PRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOS

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PRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOS

  1. 1. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 1 | P á g i n a Profº Jorge Marcos "História é passado e presente; um e outro inseparáveis." Fernand Braudel 1. HISTÓRIA A palavra História é de origem grega "historie", que significa "conhecimento através da investigação”, e deriva de histor: “sábio ou conhecedor”. A História é uma ciência que investiga o passado da humanidade e o seu processo de evolução, tendo como referência um lugar, uma época, um povo ou um indivíduo específico. É tudo o que se refere ao desenvolvimento das comunidades humanas, assim como os acontecimentos, fatos ou manifestações da atividade humana no passado, cujo objetivo é entender o presente. Esse passado, é um passado vivo, que está presente em nós, que faz parte de nossas vidas. Aurélio Buarque de Holanda define a história como uma “narração metódica dos fatos notáveis ocorridos na vida dos povos, em particular, e na vida da humanidade, em geral”. Para ele, o historiador e sociólogo, “a história é o estudo do que os homens do passado fizeram, da maneira pela qual viviam, das ideias que tinham”. A história é feita por todos nós - homens, mulheres, crianças, ricos e pobres; por governantes e governados, por dominantes e dominados, pela guerra e pela paz, por intelectuais, negros e brancos e principalmente pelas pessoas comuns, desde os tempos mais remotos. A história faz parte de nosso cotidiano e serve de alerta à condição humana de agente transformador do mundo. A História deve servir como instrumento de conscientização dos homens para que possam construir uma sociedade, um mundo melhor e uma sociedade mais justa. A ciência da história é puramente humana. A História procura analisar os processos históricos, os personagens e os fatos. Desta forma podemos compreender melhor um determinado período histórico, cultura ou civilização. Dentre os principais objetivos da História é investigar os mais diversos aspectos culturais de um determinado povo ou região, possibilitando o entendimento do processo de desenvolvimento. Entender o passado também é importante para a compreensão do pressente. Heródoto, historiador grego, é considerado o "pai da História". A ele são atribuídas as primeiras pesquisas sobre o passado do homem, tornando-se pioneiro no estudo da história. O historiador é um observador dos homens, incluindo a si mesmo. Ele observa os momentos e as situações que ele está inserido, analisa como o todo nas diversidades individuais e coletivas. TEXTO COMPLEMENTAR Ao se contar a história de uma vida, o mais sério desafio é trabalhar ao mesmo tempo com a cronologia linear, que parece ser “unidirecional”, e com o percurso da vida, que não é linear; pergunto-me sempre como trabalhar com o contínuo e o descontínuo, como pensar as diferentes temporalidades? Como conseguir “um relato impressionista (...) que se recusa a pôr ordem na desordem da vida”? É imprescindível deixar claro, ao terminar estas considerações teórico-metodológicas,
  2. 2. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 2 | P á g i n a Profº Jorge Marcos que a biografia que é vista hoje como de ponta não é aquela com “uma cronologia ordenada, uma personalidade coerente e estável, ações sem inércia e decisões sem incertezas”. (Vavy Pacheco Borges. GABRIELLE BRUNE –SIELER, UMA VIDA (1874 - 1940): Os desafios da biografia) 2. FONTES HISTÓRICAS Os homens sempre deixaram suas marcas por onde passavam, desde as pinturas nas cavernas até a criação de micro chip. São os documentos históricos. Os documentos são a principal fonte de informações para qualquer pesquisador, pois trazem relatos de situações cotidianas e especiais, que podem dar uma ideia aproximada de como era a vida dos povos antigos. Outras formas de desvendar a história são as mais diversas formas de expressão cultural como contos, lendas e fábulas. São as chamadas fontes orais, nas quais, muitas vezes, ocorre entrevistas com pessoas mais idosas, que tiveram acesso às informações, que passaram de geração a geração. Fazer, construir a história é buscar informações do passado, que possam ajudar a explicar aos povos atuais o que aconteceu, como era o cotidiano das pessoas, o que faziam, o que sabiam e no que acreditavam os povos do passado. TEXTO COMPLEMENTAR Desde o primeiro rabisco feito por nossos antepassados nas paredes das cavernas até a mais recente crônica de jornal, ironizando a atitude pré- histórica de alguns políticos, não faltam registros escritos para contar um pouco da realidade vivida em cada época pela humanidade. A simples existência desses relatos indica a importância da leitura nas aulas da disciplina. Navegar pela maior diversidade de fontes possível é importante (leia o quadro abaixo), mas não é tudo. O essencial é colaborar para que a turma possa analisar, questionar, confrontar e contextualizá-las, entendendo que as relações entre presente, passado e futuro vão além de uma mera sequência de fatos em ordem cronológica. Em poucas palavras, é preciso levar a moçada a pensar historicamente. http://revistaescola.abril.com.br/hist oria/pratica-pedagogica/leitura-critica-fontes- historicas-526597.shtml. Acessado em 28/02/2014) 3. TEMPO HISTÓRICO Tempo histórico é aquele que está relacionado às mudanças nas sociedades humanas. Revela e esclarece o processo pelo qual passou ou passa a realidade em estudo. O historiador deve construir um terceiro tempo, entre o tempo da Física, natural, e o tempo da Filosofia, da consciência. Este será o tempo histórico. Definimos um limite de tempo para estudar os seus acontecimentos característicos, levando em conta que, naquele momento escolhido, muitos seres humanos viveram, sonharam, trabalharam e agiram sobre a natureza e sobre as outras pessoas, de um jeito específico. O modo de medir e dividir o tempo varia de acordo com a crença, a cultura e os costumes de cada povo. O historiador precisa construir o tempo histórico para não reviver, mas compreender a experiência. O tempo histórico servirá de referência comum aos membros de um grupo. Em algumas civilizações, a ideia de que houve um início em que o mundo e o tempo se conceberam juntamente vem seguida pela terrível expectativa de que, algum dia, esses dois itens alcancem seu fim. Os historiadores não têm interesse pelo tempo cronológico, contado nos calendários, pois sua passagem não determina as mudanças e acontecimentos (os tais fatos históricos) que tanto chamam a atenção desse tipo de estudioso. A organização feita pela ciência histórica leva em consideração os eventos de curta e longa duração. Dessa forma, o historiador se utiliza das formas de se organizar a sociedade para dizer que um determinado tempo se diferencia do outro.
