários de organizações parceiras, -governamentais distribuem, por exemplo, alimentos e outros bens essen-bem como representantes de grupos de mulheres e de associações partici- ciais, ofuscando todas as atividades dos grupos de autoajuda da região.
  14. 14. Página 14 PROJETOS NO EXTERIOR > ANUÁRIO 2011 Ásia/Leste Europeu Países: Afeganistão, Bangladesh, Filipinas, Índia, Indonésia, Paquistão, Sri Lanka, Tailândia, Kosovo, Rússia Crianças: 109.004 (ÁSIA); 746 (LESTE EUROPEU) Projetos: 519 (ÁSIA); 7 (LESTE EUROPEU) Orçamento: 14,2 milhões de euros (ÁSIA); 500 mil euros (LESTE EUROPEU) Exemplos de projeto: Prevenção à saúde (Projeto 26405/AA/47) Bangladesh Mães e recém-nascidos saudáveis Público-alvo: 1.980 mulheres e 900 homens em 170 vilarejos de Atpara Upazila em Netrokona District, no norte de Bangladesh Mantenedora: SATHI Duração: 01.07.2010 – 31.21.2013 Modalidade de apoio: 1+3=4 Cofinancimaneto Orçamento de projeto: 433.857 euros Participação da UE: 325.392 euros Participação da KNH: 108.465 euros Foto: Kindernothilfe-Partner - Despesas em 2011: 17.541 euros - Orçamento para 2012: 19.541 euros Responsável: Uta Dierking, uta.dierking@knh.de Situação: A taxa de mortalidade de mães e recém-nascidos em Bangladesh supraregionais. Os comitês se encontram frequentemente com os funcio- é uma das mais altas do mundo. Dos 1.000 recém-nascidos somente 37 nários de postos de saúde do governo e de hospitais para fazer um inter- conseguem completar um ano de idade; 322 entre 100.000 gestantes mor- câmbio de informações. Desta forma é possível assegurar que o atendi- rem devido a complicações durante o parto. Esse alto índice de mortalidade mento de saúde básico nos vilarejos e o sistema de saúde do governo é resultado das condições precárias do atendimento médico-hospitalar no realmente se complementam. Quatorze centros de saúde já iniciaram as país e é nove vezes inferior a taxa existente em países industrializados. suas atividades e 835 gestantes fizeram uma avaliação médica de rotina. Mais de 170 assistentes voluntários de saúde, parteiras e 25 auxiliares de Metas do projeto: Atingir as seguintes Metas de Desenvolvimento das Na- enfermagem do governo fizeram cursos de obstetrícia, de assistência a ções Unidas para o Milênio: a “Equidade de gêneros” (MDG3), a “Redução gestantes e a recém-nascidos. da mortalidade infantil de crianças abaixo de cinco anos” (MDG4) e a “Re- dução da mortalidade materna” (MDG5). Além do mais, prestar atendi- Planos para 2012: Oferecer cursos de atualização para todos os participan- mento pré-natal a um grande número de gestantes, oferecer atendimento tes dos cursos anteriores e dar continuidade à criação de fundos emergen- pós-parto a mães durante a amamentação através do auxílio de parteiras ciais. Todas as medidas serão submetidas regularmente a um controle de qualificadas e disponibilizar alimentação de alto valor nutricional em cozi- qualidade. A organização SATHI aposta no sucesso e na continuidade do nhas comunitárias. trabalho com as repartições públicas. A SATHI pretende, em cooperação com a organização Christian Reformed World Relief Committee (CRWRC), Exemplos de atividades em 2011: Em 170 vilarejos foram criados 195 gru- criar um instrumento que controle o atendimento de saúde prestado a pos de autoajuda na área de saúde e mais 35 ainda estão em planejamen- pessoas carentes. to. Os grupos economizaram dinheiro para a criação de fundos de saúde e emergenciais para auxiliar, entre outros, as mães e os recém-nascidos. Riscos do projeto: Catástrofes naturais, epidemias e mudanças fundamen- Os moradores da região fundaram sete comitês responsáveis pelo traba- tais na política de saúde governamental podem colocar em risco o alcance lho informativo na região que estão organizados em redes de dimensão das metas do projeto.
