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CONSIDERAÇÕES INICIAIS

      Durante nossa trajetória como estagiarias da rede pública de ensino, atuando
nas turmas...
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interagir e atuar na sociedade como um todo. Porém, observamos que, nem sempre,
as práticas escolares condizem com as...
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Capitulo I: Trajetória Histórica

      1.1 Origem da linguagem


      Para um primeiro momento, o estudo da ciência...
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                          3-“A linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de
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não são suficientes muitas vezes para que o aluno seja capaz de interferir e atuar na
comunidade da qual é integrante...
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                     O signo (linguístico) une não uma coisa e um nome, mas um conceito e
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de mudança e que vive em constante transformação e que ela é independente de
representação gráfica.     É visto com m...
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      Enfim, vários estudos científicos estão conectados aos estudos lingüísticos,
há uma interface entre diversas ár...
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ensino da língua era valorizado as formas gramaticais pré-estabelecidas, ou seja,
um ensino prescritivo sem espaços ...
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      Desta forma Geraldi considera que existem três concepções de linguagem
que são fundamentais:



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recentes, que buscaram analisar a linguagem em situação de uso. Conceber a
linguagem como forma de interação, signif...
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visa atingir de alguma forma seu interlocutor de maneira que esse retorne a
comunicação a partir da recepção e compr...
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      Por ser a interação o processo que permeia o desenvolvimento da linguagem
e, consequentemente, da escrita, e p...
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Capitulo-II Análise dos dados:

      2.1Lócus da pesquisa:


      O Estágio de Regência dos alunos do Curso de Lín...
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técnico e administrativo acaba atrapalhando os outros funcionários No seu quadro
de recursos materiais, as cadeiras ...
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melhor forma metodológica Onde são estimulados a expressar suas idéias e discutir
os conteúdos, pois os mesmos tem a...
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uma vez por mês as estratégias para melhorar ou atenuar sempre através de
processos e projetos pedagógicos.
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                Sobre o levantamento, observações dos aspectos pedagógicos, a
escola possui um projeto pedagógico de...
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      Segundo, sobre os recursos humanos e materiais, esses não são suficientes
para atender a comunidade escolar, t...
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pedagógico contêm: sala de direção, secretaria, sala de vice- direção, arquivo, sala
de professores, biblioteca, aud...
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pois os professores utilizam metodologias e dinâmicas que atraem o interesse do
aluno pela leitura, fazendo com que ...
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             A sugestão que eu apontaria para solucionar ou amenizar os
problemas evidenciados na escola é que tem d...
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onde nos pesquisadores estivemos presentes durante todas as atividades,
entretanto, em momento algum interferimos em...
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                  O que se observa, é que o corpo docente entrevistado consegue
identificar a dificuldade da classe,...
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         O que os alunos acham das aulas quando estão interagindo?




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-Qual o grau de influência do professor na sua vida?



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       2.4.4 - Pesquisa Subjetiva de Alunos


       PERGUNTAS                                 RESPOSTAS
1ºVocê e es...
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      Os dados analisados foram realizados através da pesquisa de campo, em
uma abordagem qualitativa e quantitativa...
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 A psicologia sócio-histórica, que tem como base a teoria de Vygotsky,
concebe o desenvolvimento humano a partir da...
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parcerias estamos mobilizando a classe para pensar conjuntamente e não
para esperar que uma única pessoa tenha toda...
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    materiais disponíveis em sua realidade conseguem envolver e transformar os
    seus alunos. O mundo do conhecim...
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aula, despertando nos discentes a compreensão da responsabilidade por seus atos
dentro e fora do contexto.




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    levantar argumentos;


•   Que o aluno aprofunde-se sobre determinado autor, lendo suas
    obras, confrontando-...
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                     CONSIDERAÇÕES FINAIS


      Levando em consideração todas as mudanças já ocorridas no
context...
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possibilitar o diálogo. , o respeito mútuo em sala de aula e o desenvolvimento
de uma relação com indivíduos critic...
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Referências Bibliográficas

(GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula: leitura e produção – 3° ed.
Cascavel:...
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FIORIN, José Luiz (Org.). Introdução à Lingüística. 5.ed.São Paulo: Contexto,
2007.

COSTA, Rildo Ferreira da. Conce...
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TCC AS CONCEPÇÕES DE LÍNGUAGEM: Diagnóstico para proposta de intervenção no contexto escolar

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TCC AS CONCEPÇÕES DE LÍNGUAGEM: Diagnóstico para proposta de intervenção no contexto escolar

