OS ENTORNOS VIRTUAIS DA REDE SOCIAL MY ENGLISH CLUB E  SUAS INTERVENÇÕES NOS AMBIENTES PRESENCIAIS DE          APRENDIZAGE...
JOYCE VIEIRA FETTERMANNOS ENTORNOS VIRTUAIS DA REDE SOCIAL MY ENGLISH CLUB E   SUAS INTERVENÇÕES NOS AMBIENTES PRESENCIAIS...
OS ENTORNOS VIRTUAIS DA REDE SOCIAL MY ENGLISH CLUB E   SUAS INTERVENÇÕES NOS AMBIENTES PRESENCIAIS DE           APRENDIZA...
“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre                                               ...
À minha amada mãe Milena Vieira. Estetrabalho é resultado de muito esforço,dedicação, companheirismo e apoio seu.Obrigada ...
AGRADECIMENTOS      Finalmente, professor Carlos Henrique, chegamos ao final desta etapa tãoimportante. Foram três anos (u...
desta pesquisa com toda sua experiência, carinho e atenção, sendo incansável nasdiversas leituras à minha dissertação. Sua...
RESUMOA presente pesquisa tem como objetivo analisar as intervenções promovidas noambiente presencial de ensino da Língua ...
ABSTRACTThis study aims at analyzing interventions promoted in the classroom environment ofthe English language teaching a...
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASAAC – Aprendizagem Assistida por ComputadorCMC – Comunicação Mediada por ComputadorCPE – Cer...
LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 – Logos de Redes Sociais. ......................................................................
SUMÁRIOINTRODUÇÃO ...........................................................................................................
5 TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS .................................................. 816 CONCLUSÕES ......................
14INTRODUÇÃO      As inovações tecnológicas da informação surgem no cenário educacionalcomo algo vantajoso no desenvolvime...
15      Neste contexto, associam-se à informação características de atualização,estabelecimento de novas conexões e de cre...
16           Específicos          a) Identificar as principais teorias que tratam da utilização de redes sociaisdigitais ...
17inglesa, além de algumas reflexões sobre os aprendizes Nativos e ImigrantesDigitais e suas interações nas redes.      Na...
181 O ENSINO E A APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA NA PÓS-MODERNIDADE:           DIALOGANDO          COM       AS     NOVAS  ...
19se refere tanto a um instrumento a serviço desse processo designado como recursotecnológico, quanto às mudanças que se p...
20pretendido, uma vez que em cada atividade este pode ser trabalhado de maneirasdiversificadas.      Portanto, como defend...
21          Nesse contexto, a Web se constitui um meio eclético, visto sob suaperspectiva de inclusão multilinguística, qu...
22      No mundo ocidental, por volta dos séculos 17, 18 e 19, a aprendizagem delínguas estrangeiras foi associada à apren...
23as regras gramaticais presentes no processo de tradução a partir do segundo idiomapara o nativo, fazendo uso de exercíci...
241.1.2 O método direto      Este método, de acordo com Leffa (2008), surgiu no início do século 16.Pesquisas registram qu...
25uma versão metodológica do Método de Gramática e Tradução. Posto isso, após umperíodo de declínio, este método foi repen...
269. Permissão do uso controlado da língua materna; e10. Empenho em evitar os erros dos estudantes.      Desse modo, Cesta...
27como o cérebro funciona e de que maneira ele aprende mais eficazmente se osfatores psicológicos da aprendizagem forem fa...
28professor pode direcionar o comportamento do aluno que pode aprender primeiroobservando e, logo depois, praticando as aç...
29ambientes naturais de interação social, estruturados culturalmente. Dessa maneira,cada aprendiz constrói o próprio apren...
30demonstra Larsen-Freeman (1986, p.129), dando a eles a “oportunidade deexpressarem suas ideias e opiniões”5.        Assi...
31        Partindo dessa premissa, o uso genuíno e autêntico da língua como uminstrumento de comunicação social se configu...
32cede lugar ao conceito de aceitável e inaceitável, com base no desempenho de umrepresentante nativo da língua e da cultu...
331.1.7 A era pós-método      A “liberdade” metodológica proposta pela era Pós-método, de acordo comVilaça (2008), acarret...
34                     princípios teórico-metodológicos, competências e conhecimentos                     sólidos e compat...
351.2 O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA EM CURSOS LIVRES: LOCAL PROPÍCIOPARA A FORMAÇÃO DE INDIVÍDUOS      Em conformidade com a ...
36não possuem “a mesma projeção pedagógica que tem a escola de ensino regular noque diz respeito aos princípios formadores...
37profissionais bem formados dentro desse perfil é reduzido, uma vez que os cursosde licenciatura ensinam apenas sobre a l...
38estudantes. Assim, exige-se que se tenha uma atitude consciente com relação aoprocesso de aprendizagem de uma língua est...
39       A autora, então, remete ao pensamento de que “saber pensar é a chave paraaprender”, constituindo-se quando cada a...
40      A socialização possui um papel de suma relevância no processo de aquisiçãode uma língua estrangeira, uma vez que a...
412 AS MODALIDADES PRESENCIAL E A DISTÂNCIA: ESTABELECENDO UMCOTEJO        Conforme sugerem Sousa, Cordeiro e Machado (201...
42      As pesquisadoras também afirmam que:                     Pode-se dizer que está se vivendo um momento de transform...
43como autonomia, criatividade, autodisciplina, responsabilidade com a própriaformação, construção do conhecimento, aprend...
44      Nesse contexto, Moran (2003) apresenta o conceito de Educação Online que,segundo ele, traz questões específicas co...
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Dissertação do meu Mestrado em Cognição e Linguagem pela UENF, em Campos dos Goytacazes.
Ano de obtenção: 2012.

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OS ENTORNOS VIRTUAIS DA REDE SOCIAL MY ENGLISH CLUB E SUAS INTERVENÇÕES NOS AMBIENTES PRESENCIAIS DE APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA

  1. 1. OS ENTORNOS VIRTUAIS DA REDE SOCIAL MY ENGLISH CLUB E SUAS INTERVENÇÕES NOS AMBIENTES PRESENCIAIS DE APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA JOYCE VIEIRA FETTERMANN UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO - UENF CAMPOS DOS GOYTACAZES – RJ MARÇO – 2012
  2. 2. JOYCE VIEIRA FETTERMANNOS ENTORNOS VIRTUAIS DA REDE SOCIAL MY ENGLISH CLUB E SUAS INTERVENÇÕES NOS AMBIENTES PRESENCIAIS DE APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem do Centro de Ciências do Homem, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, como parte das exigências para a obtenção do título de Mestre em Cognição e Linguagem. Orientador: Professor Doutor Carlos Henrique Medeiros de Souza CAMPOS DOS GOYTACAZES 2012
  3. 3. OS ENTORNOS VIRTUAIS DA REDE SOCIAL MY ENGLISH CLUB E SUAS INTERVENÇÕES NOS AMBIENTES PRESENCIAIS DE APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA Por JOYCE VIEIRA FETTERMANN Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Cognição e Linguagem do Centro de Ciências do Homem, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, como parte das exigências para a obtenção do título de Mestre em Cognição e Linguagem.Aprovada em ________ de ______________ de 2012.Comissão examinadora:____________________________________________________________Prof. Dr. Carlos Henrique Medeiros de Souza (Orientador)Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – UENF____________________________________________________________Profª. Drª. Juçara Gonçalves Lima BedimUniversidade Iguaçu – UNIG____________________________________________________________Prof.. Dr. André Fernando Uebe MansurInstituto Federal Fluminense – IFF____________________________________________________________Profª. Drª. Eliana Crispim França LuquettiUniversidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – UENF
  4. 4. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Paulo Freire (1987)
  5. 5. À minha amada mãe Milena Vieira. Estetrabalho é resultado de muito esforço,dedicação, companheirismo e apoio seu.Obrigada por estar sempre ao meu lado,me dando suporte em cada decisão. Amovocê!
  6. 6. AGRADECIMENTOS Finalmente, professor Carlos Henrique, chegamos ao final desta etapa tãoimportante. Foram três anos (um como aluna especial) de muito esforço, viagens deItaperuna a Campos e para vários congressos, cansaço, mas o sabor da vitóriaagora é muito melhor do que seria se não acontecesse dessa maneira. Como eusempre disse, me encontrei nesse mestrado e, agora, não vou parar. Como dizia osuper-homem, “para o alto e avante!”. Desde os primeiros dias de aula, deu tudocerto, como você sempre falou. Esses anos se passaram e muita coisa aconteceu.Noivei, casei, entes queridos se foram, cresci como pessoa e como profissional echeguei aqui vencedora. Só tenho a agradecer! Todos que já realizaram uma dissertação de mestrado sabem que não se fazuma pesquisa sozinha. Na verdade, o resultado desta só foi possível graças àcooperação e ao trabalho conjunto de nosso grupo de pesquisa (o Ciber Redes),juntamente com outros colegas que estiveram sempre conosco e me fizeramaprender com as conversas, sugestões e comentários feitos aos primeiros rabiscosde minha dissertação, além dos autores que foram lidos e dos demais professoresdo programa. Pessoas muito especiais. Em primeiro lugar, agradeço a Deus, motivo de minha existência, autor daminha fé, o primeiro em minha vida, Senhor de todo conhecimento e sabedoria, queme sustentou a cada dia na execução deste trabalho. Obrigada, Senhor Jesus, porter me permitido chegar até aqui! “Quem teme ao Senhor, está aprendendo a sersábio” (Provérbios 15.33). Agradeço ao meu orientador, Carlos Henrique Medeiros de Souza, pelapaciência, credibilidade, pelos ensinamentos e dicas de pesquisa e pelo tempodedicado ao meu trabalho. Suas sugestões sempre foram muito valiosas, bem-vindas e acabaram por constituir-se neste trabalho. Muito obrigada! Sua calma e seubom humor sempre nos contagiaram durante as aulas e orientações, dizendo quetudo daria certo... E deu. Sua paixão pela pesquisa me contagiou e hoje posso dizerque me tornei uma pesquisadora apaixonada pelo que faço e isso se deve muito àsua orientação. A você, querido professor, toda minha admiração, carinho e respeito! Não poderia deixar de agradecer à minha coorientadora, a querida Drª JuçaraBedim, que me acompanha desde a faculdade e muito contribuiu no transcorrer
  7. 7. desta pesquisa com toda sua experiência, carinho e atenção, sendo incansável nasdiversas leituras à minha dissertação. Suas dicas, ajudas e anotações foram deextrema relevância na realização deste estudo. Obrigada por me dar a mão ecaminhar em mais esta jornada comigo! Agradeço muito à minha família, por compreender minha dedicação a essesestudos e apoiar tudo isso. Ao meu esposo, Eduardo Fettermann, obrigada por tercontribuído com sua paciência, compreensão, incentivo de sempre, amor, e por meinspirar a cada dia, sendo suporte nesse caminhar. Amo você para sempre! Aos professores Vera Depps, Analice Martins, Eliana Luquetti, Nilson Stahl eSérgio Arruda pelas aulas maravilhosas. Ao Governo Federal pela bolsa de estudosda FAPERJ. À Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF),ao Centro de Ciências Humanas (CCH), e ao programa de Pós-graduação emCognição e Linguagem (PGCL). Por fim, aos meus colegas de mestrado ecompanheiros de muitas viagens: Leonardo Medeiros, Vera Gregório, Maria dasGraças, Marco Antônio Coelho, Fabiana Aguiar, Karine Castelano, Jadison Leite; eminhas amigas maravilhosas com quem dividi e ainda divido muitos anseios,preocupações e alegrias: Daniella Costantini e Carla Cardoso. Amo vocês, meninas!
