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Cronicas

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Cronicas

  1. 1. Crônicas Kadja Hurtado
  2. 2. Crônicas <ul><li>Crônica é o único gênero literário produzido para ser veiculado na imprensa, ( revista, jornal). Na verdade, ela é feita com uma finalidade : agradar aos leitores dentro de um mesmo espaço e localização, criando-se assim, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem. </li></ul>
  3. 3. Crônicas <ul><li>Origem: </li></ul><ul><li>A palavra crônica deriva do Latim chronica , que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos. No século XIX, com o desenvolvimento da imprensa, a crônica passou a fazer parte dos jornais. </li></ul>
  4. 4. Crônicas <ul><li>Características: </li></ul><ul><li>• A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal; </li></ul><ul><li>• Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica; </li></ul>
  5. 5. Crônicas <ul><li>• O cronista dá às crônicas um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia, imaginação; </li></ul><ul><li>• Pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura; </li></ul>
  6. 6. Crônicas <ul><li>• A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está &quot;dialogando&quot; com o leitor; </li></ul><ul><li>• Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. </li></ul>
  7. 7. Crônicas <ul><li>Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. P odemos determinar cinco pontos: </li></ul><ul><li>• Narração histórica pela ordem do tempo em que se deram os fatos; </li></ul>
  8. 8. Crônicas <ul><li>• Seção ou artigo especial sobre literatura, assuntos científicos, esporte etc., em jornal ou outro periódico; </li></ul><ul><li>• Pequeno conto baseado em algo do cotidiano; </li></ul><ul><li>• Normalmente possuiu uma crítica indireta; </li></ul>
  9. 9. Crônicas <ul><li>• Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico. </li></ul><ul><li>Exemplos deste tipo de crônica: </li></ul><ul><li>• Fernando Sabino; </li></ul><ul><li>• Millôr Fernandes. </li></ul>
  10. 10. Crônicas <ul><li>Crônica Narrativa ~> Tem por eixo uma história, o que a aproxima do conto. Pode ser narrado tanto na primeira quanto na terceira pessoa do singular. </li></ul><ul><li>Texto lírico (poético, mesmo em prosa). Comprometido com fatos cotidianos (“banais” - comuns); </li></ul>
  11. 11. Crônicas <ul><li>Crônica Humorística ~> Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos; </li></ul><ul><li>Crônica Reflexiva ~> Reflexões filosóficas sobre vários assuntos. Apresenta uma reflexão de alcance mais geral a partir de um fato particular . </li></ul>
  12. 12. A Bola <ul><li>O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. </li></ul><ul><li>O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse &quot;Legal!&quot;. </li></ul>
  13. 13. A Bola <ul><li>Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. </li></ul><ul><li>Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. </li></ul><ul><li>- Como e que liga? – perguntou. - Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho. - Não tem manual de instrução? </li></ul>
  14. 14. A Bola <ul><li>O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros. - Não precisa manual de instrução. </li></ul><ul><li>- O que é que ela faz? - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela. - O quê? </li></ul><ul><li>- Controla, chuta... - Ah, então é uma bola. - Claro que é uma bola. </li></ul>
  15. 15. A Bola <ul><li>- Uma bola, bola. Uma bola mesmo. - Você pensou que fosse o quê? - Nada, não. O garoto agradeceu, disse &quot;Legal&quot; de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. </li></ul><ul><li>Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. </li></ul>
  16. 16. A Bola <ul><li>O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. </li></ul><ul><li>Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto. </li></ul><ul><li>- Filho, olha. </li></ul><ul><li>O garoto disse &quot;Legal&quot; mas não desviou os olhos da tela. </li></ul>
  17. 17. A Bola <ul><li>O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. </li></ul><ul><li>A bola cheirava a nada. </li></ul><ul><li>Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar. </li></ul>(Luís Fernando Veríssimo)

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