  1. 1. 2 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Durante nossa trajetória como estagiarias da rede pública de ensino, atuando nas turmas de sexta série do ensino fundamental, nos deparamos com diversas situações, podemos constatar em alguns professores e alunos a falta de interação na relação da sala de aula, nos mais variados contextos. Alguns alunos apresentando um alto nível de incompreensão na comunicação, e alguns professores, por outro lado, demonstrando ausência de conhecimento, de relacionamento, segurança nos temas, sem conseguir retorno do ensino aprendizagem dos alunos. Embora tenhamos constatado que existem nestas mesmas unidades escolares, professores muito bem relacionados com seus alunos, apresentando um nível elevado de aceitação pela instituição, familiares e toda comunidade escolar Então nos questionamos: por que as escolas, hoje, ainda apresentam tantas dificuldades na relação interacional no que diz respeito ao fenômeno de comunicação e expressão professor-aluno? E no contexto escolar por que alguns professores não se entendem com seus alunos? Por que a linguagem na sala de aula não influencia na aprendizagem? Será que esses professores e dirigentes procuram analisar as conseqüências nessa falta de interação nas relações educacionais? Segundo Barbosa (2006.p.164): Os valores que vamos aprendendo na interação com, a visão de pessoa, de educação, de respeito, de limite pode nos aproximar ou nos afastar de situações de aprendizagem considerada necessária pela sociedade da qual fazemos parte. O que pretende-se estender um dialogo a partir dessa realidade: falta de interação na relação professor aluno, acreditando que tal problema implica no insucesso escolar. Os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNS (BRASIL, 1998), apresentam um projeto educativo comprometido com a democratização social e cultural, legando à escola a função de capacitar o aluno para o uso e domínio dos saberes lingüísticos em um efetivo exercício da cidadania, de acordo com esse documento a função da escola é promover situações didáticas que desenvolvam no indivíduo competência discursiva suficiente para ele utilizar a língua de maneira eficiente nos mais variados contextos, para expressar idéias, pensamentos e intenções, estabelecer relações,
  2. 2. 3 interagir e atuar na sociedade como um todo. Porém, observamos que, nem sempre, as práticas escolares condizem com as propostas dos PCNS, o apego excessivo à rotina do livro didático e o distanciamento da instituição em relação ao que se veicula no universo social do aluno, acaba gerando atividades artificiais as quais não estimulam um envolvimento por parte dele e com isso a falta de interação entre ambos. Nesse sentido, ao acreditar que a escola deva vencer as barreiras existentes entre realidade social e contexto escolar, a instituição deve propor situações de interações que minimizem o artificialismo e revelem caminhos para o comprometimento desse jovem com os problemas sociais de sua realidade, deixando-o apto a interar-se, discutir e opinar sobre questões sociais. Assim, considerando as propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNS (Brasil,1998) e sob a luz da lingüística aplicada, apresentamos, nesse trabalho, a exposição das teorias sócio-interacionistas, embasadas em autores como Bakhtin e Vygotsky, e a consolidação destas teorias pela prática interacional da linguagem na qual o aluno, a partir do contato com a realidade social, terá a oportunidade de desenvolver sua linguagem em uso. Essa prática, além de contribuir para o aprimoramento do ensino no contexto escolar, visa à interação do aluno com a sociedade de modo a exercer, efetivamente ao saberes linguístico no meio social.
  3. 3. 4 Capitulo I: Trajetória Histórica 1.1 Origem da linguagem Para um primeiro momento, o estudo da ciência da filosofia preocupou-se em buscar uma origem existencial da linguagem. Existem relatos e pesquisa de que houve um suposto surgimento na Grécia, diante disto, originou uma pergunta, a linguagem é natural aos homens ou é uma convenção social? Segundo Marilena Chauí (2002- p.139) Se a linguagem for natural, as palavras possuem um sentido próprio e necessário; se for convencional, são decisões consensuais da sociedade e, nesse caso, são arbitrárias, isto é, a sociedade poderia ter escolhido outras palavras para designar as coisas. Com essa pesquisa sobre a origem da linguagem, observou-se a separação e as diferença entre a linguagem e a língua, definiu-se que a linguagem é oriunda da capacidade de expressão natural dos seres humanos e engloba vários domínios físicos, psíquicos e fisiológicos, ou seja, próprias da necessidade do corpo humano que lhe permitem expressar pela palavra. Para a língua, são vindas de acordo que surgem de condições históricas, econômicas e políticas e culturas, ou seja, convenções da sociedade. De acordo com a visão de Chauí (2002-p.140). Uma vez constituída uma língua, ela se torna uma estrutura ou um sistema dotado de necessidade interna, passando a funcionar como se fosse algo natural, isto é, como algo que possui suas leis e princípios próprios, em dependentes dos sujeitos falantes que a empregam. Desta forma para Chauí, a linguagem somou-se quatro respostas: 1-“A linguagem nasce por imitação, isto é, os humanos imitam pela voz, os sons da natureza (dos animais, dos rios, das cascatas e dos mares, do trovão e do vulcão, dos ventos, etc.) A origem da linguagem seria, portanto, a onomatopéia ou imitação dos sons animais e naturais;” 2-“A linguagem nasce por imitação dos gestos, isto é, nasce como uma espécie de pantomima ou encenação, na qual o gesto indica um sentido. Pouco a pouco, o gesto passou a ser acompanhado de sons e estes se tornaram gradualmente palavras, substituindo os gestos;”
  4. 4. 5 3-“A linguagem nasce da necessidade: a fome, a sede, a necessidade de abrigar-se e proteger-se, de reunir-se em grupo para defender-se das intempéries, dos animais e de outros homens mais fortes levaram à criação de palavras, formando um vocabulário elementar e rudimentar, que, gradativamente, tornou-se mais complexo e transformou-se numa língua;” 4-“A linguagem nasce das emoções, particularmente do grito (medo, surpresa ou alegria), do choro (dor, medo, compaixão) e do riso (prazer, bem-estar, felicidade 1.2-A importância da linguagem Pela imensa diversidade de aplicação, a língua se configura em um sistema de signos específico, histórico e social, que permite ao homem significar o mundo e a sociedade. A linguagem, seja ela oral, escrita ou visual, constitui-se no único sistema capaz de expressar as intenções de seu usuário e só é possível sua constituição através da interação, vista como base fundamental para a produção de qualquer tipo de enunciação. Nessa perspectiva, “... a atividade mental de tipo individualista caracteriza-se por uma orientação social sólida e afirmada. Não é do interior, do mais profundo da personalidade que se tira a confiança individualista em si, a consciência do próprio valor, mas do exterior... Assim, a personalidade que se exprime, apreendida, por assim dizer, do interior, revelassem produto total da inter-relação social. A atividade mental do sujeito constitui, da mesma forma que a expressão exterior, um território social.” (Bakhtin ,1992:117). A linguagem representa um papel fundamental na interação do ser humano com o meio e subsequente formação de vínculos. Permite ao indivíduo estruturar o seu pensamento, traduzir o que sente expressar o que já conhece e comunicar com os demais. Diante disto a linguagem faz parte do nosso convívio, está inserida no nosso meio, pronta a envolver nossos pensamentos e sentimentos, acompanhando-nos em toda a nossa vida. A linguagem está ligada aos interesses humanos, relacionada ao mundo, as pessoas, a política e a cultura. Seu domínio é imprescindível para a participação efetiva no meio social em que vivemos. A prender a falar e a escrever
  5. 5. 6 não são suficientes muitas vezes para que o aluno seja capaz de interferir e atuar na comunidade da qual é integrante, utilizando as palavras certas em determinados discursos, argumentado de maneira clara e segura o que está sendo discutido. Neste tipo de discurso as pessoas trocam informações, emitem e recebem opiniões, exercendo assim, a cidadania por meio da comunicação. A língua tem como importância representar seu conhecimento e transmitir informações aos seus ouvintes, possibilitando aos membros da sociedade os mais variados atos que podem despertar uma série de reações comportamentais ao que é informado. Como diz W. Geraldi (1984. Pag.3) trata-se “de um jogo que se joga na sociedade, na interlocução e no interior de seu funcionamento que se pode procurar estabelecer as regras de tal jogo”. Conforme a visão dialógica de Bakhtin e Chauí: ”(...) é na interação verbal, estabelecida pela língua com o sujeito falante e com os textos anteriores e posteriores, que a palavra (signo social e ideológico) torna-se real e ganha diferentes sentidos conforme o contexto.”. Bakhtin (1988) Diante disto, a língua é um ato que muda constantemente, basta que seja influenciada por outros membros, cabe apenas ao usuário estabelecer essas regras combinatórias, que cada individuo está habituado a utilizar, para evitar qualquer constrangimento quando for comunicar-se 1.3- Introdução à linguística A linguística é definida, na maioria dos estudos especializados, como a disciplina que estuda cientificamente a linguagem. Convém enfatizar que a lingüística dentem-se somente nos estudos científicos da linguagem humana. Porém, nota-se que todas as linguagens verbais e não verbais compartilham uma linguagem importante, são sistemas de signos utilizados para que haja comunicação. O signo é assim definido por Saussure