  8. 8. RESUMOA presente pesquisa tem como objetivo analisar as intervenções promovidas noambiente presencial de ensino da Língua Inglesa em cursos livres para estudantesque são membros ativos da rede social My English Club (MyEC), identificando asprincipais teorias que tratam da utilização de redes sociais digitais no processo deensino e aprendizagem da Língua Inglesa; avaliando o uso do MyEC e suasaplicações no aprendizado da Língua Inglesa na percepção dos estudantes,enquanto membros desse ambiente digital; e apresentando possíveis alternativas deintegração da utilização dessa rede ao ensino presencial da Língua Inglesa. Comomarco referencial, foram escolhidos autores/pesquisadores importantes que vêmtecendo posicionamentos pertinentes sobre as questões apontadas neste estudo,como Vygotsky (1978), Larsen-Freeman (1986), Nunan (1995), Lévy (1996; 2005;2008), Vera Lúcia Paiva (1997), Almeida Filho (1998), David Crystal (2002), StuartHall (2004), Schütz (2006; 2007), Vilson Leffa (2008), Marc Prensky (2009), entreoutros. Recorreu-se à pesquisa qualitativa, pela própria natureza do estudo,igualmente, relevando os dados quantitativos, tomando como eixo básico a pesquisaexploratória. Para a coleta de dados, buscou-se suporte emprocedimentos/instrumentos como a observação participante, diário de campo e umquestionário, aplicado aos membros participantes da rede social MyEC, estudantesde cursos livres do idioma inglês. Ao final do estudo, o uso deste ambiente virtual porestes sujeitos mostrou que é possível integrar o que se aprende nesse espaçotecnológico ao ensino presencial da Língua Inglesa de modo significativo, ampliandoa sala de aula para o mundo por meio do advento da Internet.Palavras-chave: NTICs. Rede Social. My English Club. Ambiente presencial.Ensino-aprendizagem da Língua Inglesa.
  9. 9. ABSTRACTThis study aims at analyzing interventions promoted in the classroom environment ofthe English language teaching at private institutions for students who are activemembers of the social network My English Club, identifying the main theories on theuse of social networks in the English teaching and learning process; evaluating theuse of this network and its applications on English learning according to students’perception as members of this digital environment, and presenting alternatives forintegrating the use of MyEC in the classroom teaching of English. As reference,important authors/researchers who are weaving relevant placements to the issuesraised in this study were chosen, like Vygotsky (1978), Larsen-Freeman (1986),Nunan (1995), Lévy (1996; 2005; 2008), Vera Lúcia Paiva (1997), Almeida Filho(1998), David Crystal (2002), Stuart Hall (2004), Schütz (2006; 2007), Vilson Leffa(2008), Marc Prensky (2009), among others. As methodology, we resorted toqualitative research, by the very nature of the study, also emphasizing thequantitative data, taking the exploratory research as the basic axis. For datacollection, we sought to support in procedures/instruments such as participantobservation, field diary and a questionnaire, applied to participating members in thesocial network MyEC, students from Language teaching private instituions. At theend of the study, the use of this virtual environment by these students showed that itis possible to integrate what they learn in this technology space to the classroomteaching of English, expanding the classroom to the world through the advent of theInternet.Keywords: NTICs. Social Network. My English Club. Classroom environment.Teaching and learning of English.
  10. 10. LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASAAC – Aprendizagem Assistida por ComputadorCMC – Comunicação Mediada por ComputadorCPE – Certificate of Proficiency in EnglishEaD – Educação a DistânciaGQT – Gestão pela Qualidade TotalIELTS – International English Language Testing SystemL1 – Língua MaternaL2 – Segunda LínguaLE – Língua EstrangeiraMD – Método DiretoMEC – Ministério da EducaçãoMyEC – My English ClubNTICs – Novas Tecnologias da Informação e ComunicaçãoTICs – Tecnologias da Informação e ComunicaçãoTOEFL – Test of English as a Foreign LanguageTOEIC – Test of English for International Communication
  11. 11. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 – Logos de Redes Sociais. .......................................................................... 58Figura 2 – Página de usuário no MyEC ..................................................................... 59Figura 3 – Informações do Perfil. .............................................................................. 60Figura 4 – Grupo Audio Speaking. ............................................................................ 61Figura 5 – Grupo Worldwide Kitchen. ........................................................................ 61Gráfico 1 – Faixa etária dos respondentes. ............................................................... 81Gráfico 2 – Nível de inglês declarado pelos informantes........................................... 82Gráfico 3 – Tempo de uso da Rede Social My English Club. .................................... 82Gráfico 4 – Como o My English Club pode ajudar seu inglês a melhorar?................ 83Gráfico 5 – Ser um membro do My English Club me ajuda a melhorar nas quatrohabilidades (escrita, leitura, fala e audição) e também a trabalhar de maneiracolaborativa. .............................................................................................................. 83Gráfico 6 – O uso da rede social MyEC aumenta meu vocabulário. ......................... 86Gráfico 7 – O uso da rede social MyEC melhora minha pronúncia. .......................... 86Gráfico 8 – O contato com pessoas de outros países no MyEC me motiva a melhorarmeu nível de inglês. .................................................................................................. 86Gráfico 9 – Utilizar o MyEC aumenta meu conhecimento de outras culturas ao redordo mundo. ................................................................................................................. 87Gráfico 10 – Ferramentas como fóruns, blogs, vídeos e discussões em geral me dãomais autoconfiança para falar sobre um tópico específico nesta rede social. ........... 88Gráfico 11 – Os membros do MyEC praticam a língua inglesa de forma autêntica,uma vez que as coisas que aprendem são utilizadas em situações da vida real (porexemplo: saudações, gírias, idiomas, colocações etc.). ............................................ 89Gráfico 12 – Um estudante pode compartilhar o que aprendeu no MyEC em sua salada aula, causando uma troca voluntária de ideias e informações (por exemplo: elepode compartilhar um novo vocabulário com seus colegas, novas informações sobreo que as pessoas gostam.......................................................................................... 90Gráfico 13 – A linguagem informal e espontânea utilizada no MyEC me ajuda aaprender inglês melhor, me sinto confortável desta maneira. ................................... 90Gráfico 14 – De 5 a 10, quanto de seu aprendizado no MyEC é utilizado em seucurso de inglês? ........................................................................................................ 91Quadro 2 – Categorização dos dados brutos da pergunta aberta do questionário (nº16) aos respondentes em relação às vantagens da utilização do MyEC..................92
  12. 12. SUMÁRIOINTRODUÇÃO .......................................................................................................... 141 O ENSINO E A APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA NA PÓS-MODERNIDADE: DIALOGANDO COM AS NOVAS TECNOLOGIASEDUCACIONAIS ....................................................................................................... 18 1.1 UMA LEITURA CRÍTICA DO ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA NUMA PERSPECTIVA HISTÓRICA ................................................................................. 21 1.1.1 O método de gramática e tradução ....................................................... 22 1.1.2 O método direto....................................................................................... 24 1.1.3 O método audiolingual ........................................................................... 25 1.1.4 O sugestopedia ....................................................................................... 26 1.1.5 Resposta física total ............................................................................... 27 1.1.6 O método comunicativo.......................................................................... 28 1.1.7 A era pós-método .................................................................................... 33 1.2 O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA EM CURSOS LIVRES: LOCAL PROPÍCIO PARA A FORMAÇÃO DE INDIVÍDUOS ................................................................ 352 AS MODALIDADES PRESENCIAL E A DISTÂNCIA: ESTABELECENDO UMCOTEJO.................................................................................................................... 41 2.1 AS PROPOSTAS PEDAGÓGICAS ................................................................. 45 2.2 AS ABORDAGENS DE ENSINO E OS TIPOS DE INTERAÇÃO .................... 473 O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NAS REDES SOCIAIS ............... 54 3.1 A UTILIZAÇÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS ................................................ 55 3.1.1 As redes sociais digitais ........................................................................ 57 3.2 A GÊNESE DA REDE SOCIAL MY ENGLISH CLUB ...................................... 59 3.2.1 As habilidades adquiridas e trabalhadas .............................................. 62 3.3 A INTERAÇÃO NAS REDES ........................................................................... 66 3.4 OS APRENDIZES NATIVOS E OS IMIGRANTES DIGITAIS .......................... 704 METODOLOGIA .................................................................................................... 74 4.1 NATUREZA E CONTEXTO DA PESQUISA .................................................... 74 4.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA ............................................................................ 76 4.3 TÉCNICAS/INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS ................................ 77 4.4 PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE DE DADOS................................................ 79
  13. 13. 5 TABULAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS .................................................. 816 CONCLUSÕES ...................................................................................................... 96REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 100APÊNDICES ........................................................................................................... 111ANEXO.................................................................................................................... 137
  14. 14. 14INTRODUÇÃO As inovações tecnológicas da informação surgem no cenário educacionalcomo algo vantajoso no desenvolvimento das relações sociais, como apontam váriosteóricos, constituindo-se um dos fatores-chave para compreender e explicar astransformações e demandas econômicas, sociais, políticas, culturais e educacionaisnos últimos tempos. Sabe-se que no final do século passado, o educador obtinha ostatus de detentor do conhecimento na sala de aula. Era ele quem o “passava” parao aluno que o adquiria de forma passiva e aceitava o que o professor dissesse, semcontestar. Entretanto, nos novos tempos, já não se pode dizer que o ensino de línguasfunciona da mesma maneira. Nesta era em que a Internet é algo tão presente nasvidas das pessoas, poucos aceitam uma informação como verdade única, semaveriguar a veracidade da mesma. Levam-se laptops, celulares e outros aparelhospara a aula e com eles podem-se, em certos casos, atestar se o que o professor falaprocede ou não e, ainda, acrescentar informação ao que o mesmo está dizendo arespeito de determinado tema. De fato, na contemporaneidade, muitas questões pedagógicas se relacionamao uso dos meios midiáticos, associados ao desenvolvimento tecnológico e à suarepercussão na nova dinâmica do sistema educativo. Portanto, o papel das NovasTecnologias da Comunicação e Informação, nos processos de mudança social ecultural, vem ganhando particular relevo no âmbito educacional, determinando,segundo alguns autores, a melhoria da qualidade dos processos de ensino eaprendizagem. Assim, as tecnologias são entendidas como instrumentos técnicosligados ao saber científico e, ao serem aplicados na prática, podem provocartransformações de atividades humanas, fundamentando a ciência. Essesinstrumentos evoluem à medida que o tempo passa. Logo, as novas tecnologiaspodem ser entendidas como os vários instrumentos e/ou ambientes criados oumodificados recentemente nos séculos 20 e 21 (SOUZA, 2009). Assim, a expansão das tecnologias atinge a todas as esferas da sociedade,no campo social, econômico e político. Logo, torna-se imprescindível acompanhar asevoluções tecnológicas, já que elas têm modificado a própria forma de viver doscidadãos.
