ÍndiceIntrodução ............................................................................................................
Introdução        No âmbito do Eixo 1 – Emprego, Formação e Qualificação; Acção 2 – Informação eSensibilização dos Agentes...
O presente estudo tem algumas condicionantes, nomeadamente com a recolha de dados. Nãohá um número exato de estabeleciment...
1 – O concelhoEnquadramento Regional        Vizela tornou-se concelho e cidade em 1998 e localiza-se na região Norte, na c...
balneário. É também importante para o comércio da cidade na sua globalidade, pois este setor deatividade influencia muito ...
de residentes em 2001 e em 2011. Salienta-se ainda o crescimento das freguesias de Tagilde (35%),Santa Eulália (31%) e São...
e Tâmega (Tabela I, em anexo), verifica-se que Vizela tem maior proporção de jovens do que a cidade deBraga, Capital Europ...
De acordo com as habilitações literárias, verifica-se que, a nível nacional, aproximadamente 19,2% da           população ...
Numa análise intramunicipal, verifica-se que S. João é a freguesia com menos população semnível de instrução, com 15,9%. A...
desde logo, pelo elevado número de desempregados com idade acima dos 35 anos, que não tiveramoportunidades de prosseguir o...
Evolução do desemprego em Vizela (Idade)  1200  1000    800                                                               ...
Centro de Emprego em Janeiro de 2012 com a população de Março de 2011 (embora os valores da         população sejam uma bo...
Indicador per capita - 2009 1º Braga                             105,59 2º Vila Nova de Famalicão                82,37 3º ...
No presente, mantêm-se as influências das indústrias têxtil e do calçado e a tradição dobolinhol de Vizela perdura. O pont...
Nº de estabelecimentos por freguesia                             Freguesia         Nº          %                          ...
atividades financeiras e de seguros, com 12 novos estabelecimentos e que a maioria dos setores teve         um aumento lig...
Nº de estabelecimentos por dimensão      Dimensão                    2007                       2009   De 1 a 4 pessoas   ...
Quanto à idade dos empregadores (Tabela 2.5), 4% têm idade compreendida entre os 18 e os24 anos e aproximadamente 7,7% tin...
importantes no concelho são a restauração e alojamento e o setor de saúde humana e apoio social,embora os seus valores ten...
o 9º ano de escolaridade. Este intervalo abrange as escolaridades obrigatórias dos últimos anos (6º e 9ºano), o que acaba ...
Situação contratual dos empregados   Tipo de contrato           Nº           %Contrato a termo          1.467        21,1%...
3 – Síntese e linhas orientadorasSíntese          O estudo iniciou-se com a recolha de dados estatísticos sobre a populaçã...
apresenta uma taxa elevada, enquanto as outras freguesias se encontram com valores próximos doconcelho.        Quanto ao d...
outra forma seria muito difícil conseguir. É nesta ótica que funciona o mercado atual, onde oempreendedorismo e as pequena...
conclusões, através das quais se apresentarão agora as principais recomendações que se pretendemque contribuam para o dese...
também jovem. De forma a promover um crescimento sustentado e integrado, torna-se necessária aintrodução dos jovens no mer...
BibliografiaConselho Local de Acção Social de Vizela (2010). Diagnóstico Social. Plano de Desenvolvimento Social2010-2015....
AnexosTabela I – Populações, por idade, das Sub-regiões do Ave, Minho-Lima, Cávado e Tâmega                    Populações ...
Lousada                     8.815     18,6%    6.574       13,9%      26.729   56,4%       5.269     11,1%    47.387      ...
Tabela IV – Nº de estabelecimentos empregadores por setor de atividade                                                    ...
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  1. 1. ÍndiceIntrodução ..................................................................................................................................... 31 – O concelho ............................................................................................................................... 5 Enquadramento Regional.......................................................................................................... 5 Potencialidades ......................................................................................................................... 5 Habitantes ................................................................................................................................. 6 Evolução do desemprego ........................................................................................................ 10 Poder de Compra .................................................................................................................... 132 - Tecido empresarial Vizelense................................................................................................. 14 Contextualização do concelho ................................................................................................ 14 Estabelecimentos empregadores no concelho de Vizela........................................................ 15 Empregados a trabalhar em Vizela ......................................................................................... 193 – Síntese e linhas orientadoras ................................................................................................ 23 Síntese ..................................................................................................................................... 23 Linhas orientadoras ................................................................................................................. 25Bibliografia .................................................................................................................................. 28Anexos ......................................................................................................................................... 29 2
  2. 2. Introdução No âmbito do Eixo 1 – Emprego, Formação e Qualificação; Acção 2 – Informação eSensibilização dos Agentes Económicos Locais, o Projeto Vizela.COM – Criar Oportunidades de Mudança,que surgiu no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social e executado pela Cruz VermelhaPortuguesa – Delegação de Vizela, elaborou o presente relatório que visa aprofundar o conhecimentosobre o tecido empresarial do concelho de Vizela. O conhecimento atualizado da economia local é muito importante para a definição eplaneamento de estratégias de atuação no concelho. Primeiro porque se tratam das empresas, pólosgeradores de emprego, que permitem a fixação da população e o desenvolvimento concelhio, mastambém porque permite a deteção de problemas e potencialidades que poderão levar a uma atuaçãomais eficiente. A estrutura está idealizada em três partes distintas. Começa-se pela caracterização do território do concelho e da sua população, com dados doCensos 2011, recente estudo censitário executado pelo Instituto Nacional de Estatística. As variáveisaqui analisadas respeitam ao género, habilitações literárias da população, estrutura etária. É feita umacomparação entre as diferentes freguesias que compõem o concelho e também uma comparação entreVizela e os restantes concelhos do Ave, sub-região do país onde se integra. A segunda parte incide sobre a análise do tecido empresarial, tendo por base dados fornecidospelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério da Solidariedade e Segurança Social. Estesdados consistem, numa primeira abordagem, aos estabelecimentos empregadores que atuam noconcelho de Vizela. Estes estabelecimentos são empresários em nome individual ou sociedades, quetêm por sua conta pelo menos um empregado, sendo que estão excluídos deste estudoestabelecimentos em que os recursos humanos sejam apenas os próprios sócios do negócio. As variáveisanalisadas dos estabelecimentos são o setor de atividade, dimensão, volume de negócios e freguesia. Étambém feita uma abordagem aos trabalhadores que laboram no concelho quanto à sua atividade,estrutura etária, habilitações literárias, género e situação contratual, assim como à estrutura etária dosempregadores do concelho. A terceira parte faz uma síntese dos principais indicadores apresentados e apresenta algumaslinhas orientadoras para o futuro, no que respeita ao tecido empresarial de Vizela e com vista àcontinuidade e melhoria do trabalho desenvolvido. 3