  6. 6. 7 O signo (linguístico) une não uma coisa e um nome, mas um conceito e uma imagem acústica. Esta última não é o som material, coisa puramente física, mas a marca psíquica desse som, a representação que dela nos dá o testemunho dos nossos sentidos; ela é sensorial, e se nos acontece chamar-lhe “material”, é apenas neste sentido e por oposição ao outro termo da associação, o conceito, geralmente mais abstracto. (Saussure, 1970:81) Sendo dessa forma, lingüística é uma parte da ciência que estuda os signos, as línguas naturais que são as formas de comunicação mais aperfeiçoadas e mais utilizadas. Saussure denominou de semiologia, Pierce a chamou de Semiótica As línguas possuem propriedades flexivas e adaptativas no qual se podem expressar vários conteúdos como emoções, sentimentos, ordens e perguntas, afirmações como também falar do presente, passado e futuro. A transmissão de informações de uma geração para outra através da linguagem, a Antropologia chama de CULTURA. A transmissão (expressão) de informações de um ser para outro através da linguagem chama-se COMUNICAÇÃO: “Comunicação é o modo através do qual as pessoas compartilham experiências, idéias e sentimentos. Ao se relacionarem, como seres interdependentes, influenciam-se mutuamente e, juntas, modificam a realidade onde estão inseridas.” (Juan Dias Bordenave. 2003) A lingüística deve estar preparada para falar mais de uma língua, conhecendo seus princípios de funcionamentos, suas semelhanças e diferenças. Não se parece com a gramática tradicional que trabalha de forma isolada, sem levar em consideração o contexto e a vivencia, experiência e sentimento do falante e sim procurar descrever e explicar os fatos: os padrões sonoros gramaticais e lexicais que estão sendo usados. A linguística focaliza primeiramente a linguagem em uso de uma comunidade e depois a escrita. A prioridade atribuída à lingüística ao estudo da língua falada explica-se pela necessidade de corrigir os procedimentos de analise da gramática tradicional que se preocupava na maioria das vezes com a língua literária. Como modelo único para qualquer forma de expressão escrita ou falada, que foi imposta pela sociedade. Consegue-se perceber que a língua é maleável, plástica, passível
  7. 7. 8 de mudança e que vive em constante transformação e que ela é independente de representação gráfica. É visto com muita freqüência que uma criança não alfabetizada pronuncie quelo por quero, por exemplo, dizem que “ela troca letra”, mas que na verdade ela troca um som por outro. Portanto, para a lingüística, é necessário comparar diferentes estados de língua previamente caracterizados como tais e observar as mudanças que ocorrem na expressão sonora e no uso O surgimento da lingüística se deu no século XIX, nesse estudo tinha como preocupação encontrar a origem da linguagem e das línguas em consideração em atualidade a uma língua como resultado e efeito de causas do passado. É a única ciência que explica seu objeto de estudo com seu próprio objeto de estudo e isso é o que fascina nos estudos lingüísticos. Ao assistirmos a um filme, a uma novela, ao lermos um livro, uma propaganda, estamos atiçando nosso senso de cientistas da linguagem, pois sabemos que há mais coisas que não são ditas, mas que o dito deixa pistas, sabemos que nada do que é escrito ou dito é “ingênuo”, pois sempre há uma intencionalidade, sempre se diz algo a alguém (mesmo que seja para nós mesmos), sempre escolhemos como dizer o que queremos dizer e sempre queremos saber por que foi que alguém disse o que disse e da maneira que disse. O ser humano é curioso e busca explicações para tudo. Pensar em linguagem é complexo, pois envolve subjetividade. Sabemos que há diferentes tipos de linguagem, a comunicação pode ser gestual, pode ser visual, mas focamos aqui somente a verbal, já que esta é muito intrigante. É mais do que produção articulatória. Daí o motivo de tantas linhas de pesquisa em relação à linguagem. Pode-se até pensar que Lingüística hoje deveria ser rotulada como “Estudos de Linguagem”, já que há um vasto campo de teorias que discorrem sobre o mesmo tema, deixando de ser apenas um campo investigativo restrito. Teorias discursivas, formais, pragmáticas, enunciativas, funcionalistas, cognitivistas, enfim, muitos tentam explicar o funcionamento do objeto misterioso língua (parte da linguagem), pois sabemos que entender todo o processo que nela se insere é justificar o ser humano em suas ações, pois há uma relação muito estreita entre a linguagem e o homem, como foi afirmado anteriormente.
  8. 8. 9 Enfim, vários estudos científicos estão conectados aos estudos lingüísticos, há uma interface entre diversas áreas, além da própria interface na Lingüística. Podemos dizer que existe uma interface externa da Lingüística e uma interface interna. Na primeira interface, atuam as ciências formais, as ciências sociais e as ciências naturais. As ciências formais, afirmam que a linguagem tem relação com a Lógica, que há uma semântica de condições de verdade. Para as ciências naturais, cujo grande nome a linguagem é vista como parte biológica do ser humano, é algo inato e todos a têm, por isso há uma generalização de regras gramaticais. O ser humano possui um conjunto de regras inatas gramaticais, que podem variar alguns contextos (a teoria dos princípios e parâmetros explica bem isso). A Lingüística se ocupa de estudar os fenômenos da língua, porém o que ocorre é que os problemas infinitamente diversos das línguas têm em comum o fato de que, a um certo grau de generalidade, põem sempre em questão a linguagem. A Lingüística deve investigar as manifestações da linguagem humana, sejam individuais ou sociais. Para não deixar muito amplo, é preciso tornar a língua a norma de todas outras manifestações da linguagem, já que é seu produto social, é um depósito pertencente a todos os seres humanos. Como se sabe, a linguagem é multifacetada (envolve físico, psicológico, fisiológico, individual e social) e heteróclita. Língua e fala são inseparáveis, só falamos porque há língua, só existe língua pelo exercício da fala. Ambos são objetos concretos. 1.4- As concepções de linguagem. . A linguagem está presente em toda nossa vida, e é por meio dela que interagimos com o mundo e nos tornamos seres sociáveis dentro do meio social no qual estamos inseridos. Atendo-se a considerar o aspecto relativo à concepção de linguagem, propõe, basicamente, três modos de concebê-la: como expressão do pensamento, como instrumento de comunicação e como forma de interação. A primeira concepção é a linguagem como forma de expressão do pensamento, que consiste na idéia de que a linguagem era considerada como uma tradução do pensamento, e partia de uma gramática normativa estática, onde o conceito do “certo e errado” era imprescindível para a distinção do ser falante. No
  9. 9. 10 ensino da língua era valorizado as formas gramaticais pré-estabelecidas, ou seja, um ensino prescritivo sem espaços para as variações linguísticas, ressaltando a importância das regras a serem seguidas. A segunda concepção é a linguagem como instrumento de comunicação, pelo qual a língua é vista como um código que transmite uma mensagem, tomando forma fora de nossos pensamentos. No ensino, os alunos tornaram-se mais ativos no aprendizado, buscando conhecimentos para melhor desenvolverem suas capacidades comunicativas. Já as escolas passaram a ser menos autoritárias, e os professores a facilitar o conhecimento e a compreensão do aluno, e não ficar apenas impondo e vetando as idéias dos mesmos. Fazendo com que houvesse um melhor crescimento e aproveitamento do indivíduo enquanto ser social e sujeito à comunicação. E por final temos a terceira concepção, que tem a linguagem como forma de interação, acerca de um ensino mais eficaz e que capaz de desenvolver melhores caminhos para a interação humana, sendo assim, na escola todos tornam-se sujeitos passíveis de interação. O aluno passa a ter um aprendizado mais ativo, conseguindo perceber a língua e seu uso de forma mais clara e presente em seu cotidiano, sabendo discernir as diversas utilizações da língua, não apenas aprendendo através de repetições e métodos tradicionalistas. Passa-se a exercer uma reflexão sobre a língua, pela qual o indivíduo adquire uma independência intelectual, e passa a ter várias compreensões daquilo que lhe é apresentado, atribuindo valores e significados de acordo com sua própria visão de mundo. Reforçado pela analise de KOCH e TRAVAGLIA: “(...) A terceira concepção, finalmente é aquela que encara a linguagem como atividade, como forma de ação, ação inter-individual finalisticamente orientada; como lugar de interação que impossibilita aos membros de uma sociedade a prática dos mais diversos tipos de atos, que vão exigir dos semelhantes reações e/ou comportamentos, levando ao estabelecimento de vínculos e compromissos anteriormente inexistentes.” KOCH E TRAVAGLIA (2004.)