  15. 15. 15 Neste contexto, associam-se à informação características de atualização,estabelecimento de novas conexões e de crescente grau de complexidade, fazendocom que as palavras Conhecimento e Educação voltem a exercer um novo fascínio,na concepção de que saber torna-se uma dimensão do ser. No que concerne à realidade dos cursos livres de línguas estrangeiras, onúmero dessas instituições vem crescendo cada vez mais, aumentando apossibilidade de se estudar uma nova língua. Portanto, cabe aqui pensar que muitasdelas oferecem ensino com abordagens diversificadas, para que os estudantes seaproximem do idioma pretendido, uma vez que, geralmente, estão fora do país ondeo mesmo é falado. Buscando essa proximidade, educadores têm aderido às novastecnologias na sala de aula para que, através delas, ensinem de forma mais atraentee diversificada, tentando, então, chegar mais próximo da realidade cotidiana dosaprendizes através de vídeos, jogos online, vídeo conferências (com o uso do Skypee de outros softwares destinados a este fim), aparelhos eletrônicos. Também nota-sequeos ambientes de Internet, principalmente as redes sociais, estão cada vez maispresentes nas vidas das pessoas com a finalidade desta possível aproximação, aqual amplia a sala de aula para o mundo. Partindo desta observação inicial, a referente pesquisa propôs responder aseguinte questão-problema:Como a rede social My English Club pode intervir e/ou colaborar com o aprendizadodos estudantes que frequentam cursos livres de língua inglesa? A hipótese aqui destacada é: acredita-se que o ambiente da rede My EnglishClub pode favorecer o ensino presencial da Língua Inglesa, devido aomulticulturalismo, à espontaneidade e à informalidade presentes na comunicação alidifundida, o que faz com que o idioma seja praticado de maneira autêntica,ocasionando uma troca voluntária de ideias e informação na sala de aula, assimcomo acontece na rede digital. Assim, este estudo visa alcançar os seguintes objetivos propostos:  Geral Analisar as intervenções promovidas no ambiente presencial de ensino daLíngua Inglesa em cursos livres para estudantes que são membros ativos da redesocial My English Club.
  16. 16. 16  Específicos a) Identificar as principais teorias que tratam da utilização de redes sociaisdigitais no processo de ensino e aprendizagem da Língua Inglesa; b) Avaliar o uso da rede social My English Club e suas intervenções noaprendizado da Língua Inglesa na percepção dos estudantes, enquanto membrosdesse ambiente digital; e c) Apresentar possíveis alternativas de integração da utilização do MyEC aoensino presencial da Língua Inglesa. Para identificar e analisar as questões da aprendizagem da Língua Inglesa noMy English Club e fazer esse registro, na metodologia do estudo, realizou-se umainvestigação qualitativa e quantitativa, de caráter exploratório, envolvendolevantamento de dados através de um questionário aplicado aos membros dessarede social. Este trabalho se estruturou em seis partes. Após esta introdução, na primeiraparte, são apresentados pressupostos voltados ao ensino e à aprendizagem daLíngua Inglesa na “pós-modernidade”1, Linguística Aplicada ao ensino de línguas,Novas Tecnologias da Comunicação e Informação (NTICs), e à maneira como estasáreas do conhecimento têm influenciado a educação, especialmente, no tocante aoensino de idiomas, fazendo uma abordagem histórica deste processo. Fez-se aindauma localização sobre o ensino da língua inglesa em cursos livres, constituídoscomo um local propício para a formação de indivíduos. Na segunda parte, observa-se a exposição de autores que fazem registrosobre as modalidades presencial e a distância (EaD), estabelecendo umcotejamento entre as propostas pedagógicas, as abordagens de ensino e os tipos deinteração existentes nessas modalidades, tentando aproximar estas modalidades àdemanda do ensino neste século. Na terceira parte do trabalho, buscou-se apresentar como acontece oprocesso ensino-aprendizado na rede social, tendo como ponto de partida a questãodo uso das Novas Tecnologias e, em seguida, das redes sociais digitais. Nestaparte, também foram apresentados: a rede social My English Club, os recursos nelatrabalhados e as habilidades adquiridas por seus usuários, aprendizes da língua1 Conceito de Stuart Hall (2004).
  17. 17. 17inglesa, além de algumas reflexões sobre os aprendizes Nativos e ImigrantesDigitais e suas interações nas redes. Na quarta parte, define-se a metodologia utilizada neste estudo, sua naturezae contexto, população e amostra, as técnicas/instrumentos de coleta de dados e osprocedimentos de análise de dados. Já na quinta parte, os resultados do estudoforam tabulados e analisados, através dos depoimentos dos respondentes doquestionário aplicado. Por fim, seguem as conclusões referentes à pesquisa, em que se reflete sobrea utilização da rede social digital My English Club e suas intervenções/colaboraçõesao ensino-aprendizado da Língua Inglesa, apresentando os resultados dessepercurso investigativo.
  18. 18. 181 O ENSINO E A APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA NA PÓS-MODERNIDADE: DIALOGANDO COM AS NOVAS TECNOLOGIASEDUCACIONAIS Segundo Souza (2003), o maior benefício proporcionado pelo instrumentotecnológico é a transformação social, no que tange à troca de conhecimento entre aspessoas através da reciprocidade, conceitos também abordados por PhilippePerrenoud (2000), sobre as competências fundamentais em uma cultura tecnológica,sobretudo, na utilização de tecnologias. Segundo este autor, uma cultura tecnológicade base também é necessária para pensar as relações entre a evolução dosinstrumentos tecnológicos, as competências intelectuais e a relação com o saberque a instituição pretende formar. Contudo, deve-se pensar em uma pedagogia euma didática, ambas conscientes das transformações, que submetam os indivíduosàs novas tecnologias, tendo na metodologia a análise da evolução dos recursos edos modos de acesso ao saber produtivo, na luta contra o fracasso e a exclusãosocial. Nesse sentido, torna-se necessária, também, segundo Souza e Gomes(2009), a criação de [...] um novo estilo de pedagogia que incorpore as novas tecnologias e favoreça, ao mesmo tempo, os aprendizados individualizados e o aprendizado coletivo, em rede. [...] As novas tecnologias da informação e da comunicação (NTICs) e o ciberespaço apenas as viabilizam e potencializam se utilizadas adequadamente em um contexto pedagógico (SOUZA; GOMES, 2009, p. 37). Assim sendo, entende-se que as tecnologias podem reforçar a contribuiçãodos trabalhos pedagógicos e didáticos contemporâneos, já que permitem que sejamcriadas situações produtivas de aprendizagem, em que a informação e a dimensãointerativas são assumidas pelos atores. Trata-se de uma mudança de paradigma,uma vez que se defende a ideia de os docentes se concentrarem na criação, nagestão e na regulação dessas situações. Nessa perspectiva, várias pesquisas vêm sendo realizadas no campo datecnologia educacional, visando desvelar como elas podem ser utilizadas noprocesso de ensino-aprendizagem, transformando esse meio e trazendo novasformas de conhecimento. Segundo Joly e Silveira (2003), a tecnologia educacional
  19. 19. 19se refere tanto a um instrumento a serviço desse processo designado como recursotecnológico, quanto às mudanças que se processam no aprendizado, envolvendoteoria, pesquisa e desenvolvimento de recursos físicos, mentais e comportamentais.Estes podem facilitar a vida do estudante em todos os aspectos, proporcionando-lheo alargamento do espaço de ensino/aprendizagem, até então restrito à sala de aula. Lopes (2000), em uma pesquisa realizada, ao comparar as duas instânciasonde acontece a interação da aula de inglês oral, na sala de aula tradicional e nolaboratório de informática, percebeu que ela acontece de forma mais desinibidapelos alunos neste do que naquela. Desse modo, os dois aspectos mais importantesque se depreende da utilização de tecnologias pelos estudantes nas aulas de LínguaInglesa são a autoconfiança e a autoestima, assegurando o interesse do aluno poralgo novo, que o motive e que não seja somente para o seu consumo, mas quetambém o ajude a produzir. Assim, Kenski (1998) aponta que [...] o estilo digital engendra, obrigatoriamente, não apenas o uso de novos equipamentos para a produção e apreensão de conhecimentos, mas também, novos comportamentos de aprendizagem, novas racionalidades, novos estímulos perceptivos [...]. Seu rápido alastramento e multiplicação, em produtos e em novas áreas, obrigam-nos a não mais ignorar sua presença e importância (KENSKI, 1998, p. 61). Segundo Paiva (1995), a tecnologia da informática evoluiu rapidamente e ocomputador e seus periféricos passaram a integrar todas as tecnologias da escrita,de áudio e vídeo, já inseridas na sociedade, como máquina de escrever, imprensa,gravador de áudio e vídeo, projetor de slides, de vídeo, rádio, televisão, telefone, efax. Os recursos de comunicação instantâneas, como o MSN e, antes, o ICQ deramimpulso às interações por mensagem escrita com acréscimo gradual de recursos devídeo e áudio. Pesquisas apontam que no século 21 a Internet entrou em uma nova fase, emque seu usuário deixou de ser mero consumidor de conteúdo, passando a ser umprodutor. Surgiram, então, novas redes de relacionamentos e ambientes sociais: oOrkut, o Twitter, o Facebook, os blogs, os repositórios de vídeos como o Youtube eaté uma enciclopédia feita por colaboração de usuários no mundo inteiro: aWikipédia. Parte desses recursos oferece ao aprendiz tecnologia que lhe permiteusar a língua em experiências variadas de comunicação ao praticar o idioma
  20. 20. 20pretendido, uma vez que em cada atividade este pode ser trabalhado de maneirasdiversificadas. Portanto, como defende Lévy (1999), a função principal do ensino já não podeser exclusivamente difundir conhecimentos, mas antes colocar desafios para que oestudante do século 21 aprenda a pensar, processo no qual o professor se torna um“animador” da inteligência coletiva dos alunos por quem está responsável, de modoa acompanhar e gerir as suas aprendizagens. Cabe ao computador e à Internet,então, enquanto meios pedagógicos e tecnológicos à disposição do professor,mediar o contexto educativo e as necessidades dos alunos nas aulas de LínguaInglesa, dando a estes uma razão para a aprenderem e com ela criaremsignificados. Hall (2004, p. 15) destaca duas características importantes da pós-modernidade: as transformações do tempo e do espaço e o desalojamento dosistema social – “a extração das relações sociais dos contextos locais de interação esua reestruturação ao longo de escalas indefinidas de tempo e espaço”. Tendodescrito a crítica da sociologia a respeito do individualismo vivido no século 18, opesquisador acima citado aborda, em seguida, a maneira como os indivíduos sãoformados subjetivamente por meio de sua participação em relações sociais maisamplas (apresentando-se em diversas situações) e como os processos e asestruturas são sustentados pelos papéis desempenhados/negociados nessecontexto. Há como perceber uma crescente demanda para a aprendizagem do inglêsem todo o mundo na contemporaneidade e como o sujeito deste tempo tem seposicionado frente à nova realidade cultural apresentada por Stuart Hall. Assimsendo, partindo do pressuposto de que a Internet hoje se constitui como um espaçosociointerativo, acredita-se que no momento em que um estudante entra em contatocom novas culturas e pessoas que falam um idioma diferente do seu através de umarede social online, ele passa a assimilar novas informações de maneira autêntica,uma vez que estará em contato direto com um falante nativo da língua, podendo,então, relacionar-se com o mesmo, colocando em prática e aprimorando seuconhecimento da língua inglesa, anteriormente construído. Além disso, ele se tornaexposto a um leque de possibilidades culturais, estando, assim, inserido no contextolinguístico do idioma pretendido, o que pode vir a ser uma contribuição para aaquisição espontânea e natural dessa segunda língua (KRASHEN, 1982).
