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O Assassínio que Salazar Abafou - Fernando Dacosta

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Reportagem intitulada "O Assassínio que Salazar Abafou", sobre o assassinato em Cascais de Carlos Burnay, da autoria de Fernando Dacosta. Publicado na Revista Visão em 20 de Novembro de 1997.

Published in: News & Politics
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O Assassínio que Salazar Abafou - Fernando Dacosta

  1. 1. Lsrrciii o AssAi QUE s ~ L ABAFOU Orgias e escândalos sexuais ameaçavam . I o › os bons costumes da ditadura salazañsta. - 3'* Um jovem aristocrata apareceu morto ' * no seu paJacete de Cascais, depois dc uma festa mundana. Salazar mandou arquivar o processo e a policia afirmou tratarlse de «suicídio». Passados 45 anos, a Vl SAO ouviu um então inspector da P] e um advogado que inter-vieram no caso, conta a história e conclui - foi crime FERNANDO DACOSTA Na manhã de 9 de . Vlurco de 1952 co mcçaram a circular em Lisboa non'- cias sobre um crime de morte ocorrido nu véspera num palaccte dc (Íascais. durante uma festa tumultuosa. Orgias. violações. n-spancamcmos. envios contra a natureza, consumo de drogas, destruição dc Imobiliário. missas negras. esotcrismos. eram-lhe associados. cnvul- vendo altas ñgurzxs da sociedade. das artes, do espectáculo. da finança, da política. Com o picante pcnnilido pela Ccnsu- m. a imprensa dcscrcvia ao aparecímcw to do corpo dc Carlos Bumay, morto com dois tiros. nn leito de um quarto, de pija- ma c tronco nu, coberto com as roupas da cama até ao peito». Declarações da policia pormcnorizavam: uCcrca dc 40 indivíduos. incluindo sete mulheres. compromctcram-sc com actos indccoro sos. quer cm abuso de libações c dc cos~ tumes quer em estranhas dcvaslaçõL-s na M . A . . - rrrfL' v' 'a 'sr Recorie ao Dário de Nations relatando os acontecimentos ~ ue cascas. i Arns ñguras co regime mundaram. em penso. _ Salazar com telefonemas 1 vhiu : n dc iusclnbnl 4.- mu'
  2. 2. vivenda undc cnconlruvum. A5 nntícius n02 jamais c ns rclziu» nos culta CXCÍÍLlRIIII. mpidamicntc. o Pais v- País pudico c moralista. bishilholL-iru c pcnrr su. cheio de chapéus prums u umiismom ruws SÍRÓG DC AMIZADE Os ingrcdicnlcs du caso rcvckivani-x'. alias, ÍFWSÍSUVCIS: um menino-bem. nu), bonito. Licsclnullu. :ipurcccra ; is. ~a. ~;. ~inndi› «, ~ . A . - na vivenda da faimñiu. apó. ~ uma noiic dc - V ' i - violências o: intcrditus Tratzivu--sc de Car los Bumay, 25 . mou. mludanu* du Dircilqi. ñlho da: Duarte Gustavo Nurgucim Sourcs, VÍWUIKÍL' da Maircn. c dc Ana ? viana Bur ' . V . V . _ nuy, diwrciudos. Vivcndo um¡ u pai. nn * › : ' - ' ' i ^ É Duíundn, n jovcm uprox-'cituva L1 uusànuia da mñc. cm Rins. para dzir uma xcrie de _ , . . , bailes a quc chamam Scrõcs du . lmizridL-h . -- »gv 1'_ ! '79 A polícia . zpurou quc, com as HSSÍSÍCU' 'i ' tes iá mistumc cmhriupudiis . 