Pastoral da Acolhida

6,761 views

Published on

Uma reflexão para implantação e fortalecimento da Pastoral da Acolhida nas paróquias e comunidades, tendo em vista na criação de uma Paróquia em Estado Permanente de Missão.

Published in: Spiritual
1 Comment
13 Likes
Statistics
Notes
  • eu amo e confio plenamente no sagrado coração de jesus
       Reply 
    Are you sure you want to  Yes  No
    Your message goes here
No Downloads
Views
Total views
6,761
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
10
Actions
Shares
0
Downloads
420
Comments
1
Likes
13
Embeds 0
No embeds

No notes for slide
  • O ser humano é um ser que se relaciona. Ninguém vive só, como uma ilha, portanto necessita do outro para sobreviver.
    É um ser em relação que acolhe com sua atitude, olhar, sorriso, simpatia, carinho, serviço.
  • Paróquia é o todo – muitos ao se referir a sede utiliza o termo paróquia. Em se falando de fiéis é todos do território.
    Braços (Abraçar) = Ouvidos (Escutar) = Pernas (Caminhar )
  • E ainda limitado – esporádico, de maneira não tão adequada, deixando só para o final para identificar as pessoas
  • Boa Acolhida - Dela depende a sobrevivência da paróquia – igreja. Pensar como estamos acolhendo, criar o quanto antes
    Permanecer – Estranho, peixe fora d’água, muitas maneiras de acolher (postura: ignorar, rejeitar) – acolher corpo inteiro
    Frutos – Cuidados das panelinhas, fechadas – brigando entre si, acolhimento interno. Abrir para o outro
  • Rede entrelaçadas – sem criar panelinhas, grupos isolados, alheios, que não se envolve com as atividades da paróquia
  • 1. Processo - grupos isolados, rede de relacionamento – paróquia rede de comunidades entrelaçadas, participativa
    2. Gratuidade – não é fácil. É possível pela Graça de Deus. Busca de recompensa, elogio, romper com os ciclos que não nos leva a nada – Espírito de Competição
    3. Trabalho – Essencial, é a primeira que deve existir, não existe igreja sem acolhimento. Vai impulsionar as demais pastorais e movimentos para a dimensão de acolhimento (padre, secretária, agentes, lideranças) – É função de todos.
    4. Atitude Evangélica – não pode ser imposta, obrigada, mas uma atitude de convertido, convencido
  • Ação Concreta – Teoria para prática (como deve funcionar – trabalhar concretamente)
    Ajude – Referencial – Será que a minha pessoa está fazendo o outro mais importante? Pisa no outro
    Filhos de Deus – Amada, querida por Deus, sentir bem com a pessoa. Tem pessoa que transmite Deus (olhar, postura, fala) – Que rosto eu transpareço para os outros.
  • Pastoral da Acolhida

    1. 1. PASTORALPASTORAL DADA ACOLHIDAACOLHIDA
    2. 2. UMUM SERSER QUEQUE SESE RELACIONARELACIONA
    3. 3. PARÓQUIAPARÓQUIA EM ESTADOEM ESTADO PERMANENTE DE MISSÃOPERMANENTE DE MISSÃO ACOLHERACOLHER ESCUTARESCUTAR VISITARVISITAR O QUE É UMA PARÓQUIA?O QUE É UMA PARÓQUIA?
    4. 4.  Somos seres humanos emSomos seres humanos em inter-relação. inter-relação.   Somos por natureza,Somos por natureza, comunicativos e pessoascomunicativos e pessoas de relacionamento.de relacionamento.  Desde o momento daDesde o momento da concepção até o final daconcepção até o final da vida, estaremos dentro devida, estaremos dentro de um mundo deum mundo de relacionamentos por todarelacionamentos por toda a vida.a vida.
    5. 5. 1) PASTORAL DA ACOLHIDA1) PASTORAL DA ACOLHIDA  Implantar a PastoralImplantar a Pastoral da Acolhida nada Acolhida na paróquia é uma boaparóquia é uma boa medida para viver amedida para viver a exigência do Serviço;exigência do Serviço;  Se ela já existe,Se ela já existe, procure reavaliar suasprocure reavaliar suas ações e inová-la seações e inová-la se preciso for;preciso for;
    6. 6. O que é Acolhimento?O que é Acolhimento?  Acolhida não significa apenasAcolhida não significa apenas receber, na porta da igreja, osreceber, na porta da igreja, os que vêm para a celebração...que vêm para a celebração...
