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História da educação infantil e psicologia do desenvolvimento

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História da educação infantil e psicologia do desenvolvimento

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História da educação infantil e psicologia do desenvolvimento

  1. 1. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL E PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO Aula Desenvolvida pelo prof. Ms. Eduardo Scorzelli – Baseado na Apostila do curso de Pedagogia oferecida pelo Instituto CIFE – Centro Institucional da Formação Educacional
  2. 2. Ementa: • A política de educação infantil no Brasil tem perfil ainda mal delineado, com alguns contornos fortes e outros bastante apagados. • A análise da questão teria que ser feita segundo os âmbitos nacional, estadual e municipal. • Em cada um desses o setor público tem papéis a desempenhar para que o direito da criança de 0 a 6 anos à educação se torne realidade.
  3. 3. Ementa: • As funções das instituições que cuidavam de crianças foram evidenciadas após a primeira guerra mundial com o aumento do número de órfãos e a deterioração ambiental.
  4. 4. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO • É comum os especialistas e teóricos em qualquer área científica dividirem a História em períodos. • Isto também acontece no campo da Educação e, isso principalmente se dá devido à que se refere o tempo e o processo histórico na evolução. • Portanto é imprescindível, quando se fala em História da Educação dividir esse processo de desenvolvimento em períodos. • A divisão tradicional da História se dá em antiga, medieval, moderna e contemporânea. • Partindo para o estudo da História da Educação, faremos uma visita a tempos que remontam o início da civilização, para que desta forma, possamos compreender a situação atual mundial da pedagogia
  5. 5. O tradicionalismo • Essa época foi o início de tudo, com os povos orientais e indo-americanos. • Neste período o ideal da educação era de transmitir os costumes do passado, as antigas tradições. • Como cada civilização fundou sua educação em seus estilos de vida, houve diversas espécies de tradicionalismo (mágico, teocrático, etc.). Vamos explanar sobre alguns deles: •
  6. 6. O tradicionalismo • Grécia e Roma - Da cultura greco-romana foram retiradas as “ideias-mães” da educação do futuro. • “Exceto, as forças cegas da natureza, nada se move neste mundo que não seja grego em sua origem”. (Summer Maine). • São tantas a riqueza de ideias e a variedade de tipos históricos desta época, que é preciso dividi-las em duas partes:
  7. 7. Grécia e a Pedagogia da Personalidade. • a) A Grécia descobriu a ideia da personalidade humana. • Rompeu com a cega subordinação às tradições, afirmando, de princípio, a liberdade. • “A história da Humanidade é um progresso na consciência da liberdade.” (Hegel.) • O ideal, aqui, foi o cultivo da personalidade para alcançar o equilíbrio do corpo e da alma. • Trouxe em si um ideal estético-ético, a kalokagathia (kalos, belo; ágathos, bom).
  8. 8. Roma e a Pedagogia da “humanista”. • b) O ponto culminante da educação romana foi haver-se elevado à idéia de que só ao homem seria dado criar e assimilar (humanistas), em um sistema de educação cívica muito adequada à sua realidade social.
  9. 9. A EDUCAÇÃO CRISTOCÊNTRICA E ECLESIOCÊNTRICA • Média surgiu a corrente pedagógica que concebeu Cristo como modelo e finalidade da educação. • O cristianismo não ofereceu um sistema pedagógico, mas foi um fato histórico que mudou os fins educativos no mundo ocidental.
  10. 10. A EDUCAÇÃO CRISTOCÊNTRICA E ECLESIOCÊNTRICA • Nos primeiros séculos da Idade Média, a Igreja constituiu-se no centro de ensino (educação eclesiocêntrica). • Porém, já no século XII, foi surgindo, ao lado deste tipo de ensino, uma educação menos dependente do clero (educação secular).
  11. 11. PEDAGOGIA DO RENASCIMENTO • Conhecida como uma renovação da humanista. • Cuja doutrina e prática de ensino se degeneraram numa imitação servil da retórica do Cícero (ciceromania), mas, com o decorrer do tempo, foram incorporando novos ideais.