'alguém fa- bncou um cocktail com ubsinlu. álcool pu~ ru c cmmníin, qua; hehe-ram -. u que «houve grande confusão c luta dumnlc u Tutu. _w pois hllViil cstilhaçns c dustrrwm por toda *i u pariu Al(- u lulu-fone c m' canos da ' : iguu forum armnzudos, o quc provocou ¡nunducüvs : mnbñin fui pzirciulmcmc dcmruídu» Os invcatigaadorca . muluvsun. dcpoix. que u falecido wsuhsidiavn diversos individuos du su: : imimidadc, com pcnsõm mensais Em» i. Im) fazia cum quc muitas Inarginnis o tunmmcm conquistar para chanwicar lnquiclo. Carlos Bumuy conciliuva mu¡ us cxígônciim sociais du fninflin com os im- pulsos íntimos da sua nulurL-z: : A vida noctumu dus barca', .i Lunbigmidudc dos ban- -lbnds du cidade. scduzium-nn Lspcciui menta, como o scduziam ; a literatura, u c» ema, .i filuqwñn, .l música, ;i (ípcm. a pintu- 4- " m. as viugcns. a udmgtzicia. as nulziçãao. .. g- -” ›_ ' -. ('0nhcci o na piscina do Algés c DaJun« ' " - = do, que Inqucniávarnns ambos. 'lbmámu ' -nos amigos». lembra Luís Ricardo --líra V . .r -V uma pessoa muito gentil c cspintuosa. com f», . 33,' - grande paciC-nciu para m uulms' Algum du ' '” 110540 grupo estivuram no baila'. FEIXINHO DO MAR Nessa nlturu ihuvia a Inudu dus fusias V CXÚIÍCLIb. A5 do Conde dc Caria. por exem- V ›. piu_ tinham muitu rcpcitussíxu. Rcalirai- " ' _ . . . vam-sc nn . scu iuic n: os convidados embar- V . CHVLUT] na ducu dc Bulúnw, ivccirdçi-nns o A _~ '- pmf. Sequeira Tom» v 0.x que ? Omni à dc ' _ Cascais cram objecto di: chucom nos bíliua ' dc ccncunlro tradicionais. como o Café - * '~ '_ V_ Nliwiitccarici, pniso di: POCÍUS. L3LTiIUTCM . -L . . , --. ..- rznnsr-zpz' É . actoms, cuvulhcin» dc indústria. pro p» Qi hiu . 'I. I.1c wmmrwm . i. i-w
  3. 3. ENCENAÇÓES PUBLICAS Um pas : ie chapéus pr-fú: u uotrsnx: rom» › . xenctm. c play-bois. Sofa-mm durante bars-ram: : icmpo ; mc-dutos sum üm. ~ A Censura cortou os nomcs dos panier panles nu festa (muitos cxtnn ligurus dc m- qucrdzi) para os prcscrwur du exposição pública. Ncnhum deles assumiu (RASSUUIC), porém. a su: : prrsc-nça na casa dos Birmuy. Apcnm os . Actor-cs Rogério Paulo. kiuriri Albergaria. Antonio Palma c ; i colunista Magé. o ñlcrtnn - tcndo sitio prcsos. Umu canção brasileira cm voga i Qucm me cnsinoir a nudur/ Foi o ¡x-ixinhi) do mari Foi. io¡ o pcLxinho do maru) tocada durante o baile, foi-lhe zmüocizadar. cz_›Ian› do-sc-lhc como um him. ) dc dcsbraga- mento. AS rádios. as socicdadis dc rucmio, os cegos de rua ñzcmm dci: : scnha dc insi- IIUEIÇÚCH, do: duphcidadcs. Para o público, as pcssoas dc sexualidade suspcitnsa, e os habitantes da Linha, passaram a acr. gcnc- ricumcntc. ~ PUÍXÍÍIhOS da mara Ser conn- tado com os bailes dc Cnscai-a em ser ob- jcclo dc cscímíos c coniundüncius. A pró- pria »iia viu wrcm-lhc colados rótulos csA tigmrrtivudorcs. MARUIOS