  3. 3. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 3 | P á g i n a Profº Jorge Marcos “O passado é definitivo, mas a história não é o passado. É o passado visto pelo presente. Este presente que amanhã será passado, obrigando a história a recomeçar, quando a história de hoje passar a ser também fato histórico. O historiador trabalha no seu tempo, e não na eternidade. A vida está presente e contagia seu pensamento e sua visão. (Eduardo D’Oliveira França). 4. MEMÓRIA A Memória, no sentido primeiro da expressão, é a presença do passado. A memória é uma construção psíquica e intelectual que acarreta de fato uma representação seletiva do passado, que nunca é somente aquela do indivíduo, mas de um indivíduo inserido num contexto familiar, social, nacional. Toda memória é “coletiva”. As memórias são construções dos grupos sociais. São os grupos sociais que determinam o que é “memorável” e as formas pelas quais será lembrado. Seu atributo mais imediato é garantir a continuidade do tempo e permitir resistir à alteridade, ao ‘tempo que muda’, as rupturas que são o destino de toda vida humana; em suma, ela constitui um elemento essencial da identidade, da percepção de si e dos outros”. Segundo Jacques Le Goff, a memória é a propriedade de conservar certas informações, propriedade que se refere a um conjunto de funções psíquicas que permite ao indivíduo atualizar impressões ou informações passadas, ou reinterpretadas como passadas. A memória está nos próprios alicerces da História, confundindo-se com o documento, com o monumento e com a oralidade. Uma distinção entre História e memória está no fato de a História trabalhar com o acontecimento colocado para e pela sociedade, enquanto para a memória o principal é a reação que o fato causa no indivíduo. A memória recupera o que está submerso, seja do indivíduo, seja do grupo, e a História trabalha com o que a sociedade trouxe a público. O historiador (e a história) tem a preocupação com a junção de fatos oficiais e documentos fragmentados, que organizados passam a enredar a história pela narrativa do historiador dando-lhe os contornos necessários. A memória difere da história, pois o personagem é o foco principal, é ele que dá voz a própria história, pois vivenciou os acontecimentos como personagem principal. A Memória histórica pode ser compreendida como a sucessão de acontecimentos marcantes na história de um país. O termo memória histórica seria uma tentativa de agrupar questões opostas. A memória pode ser representada pela vida pois é carregada por grupos vivos, a história se apresenta, por conseguinte, como uma representação problemática e incompleta do que não existe mais. LEITURA COMPLEMENTAR A UTILIDADE DA HISTÓRIA Quem disse que História é tão e somente o estudo do passado? Não demos a ela uma definição que nos induz a acreditar que a História nos tem pouca utilidade, ou nenhuma. Não a estudaríamos se ela não fosse útil. Certamente não perderíamos o nosso precioso tempo. Certo dia o filho perguntou ao seu pai para que serve a História. Sua resposta rendeu um livro. Para alguns ela serve como passa tempo; Para outros, para matar a curiosidade; Mas nunca diga que a História não serve para nada; ou então que quem vive de passado é museu. a utilidade da História é inegável, e vivemos como vivemos por causa do passado que tivemos. Nunca me esquecerei da data em que nasci, da minha infância, da adolescência, da juventude, das experiências que tive, dos objetivos alcançados e dos frustrados. O que eu sou hoje dependeu totalmente do que eu fui. E o meu passado me é útil na medida em que eu saberei dos acertos e dos erros que cometi e por isso não os cometerei mais. Terei condições de saber quem eu sou e porque eu sou como sou e, principalmente, saberei onde preciso mudar. Uma pessoa que esquece seu passado é alguém que está sujeita aos mesmos erros e não sabe a medida exata daquilo que ele precisa para atingir seus objetivos. O objetivo principal desse blog é ajudá-lo a entender o quanto que a história está tão presente no presente, que ela não apenas se confunde com o presente como se torna o presente. Aquele pai disse ao seu filho que a História é a ciência dos homens no tempo. Isso porque a história acompanha as transformações sofridas pelo homem através de suas gerações, ela então vence as barreiras da linha que divide o tempo em passado, presente e futuro. Se devemos dar a Cezar o que é de Cezar, então daremos também à História o grau de relevância que ela merece.(