  12. 12. PEDAGOGIA DA REFORMA E DA CONTRARREFORMA • Opôs-se, igualmente, à concepção pagã ou semi-pagã dos humanistas. • Reformadores e contra reformadores, imbuídos de um profundo sentimento religioso, criaram o segundo ensino e prepararam as bases sociais para a organização da escola popular moderna. • Durante o século XVI, a América também incorporou no desenvolvimento da história geral da educação.
  13. 13. REALISMO PEDAGÓGICO • A partir do século XVII, como resultado da filosofia moderna (Bacon Descartes), das novas doutrinas políticas (Grócio, Hobbers, Pufendorf), do processo das ciências naturais (Copérnico, Kepler, Galileu, Newton), e dos feitos nacionais e econômicos contemporâneos. Wolfgang Ratke e João Amós Comênio foram os autores desta corrente pedagógica. • A idéia de que os conhecimentos reais e não se adquiriam nos escritos dos antigos, mas por via da experiência (introdução) e que haviam de serem postos a serviço do útil.
  14. 14. NATURALISMO PEDAGÓGICO • Jean-Jacques Rousseau viu, na idéia da natureza humana, o fim e o método da educação. • Esta corrente teve como pano de fundo a filosofia da Época das Luzes, que exaltou a soberania da inteligência. • A corrente do filantropismo, (assim chamada porque seus fundadores aspiravam a realizar a escola da amizade e do amor humanos: o Philantropinum).
  15. 15. PEDAGOGIA NEO-HUMANISTA • Surgiu no final do século XVIII e início do XIX contra a orientação histórica e racionalista da Época das Luzes. • O neo-humanismo procurou tomar como regra, para a própria obra, a relação simbólica entre energia criadora e produto obtido (H. Lessem). • Por outro lado, esta corrente acolheu os grandes feitos intelectuais dos séculos XVII e XVIII. Seu ideal de vida era “o grego moderno”.
  16. 16. PEDAGOGIA NEO-HUMANISTA • O cruzamento do movimento filosófico do Idealismo alemão (fins do século XVIII) com as correntes pedagógicas do tempo levou os grandes filósofos a ocuparem se de temas educativos. • O pedagogo mais notável da Pedagogia neo- humanista é João Henrique Pestalozzi.
  17. 17. PEDAGOGIA DO SÉCULO XIX • Herdou e capitalizou a teoria e prática da educação das épocas precedentes. Fatos sociais contemporâneos determinaram mudanças importantes. • A Revolução Francesa, iniciada em 1789, conduziu a uma crescente laicização das instituições pedagógicas, assim como a uma completa organização e regulamentação destas por parte do Estado. • O princípio das nacionalidades influiu, juntamente, nos grandes sistemas de educação nacional. • As novas exigências econômicas promoveram uma Pedagogia social e socialista e, com isso, as origens da moderna escola do trabalho.
  18. 18. PEDAGOGIA CONTEMPORÂNEA • É um movimento muito variado, tanto no que se refere à teoria dos métodos, quanto no que se refere à doutrina dos fins da educação. • Neles se destacam: • Pedagogia experimental, Pedagogia e Psicologia de tipos psicológicos, Pedagogia ativista, Pedagogia neo-hegeliana, Pedagogia como ciência do espírito, Pedagogia cultural dos valores e Pedagogia da personalidade.
  19. 19. INTERVALO PARA CAFÉ E BANHEIRO...
  20. 20. Contexto Histórico • No Brasil até meados do século XIX o atendimento a crianças de 0 a 6 anos em instituições como creches praticamente não existia, devido à estrutura familiar da época moldada tradicionalmente, onde o pai de família trabalhava em busca do sustento e a mãe cuidava dos filhos. • Na época a maioria da população se concentrava na área rural e pequena parte nas cidades, havia muitas crianças órfãs de escravos e índias (que geralmente eram frutos de abusos sexuais pelos homens brancos) estas crianças eram adotadas pelas famílias dos grandes fazendeiros. • Nas cidades as crianças abandonadas eram recolhidas pelas rodas expostas que eram orfanatos da época.