  3. 3. O presente estudo tem algumas condicionantes, nomeadamente com a recolha de dados. Nãohá um número exato de estabelecimentos a funcionar em Vizela, uma vez que faltam aqueles que nãotêm trabalhadores por sua conta. É importante salientar que o presente estudo tem carácter preliminare é apenas uma primeira abordagem à caracterização do tecido empresarial. Servirá de base paraestudos posteriores, principalmente para atualizações futuras e análises comparativas, tanto a nívelempresarial como a nível populacional. 4
  4. 4. 1 – O concelhoEnquadramento Regional Vizela tornou-se concelho e cidade em 1998 e localiza-se na região Norte, na convergência doMinho e do Douro Litoral. Faz fronteira com os concelhos de Guimarães, Felgueiras, Lousada e SantoTirso. Administrativamente, integra o Distrito de Braga, formado por 14 municípios e constitui-se comoum dos oito concelhos que compõem a Sub-região do Ave (Fonte: PDS Vizela 2010-2015). A NUT III Ave éconstituída pelos concelhos de Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa deLanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela. A população do Ave é de 425.228 pessoas(Censos 2011). O acesso principal, com maior tráfego automóvel, é pela EN 106, que constitui uma importantevia de ligação com os concelhos de Guimarães e Santo Tirso por um lado, e Lousada, Paços de Ferreira ePenafiel por outro. A via atravessa também o concelho, sendo a principal via de ligação entre asfreguesias. O concelho tem ainda ligação ao concelho vizinho de Felgueiras, onde se encontra um dosacessos à A11. Outra via importante ligada ao concelho é a VIM (Via Intermunicipal), que liga aosconcelhos de Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão. Muito importante para a mobilidade dos habitantesdo concelho é também a linha ferroviária – Linha 11 – que liga as cidades do Porto e Guimarães e naqual Vizela é uma das paragens. É, portanto, um concelho relativamente bem localizado, entre osconcelhos de Guimarães, Felgueiras, Santo Tirso e Lousada e relativamente perto de importantes vias.Localiza-se também a cerca de 45 quilómetros da cidade do Porto, a mais importante do Norte do país,com influência comercial e industrial consideráveis no país e com um porto e um aeroportointernacional.Potencialidades Vizela é uma cidade com bastantes recursos, mas o destaque deve ser entregue às águastermais. Há marcas da ocupação do povo romano do território vizelense e do usufruto das águassulfurosas por parte deste povo. Este tipo de água tem características terapêuticas, que permitiam otratamento específico de determinadas doenças. A influência romana está, ainda hoje, patente nacidade, principalmente pela ponte romana que ainda acolhe trânsito na atualidade. Na mesma linha, aságuas termais assumem-se ainda hoje como um dos principais pontos fortes da cidade, que está munidade um balneário termal, que foi inaugurado em 1892 (sítio eletrónico da Câmara Municipal de Vizela).Na atualidade, o funcionamento do balneário está suspenso, aguardando-se a sua reabertura, que seriamuito vantajosa para a economia local, pois assume um importante papel no turismo de Vizela, dadas asqualidades da água termal e a sua atratividade. O hotel Sul-Americano, que está ligado ao balneáriotermal, encontra-se também encerrado, o que acentua ainda mais a importância da reabertura do 5
  5. 5. balneário. É também importante para o comércio da cidade na sua globalidade, pois este setor deatividade influencia muito o fator dinamização da cidade. Além destas atratividades, Vizela tem também o rio que atravessa o seu território e o Parquedas Termas, um parque natural com mais de um século e que é um forte atrativo turístico e de lazer. A nível industrial, o setor têxtil tem, desde meados do século passado, um peso muito grandeno desenvolvimento do concelho e na atualidade, continua a ser o setor predominante. É, portanto, uma cidade com muita história, com vestígios e obras da ocupação romana etradição no termalismo e turismo e na indústria têxtil, muito influente nos concelhos do Ave.Habitantes O concelho de Vizela tem uma população de 23.736 pessoas (Censos 2011), uma área total de 224,7 Km e é composto por sete freguesias: Infias, Caldas de Vizela (São Miguel), Caldas de Vizela (SãoJoão), Santa Eulália, Vizela (Santo Adrião), Tagilde e Vizela (São Paio). Em termos de área, Santa Eulália é 2a maior freguesia do concelho (5,4 Km ). Em população, a maior freguesia é São Miguel. De salientar 2que a densidade populacional do concelho é de 959,84 hab/Km , bastante superior à média da NUT III 2Ave, que se situa nos 421,1 hab/ Km . (Fonte: PDS Vizela 2010-2015) População de Vizela por freguesia Homens Mulheres TOTAL Santa Eulália 2.770 2.849 5.619 Caldas de Vizela (São João) 1.636 1.775 3.411 Caldas de Vizela (São Miguel) 3.497 3.725 7.222 Infias 912 928 1.840 Tagilde 936 925 1.861 Vizela (Santo Adrião) 1.142 1.138 2.280 Vizela (São Paio) 762 741 1.503 Concelho de VIZELA 11.655 12.081 23.736 Tabela 1.1 – População de Vizela por freguesias A população de Vizela é então de 23.736 residentes, sendo que 30% (7.222) vive na freguesiade São Miguel, a maior freguesia do concelho a nível populacional. Santa Eulália tem 24% da populaçãode Vizela, pelo que estas duas freguesias têm mais de metade da população do concelho. As restantescinco freguesias têm menores pesos na população concelhia. Predominam no concelho pessoas dogénero feminino, o que é normal, sinal da maior longevidade das mulheres em relação aos homens. De acordo com os dados dos Censos de 1991, 2001 e 2011, os últimos três realizados no país,verifica-se que a população vizelense tem vindo a aumentar. Há um crescimento de cerca de cerca de18% de 1991 para 2011 na população vizelense. Ao nível das freguesias a população residente tambémtem aumentado, onde a única exceção é a freguesia de São João, que teve um decréscimo no número 6
  6. 6. de residentes em 2001 e em 2011. Salienta-se ainda o crescimento das freguesias de Tagilde (35%),Santa Eulália (31%) e São Miguel (30%). Este crescimento pode ser explicado pela evolução dapopulação do país em geral mas também na crescente urbanização no concelho, sobretudo causadopela sua elevação a concelho e cidade em 1998. Evolução da população no concelho, em termos absolutos 1991 2001 2011 Freguesia Homens Mulheres TOTAL Homens Mulheres TOTAL Homens Mulheres TOTALSanta Eulália 2.133 2.156 4.289 2.580 2.620 5.200 2.770 2.849 5.619Caldas deVizela (São 1.877 1.922 3.799 1.814 1.905 3.719 1.636 1.775 3.411João)Caldas deVizela (São 2.714 2.838 5.552 3.058 3.222 6.280 3.497 3.725 7.222Miguel)Infias 845 830 1.675 898 867 1.765 912 928 1.840Tagilde 705 668 1.373 906 871 1.777 936 925 1.861Vizela (Santo 1.037 1.075 2.112 1.232 1.228 2.460 1.142 1.138 2.280Adrião)Vizela (São 608 598 1.206 709 685 1.394 762 741 1.503Paio) Concelho de 9.919 10.087 20.006 11.197 11.398 22.595 11.655 12.081 23.736 VIZELATabela 1.2 – Evolução da população das freguesias do concelho, em termos absolutos Evolução da população no concelho, em termos relativos Evoluções 1991 - 2001 Evoluções 2001 - 2011 Evoluções 1991 - 2011 Freguesia H M TOTAL H M TOTAL H M TOTALSanta Eulália 21,0% 21,5% 21,2% 7,4% 8,7% 8,1% 29,9% 32,1% 31,0%Caldas de Vizela (São João) -3,4% -0,9% -2,1% -9,8% -6,8% -8,3% -12,8% -7,6% -10,2%Caldas de Vizela (São Miguel) 12,7% 13,5% 13,1% 14,4% 15,6% 15,0% 28,9% 31,3% 30,1%Infias 6,3% 4,5% 5,4% 1,6% 7,0% 4,2% 7,9% 11,8% 9,9%Tagilde 28,5% 30,4% 29,4% 3,3% 6,2% 4,7% 32,8% 38,5% 35,5%Vizela (Santo Adrião) 18,8% 14,2% 16,5% -7,3% -7,3% -7,3% 10,1% 5,9% 8,0%Vizela (São Paio) 16,6% 14,5% 15,6% 7,5% 8,2% 7,8% 25,3% 23,9% 24,6% Concelho de VIZELA 12,9% 13,0% 12,9% 4,1% 6,0% 5,0% 17,5% 19,8% 18,6%Tabela 1.3 – Evolução da população das freguesias do concelho, em termos relativos A estrutura etária da população de Vizela é constituída maioritariamente por indivíduos dos 25aos 64 anos de idade, o que é normal, dada a larga amplitude do intervalo de idades. É convenientereferir nesta análise que o concelho de Vizela é o que tem maior proporção de crianças / adolescentes ejovens entre os oito concelhos que compõem a sub-região do Ave. Vizela tem 16,8% de crianças eadolescentes até aos 14 anos na sua população e 13,7% de jovens com idades compreendidas entre os15 e os 24 anos de idade. É também o concelho do Ave com menor percentagem de idosos na suapopulação, com 11,5%. Num estudo mais alargado a concelhos das sub-regiões do Cávado, Minho-Lima 7