  10. 10. 11 Desta forma Geraldi considera que existem três concepções de linguagem que são fundamentais: “(a) Linguagem é a expressão do pensamento: esta concepção ilumina, basicamente, os estudos tradicionais. Se concebemos a linguagem como tal, somos levados a afirmações – correntes – de que pessoas que não conseguem se expressar não pensam; b) A linguagem é instrumento de comunicação: esta concepção está ligada à teoria da comunicação e vê a língua como código (conjunto de signos que se combinam segundo regras) capaz de transmitir ao receptador uma certa mensagem. Em livros didáticos, esta é a concepção confessada nas instruções ao professor, nas introduções, nos títulos, embora em geral seja abandonada nos exercícios gramaticais; c) A linguagem é uma forma de inter-ação: mais do que possibilitar uma transmissão de informações de um emissor a um receptor , a linguagem é vista como um lugar de interação humana: através dela o sujeito que fala pratica ações que não conseguiria praticar a não ser falando; com ela o falante age sobre o ouvinte, constituindo compromissos e vínculo que não pré-existiam antes da fala.’’ (João Wanderley Geraldi. O Texto na Sala de Aula – Leitura e Produção – 3° ed. Cascavel, ASSOESTE, c1984. Pag. 3) Contudo, o foco principal dessa pesquisa será a linguagem como forma de interação por considerar a mesma, como observa Geraldi: “(...) postura educacional diferenciada, uma vez que situa a linguagem como lugar de constituição de relações sociais, onde os falantes se tornam sujeitos.” (João Wanderley Geraldi. 1984. Pag. 3) E neste sentido, contribuir para que se possa criar outra realidade em sala de aula, que possa somar para a constituição de sujeitos históricos e capazes de ler não apenas as palavras, mas o mundo criticamente. Em termos de estudos linguísticos, para Travaglia (1996), a concepção de linguagem em pauta recebeu contribuições de várias áreas de estudos mais
  11. 11. 12 recentes, que buscaram analisar a linguagem em situação de uso. Conceber a linguagem como forma de interação, significa entendê-la como um trabalho coletivo, portanto em sua natureza sócio-histórica e, então, como uma ação orientada para uma finalidade específica que se realiza nas práticas sociais existentes, nos diferentes grupos sociais. Para Bakhtin, a consciência, então, é engendrada pelas relações que os homens estabelecem entre si no meio social através da mediação da linguagem (Blanck, 1996). A interação, portanto, com o outro no meio social tem um papel fundamental, pois ...sem ele (o outro) o homem não mergulha no mundo sígnico, não penetra na corrente da linguagem, não se desenvolve, não realiza aprendizagens, não ascende às funções psíquicas superiores, não forma a sua consciência, enfim, não se constitui como sujeito (Freitas, 1997, p. 320). Para o autor (1992), os modos de dizer de cada indivíduo (a mobilização de recursos lingüístico-expressivos pelo locutor) são realizados a partir das possibilidades oferecidas pela língua e só podem se concretizar por meio dos gêneros discursivos. Desse modo, podemos considerar que na concepção interativa de linguagem, o discurso, quando produzido, manifesta-se por meio de textos e todo o texto se organiza dentro de determinado gênero discursivo. 1.5- Interações da linguagem no contexto escolar A linguagem no contexto escolar não pode ser compreendida senão a partir do fenômeno da interação verbal, que constitui, fundamentalmente, a realidade da língua atualmente . Considera-se que, toda e qualquer enunciação se dá orientada pelo contexto social no qual se estabelece, assim como pelos interlocutores a que se destina o discurso. “A situação social mais imediata e o meio social mais amplo determinam completamente e, por assim dizer, a partir do seu próprio interior, a estrutura da enunciação.” (Bakhtin, 1992, p. 113) Para o autor a dialogia acontece justamente por ser da natureza da palavra querer ser ouvida, buscar uma compreensão “responsiva”, pois, todo texto produzido
  12. 12. 13 visa atingir de alguma forma seu interlocutor de maneira que esse retorne a comunicação a partir da recepção e compreensão do mesmo, aceitando-o, recusando-o, aplicando-o, completando-o, ou respondendo a ele de alguma maneira (posição responsiva do ouvinte); porque, assim como para o homem e, conseqüentemente, para a palavra, nada é mais desorientador do que a falta de resposta do outro. Se considerarmos esse caráter dialógico, essa necessidade de resposta, todo texto busca de certa maneira exercer uma influência didática sobre o seu leitor, convencê-lo, despertar uma apreciação crítica em relação ao seu conteúdo. Também Garcez (1998), a partir de sua leitura de Bakhtin e Vygotsky, considera a linguagem como ação, como um produto que se modifica no tempo e que sofre influências profundas de acordo com o contexto social. A noção de competência e adequação se desenvolve juntas e dependem da experiência social, necessidades e motivações que alimentam a aquisição da língua e promovem uma adequação dela a diferentes situações, o que reafirma a relevância da interação para a linguagem e para a sobrevivência do homem em sociedade. A linguagem não pode ser vista como algo lógico e imanente, ela precisa ser considerada como um conjunto de variedades que são utilizadas de acordo com a experiência que o falante tem a respeito da língua e de acordo com seus propósitos e necessidades, de onde também surge a noção de competência, “(...) a habilidade de um falante para construir novas sentenças apropriadas a situação (...)” (Garcez 1998, p. 47). A escrita, como a linguagem oral, possui características extremamente interativas, consolidadas a partir da organização particular do indivíduo e do tipo de atividade na qual se integra, caracterizando-se como uma construção social na qual o outro, o interlocutor, assim como o objetivo a ser alcançado e o contexto de produção,vão ditar o caminho a ser seguido. Nesse sentido, Vygotsky (1988) nos auxilia na compreensão do caminho percorrido do social para o individual, o autor postula ser o discurso interior (a internalização da linguagem) formado a partir dos conceitos e regras estabelecidas pelas relações sociais. Assim, a transformação e a ampliação do conhecimento do indivíduo se dão através do levantamento de inúmeros contatos com o outro (interação), o que ocasiona o processo intrapessoal de organização da linguagem.
  13. 13. 14 Por ser a interação o processo que permeia o desenvolvimento da linguagem e, consequentemente, da escrita, e por ser no outro que o indivíduo busca matéria para a formação do eu, é também o outro que eu procuro convencer e dissuadir a respeito de minhas idéias quando eu produzo um texto. Portanto, torna-se essencial considerarmos a relevância do destinatário, do interlocutor, no momento da produção textual. Nesse sentido Bakhtin (1997:320) afirma que: “O papel dos outros, para os quais o enunciado se elabora, como já vimos, é muito importante. Os outros, para os quais meu pensamento se torna, pela primeira vez, um pensamento real (e, com isso, real para mim), não são ouvintes passivo, mas participantes ativos da comunicação verbal. Logo de início, o locutor espera deles uma resposta, uma compreensão responsiva ativa. Todo enunciado se elabora como para ir ao encontro dessa resposta” Para Garcez (1998), o que ocorre é a busca da realização do pensamento individual no outro, e este não é, então, um ouvinte passivo, mas participante ativo no processo de comunicação, seja ela escrita ou oralizada. Nesse sentido, assim como solicita os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNS (Brasil, 1998), é indispensável proporcionar uma rica interação em sala de aula, a fim de que o aluno possa internalizar aquilo que é socialmente estabelecido, desenvolvendo sua própria opinião e consciência a respeito do mundo, tornando-se assim um usuário competente da língua capaz de realizar efetivamente o exercício da cidadania, produzindo textos os quais reflitam e dialoguem com a nossa realidade. É, por conseguinte, fundamental que o professor, como mediador da aprendizagem, proporcione a seus alunos esta interação seja ela por meio de discussões, debates, contatos com textos extra-escolares e as mais diversas situações de ação mútua, dando a oportunidade ao aluno de adquirir cada vez mais capacidade de pensar sobre o mundo, por meio da conexão com diferentes discursos e vozes alheias a fim de construir sua identidade não pela reprodução destas, mas pela construção de seu próprio discurso individual que só se aprimora a partir de uma rica interação.
  14. 14. 15 Capitulo-II Análise dos dados: 2.1Lócus da pesquisa: O Estágio de Regência dos alunos do Curso de Língua Portuguesa foi sistematizado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú em cumprimento da Lei 9394/96 e demais normas exigidas ao ensino superior. A carga horária fundamental para realização do referido estágio é 35 horas em sala de aula e 40 horas em aplicação do projeto totalizando 75 horas em uma ou mais escolas do ensino fundamental e médio, possibilitando ao acadêmico o diagnóstico da realidade escolar, dentro de sala de aula e também do funcionamento administrativo da escola, com a finalidade de ampliar o conhecimento do acadêmico por meio da observação das ações pedagógicas dos professores de Língua Portuguesa. As pesquisas foram realizadas nas seguintes: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Realizadas pelas acadêmicas Antonia Cristina Santos, Joyce Nascimento e Leide Ana Louzeiro. Apresentadas nessa mesma sequência, nesse lócus da pesquisa A escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva da rede de Ensino Público Estadual localizado na Avenida Almirante Barroso – Sousa – Belém - Telefone (091) 3243 – 3775 tendo como Diretora Lúcia de Nazaré Tróccoli, sendo fundada em 03 de janeiro de 1971. Observada por Antonia Cristina Santos De porte médio com as modalidades de Ensino Fundamental, Médio, funcionando nos turnos da manhã, tarde e noite, com 13 salas, sendo que todas as 13 salas funcionam (13 turmas de manhã, 13 turmas de tarde e 13 turmas de noite). Suas dependências administrativas de apoio pedagógico contêm: sala de direção, secretaria, arquivo, sala de professores, biblioteca, auditório, laboratório de informática, refeitório, área de recreio, área livre. Possui nos seus recursos humanos: quadro administrativo/gestor: completo, quadro de professores completo, quadro técnico incompleto, quadro administrativo incompleto O quadro de recursos acima não supre a necessidade da escola, pois não, há um suporte na hora de trabalhar, pois a falta de funcionários no quadro