    7. 7. ACOLHER É...ACOLHER É...  Abrir o espaço do coração para receber eAbrir o espaço do coração para receber e abrigar a pessoa do próximo como ele é...abrigar a pessoa do próximo como ele é...  Ter empatia: capacidade de sentir o outro e deTer empatia: capacidade de sentir o outro e de se colocar no lugar dele.se colocar no lugar dele.  Uma atitude consciente e voluntária - ter-se nasUma atitude consciente e voluntária - ter-se nas mãos – gratuita.mãos – gratuita.  Dizer "bom dia, boa tarde, boa noite, como vai?"Dizer "bom dia, boa tarde, boa noite, como vai?"  Fazê-lo participante da Comunidade – nãoFazê-lo participante da Comunidade – não concorrente e sim um colaborador / somarconcorrente e sim um colaborador / somar  Buscar os que estão distantes, afastados.Buscar os que estão distantes, afastados.  Ajudar os que necessitam - Caridade.Ajudar os que necessitam - Caridade.  Abrir caminho aos de fora, ou seja, os que nãoAbrir caminho aos de fora, ou seja, os que não participam assiduamente da Comunidade.participam assiduamente da Comunidade.
    8. 8.  Para acolher é necessário o cultivo interior dePara acolher é necessário o cultivo interior de si mesmo e a capacidade de empatia.si mesmo e a capacidade de empatia.  Empatia: capacidade de sentir com o outro,Empatia: capacidade de sentir com o outro, de colocar-se no lugar dele, acolhê-lo comode colocar-se no lugar dele, acolhê-lo como alguém importante, dar-lhe valor. Supõe  sairalguém importante, dar-lhe valor. Supõe  sair de si e olhar o outro - misericórdia. de si e olhar o outro - misericórdia.   Para que isto aconteça é necessário ter-se nasPara que isto aconteça é necessário ter-se nas mãos. Acolher requer abertura de coração e émãos. Acolher requer abertura de coração e é um  gesto de generosidade para com oum  gesto de generosidade para com o semelhante. É ter os braços sempre abertossemelhante. É ter os braços sempre abertos para a chegada de alguém.para a chegada de alguém.  É a pessoa que se torna evangelizadora pelaÉ a pessoa que se torna evangelizadora pela sua vida e missão. sua vida e missão.   
    9. 9.  ““Qualquer pessoa que procureQualquer pessoa que procure a comunidade eclesial devea comunidade eclesial deve ser recebida por alguém que aser recebida por alguém que a escute e ajude a encontrarescute e ajude a encontrar uma soluçãouma solução para a suapara a sua necessidade”necessidade” (CNBB, Doc. 71, p. 54 – Doc. 100, 263 );(CNBB, Doc. 71, p. 54 – Doc. 100, 263 );
    10. 10. Justificativas do acolhimento:Justificativas do acolhimento:  Se não houver uma boa acolhida, todosSe não houver uma boa acolhida, todos os trabalhos, todas as ações e a própriaos trabalhos, todas as ações e a própria comunidade está fadada ao fracasso;comunidade está fadada ao fracasso;  Ninguém quer permanecer onde não éNinguém quer permanecer onde não é bem acolhido;bem acolhido;  Para que um trabalho dê frutos éPara que um trabalho dê frutos é preciso, primeiro, que seus agentespreciso, primeiro, que seus agentes sintam-se acolhidos;sintam-se acolhidos;
    11. 11. O AMBIENTEO AMBIENTE......  O ambiente tambémO ambiente também acolhe ou distancia. acolhe ou distancia.   Locais de reuniões,Locais de reuniões, celebrações, encontroscelebrações, encontros e de festas devem sere de festas devem ser bem preparados -bem preparados - pensando no bem daspensando no bem das pessoas que chegam.pessoas que chegam.  Uma organização que facilite o bem estar.Uma organização que facilite o bem estar.  Quem chega, precisa sentir-se "em casa"Quem chega, precisa sentir-se "em casa" nas Comunidades.nas Comunidades.