E ÍADISTAS -- Bastava di/ .crmos que éramos dc lá n; logo nos víamos gozadm. Em iodo o lado ism acontccia, Lcmhro-Inc. andava [Nim meus i6 um». que fui pusaur iérius à Scnã, (um: da minha avó. Pois nem m' tive dc5« canso. Como wnlrcciir a iumñiu Bumuiw. a minha mãe duvu _su com u Inãu do (Turim. ouviu provoczrçõua cuniínuaa Foi um ic- nrirncru) cxlmordinunu. ctúcw contamos o iomulislu Ruul Paulo. Um grupo dr: cn» cremes fu¡ saber. atras-és dc Cuiiilllliriiduv. quc ~ncm todos os seus conterrâneos -Lkzsrvspcitzun os bom. costumes 56 O moralismo dos scguidorcs do mgimc gerou o moralismo do» Opusilurcs do rcgi- mc. Uns v outras idcnliiicunun-sc na dcic ›u dc nonnus - quc nem uns ncm outros pmticuvum, A csqirr-rciu dL-u. alias. cobcriu- ra Ii invasão d. : privucidudc dos auapciios, à intromissão A-dos poderes públicos - nas 70mm em que . lb rulacõcs» cum. - os indiví- duon si: pmccssam com base em conlm~ tos como ancrtuvn o escritor losé Lmins Garcia Conhecido dc Carlos líumziy, Mário Ccsariny ( 'encontrei-o na noiic anicrior ao seu dcsupurccimcntou. conta-nos, unum bur do Cais do Sodré ; i c-. screvcrzi, cm "fiiánia. que o built' de Ctucuis icvc ~ muita aristocracia¡ e nrorio/ c tudo». Prcicrir-lhc-ii. porém. cm pot-mu dcmo- lidummcntu irônico, os bailes dc Xubrcgus_ com mumjos c faclistris, mais popularcs c irunagrcz-norca do qua' os da Linha. -~1'i¡0 fui à issu: porque irão mc agrada- va o acl¡ guru-rum cumcnta o Dudu. O ca- cíindalo que provocou iui trcmundo. A po- Iíuiu encontrou nele uma mina d: : nim. 0.x humoascxuais dc posição uicrcccrum ior› tunas para não serem incomodados. -- Ru- gisranimwc. com cfc-ixo, dzidiwxas gcncrusíx- Simas. por ; dum figuras dc união. para¡ ¡ns- IÍIUÍÇÕCS de caridade e para obras' parrimo lliuih. As ; autoridades desenvolveram rusgzm UMA CASA PORTl-JGUESA o paiacerc de Santana. onde se deram o bai- le e o crime de Cascais, foi projectado nor Raul Lino e construido em 1931 para a ramr lia Bumav, pertencendo a Ana Maria aumay Aranha, marquesa da Praia o MOHÍOTÍÉ. Si tuacio entre a Avenida Emicio Navarro e a Rua dos Bem Lembracios na parte oeste de Cascais, e um exempío tipico_ com as suas VIVENDA BURNAY Li'__'_.4.i' 0nd', " deram' o o as ¡Dvêm varandas e Daiaustradas, da -casa portugue- sa», ceiebrizada por aqueie arquitecto. Nele funciona actualmente a Fundacao Petro Faicáo e Yanrub (Bumay ao contrarioi desti- nada a apoiar artistas locais. Curiosamente inaugura-se neta, noi-s, Quinta-feira, 20, uma exposição ce pintura de Pedro Falcão ! que val fazer9oanosi_ padrasto de Canas Bumav r. ? iu