  15. 15. 16 técnico e administrativo acaba atrapalhando os outros funcionários No seu quadro de recursos materiais, as cadeiras são insuficientes, o estado regular, o mobiliário das dependências é insuficiente, o estado regular, os equipamentos disponíveis: computadores, DVDs ou Vídeo Cassete, televisão, retroprojetor, Projetor de Slide, Data show, Máquina de Xerox. Os acervos bibliográficos são insuficientes. Os recursos didáticos são suficientes. A merenda escolar é suficiente. Possui recursos financeiros como: PDE e FUNDO ROTATIVO e o projeto portas abertas O levantamento/observação dos aspectos pedagógicos da escola possui um projeto em andamento, pois a mesma possui projetos pedagógicos, entretanto o mesmo está sendo reorganizado. O planejamento das atividades escolares se dá mensalmente, com todo o corpo técnico e professores, através de um planejamento de uma hora pedagógica, onde existe um trabalho integrado na escola e são feitas reuniões com todo o segmento. Os professores contam com o apoio técnico para acompanhamento das ações docentes, pois o apoio técnico pedagógico é aplicado através da formação. A escola desenvolve projetos e/ou atividades interdisciplinares envolvendo os conhecimentos de todas as disciplinas do currículo escolar, pois a escola está trabalhando com um projeto “faço parte do meio ambiente e você” com um trabalho interdisciplinar e um projeto direcionado aos alunos do EJA sobre afetividade São trabalhados temas transversais nas atividades curriculares pela escola através da hora pedagógica e há um acompanhamento dos projetos que estão abordando os temas transversais. A escola tem oportunizado o aperfeiçoamento profissional dos professores, pois a SEDUC e o MEC em parceria com a escola tem ofertado formação de professores, através da Plataforma Freire. As metodologias adotadas pelos professores favorecem a aprendizagem dos alunos, sistematicamente os professores utilizam de recursos metodológicos e específicos para aprendizagem dos alunos. A avaliação do desempenho escolar dos alunos se dá através de forma contínua, porém, através de observações do aluno em sala. a cada período bimestral há uma avaliação complementar às notas dos mesmos.Os conteúdos trabalhados na escola são relacionados com o contexto de vida dos alunos, dando prioridade aos conteúdos relacionados com o cotidiano de cada aluno, usando a
  16. 16. 17 melhor forma metodológica Onde são estimulados a expressar suas idéias e discutir os conteúdos, pois os mesmos tem a liberdade de expressão com opiniões e suas idéias com relação aos conteúdos e trabalhos metodológicos Parecer final do aluno estagiário com base no diagnóstico e na observação realizada na escola é que a escola apresenta um excelente espaço físico é composta de 13 salas aparentemente em condições normais para realização de trabalhos pedagógicos no desenvolvimento das atividades docentes. A escola tem em sua estrutura física, sala de professores com televisão e DVD e ar condicionado, armários individuais com os nomes dos professores e também um computador para a pesquisa e elaboração das aulas Existe também a biblioteca com vasto acervo didático com três computadores ligados a internet voltada para a construção e o conhecimento do aluno. Há também cadeiras e mesas que permitem a reunião e formação de grupos de estudo acompanhada por um bibliotecário.. Quanto aos recursos humanos, materiais e infraestrutura suficientes para atender à comunidade escolar observa-se que a escola possui em quadro docente bem definido com praticamente cem por cento dos professores com concursados, assim também no quadro administrativo bem integrado com a responsabilidade pedagógica, apesar de estar incompleta ou em formação. No entanto o viver diário da escola se processa frequentemente fazendo com que haja uma estrutura excelente para atender a comunidade e os seus discentes Os problemas e dificuldades apresentadas em relação ao processo ensino-aprendizagem (planejamento das aulas, metodologias e recursos didáticos utilizados pelos professores, práticas avaliativas). Podemos observar neste questionamento uma melhor atenção dos professores para os planejamentos das aulas, pois em tempos atuais a evolução da informática veio muito a contribuir com os docentes que utilizam recursos didáticos aliados a avaliação contínua que fixam o raciocínio e a imaginação do aluno como: transparência em retroprojetores, sistemas de televideos, projetores de multimídia entre outros. Assim acredita-se em um melhor interesse dos alunos criando-se uma melhor expectativa em aprendizagem e notas nas atividades avaliativas. Quantos aos problemas de dificuldades que podem eventualmente surgirem relação ao processo de ensino aprendizagem esta necessidade acompanhada pelos professores e técnicos que se reúnem e discutem
  17. 17. 18 uma vez por mês as estratégias para melhorar ou atenuar sempre através de processos e projetos pedagógicos. A sugestão que eu apontaria para solucionar ou amenizar os problemas evidenciados na escola é que tem de haver maior fiscalização do órgão superior SEDUC para que os recursos solicitados pela escola como aparelhos de Data show, retroprojetor etc. Fossem utilizados com mais freqüência para que mudassem as aulas e através dos mesmos os alunos passassem a sentir mais interesse e ser atraído pelos conteúdos ministrados e assim terem uma maior permanência em sala de aula. Os professores deveriam ser mais dinâmicos, ativos, mais comprometidos com a educação, pois nota-se que são poucos que trabalham com prazer e dão atenção aos alunos quando estão dentro e fora da sala de aula Este relatório fez referência ao estágio realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, considerando os pontos positivos, as dificuldades, as características físicas, administrativas e pedagógicas encontradas no ambiente escolar, assim como os recursos materiais e financeiros disponíveis. Este relatório faz referencia ao estagio desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jarbas Passarinho, localizado na Avenida 25 de Setembro nº 2309 no bairro do Marco, administrado pela Diretora Walmira Maria Leite Carvalho. Escola de porte grande funciona em seu estabelecimento modalidades de ensino fundamental, médio e Ed. de jovens e adultos nos horários da manha, tarde e noite. Apresentada por Joyce do Nascimento Quaresma Na escola existe dependências administrativas e apoio pedagógico que funcionam: sala de direção, secretaria, sala da vice-direção, arquivo, sala de professores, biblioteca, biblioteca, laboratório de informática, refeitório, área livre, quadra de esportes e o quadro de funcionários, professores e gestores estão completos. Recursos matérias completos e suficientes, equipamentos disponíveis como computadores, televisão, projetor de slides, maquina de Xerox e DVD em bom estado. Acervo bibliográfico insuficiente. Recursos didáticos suficientes. Merenda escolar suficiente.
  18. 18. 19 Sobre o levantamento, observações dos aspectos pedagógicos, a escola possui um projeto pedagógico de textos sobre a característica paraense, o núcleo de profissionais se reúne anualmente para realizar o projeto, porém, esse planejamento é controlado mensalmente. Observei dentro da área de letras que esses projetos são desenvolvidos de forma integral pelos docentes na questão de contextualização de textos e temas, e isso valoriza, pois a contextualização se torna fundamental na leitura. Em parte, o apoio técnico ainda é pouco para assistência de toda a escola, mencionada no início como de porte grande, mas estabelece e divide todo o trabalho. Esses trabalhos são desenvolvidos principalmente nas datas comemorativa e feiras, são interdisciplinares, possíveis de observar na arte, musica, dança e ciência A respeito da oportunidade e aperfeiçoamento profissional dos professores, respondo que a escola orienta a participarem de cursos, mostras e congressos educacionais, com isso as metodologias adotadas por esses professores favorecem o aprendizado dos alunos, também existem aqueles professores antigos, poucos motivados a mudanças, mesmo esses sabendo da nova realidade, acreditam que seus métodos de ensino ainda influenciam. Os conteúdos trabalhados na escola ainda estão poucos relacionados com o contexto de vida dos alunos, acontece porque em plano isso funciona, mas na prática são diferentes, os professores se dispersam na suas aulas, os alunos quase nunca são estimulados a expressar suas idéias e discutir os problemas, conteúdos, e a solucionar. Os professores querem cumprir horários e tarefas, sabem que o aluno tem que participar, mas a rotina tira o foco desse ensino. Finalizando meu relatório, com base no diagnostico e observação realizada na sala de aula, ficará divido o parecer em quatro partes: estrutura da escola, recursos humanos e materiais, problemas e dificuldades do ensino e aprendizagem e sugestões. Primeira, sobre a estrutura da escola, essa tem um pouco de abandono por parte do desgaste do tempo e descaso das autoridades. A escola é um local de necessidade e deveria ter condição completa para o aprendizado. A biblioteca existe, mas não é atrativa para os alunos. A pintura, a higiene, a limpeza, e o cuidado a tornariam receptiva e agradável, a preocupação é lenta em recuperar o ambiente da escola e também seus objetos.