  21. 21. Contexto Histórico • No final do século XIX começa a ser discutido no Brasil as concepções elaboradas na Europa sobre a educação infantil. • A partir deste período foram criadas as primeiras instituições voltadas para o atendimento de crianças pobres. • Posteriormente surgiram os primeiros jardins-de- infância públicos voltados para as crianças mais ricas. • Após a proclamação da república houve um investimento na educação, porém voltado para o ensino primário. • Somente com o processo de urbanização brasileira e consequentemente com a industrialização surgiu a necessidade de atendimento as crianças.
  22. 22. Contexto Histórico • Com a chegada das fábricas houve uma mudança na estrutura da família tradicional brasileira, as mulheres saíram de casa para trabalhar nas indústrias o que acarretou na busca de atendimento as crianças. • Inicialmente as crianças eram acolhidas por caridade pelas mulheres que não trabalhavam e se dispunham a pajear as crianças de outras famílias ou no acolhimento de parentes. • Posteriormente, a partir da organização de movimentos e sindicatos de operários (as) foi reivindicado inicialmente aos empresários e posteriormente ao governo instituições como creches e pré-escolas.
  23. 23. Contexto Histórico • Após 1922, surgiram as primeiras regulamentações sobre o atendimento a criança e surgiu um movimento de renovação pedagógica conhecido como escalovinismo, discutia a educação pré-escolar, porém os estudos da época eram voltados para as crianças das camadas sociais mais favorecidas. • Somente na década de 40 prosperaram iniciativas governamentais na área, porém o atendimento à criança era voltado a saúde e filantropia
  24. 24. Contexto Histórico • Na década de 70 houve um processo de municipalização da educação pré-escolar. • Em meados dos anos 70 houve debates sobre o caráter assistencialista e educativo das instituições como os parques e creches. • Porém outro fato importante é o de que estas instituições ainda exigiam baixos níveis de escolaridade de seus profissionais. • Mas a mudança na mentalidade da população já estava suplantada, o atendimento às crianças já não era visto como assistência social e sim como dever do Estado e direito da família.
  25. 25. Contexto Histórico • Um traço marcante das décadas de 80 e 90 para educação voltada ás crianças foi o surgimento de programas de televisão infantis com programação pedagógica. • Na década de 90 houve grande evolução com relação a educação infantil, como por exemplo a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990, que registrava os direitos da criança incluindo o direito à educação.
  26. 26. Contexto Histórico • Surgem também novas ideias e concepções para educação infantil com a proposta de uma nova Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394 96), esta estabeleceu a educação infantil como etapa inicial da educação básica, marco na história da educação infantil por incluir crianças de 0 a 6 anos no atendimento público obrigatório, dentre outras conquistas: Certamente não há como negar a grande evolução que a educação infantil passou no período entre meados do século XIX até os tempos atuais, mas este caminho cheio de lutas, dificuldades e conquistas ainda não chegou ao fim. • A busca pela valorização da área é constante e muitos pontos ainda devem ser discutidos por teóricos, profissionais e comunidade.
  27. 27. Contexto Histórico • Após a LDB (Lei nº 9.394 96), muitas discussões sobre a formação do profissional foram realizadas junto a algumas reformas no ensino voltado para docência na educação infantil. • Emprega na sala de aula um professor e educadores infantis para auxiliarem o professor, aos professores é exigida formação no magistério e aos educadores formação fundamental, a Prefeitura oferece aos funcionários benefícios de acordo com o Plano de Cargos e Carreira, esta realidade revela que se mantêm na educação infantil profissionais sem formação em sala de aula.
  28. 28. INTERVALO ALMOÇO... VOLTAMOS DENTRO DE 1 HORA...
