Dificuldades de Aprendizagem, Luto e Contemporaneidade. Psicóloga e Pedagoga: Nara Jaqueline Gallon Psicóloga: Giovana Gua...
Questões para reflexão: <ul><li>O que é Luto? </li></ul><ul><li>Qual a possível relação entre luto e transtornos e dificul...
Luto: <ul><li>O trabalho como Luto, é obviamente desafiador. Primeiro porque nos coloca, na prática clínica, no lugar de q...
Fazem parte dos sintomas envolvidos no luto, algumas queixas somáticas, tais como: <ul><li>Dores no peito; </li></ul><ul><...
Essas queixas, recebem em resposta do social, exigências tais como: <ul><li>Recuperação instantânea do humor; </li></ul><u...
<ul><li>Fridman, 1999: o mundo de “simulacro” que dispensa a experiência vivida e, no qual a alienação do sujeito desloca-...
<ul><li>Birman, 2000 coloca que o sujeito da cultura do espetáculo encara o outro apenas como um objeto para seu usufruto....
<ul><li>O homem contemporâneo renega a morte – utiliza-se do mecanismo de defesa da  renegação  – qual seja o descrito por...
<ul><li>Para Lipovetsky, 2005, a sociedade hipermoderna é um lugar complexo, dado ao supérfluo, a imagem, ao uso do poder ...
<ul><li>É difícil pensar no lugar do sujeito em processo de luto, já que ele não pode cumprir o papel de gozo para o outro...
O Processo de Luto: <ul><li>Para Freud (1915/1917), em Luto e Melancolia, o luto envolve graves afastamentos daquilo que c...
<ul><li>O trabalho de luto implica um remanejamento complexo de objeto: </li></ul><ul><li>Aí estão em ação processos de tr...
<ul><li>O luto é uma ferida à sua potência, é um fracasso. É o defrontar-se, muitas vezes, com a culpa e, com a sua própri...
<ul><li>Embora as perdas sejam inerentes a vida de qualquer sujeito, a maneira de lidar com elas não o é. Cada um lida com...
<ul><li>Perder o objeto amoroso é cair no desamparo e reviver experiências infantis traumáticas de castração (perda da mãe...
DIFICULDADES E DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM  <ul><li>Os termos dificuldades e distúrbios de aprendizagem têm gerado muitas co...
CID – 10: organizado pela Organização Mundial de Saúde - OMS/1992 <ul><li>...&quot;grupos de transtornos manifestados por ...
DSM – IV: organizado pela Associação Psiquiátrica Americana/1995   <ul><li>“ Os transtornos de aprendizagem são diagnostic...
Três tipos de transtornos:  <ul><li>Da leitura (dislexia) </li></ul><ul><li>Da escrita (disgrafia e disortografia) e  </li...
Requisitos para o diagnóstico de transtorno: <ul><li>- Ausência de comprometimento intelectual, neurológico evidente ou se...
<ul><li>Castaño (2003), diz que o termo dificuldade de aprendizagem pode ser caracterizado por alterações no processo de d...
<ul><li>Fonseca (1995) diz que  a criança com dificuldade de aprendizagem não deve ser “classificada” como deficiente. Tra...
<ul><li>Soares (2005) refere que, exigir de todos os alunos a mesma atuação, é um caminho improdutivo; cada um é diferente...
<ul><li>França (1996) faz a seguinte distinção entre os termos dificuldade e distúrbios de aprendizagem. </li></ul><ul><li...
<ul><li>O termo “distúrbio” está vinculado ao aluno que sugere a existência de comprometimento neurológico em funções cort...
<ul><li>De acordo com Ciasca, o distúrbio de aprendizagem é considerado como: </li></ul><ul><li>Sendo uma disfunção do SNC...
<ul><li>MUITO  </li></ul><ul><li>OBRIGADA! </li></ul>
<ul><li>REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS: </li></ul><ul><li>ARIÉS, P.  O homem perante a morte I e II.  Lisboa: Publicações Euro...
<ul><li>FREUD, S. (1915/1917)  – Luto e Melancolia –  In: Edição standard das Obras Completas de Sigmund Freud. – Vol.14, ...
<ul><li>SOARES, D. C. R. O Cérebro X Aprendizagem. 2005. Disponível em: . Acessado em: 28 out. 2005 </li></ul><ul><li>FONS...
