Metodologia Projetual e Aplicação Cromática

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8º congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, 2008. São Paulo. Anais do P&D 2008.

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Metodologia Projetual e Aplicação Cromática

  1. 1. Metodologia Projetual e Aplicação CromáticaDesign Method and Color ApplicationOutubro / 2008
  2. 2. ApresentaçãoProjetar é equacionar diversos fatores, e o tema COR é relevante atodos eles. A cor fala mais à emoção do que à razão, mesmo sendoum fenômeno físico, pois são as pessoas que a utilizam, escolhem,produzem e apreciam. O designer precisa, com freqüência, justificarescolhas cromáticas para demonstrar a função e a aplicabilidade dacor aos objetivos do projeto. No entanto, se a metodologia para ouso da cor não é explícita, essas escolhas assumem fortecomponente subjetivo ou estão relacionados ao senso comum.
  3. 3. O ProjetoUm bom projeto deve seguir algumas fases e etapas para que sejaconcluído com sucesso. São empregadas metodologias projetuaisque identificam cada passo e auxiliam a evolução do trabalho. Umadas metodologias mais indicadas e reconhecidas para o Design é ade Gui Bonsiepe.Em um de seus livros, Gui Bonsiepe cita, em uma das seçõesdestinada à como fazer a escolha de cores para produtos.A adaptação da metodologia projetual de Gui Bonsiepe, seráapresentada como uma geração sistemática de alternativascromáticas em artefatos, comunicações e ambientes.
  4. 4. Fase AnalíticaDividida em várias análises, dentro de uma macro estruturametodológica: Análise Denotativa, Análise Conotativa, AnáliseDiacrônica, Análise Sincrônica, Análise Funcional, AnáliseEstrutural, Análise Ergonômica, Análise Morfológica.As seções a seguir têm como finalidade uma aplicação do queseriam tais análises quando se tratar de estudo cromático.
  5. 5. Análise DenotativaCOR - s. f., impressão que as diferentes variedades de luz (diferentescomprimentos de onda de radiação eletromagnética visível)produzem nos órgãos visuais; tinta para pintar ou tingir; coloraçãoda face;PIGMENTO - s.m., Biol., nome de diversas substâncias corantesnaturais que existem nos animais e nas plantas; Miner., matériacorante existente em minerais.VERMELHO - adj., encarnado; muito vivo; cor vermelha;afogueamento; escarlate; rubro; muito corado; envergonhado;revolucionário de esquerda. CÍRCULO CROMÁTICO PIGMENTO DIVERSÃO COLORIDO TONS ONDA LUZ CMYK COR RGB COMPLEMENTARES CONTRASTE
  6. 6. Análise ConotativaLevantamento de palavras e imagens afins e busca em sítiosvirtuais, revistas, livros e outros contextos em que as cores sejamdescritas em seus significados ampliados. Tudo que remeta à cor. CÉU ÁRVORE LUZ CLARO NATUREZA SOL LIMPO ESPERANÇA RENOVAÇÃO MACIO COMPROMISSO DIVERSÃO AZUL VERDE AMARELO
  7. 7. Análise DiacrônicaMaterial histórico, relativo ao uso de cores naquele produto ousistema de produtos, sejam elementos gráficos, artefatos ouambientes, com a finalidade de detectar, conhecer e compreenderas mudanças tecnológicas e culturais sofridas no decurso do tempo.Assim como a mudança de percepção em relação as cores comodecorrência de acontecimentos históricos.
  8. 8. Análise SincrônicaReconhecimento, apreciação e avaliação do “estado da arte” dascores, utilizando um produto como exemplo e seus concorrentes ousimilares, para a identificação do uso da cor nos mesmos. MORANGO GELÉIA CHICLETE BALA VERMELHO
  9. 9. Análise FuncionalReconhecimento e compreensão das funções práticas, estéticas esimbólicas das cores nos produtos, das funções técnico-físicas decada componente do produto. VERMELHO Proibido, parar, perigoso; AMARELO Atenção, alerta; VERDE Livre, seguro;
  10. 10. Análise EstruturalEssa análise pode ser feita de várias maneiras: do ponto de vista daestrutura física, classificada como cor-luz ou cor-pigmento, ouainda sobre a capacidade de absorção/reflexão de superfíciescoloridas. A cor ainda pode ser analisada não em sua estrutura, masno modo como enfatiza a estrutura de formas/figuras num contexto.
  11. 11. Análise MorfológicaReconhecimento da organização formal do produto e das relaçõesentre cor e geometria com o objetivo de se estudar a síntese e acoerência entre partes, componentes e elementos e as escolhascromáticas. Johannes Ittens (1975) define em a Arte del Color,elementos da geometria com cores, por exemplo o amarelo érepresentado por um triângulo, e assim por diante. VERMELHO LARANJA AMARELO VERDE AZUL VIOLETA
  12. 12. Análise ErgonômicaApreciação das aplicações cromáticas relacionadas à melhorvisualização, usabilidade, segurança, conforto, fisiologia esinestesia. O organismo humano reage inconscientemente frente àscores, sobretudo em situações experimentais. Além disso podemossempre relacionar com o fator ergonômico numa análise de coresem sinalização urbana, de emergência, indicação de perigo, entreoutros. VERMELHO Proibido, perigoso; AMARELO Atenção, alerta;
  13. 13. Anteprojeto: geração de alternativasPara a geração de alternativas teremos como base outras teorias decores, onde podemos observar que ela pode se fundamentar nosistema das harmonias clássicas de Leonardo da Vinci; nas teoriasfísicas para o entendimento do fenômeno cromático propostas porNewton; na interpretação da fisiologia e psicologia da cor feita porGoethe; ou em um disco de cores desenvolvido por Johannes Ittenpintor, professor e escritor suíço associado à escola Bauhaus. NEWTON ITTEN GOETHE LEONARDO DA VINCI
  14. 14. Anteprojeto: geração de alternativasÉ possível também investigar as relações entre o espectro visível dascores e as distâncias baseadas na seção áurea. Esta equação foidesenvolvida por Michael Semprevivo e está disponível em umprograma computacional aberto (http://goldennumber.net/color.htm).
  15. 15. ReferênciasBONSIEPE, Gui (Coord.), KELLNER, Petra, POESSNECKER, Holger. MetodologiaExperimental Desenho Industrial. Brasília: CNPQ/coordenação Editorial, 1984.BONSIEPE, Gui, WALKER, Rodrigo

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