  19. 19. 20 Segundo, sobre os recursos humanos e materiais, esses não são suficientes para atender a comunidade escolar, têm dias que faltam professores, o recurso material é precário. Usa-se o que tem e quando tem. Os recursos humanos não são suficientes, como a escola é grande é difícil o controle técnico, existe um limite por causa do numero de alunos Terceiro, os problemas e dificuldades encontrados, esses são notados gradualmente, desde a família do aluno até o diretor da escola, por exemplo. O índice de falta e repetência prejudica ensino dos alunos, de certa forma, a família faz parte nesse momento, não incentiva, não participa. A interação entre aluno e professor é algo que acontece do interesse, entendimento e bom relacionamento de ambos. Professores devem estar preparados e atualizados para o ensino, devem ser orientados para o desenvolvimento e interação do educando. A escola junto com o corpo técnico deve ter perfil administrativo, ou seja, planejar organizar, dirigir e controlar o ambiente escolar. Não deixar faltar materiais, informações e supervisão e deve ser proativa para os problemas. Ultimo parecer, minhas sugestões para solucionar ou amenizar os problemas, sugiro que se comece dos órgãos superiores. A fiscalização do Estado em relação às escolas, a preparação dos professores, mais concursos, capacitação, especialização de profissionais, salários atraentes, estratégias de desenvolvimento em geral. Fornecer materiais atualizados e específicos. No ambiente escolar, acompanhamento diário da participação do aluno e seu desenvolvimento, incentivar a leitura, a escrita e em geral o estudo. A escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Regina Coeli Sousa Silva da rede de Ensino Público Estadual localizado na Rua Solimões – quadra 119 no Conjunto Paar – Coqueiro – Ananindeua- Pará – CEP 67040 – 061 Telefone (091) 3273 – 5281 tendo como Diretora Maria Luzia Ferreira Formigosa. Sendo fundada em 15 de Agosto de 1991. Apresentada por Leide Ana Louzeiro. De porte grande com as modalidades de Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos, funcionando nos turnos da manhã, tarde e noite, com 16 salas, sendo que todas as 16 salas funcionam (16 turmas de manhã, 16 turmas de tarde e 16 turmas de noite). Suas dependências administrativas de apoio
  20. 20. 21 pedagógico contêm: sala de direção, secretaria, sala de vice- direção, arquivo, sala de professores, biblioteca, auditório, sala de leitura, laboratório de informática, refeitório, área de recreio, área livre e o programa de portas abertas. Possui nos seus recursos humanos: quadro administrativo/gestor: completo, quadro de professores completo, quadro técnico completo, quadro administrativo completo. O quadro de recursos acima supre a necessidade da escola, pois, há todo um suporte na hora de trabalhar. No seu quadro de recursos materiais, as cadeiras são suficientes, o estado excelente, o mobiliário das dependências é suficiente, o estado excelente, os equipamentos disponíveis: computadores, DVDs ou Vídeo Cassete, televisão, retroprojetor, Projetor de Slide, Datashow, Máquina de Xerox e Filmadora. Os acervos bibliográficos são atualizados. Os recursos didáticos são bem utilizados. A merenda escolar é de boa qualidade. Possui recursos financeiros como: FNDE e FUNDO ROTATIVO. O levantamento/observação dos aspectos pedagógicos da escola possui um projeto em andamento, pois a mesma possui metodologias pedagógicas, o que faz uma grande diferença no aprendizado do aluno. O planejamento das atividades escolares se dá semestralmente, com todo o corpo técnico, onde é realizado o trabalho pedagógico e interdisciplinar do conteúdo programático, onde existe um trabalho integrado dos docentes que trabalham a aceleração da aprendizagem daqueles alunos que estão fora da faixa etária. Os professores contam com o apoio técnico para acompanhamento das ações docentes, pois tanto o corpo técnico, quanto os pais trabalham de forma simultânea para que haja um aprendizado positivo do aluno. A escola desenvolve projetos e/ou atividades interdisciplinares envolvendo os conhecimentos de todas as disciplinas do currículo escolar, pois há música, leitura, arte em grafite e etc. São trabalhados temas transversais nas atividades curriculares pela escola através de palestras, feiras culturais, debates, teatro, fazendo com que esses alunos demonstrem o que aprenderam na prática. A escola tem oportunizado o aperfeiçoamento profissional dos professores através de palestras, cursos ministrados dentro ou fora da escola. As metodologias adotadas pelos professores favorecem a aprendizagem dos alunos,
  21. 21. 22 pois os professores utilizam metodologias e dinâmicas que atraem o interesse do aluno pela leitura, fazendo com que o mesmo seja um bom leitor e um bom escritor. A avaliação do desempenho escolar dos alunos se dá através de forma contínua, avaliação individual, seminários, mesa redonda, debates, teatros,no qual interagem, tendo um melhor aproveitamento. Os conteúdos trabalhados na escola são relacionados com o contexto de vida dos alunos, de forma conjunta com os professores de diversas disciplinas, na qual são feitas palestras e aulas dialogadas e levam em consideração a vivência dos alunos. Onde são estimulados a expressar suas ideias e discutir os conteúdos, pois há uma interação entre professor e alunos para que os mesmos possam opinar quanto ao conteúdo programático ministrado na escola. Parecer final do aluno estagiário com base no diagnóstico e na observação realizada na escola é que, em se tratando de estrutura física, a escola está muito bem, pois há espaço para os alunos poderem lanchar conversar, os banheiros encontram-se em bom estado. O ambiente pedagógico também é muito bom. A biblioteca, a sala de leitura e o laboratório são bem utilizados pelos alunos. Portanto, a escola está entre uma das melhores escolas públicas do estado do Pará. Quanto aos recursos humanos, materiais e infraestrutura suficientes para atender à comunidade escolar, estão em perfeitas condições, tanto do corpo técnico e alunos quanto os pais e a comunidade que tem acesso direto à escola, facilitando assim a vida educacional de todos. O trabalho técnico pedagógico no apoio às ações docentes como integração/cooperação para a resolução de problemas de sala de aula, possui um apoio do corpo técnico para os professores para que os mesmos possam resolver os problemas que surgem no decorrer do ano letivo. Os problemas e dificuldades apresentadas em relação ao processo ensino-aprendizagem (planejamento das aulas, metodologias e recursos didáticos utilizados pelos professores, práticas avaliativas). Como em qualquer profissão há os bons e os maus profissionais. Na educação não poderia ser diferente, infelizmente encontram-se professores descomprometidos com a educação que vão para a escola somente com o intuito de receber o salário no final do mês e não dão uma aula com todos os recursos que a escola oferece. Em geral a escola tem todas as ferramentas necessárias, é só o professor fazer a diferença e tentar mudar um estigma estabelecido pela escola pública.
  22. 22. 23 A sugestão que eu apontaria para solucionar ou amenizar os problemas evidenciados na escola é que tem de haver um trabalho simultâneo. Aliás, existe esse trabalho, mas poderia ser melhorado, pois alguns professores ainda não se conscientizaram de que são eles que farão uma grande diferença na vida social de seus alunos. Na verdade não tenho muito a opinar, pois a escola está entre as melhores que já estagiei, com todas as ferramentas necessárias para ministrar uma ótima aula, só falta um pouco de interesse por uma minoria dos professores. Portanto essa seria a minha opinião para que possamos melhorar a educação do nosso país. Ao longo da diagnose a diretora informou que o Projeto Político Pedagógico da escola é viabilizado no decorrer do ano com fundamentos nas propostas do PPE (Projeto Pedagógico Educacional). A escola mantém o projeto portas abertas na qual oferece para a comunidade uma maneira de complementar a renda familiar com pequenos trabalhos feitos na escola como: bijuteria, manicure, pedicure, artesanatos e etc. Quanto às turmas foi feito regência nas séries de ensino fundamental do 6º ao 9º ano, conforme horários de aula da acadêmica Leide Ana Ferreira Louzeiro 2.2- Procedimentos metodológicos. Para a realização da pesquisa, nosso contato com o lócus da pesquisa aconteceu através de oficio expedido pelo Idepa-UVA, para nos identificarmos que somos alunos desta universidade. Foi utilizada como instrumento de pesquisa, questionário com perguntas objetivas e subjetivas destinada aos alunos de sexta série e professores cuja pesquisa se dá através da problemática sobre as concepções de linguagem usadas atualmente no âmbito escolar. Foram entrevistados os corpos docentes e discentes para verificarmos a situação presente professor-aluno em sala de aula, previamente compactados e informados sobre o objetivo do nosso trabalho. Houve boa aceitação e disponibilidade por parte dos entrevistados em contribuir com o nosso trabalho. A entrevista foi alternada e variada, devido a diferenças das escolas e de horários,
  23. 23. 24 onde nos pesquisadores estivemos presentes durante todas as atividades, entretanto, em momento algum interferimos em suas respostas e até mesmo para garantir autenticidade da referida pesquisa. Tabulação e análise dos dados coletados 2.3- Tipos de Pesquisa A pesquisa realizada abaixo é apresentada através da pesquisa qualitativa e quantitativa, da qual a qualitativa tem como conceito o objetivo principal interpretar o fenômeno que se observa. A pesquisa quantitativa como método de pesquisa social que utiliza técnicas estatísticas. Normalmente implica a construção de inquéritos por questionário. Normalmente contactadas muitas pessoas. 2.4- Sujeitos da pesquisa 2.4.1-Categoria docente Foram ouvidos para este levantamento de dados, das três escolas, No total 5 professores. Onde obtivemos as seguintes respostas das perguntas aplicadas: - Qual o grau de dificuldade encontrada por parte dos alunos na hora de interagir? Alta Média Baixa Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Nessa questão, os professores entrevistados afirmam que os alunos encontram-se no grau de dificuldade na maioria média e baixa, ou seja, os alunos dentro de sala de aula estão tendo envolvimento parcial: seja no relacionamento social ou nas atividades escolares.