  7. 7. e Tâmega (Tabela I, em anexo), verifica-se que Vizela tem maior proporção de jovens do que a cidade deBraga, Capital Europeia da Juventude em 2012. Nesta estrutura, apenas os concelhos de Felgueiras,Lousada, Paços de Ferreira e Paredes ultrapassam o concelho de Vizela. Populações dos concelhos do Ave por idade 65 ou mais 0 - 14 anos 15 - 24 anos 25 - 64 anos Total Zona Geográfica anos Nº % Nº % Nº % Nº % HMFafe 7.818 15,4 6.138 12,1 28.226 55,7 8.451 16,7 50.633Guimarães 24.716 15,6 19.950 12,6 91.811 58,1 21.647 13,7 158.124Póvoa de Lanhoso 3.570 16,3 2.679 12,2 11.803 53,9 3.834 17,5 21.886Vieira do Minho 1.778 13,7 1.546 11,9 6.695 51,5 2.978 22,9 12.997Vila Nova de 21.618 16,2 16.002 12,0 77.693 58,1 18.519 13,8 133.832FamalicãoSanto Tirso 9.883 13,8 8.117 11,3 41.118 57,5 12.412 17,4 71.530Trofa 6.077 15,6 4.987 12,8 22.683 58,2 5.252 13,5 38.999Vizela 3.979 16,8 3.256 13,7 13.763 58,0 2.738 11,5 23.736Tabela 1.4 – Estrutura etária dos concelhos da sub-região do Ave Relativamente à análise da estrutura etária das freguesias do concelho, verifica-se, na tabela1.3, que Tagilde e São Paio são as freguesias com maior percentagem de crianças e adolescentes acompor a sua população. Estas duas freguesias e Santo Adrião têm também a maior percentagem deadolescentes e jovens de todas no concelho. As duas freguesias são também as que têm menorpercentagem de idosos na sua população. No sentido inverso está a freguesia de São João, que é a quetem menor taxa de crianças / adolescentes e a que tem maior taxa de população idosa. Populações das freguesias de Vizela idade 65 ou mais 0 - 14 anos 15 - 24 anos 25 - 64 anos Total Zona Geográfica anos Nº % Nº % Nº % Nº % HMSanta Eulália 1.018 18,1 782 13,9 3.303 58,8 516 9,2 5.619Caldas de Vizela (São 475 13,9 478 14,0 1.952 57,2 506 14,8 3.411João)Caldas de Vizela (São 1.126 15,6 883 12,2 4.273 59,2 940 13,0 7.222Miguel)Infias 293 15,9 244 13,3 1.068 58,0 235 12,8 1.840Tagilde 371 19,9 283 15,2 1.039 55,8 168 9,0 1.861Vizela (Santo Adrião) 397 17,4 351 15,4 1.285 56,4 247 10,8 2.280Vizela (São Paio) 299 19,9 235 15,6 843 56,1 126 8,4 1.503Tabela 1.5 – Populações das freguesias do concelho por escalão etário 8
  8. 8. De acordo com as habilitações literárias, verifica-se que, a nível nacional, aproximadamente 19,2% da população não tem qualquer nível de habilitações literárias. O concelho de Vizela tem 18,8% de população sem nenhum nível de habilitações, pelo que se encontra dentro da realidade nacional e regional. A referência nesta análise vai para a baixa proporção de habitantes com habilitações literárias acima ou ao nível do ensino superior, apenas 5,2%, abaixo de todos os concelhos do Ave, assim como abaixo da proporção do Norte e nacional. Populações dos concelhos do Ave por habilitações literárias Pós- Nenhum 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Secundário SuperiorConcelho Total Secundário Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº %Fafe 50.633 10.070 19,9 15.276 30,2 9.365 18,5 7.190 14,2 4.687 9,3 319 0,6 3.726 7,4Guimarães 158.124 27.856 17,6 45.978 29,1 26.202 16,6 26.803 17,0 17.225 10,9 1.359 0,9 12.701 8,0 Póvoa de 21.886 5.019 22,9 6.488 29,6 3.766 17,2 3.170 14,5 2.054 9,4 145 0,7 1.244 5,7 LanhosoVieira do 12.997 2.980 22,9 3.995 30,7 2.184 16,8 1.723 13,3 1.297 10,0 87 0,7 731 5,6MinhoV.N. 133.832 23.803 17,8 35.626 26,6 24.119 18,0 21.801 16,3 15.734 11,8 1.341 1,0 11.408 8,5FamalicãoSanto 71.530 12.290 17,2 22.958 32,1 11.670 16,3 10.952 15,3 7.405 10,4 692 1,0 5.563 7,8TirsoTrofa 38.999 6.710 17,2 11.156 28,6 6.515 16,7 6.564 16,8 4.580 11,7 501 1,3 2.973 7,6Vizela 23.736 4.455 18,8 7.486 31,5 4.213 17,7 3.888 16,4 2.307 9,7 159 0,7 1.228 5,2Ave 511.737 93.183 18,2 148.963 29,1 88.034 17,2 82.091 16,0 55.289 10,8 4.603 0,9 39.574 7,7Norte 3.689.609 693.407 18,8 1.017.423 27,6 561.614 15,2 571.328 15,5 425.577 11,5 39.451 1,1 380.809 10,3Portugal 10.561.614 2.023.094 19,2 2.680.333 25,4 1.403.249 13,3 1.687.085 16,0 1.362.660 12,9 142.744 1,4 1.262.449 12,0 Tabela 1.6 – População dos concelhos do Ave por habilitações literárias Populações das freguesias do concelho por habilitações literárias Pós- Zona Total Nenhum 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Secundário Superior Secundário Geográfica Nº Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Nº % Vizela 23.736 4.455 18,8% 7.486 31,5% 4.213 17,7% 3.888 16,4% 2.307 9,7% 159 0,7% 1.228 5,2% Santa 5.619 1.084 19,3% 1.841 32,8% 1.109 19,7% 913 16,2% 459 8,2% 28 0,5% 185 3,3% Eulália São João 3.411 544 15,9% 1.126 33,0% 566 16,6% 541 15,9% 358 10,5% 24 0,7% 252 7,4% São 7.222 1.292 17,9% 2.103 29,1% 1.141 15,8% 1.197 16,6% 908 12,6% 59 0,8% 522 7,2% Miguel Infias 1.840 324 17,6% 613 33,3% 341 18,5% 270 14,7% 174 9,5% 19 1,0% 99 5,4% Tagilde 1.861 408 21,9% 559 30,0% 346 18,6% 350 18,8% 129 6,9% 7 0,4% 62 3,3% Santo 2.280 473 20,7% 773 33,9% 394 17,3% 371 16,3% 195 8,6% 14 0,6% 60 2,6% Adrião São Paio 1.503 330 22,0% 471 31,3% 316 21,0% 246 16,4% 84 5,6% 8 0,5% 48 3,2% Tabela 1.7 – População das freguesias do concelho por nível de habilitações literárias 9
  9. 9. Numa análise intramunicipal, verifica-se que S. João é a freguesia com menos população semnível de instrução, com 15,9%. Algumas freguesias têm percentagens acima dos 19% nacionais, o quesignifica que têm proporções de população sem escolaridade acima da média nacional. Em relação ao 1ºciclo de escolaridade, todas as freguesias se encontram acima dos 25% nacionais de proporção, dos 27%do Norte e dos 29% da sub-região do Ave. Este é talvez um dos dados mais importantes ao nível dashabilitações. É importante também referir a baixa proporção de população licenciada no concelho e atédo nível secundário, em que os valores se encontram abaixo das referências Ave, Norte e Portugal.Evolução do desemprego O desemprego é talvez o principal problema social do concelho, que ao longo dos últimos anostem vindo a aumentar. Segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), emdezembro de 2011 estavam inscritos no Centro de Emprego de Guimarães 1.909 desempregadosresidentes no concelho de Vizela. Trata-se do máximo do ano de 2011, que teve mínimos por altura domês de junho (1.598). O máximo registado desde Janeiro de 2004 corresponde a 2.071 desempregadosinscritos do mês de Abril de 2010. Atualmente, estão inscritos 1.946 desempregados residentes emVizela (dados correspondentes ao mês de janeiro de 2012, último disponível). Ou seja, o momento atualestá muito próximo do pior registo histórico dos últimos 8 anos. Estes dados podem sofrer algunsenviesamentos em relação à realidade, uma vez que nem todos os trabalhadores no ativo efetivamentedesempregados poderão estar inscritos no Centro de Emprego. Os dados que melhor poderão descrevera situação do concelho, são os dados relativos ao Censos 2011, dos quais se poderá aferir em relação aindicadores como população ativa do concelho e pessoas em situação de desemprego no momentocensitário, ou seja, apenas num determinado momento do ano. De referir que estes dados ainda nãoforam disponibilizados. Através dos registos quanto ao desempregados inscritos no Centro de Emprego, verifica-se que,se em 2004 havia um equilíbrio quanto ao género dos trabalhadores (masculino e feminino), com odecorrer do tempo foi criado um fosso entre os géneros, com mais desempregados do género femininodo que no género masculino. Em Dezembro último, registaram-se 849 desempregados masculinos e1.060 femininos. O gráfico 1.1 demonstra a evolução no número de trabalhadores no ativodesempregados inscritos no Centro de Emprego. Os valores visíveis no quadro correspondem aosmáximos e mínimos neste período dos últimos oito anos. Analisando o número de desempregados inscritos no Centro de Emprego e a respetiva idade,verifica-se que a grande maioria dos desempregados tem mais de 35 anos. A partir desta idade, a tarefade conseguir novo emprego é mais difícil. Há uma relação direta entre a idade e o desemprego, ou seja,à medida que a idade aumenta, o número de desempregados nesse escalão etário também aumenta. Quanto à escolaridade, é clara a supremacia do número de desempregados inscritos no Centrode Emprego com escolaridade ao nível do 1º ciclo. Este dado pode ser explicado por algumas razões, 10