  29. 29. PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Chamamos de desenvolvimento infantil, a sequência ordenada de transformações progressivas resultando num aumento de grau de complexidade do organismo, distingue-se de crescimento por referir-se as alterações da composição e funcionamento das células (diferenciação celular), à maturação dos sistemas e órgãos e a aquisição de novas funções.
  30. 30. PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Para efeito de estudo tanto pode-se considerar a sucessão de fases um sistema orgânico isolado, por exemplo o timo e/ou o sistema imunológico como o organismo como um todo, a capacidade de locomoção que depende tanto da maturação do sistema nervoso como músculo esquelético.
  31. 31. VEJAMOS ALGUNS DE SEUS PRINCIPAIS TEÓRICOS
  32. 32. Sigmund Freud (1856-1939) • Propõe, à data, um novo e radical modelo da mente humana, que alterou a forma como pensamos sobre nós próprios, a nossa linguagem e a nossa cultura. • A sua descrição da mente enfatiza o papel fundamental do inconsciente na psique humana e apresenta o comportamento humano como resultado de um jogo e de uma interação de energias.
  33. 33. • Freud contribuiu para a eliminação da tradicional oposição básica entre sanidade e loucura ao colocar a normalidade num continuo e procurou compreender funcionamento do psiquismo normal através da génesis e da evolução das doenças psíquicas. • A sua teoria sobre o desenvolvimento da personalidade atribui uma nova importância às necessidades da criança em diversas fases do desenvolvimento e sobre as consequências da negligência dessas necessidades para a formação da personalidade.
  34. 34. Erik Erikson (1904-1994) • A teoria que desenvolveu nos anos 50 partiu do aprofundamento da teoria psicossexual de Freud e respectivos estádios, mas rejeita que se explique a personalidade apenas com base na sexualidade. • Erikson acreditava na importância da infância para o desenvolvimento da personalidade mas, ao contrário de Freud, acredita que a personalidade se continua a desenvolver para além dos 5 anos de idade.
  35. 35. • Em seu trabalho mais conhecido, Erikson propõe 8 estádios do desenvolvimento psicossocial através dos quais um ser humano em desenvolvimento saudável deveria passar da infância para a idade adulta. • Em cada estádio cada sujeito confronta-se, e de preferência supera, novos desafios ou conflitos. • Cada estádio/ fase do desenvolvimento da criança é importante e deve ser bem resolvida para que a próxima fase possa ser superada sem problemas.
  36. 36. • Tal como Piaget, concluiu que não se deve apressar o desenvolvimento das crianças, que se deve dar o tempo necessário a cada fase de desenvolvimento, pois cada uma delas é muito importante. • Sublinhou que apressar o desenvolvimento pode ter consequências emocionais e minar as competências das crianças para a sua vida futura.
  37. 37. Jean Piaget (1896-1980) • Jean Piaget (1896-1980) foi um dos investigadores mais influentes do séc. 20 na área da psicologia do desenvolvimento. • Piaget acreditava que o que distingue o ser humano dos outros animais é a sua capacidade de ter um pensamento simbólico e abstrato. • Piaget acreditava que a maturação biológica estabelece as pré-condições para o desenvolvimento cognitivo.
  38. 38. • As mudanças mais significativas são mudanças qualitativas (em género) e não qualitativas (em quantidade). • Existem 2 aspectos principais nesta teoria: o processo de conhecer e os estádios/ etapas pelos quais nós passamos à medida que adquirimos essa habilidade. • Como biólogo, Piaget estava interessado em como é que um organismo se adapta ao seu ambiente (ele descreveu esta capacidade como inteligência) - O comportamento é controlado através de organizações mentais denominadas “esquemas”, que o indivíduo utiliza para representar o mundo e para designar as ações.
  39. 39. • Essa adaptação é guiada por uma orientação biológica para obter o balanço entre esses esquemas e o ambiente em que está. (equilibração). • Assim, estabelecer um desequilíbrio é a motivação primária para alterar as estruturas mentais do indivíduo. • Piaget descreveu dois processos utilizados pelo sujeito na sua tentativa de adaptação: assimilação e acomodação. • Estes dois processos são utilizados ao longo da vida à medida que a pessoa se vai progressivamente adaptando ao ambiente de uma forma mais complexa.