  24. 24. 25 O que se observa, é que o corpo docente entrevistado consegue identificar a dificuldade da classe, além de ter pontos de vistas diferentes em relação à interação. Essa postura nos mostra que o professor não encontra barreira nas comunicações com os alunos. Más na compreensão e atenção dos alunos no que é aplicado. Essa falta de interação na sala de aula prejudica a linguagem nas concepções da linguagem que tem por finalidade e objetivos, basicamente, três modos de concebê-la: como expressão do pensamento, como instrumento de comunicação e como forma de interação. Travaglia (1996), estudioso que, preocupado com um ensino gramatical significativo, assinala a importância de o professor conceber a natureza fundamental da linguagem, propondo as mesmas três possibilidades antes observadas. Você como professor utiliza a ação e interação na sala de aula? Sim Não As vezes Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Observou-se que os professores respondem de forma positiva, nenhuma dificuldade em utilizar a ação e interação com os alunos, sendo que esses professores entendem pouco a teoria sobre o significado e o sentido do assunto na hora de responder.
  25. 25. 26 O que os alunos acham das aulas quando estão interagindo? Boa Ótima Ruim Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Foi unanime a resposta dos docentes, responderam que é boa a participação dos alunos no âmbito escolar. Isso significa que a terceira concepção é o melhor caminho para a administração e direcionamento dos objetivos em sala de aula. Você acompanha o processo de leitura e da escrita na sala de aula? Sim Não As vezes Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. A maioria dos entrevistados afirmou que sim, fazem o acompanhamento no processo da leitura e da escrita em sala de aula. A sua metodologia adotada favorece a aprendizagem dos seus alunos?
  26. 26. 27 Sim Não As vezes Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Foi observado que os professores se dividem nas respostas, pois na maioria das vezes as suas aulas favorecem o desempenho dos alunos e conseguem esse retorno. 2.4.2 - Pesquisa Subjetiva de Professores PERGUNTAS RESPOSTAS 1ºDe que maneira o professor incentiva Foi observado que os professores a ação e interação dentro da sala de incentivam a ação e interação através de aula? Comente alguns métodos. leitura, pesquisa extraclasse, seminário e palestras. 2ºO que os alunos acham das aulas de Nenhum tem conhecimento sobre a língua portuguesa como método da terceira concepção da linguagem. terceira concepção? 3ºOs assuntos estudados na sala de Todos os professores levam em aula são contextualizados com a consideração a vivencia do aluno. O que vivência dos alunos? resulta um maior entendimento do assunto estudado na sala de aula. Metade dos entrevistados disse que 4ºProfessor, você possui um projeto trabalham com projetos voltados para para estimular o aluno no seu estimular o desenvolvimento intelectual e desenvolvimento intelectual e social? social do aluno, outra metade disse não conhecer e nem trabalhar. O que nos leva a entender de que os professores não estão preocupados em formar
  27. 27. 28 cidadãos críticos 2.4.3- Categoria discente: Nas observações diretas e através de questionários nas escolas A, B, C aplicados com os alunos do ensino fundamental Foram ouvidos para levantamento de dados alunos de três escolas que chamaremos de escola A, B, C. A escola A: EEEFM “Presidente Costa e Silva”. A escola B: EEEFM “Jarbas Passarinho”. A escola C: EEEFM “Regina Coeli Souza Silva”. Foram ouvidos 88 alunos das referidas escolas para o qual elaboramos as seguintes perguntas: -Seus professores contam com suporte Didático além do livro? Sim Não As Vezes Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Nesta questão a maioria dos alunos respondeu que às vezes o professor tem algum ou outro suporte didático além do livro. Consideramos através dessa pesquisa que as opiniões foram favoráveis para determinarmos que o professor estão utilizando métodos ultrapassados, ou seja, na maioria das situações em classe não desenvolve uma metodologia nova . -Há um trabalho de conscientização sobre o ensino da leitura e da escrita?
  28. 28. 29 Sim Não Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Percebe-se que os alunos tiveram respostas favoráveis, ou seja, responderam que sim, e isso na pesquisa é interessante porque nos mostra que o professor está fazendo uma boa indicação dentro da sala de aula, está se preocupando em trabalhar todas as funções da língua. -Qual dessas atividades, entre leitura, escrita e oralidade você tem mais dificuldade? Leitura Escrita Oralidade Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Como se pode observar a oralidade e escrita aparecem em grau equivalente ou aproximados, pois com base nesta igualdade entende-se que os alunos não tiveram uma base escolar, ou seja, o inicio na educação infantil teve certa escassez educacional seja na escola ou familiar, essa ultima, julgamos de suma importância porque declara a essência do aluno no seu contexto de formação pessoal.
  29. 29. 30 -Qual o grau de influência do professor na sua vida? Nenhuma Grande Parcial Outros Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Os alunos afirmam que em sala de aula os educadores influenciam em parte nas suas vidas, isso porque infelizmente muitos professores não têm uma relação interpessoal. -Qual sua opinião com relação aos professores com métodos mais tradicionais de ensino e aprendizagem (Autoritarismo) consegue ter êxito nos seus ensinos? Com certeza Não Depende Outros Fonte: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva, Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva. Nesta questão a maiorias dos alunos responderam que depende muito de cada aluno, alguns podem ter resultados satisfatórios outros não, pois cada um tem uma maneira de aprender. Muitos aprendem com métodos tradicionais outros com métodos renovadores.
  30. 30. 31 2.4.4 - Pesquisa Subjetiva de Alunos PERGUNTAS RESPOSTAS 1ºVocê e estimulado a expressar suas A questão analisada confirma que a ideias e discutir os conteúdos? maioria dos alunos compreende que os professores estimulam a participação deles em sala de aula. 2ºO seu professor desenvolve Ao formular as respostas, os alunos métodos variados para que você definiram que o professor consegue consiga interagir na sala de aula? desenvolver métodos interacionais e participativos entre os grupos. 3ºVocês gostam de participar de A maioria dos alunos respondeu gostar trabalho em grupo ou individual? Por de trabalha em equipe, com os seus quê? colegas. Nessa resposta, observamos um melhor aprendizado e satisfação ao desenvolver suas atividades em grupo e não individual. 4ºEm sala de aula existe a interação Observamos nessa questão que os entre você e seu professor? Explique alunos se dividiram nas respostas, pois essa atuação. metade respondeu interagir com o professor e outra não. Isso se deve a característica tanto do aluno quanto do professor. 2. Análise dos Dados investigados:
  31. 31. 32 Os dados analisados foram realizados através da pesquisa de campo, em uma abordagem qualitativa e quantitativa nas Escolas Estaduais de Ensino Fundamental e Médio Presidente Costa e Silva; Jarbas Passarinho e Regina Coeli Souza Silva, tendo como objetivo compreender conflito que existe na atuação dos professores na hora de interagir com os alunos, onde ao questionarmos professores e alunos pudemos ter uma noção no processo das dificuldades, através das respostas dadas. Capitulo-III- Proposta de intervenção para a sala de aula
  32. 32. 33 A psicologia sócio-histórica, que tem como base a teoria de Vygotsky, concebe o desenvolvimento humano a partir das relações sociais que a pessoa estabelece no decorrer da vida. Nesse referencial, o processo de ensino-aprendizagem através de estudos com a linguagem, também se constitui dentro de interações que vão se dando nos diversos contextos sociais. A sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado de sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do saber. Tendo como base esses pressupostos teóricos, esse texto sistematiza alguns pontos da teoria com a possibilidade de trabalho do professor junto a seus alunos. A psicologia sócio-histórica traz em seu bojo a concepção de que todo Homem se constitui como ser humano pelas relações que estabelece com os outros. Desde o nosso nascimento somos socialmente dependentes dos outros e entramos em um processo histórico que, de um lado, nos oferece os dados sobre o mundo e visões sobre ele e, de outro lado, permite a construção de uma visão pessoal sobre este mesmo mundo. Quando nos referimos ao valor das interações em sala de aula, é importante pensarmos que este referencial não compactua com a idéia de classes socialmente homogêneas, onde uma determinada classe social organiza o sistema educacional de forma a reproduzir seu domínio social e sua visão de mundo. Também não aceitamos a idéia de sala de aula arrumada, onde todos devem ouvir uma só pessoa transmitindo informações que são acumuladas nos cadernos dos alunos de forma a reproduzir em determinado saber eleito como importante e fundamental para a vida de todos. Quando imaginamos uma sala de aula em um processo interativo, estamos acreditando que todos terão possibilidade de falar, sugerir, questionar, levantar suas hipóteses e nas negociações, chegar a conclusões que ajudem o aluno a se perceber parte de um processo dinâmico de construção e possibilitando o desenvolvimento de suas habilidades linguísticas. Não nos estamos referindo a uma sala de aula onde cada um faz o que quer, mas onde o professor seja o articulador dos conhecimentos e todos se tornem parceiros de uma grande construção, pois ao valorizarmos as