  4. 4. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 4 | P á g i n a Profº Jorge Marcos http://ahistoriaeopresente.blogspot.com.br/2009/07/q uem-disse-que-historia-e-tao-e-somente.html, Acessado em 28/02/2014) 5. PATRIMÔNIO Podemos dividir o patrimônio de duas maneiras:  Material - são os aspectos mais concretos da vida humana, e que fornecem informações sobre as pessoas. Cultura material é o mesmo que objeto ou artefato.  Imaterial - é o conjunto de manifestações populares de um povo, transmitidos oral ou festualmente, recriados e modificados ao longo do tempo. 5.1.Patrimônio Histórico. Podemos definir Patrimônio Histórico como um conjunto de bens que contam a história de uma geração através de sua arquitetura, vestes, acessórios, mobílias, utensílios, armas, ferramentas, meios de transportes, obras de arte, documentos. O Patrimônio Histórico é fundamental, importante para que tenhamos uma compreensão da identidade histórica, para que os seus bens não se desarmonizem ou desequilibrem, e para manter vivos os usos e costumes populares de uma determinada sociedade. Um exemplo de patrimônio histórico é a Praça São Francisco, localizada no centro de São Cristóvão, antiga capital do estado, quarta cidade criada no Brasil (1590). http://osvaldofotoart.wordpress.com/galerias/paisage m-urbana/patrimonio-historico4/ 5.2. Patrimônio Cultural. Vamos definir aqui como sendo um conjunto de bens materiais e/ou imateriais, que contam a história de um povo através de seus costumes, comidas típicas, religiões, lendas, cantos, danças, linguagem superstições, rituais, festas. Uma das principais fontes de patrimônio cultural está nos sítios arqueológicos. Aqui em Sergipe mercê destaque o Sítio do Justino, Canindé do São Francisco. Através do patrimônio cultural é possível promover uma conscientização das pessoas, possibilitando as mesmas a aquisição de conhecimentos para a compreensão da história local, adequando-os à sua própria história. 5.3. Patrimônio Ambiental ou Natural. É a inter-relação do homem com seus semelhantes e tudo o que o envolve, como o meio ambiente, fauna, flora, ar, oceanos, manguezais, e tudo o que eles contêm. Esses elementos estão em contato com o homem, e acabam interagindo, e até mesmo interferindo no seu cotidiano. O Parque Nacional da Serra de Itabaiana é uma unidade de conservação, como Estação Ecológica, anterior a 2005. Sua proteção legal restringia-se a apenas 288,53 hectares. Pelo Decreto Presidencial de 15 de junho de 2005, a área foi ampliada para 7.966 hectares. É uma área de transição entre Mata Atlântica e Caatinga.
  5. 5. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 5 | P á g i n a Profº Jorge Marcos O Parque Nacional abriga uma grande biodiversidade - 16 espécies de répteis, 24 de anfíbios, uma de quelônio, 62 de mamíferos e 123 de aves. Destas, três são restritas à Mata Atlântica e uma endêmica da caatinga. LEITURA COMPLEMENTAR PATRIMÔNIOS NATURAIS E VALORES Compreender a constituição de Patrimônios Culturais Naturais – os monumentos da natureza, as paisagens notáveis, os sítios de beleza singular – como produto de um processo de valoração de aspectos da natureza, é a intenção que orientou as reflexões contidas neste trabalho. Patrimônio cultural, no caso específico, patrimônio natural, é uma condição a que um aspecto da natureza é alçado em dado momento, em decorrência de um valor que se dá a esse objeto. A Serra do Mar, designação corrente do extenso conjunto de montanhas do Maciço Atlântico que se estende pelo litoral brasileiro desde o Espírito Santo até o norte do Rio Grande do Sul, constitui-se num acidente geográfico notável no contexto do sul sudeste do Brasil. Paisagem notável, interpondo-se entre o litoral e o planalto, passou a ser vista, mais contemporaneamente, como recurso paisagístico a ser protegido, havendo nela parcelas expressivas da parte mais conservada da Floresta Atlântica. Constitui-se num patrimônio natural – pelas suas matas, pela sua fauna, pelos conjuntos históricos e pré-históricos que abriga-, sendo tombada na maioria dos estados em que se encontra. A Serra do Mar é, pois, patrimônio cultural dos brasileiros, constituindo-se num objeto com atributos especiais, que deve ser protegido de forma a ser legado para os pósteros. Encontrar elementos para a melhor compreensão teórica deste processo de valoração de um objeto da natureza, revestido de um ritual técnico no âmbito do aparelho de estado, é a preocupação principal deste trabalho. Pretende-se compreender as práticas de proteção ao patrimônio natural na região litorânea do Paraná, especialmente a respeito do tombamento da Serra do http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/co nteudo/conteudo.php?conteudo=266Mar. Acessado em 28/02/2014 6. CULTURA A palavra Cultura significa cultivar. Vem do latim colere. Entre os romanos tinha o sentido de agricultura, que se referia ao cultivo da terra para a produção. Para o senso comum, cultura tem um sentido de erudição, uma instrução vasta e variada adquirida por meio de diversos mecanismos, principalmente o estudo. De uma forma genérica, cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo homem não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade como membro dela que é. Assim, podemos definir cultura como o conjunto de atividades e modos de agir, costumes e instruções de um povo. É o meio pelo qual o homem se adapta às condições de existência e transforma sua realidade. Entre os iluministas franceses, a cultura caracteriza o estado do espírito cultivado pela instrução. “A cultura, para eles, é a soma dos saberes acumulados e transmitidos pela humanidade, considerada como totalidade, ao longo de sua história. A palavra também estava associada às ideias de progresso, de evolução, de educação e de razão. Cultura pode ser definida com um processo em permanente evolução, dinâmico, diverso e rico. É o desenvolvimento de um grupo social, uma nação, uma comunidade; ela é fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento de valores espirituais e materiais.