  21. 21. 21 Nesse contexto, a Web se constitui um meio eclético, visto sob suaperspectiva de inclusão multilinguística, que não apenas oferece condições paraabarcar estilos diversos dentro de uma linguagem; mas também tornando-se umabrigo para todas línguas e linguagens – uma vez que suas comunidades têm umatecnologia de computador que é operável. De fato, com a globalização da Internet, apresença de outras línguas tem aumentado de modo estável (CRYSTAL, 2002, p.216). Referindo-se à língua inglesa, o linguista supracitado evidencia a pesquisarealizada em 1997 pela iniciativa de uma junta da Internet Society e AlisTechnologies, ou seja, o projeto de Babel (Babel’s Project)2 – o primeiro grandeestudo de distribuição de línguas na Internet. A pesquisa, em sua essência, verificouque é notável a lacuna entre o inglês e outros idiomas e corrobora a frequênciarelatada nas manchetes dos jornais de que a língua da Internet é a inglesa, comoenfatiza Crystal (2002, pp. 216-217), ao reportar parte de manchete de um artigo dojornal americano The New York Times: ‘World Wide Web: três palavras inglesas’.Entretanto, o autor do artigo referenciado por Crystal reconhece e conclama achegada de outras línguas, uma vez que, de fato, a Web é uma tecnologiafundamentalmente democrática3. Antes de se continuarem os discursos sobre a utilização das novastecnologias nas aulas de inglês (foco deste estudo), faz-se necessária uma brevelocalização sobre o ensino da Língua Inglesa à luz de uma perspectiva histórica paramelhor esclarecimento do leitor.1.1 UMA LEITURA CRÍTICA DO ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA NUMAPERSPECTIVA HISTÓRICA Por diversas razões, sejam elas econômicas, militares, diplomáticas, sociaisou comerciais, a necessidade de se comunicar com as pessoas em um idiomadiferente não é algo recente. Estudiosos dizem que as primeiras aprendizagens deuma língua estrangeira aconteceram de maneira natural, por meio de diálogo comum estrangeiro. Em meio a essa aquisição, povos se preocupavam em ensinar eaprender de forma sistemática alguns idiomas, como afirma Cestaro (2011).2 Para saber mais sobre o Projeto de Babel, acessar: <http://babel.alis.com:8080/>.3 Tradução de autoria da pesquisadora deste estudo.
  22. 22. 22 No mundo ocidental, por volta dos séculos 17, 18 e 19, a aprendizagem delínguas estrangeiras foi associada à aprendizagem do latim e do grego, ambossupostamente para promover a intelectualidade de seus falantes. Na época, era devital importância concentrar-se em regras gramaticais, estruturas sintáticas,memorização de vocabulário e tradução de textos literários. De acordo com Germain(1993), não havia nenhuma disposição para o uso oral das línguas em estudo, afinal,nem o latim nem o grego estavam sendo ensinados visando à comunicação oral,mas seus falantes e porque obtinham o status de língua culta. Conclamam os pesquisadores Richards e Renandya (2002) que as décadasde 1970 e 1980 talvez tenham sido as de maior entusiasmo com relação à busca deum método perfeito. Segundo os mesmos, o método define-se como um plano geralpara uma apresentação sistemática da língua, baseado em uma abordagemselecionada, seguindo atividades técnicas específicas. Dessa forma, os métodos sãoapresentados como imposições de especialistas do ensino que tornam o papel doprofessor limitado, uma vez que este deve adaptar seu estilo de ensinar ao que lhe éimposto pelos métodos. Portanto, ao longo dos séculos, vários métodos foram sendo desenvolvidos,modificados ou aperfeiçoados, como sublinha Vilaça (2008), a partir de outros jáexistentes, a fim de encontrar uma maneira eficaz para ensinar as línguasestrangeiras, demonstrar o papel do professor e do aprendiz e de que maneira éfeita a avaliação da aprendizagem. Nunan (1995) aponta que se acreditava queseria possível desenvolver ou descobrir um método que pudesse ser bem sucedidoem todos os contextos, com todos os alunos. Desse modo, entre os maisconhecidos, é possível citar o Método de Gramática e Tradução, o Método Direto, oAudiolingual, o Sugestopedia, o Resposta Física Total e o Método Comunicativo.1.1.1 O método de gramática e tradução Segundo Leffa (2008), o Método de Gramática e Tradução é o que possuimais tempo de uso na história do ensino de línguas e também o que mais críticastem recebido. Surgiu na época do Renascimento, com o interesse pelas culturasgrega e latina e continua sendo empregado nos dias de hoje, ainda queesporadicamente, com adaptações e finalidades mais específicas. Cestaro (2011)aponta que no século 18 este método oferecia muito pouco além de uma visão sobre
  23. 23. 23as regras gramaticais presentes no processo de tradução a partir do segundo idiomapara o nativo, fazendo uso de exercícios de versão/gramática e passando asubstituir a forma anteriormente usada que partia de frases isoladas tiradas dalíngua materna. Assim, Leffa (2008) destaca: [...] Os três passos essenciais para a aprendizagem da língua são: (a) memorização prévia de uma lista de palavras, (b) conhecimento das regras necessárias para juntar essas palavras em frases e (c) exercícios de tradução e versão (tema). É uma abordagem dedutiva, partindo sempre da regra para o exemplo (LEFFA, 2008, p. 4). Basicamente, o autor citado resume o Método de Tradução e Gramática nospontos que seguem: 1. Ênfase na forma escrita da língua, desde os exercícios iniciais até a leiturafinal de autores clássicos do idioma; 2. Pouca ou nenhuma atenção aos aspectos de pronúncia e entonação; 3. Atividades centradas no livro-texto, de modo que o professor não precisa terdomínio oral do idioma; e 4. Conhecimento profundo de regras gramaticais do idioma da parte doprofessor. Como explicita Schütz (2007), por volta dos anos 50, quando o behaviorismode Skinner na área da psicologia e o estruturalismo de Saussure e Bloomfield naárea da linguística estavam na moda, aconteceu o primeiro movimento contra ométodo tradicional. Os linguistas de então passaram a valorizar a língua na suaforma oral, sustentando que o aprendizado de línguas estaria relacionado a reflexoscondicionados, e que a mecânica de imitar, repetir, memorizar e exercitar palavras efrases seria instrumental para se alcançar a habilidade comunicativa. Assim, ametodologia de tradução e gramática foi muito usada até meados do século 20,quando começou a cair em descrédito devido à sua ineficácia em produzir qualquerhabilidade oral. Apesar disso, nota-se que ainda há rastros de sua utilização nacontemporaneidade, principalmente no ensino regular de inglês.
  24. 24. 241.1.2 O método direto Este método, de acordo com Leffa (2008), surgiu no início do século 16.Pesquisas registram que ainda na década de 1930, o ensaísta francês Montaigneaprendeu latim pelo método direto que foi oficializado na Bélgica em 1895, naAlemanha e na França em 1902, obrigando seu uso nas escolas públicas. Leffa ainda observa que o Método Direto (MD) foi postulado por CharlesBerlitz, por meio do qual o estudante deveria aprender a língua estrangeira pelocontato direto com a língua alvo. Neste contexto, a língua materna deveria serexcluída da sala de aula. O princípio básico do método de Berlitz era de que aaprendizagem de uma segunda língua seria semelhante a aprender a primeira.Nessa abordagem, deve haver muita interação oral, uso espontâneo da língua semtradução e pouca ou nenhuma análise de regras gramaticais e das estruturassintáticas. Em suma, os princípios do Método Direto instituiram-se da seguinteforma, como explicita Leffa (2008): 1. Instrução em sala de aula realizada na língua alvo. A língua materna nuncadeve ser usada; 2. Transmissão do significado dada através de gestos e gravuras, sem jamaisrecorrer à tradução; vocabulário abstrato ensinado por associação de ideias; 3. Indução à gramática. O estudante deve aprender a pensar no idioma; 4. O vocabulário concreto era ensinado através de fotos e objetos; 5. Foco na língua oral, uso de diálogos situacionais (ex.: fazer compras, ir aobanco etc.); e 6. Integração das quatro habilidades (na sequência de ouvir, falar, ler e escrever)usada pela primeira vez no ensino de línguas. No Brasil, como informa o referenciado pesquisador, o MD foi introduzido em1932, no Colégio Pedro II, por meio de uma reforma radical no método de ensino,mas teve dificuldades em se expandir, assim como em outros países, devido avários fatores, tais como a falta de fluência oral do professor ou de resistência físicanecessária para manter a ênfase na fala durante várias horas diárias. Nesse sentido,Cestaro (1997) ressalta que os exercícios ditos de conversação eram baseados empergunta/resposta, perguntas essas fechadas, em que se fazia uma preparação oraldos exercícios que deveriam seguir um modelo anteriormente proposto. O professor,assim, mantinha-se no centro do processo de ensino-aprendizagem, regredindo a
  25. 25. 25uma versão metodológica do Método de Gramática e Tradução. Posto isso, após umperíodo de declínio, este método foi repensado, levando ao surgimento do MétodoAudiolingual.1.1.3 O método audiolingual Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, aumentou a necessidade de osamericanos se tornarem oralmente proficientes nas línguas de seus aliados einimigos. Para este fim, um pouco do Método Direto foi apropriado a fim de formar eapoiar esta nova abordagem, o Método do Exército, que veio a ser conhecido nadécada de 1950 como Audiolingual (SCHÜTZ, 1997). Segundo Cestaro (2011), o Método Audiolingual constituiu-se como umareedição do MD e teve tanto sucesso que universidades e escolas secundárias seinteressaram em adota-lo. Dessa forma, segundo Leffa (2008), os preceitos queamparam o método foram reorganizados com clareza e formaram uma doutrinacoesa que dominou o ensino de línguas por muitos anos. Os preceitos foram osseguintes: (a) língua é um conjunto de hábitos; (b) ensine a língua, não sobre alíngua; e (c) as línguas são diferentes. A seguir, Cestaro (2011) resume algumas características do método que tinhao behaviorismo de Skinner4 como suporte, em termos de aprendizagem:1. Imitação e memorização de frases prontas;2. Ensino de padrões estruturais por meio de exercícios repetitivos;3. Pouca ou nenhuma explicação gramatical;4. Aprendizagem de vocabulário limitado através de um contexto;5. Uso de recursos visuais;6. Ênfase na pronúncia;7. Reforço imediato das respostas corretas;8. Material apresentado em forma de diálogo;4 O behaviorismo restringe o estudo de Skinner ao comportamento (behavior, em inglês), tomadocomo um conjunto de reações dos organismos aos estímulos externos. Seu princípio é que só épossível teorizar e agir sobre o que é cientificamente observável. Com isso, ficam descartadosconceitos e categorias centrais para outras correntes teóricas, como consciência, vontade,inteligência, emoção e memória - os estados mentais ou subjetivos. Os adeptos do behaviorismocostumam se interessar pelo processo de aprendizado como um agente de mudança docomportamento (REVISTA NOVA ESCOLA. Disponível em:<http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/skinner-428143.shtml>. Acesso em: 25jan. 2012).