  10. 10. desde logo, pelo elevado número de desempregados com idade acima dos 35 anos, que não tiveramoportunidades de prosseguir os estudos. A baixa escolaridade pode também estar associada à reduçãoda probabilidade de conseguir novo emprego. Depois, todos os níveis de escolaridade estão próximosuns dos outros. O 2º ciclo é o segundo nível de habilitações literárias com maior número dedesempregados, seguido do 3º ciclo. Depois é o secundário e de seguida é o escalão inferior ao 1º ciclo,demonstrando que a iliteracia, ainda está presente na atualidade, sendo que a diminuição do númerode desempregados inscritos sem escolaridade se deva principalmente à sua reforma. Quanto ao ensinosuperior, destaque para o aumento no ano de 2011 do número de desempregados inscritos, com osvalores a atingirem os máximos históricos de 125 em agosto de 2011. Em janeiro, estavam inscritos 118desempregados inscritos com o ensino superior. Se por uma lado se pode constatar que o número depessoas licenciadas tem vindo a aumentar, por outro não deixa de ser um facto que o desempregotambém está a afetar bastante trabalhadores com ensino superior. Tendo em conta os 1.228 habitantesvizelenses com nível de ensino superior, pode-se aferir que cerca de 9,6% deles estão inscritos comodesempregados no Centro de Emprego. Evolução do desemprego em Vizela (desde 2004) 2200 2000 2071 1800 1600 1400 1192 Homens 1200 1310 Mulheres 1000 Total 800 658 900 600 630 400 200 0 Jan-04 Jan-05 Jan-06 Jan-07 Jan-08 Jan-09 Jan-10 Jan-11 Jan-12 Jul-04 Jul-05 Jul-06 Jul-07 Jul-08 Jul-09 Jul-10 Jul-11Gráfico 1.1 – Evolução do número de desempregados de Vizela inscritos no Centro de Emprego (desde2004) 11
  11. 11. Evolução do desemprego em Vizela (Idade) 1200 1000 800 < 25 anos 600 25-34 anos 400 35-54 anos 200 0 >= 55 anos Jan-04 Jun-04 Mai-07 Mar-08 Jan-09 Jun-09 Abr-05 Out-07 Abr-10 Nov-04 Fev-06 Ago-08 Nov-09 Fev-11 Set-05 Jul-06 Dez-06 Set-10 Jul-11 Dez-11Gráfico 1.2 – Evolução do nº de desempregados por idade Evolução do desemprego (Escolaridade) 1100 1000 900 800 700 < 1º ciclo 600 1º ciclo 500 2º ciclo 400 3º ciclo 300 Secundário 200 Superior 100 0 Nov-04 Nov-09 Out-07 Mar-08 Ago-08 Jun-04 Jul-06 Jun-09 Jul-11 Abr-05 Set-05 Dez-06 Abr-10 Set-10 Dez-11 Jan-04 Mai-07 Jan-09 Fev-06 Fev-11Gráfico 1.3 – Evolução do nº de desempregados por escolaridade A Tabela 1.8 contém as taxas de desempregados inscritos no Cento de Emprego em janeiro de2012 por nível de habilitações literárias, em relação aos dados populacionais do Censos 2011. Pode-severificar que Vizela tem das mais altas taxas entre os concelhos do Ave de desempregados com ensinosuperior. A tabela que se apresenta não deve ser vista como tendo as taxas de desemprego efetivas dosconcelhos do Ave, uma vez que os desempregados considerados são os que se encontram inscritos no 12
  12. 12. Centro de Emprego em Janeiro de 2012 com a população de Março de 2011 (embora os valores da população sejam uma boa aproximação, uma vez que são provenientes de um estudo censitário com apenas um ano). Taxa de desempregados inscritos - Concelhos do Ave por habilitações literárias (janeiro 2012) Nenhum (inferior Concelho Total 1º ciclo) 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Secundário SuperiorFafe 7,7% 1,5% 9,4% 8,2% 9,2% 10,7% 9,7%Guimarães 8,8% 1,9% 12,5% 8,6% 8,7% 10,5% 8,1%Póvoa de Lanhoso 5,4% 1,0% 6,7% 5,2% 6,2% 9,2% 7,7%Vieira do Minho 6,9% 1,1% 7,7% 9,3% 9,8% 8,9% 8,9%V.N. Famalicão 7,4% 1,6% 9,3% 8,4% 8,0% 9,7% 7,1%Santo Tirso 9,3% 1,8% 11,2% 11,9% 9,5% 12,1% 8,4%Trofa 9,5% 2,1% 10,7% 12,2% 10,7% 12,3% 9,0%Vizela 8,2% 2,8% 11,3% 7,8% 7,6% 9,4% 9,6% Tabela 1.8 – Taxa de desempregados de Vizela inscritos no Centro de Emprego, relativamente à população do Censos 2011 Poder de Compra Segundo a publicação “Estudo sobre o Poder de Compra concelhio” (INE, 2009), verifica-se que o município de Vizela tem um indicador de compra per capita de 65,58, bastante abaixo da referência do país que é de 100. Na análise comparativa com os concelhos que compõem o Vale do Ave, o concelho de Vizela é o quinto concelho com maior índice per capita de poder de compra, à frente dos concelhos de Fafe (64,79), Póvoa de Lanhoso (58,40) e Vieira do Minho (55,42). Vila Nova de Famalicão (82,37) é o concelho com maior índice de poder de compra, seguido de Santo Tirso (80,41) e Guimarães (79,78) e Trofa (79,46). Como se verifica, há uma diferença substancial entre os quatro concelhos do vale do Ave com maior índice de poder de compra e os restantes quatro concelhos. Para uma comparação mais completa, incluíram-se os restantes concelhos que compõem o distrito de Braga e ainda os concelhos de Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira e Penafiel, que estão próximos do concelho de Vizela. A tabela 1.9 apresenta a classificação dos vinte concelhos que compõem o estudo de comparação, onde se verifica que Vizela tem o 11º índice de poder de compra maior e apenas Braga ultrapassa a referência nacional de 100. Verifica-se também que há um grande fosso entre Braga e o segundo concelho com maior índice de poder de compra, Vila Nova de Famalicão. Comparando todos os concelhos em estudo com o Norte, região do país onde se inserem, apenas Braga ultrapassa o índice de poder de compra da região, estando todos os outros concelhos abaixo da média do Norte. 13
  13. 13. Indicador per capita - 2009 1º Braga 105,59 2º Vila Nova de Famalicão 82,37 3º Santo Tirso 80,41 4º Guimarães 79,78 5º Trofa 79,46 6º Esposende 77,24 7º Paços de Ferreira 70,56 8º Penafiel 68,96 9º Barcelos 67,4910º Felgueiras 66,9611º Vizela 65,5812º Fafe 64,7913º Lousada 64,0414º Amares 62,0415º Póvoa de Lanhoso 58,4016º Vila Verde 57,8317º Vieira do Minho 55,4218º Cabeceiras de Basto 53,1219º Terras de Bouro 52,3420º Celorico de Basto 47,73Tabela 1.9 – Indicadores per capita de vários concelhos do Norte2 - Tecido empresarial VizelenseContextualização do concelho Vizela é, desde há alguns anos, uma cidade industrial com predominância do setor têxtil e docalçado, que atingiram o seu auge no século XX. A indústria têxtil é comum em todo o Vale do Ave, comgrande presença em todos os concelhos. No entanto, esta indústria tem diminuído a sua presença noAve. Trata-se de uma indústria intensiva, utilizadora de mão-de-obra barata e desqualificada. Continuafortemente implementada no concelho através da indústria de produção têxtil e confeções de vestuário.A indústria do calçado é outra indústria com forte presença no concelho, mas também esta teve umdeclínio. No passado século, Vizela era muito forte nestas duas indústrias, aos quais se juntavam aindústria do pão-de-ló (bolinhol de Vizela) e o turismo com a Companhia de banhos das águas termaisde Vizela e dois casinos. 14
  14. 14. No presente, mantêm-se as influências das indústrias têxtil e do calçado e a tradição dobolinhol de Vizela perdura. O ponto crítico localiza-se nas águas termais, cuja exploração se encontraparada, em consequência do fecho da Companhia de Banhos de Vizela. O hotel Sul-Americano encontra-se também fechado em consequência da situação das águas termais, sendo que se vê desde logo aimportância desta atividade para o concelho, especialmente nesta altura em que a crise financeiraassombra o país e o concelho.Estabelecimentos empregadores no concelho de Vizela Para este estudo, foram utilizados dados fornecidos pelo Gabinete de Estratégia e Planeamentodo Ministério da Solidariedade e Segurança Social. Estes dados têm as seguintes variáveis: • Número de estabelecimentos por actividade económica segundo a dimensão do estabelecimento; • Número de empresas por actividade económica segundo os escalões de volume de negócios; • Número de pessoas por actividade económica; • Trabalhadores por conta de Outrem (TCO) por actividade económica segundo as habilitações; • TCO por actividade económica segundo os grupos etários e o sexo; • TCO por actividade económica segundo o tipo de contrato; • Empregadores por actividade económica segundo as habilitações; • Empregadores por actividade económica segundo os grupos etários e o sexo. Os estabelecimentos considerados para o estudo são aqueles que têm pelo menos umtrabalhador por sua conta, ou seja, onde não estejam apenas os responsáveis ou sócios do negócio. Osestabelecimentos que funcionem sob a forma de empresário em nome individual ou as sociedades quenão tenham qualquer trabalhador, não constam neste estudo. Os dados recolhidos correspondem aestabelecimentos empregadores localizados no concelho de Vizela, com morada e atividade económica(desagregada a cinco dígitos). A distribuição por freguesia também foi feita mas apenas no número deestabelecimentos, sendo que não existem dados relativamente à dimensão ou qualquer outra variáveldas empresas pelas sete freguesias do concelho. A Tabela 2.1 contém a distribuição do número deestabelecimentos por freguesia. 15