  6. 6. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 6 | P á g i n a Profº Jorge Marcos É o conjunto de fenômenos materiais (e imateriais) e ideológicos que caracterizam e marca um determinado grupo étnico ou uma nação como língua, costumes, rituais, culinária, vestuário e religião, estando em permanente processo de mudança. Cultura, em ciências sociais, pode ser definida como um conjunto de ideias, comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade. A cultura é definida como um sistema de signos e significados criados pelos grupos sociais. Na filosofia a cultura é o conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou o comportamento natural. É uma atitude de interpretação pessoal e coerente da realidade, destinada a posições suscetíveis de valor íntimo, argumentação e aperfeiçoamento. Na antropologia é compreendida como a totalidade dos padrões aprendidos e desenvolvidos pelo ser humano. É uma rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Em termos antropológicos, não falamos em Cultura, no singular, mas em culturas. Cultura é a maneira pela qual os humanos se humanizam por meio de práticas que criam a existência social, econômica, política, religiosa, intelectual e artística. Faz parte da cultura: a religião, a culinária, o vestuário, o mobiliário, as formas de habitação, os hábitos à mesa, as cerimônias, o modo de relacionar- se com os mais velhos e os mais jovens, com os animais e com a terra, os utensílios, as técnicas, as instituições sociais (como a família) e políticas (como o Estado), os costumes diante da morte, a guerra, o trabalho, as ciências, a Filosofia, as artes, os jogos, as festas, os tribunais, as relações amorosas, as diferenças sexuais e étnicas. As funções da cultura são:  satisfazer as necessidades humanas;  limitar normativamente essas necessidades;  implica em alguma forma de violação da condição natural do homem. Podemos definir alguns tipos de cultura:  cultura de elite – é a cultura dominante, hegemônica; considerada superior à do povo. A hegemonia econômica da elite ratifica sua hegemonia cultural e vice-versa. Para que sua cultura se sobressaia, deprecia a do povo. A elite denominou a cultura do povo de cultura popular.  cultura popular - a cultura popular tem suas raízes nas tradições, nos princípios, nos costumes, no modo de ser daquele povo. Ela não se esgota em si mesma. Quando se diz cultura popular, quer dizer que está no povo, mas não foi necessariamente produzida pelo povo; e, quando se diz cultura do povo, se quer dizer que é do povo e também foi produzida por ele. É confundida com a cultura de massa  Cultura de massa - é produto da indústria cultural; refere-se aspectos superficiais de lazer, gosto artístico e vestuário. A indústria cultural está sempre “fabricando” modas e gostos, a cultura de massa só é viável em razão da invenção da comunicação em massa. A cultura de massa é divulgada como a cultura dos alienados, dos “sem rosto”. 7. PROCESSO HISTÓRICO É representado por acontecimentos, cada fato é a sequência ou sucessão, do que já ocorreu. O processo histórico se transforma, deixa de ser equilibrado, com as mudanças qualitativas, é um período de transição
  7. 7. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 7 | P á g i n a Profº Jorge Marcos onde as transformações acontecem rapidamente, mudando o caráter. http://vejahistoria1.blogspot.com.br/2010_09_01_archive.htm l http://amparonews.spaceblog.com.br/52/ A História é um processo contínuo, não tem divisões. Porém, para se estudar a evolução da humanidade, é costume dividi-la em épocas ou idades. Esta divisão, meramente com a finalidade de facilitar os estudos da História, é feita buscando-se as características de determinados períodos e é usada, exatamente, para nos mostrar o significado da referida época. Vale ressaltar que a História segue seu curso permeado por ações humanas, legadas e interligadas em um tempo e, em cada espaço específico, ou seja, ela é um processo em construção paralela. Tradicionalmente dividimos o processo histórico em duas grandes fases: Pré-História e História. Esta divisão utiliza-se de critérios políticos e metodológicos Entende-se por Pré-História o período compreendido entre o aparecimento do homem, cerca de 4 milhões de anos a.C. até a invenção da escrita, que ocorreu por volta de 4.000 a.C. A característica marcante deste período é a dificuldade de fontes históricas escritas, que permitam a reconstituição dos humanos da época. A Pré-História compreende os períodos do Paleolítico (Selvageria) e do Neolítico (Barbárie), primeiros estágios da vida humana. A História, propriamente dita, começa com a invenção da escrita e dura até os dias atuais. Sua divisão reconhece 4 grandes fases:  Idade Antiga, com início na invenção da escrita e termina no século V d.C. Abrange o aparecimento das primeiras civilizações; o desenvolvimento de grandes impérios (egípcio, mesopotâmico, persa); a Grécia e Roma. Termina com a destruição do Império Romano, no ano 476 d.C.  Idade Média, (século V ao século XV). Seu início é determinado pela destruição do Império Romano do Ocidente. O termino é marcado pela tomada de Constantinopla pelo Império Turco Otomano 1453.  Idade Moderna, iniciou no século XV e terminou no século XVIII. Inicia-se com declínio do Feudalismo, queda do Império Bizantino. Seu final é marcado pela Revolução Francesa.  Idade Contemporânea, do século XVIII aos dias atuais. Começa com a Revolução Francesa até os dias atuais. 8. CIVILIZAÇÃO