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Luto e a dificuldade de aprendizagem

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Luto e a dificuldade de aprendizagem

  1. 1. Dificuldades de Aprendizagem, Luto e Contemporaneidade. Psicóloga e Pedagoga: Nara Jaqueline Gallon Psicóloga: Giovana Guadalupe.
  2. 2. Questões para reflexão: <ul><li>O que é Luto? </li></ul><ul><li>Qual a possível relação entre luto e transtornos e dificuldades de aprendizagem? </li></ul>
  3. 3. Luto: <ul><li>O trabalho como Luto, é obviamente desafiador. Primeiro porque nos coloca, na prática clínica, no lugar de quem “suporta a dor” do outro e a acolhe (permite que aconteça). Segundo porque mexe com as nossas reservas, sobre o que e como pensamos a morte. E, terceiro porque nos faz encarar o quanto esse tema não tem lugar no social ficando o enlutado vivendo um duplo desamparo. </li></ul>
  4. 4. Fazem parte dos sintomas envolvidos no luto, algumas queixas somáticas, tais como: <ul><li>Dores no peito; </li></ul><ul><li>Sensação de morte eminente; </li></ul><ul><li>Hipertensão; </li></ul><ul><li>Insônia </li></ul><ul><li>Falta de apetite; </li></ul><ul><li>Isolamento social; </li></ul><ul><li>“ Esquecimentos”. </li></ul>
  5. 5. Essas queixas, recebem em resposta do social, exigências tais como: <ul><li>Recuperação instantânea do humor; </li></ul><ul><li>Volta imediata à atividades laborais e/ou sócio-culturais; </li></ul><ul><li>Disponibilidade afetiva; </li></ul><ul><li>Esse ultimato demonstra a não autorização do processo de luto no contemporâneo. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Fridman, 1999: o mundo de “simulacro” que dispensa a experiência vivida e, no qual a alienação do sujeito desloca-se para a sua fragmentação e, as psicopatologias do ego de tempos burgueses industriais dão lugar a distúrbios mentais associados a autodestruição, as drogas e a esquizofrenia. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Birman, 2000 coloca que o sujeito da cultura do espetáculo encara o outro apenas como um objeto para seu usufruto. O outro lhe serve apenas como instrumento para o incremento grotesco da auto-imagem, podendo ser eliminado como um dejeto quando não mais servir para essa função abjeta. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>O homem contemporâneo renega a morte – utiliza-se do mecanismo de defesa da renegação – qual seja o descrito por Freud: </li></ul><ul><li>Trata-se de uma forma particular de cisão e de negação; nela, retemos o conhecimento intelectual da realidade, mas, destituímos de significação emocional. </li></ul><ul><li>Fédida, 2002, traz a idéia de que a sociedades contemporâneas se apóiam no espírito empreendedor e de iniciativa, fortalecendo os ideais de adaptação rápida, de responsabilidade e de sucesso na inovação. Além do mais, vivemos numa sociedade que age de forma a identificar subjetividade à individualidade. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Para Lipovetsky, 2005, a sociedade hipermoderna é um lugar complexo, dado ao supérfluo, a imagem, ao uso do poder bélico, “desterritorializante”. Esse autor reforça a idéia de que a competição e a busca pela eficiência paralisam os sujeitos nas suas capacidades mais essenciais: Reflexão, auto-cuidado, investimento nos sujeitos amados. É um controle fluído, como se tivéssemos um grande observador a nos mandar produzir mais, em menos tempo e com mais eficiência. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>É difícil pensar no lugar do sujeito em processo de luto, já que ele não pode cumprir o papel de gozo para o outro e, indubitavelmente estaria precisando desse outro incapacitado de descentrar-se. </li></ul>