    12. 12. O PÚBLICOO PÚBLICO  O outro é ser humano único, criado àO outro é ser humano único, criado à imagem e semelhança de Deus.imagem e semelhança de Deus.  Todo sujeito deve ser tratado comTodo sujeito deve ser tratado com humanidade.humanidade.  Não pensar em resultados ou porque aNão pensar em resultados ou porque a Igreja esta perdendo fiéis.Igreja esta perdendo fiéis. Acima de tudo a Caridade (Excluídos)Acima de tudo a Caridade (Excluídos)
    13. 13.  Agentes de Pastorais – LiderançasAgentes de Pastorais – Lideranças  Os membros de grupos, movimentos, etcOs membros de grupos, movimentos, etc  Os católicos de missasOs católicos de missas  Os católicos ocasionaisOs católicos ocasionais  Os visitantesOs visitantes (locais, outras cidades ou países)(locais, outras cidades ou países)  As autoridadesAs autoridades  Os pedintes e andarilhosOs pedintes e andarilhos  Os com problemas mentais e psicológicosOs com problemas mentais e psicológicos  Os de outras denominações religiosas...Os de outras denominações religiosas... PÚBLICO ALVOPÚBLICO ALVO
    14. 14. Como deve ser aComo deve ser a Pastoral da Acolhida?Pastoral da Acolhida?  Envolver uma rede deEnvolver uma rede de relacionamentos que dê sustentaçãorelacionamentos que dê sustentação e perseverança as ações que sãoe perseverança as ações que são desenvolvidas na comunidade;desenvolvidas na comunidade;  Ser permanente, contínua e estar emSer permanente, contínua e estar em todas as dimensões pastorais datodas as dimensões pastorais da paróquia;paróquia;
    15. 15.  Ser parte integrante do processo deSer parte integrante do processo de evangelização;evangelização;  Acolher gratuitamente, sem esperarAcolher gratuitamente, sem esperar nada em troca;nada em troca;  Ser mais que um trabalho, uma tarefaSer mais que um trabalho, uma tarefa ou mais uma pastoral;ou mais uma pastoral;  Que seja uma atitude evangélica queQue seja uma atitude evangélica que brota de um coração convertido;brota de um coração convertido;
    16. 16.  Que seja uma ação concreta;Que seja uma ação concreta;  Que ajude as pessoas a se sentiremQue ajude as pessoas a se sentirem mais importantes;mais importantes;  A se sentirem como filhas de Deus;A se sentirem como filhas de Deus;  Amadas e queridas por outrosAmadas e queridas por outros irmãos;irmãos;  Quando a gente acolhe,Quando a gente acolhe, Deus visitaDeus visita..
    17. 17. Razões para uma boa acolhidaRazões para uma boa acolhida  A pessoa, quando chega aA pessoa, quando chega a comunidade e é bem acolhida,comunidade e é bem acolhida, tem vontade de permanecer e, se atem vontade de permanecer e, se a acolhida foi verdadeira, elaacolhida foi verdadeira, ela permanece de fato;permanece de fato;
    18. 18.  Paróquias que acolhem bemParóquias que acolhem bem terão sempre bons agentes nasterão sempre bons agentes nas suas pastorais e, com issosuas pastorais e, com isso crescerão sempre mais;crescerão sempre mais;
    19. 19. Em que consiste aEm que consiste a Pastoral daPastoral da Acolhida?Acolhida?  1º)1º) Consiste numa equipe que se dediqueConsiste numa equipe que se dedique a acolher bem as pessoas que chegam aa acolher bem as pessoas que chegam a igreja para as celebrações;igreja para as celebrações;  2º) Uma equipe que esteja atenta ao2º) Uma equipe que esteja atenta ao acolhimento dado no expedienteacolhimento dado no expediente paroquial - àqueles que vêm em busca deparoquial - àqueles que vêm em busca de alguma informação, ou dos serviços daalguma informação, ou dos serviços da paróquia – catequese (inscrições), noivos,paróquia – catequese (inscrições), noivos, batizados, casamentos, exéquias;batizados, casamentos, exéquias;
    20. 20.  3º) Q3º) Que esteja sintonizada com asue esteja sintonizada com as demais pastorais, movimentos edemais pastorais, movimentos e associações;associações;  Que se preocupe com a recepçãoQue se preocupe com a recepção que é dada entre os seusque é dada entre os seus membros e aos que são atendidosmembros e aos que são atendidos por elas – quando se ausentampor elas – quando se ausentam será que é percebido?será que é percebido?