  15. 15. Página 15 Exemplo de projeto: Campanha (Projeto 25810/AA/47) Paquistão Campanha para combater a violência escolar Grupo-alvo: 500.000 crianças e suas famílias em Khyber Pakhtunkhwa, 875 professores e diretores de escolas, 250 ativistas de direitos da criança presentes em 10 comitês para os direitos da criança, 500 formadores de opinião (deputados da província/do parlamento, representantes dos ministérios da educação e justiça, a mídia, organizações da sociedade civil, líderes religiosos, representan- tes do Conselho Ideológico Islâmico e membros dos sindicatos de professores Mantenedora: SPARC (ONG paquistanesa secular e de utilidade pública) Duração: 01.08.2009 - 31.12.2012 Modalidade de apoio: 1+3=4 Cofinancimaneto Orçamento do projeto: 497.731 euros Participação do BMZ: 373.299 euros Participação da KNH: 124.432 euros - Despesas em 2011: 130.000 euros - Orçamento para 2012: 85.000 euros Foto: Marko Lakomy Responsável: Anja Oßwald, anja.osswald@knh.deSituação: Nas escolas estatais e particulares do Paquistão as surras fazem crianças com maior rapidez. Já é possível observar um aumento conside-parte do cotidiano escolar e são aplicadas como recurso educacional su- rável do número de alunos após a mudança de postura de professores pe-plementar. As crianças são chutadas, seus cabelos são puxados e, muitas rante as crianças. Os meios públicos de comunicação já foram alertadosvezes, são obrigadas a permanecer por longo tempo em posição dolorosa através de mais de 800 comerciais de televisão, programas de rádio e re-e humilhante. Os alunos do ensino fundamental são os que mais sofrem portagens de jornal sensibilizando e informando a população que a educa-com está situação. A violência escolar impede o desenvolvimento emocio- ção sem violência é um direito da criança.nal e cognitivo da criança. A escola é simbolicamente um ponto de referên-cia para violência, exploração e pobreza. Neste ambiente de aprendizagem, Planos para 2012: A SPARC aproveitará o último ano do projeto para refor-as crianças apresentam um desempenho escolar insatisfatório, abando- çar a proibição legal da prática de violência nas escolas por parte dos edu-nam a escola e correm o risco de caírem nas malhas do trabalho infantil. cadores e pleiteará a retirada do parágrafo 89C do Código Civil Paquistanês. Juntamente com cursos de aperfeiçoamento profissional de professoresMetas do projeto: Erradicar métodos punitivos – como as surras – das es- nas escolas, como houve em 2011, pode-se afirmar de antemão que o traba-colas estaduais do ensino fundamental e reduzir os casos de abuso infan- lho de divulgação terá um papel de grande relevância em 2012. A SPARC irátil nos distritos de Nowshera, Charsadda, Mardan, Swabi e Peshawar, em lançar mão de todas as ferramentas de mídia para esclarecer a populaçãoKhyber Pakhtunkhwa. sobre as consequências da violência contra a criança e para mostrar um comportamento alternativo.Exemplos de atividades em 2011: A SPARC organizou mais de 2.300 cursosde aperfeiçoamento para professores do ensino fundamental e funcioná- Riscos do projeto: A situação política instável e os conflitos armados narios de instituições governamentais locais. Durante as mais de 100 visitas província representam uma ameaça constante para todas as organizaçõesrealizadas às escolas, houve o intercâmbio de experiência através de exem- não-governamentais. As campanhas com base em direitos internacionaisplos positivos e do uso de metodologia de ensino sem violência. A mesma (por exemplo, o enfoque dos direitos da criança e os padrões de direitosmetodologia também será utilizada em outros cursos de aperfeiçoamento humanos) são geralmente difamadas pelo taliban, denominadas de anti-profissional. Professores, funcionários da organização SPARC e alunos ela- -islâmica e as surras são justificadas através de interpretações errôneas doboraram regras para um ensino sem violência. A SPARC esclareceu mais de Islamismo. A organização SPARC atua em cooperação com professores de150 casos de violação contra os direitos da criança – 50 destes casos foram religião e procura amenizar os riscos de implementação do trabalho atra-de agressão corporal. Através da criação de um fundo para a defesa dos vés de atividades educacionais e voltadas para uma base ampla da socie-direitos da criança, a organização SPARC está em condições de auxiliar as dade (associações de professores e repartições públicas locais etc).
