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DST-SÍFILIS

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SLIDE INFORMATIVO SOBRE A DOENÇA SÍFILIS

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DST-SÍFILIS

  1. 1. DISCENTE:KELVIA DIAS PARANHOS Feira de Santana-Ba
  2. 2. DST • As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. ENTÃO? USE CAMISINHA
  3. 3. SÍFILIS • Sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Treponema pallidum
  4. 4. + Sobre a doença • Podem se manifestar em três estágios; • Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa; • O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença; • Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer; • O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores); • A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto.
  5. 5. Sinais e sintomas
  6. 6. Sinais e Sintomas • A sífilis desenvolve-se em diferentes estágios, no entanto, as fases podem se sobrepor umas às outras. Os sintomas, portanto, podem seguir ou não uma ordem determinada. Estágios: primário, secundário, latente e terciário.
  7. 7. ESTÁGIOS • Sífilis primária • O primeiro estágio. Cerca de duas a três semanas após o contágio, formam-se feridas indolores (cancros) no local da infecção. Não é possível observar as feridas ou qualquer sintoma, principalmente se as feridas estiverem situadas no reto ou no colo do útero. As feridas desaparecem em cerca de quatro a seis semanas depois, mesmo sem tratamento. A bactéria torna-se dormente (inativa) no organismo nesse estágio. • Sífilis secundária • A sífilis secundária acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Aproximadamente 33% daqueles que não trataram a sífilis primária desenvolvem o segundo estágio. Aqui, o paciente pode apresentar dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para deglutir. Esses sintomas geralmente somem sem tratamento e, mais uma vez, a bactéria fica inativa no organismo.
  8. 8. • Sífilis latente • Esse é o período correspondente ao estágio inativo da sífilis, em que não há sintomas. Esse estágio pode perdurar por anos sem que a pessoa sinta nada. A doença pode nunca mais se manifestar no organismo, mas pode ser que ela se desenvolva para o próximo estágio, o terciário – e mais grave de todos. • Sífilis terciária • Este é o estágio final da sífilis. A infecção se espalha para áreas como cérebro, sistema nervoso, pele, ossos, articulações, olhos, artérias, fígado e até para o coração. Aproximadamente 15 a 30% das pessoas infectadas não tratadas desenvolvem o estágio terciário da doença. Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis terciária Sífilis latente
  9. 9. Sífilis congênita • Nela, a mãe infectada transmite a doença para o bebê, seja durante a gravidez, por meio da placenta, seja na hora do parto. A maioria dos bebês que nasce infectado não apresenta nenhum sintoma da doença. No entanto, alguns podem apresentar rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Mais tarde, a criança pode desenvolver sintomas mais graves, como surdez e deformidades nos dentes.(Dentes de hutchinson) • Cuidados com o recém-nascido Todos os bebês devem realizar exame para sífilis independentemente dos exames da mãe. Os bebês que tiverem suspeita de sífilis congênita precisam fazer uma série de exames antes de receber alta.
  10. 10. Diagnóstico Os testes rápidos para sífilis fornecidos pelo DDAHV consistem em testes treponêmicos que possibilitam a determinação visual qualitativa da presença de anticorpos IgG e IgM anti- Treponema pallidum em amostras de sangue total coletadas a partir de punção digital. Exame de sangue Culta de bactérias Punção lombar
  11. 11. Tratamento • É feito com antibióticos, especialmente penicilina. Deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais.
  12. 12. PERGUNTAS FREQUENTES • Sífilis tem cura? Sim. A sífilis é uma doença de tratamento simples que deve ser indicado por um profissional de saúde. • Quais as providências a serem tomadas em caso de suspeita de infecção por alguma Doença Sexualmente Transmissível? Na presença de qualquer sinal ou sintoma de possível DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. • Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso de sífilis? Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mas, mesmo sem sintomas, a doença pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. • Toda ferida ou corrimento genital é uma DST? Não necessariamente. Além das doenças sexualmente transmissíveis, existem outras causas para úlceras ou corrimentos genitais. Entretanto, a única forma de saber o diagnóstico correto é procurar um serviço de saúde. • Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a aids? Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
  13. 13. CASO CLÍNICO • W.S. – Com seis anos, nascida em 13/07/1994 na periferia da cidade do Rio de Janeiro, feminina, negra. Levada ao HSE-RJ com encaminhamento do Odontólogo relatando alteração dentária sugestiva e portando exames laboratoriais onde o VDRL encontrava-se positivo 1:32. Imediatamente internada (em 15/07/2001) para investigação. • A mãe, do lar, de pouca escolaridade, tem outros três filhos sendo 2 do mesmo pai. A avó materna é HIV positiva e moram em casa de alvenaria com água e esgoto. A criança nasceu de parto normal, com 2950g e 50 cm ficando internada por cinco dias para fototerapia, não sendo realizado VDRL. O pré-natal foi realizado inadequadamente. • O exame físico mostrou criança ativa, em bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, eupnéica, sem déficit ponderal ou de estatura, desenvolvimento físico e psicomotor compatíveis com a idade. O exame dos sistemas neurológico, cardiovascular, respiratório, abdome e membros eram normais. A cavidade oral exibia os incisivos centrais e superiores, em serrilhado típico (dentes de Hutchinson) e molares em amora, sendo observado um mal estado dentário. • Os exames laboratoriais revelaram VDRL positivo 1:64 na criança e negativo na mãe. FTA-abs positivos na criança e na mãe e VDRL negativo no líquor que não mostrou alterações celulares e bioquímicas. As provas de função hepática, coagulação e sorologias para HIV e TORCH nada apresentaram. Os exames de fundo de olho e o ecocardiograma eram normais. Os raios-x dos ossos longos, tórax e crânio estavam normais. Exames laboratoriais foram solicitados para os irmãos, estando todos negativos. Mãe encaminhada para tratamento na Infectologia. O diagnóstico firmado como sífilis congênita tardia. Instituído tratamento com penicilina cristalina, em infusão venosa, na dose de 150.000 U/kg/dia divididos em 6 tomadas durante 14 dias. Após a alta a criança foi atendida no ambulatório com varicela sem complicações e após quatro meses do tratamento o VDRL encontrava-se negativo.

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