  26. 26. 269. Permissão do uso controlado da língua materna; e10. Empenho em evitar os erros dos estudantes. Desse modo, Cestaro (2011) ainda afirma que a língua era vista como umconjunto de hábitos condicionados que se adquiria através de um processomecânico de estímulo e resposta. Assim, tornou-se aquém de promover acapacidade comunicativa, uma vez que focava na memorização e na repetição,deixando de lado o contexto do conhecimento de mundo que é importante noaprendizado de línguas. Afinal, estudos demonstraram que a língua não eraadquirida através de um processo de formação de hábitos e, de acordo com Puren(1988) e Germain (1993), a longo prazo, no que diz respeito à compreensão oral dosalunos, os resultados não eram significativamente superiores aos das metodologiasanteriores. Portanto, segundo Leffa (2008), o audiolingualismo dominou o ensino delínguas até o início da década de 1970. A partir de então, críticas quanto aoembasamento linguístico e psicológico da abordagem foram sendo colocadas,fazendo com que as objeções ficassem cada vez mais frequentes. Os alunos queaprenderam pelo método pareciam apresentar as mesmas falhas de métodosanteriores no momento em que se deparavam com falantes nativos, demonstrandoesquecer tudo o que tinham aprendido em situações reais de comunicação. Nesse sentido, a ideia de basear uma teoria da aprendizagem emautomatismos, como a repetição, passou a ser rejeitada e o ensino de línguasentrava em uma crise séria, já que os linguistas não apresentavam nehuma soluçãopronta para o ensino de línguas. Contudo, este não morreu com o audiolingualismo,pelo contrário, vários outros métodos foram surgindo, com propostas poucoconvencionais para o ensino.1.1.4 O sugestopedia Segundo cestaro (2011), este método foi desenvolvido pelo médico búlgaroGeorgi Lozanov na década de 1970. O termo deriva das palavras sugestão epedagogia, sendo utilizado para se referir a uma abordagem de aprendizadoacelerado. Entretanto, Lozanov reserva seu título exclusivamente em função de seumétodo, possuindo treinamento e certificação próprios. O Sugestopedia, comoaponta Leffa (2008), é um método de ensino baseado no entendimento moderno de
  27. 27. 27como o cérebro funciona e de que maneira ele aprende mais eficazmente se osfatores psicológicos da aprendizagem forem favorecidos até pelo ambiente físico(sala confortável com poltronas macias, luz indireta, música de fundo suave),tornando-o o mais agradável possível. Como destaca o pesquisador, este método foi originalmente aplicado noensino de línguas estrangeiras, porém, nos dias atuais, é usado em outros campos.Portanto, alguns elementos-chave do Sugestopedia incluem um ambiente rico emaprendizagem sensória, fazendo uso de figuras, cores, músicas etc; uma expectativapositiva de sucesso; e o uso de abordagens diferenciadas, como dramatizações,músicas, participação ativa em jogos. Além disso, há um desenvolvimento maciço dovocabulário e “as quatro habilidades são ensinadas ao mesmo tempo, através delongos diálogos lidos pelo professor com constantes variações de entonação.”(LEFFA, 2008, p. 17).1.1.5 Resposta física total No método Resposta Física Total, segundo Leffa (2008), aprende-se melhoruma língua após ouvi-la e entendê-la. Com isso, o aluno começa a praticar aoralidade somente quando se sente à vontade para falar, enquanto isso, somente oprofessor fala durante as aulas (FREEMAN, 1986, p. 110). “A premissa fundamentaldo método é de que se aprende melhor uma língua depois de ouvi-la e entendê-la.Daí a prática oral por parte do aluno só começa mais tarde, quando ele estiverinteressado em falar” (LEFFA, 2008, p. 18). Dessa maneira, o ensino da língua estrangeira consiste em comandosemitidos pelo professor e executados pelos alunos. No início, os comandos são maissimples, como por exemplo: “desenhe”, “desenhe uma árvore”. Entretanto, tornam-se mais complexos à medida que o curso avança e o professor introduz um novovocabulário. Exemplo: “Dani, vá ao quadro e desenhe uma árvore com o giz verde,uma flor com o giz amarelo e uma nuvem com o giz branco”. Alguns princípios desse método, de acordo com Larsen-Freeman (1986), são:1) a memória é ativada através da resposta do aprendiz, uma vez que a instruçãoem língua estrangeira se localiza no hemisfério direito do cérebro que controla ocomportamento não-verbal; 2) a compreensão do estudante deve ser desenvolvidaantes do ato da fala; 3) a linguagem imperativa é um recurso poderoso, com o qual o
  28. 28. 28professor pode direcionar o comportamento do aluno que pode aprender primeiroobservando e, logo depois, praticando as ações; 4) é importante que os estudantessintam que estão obtendo sucesso durante as atividades desempenhadas; 5) asatividades não devem ser memorizadas pelos alunos como rotinas fixas; 6) osestudantes cometem erros quando começam a falar uma língua estrangeira. Porisso, o professor deve ser tolerante, trabalhar os pequenos detalhes e fazer ascorreções de maneira discreta; 7) Os estudantes devem desenvolver flexibilidade nacompreensão de combinações na língua-alvo; 8) o aprendizado de língua é maiseficaz quando é divertido; e 9) a oralidade deve ser enfatizada durante as aulas.1.1.6 O método comunicativo Enquanto nos Estados Unidos, tanto na linguística estruturalista de Bloomfieldquanto na gramática gerativo-transformacional de Chomsky, os linguistas tenham seconcentrado no código da língua, analisada de maneira ascendente até o nível dafrase, na Europa os linguistas se preocupavam em estudar a semântica e asociolinguística, enfatizando o discurso. Como defende Leffa (2008), esse estudonão obtinha apenas a análise do texto – oral ou escrito – como pressuposto, mastambém as circunstâncias em que era produzido e interpretado. Dessa forma, alíngua não era analisada como um conjunto de frases apenas, mas como umconjunto de eventos comunicativos. Essa nova visão da língua veio ao encontro do vazio deixado pelo declínio doMétodo Audiolingual. Com isso, nascia o Método Comunicativo, enfatizando asemântica da língua, em vez de códigos, como acontecia no audiolingualismo. Emlinhas gerais, neste método o uso da linguagem apropriada, adequada à situaçãoem que ocorre o ato da fala e ao papel desempenhado pelos estudantes sãoconsiderados fatores relevantes. Nesse sentido, a comunicação se torna o foco e asformas linguísticas passam a ser ensinadas apenas quando necessárias aodesenvolvimento da competência comunicativa, podendo ter mais ou menosimportância do que outros aspectos, como saber de que maneira utilizar a línguapara se comunicar em determinada situação. A partir dos anos 1970 e 1980, novas teorias emergiram nas áreas dalinguística e da psicologia educacional. Piaget e Vygotsky, pais da psicologiacognitiva contemporânea, já haviam proposto que o conhecimento é construído em
  29. 29. 29ambientes naturais de interação social, estruturados culturalmente. Dessa maneira,cada aprendiz constrói o próprio aprendizado baseado em experiências de fundopsicológico resultantes de sua participação ativa no dado ambiente (SCHÜTZ, 2007). Leffa (2008) ressalta a importância de os materiais utilizados durante as aulasde inglês serem autênticos. Segundo o pesquisador, O material usado para a aprendizagem deve ser autêntico. Os diálogos devem apresentar personagens em situações reais de uso da língua, incluindo até os ruídos que normalmente interferem no enunciado (conversas de fundo, vozes distorcidas no telefone, dicções imperfeitas, sotaques, etc.). Os textos escritos não devem se restringir aos livros ou artigos de revistas, mas abranger todas as formas de impressos: jornais (notícias, manchetes, fotos com legendas, propagandas, anúncios classificados, etc.), cartas, formulários, contas, catálogos, rótulos, cardápios, cartazes, instruções, mapas, propagandas, bilhetes, contratos, cartões, listas telefônicas, tudo enfim ao que o falante nativo está exposto diariamente. O uso de textos simplificados deve ser evitado, porque prejudicaria a autenticidade do material; simplificar a tarefa, se necessário, mas não simplificar a língua (LEFFA, 2008, p. 22). Corroborando o que ressalta o autor supracitado, Almeida Filho (1998)complementa: O ensino comunicativo é aquele que organiza as experiências de aprender em termos de atividades relevantes/tarefas de real interesse e/ou necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a língua-alvo para realizar ações de verdade na interação com outros falantes-usuários dessa língua (ALMEIDA FILHO, 1998, p. 36). O método comunicativo defende a aprendizagem centrada no estudante(LEFFA, 2008), não apenas em termos de conteúdo, mas também de técnicasutilizadas pelo professor em sala de aula. Assim, este deixa de exercer seu papel deautoridade e de distribuir conhecimento para assumir o papel de orientador, demediador e facilitador da aprendizagem. Nesse sentido, o aspecto afetivo demonstraser visto como uma variável de primordial importância no processo, no qual oprofessor deve mostrar interesse pelos anseios dos estudantes, encorajando suaparticipação, acatando as sugestões por eles dadas durante as aulas, e, como
  30. 30. 30demonstra Larsen-Freeman (1986, p.129), dando a eles a “oportunidade deexpressarem suas ideias e opiniões”5. Assim, como ressalta Leffa (2008), no método comunicativo não existe ordemde preferência na apresentação das habilidades (ouvir e compreender, falar, ler,escrever) nem restrições maiores quanto ao uso da língua materna, pelo contrário,as habilidades são trabalhadas de modo integrado. Dependendo dos objetivos decada atividade, poderá haver concentração em apenas uma delas. Entretanto, “alíngua-alvo deve ser um veículo de comunicação durante a aula e não apenas umobjeto de estudo” (LARSEN-FREEMAN, 1986, p.129). Portanto, ainda de acordo com Leffa, entre as características deste método,destacam-se as seguintes:1. Maior importância às necessidades de comunicação do aluno, como por exemplo,sugerir, optar, opinar, pedir informação etc.;2. Funções da linguagem apresentadas em situações que modificam essasnecessidades (como, por exemplo, se dirigir a uma balconista para solicitarinformação);3. Ênfase no modo como usar determinada forma para se atingir certa necessidadeda comunicação;4. Material de ensino baseado muito mais no estudante e, em relação aos outrosmétodos, refletindo com maior precisão o uso natural da língua; e5. Participação ativa do estudante no processo de aprendizagem através dedramatizações, trabalhos em grupo, entre outros. A comunicação, segundo o linguista aplicado Almeida Filho (1998), se dácomo uma forma de interação social propositada, em que acontecem demonstraçõesde apresentação pessoal, unidas ou não à (re)construção de conhecimento e trocade informações. O estudioso ainda pontua que Aprender uma língua nessa perspectiva é aprender a significar nessa nova língua e isso implica entrar em relações com outros numa busca de experiências profundas, válidas, pessoalmente relevantes, capacitadoras de novas compreensões e mobilizadora para ações subsequentes. Aprender LE assim é crescer numa matriz de relações interativas na língua-alvo que gradualmente se desestrangeiriza para quem a aprende (ALMEIDA FILHO, 1998, p. 15).5 Tradução de autoria da pesquisadora deste estudo.