  8. 8. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 8 | P á g i n a Profº Jorge Marcos http://www.historiadomundo.co m.br/egipcia/ http://shabestan.blogs.sapo.pt /9051.html http://catracalivre.com.br/geral/urbani dade/barato/brasilidade-retrato-de- uma-civilizacao-por-antonio-vargas- em-santos/ O vocábulo “civilização” deriva do latim civita (cidade) e civile (civil) o habitante da Civita. A palavra civilização surgiu como resultado da “cultura clássica” (greco-romana). Nestas civilizações, ser civilizado é viver conforme os padrões das polis (cidade) ou das cevitas. A civilização é um processo social em si, próprio dos grupamentos humanos que tendem sempre a evoluir com a variação das disponibilidades econômicas, principalmente alimentares e sua decorrente competição por estes com os grupamentos vizinhos. Civilização é o estágio de desenvolvimento cultural em que se encontra um determinado povo. A civilização é o estágio da cultura social e da civilidade de um agrupamento humano caracterizado pelo progresso social, científico, político, econômico e artístico. Civilização pode ser definida como uma sociedade humana que desenvolveu certo nível de cultura. Civilização é a fase de desenvolvimento com respeito à cultura de um povo. Etimologicamente, a expressão civilização significa ato ou efeito de civilizar, ou o processo de se tornar civilizado; a palavra civilizado se opõe a expressão bárbaro (selvagem), que os romanos, reservaram para indivíduos incapazes de assimilar os costumes da cíveis. O termo civilização passou a ser utilizado pelas Ciências Humanas, para indicar o desenvolvimento intelectual e cultural de um indivíduo ou de um povo por mais primitivo que seja. Uma civilização não se faz de repente, é o resultado de um processo longo e lento influenciado por fatores como recursos naturais, o clima, uma liderança firma, o acumulo de riquezas e poder, conhecimentos que sejam úteis ao povo; domínio militar e a qualidade de vida. 9. ORIGEM DO HOMEM Criacionismo Evolucionismo
  9. 9. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 9 | P á g i n a Profº Jorge Marcos Discutir a origem do homem não tarefa das mais fáceis. É muito delicada para alguns. Ela nos remete a um amplo debate, no qual filosofia, religião e ciência entram em cena e constroem diferentes concepções/caminhos sobre a existência da vida humana. É um dos maiores mistérios que sempre intrigaram o homem ao longo de sua história é a sua origem. 9.1.O CRIACIONISMO A explicação dada pelo criacionismo é base de crenças de três grandes religiões monoteístas do mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo. Segundo o Criacionismo, a origem do Universo, do planeta Terra e de todas as formas de vida através da criação de Deus. Na religião judaico-cristã, esta crença tem como base às explicações que fazem parte do livro de Gênesis (Velho Testamento da Bíblia Sagrada - “o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus”). Segundo a narrativa bíblica, o homem foi concebido depois que Deus criou céus e terra. O primeiro versículo da Bíblia já diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Também feito a partir do barro, o homem teria ganhado vida quando Deus assoprou o fôlego da vida em suas narinas. Outras religiões contemporâneas e antigas formulam outras explicações, sendo que algumas chegam a ter pontos de explicação bastante semelhantes. Sendo um tema polêmico e inacabado, a origem do homem ainda será uma delicada questão capaz de se desdobrar em outros debates. Dessa forma, cabe a cada um julgar e adotar, por meio de critérios pessoais, a corrente explicativa que lhe parece mais plausível. Vale aqui um lembrete: é preciso dissociar o criacionismo com o cristianismo, pois a teoria criacionista prega que todas as coisas foram criadas substancialmente por um Criador onipotente, não sendo, necessariamente, o Deus dos cristãos. (Ver mais em http://www.historiadetudo.com/criacionismo- evolucionismo.html) 9.2.TEORIA EVOLUTIVA A teoria evolucionista é fruto de um conjunto de pesquisas iniciadas pelo legado deixado pelo cientista inglês Charles Robert Darwin, mas ainda em desenvolvimento. O que Charles Darwin procurou fazer foi estabelecer um