  15. 15. Nº de estabelecimentos por freguesia Freguesia Nº % Infias 60 7,3% Santa Eulália 126 15,2% Santo Adrião 80 9,7% São João 203 24,5% São Miguel 265 32,0% São Paio 39 4,7% Tagilde 54 6,5% TOTAL 827 Tabela 2.1 – Nº de estabelecimentos empregadores por freguesia (2009) Através da tabela 2.1, cujos dados são relativos ao número de estabelecimentos empresariaisdistribuídos por freguesia no ano de 2009, pode-se verificar que a freguesia de S. Miguel era a que tinhaum maior número de estabelecimentos empregadores no concelho e S. João era a seguinte. Estas duasfreguesias têm mais de metade dos pólos empregadores do concelho, o que acaba por ser normal poistratam-se das duas mais urbanizadas e centralizadas do concelho, pelo que se espera que estesresultados proporcionais se mantenham no futuro. As restantes cinco freguesias têm cerca de 43% dosestabelecimentos empregadores do concelho. Quanto à distribuição dos estabelecimentos por setor de atividade e relativamente apenas aosdados de 2009, a indústria transformadora predomina no concelho, com 249 estabelecimentos. Estapredominância é explicada, em grande parte, pela forte presença do ramo têxtil no concelho. Ocomércio (que inclui também oficinas de reparação de automóveis e motociclos) assume também umpapel muito importante na economia local com 243 estabelecimentos. Estes dois setores em conjuntotêm mais de metade dos estabelecimentos do concelho, o que pode sugerir alguma dinâmica noconcelho, tratando-se, portanto, de um bom indicador para o concelho. A restauração e a construçãosão os seguintes setores com maior importância na economia do concelho, onde em conjunto assumemcerca de 18% do total de estabelecimentos empregadores de Vizela (ver tabela 2.2). Quanto a dados comparativos com o ano de 2007, salienta-se desde logo um aumento nonúmero de estabelecimentos empresariais no concelho de cerca de 11%. Este aumento é explicadomaioritariamente pelo aumento do número de estabelecimentos comerciais e oficinas de reparação deautomóveis, que foi de 10% (22 estabelecimentos, em termos absolutos). A indústria transformadora,que como vimos é a mais influente no concelho, aumentou ligeiramente o número de estabelecimentos.Todavia, este setor tem o seu peso no concelho diminuído em 2009, relativamente a 2007. Tinha umpeso de 33%, que diminui para 30%. De salientar também que há também um aumento significativo nas 16
  16. 16. atividades financeiras e de seguros, com 12 novos estabelecimentos e que a maioria dos setores teve um aumento ligeiro no número de estabelecimentos entre os dois anos em análise. Nº de estabelecimentos por setor de atividade (comparação entre 2007 e 2009) 2007 2009 Variação Setor de atividade Nº Proporção Nº Proporção 2007 - 2009Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca 7 0,9% 7 0,8% 0,0%Indústrias transformadoras 247 33,2% 249 30,1% 0,8%Captação, tratamento e distribuição de água; saneamento, 2 0,3% 2 0,2% 0,0%gestão de resíduos e despoluiçãoConstrução 76 10,2% 73 8,8% -3,9%Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos 221 29,7% 243 29,4% 10,0%automóveis e motociclosTransportes e armazenagem 6 0,8% 8 1,0% 33,3%Alojamento, restauração e similares 63 8,5% 78 9,4% 23,8%Atividades de informação e de comunicação 9 1,2% 6 0,7% -33,3%Atividades financeiras e de seguros 5 0,7% 17 2,1% 240,0%Atividades imobiliárias 6 0,8% 7 0,8% 16,7%Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares 23 3,1% 35 4,2% 52,2%Atividades administrativas e dos serviços de apoio 14 1,9% 21 2,5% 50,0%Administração pública e defesa; segurança social obrigatória 3 0,4% 2 0,2% -33,3%Educação 7 0,9% 6 0,7% -14,3%Atividades de saúde humana e apoio social 21 2,8% 27 3,3% 28,6%Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas 4 0,5% 7 0,8% 75,0%Outras atividades de serviços 31 4,2% 39 4,7% 25,8% TOTAL 745 827 11,0% Tabela 2.2 – Nº de estabelecimentos por setor de atividade (2007 e 2009) Quanto à dimensão das empresas do concelho, verifica-se na tabela 2.3 que consoante o intervalo de pessoas empregadas aumenta, diminui o número de estabelecimentos para cada intervalo, ou seja, quanto maior a dimensão considerada, menor o número de empresas. Os estabelecimentos com um máximo de 4 funcionários correspondem a 65% do total do concelho. Existem apenas três estabelecimentos que empregam 150 pessoas ou mais, que correspondem todas ao setor das indústrias transformadoras (conforme se pode ver na tabela IV - Nº de estabelecimentos por setor de atividade e por dimensão), que se encontra em anexo. 17
  17. 17. Nº de estabelecimentos por dimensão Dimensão 2007 2009 De 1 a 4 pessoas 462 62,0% 533 64,4% De 5 a 9 pessoas 142 19,1% 157 19,0% De 10 a 19 pessoas 54 7,2% 58 7,0% De 20 a 49 pessoas 59 7,9% 54 6,5% De 50 a 99 pessoas 19 2,6% 17 2,1% De 100 a 149 pessoas 5 0,7% 5 0,6% De 150 a 199 pessoas 2 0,3% 1 0,1% De 200 a 249 pessoas 0 0,0% 1 0,1% De 250 a 499 pessoas 1 0,1% 0 0,0% De 500 a 999 pessoas 1 0,1% 1 0,1% TOTAL 745 827Tabela 2.3 – Nº de estabelecimentos por dimensão No nível do volume de negócios dos estabelecimentos (Tabela 2.4) vizelenses, 23% dasempresas não supera os 50.000€ de faturação e 25% encontra-se no intervalo de faturação de 50.000€até 149.999€, o que significa que aproximadamente metade dos estabelecimentos que cujasinformações sobre o volume de negócios estão disponíveis no estudo não chegam aos 150.000€. Onúmero de empresas vai reduzindo consoante aumenta a faturação do intervalo. Destaque para as 10empresas que ultrapassam os cinco milhões de euros de faturação e para 131 empresas cujo volume denegócios não é conhecido. Nº de estabelecimentos por volume de negócios Volume 2007 2009 Menos de 50.000€ 186 25,0% 177 23,1% De 50.000€ a 149.999€ 179 24,0% 189 24,7% De 150.000€ a 249.999€ 80 10,7% 83 10,8% De 250.000€ a 499.999€ 79 10,6% 84 11,0% De 500.000€ a 999.999€ 37 5,0% 41 5,4% De 1.000.000€ a 1.999.999€ 33 4,4% 35 4,6% De 2.000.000€ a 4.999.999€ 18 2,4% 16 2,1% De 5.000.000€ a 9.999.999€ 5 0,7% 7 0,9%De 10.000.000€ a 49.999.999€ 5 0,7% 3 0,4% Ignorado 123 16,5% 131 17,1% TOTAL 745 766Tabela 2.4 – Nº de estabelecimentos por volume de negócios 18
  18. 18. Quanto à idade dos empregadores (Tabela 2.5), 4% têm idade compreendida entre os 18 e os24 anos e aproximadamente 7,7% tinham em 2009 idade compreendida entre os 25 e os 29 anos. Ouseja, em 2009 cerca de 12% dos empregadores de Vizela tinham menos que 29 anos de idade. Ointervalo de idade com maior número de empregadores é entre os 40 e os 44 anos de idade. Cerca de38% doa empregadores do concelho em 2009 tinham menos que 39 anos de idade. O destaque nestaanálise vai para a diferença entre géneros. Cerca de 66% dos empregadores são do género masculino,ao passo que apenas 34% são do género feminino. Com o decorrer dos anos, a tendência do homemcomo sócio gerente de uma empresa tem vindo a perder significado. No entanto, é esperado que, nofuturo, o número de mulheres à frente de uma empresa aumente e tenda a ser igual ao dos homens,sinal dos tempos modernos e à tendência de igualdade de géneros na sociedade. Idade e género dos empregadores Idade H % de H M % de M Total Proporção 18 até 24 anos 11 57,9% 8 42,1% 19 4,0% 25 até 29 anos 22 59,5% 15 40,5% 37 7,7% 30 até 34 anos 31 62,0% 19 38,0% 50 10,4% 35 até 39 anos 43 57,3% 32 42,7% 75 15,7% 40 até 44 anos 68 68,0% 32 32,0% 100 20,9% 45 até 49 anos 55 73,3% 20 26,7% 75 15,7% 50 até 54 anos 34 65,4% 18 34,6% 52 10,9% 55 até 59 anos 29 70,7% 12 29,3% 41 8,6% 60 até 64 anos 16 69,6% 7 30,4% 23 4,8% 65 e mais 5 71,4% 2 28,6% 7 1,5% TOTAL 314 65,6% 165 34,4% 479Tabela 2.5 – Idade e género dos empregadores de VizelaEmpregados a trabalhar em Vizela Em relação aos dados recolhidos, que até agora contemplam informações dosestabelecimentos e dos empregadores, estes podem ser complementados com informações relativasaos empregados que trabalham no concelho de Vizela. O número de pessoas ao serviço por setor de atividade está disponível na tabela 2.6. A indústriatransformadora absorvia, em 2009, a maioria da mão-de-obra, com quase 67% dos trabalhadores quetrabalham no concelho de Vizela. O comércio e as oficinas de automóveis e motociclos absorviam 13%das pessoas, cerca de 971 pessoas. De seguida é a construção com 409 pessoas, quem tinha maistrabalhadores em 2009. O facto de as indústrias transformadoras ter a maior parte dos trabalhadores noconcelho acaba por ser normal, dada a sua utilização intensiva de mão-de-obra e o seu peso noconcelho. O comércio assume também um papel importante na economia local. Outros setores 19