    21. 21.  4º)4º) Que seja uma pastoral queQue seja uma pastoral que esteja permeada em todas asesteja permeada em todas as ações evangelizadoras daações evangelizadoras da paróquia, inclusive nas ações doparóquia, inclusive nas ações do pároco = unidade - conjunto;pároco = unidade - conjunto;  O seu desafio maior está em fazerO seu desafio maior está em fazer com que a paróquia, como umcom que a paróquia, como um todo, adote uma posturatodo, adote uma postura acolhedora;acolhedora;
    22. 22. Por que aPor que a Pastoral da AcolhidaPastoral da Acolhida sese enquadra na exigência doenquadra na exigência do ServiçoServiço??  Porque, além de proporcionar oPorque, além de proporcionar o encontro com o outro, promove oencontro com o outro, promove o encontro consigo mesmo e,encontro consigo mesmo e, sobretudo, com Deus;sobretudo, com Deus;  É um serviço que anima a vida daÉ um serviço que anima a vida da paróquia na sua dimensão social eparóquia na sua dimensão social e comunitária e deve ser prioridade;comunitária e deve ser prioridade;
    23. 23.  É urgente a revitalização daÉ urgente a revitalização da comunidade paroquial para que nelacomunidade paroquial para que nela resplandeça, cada vez mais, aresplandeça, cada vez mais, a comunidade acolhedora, samaritana,comunidade acolhedora, samaritana, orante e eucarística. (Doc 100, CNBB,orante e eucarística. (Doc 100, CNBB, nº 56)nº 56)  A paróquia está ligado à acolhidaA paróquia está ligado à acolhida daqueles que estão em peregrinação..daqueles que estão em peregrinação.. uma hospedagem que acolhe osuma hospedagem que acolhe os viajantes para a pátria celeste. (Doc 100,viajantes para a pátria celeste. (Doc 100, CNBB, nº 163)CNBB, nº 163)
    24. 24. OS PONTOS DE REFERÊNCIAS DOSOS PONTOS DE REFERÊNCIAS DOS QUE PROCURAM A IGREJAQUE PROCURAM A IGREJA  A Secretaria Paroquial - AtendimentoA Secretaria Paroquial - Atendimento ao Telefoneao Telefone  Assistência social.Assistência social.  As missas de 7º Dia; Sacramentos:As missas de 7º Dia; Sacramentos: Batismo, Casamento, 1ª Eucaristia,Batismo, Casamento, 1ª Eucaristia, Crisma; sobretudo a Catequese, entreCrisma; sobretudo a Catequese, entre outros.outros.  Em relação à freqüência, aqui seEm relação à freqüência, aqui se depara com fiéis ocasionais e fiéisdepara com fiéis ocasionais e fiéis assíduos.assíduos.
    25. 25. EQUIPE DE ACOLHIDA NÃO ÉEQUIPE DE ACOLHIDA NÃO É PASTORAL DA ACOLHIDAPASTORAL DA ACOLHIDA  O humano é porta de entrada para Deus, por isso,O humano é porta de entrada para Deus, por isso, acolhida fraterna é, mais do que nunca,acolhida fraterna é, mais do que nunca, necessária. necessária.   Evangelização = Pastoral da Acolhida.Evangelização = Pastoral da Acolhida. São várias pessoas que procuram: a Igreja, aSão várias pessoas que procuram: a Igreja, a Secretaria Paroquial, ou o Ministro Ordenado. VêmSecretaria Paroquial, ou o Ministro Ordenado. Vêm em busca de sacramentos ou de uma palavra deem busca de sacramentos ou de uma palavra de confiança, perdão e alento. Trazem suas buscas,confiança, perdão e alento. Trazem suas buscas, dores e esperanças. Querem ser ouvidos e poderdores e esperanças. Querem ser ouvidos e poder falar! Muitos querem uma resposta de Deus e dafalar! Muitos querem uma resposta de Deus e da Igreja.  Nesta hora, não vale os moralismos,Igreja.  Nesta hora, não vale os moralismos, preconceitos e julgamentos, mas a Humanidade epreconceitos e julgamentos, mas a Humanidade e Caridade.Caridade.