  4. 4. sistcmúticus pcln cídzadc. violando direitos irldíwxirluznis clcmosntarcs, ÕUÍCHÓU os qm- mdiciuvmn »cumponulrlunlos incorrec- losw, nos : nais variados rlívcls. Dezenas do; pcsxruss formal. dunmlc q-munsls, c: uniu/ i- das : ms gabinetes c aus' (drug-rum du TorL-l. .sc-dc. então, du Iudlciána. Pnr tllltn de es puto. Inualns tnnnsitumn¡ para o Límuclru (nim nmlhcrcs foram para o Aliuhcb nndc llcurzun sun culpa fonnzndu ncm . nssislün cia jurídica Quatro dczcnas delas 'viram- --sc acusadas dc ~crlmcs contra Lx natura 1.a › O ! crrur gumrralizunl-an Pcmunalidadus (lc vulto Llchílrxnnl. (llscrtln n: lülltpotílñck mçnlc, u País. Algulnas rudiuunun-su' cm África c no Brasil. Discrsns lílhns lemfliu. pur. : calurcm suspvitus. Ltusunanu-xr . L tudu a pruxsa. Ondas du humulubiu uxpludcm ; i (limita c à estrucrdu, cnlrc gnvcnxalnlns c uposllurcs, Inlclrcttxuxs c una-Alfabetos. polr! cins e nungrnnis Os mais' lúcidns. nsu1lnis uvlcmnlcs. ním sc anlrcwn¡ u InunilmLur-szc Cawxulciro Fcrrcinl. nnnístro du l-nstiça. endurece a lugíslnção com nmdidm de in lt. 'rll. 'll1li'l1l(tpãlhlllh xtullos. xxu-nuçllgm_ pm- xcnclas'. chulns [os homens que »ixíam dc mulhcrcs pnutitusllus). lmlnosscxtxuis L' ¡- HUIjI1.l. -Yn›. u›~'-»nu. l. w: com : :uz-gw os ' «vsnros : m 3 atlanta 7111.1! l Faça uma jogada com futuro. Tire dos impostos. Ponha na reforma. Ainda esta a tempo de não deixar ir para os impostos aquilo que pode ir para a sua retormo. Até 31 de Dezembro subscreva o PPR/ MC e deduza à matéria colectàvel em IRS até 820000500 por casal (41 O contos por cônjuge), obtendo boas taxas dc rcndibílídode média líquidas: 9,1% em 1994, 9,21% em 1995 e 7,3% em 1996 (rendibílidodes passadas não implicam rendibílidades Futuras). lntormc-se na MundiolConlianca, no seu Mediador ou nos Bancos Pinto 8¡ Sotto Mayor, Totta 8. Açores c Crédilo Predial Português. ' V; ÊÍ-? ÊÊKÃA; CÍC MUNDIAL-CONFIANÇA lxrr cs-: um
  5. 5. rrmauoo LLSO _ goiania L wtcxlo - w-. m ara. : partem', l 5m_ 'l c; causos c. : ›. _ HilÇlEldUfCh du nlclltllfn' Em ttlgults aspectos. »a polícia ttào HC- tuou com u ¡wrspiczicizi dcxídau diz-nos um dmláltudtl cluncnto da Iudiuiaàri. : dc então. Invcstiguxtavsc mais com us mãos do que com a cabeça As dificuldades tum- bém cmm dc toda ; t ordcm. rlão run-ia : c- qttcr um laboratorio cientifico de apoio. O. : Cai-Os mais lrmucnlcs que nos : :parc- cíam diziam rcapcilo a roubo», CUITIJPÇÕIJ (e tnrrdoñlia. ~ As crianczm «anão cxistiam pc- runtc u ici. rtcm : ts IIHIHNJRÁ Podlaun >cr molcstadu: c assassinadas sum cortscqui-n- Cida. Nm. 28 casos dc nlonu dc tnullicrc< pelos maridos quc lomm ; t tribunal. cntrc MIO c 1926. ninguúln foi condenado lcmbm Moita Flows. Outros cscíindalos &CXUHÍS ~ caso do cri- mc dc Llccda (um espanhol mono no ¡hr- quc Etltutrnlo VII, cut quc cslcvu itnplicutlo uma familiar do presidente Cannonul. do pruL'c_xsx› do Moinho Vcrtnclho (pcdxlfilizl ocorrida no Ramiro). dos ballcls rose»- lrw págs. (vB/ OJ) › , tivcmm o lncsmo dus- lino do dv C; n.