  11. 11. O Processo de Luto: <ul><li>Para Freud (1915/1917), em Luto e Melancolia, o luto envolve graves afastamentos daquilo que constitui a atitude normal para com a vida. Contudo, jamais ocorre considerá-lo como sendo uma condição patológica e submetê-lo a tratamento médico. </li></ul><ul><li>O Luto encerra um estado de espírito penoso, a perda de interesse pelo mundo externo – na medida em que este não evoca esse alguém - , a perda da capacidade de adotar um novo objeto de amor (o que significaria substituí-lo) e o afastamento de toda e qualquer atividade que não esteja ligada a pensamentos sobre ele. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>O trabalho de luto implica um remanejamento complexo de objeto: </li></ul><ul><li>Aí estão em ação processos de tradução, de teorização e de temporalização. Espera-se no luto uma manifestação depressiva, uma afetação, um conflito. O luto é um olhar para o que “não se entende”, produz uma instabilidade, uma ruptura. </li></ul><ul><li>Deixa-nos frente a perguntas:O que é isso? O que aconteceu comigo? Coloca-nos onde o “sentido” não está dado e, traz um enorme desassossego. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>O luto é uma ferida à sua potência, é um fracasso. É o defrontar-se, muitas vezes, com a culpa e, com a sua própria morte, finitude, impotência. Ao mesmo tempo podemos pensar que quem consegue sustentar este estado depressivo (sendo capaz de conviver com a depressividade) não se tornará um deprimido, tendo neste período de inquietação, de raiva, de dor, de dúvida, um território de possibilidades para outras significações. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Embora as perdas sejam inerentes a vida de qualquer sujeito, a maneira de lidar com elas não o é. Cada um lida com esses processos de maneira muito peculiar, de acordo com a sua história de vida e de como foram elaboradas as perdas desde o seu nascimento. Bem como, a partir de como as condições do social permitirão fazê-lo. Para Parkes, 1998, desde as primeiras conversas com o enlutado, mesmo dentro do grupo familiar,se faz necessário que este não reforce a imagem do “enlutado bem sucedido” muitas vezes descrita e desejada pelo social. Deve-se encorajar o enlutado a aceitar a depressividade em vez de evitá-la. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Perder o objeto amoroso é cair no desamparo e reviver experiências infantis traumáticas de castração (perda da mãe como objeto no desmame (pré-édipo) a seguir o de castração dos órgãos genitais e de perda de amor do objeto (Édipo, fase fálica), bem como sobreviver a perda dependerá do quanto qualitativamente nos saímos bem da castração como elemento organizador e estruturante que permite tais experiências serem incorporadas. </li></ul>
  16. 16. DIFICULDADES E DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM <ul><li>Os termos dificuldades e distúrbios de aprendizagem têm gerado muitas controvérsias entre os profissionais, tanto da área da educação quanto da saúde. </li></ul><ul><li>Entretanto, é necessário uma adequação nestas terminologias a fim de possibilitar uma homogeneização quando estes casos são discutidos pelos profissionais das áreas afins. </li></ul>
  17. 17. CID – 10: organizado pela Organização Mundial de Saúde - OMS/1992 <ul><li>...&quot;grupos de transtornos manifestados por comprometimentos específicos e significativos no aprendizado de habilidades escolares. Estes comprometimentos no aprendizado não são resultados diretos de outros transtornos (tais como retardo mental, déficits neurológicos grosseiros, problemas visuais ou auditivos não corrigidos ou perturbações emocionais) embora eles possam ocorrer simultaneamente em tais condições&quot;... </li></ul>
  18. 18. DSM – IV: organizado pela Associação Psiquiátrica Americana/1995 <ul><li>“ Os transtornos de aprendizagem são diagnosticados quando os resultados do indivíduo em testes padronizados e individualmente administrados de leitura, matemática ou expressão escrita estão substancialmente abaixo do esperado para sua idade, escolarização ou nível de inteligência...Os transtornos de aprendizagem podem persistir até a idade adulta”. </li></ul>
  19. 19. Três tipos de transtornos: <ul><li>Da leitura (dislexia) </li></ul><ul><li>Da escrita (disgrafia e disortografia) e </li></ul><ul><li>Das habilidades matemáticas (discalculia). </li></ul>