  40. 40. Lev Vygotsky (1896-1934) • Lev Vygotsky desenvolveu a teoria sociocultural do desenvolvimento cognitivo. • A sua teoria tem raízes na teoria marxista do materialismo dialético, ou seja, que as mudanças históricas na sociedade e a vida material produzem mudanças na natureza humana. • Vygotsky abordou o desenvolvimento cognitivo por um processo de orientação.
  41. 41. • Em vez de olhar para o final do processo de desenvolvimento, ele debruçou-se sobre o processo em si e analisou a participação do sujeito nas • atividades sociais → Ele propôs que o desenvolvimento não precede a socialização. • Ao invés, as estruturas sociais e as relações sociais levam ao desenvolvimento das funções mentais. • Ele acreditava que a aprendizagem na criança podia ocorrer através do jogo, da brincadeira, da instrução formal ou do trabalho entre um aprendiz e um aprendiz mais experiente.
  42. 42. • O processo básico pelo qual isto ocorre é a mediação (a ligação entre duas estruturas, uma social e uma pessoalmente construída, através de instrumentos ou sinais). • Quando os signos culturais vão sendo internalizados pelo sujeito é quando os humanos adquirem a capacidade de uma ordem de pensamento mais elevada. • Ao contrário da imagem de Piaget em que o indivíduo constrói a compreensão do mundo, o conhecimento sozinho, Vygostky via o desenvolvimento cognitivo como dependendo mais das interações com as pessoas e com os instrumentos do mundo da criança esses instrumentos são reais: canetas, papel, computadores; ou símbolos: linguagem, sistemas matemáticos, signos.
  43. 43. Konrad Lorenz (1903-1989) • Zoólogo austríaco, ornitólogo e um dos fundadores da Etologia moderna (estudo do comportamento animal). • Desenvolveu a idéia de um mecanismo inato que desencadeia os comportamentos instintivos (padrões de ação fixas) → modelo para a motivação para o comportamento. • Considera-se hoje que o sistema nervoso e de controlo do comportamento envolvem transmissão de informação e não transmissão de energias. • O seu trabalho empírico é uma das grandes contribuições, sobretudo no que se refere ao IMPRINTING e aos PERÍODOS CRÍTICOS.
  44. 44. • O imprinting é um excelente exemplo da interação de fatores genéticos e ambientais no comportamento. • O trabalho de Lorenz forneceu uma evidência muito importante de que existem períodos críticos na vida onde um determinado tipo definido de estímulo é necessário para o desenvolvimento normal. • Como é necessária a exposição repetitiva a um estímulo ambiental (provocando uma associação com ele), podemos dizer que o imprinting é um tipo de aprendizagem, ainda que contivesse um elemento inato muito forte.
  45. 45. Henri Wallon (1879 – 1962) • Wallon procura explicar os fundamentos da psicologia como ciência, os seus aspectos epistemológicos, objetivos e metodológicos. • Considera que o homem é determinado fisiológica e socialmente, sujeito às disposições internas e às situações exteriores. • Wallon propõe a psicogênese da pessoa completa (psicologia genética), ou seja, o estudo integrado do desenvolvimento.
  46. 46. • Para ele o estudo do desenvolvimento humano deve considerar o sujeito como “geneticamente social” e estudar a criança contextualizada, nas relações com o meio. • Wallon recorreu a outros campos de conhecimento para aprofundar a explicação dos fatores de desenvolvimento (neurologia, psicopatologia, antropologia, psicologia animal). • Considerava não ser possível selecionar um único aspecto do ser humano e via o desenvolvimento nos vários campos funcionais nos quais se distribui a atividade infantil (afetivo, motor e cognitivo).