estudo comparativo entre espécies aparentadas que viviam em diferentes regiões. Diante disto ele percebeu a existência de semelhanças entre os animais vivos e em extinção. Ele então concluiu que as características biológicas (genética) dos seres vivos passam por um lento e dinâmico processo onde diversos fatores de ordem natural seriam responsáveis por modificar os organismos vivos. Ele levantou a ideia de que os organismos vivos estão em constante concorrência e, a partir dela, somente os seres melhores preparados às condições ambientais impostas poderiam sobreviver. Em sua obra, A Origem das Espécies, ele sugere que o homem e o macaco, devido suas semelhanças biológicas, teriam um mesmo ascendente em comum. Darwin nunca afirmou que o homem é descendente do macaco, mas, teriam uma mesma ascendência a partir da qual as duas espécies se desenvolveram. (Ver mais em http://historiageralcomgd.blogspot.com.br/2009/07/te orias-evolucionistas-e-criacionistas.html). 9.3.A QUESTÃO DA ARQUEOLOGIA
  10. 10. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 10 | P á g i n a Profº Jorge Marcos De uma forma geral, afirmamos que entre homens (hominidae) e os grandes macacos (pongidae) há um tronco comum. Em um determinado momento da evolução, os dois grupos se separaram e cada um apresentou sua evolução própria. Os grandes macacos (pongidae) apresentaram a forma do gorila, chimpanzé e orangotango e os homens (hominidae ou hominídeos), a forma do atual homo sapiens. Segundo os atuais achados arqueológicos, podemos fazer a seguinte classificação dos hominídeos:  Australopithecus - Trata-se do mais antigo hominídeo que se conhece. Foi encontrado na África do Sul e viveu entre 1 milhão e 600.000 a.c.. Era bípede e postura mais ereta;  Homo Habilis - Viveu há cerca de 2,5 milhões de anos e contemporâneo do australopitecos. Esta incluiu carne em sua alimentação, o que provocou mudanças em sua arcada dentária;  Homo Erectus - Viveu entre 500.000 e 200.000 a.c. Possuía maxilares maciços e dentes grandes, cérebro maior que o tipo anterior e membros mais bem adaptados à postura ereta.  Homo Neanderthalensis - Encontrado em Neanderthal (Alemanha). Deve ter existido entre 120.000 e 50.000 a.c. Este hominídeo possuía capacidade craniana elevada e já vivia em cavernas e deixou inúmeros traços de sua existência.  O Cro-Magnon - Com o homem de Cro- Magnon atinge-se o Homo Sapiens. Chegamos a este estágio por volta de 40.000 a.c., possuía altura acentuada, membros retos e peito amplo, como também, a maior capacidade craniana encontrada até então, o que provou através da arte, da magia e da vida social. EXERCICIOS 1) Leia o texto abaixo depois responda às perguntas: Os idosos Envelhecer é uma grande vitória. Significa estar vivendo há muito tempo, já ter passado por várias experiências e testemunhado inúmeros acontecimentos. Conviver com os idosos é um privilégio, pois temos a possibilidade de partilhar toda essa memória, esse conhecimento acumulado sobre o mundo. Para a história, os idosos significam uma oportunidade única para recuperar informações sobre o passado. Mais do que isso, é a chance de preservar testemunhos e experiências de sujeitos que, em sua memória, nunca tiveram a oportunidade de registrar seu modo de vida, sua história. Ao trabalhar com o relato de pessoas idosas, o historiador estará utilizando uma fonte: [a] Oral [b] Textual [c] Visual [d] Mídia interativa [e] Arqueológica 2) A relação entre os fatos e as estruturas não apresenta uma das características abaixo: [a] Os fatos são uma manifestação exterior das estruturas. [b] A partir dos fatos, somos capazes de penetrar nas estruturas. [c] Somente compreendemos a História quando captamos a estrutura dos sistemas. [d] A partir da compreensão da estrutura, temos uma perfeita inteligibilidade dos fatos. [e] É a compreensão dos fatos que nos dá a real compreensão do processo histórico. 3) Quando um historiador se debruça sobre a História, qual o conceito que se torna
  11. 11. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 11 | P á g i n a Profº Jorge Marcos fundamental para compreender os momentos vitais do processo histórico? a) Sistema b) Estrutura c) Subsistema d) Transição e) Processo 4) (UnB) Pode-se dizer em relação à História que: 1. (V) – (F) Hoje, ela está voltada preferencialmente para o estudo dos grandes fatos políticos, com destaque para a biografia dos governantes. 2. (V) – (F) Tendo em vista sua atual opção por compreender globalmente a sociedade, a História não mais se preocupa com a investigação dos eventos. 3. (V) – (F) Ao contrário do que ocorreu no século passado, hoje a História busca um caminho próprio, desvinculado das demais ciências sociais. 4. (V) – (F) A chamada História Nova recusa-se a admitir a História como ciência do passado e a "reduzir o presente a um passado incoativo". 