  20. 20. Requisitos para o diagnóstico de transtorno: <ul><li>- Ausência de comprometimento intelectual, neurológico evidente ou sensorial; </li></ul><ul><li>- Adequadas condições de escolarização; </li></ul><ul><li>- Início situado obrigatoriamente na primeira ou segunda infância. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Castaño (2003), diz que o termo dificuldade de aprendizagem pode ser caracterizado por alterações no processo de desenvolvimento do aprendizado da leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático, podendo estar associadas ou não a comprometimentos da linguagem oral. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Fonseca (1995) diz que a criança com dificuldade de aprendizagem não deve ser “classificada” como deficiente. Trata-se de uma criança normal que aprende de uma forma diferente, a qual apresenta uma discrepância entre o potencial atual e o potencial esperado. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Soares (2005) refere que, exigir de todos os alunos a mesma atuação, é um caminho improdutivo; cada um é diferente, com o seu próprio tempo lógico e psicológico, e cada um tem uma maneira específica de lidar com o conhecimento. Respeitar essa “veia”, este ritmo para o ato de aprender é preservar o cérebro de uma possível sobrecarga que contribuiria para uma desintegração total do processo ensino- aprendizagem. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>França (1996) faz a seguinte distinção entre os termos dificuldade e distúrbios de aprendizagem. </li></ul><ul><li>O termo “dificuldade” está relacionado a problemas de ordem pedagógica e/ou sócio-culturais, logo, o problema não está centrado apenas no aluno, sendo que essa visão é mais freqüentemente utilizada em uma perspectiva preventiva </li></ul>
  25. 25. <ul><li>O termo “distúrbio” está vinculado ao aluno que sugere a existência de comprometimento neurológico em funções corticais específicas, sendo mais utilizado pela perspectiva clínica ou remediativa. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>De acordo com Ciasca, o distúrbio de aprendizagem é considerado como: </li></ul><ul><li>Sendo uma disfunção do SNC, relacionada a uma falha no processo de aquisição ou do desenvolvimento, tendo, portanto, caráter funcional: diferentemente de dificuldade escolar – DE – que está relacionada especificamente a um problema de origem e ordem pedagógica. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>MUITO </li></ul><ul><li>OBRIGADA! </li></ul>
  28. 28. <ul><li>REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS: </li></ul><ul><li>ARIÉS, P. O homem perante a morte I e II. Lisboa: Publicações Europa-América, 1977. </li></ul><ul><li>BARROS, R.D.B. - Grupo e Produção - In: Saúde e Loucura - Grupos e Coletivos - número 04, pags. 145 a 154, São Paulo, Hucitec, 1993. </li></ul><ul><li>BAUMAN, Zygmunt. Vidas Desperdiçadas. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2005. </li></ul><ul><li>BIRMAN, J. Mal-estar na atualidade . Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 2000. </li></ul><ul><li>BROMBERG, Maria Helena P. F. Vida e Morte: Laços da Existência. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1996. </li></ul><ul><li>FÉDIDA, Pierre. Dos benefícios da depressão: elogio da psicoterapia. São Paulo: Escuta, 2002. </li></ul><ul><li>FERNANDES, Heloisa R. (org). Tempo de Desejo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1989. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>FREUD, S. (1915/1917) – Luto e Melancolia – In: Edição standard das Obras Completas de Sigmund Freud. – Vol.14, Rio de Janeiro, Imago – (1974). </li></ul><ul><li>FREUD, S. (1923) - O Ego e o Id - In: Edição standard das Obras Completas de Sigmund Freud. – Vol.19, Rio de Janeiro, Imago – (1974). </li></ul><ul><li>LIPOVETSKY, Giles. Os tempos hipermodernos. São Paulo: Editora Barcarolla, 2005. </li></ul><ul><li>MEZAN, Renato. O Mal-estar, Freud e a Modernidade. Revista Veja. São Paulo: Ed. Abril. 27 de dezembro de 2000, pgs. 208-210. </li></ul><ul><li>OLIVEIRA, Tereza Marques de. O psicanalista diante da morte: intervenção psicoterapêutica na preparação para a morte e elaboração do luto. São Paulo: Editora Mackenzie, 2001. </li></ul><ul><li>SADER, Emir (org.). 7 pecados do capital. Rio de Janeiro: Record, 2000 . </li></ul><ul><li>DSM – IV – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. </li></ul><ul><li>Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID – 10: Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. </li></ul><ul><li>CIASCA, S. M. Distúrbios de Aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>SOARES, D. C. R. O Cérebro X Aprendizagem. 2005. Disponível em: . Acessado em: 28 out. 2005 </li></ul><ul><li>FONSECA, V. da. Introdução Às Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre, Artes Médicas: 1995. </li></ul>

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