~. l.'ttix CONYIISÂO NAS INVISÍIGAÇÓÍS Sub u capa da ÍITCYCFÕIICÍH. o Pain golfe¡ ¡ntolerãltciau prcocupantm'. Salazar uuvc r» quc o procunlnt cm ¡Jílttico Não com- prccndc a inscnsibiiitladl: clcllttgradn: uma¡ tragédia que dcviu provocar contpuivão, lrunslcinrtuiraan- cm tlúttlcro dc vitro; da ntorte dc um jovem, a ntcrcccr constmngi tucntci. ÍuIÍít-SC sketch du revista. .~ famí- lia não pódc. sequer. :issumir publicamctt- te o luto por clc. u dor por clc. Só na inti~ tnidadc tcvc direito a chorei-ln, a ¡vreseixúr -lo. O cunhado, Duanc Borgcs Coutinho. tnurqttés du Pruiu, C' preso c posto incomuA niCLÍYCl nu Pcnitcttcitíriu dc Lisboa. A utn scu imião succdc o HILSIHO. Todos são sus- pulloz- ~Sat dc Ponugal nossa Hilllñi. Em impos- sível viver cú mu' circunstâncias criadas: Parati u. :- pussas do Algarvc Fui para fora nndc estive até qua: as* coisas acalmamm ãâ conta-nos o actor Hsrnlgv Bumtrv. lilmiliur dn dcsrtparccidcn. O pa¡ vúrsu obrigado ; l publicar no Diário dr- Notíciaa¡ uma decla- raçíu. ) (li/ _ctttlo scr lillw qua' o lillio tluw: Justus ruidosas« 'Tudo isso não passava dc iiilllclllllvcls caluttizls. , cltwtittztdus a dcncgnr a ntcntónu do lulccido. A tnuior part: : dJS pessoas que foi u cw: festa c» pccilica, ~c dcstrulmnt ns mova-is. não eram conhecidas do Carlos. .Àpurcczsram dc ilnprovisrl Alguns lt1¡'lSC¡1r': l(i()S lcvnmm bombuu dc Santo Antonio quc Itltiçttrm¡ ¡vclu rcsidôncia. com rixco dc provocurcm um inccndio Os com-s da Ccnsum u . ta umcalçus das autoridudus pouco conseguiam fazer. não CR: um quadro político quc CSIUVÇ! cm celu- sa. cru utn quadro comportantcntul, O tnoclclo instituído (lblilhna por todos os lados. unlc risadas públicas c insrsgurancazs privadas. 'Tomuvu -su urgente, para qua: o CORAÇÃO MECÂNICO A modem¡ desse Marco M952) era quebrada com notlclas sobre a traslaaacao dos cornos d: :- D. Amelia para sao vicente, e de Francis- ca, a pastcrlnm de Fátima_ para a basílica da cova na trla. L1 fora. em cuba, Fulgenclo Baptlsm aooderava-sc do ooccr através oe um golpe mlltar, e meu cos amerlcanos cx- perlmentavam com exito_ num hospital de _. ... .. _: »ctg : -:; ..--; ::. . -v. ... ... .- ---. -.7.v _ . . ; gli a? . 52,32.. . ai: Z 2:. cqttillbrio . v.- rcstzibclcccssc. :lcubur com o caso Quando o chcfc du mcszl de um hotel do lístoril tllsw : nos que o intcrrogzxvaiu qua: passara (i nuitc do cnmc com o rc¡ dc llzi~ lia L- o chclc do protocolo do Ministcritl dos Ncgcrcios Eqmttgciros. c quando os in~ vostigadorcs os quiscmnt. na scqucncic disso. clmtnur : l dcpor. tudo sc ¡amcipitrltl O LlÍlTClOl' da polícia contatcta o titular da justiça. Este telefona a Salazar. Dc imcdinv to. os dois votam par. : Silo Bunto O PII-si dcntu do Const-lho ouvc-os c. sum pmlcrir uma ¡walnwzr escreve na upa do processo arquiva-ac Arquivowszx Dc tal modo que ncm m» depositos judiciais. nem nu Tom: do Tom- bo comcguinios, agora. localiza-lo. No dia seguinte. a imprcttsa¡ viu--se subi tumulto: cottvocudzt