    26. 26. PASTORAL DA ACOLHIDAPASTORAL DA ACOLHIDA O Ministério da Acolhida é um serviçoO Ministério da Acolhida é um serviço da Igreja que se destina a “receberda Igreja que se destina a “receber bem” e “ir ao encontro”das pessoas,bem” e “ir ao encontro”das pessoas, com o objetivo de integrá-las nacom o objetivo de integrá-las na celebração, na comunidade, nacelebração, na comunidade, na paróquia ou na diocese, para que sejamparóquia ou na diocese, para que sejam membros vivos e atuantes do povo demembros vivos e atuantes do povo de Deus, através de uma vivência deDeus, através de uma vivência de Comunhão e Participação, em vista daComunhão e Participação, em vista da missão.missão.
    27. 27. O Ministério da Acolhida não se resume aO Ministério da Acolhida não se resume a um grupo de pessoas que fica à porta daum grupo de pessoas que fica à porta da Igreja entregando folhetos e/ou dizendoIgreja entregando folhetos e/ou dizendo “Bom dia”. Talvez se possa começar com“Bom dia”. Talvez se possa começar com esses pequenos gestos. Mas depois aesses pequenos gestos. Mas depois a acolhida deve deitar suasacolhida deve deitar suas raízes em todas asraízes em todas as pastorais e setores dapastorais e setores da comunidade onde écomunidade onde é requerida a sua presença.requerida a sua presença.
    28. 28.  O Ministério da Acolhida éO Ministério da Acolhida é um verdadeiro “Ide”, paraum verdadeiro “Ide”, para marcar presença ali onde amarcar presença ali onde a vida merece cuidadosvida merece cuidados especiais.especiais.  O Ministério da AcolhidaO Ministério da Acolhida deve contar com um grupo dedeve contar com um grupo de pessoas que comecem apessoas que comecem a repensar a sua vida cristã e arepensar a sua vida cristã e a vida de toda a comunidade,vida de toda a comunidade, no sentido de fazer ano sentido de fazer a hospitalidade e o acolhimentohospitalidade e o acolhimento acontecerem em suas vidasacontecerem em suas vidas
    29. 29. FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICAFUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA  Palavras afáveis aumentam os amigos, e falaPalavras afáveis aumentam os amigos, e fala amável encontra acolhida.(Eclo 6,5)amável encontra acolhida.(Eclo 6,5)  Eles mesmos falam da acolhida que tivemosEles mesmos falam da acolhida que tivemos entre vocês, e de como vocês se converteram,entre vocês, e de como vocês se converteram, deixando os ídolos e voltando-se para Deus, adeixando os ídolos e voltando-se para Deus, a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro. (1Tesfim de servir ao Deus vivo e verdadeiro. (1Tes 1,9)1,9)  Jesus é o método melhor e maisJesus é o método melhor e mais eficaz para a ação pastoral e paraeficaz para a ação pastoral e para um acolhimento mais amadurecido eum acolhimento mais amadurecido e sem falsas ilusõessem falsas ilusões  Jesus = Centurião (Mt 8,5-13 )Jesus = Centurião (Mt 8,5-13 )