5. (V) – (F) O estudo das fontes e a crítica dos documentos são partes fundamentais do processo de produção historiográfica. 5) (OSEC) "Se o conhecimento da História nos apresenta uma importância prática, é porque nela aprendemos conhecer os homens que, em condições diferentes e com meios diferentes, no mais das vezes inaplicáveis à nossa época, lutaram por valores e ideais análogos, idênticos ou opostos aos que possuímos hoje; o que nos dá consciência de fazer parte de um todo que nos transcende, a que no presente damos continuidade e que os homens vindos depois de nós continuarão no porvir. A consciência histórica existe apenas para uma atitude que ultrapassa o eu individualista; ela é precisamente um dos principais meios para realizar essa superação." Lucien Goldman De acordo com o texto, podemos afirmar que: [a] a História é importante porque fornece à atualidade os meios de resolver seus problemas; [b] o estudo da História mostra a universalidade e a identidade dos valores e ideais humanos; [c] tem consciência o homem que conhece os fatos históricos de sua época; [d] a consciência histórica existe na medida em que o homem é capaz de se reconhecer no processo histórico; [e] a importância prática da História se relaciona com o estudo e o conhecimento do presente. 6) Na reconstrução do processo social: [a] o historiador deve limitar-se a transcrever os documentos, submetendo-os à crítica da veracidade; [b] compete ao pesquisador selecionar nos documentos, mediante técnicas específicas, os fatos históricos mais importantes; [c] a elaboração de conceitos constitui uma etapa no processo de apreensão do real; [d] a formulação da hipótese de trabalho deve anteceder qualquer contato com a realidade a ser estudada; INSTRUÇÃO: Com base no texto abaixo, responda as questões 07 a 09, marcando E para as frases erradas e C para as frases certas. “Pode-se dizer que a "nova" História Econômica apresenta três aspectos. Na sua forma mais simples, pouco mais é do que a classificação e processamento do material primário e secundário existente. Mais sofisticados são os projetos que impõem "a reconstrução de medidas que podiam ter existido no passado mas que não existem mais", muitas vezes com a ajuda da Teoria Econômica e da Estatística. Em terceiro lugar, e mais ambicioso, temos o emprego do conceito contrafactual condicional, começando com a premissa de que só podemos compreender o significado daquilo que aconteceu se o compararmos com aquilo que poderia ter acontecido, continuando com a quantificação "daquilo que poderia ter acontecido". (A Nova História Econômica, ou História Contrafactual, E. H. Hunt) 7) (C) – (E) A História Econômica visa em segunda instância reconstruir as medidas existentes no passado. 8) (C) – (E) Num terceiro momento, a História Econômica visa à compreensão do passado através de uma análise por absurdo, supondo condições que não ocorreram para analisar as que efetivamente aconteceram. 9) (C) – (E) De uma maneira geral, a História Econômica tem por objetivo a apreensão do processo histórico nos seus momentos cruciais, isto é, nos momentos de transição.
  12. 12. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 12 | P á g i n a Profº Jorge Marcos 10) Assinale as afirmações corretas: Os principais conceitos a serem dominados pelo historiador ou estudioso da História, a fim de poder compreendê-la com maior profundidade, são os seguintes: 1. (V) – (F) Por processo histórico entende-se a sequência dos principais sistemas ocorridos na História, desde a Antiguidade até a atualidade. 2. (V) – (F) Pela ordem, os principais sistemas ocorridos na História foram: sistema primitivo, asiático, escravista, feudal, capitalista e socialista. 3. (V) – (F) O sistema é constituído por um conjunto de partes que estão integralmente relacionadas, tais como economia, sociedade, política, religião e cultura. 4. (V) – (F) A cada uma das partes de um sistema costumamos dar o nome de subsistema; e é exatamente a somatória dessas partes que constitui um sistema. 5. (V) – (F) A estreita relação existente entre as partes de um sistema e que dá mais profunda compreensão da História constitui a estrutura de um sistema. 6. (V) – (F) Quando da passagem de um sistema para outro, rompe-se a estrutura do sistema, quebra-se sua estabilidade, ocorrendo então uma transição, momento privilegiado porque revela a realidade histórica em sua profundidade. 11) "Do ponto de vista da ação sobre o pensamento científico, as diferentes perspectivas e ideologias não se situam no mesmo plano. Certos juízos de valor permitem maior compreensão da realidade do que outros." Com esta afirmação, Lucien Goldman: a) nega o fenômeno da determinação social do conhecimento; b) admite que todo conhecimento e, em última instância, subjetivo; c) propõe que a compreensão da realidade fundamenta, de maneira lógica, a validade de todos os juízos de valor; d) reconhece, implicitamente, a possibilidade de escolha entre métodos com diferentes alcances na abordagem do real; GABARITO 1. A 2. E 3. D 4. EEECC 5. D 6. C 7. C 8. C 9. E 10. VVVVVV 11. D QUESTÕES PROPOSTAS 1) Assinale V para as alternativas verdadeiras e V para as alternativas falsas: 1. ( V ) – ( F ) O estudo da história fundamenta-se apenas no passado descartando qualquer análise do presente. 