por. : o 'foruL onde o~ rvsponsávcin pcla PI lhc cntn-gairaitn um FIÍHUÉIHB_ um coracao mecànlco. No cinema, saftlmbancos en-: hla-se dc cos- turelrinnas stlsctrando por Artur Semedo «Na altura do baile. e eu frequentava as orln- cipals festas que havia, estava em Moçambi- que a fllmar o Chaímitev, recorda o actor_ No teatro, Aura Abranches arrebatava pla- telas, no Nacional com Frei LUIS de sousa; e na revista. Antonio Silva. Castl- nha e Rlbelrlnho fazlam garqa~ mar o COlISEU em Enquanto Houver Santo Antonio. charge a Salazar Nas llvrarias, Urbana 'lava res R0 onguas lançava Porta dos Liml- tes e Tomás da Fonseca. Filha de Ladrão. Em Bema. Antonlo Fer› ro apresentava, na delegação portuguesa* Àmâllã Rcorlgues. ARTUR SEM [DO O ga IN ÍI Ílí' v; mxvmfmt li¡ i5”-
  6. 6. longo comunicado concluindo pelo ~~ btlltl- dio (lc Carlos Bumriy _ . » Censura toi no tiñcuda par. ; não dcixur sair maix ncnliu- m. : rclkrrú-nciu ao caso. Enquanto clu crus- tiu. nuo saiu. Poucos acreditaram. pIJfÚItI. vn¡ tul des- lbclio . cli: r.: otu [nela dubicza das investi- gncoes. sucudcu u frustração ¡Julo lim dr- lilo. Dub Llu/ _cnus dc . icusnrlcis, ¡Ipcênzs . ›r- Inundo lnsc litorintz Piano_ ihnonio lor-, zc làuxiorll' Fumo, Amir Chnulhu Fcmundcs v; Eduurdr. › Allrcrlo Guimurílcx Alcndiu fo mm L-nviudos ; a trihunul CUlCAS RASGADAS : cncviixiçfio frita pelos : autores do cri- mt c complexa. F px'l't'l't~, ;mota Fut nuntln Luso Sri-arm'. advogado c dmrnutur- go, na altura inspuctor da lucliciiiriu. -Quundo chcguci un local porn1ciu_›ri< zu-itos. ~ (lula-nas dc pcxsoas tinham já cn- tmdu no quam) c mcxido um quam: tudo, .-o contrário do que foi dito, n jm em não morrcu nu cgrsai ondc (ln-u o hullc, o pu- lacctc dc Santana, mais numa (intra, mult- gun. Os quc n ¡JSSCLSSÍHJTZJIU levaram o cor- po c urnmiunmi-no par. : ¡Lsrcin u ida-iu de que ele SC' tinha micidado A tcw do suicí- dio niio tinha, pcirüin, pós nom Cabeça. Os dois edificios forum passados u pcntc lino por 39 ¡rgcntL-s Segundo testemunhos quu rccolhcinos. u curta¡ ; ilturu Curlm Bumuy, .sentindo-su muldisposto. umilott c disso pur. ; ; nos um: o rrulcnvuni. vou descansar um bocado. Subiu par. : um LlUa quantos c níu) ninix lol visto. l-Zrum cinco du manhã-a Na divisíio onde ¡ipurccuu o seu cndzn cr, havia uma pistola sobra ; i cunm. com duas bulas no carregador c uniu na câmara. .. s cstirus do projüclil que : itinpiu o corpo não c: wrn-. xpondium com u< suas. As rooms quu Í›| ¡ "Hit iiixrlnlthuli' l'›“'i' 'mo CE3sr. ¡e'*~. v *vv ”"r. i~'J. ¡-i. ¡ e ; eva-ro Ú C3 J ll"z' / Faça uma jogada com futuro. Vá ao Mundial de Futebol França °98. Subscreva um PPR da Mundial-Confiança, com voor igual ou superior c¡ 200 contos, v: Habilite-se o um espectacular sorteio' que oferece: 30 Viagens la Franco, mclv¡ &rcdio dr_- 3 dios em regime d! ? mr: r: pr-'i-. oo n: biliwtr: para