  47. 47. Burrhus F. Skinner (1904 – 1990) • Psicólogo Americano, conduziu trabalhos pioneiros em Psicologia Experimental e defendia o comportamentalismo / behaviorismo (estudo do comportamento observável). • Tinha uma abordagem sistemática para compreender o comportamento humano, uma abordagem de efeito considerável nas crenças e práticas culturais correntes. • Fez investigação na área da modelação do comportamento pelo reforço positivo ou negativo (condicionamento).
  48. 48. • O condicionamento operante explica que um determinado comportamento tem uma maior probabilidade de se repetir se a seguir à manifestação do comportamento se apresentar de um reforço (agradável). • É uma forma de condicionamento onde o comportamento acabará por ocorrer antes da resposta. • Para ele, a aprendizagem, pode definir-se como uma mudança relativamente estável no potencial de comportamento, atribuível a uma experiência.
  49. 49. Albert Bandura (1925-presente) • Tal como Skinner, da linha behaviorista da Psicologia. No entanto enfatiza a modificação do comportamento do indivíduo durante a sua interação. • Ao contrário da linha behaviorista radical de Skinner, acredita que o ser humano é capaz de aprender comportamentos sem sofrer qualquer tipo de reforço.
  50. 50. • Para ele, o indivíduo é capaz de aprender também através de reforço vicariante, ou seja, através da observação do comportamento dos outros e de suas consequências, com contato indireto com o reforço. Entre o estímulo e a resposta, há também o espaço cognitivo de cada indivíduo. • É um dos autores associado ao Cognitivismo- Social, uma teoria da aprendizagem baseada na idéia de que as pessoas aprendem através da observação dos outros e que os processos do pensamento humano são centrais para se compreender a personalidade:
  51. 51. - As pessoas aprendem pela observação dos outros. - A aprendizagem é um processo interno que pode ou não alterar o comportamento. - As pessoas comportam-se de determinadas maneiras para atingir os seus objetivos. - O comportamento é autodirigido (por oposição a determinado pelo ambiente) - O reforço e a punição têm efeitos indiretos e imprevisíveis tanto no comportamento como na aprendizagem. - Os adultos (pais, educadores, professores) têm um papel importante como modelos no processo de aprendizagem da criança.
  52. 52. • A sua proposta difere da Psicologia Científica até então (70’s): privilegia os aspectos saudáveis do desenvolvimento, os estudos realizados em ambientes naturais e a análise da participação da pessoa focalizada no maior nº possível de ambientes e em contato com diferentes pessoas.
  53. 53. Arnold Gesell (1880-1961) • Psicólogo Americano que se especializou na área do desenvolvimento infantil. • Os seus primeiros trabalhos visaram o estudo do atraso mental nas crianças, mas cedo percebeu que é necessária a compreensão do desenvolvimento normal para se compreender um desenvolvimento anormal.
  54. 54. • Foi pioneiro na sua metodologia de observação e medição do comportamento e, portanto, foi dos primeiros a implementar o estudo quantitativo do desenvolvimento humano, do nascimento até a adolescência. • Realizou uma descrição detalhada e total do desenvolvimento da criança; realça, com base em pesquisas rigorosas e sistemáticas, o papel do processo de maturação no desenvolvimento. • Gesell e colaboradores caracterizaram o desenvolvimento segundo quatro dimensões da conduta: motora, verbal, adaptativa e social.
  55. 55. • Nesta perspectiva cabe um papel decisivo às maturações nervosa, muscular e hormonal no processo de desenvolvimento. • Desenvolveu, a partir dos seus resultados, escalas para avaliação do desenvolvimento e inteligência. Inaugurou o uso da fotografia e da observação através de espelhos de um só sentido como ferramentas de investigação.
  56. 56. TRABALHO DE SALA • BASEADO NO CONTEXTO - HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL E PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL, COMO PODEMOS AVALIAR NOSSAS CRIANÇAS NOS TEMPOS DE HOJE?
  57. 57. Referências Bibliográficas • Fonte: http://www.notapositiva.com • Brasil, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. RCN para a Educação Infantil. Brasília. MEC, 1998.
  58. 58. FIM...

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