  31. 31. 31 Partindo dessa premissa, o uso genuíno e autêntico da língua como uminstrumento de comunicação social se configura como algo que exerce influência namaneira como determinado idioma é aprendido. Sendo assim, a interaçãopropositada na LE entre sujeitos desempenha importante papel nesse processo,uma vez que é por meio dela que haverá a construção de sentido, de significados nalíngua-alvo. Larsen-Freeman (1986) sugere alguns princípios relacionados ao aprendizadode língua estrangeira no método comunicativo, a saber: 1) ter capacidade paraentender a intenção do falante ou escrevente faz parte da competênciacomunicativa; 2) uma função pode ter várias formas linguísticas, uma vez que o focoestá no uso real da língua, uma variedade de formas linguísticas devem serapresentadas juntas; 3) os estudantes devem trabalhar com a linguagem no nível dodiscurso. Eles devem aprender sobre coesão e coerência; 4) Os jogos sãoimportantes pois eles possuem características em comum com eventos reais decomunicação, e, durante essa atividade, o falante recebe um feedback imediato deseu ouvinte que o faz entender se ele obteve êxito ou não na comunicação; 5) osestudantes devem trabalhar em grupos pequenos, pois isso maximiza a práticacomunicativa exercida entre os membros dos mesmos, podendo se expressar e daropiniões; 6) os erros são resultados naturais do desenvolvimento das habilidades decomunicação; 7) uma das maiores responsabilidades do professor é estabelecersituações que promovam a comunicação entre os estudantes; 8) a interaçãocomunicativa encoraja relações de cooperação entre os estudantes e os ajuda anegociar significados; 9) durante as atividades comunicativas, o professor age comocoordenador das mesmas; 10) a gramática e o vocabulário aprendidos seguem afunção da língua, o contexto e as regras dos interlocutores; e 11) os estudantesdevem ter a oportunidade de desenvolver estratégias para interpretarem o idioma damaneira como ela é usada por falantes nativos (LARSEN-FREEMAN, 1986, pp. 129-130). Vale ressaltar que Noam Chomsky revolucionou a linguística nos anos 60,afirmando que língua não era uma habilidade memorizada, mas criativa. Ao destacaro aspecto criativo das línguas, o linguista nega relevância ao ensino tradicional,baseado no estudo de regras gramaticais prescritivas e ditadas de fora, bem comona metodologia de repetição e memorização. “Assim, o conceito de certo e errado
  32. 32. 32cede lugar ao conceito de aceitável e inaceitável, com base no desempenho de umrepresentante nativo da língua e da cultura” (SCHÜTZ, 2007, acesso em: 15 fev.2012)6. Dessa forma, o aprendizado de idiomas passa a ser visto como competênciaintuitivamente construída e adquirida. Mais recentemente, as ideias de Chomskypassaram a inspirar a metodologia de ensino de línguas na direção de umaabordagem baseada na comunicação e intermediação de um facilitador carismático,e com participação ativa da parte do aprendiz no decorrer das atividades. Além da abordagem comunicativa, com o tempo, uma avalanche de novosmétodos surgiu, despertando interesse e atração de diversos teóricos epesquisadores. Bedim (2000), em seus estudos sobre o assunto, assinala que [...] Emergiram direções como a de dar ênfase ao aspecto humano do ensino-aprendizagem de idiomas, priorizando-se a interação entre professor e aluno e as características individuais do aprendiz. Tal convicção levou a experiências diversas, todas projetadas para modificar a tradicional aula centrada no professor. Alguns autores defendiam a individualização de instrução de língua, outros enfatizavam cultivar a iniciativa e o senso de responsabilidade do educando, enquanto outros, ainda, tentavam influenciar relações humanas nas aulas, sensibilizando os professores para os aspectos sociais e emocionais (BEDIM, 2000, p. 24). Embora, no decorrer dos séculos anteriores, tenha havido uma preocupaçãoem encontrar um método eficaz para o ensino de línguas, no século 21 tem ocorridoum movimento que não se preocupa com métodos de ensino genéricos, mas comuma visão mais complexa da educação que engloba um entendimento multifacetadodo processo de ensino-aprendizagem. Este tempo, segundo Richards e Renandya(2002), é denominado como a Era Pós-método, em que a atenção se volta aoprocesso de ensino-aprendizagem e às contribuições do professor para a pedagogiado ensino de línguas que se torna uma espécie de pesquisa e experimentaçãocontínuas no dia a dia na sala de aula e fora dela.6 O APRENDIZADO DE LÍNGUAS AO LONGO DE UM SÉCULO. Disponível em:<http://www.sk.com.br/sk-apren.html>. Acesso em: 15 fev. 2012.
  33. 33. 331.1.7 A era pós-método A “liberdade” metodológica proposta pela era Pós-método, de acordo comVilaça (2008), acarreta uma responsabilidade muito maior da parte do professor comrelação às suas escolhas e práticas, o que lhe exige uma formação mais ampla, nosentido de ser mais crítica e autônoma. Antes, ele apenas seguia um método,executava-o; agora, cabe-lhe tomar decisões, avaliar o processo de ensino-aprendizagem, desenvolver materiais instrucionais, entre outros, como defendetambém Larsen-Freeman (2004). Desse modo, outra característica desta era, segundo Bailey (2001) e Taylor(2002), é a atuação do professor como pesquisador no contexto de ensino em queatua. Por isso há tantos professores em programas de pós-graduação hoje em dia,pesquisando o que acontece em sala de aula. Sendo assim, Vilaça (2008) corroborao que vem sendo abordado e discutido neste texto com a seguinte observação: Estas mudanças metodológicas refletem também nas metodologias de pesquisa empregadas para pesquisar a sala de aula. É cada vez maior o emprego de metodologias qualitativas que visam compreender, descrever e analisar o processo de ensino/aprendizagem, com maior frequência para pesquisas de base etnográfica, pesquisa-ação e prática exploratória (VILAÇA, 2008, p. 84). Vilaça (2003) destaca que devido a uma série de fatores como a globalização,a Internet e o mercado de trabalho, cada vez mais os estudantes de línguasestrangeiras necessitam acumular capacidades e conhecimentos, o que multiplica aresponsabilidade do professor. A pós-modernidade exige que o ensino seja maisrápido e produtivo, por isso, o estudante de línguas de hoje precisa de rapidez equalidade. Consequentemente, o professor deste século necessita se preparar bem tantopara lecionar como para administrar o processo de ensino-aprendizagem de umalíngua estrangeira. Por fim, Vilaça (2008) alerta que [...] para isto, a formação do professor requer atenção especial. Embora estejamos numa era que permite e, em muitas situações, exige o ecletismo, um dos fundamentos necessários a esta formação é conhecimento e estudo crítico dos métodos e das abordagens de ensino, para que a sua participação no ensino seja fundamentada em
  34. 34. 34 princípios teórico-metodológicos, competências e conhecimentos sólidos e compatíveis com a sociedade e o tempo em que vivemos (VILAÇA, 2008, p. 85). Cabe ao professor, enquanto pesquisador, escolher e adotar as estratégias eprocedimentos que facilitarão suas práticas diárias de ensino, de maneira quesupram as necessidades de seus estudantes eficazmente. Bedim (2000) elucida queé fundamental desenvolver a autonomia do aprendiz a fim de que ele seja preparadopara colocar em prática a interação tanto com os demais estudantes como com oprofessor, para estudar dentro e fora da sala de aula, ampliando, assim, suasestratégias de aprendizagem. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino deLíngua Estrangeira (PCNLE, 1998, p. 57), “cada vez mais tende-se a explicar aaprendizagem como um fenômeno sociointeracional”. Isso quer dizer, então, que ainteração entre o professor e aluno e entre alunos passa a ser o foco atualmente.Subjaz que a aprendizagem é de natureza sociointeracional, uma vez que aprenderpassa a ser uma forma de estar no mundo social com alguém, em um contextohistórico, cultural e institucional. Por conseguinte, a interação entre um estudante eum participante de uma prática social também se torna geradora dos processoscognitivos, para a resolução de tarefas de construção de significado/conhecimentocom as quais esses participantes se deparam. Nesse sentido, como a essência do método comunicativo se fundamenta noreferencial sociointerativo, considerando a interação entre os falantes de LE um fatorrelevante no aprendizado de idiomas, entende-se que a utilização de recursos comoo My English Club pode instituir mudanças positivas no ensino de línguas nesta eraPós-método. Portanto, trabalhar com recursos tecnológicos como as redes sociaisnos ambientes presenciais de aprendizagem parece ser uma ideia atraente einteressante aos jovens, que são cada vez mais assíduos tanto nos cursos livres deidiomas como nos ambientes virtuais, podendo proporcionar-lhes um ensino maisdinâmico, interativo e autônomo.