assistir o um logo do Mundial) para Viver o emocào oo vivo, 40 Televisores (no valor unitário de 9? ÓOOSCO) su tiver um bocadinho menos de sorte; 40 Videos (no volor unitnrio de 55 500500) para rever os melhores logados. Entretanto pense no que se voi divertir no reforma se tiver um PPR/ MC Inlorme se no MundeulConHcnço, no *mu Merlodcw ou vcs Bancos Pinto 8¡ Soho Mayor, letra E. Accrcs v' Crñdzto Prrtdiul Portugués. ' [vn, .um [ulhllftlflflfl ri 43.1' 'F nuvovirado : m: -_ : ?certo l ; o w 31 Llt D . nbr: dr "W/ ' . ,- ivrà-l g- “e, *rrix- m -~ «ln liaznu_ : cm -r : m. ; d. .. Wc. . lin Jmniradoi ; ou : odor rc Í" t s '-é~'*. ~, ~ -n z- . .ífgt 1.1-_ MUNDlAL-CONFIANÇA 1- oww-w l I r rgurrn
  7. 7. nous COSTUMES O regime precisam de uma n-oza', 'nUsWo ! asa P o ¡owni cnvcrguva na ! esta cstavam dobra- das numa cadeira, ao lado. O delegado do: saúde limpou a região do fcrimcltlo. na lcstu. com uma toalha húmida. destruindo os vestígios do disparo () iice-¡wcsidcntcs da Câmara dk' Cascais. qu: : o acompunhzr va. cmpunhou a anna c o cunhado tomou o pulso ao cadáver. ~- As invcstigacõa-s lomaramrse numa baralhada. a confusão lcz-se tmzil», :icms- canta Luso soam-s. «Vlivc dc imcdialt) a scnsacão dc qua'. ali. havia dedo dc mulher_ Às cuecas do invcm faltava um pedaço dc tecido. que: mc apcrccbi tcr sido uosido. a correr. na camisa Esta fora seca o passada à pressa. dcicciamos-lhc- 39 marcas dc ler- ro do: cngomar Ealuu convencido dc que o crimc lo¡ cometido pela criada da casa e pelo maiidr). Forum presos para ¡nu-Imagen- (úrius, Pcnso que cics acabariam, um uma questão dc tempo, por confessar. Havia provas' mais do que: suñcicntcsm UMQHAIGLADO t) advogado da mãc dc Carlos Bumay'. António Maria Pereira compartilha da mesma tese: Jinram clcs quc o assinam: :- ram confia-nos. nliluborci, aliás_ um m- lalório nosso sentido c mandcio para as instziiiciras Hopi-ativas lgnorarain-nr) ›- Hulhcr do: Íonc pcmmalidadc (dinam- na ligada a csotcrLsanios o: ocultismos). a¡ L'lllpl'(^¡. .',8(lH cm causa tcria agido Llcssa ma~ ncira ao saber que Carlos Bumay, ¡imunlc do marido. o abandonam. dcspmtegcndo -os cconomicamente. Nada foi_ [xirüni, provado. ulíln tinha um olhar gclaclci». rt-uorda Luso Sourcs nQuando. um dia, a intcrro- 211W). respondeu-mc' scia mais cauteloso N) nas perguntas quc me: ta¡ VL-izl hcl! ) os olhos com que o L-stou a títar. .. Olhei. Son- ti um amzpio cstranliissimo pelo corpo to do. WI: : ¡Jrimcira »cz na minha vida tivi: mcdo. Foi uma coisa inexplicável, profun- da. única. Horas depois, ao cntmr no mtu gzihinclt'. sou khillÍliIdU ao diructur. o dr_ Alxvcs Nlontciro. quo me dissc: SUlÍD-(YS lmcdlülíllllvlllt'. t¡ uma «Jrdt-xzi minha. O proa-sw tinha. por decisão supcrior, sido arquivado. Nunca me senti tão pemlcvg como cntão Não lcnho dúvidas ncnhu- mas dc que foi ela quem arquitcctou tu- do. Ao