  19. 19. importantes no concelho são a restauração e alojamento e o setor de saúde humana e apoio social,embora os seus valores tendam a ser próximos dos restantes setores. A agricultura tem vindo a perderimportância no concelho e prova disso são os 15 trabalhadores apenas que estão registados comotrabalhando neste setor de atividade. Dos dados contidos para estudo, verifica-se ainda que estavam, em 2009, 5.326 trabalhadorescom contrato de trabalho sem termo, ou seja, cerca de 77% dos trabalhadores. 21% tinham contrato atermo e cerca de 2% não se enquadraram nesta análise. Nº de pessoas ao serviço por setor de atividade 2007 2009 Setor de atividade Nº Proporção Nº ProporçãoAgricultura, produção animal, caça, floresta e 17 0,2% 15 0,2%pescaIndústrias transformadoras 5.583 70,3% 4.997 66,8%Captação, tratamento e distribuição de água; 5 0,1% 6 0,1%saneamento, gestão de resíduos e despoluiçãoConstrução 403 5,1% 409 5,5%Comércio por grosso e a retalho; reparação de 948 11,9% 971 13,0%veículos automóveis e motociclosTransportes e armazenagem 46 0,6% 41 0,5%Alojamento, restauração e similares 176 2,2% 199 2,7%Atividades de informação e de comunicação 16 0,2% 14 0,2%Atividades financeiras e de seguros 87 1,1% 90 1,2%Atividades imobiliárias 12 0,2% 18 0,2%Atividades de consultoria, científicas, técnicas e 56 0,7% 85 1,1%similaresAtividades administrativas e dos serviços de apoio 71 0,9% 115 1,5%Administração pública e defesa; segurança social 80 1,0% 123 1,6%obrigatóriaEducação 90 1,1% 17 0,2%Atividades de saúde humana e apoio social 246 3,1% 249 3,3%Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e 15 0,2% 26 0,3%recreativasOutras atividades de serviços 89 1,1% 100 1,3% TOTAL 7.940 7.475Tabela 2.6 – Número de pessoas ao serviço por setor de atividade Outra variável importante para análise relativamente aos trabalhadores é o seu nível dehabilitações literárias. Conforme se pode verificar na tabela 2.7, uma pequena percentagem detrabalhadores (1,2%) não tem habilitações literárias. Uma realidade que tem vindo a diminuir mas quese mantém em trabalhadores mais antigos, a quem a sua infância não permitiu a aprendizagem escolar.Larga maioria dos trabalhadores (84%) tem o nível de habilitações do ensino básico, ou seja, entre o 1º e 20
  20. 20. o 9º ano de escolaridade. Este intervalo abrange as escolaridades obrigatórias dos últimos anos (6º e 9ºano), o que acaba por justificar os resultados. Há ainda 11% de trabalhadores com o nível secundário,nível que se prevê que terá maior número de trabalhadores em estudos futuros, tanto pela escolaridadeobrigatória passar a ser o 12º ano, como pelos programas de validação de competências e de novasoportunidades de formação académica para adultos. Ao nível da licenciatura ou graus superiores,trabalhavam em 2009 em Vizela 214 pessoas., das quais 194 com o nível de licenciatura. Comparando os dados de 2009 com os de 2007, verifica-se a diminuição do número detrabalhadores com escolaridade máxima ao nível do 9º ano (inclui os intervalos “Inferior ao EnsinoBásico” e “Ensino Básico”). Em contrapartida, aumentou o número de trabalhadores com habilitaçõesao nível do ensino secundário. Quanto às restantes alterações, destaque-se a diminuição do número detrabalhadores com licenciatura e um aumento dos trabalhadores com mestrado e doutoramento, quepossivelmente se deve à constante qualificação a que os trabalhadores se submetem, realidade cada vezmais patente. Nº de trabalhadores por habilitações literárias 2007 2009 Escolaridade Nº Proporção Nº Proporção Inferior ao Ensino Básico 84 1,1% 80 1,2% Ensino Básico 6.369 85,7% 5.857 84,2% Ensino Secundário 726 9,8% 770 11,1%Ensino pós-Secundário não Superior 4 0,1% 9 0,1% Bacharelato 30 0,4% 23 0,3% Licenciatura 215 2,9% 194 2,8% Mestrado 6 0,08% 9 0,13% Doutoramento 2 0,03% 5 0,07% Ignorado 0 0,0% 6 0,09% TOTAL 7.436 6.953Tabela 2.7 – Número de trabalhadores por habilitações literárias Em síntese, no geral os dados confirmam as tendências esperadas: diminuição dostrabalhadores com baixa escolaridade, que se deve à reforma de muitos deles, ao reconhecimento evalidação de competências e ao aumento do desemprego dos trabalhadores desta faixa etária. Hátambém uma diminuição dos licenciados, embora que tenha sido ligeiro e há uma diminuição donúmero de trabalhadores do concelho, reflexo da crise que o país e a própria cidade atravessam. Os empregados dos estabelecimentos vizelenses estão, na sua maioria, com contrato semtermo definido com o seu estabelecimento empregador. Com contrato a termo estão cerca de 21% dosempregados (Tabela 2.8). A tabela 2.9 contém os dados dos trabalhadores dos estabelecimentos a funcionar no concelhode Vizela, distribuídos por idade. 21
  21. 21. Situação contratual dos empregados Tipo de contrato Nº %Contrato a termo 1.467 21,1%Contrato sem termo 5.326 76,6%Não enquadrável 160 2,3% TOTAL 6.953Tabela 2.8 – Situação contratual dos trabalhadores Idade e género dos trabalhadores Idade H % de H M % de M Total ProporçãoMenos de 16 anos 1 100% 0 0% 1 0,0%16 a 17 anos 17 52% 16 48% 33 0,5%18 a 24 anos 429 48% 457 52% 886 12,7%25 a 29 anos 389 44% 496 56% 885 12,7%30 a 34 anos 422 44% 541 56% 963 13,9%35 a 39 anos 499 43% 650 57% 1.149 16,5%40 a 44 anos 485 45% 604 55% 1.089 15,7%45 a 49 anos 391 42% 536 58% 927 13,3%50 a 54 anos 297 47% 337 53% 634 9,1%55 a 59 anos 144 5% 148 51% 292 4,2%60 a 64 anos 46 59% 32 41% 78 1,1%65 e mais anos 6 86% 1 14% 7 0,1%Ignorado 3 33% 6 67% 9 0,1% TOTAL 3.129 45% 3.824 55% 6.953Tabela 2.9 – Idade e género dos trabalhadores por contra de outrem no concelho de Vizela Os trabalhadores no concelho de Vizela têm sobretudo idade compreendida entre os 18 e os 49anos de idade. Os restantes intervalos de idade têm pequenas proporções de trabalhadores. É umasituação difícil para os trabalhadores com idade acima dos 49 anos de idade, pois a idade já não permiteo acesso a muitos empregos e limita também o acesso à reforma. Destaca-se também o facto detrabalharem no concelho mais mulheres que homens, com 55% contra 45%, respetivamente. 22
  22. 22. 3 – Síntese e linhas orientadorasSíntese O estudo iniciou-se com a recolha de dados estatísticos sobre a população vizelense,provenientes do estudo do INE Censos 2011, cuja referência temporal é de Março de 2011, pelo que setrata de um estudo recente e preciso. A base é o concelho de Vizela e a comparação com as referênciasgeográficas Ave, Norte e Portugal, assim como outros concelhos vizinhos. Os dados recolhidos eanalisados permitem tirar algumas ilações sobre a realidade concelhia. Na caracterização do concelho,referiu-se a importância das termas de Vizela, um recurso natural muito valioso que neste momentonão está a gerar riqueza para o concelho. Espera-se pela reabertura dos balneários termais e hotelassociado ao balneário, para que o concelho potencie o turismo e receba novos visitantes e se crie umanova dinâmica comercial impulsionada pelo termalismo, que desde sempre esteve ligado ao concelho. Na análise à população, o primeiro dado estatístico relevante é a grande proporção de crianças/ adolescentes e de jovens residentes em Vizela. Trata-se de uma das maiores do país e do Norte, ondeé suplantado apenas pelos concelhos de Lousada, Paços de Ferreira e Felgueiras. É, de facto, umapopulação jovem, aspeto reforçado pela relativamente baixa proporção de população idosa noconcelho. A população de Vizela tem crescido a um bom ritmo nos últimos 20 anos, com um aumento decerca de 19%, onde apenas a população da freguesia de S. João tem vindo a decrescer. As freguesiascom maior proporção de habitantes com idade até aos 24 anos são Tagilde e São Paio, curiosamenteentre as menores do concelho, pelo que se espera um crescimento futuro na população destasfreguesias. S. João é a freguesia com a população mais envelhecida: tem a menor percentagem decrianças / adolescentes e a maior percentagem de população idosa. Em relação ao nível de habilitações literárias, o concelho de Vizela apresenta baixa proporçãode população residente licenciada e valores relativos de população sem escolaridade e com o 3º ciclopróximas da média nacional. Ao mesmo tempo, apresenta também baixas proporções de populaçãocom o ensino secundário, o que leva a proporções de pessoas com ensino ao nível do 1º ciclo e 2º ciclobastante altas e acima das referências Ave, Norte e Portugal. Ao nível das freguesias, S. João e S. Miguelapresentam as maiores percentagens de população com ensino secundário e ensino superior. São Joãoapresenta também a menor proporção de população de residentes sem qualquer tipo de escolaridade.Os restantes resultados vão de encontro à realidade vizelense em relação às referências geográficas,com altas proporções de população com ensino ao nível dos 1º e 2º ciclos, sendo que no 3º ciclo Tagilde 23