  35. 35. 351.2 O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA EM CURSOS LIVRES: LOCAL PROPÍCIOPARA A FORMAÇÃO DE INDIVÍDUOS Em conformidade com a Lei nº 9.394, Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional, o Curso Livre passou a integrar a Educação Profissional, tornando-se amodalidade de educação não formal de duração variável, destinada a proporcionarao estudante conhecimentos que lhe permitem qualificar-se e atualizar-se para otrabalho. Segundo a legislação brasileira, a categoria Curso Livre atende apopulação com o objetivo de oferecer profissionalização rápida para diversas áreasde atuação no mercado de trabalho, como informática, atendimento, secretariado,web design, segurança, idiomas, culinária, corte e costura, estética, beleza, etc.Assim, não é exigida escolaridade anterior e as instituições que oferecem estes tiposde cursos têm direito de emitir certificado ao aluno em conformidade com a lei nº9394/96; Decreto nº 5.154/04; Deliberação CEE 14/97 (Indicação CEE 14/97), nãohavendo um limite determinado para a carga horária que pode variar entre algumashoras ou vários meses de duração, e ficando isentos de necessidade dereconhecimento do MEC. Nessa perspectiva, Schütz (2011) alerta que “todos os cursos de línguas sãoclassificados como "cursos livres" pelo Ministério da Educação, não estando sujeitosa nenhum tipo de controle nem de reconhecimento”, além de não haver a exigênciade possuir um projeto político-pedagógico como nas escolas regulares. No tocante aesse aspecto, o linguista reflete criticamente quanto ao fato de que Numa época em que a habilidade de se falar inglês torna-se uma qualificação tanto cultural como profissional básica, indispensável, quando seu aprendizado exige um considerável investimento de tempo e dinheiro, ao mesmo tempo em que escolas e cursinhos de inglês instalam-se praticamente em cada esquina, em cidades grandes e pequenas, bombardeando-nos com mensagens publicitárias, torna-se necessário saber avaliar a qualidade daquilo que nos oferecem (SCHÜTZ, 2011, acesso em: 15 jan. 2012). Sabe-se que a formação de indivíduos críticos e reflexivos não é cobrada dasescolas de idiomas, cabendo-lhes apenas o ensino de língua estrangeira. Essacobrança quanto à responsabilidade formadora ainda não está formalizada para oscursos livres, como observa Facchin (2009). É por esse motivo que esses cursos
  36. 36. 36não possuem “a mesma projeção pedagógica que tem a escola de ensino regular noque diz respeito aos princípios formadores do indivíduo” (FACCHIN, 2009, p. 8). Noentanto, a autora sugere que, ao contrário do que muitos pensam, ensinar idiomasnão tem nada a ver com passar uma receita pronta para falar uma línguaestrangeira, mas construir e disseminar valores culturais de outras nações e formarindivíduos que possam aceitá-los, confrontá-los e disseminá-los, possibilitando que oaprendiz se apodere do código linguístico desejado. Dessa maneira, muitos fatores devem ser considerados quando se fala sobrecursos livres de línguas Estrangeiras e um deles é a proposta pedagógica, definidapela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 como umdocumento de referência. Por meio dela, rege a LDB, a comunidade escolar exercesua autonomia financeira, administrativa e pedagógica, e tem a oportunidade deescolher o currículo e organizar o tempo e o espaço de acordo com as necessidadesde ensino. Em geral, os cursos livres oferecem um curso de pelo menos cinco anos.Nesse tempo, cada módulo ou livro é trabalhado por pelo menos seis meses,buscando aprimorar as quatro habilidades básicas do estudante, que são: falar,escrever, ler e ouvir/compreender. Outra peça fundamental no ensino são os professores. Em geral, estesdevem ser qualificados, com fluência no idioma e formação acadêmica. SegundoSchütz (2011), algumas características de um bom professor de inglês são: falarmuito bem no idioma – com fluência e naturalidade, ter familiaridade com a culturaestrangeira, ser descontraído, alegre, ter bom senso de humor, facilidade derelacionamento e sensibilidade para saber lidar com pessoas com diferentes grausde autoconfiança. O autor ainda destaca que o bom professor [...] não é aquele que ostenta seu conhecimento linguístico e corrige o aprendiz; é aquele que desenvolve autoestima e autoconfiança no aprendiz. É aquele que desempenha um papel de facilitador, colocando-se num plano de igualdade e não de superioridade. É aquele que explora o plano afetivo e empatiza com o aprendiz (SCHÜTZ, 2011, acesso em: 15 fev. 2012). Como acredita a pesquisadora Vera Lúcia Paiva, o ideal é que osprofessores de inglês tivessem “além de consciência política, bom domínio do idioma(oral e escrito) e sólida formação pedagógica com aprofundamento em linguísticaaplicada” (PAIVA, 1997, p. 1). No entanto, como a mesma aponta, o número de
  37. 37. 37profissionais bem formados dentro desse perfil é reduzido, uma vez que os cursosde licenciatura ensinam apenas sobre a língua, deixando de aprofundar emconhecimentos específicos do ensino de língua estrangeira. Dessa forma, osprofessores que obtêm uma boa formação, que são poucos, o fazem por meio deesforço próprio, indo buscar complementações em outros cursos ou até intercâmbiosculturais e experiências no exterior. Estes profissionais, geralmente, estão noscursos livres. O tamanho dos grupos também é fundamental no ambiente dos cursos livres,como observa Schütz (2011). Então, quanto menores forem, melhores as condiçõespara que um bom instrutor crie um clima de afinidade e de comunicação na sala deaula. Em geral, para que isso aconteça, deve haver até dez pessoas em cada grupo.Algumas turmas têm aulas apenas uma vez na semana, sendo duas horas,aproximadamente. Outras, principalmente as de crianças, assistem a uma hora emeia de aula ou, no máximo, duas vezes por semana, dependendo da coordenaçãoda instituição, do grupo ou da disponibilidade de horário dos professores, porexemplo. Quanto à certificação, o estudioso supracitado observa que alguns cursos,além do certificado de conclusão ou ao final de cada módulo, incentivam seusalunos a prestarem testes de proficiência, os quais lhes dão certificação de grandesuniversidades americanas e inglesas, como TOEFL, TOEIC, IELTS ou CPE. Essesexames internacionais são um pré-requisito para que profissionais e estudantesfaçam intercâmbio cultural e científico em países estrangeiros. Hoje, instituiçõestambém incentivam exames para adolescentes, e até crianças, como os oferecidospela Universidade de Cambridge. Nesses casos, a instituição costuma a oferecercursos preparatórios, com atividades diversificadas, a fim de fazer com que oestudante alcance seu objetivo. Nota-se que o número de alunos matriculados em cursos livres vemaumentando significativamente, devido à demanda do domínio de uma segundalíngua nos últimos tempos. Dada à nova realidade da família moderna, muitascrianças passam uma boa parte de seu tempo nesses ambientes enquanto seuspais trabalham, o que pode significar que os valores desses indivíduos estejamsendo forjados também por essas instituições educacionais, as quais sãofrequentadas pelos mesmos cotidianamente. Portanto, os cursos livres de idiomaspassam a ter uma parcela de responsabilidade com a formação reflexiva de seus
  38. 38. 38estudantes. Assim, exige-se que se tenha uma atitude consciente com relação aoprocesso de aprendizagem de uma língua estrangeira, além de demais fatores quepossam estar envolvidos para que haja sucesso no aprendizado. Nessa perspectiva, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) do EnsinoMédio alerta que Torna-se, pois, fundamental, conferir ao ensino escolar de Línguas Estrangeiras, um caráter que, além de capacitar o aluno a compreender e a produzir enunciados corretos no novo idioma, propicie ao aprendiz a possibilidade de atingir um nível de competência linguística capaz de permitir-lhe acesso a informações de vários tipos, ao mesmo tempo em que contribua para sua formação geral enquanto cidadão (PCN, 2000, p. 148). A partir das diretrizes presentes no documento supracitado, nota-se que sercidadão implica ter a capacidade de elaborar pensamentos autônomos e críticos,reformular os próprios juízos de valor em diversas circunstâncias, exercitar aliberdade de pensamento, entre outros. Diante da tendência atual da reflexão e daautonomia no aprendizado, percebe-se que as práticas escolares já existentes aindanão agem dessa forma, como sugere Facchin (2009). Nesse sentido, cabe aoscursos livres realizar um trabalho de conscientização tanto de educadores quanto deestudantes a respeito do seu papel no processo de ensino-aprendizado de línguas,considerando alguns fatores relevantes como a aprendizagem de caráter reflexivo,podendo o aprendiz reconstruir a realidade ao seu redor e, tendo autonomia paraagir como sujeito social. Outro fator relevante é que ainda existe o hábito de se considerar oconhecimento como transmissão de informação. Há cursos livres que já possuemtodo material e ensino prontos, fechados, fazendo pouco para valorizar a capacidadedo aluno de ir além do que já existe e construir seu conhecimento. Porém, Facchin(2009) alerta que [...] mastigar o conteúdo e repassá-lo aos alunos não é uma estratégia formadora, uma vez que o conhecimento é adquirido quando o estudante observa, questiona e traz o conteúdo para sua realidade. Construir conhecimento significa desenvolver autonomia para desconstruir e reconstruir saberes, de acordo com as experiências de cada indivíduo (FACCHIN, 2009, p. 11).
  39. 39. 39 A autora, então, remete ao pensamento de que “saber pensar é a chave paraaprender”, constituindo-se quando cada aluno relaciona o que ele está aprendendoem sala de aula à sua realidade, de acordo com seu ritmo de aprendizado. Dessemodo, como cita o PCN do Ensino Médio, [...] deixa de ter sentido o ensino de línguas que objetiva apenas o conhecimento metalinguístico e o domínio consciente de regras gramaticais que permitem, quando muito, alcançar resultados puramente medianos em exames escritos [...]. O que tem ocorrido ao longo do tempo é que a responsabilidade sobre o papel formador das aulas de Línguas Estrangeiras tem sido, tacitamente, retirada da escola regular e atribuída aos institutos especializados no ensino de línguas (PCN, 2000, p. 148). Ainda, conforme a Lei nº 9.394/96, citada nos PCN do Ensino Médio, o ensinointegra:  A formação da pessoa, de maneira a desenvolver valores e competências necessárias à integração de seu projeto individual ao projeto da sociedade em que se situa;  O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;  A preparação e a orientação básica para a sua integração ao mundo do trabalho, com as competências que garantam seu aprimoramento profissional e permitam acompanhar as mudanças que caracterizam a produção no nosso tempo; e  O desenvolvimento das competências para continuar aprendendo de forma autônoma e crítica, em níveis mais complexos de estudos (PCN, 2000, p. 22). Facchin (2009) considera que para que o aprendizado de uma determinadalíngua estrangeira seja eficaz, torna-se importante conhecer os anseios e os ideaisda nação que a produziu, através do conhecimento de sua cultura encontrada naliteratura, na música, na conversa com seus falantes, entre outros. Quando isso nãoacontece, nota-se que há uma grande dificuldade no momento de se expressarplenamente em outro idioma por parte de muitos estudantes. A língua, como afirmaa autora, é tanto uma manifestação material dos ideais e valores de um povo, comotambém o instrumento necessário para que outras pessoas o conheçam, por isso ofato de toda nação depender dela para se manifestar e para efetuar transformaçõesatravés da mesma.