2. ( V ) – ( F ) Uma avaliação criteriosa do passado pode ser muito importante para tentar resolver problemas presentes como a fome, a violência, as guerras dentre outros. 3. ( V ) – ( F ) A maioria das sociedades antigas por não terem domínio da escrita deixaram poucas informações sobre seu passado o que nos impede de conhecermos melhor nossos antepassados. 4. ( V ) – ( F ) Os fatos históricos só têm validade se puderem ser comprovados, assim pessoas de baixa renda que não possuem documentos nem objetos de valor ficam de fora de todo processo histórico. 5. ( V ) – ( F ) Analisar o passado comparando com o presente, observando as permanências e rupturas é o grande desafio do historiador que com um trabalho minuciosa tenta desvendar informações sobre tempos passados. 6. ( V ) – ( F ) História é uma ciência humana que estuda o desenvolvimento do homem no tempo. A História analisa os processos históricos, personagens e fatos para poder compreender um determinado período histórico, cultura ou civilização. 2) Sobre as fontes históricas, assinale V para as alternativas verdadeiras e V para as alternativas falsas:
  13. 13. HISTÓRIA GERAL 1 – CONCEITOS E TEORIAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS – HISTÓRIA – TEXTOS & QUESTÕES 13 | P á g i n a Profº Jorge Marcos 1. ( V ) – ( F ) O estudo da História conta com um conjunto grande de fontes para serem analisadas pelo historiador. Estas podem ser: livros, roupas, imagens, objetos materiais, registros orais, documentos, moedas, jornais, gravações, etc. 2. ( V ) – ( F ) Os historiadores e arqueólogos analisam fontes materiais (ossos, ferramentas, vasos de cerâmica, objetos de pedra e fósseis) e artísticas (arte rupestre, esculturas, adornos) buscando uma análise detalhada de tempos passados. 3. ( V ) – ( F ) Qualquer objeto antigo é aceito como uma fonte confiável e assim ajudar na interpretação do passado histórico. 4. ( V ) – ( F ) As fontes históricas são vestígios do passado e auxiliam o historiador em sua pesquisa de interpretação do passado histórico. QUESTÕES DISCUSSIVAS 3) A História não passa de uma área de conhecimento preocupada em estudar o passado? Justifique a sua resposta. 4) Os fatos históricos só podem ser reconhecidos nas ações dos grandes acontecimentos e personagens? Justifique a sua resposta através de um exemplo. 5) Estabeleça a diferença existente entre o tempo cronológico e o tempo histórico. 6) Aponte a divisão do tempo histórico usualmente utilizada pelos historiadores e demais estudantes dessa área do conhecimento. GABARITO DAS QUESTÕES PROPOSTAS 1. FVFFVV 2. VVFV 3. Não. Apesar de trabalhar com dados que se encontram no tempo passado, a ciência histórica é uma importante ferramenta para que possamos repensar a situação presente do homem. Sempre que nós voltamos àquilo que já foi feito, procuramos informações e desdobramentos daquele ato em nosso tempo presente. De tal forma, tem grande importância na reflexão das experiências vividas e na obtenção de respostas que possam reorientar nossas ações e comportamentos. 4. Não. A realização dos fatos históricos podem acontecer pela ação de pessoas completamente desconhecidas ou por coletividades. Em um processo eleitoral, por exemplo, várias pessoas determinam a escolha de um governante através de uma ação individual. Dessa forma, vemos que elas participam de um importante fato político sem que para isso, tenham que ser reconhecidas ou responsáveis por uma ação de grande impacto. 5. O tempo cronológico trabalha com unidades de tempo constantes que buscam um padrão válido para um grande número de pessoas. Dessa forma, ao falarmos do tempo cronológico, fazemos referência aos minutos, horas, dias, meses, anos... Já o tempo histórico tem uma forma de organização dinâmica, que varia de acordo com as transformações mais significativas para uma sociedade. Nesse caso, vemos que cada povo tem autonomia para estabelecer a divisão do seu tempo histórico. 6. Os historiadores costumam dividir o tempo histórico da seguinte forma: Pré-História, que vai do surgimento dos primeiros hominídeos (4 milhões de anos atrás) até a invenção da escrita (4000 a.C.); Idade Antiga, que vai de 4000 a.C. até o século V d.C.; Idade Média, compreendida entre os séculos V e XV; a Idade Moderna, que fica entre os séculos XV e XVIII; e a Idade Contemporânea, que vai dos fins do século XVIII até os dias atuais.

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