  33. 33. 34 parcerias estamos mobilizando a classe para pensar conjuntamente e não para esperar que uma única pessoa tenha todas as respostas para tudo. Ao valorizarmos as interações, não estamos esquecendo que a sala de aula tem papéis que precisam estar bem-definidos, mas também queremos reforçar que estes papéis não estão rigidamente constituídos, ou seja, o professor vai, sim, ensinar o seu aluno, mas este poderá aprender também com os colegas mais experientes ou que tiverem vivências diferenciadas. Ao professor caberá, ao longo do processo, aglutinar todas as questões que apareceram e sistematizá-las de forma a garantir o domínio de novos conhecimentos por todos os seus alunos. Radicalizamos o argumento em favor da interação porque acreditamos que o Homem se constitui enquanto tal no confronto com as diferenças; e um dos laboratórios privilegiados para isso é a escola, onde somos reunidos com diferentes realidades, e no conjunto de tantas vozes, acabamos por acordar significados para determinadas coisas que na individualidade de cada um podem ter diversos sentidos. Concebendo a escola como o lugar onde ocorrem a apropriação e a sistematização do conhecimento e onde a aprendizagem deve estar sempre presente, estamos olhando aqui as interações em um contexto específico – o processo ensino-aprendizagem dentro do campo da linguagem. A sala de aula é como nos referimos anteriormente, um laboratório, no qual o processo discursivo ocorre pelas negociações e conflitos que aparecem perante o novo, perante aquilo que não se conhece ou não se dominam totalmente e que apresentamos aos alunos de maneira problematizadora. Quando motivados, nossos alunos entram no "canal interativo", envolvem-se nas discussões, sentem-se estimulados e querem participar, pois internamente estão mobilizados por estratégias externas -ferramentas sedutoras que o professor deve usar para mobilizar sua classe. Quando falamos em ferramentas externas, referimo-nos aos instrumentos físicos que não precisam ser algo extremamente sofisticado - basta que façam parte da criatividade do professor. Temos profissionais que com algumas sucatas ou
  34. 34. 35 materiais disponíveis em sua realidade conseguem envolver e transformar os seus alunos. O mundo do conhecimento está muito além do computador ou de ferramentas tecnologicamente sofisticadas; elas nos ajudam sem dúvida, mas não conseguem criar, sozinhas, os necessários campos interativos. Cabe ao professor transformar tecnologia em aula socialmente construtiva, sucata em "material de ponta", conhecimento espontâneo em conhecimento científico, mundo encoberto em mundo revelado, e tudo o mais que proporcione o reconhecimento e o encantamento com a vida pessoal e a vida social dos grupos refletidos na sala de aula por meio da presença dos alunos e mesmo do professor que, de repente, descobre sua própria vida em meio à vida de seus alunos. O trabalho com a ação e interação utilizando a linguagem, surge como uma fonte de atualização e conhecimento e de contato com o cotidiano Costa (no prelo) citando Schön (1995) considera que a prática exige do professor uma reflexão criativa para articular o saber escolar com o saber da experiência discente no contexto educacional, configurando um “processo de reflexão-na- ação. Segundo o autor, nessa visão, pressupõe-se que os professores reconheçam os alunos como sujeitos detentores de conhecimentos tácitos acumulados espontaneamente por experiências historicamente vivenciadas. Acrescenta, ainda, que: Para aproximar-se dos conhecimentos dos alunos, o professor não pode mais está engessado pedagogicamente em conhecimentos técnicos prontos para serem aplicados de modo generalizados às situações de sala de aula, mas sim, deve se deixar levar pela curiosidade, pela sensibilidade e pela inquietação antes, durante e depois a todas as situações singulares que ocorrem na sala de aula, mesmo considerando esse espaço educacional numa dimensão de grupo. Apostamos na metodologia interacional como recurso capaz de promover a integração e o conhecimento necessário para uma análise critica e reflexiva nos educandos, sendo capaz, portanto, de despertar uma discussão contextualizada. Nosso objetivo com o projeto ação e interação foi melhorar as relações em sala de
  35. 35. 36 aula, despertando nos discentes a compreensão da responsabilidade por seus atos dentro e fora do contexto. Diante de tudo isso que foi descrito neste trabalho sugere-se; • Que os professores trabalhe de forma interdisciplinar, valorizando e respeitando a proposta de interação na sala de aula; • Que o aluno desenvolva a linguagem oral, por sua vez, apesar de ainda pouco priorizado na escola; • Que o professor e alunos trabalhem com exposições sobre um conteúdo, debates e argumentações, explanação sobre um tema lido ou leituras de temas atuais e transversais; • Que o professor ofereça oportunidades de fala, mostrando a adequação da língua a cada situação social de comunicação oral; • Que aluno e professor vejam a linguagem como uma interação social; • Que o professor incentive a leitura individualmente e em grupo, conhecendo os temas abordados; • • Que o aluno identifique recursos linguísticos, procedimentos e estratégias discursivas para relacioná-los com seu gênero; • Que professor e aluno faça parte de situações sociais de leitura, como as discussões sobre obras lidas e a indicação das apreciadas; • Que o aluno escreva breves ensaios sobre textos literários e não literários, expressar seus pontos de vista frente ao texto e
  36. 36. 37 levantar argumentos; • Que o aluno aprofunde-se sobre determinado autor, lendo suas obras, confrontando-as com interpretações, consultando textos sobre a vida e a produção do mesmo; • Que o professor explore estilos e temas mais abordado escolhido pelos alunos; • Que o professor busque informações, selecionando estratégias de leitura conforme os propósitos específicos; • Que o professor e aluno complementem textos com informações provenientes de outras produções escritas, usando estratégias próprias de cada gênero; • Que o professor organize debates sobre temas de interesse geral e participar dele registrando dados de várias fontes; • Que o professor desenvolva no aluno a competência discursiva suficiente para utilizar a língua de maneira eficiente nos mais variados contextos;
  37. 37. 38 CONSIDERAÇÕES FINAIS Levando em consideração todas as mudanças já ocorridas no contexto educacional, a escola ainda não consegue lidar com aspectos da oralidade dos alunos levando em conta o contexto cultural, político e social em que estão inseridos. A pesquisa torna evidente a grande dificuldade encontrada pelos professores para realizar atividades em que o diálogo com textos orais e escritos possam desencadear processos favoráveis ao desenvolvimento do aprendizado dos alunos, bem como a aproximação entre as atividades escolares e os usos sociais da linguagem. A linguagem oral nem sempre é utilizada como instrumento para refletir sobre a linguagem escrita. Diante disso, o que se espera dos professores é que sejam criadas formas de estudo que possibilitem aos alunos ampliarem as possibilidades de usos da língua oral e escrita, tornando-os aptos a desenvolverem-se nos diferentes usos da linguagem, dentro de uma perspectiva crítica. O desafio que se coloca é o desenvolvimento de propostas que possam contribuir para a reflexão sobre novas possibilidades de ação e interação com a linguagem, na perspectiva de construir metodologias e dinâmicas de trabalho que favoreçam a formação de sujeitos letrados. Do mesmo modo que o trabalho desenvolvido em sala de aula necessita de um diálogo entre os sujeitos envolvidos — alunos e professores — bem como do diálogo crítico com diferentes assuntos, acreditamos que os professores também precisam de um diálogo com as diversas pesquisas sobre a questão da interação, bem como do diálogo entre os pares através da prática coletiva de planejamento e reflexão sobre suas experiências. Portanto, cabe à escola, enquanto instituição, bem como às diferentes instâncias responsáveis pela formação de professores, cultivar, estimular e
  38. 38. 39 possibilitar o diálogo. , o respeito mútuo em sala de aula e o desenvolvimento de uma relação com indivíduos criticamente preparados para a sociedade.
  39. 39. 40 Referências Bibliográficas (GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula: leitura e produção – 3° ed. Cascavel: Assoeste, c1984. Pag. 3) (KOCH, Ingedore Villaça. A inter-ação pela linguagem 9.ed.- São Paulo:Contexto,2004.) TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: Uma proposta para o ensino de gramática 9. ed.1995 pag.23 TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. São Paulo: Cortez, 1996. CHAUI, Marilena. Um convite a filosofia, Editora ática 2002. Introdução II: princípios e análise/ José Luiz Fiorin, (org.). 3. ed. – São Paulo: Contexto, 2004 BRITO, Eliana Viana. “PCNs Língua Portuguesa” PEIRCE, C.S. Semiótica. São Paulo: Perspectiva (1977) BARBOSA. Laura M.S. Um diálogo entre a psicopedagogia e a educação. 2.ed.rev. e ampl. Curitiba: Bolsa Nacional do livro, 2006. PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Brasília: 1998. BORDENAVE, Juan E. Diaz. O que é comunicação. São Paulo: Brasiliense, 1ª edição, 2003. MARTELOTTA, Mario Eduardo. Manual de lingüística. 1. ed.,1ª reimpressão.São Paulo:Contexto,2008. MEDINA, José. Linguagem: conceitos-chave em filosofia. Tradução; Fernando José Rocha. Porto Alegre: Artmed, 2007. KRISTEVA, Julia. História da linguagem. Tradução; Maria Margarida Barahona.ed.70 Lisboa:Signos,1969. LYONS, John. Linguagem e Lingüística: uma introdução. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987. ANTUNES, Irandé. Aula de português: Encontro & interação. São Paulo: Parábola, 2003.
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