  23. 23. apresenta uma taxa elevada, enquanto as outras freguesias se encontram com valores próximos doconcelho. Quanto ao desemprego a nível concelhio, encontram-se valores do número de desempregadosinscritos no Centro de Emprego próximos dos máximos registados durante os últimos oito anos. A crisefinanceira é uma realidade que também pode ter influência nestes valores. Em Janeiro, estavaminscritos no Centro de Emprego de Guimarães 1.946 pessoas residentes em Vizela. Nestes últimos oitoanos, as principais tendências verificadas estão relacionadas com o aumento do número dedesempregados com escolaridade ao nível do 1º ciclo. Verifica-se que as variações do número dedesempregados são semelhantes com as variações do número de desempregados com o 1º ciclo e queos desempregados com ensino superior têm vindo a aumentar, ao passo que os que têm escolaridadeinferior ao 1º ciclo têm vindo a diminuir. Espera-se que o valor dos desempregados sem escolaridadetenda para zero no futuro. Quanto à idade, a partir dos 35 anos o fenómeno do desemprego é maiscomum e o intervalo de idades entre os 35 e os 54 anos de idade é o ponto crítico, sendo que acimadessa idade muitos dos desempregados vão para a reforma. Passando para a análise empresarial do concelho, São Miguel é a freguesia com maior númerode estabelecimentos empregadores, seguida de São João. Tratam-se das duas freguesias maisurbanizadas e centralizadas do concelho. A indústria transformadora e o comércio por grosso e aretalho e estabelecimentos de reparação de automóveis e motociclos representam cerca de 60% dotecido empresarial de Vizela. De 2007 para 2009 esta característica manteve-se e o número deestabelecimentos empregadores no concelho aumentou 11%. São indicadores positivos, que espelhamalguma dinâmica no concelho. Quase todos os outros setores aumentaram, incluindo o do alojamento,restauração e similares. Saliente-se que, em 2009, a Companhia dos Banhos de Vizela, sociedade gestorado balneário termal e hotel, ainda funcionavam no concelho, desconhecendo-se, neste estudo, qual oimpacto do fecho da sociedade neste setor de atividade. Quanto à dimensão dos estabelecimentos, verifica-se uma relação direta entre número detrabalhadores e número de estabelecimentos existentes. A maioria tem um máximo de quatrotrabalhadores. Depois cerca de 19% tem cinco a nove trabalhadores e os outros intervalos são cada vezmenores. Um estudo da Eurostat refere que a produtividade média relaciona-se diretamente com adimensão da empresa, ou seja, quanto maior a dimensão, maior a produtividade associada. Seguindo oestudo, conclui-se que o concelho de Vizela poderia ter mais empresas de grande dimensão, para que aprodutividade aumentasse. Mas os tempos de crise levaram à falência de indústrias de grande dimensãoe pessoas que sempre fizeram aquele trabalho na sua vida profissional, muitas vezes já em idadecomplicada para conseguirem novo emprego, viram-se em situação de desemprego. A solução seria umnovo emprego na área em que atuava anteriormente mas tal é muito difícil acontecer para a maioriados casos. Isto leva a que muitos destes desempregados criem o seu próprio negócio e emprego, que de 24
  24. 24. outra forma seria muito difícil conseguir. É nesta ótica que funciona o mercado atual, onde oempreendedorismo e as pequenas iniciativas são vistas como caminhos de saída da crise, o que explicaem parte o aumento do número de estabelecimentos que empregam um a quatro trabalhadores, de2007 para 2009. Na variável do número de estabelecimentos por volume de negócios, também se pode falarnuma relação direta entre volume de negócios e número de estabelecimentos, ou seja, quanto maior ovolume de negócios considerado, menor o número de estabelecimentos afetos a cada volume. Nestavariável, há um grande número de resultados ignorados e de estabelecimentos que não responderam. Quanto aos empregadores, 65,6% são homens e 34,4% são mulheres. Há ainda uma diferençagrande quanto ao género dos responsáveis das empresas, mas a tendência será de aproximação entreos valores, sinal dos tempos atuais e da promoção da igualdade entre géneros. É mais frequente osresponsáveis dos estabelecimentos terem uma idade entre os 40 e os 44 anos, mas é também muitofrequente terem 35 até 39 ano ou 45 até 49 anos de idade. Os jovens têm alguma frequência enquantoresponsáveis das empresas, facto que se espera aumentar, dado o elevado peso desta faixa etária noconcelho e, como referido anteriormente, a tendência para a criação de pequenos negócios com osjovens a assumirem um papel importante, dada a dificuldade atual de encontrarem emprego e tambéma criatividade associada a esta faixa etária. Quanto aos trabalhadores, estes trabalham maioritariamente em indústrias transformadoras(cerca de 67%) e no comércio (cerca de 13%), que são também os principais setores de atividade doconcelho. os restantes setores têm valores pequenos de peso quanto ao número de trabalhadores queempregam, mas aqui pode ter algum influência o facto de o estudo contemplar apenasestabelecimentos que tenham trabalhadores por sua conta, não contando os estabelecimentos ondeapenas o responsável lá trabalhe. Os trabalhadores considerados no estudo têm na esmagadora maioria(84,2%) um dos escalões do ensino básico. São pessoas já com alguns anos de experiência, que na suainfância não tiveram a oportunidade de prolongar os estudos, mas também são pessoas que se ficarampela escolaridade obrigatória por opção própria. O aspeto positivo é que diminuiu o número detrabalhadores com escolaridade igual ou inferior ao encsino básico e aumentaram as outras, à exceçãodo bacharelato / licenciatura, cujo mercado de emprego tem-se complicado nos últimos anos. Parafinalizar, 76,6% dos trabalhadores que laboram em Vizela tem contrato sem termo definido.Linhas orientadoras O presente relatório consiste na análise estatística de indicadores sobre a população eestabelecimentos empresariais do concelho de Vizela. Esta análise permitiu a construção de algumas 25
  25. 25. conclusões, através das quais se apresentarão agora as principais recomendações que se pretendemque contribuam para o desenvolvimento municipal e empresarial de Vizela. Em primeiro lugar, este trabalho define-se como um primeiro passo na análise estatística deindicadores empresariais. Para que o seu impacto seja maior, seria benéfica a continuidade daelaboração de estudos sobre o tecido empresarial, por uma questão de atualização de dados einterpretações, mas também para que se possa aproveitar e melhorar o trabalho elaborado. A criaçãode um observatório económico poderia constituir-se como ideal para este acompanhamento. A deteçãodas principais necessidades e fatores decisivos de localização por parte dos empresários também éimportante e tem duplo papel: apoio à fixação e manutenção de empresas no concelho. É importanteque se mantenham as grandes empresas e que se captem novas grandes empresas, pois são vitais parao bom desenvolvimento do concelho e porque a produtividade tenderá a ser maior. Por outro lado, aspequenas e médias empresas têm vindo a assumir maior importância na economia portuguesa. Seriatambém importante acompanhar os apoios existentes para estas empresas e promover a inovação equalificação nestas empresas. A criação de micro empresas é cada vez mais comum nos tempos atuais e constituem-se comouma oportunidade para quem perde o emprego. Muitas vezes, as despesas fixas travam estas iniciativasque podem, no mínimo, criar o próprio posto de trabalho do promotor. A criação de um centro deempresas com infra-estruturas e equipamentos essenciais seria importante para colmatar estasnecessidades e também para cativar jovens com ideias inovadoras mas sem capitais para investimento acriarem a sua própria empresa. A redução das despesas na fase de implementação no mercado éimportante para o desenvolvimento de qualquer negócio e os jovens, como já foi referido, são o pontoforte da estrutura etária do concelho. Nesta linha de atuação, pode ser vantajoso para o meioempresarial a criação de áreas de reconversão empresarial, com o aproveitamento de infra-estruturasexistentes. O comércio e restauração devem ser qualificados. São um importante indicador de dinamismoterritorial e são essenciais para o turismo, uma importante força do concelho. O sistema de ensino e de formação também deve ser apoiado. É verdade que os estudos sãorelativos ao ano de 2009 e que de lá para a atualidade algumas coisas ao nível das qualificações deve termodificado, atendendo aos programas de novas oportunidades e reconhecimento e validação decompetências. Mas os dados revelam uma baixa escolaridade da população e trabalhadores do concelhode Vizela e poucos trabalhadores têm o nível de ensino superior. É importante o esforço junto dosjovens, que são claramente o ponto forte da estrutura demográfica do concelho, para que sequalifiquem e especializem. A alta proporção de jovens até aos 24 anos de idade leva também asublinhar o papel importante que estes terão no futuro do concelho e da cidade de Vizela, ele próprio 26