    30. 30. Hospitalidade - AcolhidaHospitalidade - Acolhida  Acolhida de AbraãoAcolhida de Abraão (Gn 18,3-8)(Gn 18,3-8)  Acolhida de LóAcolhida de Ló ((Gn 19,1-8);Gn 19,1-8);  Acolhida peregrinoAcolhida peregrino (Jz 19,3-34)(Jz 19,3-34)  MandamentoMandamento (Dt 10,18s;(Dt 10,18s; Is 58,7; Mt 10,40-42)Is 58,7; Mt 10,40-42)  Casa SimãoCasa Simão (Lc 4,38;(Lc 4,38; Mt 26,6-7)Mt 26,6-7)  Em CanáEm Caná (Jo 2,2)(Jo 2,2)  Casa de Lázaro, Marta eCasa de Lázaro, Marta e MariaMaria (Jo 12,2-3)(Jo 12,2-3)  Díscipulos de EmaúsDíscipulos de Emaús (Lc(Lc 24,29-3024,29-30
    31. 31.  Gesto de Caridade (Rm 12,13, 1 TmGesto de Caridade (Rm 12,13, 1 Tm 3,2; Tt 1,8; 1Pd 4,9; 3Jo 5,8)3,2; Tt 1,8; 1Pd 4,9; 3Jo 5,8)  Fundamento (Mt 25,35ss; Rm 12,13)Fundamento (Mt 25,35ss; Rm 12,13)  Não tem cor, nem religião (HbNão tem cor, nem religião (Hb 13,2)13,2)  Recomendação a todos (1Pd 4,9)Recomendação a todos (1Pd 4,9)  Como prática do bem (Is 58,1-12)Como prática do bem (Is 58,1-12)  Temor a Deus como principio (EcloTemor a Deus como principio (Eclo 19,18)19,18)  É ser o bom pastor (Sl 23/22 – Jo 10)É ser o bom pastor (Sl 23/22 – Jo 10)  Acolhe a Palavra de Deus (Lc 1,26-38)Acolhe a Palavra de Deus (Lc 1,26-38)
    32. 32.  Samaritana (Jo 4,5-42);Samaritana (Jo 4,5-42);  Pecadora (Lc 7,36-50)Pecadora (Lc 7,36-50)  Prostituta – apedrejada (Jo 8,1-11)Prostituta – apedrejada (Jo 8,1-11)  Zaqueu (Lc 19,1-10)Zaqueu (Lc 19,1-10)  Leprosos (Lc 17,11-19; Mc 1,40-42)Leprosos (Lc 17,11-19; Mc 1,40-42)  Escolha dos discípulos (Mt 10,1-8)Escolha dos discípulos (Mt 10,1-8)  As crianças (Mt 19,13-14; Lc 18,15-17)As crianças (Mt 19,13-14; Lc 18,15-17)  Dois discípulos (João 1, 37-39)Dois discípulos (João 1, 37-39)  Bom samaritano ( Lc 10,30-37)Bom samaritano ( Lc 10,30-37)  Mulher cananéia/ciro-fenícia(Mt 15, 21-28)Mulher cananéia/ciro-fenícia(Mt 15, 21-28)  Nicodemos (Jo 3,1-21)Nicodemos (Jo 3,1-21)  Outras....Outras....
    33. 33. FUNDAMENTAÇÃO PASTORALFUNDAMENTAÇÃO PASTORAL  Precisamos rever nossas atitudes em relação àPrecisamos rever nossas atitudes em relação à acolhida das pessoas nas celebrações e naacolhida das pessoas nas celebrações e na secretaria paroquial, bem como na acolhida desecretaria paroquial, bem como na acolhida de novos moradores da comunidade.novos moradores da comunidade.  Questionamento: Por que uma parte tãoQuestionamento: Por que uma parte tão grande da humanidade está longe de Cristo e,grande da humanidade está longe de Cristo e, mais ainda, das comunidades cristãs?mais ainda, das comunidades cristãs?  Em nossas comunidades vemos a quantidadeEm nossas comunidades vemos a quantidade de pessoas que freqüentam nossasde pessoas que freqüentam nossas celebrações. É muito provável que não chegacelebrações. É muito provável que não chega a vinte por cento dos católicos que estão indoa vinte por cento dos católicos que estão indo à missa nos finais de semana.à missa nos finais de semana.