lcvarcm-lhc. ao 13." dia du cncarcer ramcnto. o mando par¡ mais uma tentar¡ va de acarcação, csic mioU-sc-lltt' aos pcs implomiulo conxulsivamcntc: acaba com isto. não aguento ! nais A Inullicr lrmntou a cabeça v trüpmssou-o com o olhar, cm si- IC-ncio lnstailtaincsuincnlc- clc Ficou calado. apático. :sem rcagir listupcfzictos. ns ¡ns- pcctorcs FCÚRiTitJH-IIU. (insistindo du os confrontar. DÍSCÍIO DA MÃE . › test do suicidio. escolhida pela paulícia. baseava-sc cm intcrprntacücs tsubjcctivnsi tccidas a punir da personalidade. do tum- pcramcntt) de (Ízirlcis llurnay - indirllltu¡ : mclancrãlicci c dcprcssixvi; com «nm-s pulsõcs nccrúlilasn e ~açcntuudas tcndên- cias mómidas. . ! brain cnconlrados vcrsos seus. c pensar mentos escritos. sobre n direito an suicídio, Num aula-mo havia. aité. 'dnUlildLl quc so ele podia dispor da sua vida. c que o seu (ÍCSHPZIFCCIIIIUIIIU daria lxistauttt- trabalho um quc licasycm. O documento. intitulado O . Vau Tesianrcnro. dmcrcxda depois com grande sensibilidade. divcrsns ¡iassos da sua vida. As auturidadcs viram nisso a explicação para um acto de desesperou_ decidido ao apcrcclx-r-sc da gravidado: dos incidcntcs “ ocomdos durantc a noitc latidica. ~T'udr› reforça a hipotese do suicídio. aliás. tecni- 'iíillltlllk' admitida nos rclatórios dos cxav mes leitos : ilinnaram ! Em carta ¡muhlicada no Dizirio de Nut¡- cms (5 dc Abril dc 1952)_ a mãu tcnta, do scspcradamente, inverter semelhante con» ttlusão; “Esso docuntcnlow. csulanvc, .é o princípiio de um romance quc o meu ñlho comcçou a cscrvwt-r o: m(- cntrr~gou há mais dc um ano, cm quc a pcmonagctn princi- pal msolvc suicidur-sc. A prova mais ev¡ dente do que Iião trata (lulu. L'- quc a his- tória é ¡Jassada cm Paris. onde o meu lilho nunca cstcvc. com ¡wssoas quu ele Iiunca conhucvsu Acho útil qu: : todos saibam qua: considero IHIPOSSÍVUÍ a hipótese do suicí dia), pois o mcu filho na véspera di: :: pare ccr morto Ls-trcvcu-nu- uma cana cm que su: mostrava muito satisfeito» E "cantor m: : foi VtrÍllCadt¡ pola Policia_ a pistola que cstztvu na cama não tinha Llisparado, não tinha bala na câmara v: estava travadan, Os cscàndalos dc costumes scmprc lo» ram, indcpcndcntcriicnlc dos rcgimcs. uma constanic entre nos Salazar jogou nisso lh-rccbcnzlo qu: : a ludiciairia não ru solveria o caso de Cascais (nem ns que Ihc seguiram). saltou um ll'I: ll| L' . - tL-uriu do suicidio lui u mais CUHVCnÍCnlt' para salvar a lacc a todos v à policia. aos tribunais. aos costumes. a Inoral. Dupmlcgido. u corpo dc Carlos Human» (lUSCCll, dois dias depois do: ter . sido autop siadu. a um ga» utâo do ja/ .igo da familia no Cemitério dos lãrazcres. em Lisboa. Ondc ñcou para sempre, sem direito a justiça. a dignidzitlc. à¡ incnnãna - ¡ircscritzls pela» leis I ll! :lt m-; xnliro . ii. TN'

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