  40. 40. 40 A socialização possui um papel de suma relevância no processo de aquisiçãode uma língua estrangeira, uma vez que a interação é que ocasionará a motivaçãopara aprender a falar a língua pretendida. Facchin (2009) exemplifica isso,lembrando-se de pessoas que optam por morar ou trabalhar em um país onde sefala a língua estrangeira desejada. Assim, quanto mais elas forem expostas asituações reais de uso, mais rápido se dará o processo de aquisição do idioma. Por fim, no processo de aprendizagem de línguas nos cursos livres, oindivíduo entra em contato com a cultura, valores que são repassados eexemplificados pelo professor através de filmes, conversas com pessoasestrangeiras, peças de teatro e demais maneiras de manifestação linguística dacultura da língua em questão. Dessa maneira, como aponta Facchin (2009), “oensino [...] nas escolas [...] especializadas em ensino de línguas deve fazer parte deum processo formador de valores como base para o verdadeiro aprendizado” (p.15),o qual deve acontecer de maneira natural e espontânea, sem que o aprendiz sejaforçado e aprender algo que não lhe seja útil em situações reais de comunicação.
  41. 41. 412 AS MODALIDADES PRESENCIAL E A DISTÂNCIA: ESTABELECENDO UMCOTEJO Conforme sugerem Sousa, Cordeiro e Machado (2011, p. 2), a educaçãoocorre quando o educador, tanto na modalidade presencial quanto a distância, seconstitui como transformador e motivador do seu ambiente. “Deste modo, aaprendizagem ativa se torna favorecida”. Os autores destacam a importância dainteração que ocorre entre professor e estudante e da construção do conhecimento,através da participação dos estudantes. Para tanto, torna-se essencial que oeducador traga, para o ambiente escolar, instrumentos que instiguem a participaçãoe a interação entre todos: estudante/estudante, professor/estudante eestudante/professor. Corroborando com essa ideia, Silva (2002) intervém daseguinte maneira: O professor não transmite o conhecimento. Ele disponibiliza domínios de conhecimentos de modo expressivamente complexo e, ao mesmo tempo, uma ambiência que garante a liberdade e a pluralidade das expressões individuais e coletivas [...] O professor não distribui o conhecimento. Ele disponibiliza elos probabilísticos e móveis que pressupõem o trabalho de finalização dos alunos ou campos de possibilidades que motivam as intervenções dos alunos. Estes constroem o conhecimento na confrontação coletiva livre e plural (SILVA, 2002, p. 185). As pesquisadoras Behar, Passerino e Bernardi (2007) destacam que nasúltimas décadas vem ocorrendo a passagem de uma Sociedade Industrial – que dáprivilégios à cultura do ensino e prepara os indivíduos para desempenharem papéis,acumular conhecimento, “valores e normas vigentes, repassados de formaconteudista e desarticulada”, o que os desestimula, por não perceberem o sentidode tanta coisa que lhes foi ensinada – para uma Sociedade em Rede – que enfatizaa cultura da aprendizagem de maneira concreta, uma vez que [...] parte da situação real vivida pelo educando apoiado na presença mediadora e gestora do professor compromissado com seus alunos e com a construção de conhecimentos, procurando responder ao princípio da aprendizagem significativa (BEHAR; PASSERINO; BERNARDI, 2007, p. 2).
  42. 42. 42 As pesquisadoras também afirmam que: Pode-se dizer que está se vivendo um momento de transformação, onde os paradigmas presentes na sociedade já não estão dando mais conta das relações, necessidades e desafios sociais, e um novo modelo educativo está emergindo num processo ainda de construção. Está se rompendo com a idéia de uma sociedade centrada no trabalho para uma sociedade que dá valor à educação, dentro de uma nova totalidade, denominada em muitos contextos da Sociedade da Informação, ou ainda, em Rede (BEHAR; PASSERINO; BERNARDI, 2007, p. 2). Dessa forma, na Sociedade em Rede, o aluno é posicionado comoprotagonista do próprio conhecimento, construído de forma cooperativa em umarelação realizada de forma comunicativa e reflexiva com os demais sujeitos. Assim,as estudiosas supracitadas defendem que toda essa mudança de paradigma quetem ocorrido na educação não se dá apenas por causa da EaD, contudo, esta setorna um fator significativo e relevante no processo pelo qual a sociedade perpassanos dias atuais. Portanto, Behar (2005) destaca que um novo espaço pedagógicoestá em fase de gestação e suas características são as seguintes: desenvolvimentodas competências e habilidades, respeito ao ritmo individual, formação decomunidades de aprendizagem e redes de convivência. Devido a essa série de transformações, as Universidades Brasileiras têmpassado por um período de mudança e introduzido a EaD no sistema educacional.Segundo Moran (2002), isto se deve ao processo de ensino-aprendizagem mediadopor recursos tecnológicos, no qual professores e estudantes estão separados deforma espacial e/ou temporal, porém conectados através de tecnologias,principalmente as telemáticas, como a Internet, ou do correio, o rádio, a televisão, ovídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e outras semelhantes. Devido a fatores como a redução dos custos dos equipamentos, a procuracada vez maior por formação, o aperfeiçoamento profissional e a necessidade deexpandir o ensino, a EaD surge como uma modalidade de ensino e tecnologiaeducacional de fácil acesso e conveniente a várias pessoas geograficamentedispersas, evitando que elas tenham que se deslocar e possibilitando que oestudante aprenda em seu ritmo, no tempo e local que lhe for mais conveniente,além de favorecer o desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas
  43. 43. 43como autonomia, criatividade, autodisciplina, responsabilidade com a própriaformação, construção do conhecimento, aprendizagem cooperativa, entre outras. Para o autor, a expressão Ensino a Distância ou EaD é utilizada para darênfase ao papel do professor como alguém que ensina nesse contexto. Assim,destaca, “preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhumadas expressões seja perfeitamente adequada” (MORAN, 2002, p. 2). Nesse sentido, Moran ainda defende que a EaD não é uma espécie de fastfood, uma vez que o aprendiz não se serve de algo pronto. Ao contrário, ela apareceno cenário educacional como uma prática em que há equilíbrio entre asnecessidades e habilidades individuais e as do grupo, tanto de forma presencialcomo virtual7. Dessa forma, elucida Moran (2002) que é possível haver um avançosignificativo, troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e bons resultados. Ainda, o autor complementa seu pensamento observando que De agora em diante, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar cursos presenciais com virtuais, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtual-presencial, ou seja, vendo- nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos, com a orientação virtual de um tutor, e em outros será importante compartilhar vivências, experiências, idéias (MORAN, 2002, p. 3). Portanto, o pesquisador destaca a interação presente nessa modalidade deensino, a qual pode acontecer das maneiras seguintes: 1) fisicamente, em uma salade aula com os demais estudantes que participam de aulas transmitidasvirtualmente; 2) no âmbito virtual, a distância, em que cada aluno participa de umaaula totalmente virtual individualmente; e 3) semipresencial, acontecendoparcialmente presencial e a distância. Assim, a modalidade presencial se fazrelevante, já que, para ele, a vivência e a troca de experiências e ideias sãointeressantes no processo de ensino-aprendizagem.7 Em seu livro “O que é o virtual” (1999), Pierre Lévy apresenta o virtual como potência, não comoalgo oposto ao real, mas ao conceito de atual. Assim, a atualização e a virtualização são doisconceitos diferentes. A atualização se dá como uma solução de um determinado problema, umresultado de fatores que se conjugam e dão origem a uma solução. Lévy (1999) define a atualizaçãocomo uma criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e definalidades. A virtualização é oposta à atualização, pois não se trata de uma solução, mas sim de uma“mutação de entidade”, uma deslocação da entidade no espaço.
  44. 44. 44 Nesse contexto, Moran (2003) apresenta o conceito de Educação Online que,segundo ele, traz questões específicas com desafios novos: Educação on-line pode ser definida como o conjunto de ações de ensino-aprendizagem que são desenvolvidas através de meios telemáticos, como a Internet, a videoconferência e a teleconferência. A educação on-line acontece cada vez mais em situações bem amplas e diferentes, da educação infantil até a pós-graduação, dos cursos regulares aos cursos corporativos. Abrange desde cursos totalmente virtuais, sem contato físico – passando por cursos semi-presenciais – até cursos presenciais com atividades complementares fora da sala de aula, pela Internet. A educação on-line não equivale à educação a distância. Um curso por correspondência é a distância e não é on-line. Por outro lado, não podemos confundir a educação on-line só com cursos pela Internet e somente pela Internet no modo texto (MORAN, 2003, acesso em: 12 jan. 2012). Igualmente, Moran (2000) afirma que nos dias atuais há muitas opçõesmetodológicas à disposição dos professores que lhes possibilitam organizar acomunicação com os estudantes, seja no trabalho presencial ou no virtual. Paratanto, faz-se necessário [...] pensar em processos pedagógicos que compatibilizem a preparação de materiais e atividades adequados, a integração de vários tipos de profissionais envolvidos (professores autores, professores orientadores, professores assistentes e tutores), a combinação de tempos homogêneos e flexíveis, da comunicação em tempo real e em momentos diferentes, as avaliações presenciais e a distância. É um processo muito mais complexo do que o que realizamos no presencial, porque exige uma logística nova, que está sendo testada com mídias telemáticas pela primeira vez. É muito tênue a linha que separa os cursos de massa com qualidade e os cursos de massa de baixo nível (MORAN, 2003, acesso em: 12 jan2012). Então, pode-se dizer que a integração das várias tecnologias e/ouprocedimentos metodológicos que melhor se ajustem em situações específicasdepende de cada docente, que se torna peça relevante no processo de ensino-aprendizagem. Como assegura Faustini (2001), Sob a perspectiva da Educação a Distância com o uso da Internet, o professor vai continuar dando sua aula, mas poderá enriquecer o processo de ensino e aprendizagem com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam como mandar e receber

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