  16. 16. Página 16 PROJETOS NO EXTERIOR > ANUÁRIO 2011 América Latina Países: Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, Peru Crianças: 71.279 Projetos: 213 Orçamento: 13,7 milhões de euros Exemplo de projeto: Curso profissionalizante (Projeto 84988) Haiti Alta demanda de mão-de-obra braçal Público-alvo: 1.920 crianças e jovens no sudoeste do Haiti Mantenedora: Mission Evangelique Baptiste Du Sud dHaiti (MEBSH), a maior e mais conhecida instituição católica localizada no sudoeste do Haiti Duração: 01.06.2011 – 30.05.14 Modalidade de apoio: Doações voluntárias Orçamento do projeto: 364.960 euros Participação da KNH: 350.080 euros - Despesas em 2011: 153.112 euros Foto: Habiterra - Orçamento para 2012: 96.579 euros Responsável: Veronika Unger, veronika.unger@knh.de Situação: A falta de possibilidades para os jovens dentro dos sistema educa- 2010. Os jovens tiveram a opção de escolher entre um dos cinco cursos cional impede o desenvolvimento do Haiti. O Governo impulsiona a criação profissionalizantes: curso de pedreiro com especialização em construção de propostas adequadas à população jovem para que eles possam transpor resistente a terremotos, cursos de técnico instalador fotovoltaico, encana- a pobreza e a dependência da assistência humanitária. Contudo, este pro- dor, carpinteiro e artesanato têxtil. Devido às longas distâncias entre os cesso irá se prolongar durante décadas e os frutos deste trabalho só pode- vilarejos no sudoeste do Haiti, o seu difícil acesso e a estrutura precária rão ser vistos na capital do país e nas regiões mais populosas. No sudoeste local, foram oferecidos diversos cursos por região. Desta forma, os jovens do Haiti o desenvolvimento econômico e social começou a progredir a pas- puderam iniciar o curso profissionalizante pelo qual se interessaram. Atu- sos lentos. Em Port-a-Piment e em regiões próximas à cidade vivem muitos almente 352 jovens concluíram os cursos com sucesso. refugiados que, após o terremoto, procuraram trabalho mas acabaram en- contrando trabalho temporário geralmente mau remunerado. Planos para 2012: Devido ao grande interesse dos jovens pelos cursos pro- fissionalizantes compactos, serão oferecidos cursos em todas áreas em Metas do projeto: Capacitar profissionalmente a população jovem atra- 2012. Além do mais, haverá a continuidade do trabalho assistencial e de vés da introdução à diversas profissões, oferecendo-lhes condições de es- cursos de aperfeiçoamento profissional oferecidos aos professores. A par- colher o próprio caminho profissional, para que tenham melhores chan- tir de abril de 2012, serão oferecidos cursos de computação em diversas ces no mercado de trabalho. regiões para suprir a grande demanda e o interesse dos jovens. Exemplos de atividades em 2011: Na fase preparatória os participantes Riscos do projeto: Um grande desafio para o projeto é achar professo- dos cursos foram escolhidos, foi firmado um contrato de cooperação com res que estejam dispostos a trabalhar nas regiões distantes, capacitá- a escola profissionalizante MEBSH, foram organizadas salas para minis- los profissionalmente e motivá-los para que continuem se engajando trar os cursos e, para finalizar, foram contratados os funcionários. No dia 7 em prol do andamento do projeto. As tempestades e inundações na de novembro de 2011 foram iniciados diversos cursos com duração entre região são problemas que afetam o andamento dos cursos, pois um e três meses. A MEBSH ofereceu cursos levando em consideração a impedem que os alunos e os professores tenham acesso ao centros de demanda de mão-de-obra braçal causada pelo terremoto no início de formação profissional.

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