  26. 26. também jovem. De forma a promover um crescimento sustentado e integrado, torna-se necessária aintrodução dos jovens no mercado de trabalho e nos pólos decisores dos destinos do concelho. Seriauma forma de manter os jovens a viverem em Vizela e seria também uma forma de entregarresponsabilidades no presente a quem lidará com os destinos do concelho no futuro. Os jovens devemtambém ser sensibilizados para a prática da solidariedade social, especialmente no atual momentosocial difícil. Com a perspetiva no futuro, devem também ser identificados e estudados os setoresemergentes no mercado. Seria também importante a implementação de medidas que visem aimplementação de empresas destes setores no concelho. 27
  27. 27. BibliografiaConselho Local de Acção Social de Vizela (2010). Diagnóstico Social. Plano de Desenvolvimento Social2010-2015. Vizela: Câmara Municipal de Vizela.www.cm-vizela.pt. Site institucional da Câmara Municipal de Vizela, acedido no período de janeiro amarço de 2012.http://www.ine.pt/. Instituto Nacional de Estatística, I. P. (1993 – 1994). Censos 91: resultadosdefinitivos. Lisboa - Portugal.http://www.ine.pt/. Instituto Nacional de Estatística (2001). Censos 2001 : resultados definitivos: XIVrecenseamento geral da população: IV recenseamento geral da habitação /. Lisboa – Portugal.http://www.ine.pt/. Instituto Nacional de Estatística, I. P., Censos 2011 – Resultados Provisórios (2011).Lisboa – Portugal.http://www.ine.pt/. Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio 2005. Lisboa: Instituto Nacional deEstatística (2007), pp. 43-50.http://www.ine.pt/. Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio 2007. Lisboa: Instituto Nacional deEstatística (2009), pp. 33-41.http://www.ine.pt/. Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio 2009. Lisboa: Instituto Nacional deEstatística (2011), pp. 35-43.Gabinete de Estratégia e Planeamento. Dados estatísticos sobre as empresas do concelho de Vizela,2009. Dados requisitados em Dezembro de 2011.http://www.economist.com/node/21548923. Average productivity by size of manufacturing firm, 2009.Eurostat (2012). Acedido a 5 de março de 2012. 28
  28. 28. AnexosTabela I – Populações, por idade, das Sub-regiões do Ave, Minho-Lima, Cávado e Tâmega Populações por idade das Sub-regiões do Ave, Minho-Lima, Cávado e Tâmega 0 - 14 anos 15 - 24 anos 25 - 64 anos 65 ou mais anos Total Zona Geográfica Nº % Nº % Nº % Nº % HM Portugal 1.572.546 14,9% 1.145.770 10,8% 5.820.794 55,1% 2.022.504 19,1% 10.561.614 Norte 557.299 15,1% 425.465 11,5% 2.072.089 56,2% 634.756 17,2% 3.689.609 Ave 79.439 15,5% 62.675 12,2% 293.792 57,4% 75.831 14,8% 511.737Fafe 7.818 15,4% 6.138 12,1% 28.226 55,7% 8.451 16,7% 50.633Guimarães 24.716 15,6% 19.950 12,6% 91.811 58,1% 21.647 13,7% 158.124Póvoa de Lanhoso 3.570 16,3% 2.679 12,2% 11.803 53,9% 3.834 17,5% 21.886Vieira do Minho 1.778 13,7% 1.546 11,9% 6.695 51,5% 2.978 22,9% 12.997Vila Nova de Famalicão 21.618 16,2% 16.002 12,0% 77.693 58,1% 18.519 13,8% 133.832Santo Tirso 9.883 13,8% 8.117 11,3% 41.118 57,5% 12.412 17,4% 71.530Trofa 6.077 15,6% 4.987 12,8% 22.683 58,2% 5.252 13,5% 38.999Vizela 3.979 16,8% 3.256 13,7% 13.763 58,0% 2.738 11,5% 23.736 Minho-Lima 32.519 13,3% 25.672 10,5% 129.814 53,0% 56.831 23,2% 244.836Arcos de Valdevez 2.580 11,3% 2.073 9,1% 11.119 48,7% 7.075 31,0% 22.847Caminha 2.035 12,2% 1.814 10,9% 8.868 53,2% 3.967 23,8% 16.684Melgaço 821 8,9% 765 8,3% 4.239 46,0% 3.388 36,8% 9.213Monção 2.081 10,8% 1.760 9,2% 9.958 51,8% 5.431 28,2% 19.230Paredes de Coura 1.128 12,3% 885 9,6% 4.705 51,2% 2.480 27,0% 9.198Ponte da Barca 1.539 12,8% 1.308 10,8% 6.172 51,2% 3.042 25,2% 12.061Ponte de Lima 6.736 15,5% 5.126 11,8% 22.986 52,8% 8.650 19,9% 43.498Valença 1.871 13,2% 1.442 10,2% 7.606 53,8% 3.208 22,7% 14.127Viana do Castelo 12.497 14,1% 9.567 10,8% 49.256 55,5% 17.405 19,6% 88.725Vila Nova de Cerveira 1.231 13,3% 932 10,1% 4.905 53,0% 2.185 23,6% 9.253 Cávado 67.408 16,4% 51.235 12,5% 232.570 56,7% 58.936 14,4% 410.149Amares 3.139 16,6% 2.391 12,7% 10.247 54,2% 3.112 16,5% 18.889Barcelos 20.002 16,6% 15.668 13,0% 68.100 56,6% 16.621 13,8% 120.391Braga 29.667 16,3% 22.085 12,2% 105.702 58,2% 24.020 13,2% 181.474Esposende 5.656 16,5% 4.263 12,4% 19.267 56,2% 5.068 14,8% 34.254Vila Verde 7.999 16,7% 5.993 12,5% 25.572 53,4% 8.324 17,4% 47.888 Tâmega 94.958 17,3% 72.491 13,2% 305.257 55,5% 77.763 14,1% 550.469Amarante 9.030 16,1% 7.067 12,6% 31.011 55,2% 9.109 16,2% 56.217Baião 3.112 15,2% 2.655 12,9% 10.914 53,2% 3.841 18,7% 20.522Cabeceiras de Basto 2.722 16,3% 2.161 12,9% 8.601 51,5% 3.226 19,3% 16.710Castelo de Paiva 2.705 16,2% 2.097 12,5% 9.320 55,7% 2.611 15,6% 16.733Celorico de Basto 3.061 15,2% 2.582 12,8% 10.620 52,8% 3.835 19,1% 20.098Cinfães 3.022 14,8% 2.434 11,9% 10.731 52,5% 4.240 20,8% 20.427Felgueiras 9.969 17,2% 8.211 14,1% 32.487 55,9% 7.398 12,7% 58.065 29
  29. 29. Lousada 8.815 18,6% 6.574 13,9% 26.729 56,4% 5.269 11,1% 47.387 Marco de Canaveses 9.656 18,1% 7.238 13,5% 29.549 55,3% 7.007 13,1% 53.450 Mondim de Basto 1.125 15,0% 948 12,7% 3.806 50,8% 1.614 21,5% 7.493 Paços de Ferreira 10.324 18,3% 7.550 13,4% 32.154 57,1% 6.312 11,2% 56.340 Paredes 16.139 18,6% 11.160 12,8% 49.723 57,2% 9.832 11,3% 86.854 Penafiel 12.756 17,7% 9.735 13,5% 40.509 56,1% 9.265 12,8% 72.265 Resende 1.703 15,0% 1.396 12,3% 5.818 51,2% 2.447 21,5% 11.364 Ribeira de Pena 819 12,5% 683 10,4% 3.285 50,2% 1.757 26,8% 6.544 Tabela II – Taxa de desempregados inscritos no Cento de Emprego em março de 2011 (momento censitário, no qual está contabilizada a população portuguesa do Censos 2011) Taxa de desempregados inscritos - Concelhos do Ave por habilitações literárias (março 2011) Nenhum (inferior Concelho Total 1º ciclo) 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Secundário SuperiorFafe 7,6% 1,8% 10,7% 7,9% 7,7% 9,8% 6,1%Guimarães 7,5% 1,8% 11,6% 7,6% 7,2% 8,0% 5,0%Póvoa de Lanhoso 5,2% 1,0% 6,4% 5,7% 6,0% 8,6% 6,8%Vieira do Minho 7,3% 1,3% 8,2% 12,1% 9,8% 7,6% 5,7%V.N. Famalicão 6,2% 1,6% 9,1% 6,5% 5,9% 6,8% 5,6%Santo Tirso 9,4% 2,4% 13,0% 10,8% 9,2% 9,9% 6,4%Trofa 9,2% 2,2% 12,4% 11,2% 9,8% 9,4% 6,9%Vizela 7,1% 2,5% 10,9% 6,5% 6,4% 6,6% 6,9% Tabela III – Taxa de desempregados inscritos no Cento de Emprego em janeiro de 2012 (em relação aos dados da população do Censos 2011) Taxa de desempregados inscritos - Concelhos do Ave por habilitações literárias (janeiro 2012) Nenhum (inferior Concelho Total 1º ciclo) 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Secundário SuperiorFafe 7,7% 1,5% 9,4% 8,2% 9,2% 10,7% 9,7%Guimarães 8,8% 1,9% 12,5% 8,6% 8,7% 10,5% 8,1%Póvoa de Lanhoso 5,4% 1,0% 6,7% 5,2% 6,2% 9,2% 7,7%Vieira do Minho 6,9% 1,1% 7,7% 9,3% 9,8% 8,9% 8,9%V.N. Famalicão 7,4% 1,6% 9,3% 8,4% 8,0% 9,7% 7,1%Santo Tirso 9,3% 1,8% 11,2% 11,9% 9,5% 12,1% 8,4%Trofa 9,5% 2,1% 10,7% 12,2% 10,7% 12,3% 9,0%Vizela 8,2% 2,8% 11,3% 7,8% 7,6% 9,4% 9,6% 30
  30. 30. Tabela IV – Nº de estabelecimentos empregadores por setor de atividade Número de Estabelecimentos por setor de atividade 100 150 200 500 10 a 20 a 50 a Nº de empregados 1 a 4 5 a 9 19 49 99 a a a a TOTAL 149 199 249 999Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca 7 0 0 0 0 0 0 0 0 7Indústrias transformadoras 96 55 33 43 15 4 1 1 1 249Captação, tratamento e distribuição de água;saneamento, gestão de resíduos e despoluição 2 0 0 0 0 0 0 0 0 2Construção 38 23 10 2 0 0 0 0 0 73Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículosautomóveis e motociclos 190 38 8 6 1 0 0 0 0 243Transportes e armazenagem 5 2 1 0 0 0 0 0 0 8Alojamento, restauração e similares 72 5 1 0 0 0 0 0 0 78Atividades de informação e de comunicação 5 1 0 0 0 0 0 0 0 6Atividades financeiras e de seguros 13 3 0 1 0 0 0 0 0 17Atividades imobiliárias 6 1 0 0 0 0 0 0 0 7Atividades de consultoria, científicas, técnicas esimilares 31 4 0 0 0 0 0 0 0 35Atividades administrativas e dos serviços de apoio 11 7 3 0 0 0 0 0 0 21Administração pública e defesa; segurança socialobrigatória 0 0 1 0 0 1 0 0 0 2Educação 5 1 0 0 0 0 0 0 0 6Atividades de saúde humana e apoio social 15 8 1 2 1 0 0 0 0 27Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas erecreativas 5 2 0 0 0 0 0 0 0 7Outras atividades de serviços 32 7 0 0 0 0 0 0 0 39 TOTAL 533 157 58 54 17 5 1 1 1 827 31

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