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Texto de juan ignacio pozo

  1. 1. A sociedade da aprendizagem e odesafio de converter informaçãoem conhecimento J uan Ignacio PozoV e o e u asc dd d ar nizgmn qa ar ne iv ms m m o ie ae a pe d ae , a ul pe drc ntituu ae igniasc l o s i m x ê c o iac e c n qec nu au pr dx : r se te u o dz m aao oc d v zs ar nemis c d v zs fr c samis a aa e e pe d a e aa e e aas a nte ta ad ar ne . n tiv e pe dr
  2. 2. ...h cd vz a psos o dicl ds a á aa e mis esa cm ifu ae pr d aar drqilqe sc dd eig dl , o u, p neauo u a oieae x e e s qe e ae t ms dcc niscs m sr t p t o me o euaioa , ot a ein r e d r u e ra cm u c setf cso so r o o m r cn r as ecl. e ea a N na ov t t psos p ned t t uc huea a esa ar dnoa a ns e nsciss o em t p cm e nsa oieaeo a a ms oe o o o m os sc dd m a a D fopdms ocb-a o o m t l ea , oe o cneê cm u a u. t l sc dd d ar d ae ( oo20) oieae a p nizgmPz, 02 e .
  3. 3. A nova cultura da aprendizagem: da informação ao conhecimento...conhecer as características que definem essasnovas formas de aprender é não apenas um requisitopara podermos adaptar-nos a elas, como tambémuma exigência para podermos desenvolvê-las,aprofundá-las e, em última análise, através delas,ajudar a transformar essa sociedade doconhecimento, da qual supostamente fazemos parte.
  4. 4. Hoje, qualquer pessoa informaticamente alfabetizada pode criarsua própria página web e divulgar suas ideias ou acessar asde outros, visto que não é preciso ter uma editora para publicá-las. No entanto, para desvendar esse conhecimento, dialogar comele e não simplesmente deixar-se invadir ou inundar por tal fluxoinformativo, exigem-se maiores capacidades ou competênciascognitivas dos leitores dessas novas fontes de informação, cujoprincipal veículo continua sendo a palavra escrita, embora nãoseja mais impressa. Mas – aviso aos navegantes! – não se trataapenas de aprender a navegar pela internet para não “naufragar”de vez; é preciso considerar também que a construção do próprioolhar ou da leitura crítica de uma informação tão desorganizadae difusa requer do leitor ou do navegante novas competênciascognitivas.
  5. 5. Vivemos na era da incerteza (Morin, 2001), na qual, mais do queaprender verdades estabelecidas e indiscutíveis, é necessárioaprender a conviver com a diversidade de perspectivas, com arelatividade das teorias, com a existência de múltiplasinterpretações de toda informação, para construir, a partir delas, opróprio juízo ou ponto de vista.
  6. 6. Não cabe mais à educação proporcionar aos alunosconhecimentos como se fossem verdades acabadas; ao contrário,ela deve ajudá-los a construir seu próprio ponto de vista, suaverdade particular a partir de tantas verdades parciais. Ou, comodiz Morin (2001, p. 76), “conhecer e pensar não significa chegar àverdade absolutamente certa, mas sim dialogar com a incerteza”.
  7. 7. No ritmo da mudança tecnológica e científica em que vivemos,ninguém pode prever quais os conhecimentos específicos que oscidadãos precisarão dominar dentro de 10 ou 15 anos para poderenfrentar as demandas sociais que lhes sejam colocadas. O sistemaeducacional não pode formar especificamente para cada umadessas necessidades; porém, pode formar os futuros cidadãos paraque sejam aprendizes mais flexíveis, eficazes e autônomos,dotando-os de estratégias de aprendizagemadequadas, fazendo deles pessoas capazes deenfrentar novas e imprevisíveis demandas deaprendizagem (Pozo e Postigo, 2000).
  8. 8. O ensino de novas competências para a gestão do conhecimentoUma das metas essenciais da educação, para poder atender àsexigências dessa nova sociedade da aprendizagem, seria,portanto, fomentar nos alunos capacidades de gestão doconhecimento ou, se preferirmos, de gestão metacognitiva.
  9. 9. A nova cultura da aprendizagem requer, no mínimo, ensinaraos alunos, a partir das diferentes áreas do currículo, cincotipos de capacidades para a gestão metacognitiva doconhecimento (amplamente explicadas em Pozo e Postigo,2000):• Competências para a aquisição de informação.• Competências para a interpretação da informação.• Competências para a análise da informação.• Competências para a compreensão da informação.• Competências para a comunicação da informação.
  10. 10. A nova cultura da aprendizagem exige um novo perfil de aluno ede professor, exige novas funções discentes e docentes, as quais sóse tornarão possíveis se houver uma mudança de mentalidade, umamudança nas concepções profundamente arraigadas de uns e deoutros sobre a aprendizagem e o ensino para encarar essa novacultura da aprendizagem (Pozo e Pérez Echeverría, 2001).Embora se diga que vivemos em uma sociedade do conhecimento,o acesso a esse conhecimento culturalmente gerado não é fácil.Quem não pode ter acesso às múltiplas formas culturais derepresentação simbólica socialmente construídas (numéricas,artísticas, científicas, gráficas, etc.) está socialmente,economicamente e culturalmente empobrecido.
  11. 11. Em suma, na sociedade da aprendizagem, converter essessistemas culturais de representação em instrumentos deconhecimento – fazer um uso epistêmico deles – requer apropriar-se de novas formas de aprender e de relacionar-se com oconhecimento.Esse é um dos maiores desafios a ser enfrentados por nossossistemas educacionais nas próximas décadas.Juan Ignacio Pozo é especialista em Psicologia da Aprendizageme catedrático de Psicologia Básica na Universidade Autônomade Madri (Espanha).

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