    34. 34. Constatações:Constatações:  a) divisões entre os cristãos;a) divisões entre os cristãos;  b) divisão entre os agentes de pastoral;b) divisão entre os agentes de pastoral;  c) escândalos nas formas de fazer a pastoralc) escândalos nas formas de fazer a pastoral acontecer na base;acontecer na base;  d) dificuldade em manter os fiéis na Igreja;d) dificuldade em manter os fiéis na Igreja;  d) missas não tão bem preparadas, comd) missas não tão bem preparadas, com precária participação dos fiéis e liturgiaprecária participação dos fiéis e liturgia distante do povo – mecânica, sem vida;distante do povo – mecânica, sem vida;  e) celebrações sem acolhida;e) celebrações sem acolhida;  f) Igreja fria, onde cada um “fica na sua”.f) Igreja fria, onde cada um “fica na sua”.
    35. 35. Dificuldades que são universaisDificuldades que são universais  a) indiferença religiosa;a) indiferença religiosa;  b) perda do sentido de transcendência;b) perda do sentido de transcendência;  c) extravios no campo ético;c) extravios no campo ético;  d) graves injustiças e formas ded) graves injustiças e formas de marginalização socialmarginalização social (Advento do Terceiro Milênio, 36).(Advento do Terceiro Milênio, 36).
    36. 36.  A Igreja, famíla de Cristo, precisa acolherA Igreja, famíla de Cristo, precisa acolher com amor todos os seus filhos. Semcom amor todos os seus filhos. Sem esquecer todo ensinamento cristão sobreesquecer todo ensinamento cristão sobre a família, é preciso usar de misericórdia.a família, é preciso usar de misericórdia. Muitos se afastaram e continuam seMuitos se afastaram e continuam se afastando de nossas comunidades,afastando de nossas comunidades, porque se sentiram rejeitados, porque aporque se sentiram rejeitados, porque a primeira orientação que receberamprimeira orientação que receberam fundamentava-se em proibições e não emfundamentava-se em proibições e não em uma proposta de viver a fé em meio àuma proposta de viver a fé em meio à dificuldade.dificuldade. (Doc 100, CNBB, 218)(Doc 100, CNBB, 218)
    37. 37.  Mulheres: são a maioria de nossas comunidades.Mulheres: são a maioria de nossas comunidades. ‘Uma Igreja sem as mulheres é como o Colégio‘Uma Igreja sem as mulheres é como o Colégio Apostólico sem Maria” (Papa Francisco)Apostólico sem Maria” (Papa Francisco)  Jovens: A paróquia precisa ter abertura paraJovens: A paróquia precisa ter abertura para incentivar a presença e a atuação dos jovensincentivar a presença e a atuação dos jovens cristãos. Sem o rosto jovem a Igreja secristãos. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada (Doc 100, CNBB, 221-apresentaria desfigurada (Doc 100, CNBB, 221- 224)224)  Idosos: Encontramos muitos idosos queIdosos: Encontramos muitos idosos que participam da vida paroquial. Nem sempre elesparticipam da vida paroquial. Nem sempre eles são escutados em suas preocupação. (Doc 100,são escutados em suas preocupação. (Doc 100, CNBB, 225-227)CNBB, 225-227)
    38. 38. ALGUMAS AÇÕESALGUMAS AÇÕES  Convite (verbal – fone - escrito – mcs)Convite (verbal – fone - escrito – mcs)  Acolhida fraterna na entradaAcolhida fraterna na entrada  Instalações sanitáriasInstalações sanitárias 1.1. NAS CELEBRAÇÕES, FESTAS,NAS CELEBRAÇÕES, FESTAS, ENCONTROS, REUNIÕES, EENCONTROS, REUNIÕES, E CONFRATERNIZAÇÕESCONFRATERNIZAÇÕES Formar uma Equipe de Acolhida – organizar, articular os trabalhos
    39. 39.  Água é coposÁgua é copos  Lugares próprios para criançasLugares próprios para crianças  Lugares adequados – idosos, gestantes,Lugares adequados – idosos, gestantes, mães com crianças de colomães com crianças de colo  Cuidar do ambiente, ornamentaçãoCuidar do ambiente, ornamentação  Despedida de agradecimento na saídaDespedida de agradecimento na saída  Mencionar os visitantes (pessoas ouMencionar os visitantes (pessoas ou grupos) de outras localidades (cidades,grupos) de outras localidades (cidades, países) no inicio da celebraçãopaíses) no inicio da celebração
    40. 40. 2. NA COMUNIDADE E CAMPANHAS2. NA COMUNIDADE E CAMPANHAS  Com os Novos moradoresCom os Novos moradores  Com Moradores que se mudamCom Moradores que se mudam  Campanha Fraternidade,Campanha Fraternidade,  Camp. da EvangelizaçãoCamp. da Evangelização  Camp. MissionáriaCamp. Missionária  Camp. EmergenciaisCamp. Emergenciais
    41. 41. 3. SECRETARIA PAROQUIAL3. SECRETARIA PAROQUIAL Lugar por excelência para exercer a AcolhidaLugar por excelência para exercer a Acolhida Secretária(o) = Evangelizador(a)Secretária(o) = Evangelizador(a) Tipos de Acolhida com os:Tipos de Acolhida com os:  Enlutados e TristesEnlutados e Tristes  Alegres e em FestasAlegres e em Festas  Os membros de pastorais e movimentosOs membros de pastorais e movimentos  Os afastados – pedintes, etcOs afastados – pedintes, etc  Utilização dos meios (Fone – email – etc)Utilização dos meios (Fone – email – etc) CARTÃO POSTAL DE UMA PARÓQUIACARTÃO POSTAL DE UMA PARÓQUIA
    42. 42. COMUNIDADE MISSIONÁRIA ÉCOMUNIDADE MISSIONÁRIA É COMUNIDADE ACOLHEDORACOMUNIDADE ACOLHEDORA  A Evangelização só seráA Evangelização só será possível quando essapossível quando essa acolhida priorizar a escuta doacolhida priorizar a escuta do outro para conhecer suasoutro para conhecer suas angústias e esperançasangústias e esperanças  Na pedagogia divina, oNa pedagogia divina, o abraço materno da Igrejaabraço materno da Igreja vem antes de tudo. (CNBB,vem antes de tudo. (CNBB, 100, 257-267)100, 257-267)
    43. 43. ““IRMÃS E IRMÃOS!IRMÃS E IRMÃOS! ATÉ AGORA POUCOATÉ AGORA POUCO FIZEMOS!FIZEMOS! É, POIS HORA DEÉ, POIS HORA DE RECOMEÇARMOS!”RECOMEÇARMOS!” São Francisco de AssisSão Francisco de Assis
    44. 44. PASSANDO DA TEORIA ÁPASSANDO DA TEORIA Á PRÁTICAPRÁTICA  Existe a Pastoral da Acolhida em suaExiste a Pastoral da Acolhida em sua Paróquia ou Comunidade?Paróquia ou Comunidade?  Como criar ou fortalecer ainda mais?Como criar ou fortalecer ainda mais?  Quais os desafios mais urgentes paraQuais os desafios mais urgentes para começar a trabalhar? (Nas Pastorais ecomeçar a trabalhar? (Nas Pastorais e Movimentos; Secretaria Paroquial;Movimentos; Secretaria Paroquial; Celebrações, etc)Celebrações, etc)  Que ações concretas possíveis vamosQue ações concretas possíveis vamos assumir a partir de hoje?assumir a partir de hoje?
    45. 45. BibliografiaBibliografia  Documento de Aparecida – CELAMDocumento de Aparecida – CELAM  Doc. 100, CNBBDoc. 100, CNBB  Doc. 71, CNBBDoc. 71, CNBB  Pastoral da Acolhida, Pe. José Carlos PereiraPastoral da Acolhida, Pe. José Carlos Pereira  Formação no IPAD, Pe. José Carlos Pereira,Formação no IPAD, Pe. José Carlos Pereira, 31/05 e 01/06/201431/05 e 01/06/2014  BíbliaBíblia Subsídios elaborado pelo padre José Carlos Pereira, acrescentadoSubsídios elaborado pelo padre José Carlos Pereira, acrescentado por José Vieira dos Santos – Dourados/MS – Junho/2014 -por José Vieira dos Santos – Dourados/MS – Junho/2014 - Contato: jvieiras@hotmail.comContato: jvieiras@hotmail.com

    ×